quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Meus netos RG e RJ da geração Z

Rodolfo Juarez

Neste ano de 2024, dois dos meus netos completaram 18 anos. O João Guilherme Juarez Peres, filho da Mara Cristiane Juarez Peres e do Arnaldo Monteiro Peres, e o Raul Melo Juarez, filho do Rodrigo de Souza Juarez e da Ângela Mayra Amaral de Melo, respectivamente o oitavo e o nono dos meus netos.

Pois bem, o que há de especial para destacar nos tempos destes dois queridos netos?

Primeiramente, que se trata de dois adolescentes, do sexo maisculino, que completaram 18 anos em 2024 e, por isso, precisaram se alistar no serviço militar obrigatório até o último dia do mês junho

O Serviço Militar é obrigatório de acordo com a Lei n.º 4.375, que define que todo brasileiro do sexo masculino deverá se alistar no ano em que completar 18 anos para sua seleção e poderá ser incorporado para servir na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica.

O primeiro, o João Guilhermo fez o Enem em 2023, recebeu o resultado em 2024 e, hoje, é acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Pará. O Raul fez o Enem em 2024 e está esperando o resultado, com previsão de divulgação para o dia 13 de janeiro de 2025.

Além disso, os dois são jovens da geração Z ou “Centenial”, que são todos os jovens com idade entre 8 e 23 anos, que assumirá o protagonismo político-social nas próximas décadas. Também conhecidos como “centenials”, vindos ao mundo em plena mudança de século – os mais velhos são os do ano de 1995 e os mais novos nasceram em 2010 -, chegam com o smartphone ou um tablet debaixo do braço.

Mas o que é a geração Z? 

A geração Z um grupo de pessoas marcado pela Internet. Faz parte de seu DNA. Ela invade sua casa, sua educação e a forma de se socializar. E se, para a geração Y foi e está sendo complicado encontrar trabalho, a situação Z do pós-millenials é ainda pior.

Seu domínio das tecnologias, talvez, faça com que se preocupem menos com suas relações interpessoais, embora sejam eles os que mais dão voz às causas sociais na Internet. Gostam de ter tudo aquilo que desejam de forma imediata, uma consequência do mundo digital em que estão imersos. Seu estilo de vida também está marcado pelos youtubers.

São multitarefa, mas seu tempo de atenção é muito breve. São independentes, consumidores exigentes e ocuparão cargos que, atualmente, ainda não existem.

Estudos apontam que, apesar da diversidade social atual, as gerações Y e Z são as mais predominantes, hoje em dia há em torno de 2 bilhões de pessoas da geração Y e 2,4 bilhões da geração Z, que representam 27% e 32% da população mundial, respectivamente.

Este cenário ainda é modificado devido estarmos no Norte do Brasil, com dificuldades mais do que dobradas, mas, tudo isso, deve ser colocado na escala de dificuldades para serem vencidas pelos meus dois netos, com dedicação, esforço e vontade para superar os obstáculos que a vida, como se vê, naturalmente impõe a todos.

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

A demora na conclusão de projetos prejudica a avaliação do Governo

Rodolfo Juarez

O ano de 2024, mesmo considerando alguns avanços havidos, não foi um grande ano para a administração pública e para a população do Estado do Amapá.

Foram evidentes avanços em uns municípios e retrocessos em outros. A constatação dessa realidade está sendo feita da maneira mais frustrantes que se pode esperar, alguns pela comparação dos resultados administrativos, outros por comparação com os resultados práticos e avaliados diretamente pela comunidade.

Poucos estão satisfeitos com os resultados!

A população só não está mais frustrada ainda pelo fato de algumas prefeituras que contaram com recursos extraorçamentários, sejam oriundos de emenda de parlamentares eleitos para essa legislatura, seja por emenda de parlamentares que, inclusive, não conseguiram a reeleição, mas conseguiram fazer com que as emendas chegassem ao destino proposto.

O que ainda preocupa a população e os próprios agentes públicos, funcionários de carreira, contratados CLT ou comissionados que, estes como servidores públicos, assumem responsabilidades caberiam perfeitamente no rol de compromisso do funcionários de carreira.

Muitas trocas de dirigentes de importantes setores públicos prejudicam, substancialmente, a administração pública e os resultado esperado, mesmo nos setores das atividades meio, importante para o conjunto e para a organização e avaliação do trabalho e dos resultados.

Faz tempo que o cumprimento de metas ou mesmo de cronogramas, não estão no topo da referência para definir a permanência, ou não, de um determinado programa, elaborado a partir de levantamentos de necessidades, seja na observação registrada pela comunidade no PPA, seja na visão dos dirigentes que assumem os cargos.

Mudança sistemática não coopera para o gestor fazer uma boa administração, principalmente no governo do Estado.

Nos municípios, considerando que os projetos são de monta menor e, em regra, complementares, até que se entende os resultados fracos, mas, no gestão estadual, precisa haver mais comprometimento com o programa e com os planos estabelecidos nos orçamentos públicos.

Vê-se uma grande distância entre o desejado e a realidade!

Está difícil justificar para a população a demora na conclusão de projetos considerados simples e que, se transforma em um monte de problemas, sugerindo dúvidas no tamanho da responsabilidade e na resposta que é dada à população, ávida por melhoria da qualidade de vida.

Não é tão difícil gerenciar os interesses da população do Amapá que, até agora, se mantém em um expectativa, onde o crer nas pessoas é o seu maior apoio. Entretanto, as decepções se amontoam perigosamente, criando desconfianças que precisam ser evitadas e, se evitar não for possível, precisam ser muito bem explicada para que a população entenda o que está acontecendo.

Combater o desequilíbrio entre a oferta de dinheiro para os Poderes do Estado, ou procurar equalizar os poderes de forma racional deve ser sempre no interesse da população, para se consolidar como uma lógica administrativa.

Mas vem ai o ano de 2025, mais uma oportunidade se abre para um novo orçamento, um novo plano de trabalho, uma nova esperança para a população que não compreende as dificuldades alegadas, pois, está entendendo que existem mais erros do que acertos e essa lógica precisa ser retirada de contexto.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Há 53 anos recebia o grau de Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Pará.

Rodolfo Juarez

Hoje, 17 de dezembro de 2024, estou completando 53 anos que recebi o grau de Engenheiro Civil pelo Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará, Escola de Engenharia, Turma Engenheiro Fernando Guilhon – Engenheiros Civis de1971.

A solenidade aconteceu no Theatro da Paz, nave principal do teatro, em Belém do Pará. O teatro foi inaugurado em 15 de novembro 1878, com a apresentação da ópera “As Duas Órfãs”, e tombado pelo serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 21 de junho de 1963, continua sendo hoje uma das referências culturais de toda a Amazônia.

Em 1971 o Brasil estava no 3.º governo da era militar e tinha como presidente da República Emílio Garrastazu Médice (1969 a 1974). O governador do Pará era o Engenheiro Fernando Guilhon, que havia assumido o cargo no dia 15 de março de 1971, onde permaneceu até 14/03/1975.

Governava o Amapá, em 1971, Ivanhoé Gonçalves Martins (10/04/1967 a 06/10/1972). O prefeito de Macapá era João Oliveira Côrtes, que havia assumido o cargo no dia 1.º de maio de 1968, onde ficou até 31 de julho de 1972.

O reitor da Universidade Federal do Pará, em 1971, era Aloysio da Costa Chaves (1969-1973) e o diretor do Centro Tecnológico da UFPA, em 1971, era João Maria de Lima Paes (1967-1975).

O dia 17 de dezembro de 1971 foi uma sexta-feira especial para todos os formandos daquela turma. Antes, no sábado imediatamente anterior, dia 11 de dezembro, quando se comemora o Dia do Engenheiro Civil, a turma havia feito a despedida, com passeata pelas ruas da Cidade Velha, em Belém.

Vivi aquela semana inesquecível, morando na Rua de Óbidos, Vila Dom Bosco, casa 16, na Cidade Velha, mesmo sendo semana de prova na Escola Estadual Santo Afonso, no Bairro da Sacramenta (Perpétuo Socorro), onde lecionava Matemática para o Ginásio e Colégio no período noturno, com 18 horas semanais. Nas horas vagas da semana letiva, considerando o 5.º ano de Engenharia, lecionava Matemática no Ginásio Patria e Cultura, na Avenida Nazaré, no bairro do mesmo nome, em Belém.

O traje da colação de grau (tenha uma idéia!) foi smoking. Eu estava tranquilo com a indumentária. Minha mãe (linda!) Raimunda Pureza Juarez, minha paraninfa, trazia, na bolsa, o anel de formatura, e no coração, uma alegria especial, cheia de indisfarçável orgulho, protegidos pela alegria de ver o seu primeiro filho formado em Engenharia Civil. Certamente era uma grande conquista! Meu pai estava em Belém, mas no Ver-o-Peso, cuidando do embarque de mercadoria no Iate Juarez, que sairia para Macapá no dia seguinte.

A solenidade foi maravilhosa e ainda tenho, na memória e como lembrança, cada detalhe do inesquecível momento que vivi com outros 71 colegas homens e uma colega mulher. Éramos 73 formamos. Durante todo o curso, fomos divididos em duas turmas (“A” e “B”), eu era da Turma “B”.

O momento do juramento é inesquecível: “Juro que, no cumprimento do meu dever de Engenheiro, não deixarei cegar pelo brilho excessivo da tecnologia, de forma a não esquecer que trabalho para o bem do homem, e não da máquina. Respeitarei a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o equilíbrio ecológico ou poluam, além de colocar todo o meu conhecimento científico a serviço do conforto e desenvolvimento da humanidade. Assim juro!” 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Federação das Indústrias do Estado do Amapá completa 34 anos de fundação

Rodolfo Juarez

Amanhã, dia 14 de dezembro de 2024, a Federação das Indústrias do Estado do Amapá – FIEAP, completa 34 anos de fundação e, no momento, está em situação difícil, completamente inativa e sobrevivendo do ar que seu presidente atual lhe injeta a cada 24 horas.

No começo, o primeiro presidente, o empresário da construção civil, Francisco Leite da Silva, soube conduzir os primeiros passos da instituição que ganhou notoriedade regional pela importância e pelo que projetou para o desenvolvimento industrial do Estado do Amapá.

Os encontros anuais da indústria, dos quais três deles realizados na Serra do Navio, contou com a participação de todos os entes interessados no desenvolvimento do Amapá, principalmente o Governo do Estado que via na Federação uma grande porta de entrada dos negócios que precisavam ser realizados por aqui.

Desde 2002 quando assumiu o comando do sistema o presidente Sivaldo, sob a batuta da deputada federal Fátima Pelaes, houve a inserção da política partidária na instituição com a aquiescência dos conselheiros do Conselho de Representantes, trazendo as dificuldades para a Federação das Indústrias.

Depois veio a presidência de Telma Gurgel, com a influência do mandato de deputado federal de Vinicius Gurgel, concluiu o processo de politização das eleições da instituição, com o inchaço de sindicatos filiados sem a necessária representação das categorias econômicas pelas quais requeriam o direito de participar.

Os litígios foram para o Judiciário, principalmente para definir a representatividade dos sindicatos que pleiteavam o direito ao voto e, com esse voto, o direito de participar das unidades regionalizadas do SESI e do SENAI que passaram a ser cabide de emprego para os parentes dos dirigentes sindicais filiados à federação.

O Estatuto da entidade passou por reformas claramente tendenciosas à agasalhar os sindicatos que se alinham, em maioria, de um dado ou de outro dos pretendentes, até chegar em uma disputa interminável na justiça para saber quais os sindicatos que tinham ou não direito de votar e escolher os dirigentes da Federação.

O presidente da Federação das Indústrias depois de tomar posse assume a direção regional do SESI e a presidência dos conselhos regionais do SESI e do SENAI, além de passar a comandar o Instituto Euvaldo Lodi - IEL através de superintendente de livre nomeação do presidente.

A última eleição elegeu a presidente e o vice-presidente, sendo que, depois da posse o vice-presidente renunciou o cargo que foi entregue pelo conselho ao irmão da presidente, a deputada federal eleita Josi Rocha.

Por uma série de irregularidades apontadas por uma auditoria externa, o SESI e o SENAI foram retirados da tutela da Federação, sob várias alegações e perigo de continuar sendo prejudicadas as duas instituições, com a direção da Federação não tendo, até agora, forças suficientes para desfazer a intervenção que já perdura por mais de um ano.

Nesse momento Sesi e Senai continua sob o comando das respectivas direções nacionais, a Federação das Indústrias do Estado do Amapá recuperou o seu espaço no quadro societário da Confederação Nacional da Indústrias, mas não recuperou a credibilidade tanto que, até agora, não lhe é dado condições para sanar os inúmeros compromisso que lhe batem à porta todo dia.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Porto de Macapá - Companhia Docas de Santana - histórico I

Porto de Macapá – Companhia Docas de Santana – histórico I

Rodolfo Juarez

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, no dia 5 de outubro, e a transformação do Território Federal do Amapá em Estado do Amapá, ficou conhecido o prazo do qual dispunha o governo da transição, que tinha como governador Gilton Garcia, para institucionalizar o nova Unidade da Federação (UF).

Da institucionalização constavam as eleições para governador e vice, eleição de 3 senadores, de 8 deputados federais e 24 deputados estaduais, isso na esfera eleitoral. Além disso, instalação do Tribunal de Justiça, com desembargadores, juízes e auxiliares da justiça; Ministério Público com seus procuradores, promotores e auxiliares. 

Com a parte de custeio instalada, como projetada a parte de receita uma vez que o orçamento anual precisava ser equilibrado e o Amapá vinha sendo sustentado por receitas vindas diretamente do Governo Federal desde 1943, na condição de território federal?

A Associação Comercial e Industrial do Amapá – ACIA, naquele tempo único fórum de discussão do lado empresarial da economia, começou a idealizar modelos que pudessem sustentar as necessidades do novo Estado.

Os estudos, resultantes de constantes discussões na Associação Comercial, apontaram que, naquele momento, dois projetos, dentre outros, poderiam contribuir com o necessário desenvolvimento econômico do Estado do Amapá: a criação de uma área de livre comércio no Estado e a estadualização do Porto Alfandegado de Macapá que, há época, era administrado por uma autarquia federal, a Companhia Docas do Pará – CDP.

Sarney, ex-presidente da República, havia sido eleito em 1990, com o maior número de votos e com a mensagem de que a eleição dele seria o boa para contribuir com a estruturação equilibrada do Estado do Amapá, discutindo no Congresso as questões amapaenses. Assim, ele passou a ser o principal alvo do empresariado daqui.

Em 1992, por ação do senador Sarney, foi criada a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) através do Decreto nº 517, de 8 de maio de 1992, que regulamentou o art. 11 da Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, na parte que trata da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana-ALCMS.

Assim, a ALCMS se transformou em um dos principais direcionadores da economia do Amapá, responsável por mais de 60 mil empregos na região, e teve como objetivo inicial e justificador, a promoção do comércio internacional, atrair investimentos estrangeiros, além de estimular a inovação e o crescimento econômico do estado.

Já com relação do Porto de Macapá, que fica em Santana e a 18 km da capital, continuava sendo administrado pela Companhia Docas do Pará, mesmo sendo o único porto alfandegado em território amapaense e os containers, com mercadorias importadas, principalmente do área livre comércio do Panamá, chegassem com destino à ALCM. Os tributos e as contabilidades continuavam sendo pagos e feitas em Belém, sede da CDP.

Em 1993, na segunda metade do governo eleito do governador Barcellos, se iniciou uma negociação para a estadualização do Porto de Macapá, em Santana, pertencente à União Federal. Terminado o governo Barcellos e a confusão que resultou, no Governo Federal, devido à renúncia do presidente Collor e a investida no cargo presidente, do vice-presidente Itamar Franco.

Em 1994, há época não havia a possibilidade de reeleição para o mesmo cargo, e Barcellos tinha que deixar o cargo no dia 31 de dezembro.

Antes, em outubro, foi eleito o sucessor de Annibal Barcellos, João Capiberibe, adversário ideológico e político. Essa preferência afetou, diretamente, todas as negociações que haviam sido iniciadas com relação a estadualização do porto alfandegado de Macapá, o Porto de Santana.

Nas eleições de 2000, para um mandato de 4 anos, o eleito prefeito de Santana foi Rosemiro Rocha, afinado com Barcellos, e que durante a campanha se comprometera, caso o governador Capiberibe, não mostrasse interesse pelo Porto de Macapá.

Capiberibe continuou com mesmo propósito com relação do porto até o final do seu mandato em março de 2001. Substituído, pela vice Dalva Figueiredo, que retomou a discussão. Mas não deu tempo, o mandato da governadora terminou em 2002, mas transferiu os apoios com relação ao porto para o prefeito de Santana que se interessou pela municipalização do porto e entregou essa atribuição a mim.

Com apoio do meu irmão, então deputado federal e que me abria portas no Ministério dos Transportes, em 14 de dezembro de 2002, foi assinado o Convênio de Delegação 09/2002, entre a União, com interveniência do Ministério dos Transportes, e o Município de Santana, com a interveniência da Companhia Docas de Santana – CDSA para que a CDSA administre e explore o Porto de Macapá.

Apenas, em 27 de fevereiro de 2003 foi firmado o Termo de Contrato de Concessão Real de Uso n.º 01/2003, entregando, mediante inventário, por cessão a título gratuito, móveis, imóveis, equipamentos e áreas pertencentes à CDP, localizado no Porto de Macapá, Estado do Amapá.

Na Cláusula quinta do Contrato de Cessão Real de Uso está estabelecido o prazo de 25 anos de vigência para o contrato, prorrogáveis por mais 25.

Em 27 de fevereiro, deste ano, o Contrato de Cessão Real de Uso completa 22 anos e a CDSA e a Prefeitura de Santana, terão de tomar a decisão: se querem ou não a prorrogação do prazo do contrato de cessão real de uso por mais 25 anos e se a União concorda.    

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Resumo de uma saga de 10 anos

Rodolfo Juarez

Em maio de 2014, logo depois de ter completado 68 anos de idade no dia 19, fui diagnosticado pelo médico nefrologista, Dr. Antônio Pinheiro Teles, com hiperplasia prostática benigna (HPB), um problema urinário comum que afeta os homens, especialmente aqueles com mais de 50 anos, dificultando o ato de urinar, piorando a qualidade de vida destes e preocupando à família e a ele mesmo

A HPB, da qual fui acometido, teve evolução rápida tanto que, no dia 6 de junho de 2014 foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência Osvaldo Cruz, em Macapá, para procedimentos que levaram, inicialmente à drenagem artificial da urina e à colocação de cateter para imediata hemodiálise e, em seguida, transfusões sucessivas de sangue, enquanto aguardava os exames necessários para a operação para a retirada total da próstata, o que aconteceu no dia 26 de agosto de 2014, no Hospital São Camilo.

Fiquei fazendo hemodiálise até o dia 23 de dezembro de 2014, quando, depois da retirada do cateter e com a volta das funções renais, ficava na expectativa de como o rim responderia à recuperação.

Em fevereiro de 2018, por recomendação médica, fiz a fístula e, desde o dia 16 de março de 2019, faço hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por vez.

De 16 de  março de 2019 a 16 de maio de 2020, fiz hemodiálise na Unidade de Nefrologia do Hcal. A partir do dia 18 de maio de 2020, passei a fazer hemodiálise na Clínica Uninefro, em Macapá, onde estou até a esta data.

Até meados de 2023 não havia feito qualquer movimento no sentido de iniciar as providências visando transplante renal, apesar dos aconselhamentos de familiares e amigos. Entretanto, no dia 12 de julho de 2023, acatei os aconselhamentos dos familiares, dos amigos e do meu médico nefrologista-assistente Dr. João de Barro Neto, requerendo a abertura de processo no Programa de Tratamento Fora de Domicílio da Secretaria de Saúde do Governo do Amapá.

O Estado do Amapá é uma das duas unidades da Federação que não realiza transplante de órgão até esta data, obrigando os pacientes renais, como eu, a procurar espaço em cidades de outros estados.

As primeiras tentativas, para Curitiba-PR, foram frustradas. Depois de uma primeira tentativa para Belém-PA, na segunda obtive sucesso, sendo que a primeira consulta no Hospital Ophir Loyola aconteceu no dia 26 de abril de 2024.

Os exames foram realizados em duas etapas e, no dia 22 de novembro de 2024, entrei na Fila do Transplante da Equipe PA-HOL - José Ricardo Tuma da Pon, conforme Registro Geral da Central de Transplante – RGCT – 368215-1560.

Apesar de ter marcado, pela equipe médica, retorno obrigatório para o dia 05 de fevereiro de 2025, para o acompanhamento de ações do pré-transplante, a expectativa é pelo transplante.

  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Botafogo campeão da Libertadores da América de 2024

Rodolfo Juarez

Foi dramática, mas espetacular, a vitória do Botafogo do Rio de Janeiro, sobre o Atlético Mineiro, de Minas Gerais, pelas circunstância do jogo e pela encarrascada em que todos, logo no primeiro minuto de jogo, imaginavam ter se metido o Botafogo.

Foi logo no primeiro minuto do primeiro tempo, aos 29 segundos, depois do primeiro silvo do apito do árbitro argentino, Facundo Tello, no estádio Monumental de Nuñez, na Argentina, que o volante Gregore, o camisa 26 do Botafogo, levara o cartão vermelho mais rápido da história dos jogos da Libertadores depois de atingir o rosto de Fausto Vera com as travas de sua chuteira.

O volante Gregore explicou o lance após a partida afirmando ter contado com o apoio dos companheiros de time. “Foi um lance rápido, eu estava de costas, a bola passou por mim e, quando virei, já fui fazer a ação. Foi um lance muito rápido, em que estiquei a perna, consegui tocar na bola, mas acabei tocando a cabeça do Fausto. Fui infeliz no lance e acabei sendo expulso, mas, saindo de campo, os jogadores, nesse trajeto, já estavam dizendo que iam correr por mim. Isso me deu um alívio, porque esse sentimento de desespero, em uma final de Libertadores e deixando o time com um a menos é complicado. E, como o Luiz falou, estava escrito. Queria estar dentro de campo com meus companheiros, mas estou muito feliz por tudo o que vem acontecendo com o clube, comigo e com meus companheiros. E, graças a Deus, saímos campeões”.

Os minutos que se seguiram foram dramáticos. Os torcedores do botafogo, maioria no estádio, queriam ver como o time iria se comportar com um jogador a menos do que o adversário, o Atletico Mineiro.

Nos 20 minutos que se seguiram o Atlético veio para cima do Botafogo, mas, o que deixou transparecer a maioria dos jogadores atleticanos foi uma ansiedade para tirar proveito da vantagem inesperada.

A maioria dos jogadores que estava em campo tem conceito formado sobre esse tipo de vantagem e, também sabe, que se não for logo materializada com marcação de gol, a situação vira e o adversário recupera a confiança e vem para o jogo como se estivesse com o time completo.

Passados os primeiros 30 minutos, o Botafogo já no segundo estágio da emoção e com a confiança recuperada, acreditou que podia fazer o seu jogo. Assim fez. Aos 35 minutos do primeiro tempo, fez o primeiro gol, Luiz Henrique e, logo depois, de pênalti sofrido por Luiz Henrique, Alex Teles, faz o segundo.

Com um jogador a mais, dois gols contra no placar e trocando 3 jogadores do time, o Atlético voltou para o segundo tempo confiante. Era o que lhe restava. Logo no começo desse tempo, Vargas, de cabeça, marca para o Atlético e logo veio o sentimento de que “agora vai”

Que nada, não foi!

O botafogo marcou o terceiro já nos acréscimos e a um minuto do final, fechando placar em 3 x 1. O Botafogo, depois de ver seus jogadores medalhados e recebendo o troféu de campeão e um bom prêmio em dinheiro, abriu para as comemorações e os festejos.

Parabéns aos torcedores do Botafogo. Justo o resultado!