quinta-feira, 27 de março de 2025

A morte de Edir Juarez

Rodolfo Juarez

A terça-feira que passou, dia 25 de março de 2025, ficou marcada com uma data para ser lembrada com tristeza. Naquele dia, meu irmão e meu colega de profissão, Edir Juarez deixava, para sempre, sua família e todos nós depois de viver 64 anos, pois havia nascido no dia 27 de janeiro de 1961.

O Edir nasceu em Macapá, no Elesbão, uma referência que não chegou a ser bairro. Uma casa alugada pelo meu pai, mas, era a nossa casa, a primeira em Macapá, na região do, hoje, final da Rua São José, entre as avenidas Ataíde Teive e Pedro Baião. Foi o primeiro macapaense nato da família.

Estudou desde o maternal até o último ano do colégio aqui em Macapá. Fez o vestibular para a Faculdade de Engenhara da Universidade Federal do Pará, onde recebeu o grau de Engenheiro Civil e, voltou para Macapá iniciando a sua vida profissional na Prefeitura de Macapá até receber a autorização para a transposição para o Governo Federal, que o designou para exercer suas atividades de funcionário público no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, na Superintendência do Estado do Amapá, onde, recentemente, foi designado para responder pela Superintendência do órgão.

No final do ano passado, depois de ser diagnosticado com problemas no coração, lhe foi colocado dois stents no sistema coronário. Essa necessidade, combinado com o diabetes e a pressão alta, provocaram-lhe a falência renal, com necessidade de fazer hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por vez.

No dia 25, quando buscava atendimento médico no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, passou mal, o coração não aguentou, ainda no carro, quando vinha para a UPA mais próxima, deu o último suspiro e morreu nos braços da esposa que estava com ele e em todos os outros momento.

Era o irmão número nove. Se foi aos 64 anos completados no dia 27 de janeiro.

Ainda estamos levantando todos os detalhes dessa perda que, para a família, é triste e irreparável.

Algumas hipóteses já estão com luz, mas, ainda faltam as certezas para que, mais tarde, não se velha atribuir a emoção como uma questão que definiu a interpretação do que realmente aconteceu.

Vale lembrar que ele morreu quando era paciente renal crônico. Um paciente recente que, nos primeiros meses e no primeiro ano, no mínimo, precisa de acompanhamento psicológico, alimentar, médico e psicoterapêutico, entre aqueles que precisam ser preventivos no sentido de orientar a vida nova que precisa ser vivida pelo paciente.

O Edir, flamenguista, morreu deixando esposa, cinco filhos, dez irmãos, além de outros familiares e muita saudade! 

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