quinta-feira, 3 de abril de 2025

7 de Abril, Dia do Jornalista

Rodolfo Juarez

A próxima segunda-feira, dia 7 de abril, é o Dia do Jornalista, o profissional que, em junho de 2009, soube que o Supremo Tribunal Federal, no dia 17 daquele mês, derrubou a exigência do diploma, para o exercício da profissão voltando, assim, ao status quo do tempo em que não havia o curso e muito menos faculdade de jornalismo.

Naquele período os profissionais que exerciam o Jornalistas lutavam para que fosse instituído o Conselho Nacional de Jornalismo e instalados  os Conselho Regionais correspondentes, a exemplo do que outras profissões reconhecidas dispunham e continuam dispondo.

O Jornalismo pode ser definido como a coleta, investigação e análise de informações para a produção e distribuição de relatórios sobre a interação de eventos, fatos, ideias e pessoas que são notícia e que afetam a sociedade em algum grau.

O Jornalismo é exercido por jornalistas no desempenho do seu mister com o dever de coletar e repassar para a sociedade informações relevantes que, de alguma forma, impactam a vida das pessoas. Este trabalho pode ser feito por meio de plataformas como TV, rádio, podcast, sites, redes sociais, revistas, jornais impressos, entre outros veículos.

Naquele ano de 2009 e um pouco antes, os jornalistas formandos em faculdade de Jornalismo perderam o cabo de guerra para as empresas e para os “figurões sem diploma” que tinham como objetivo principal e matéria prima dos seus resultados econômicos, as notícias e a forma de entrega-las para a população.

No Amapá, o exercício do jornalismo local possibilitou o conhecimento de vários títulos de jornais impressos, de programas de rádio e de noticiosos da televisão, bem como revelou, para os residentes no Amapá e na área de influência, principalmente do rádio, nomes que se tornaram inesquecíveis e assim continuam prestando inestimáveis cooperação no desenvolvimento social da população.

Hoje, cada uma das sedes dos 16 municípios amapaenses tem, pelo menos, uma rádio onde um jornalista presta o seu profissionalismo informando o que é notícia para aquela a respectiva comunidade.

Há uma relação característica entre o jornalista e o jornal impresso. Ali, no jornal impresso, ainda são bem divididas as tarefas entre o repórter, o colunista e o articulista entre outros, noutras funções. Por outro lado, o jornal impresso, com a popularização da internet e o surgimento de novas plataformas que não o rádio e a TV, perderam parte do seu público e estão migrando para o Jornal Eletrônico, mais uma vez aproveitando as ofertas da internet.

A tendência hoje de um grupo de comunicação é juntar tudo em um só lugar e com todos os meios que a atualidade oferece: TV, rádio, jornal, Youtube, WattApp, X, Facebook, TikTok como outros meios que possibilitem a comunicação imediata entre quem produz a notícia e quem é o alvo da notícia.

O jornalista nunca se aposenta, sempre está em busca da melhor informação. A experiência parece que dota esses profissionais de uma inteligência que não cansa de pensar e querer, para o seu semelhante uma comunidade melhor, um município melhor, um estado melhor, um país melhor e um mundo melhor. 

  

terça-feira, 1 de abril de 2025

Primeiro de abril, Dia da Mentira.

Rodolfo Juarez

Hoje, dia 1.º de abril, é o Dia da Mentira. O que você leitor, observador das questões nacionais e locais, acha disso?

O Dia da Mentira, não faz tempo, pelo menos e por tudo aquilo que lembramos, era um dia de pregar peças com perguntas inocentes, especialmente entre irmãos e entre colegas, hoje em dia está diferente, as mentiras, ao que parece, são mais descaradas, algumas inusitadas, outras repetidas várias vezes.

Há quem sustente que, uma mentira dita repetidamente, vira verdade. Me nego a acreditar nisso: mentira é mentira, verdade é verdade.

Não existe a “meia-mentira”. A meia-mentira é uma mentira inteira, assim como não existe a meia-verdade, existe a verdade.

Para muitos “alguns”, a mentira ganhou um espaço grande no dia a dia das pessoas. Observa-se o fenômeno por todos os lados e, especialmente, em meios e momentos que não se justificam a presença da mentira. Mesmo assim, temos os contumazes contadores de mentira que sabem que estão mentindo, mas que insistem na mentiram esperando que ela vire verdade.

Mentira não vira verdade! Mentira é mentira!

Quem conhece um mentiroso (e quem não conhece?!) já se acostumou com ele e seus artifícios de convencimento, que já nem discute mais, pois, de antemão, sabe que está lidando com um mentiroso.

Há, entretanto, o mentiroso oficial, aquele que tem a incumbência de propagar a mentira, sabendo que é mentira, mas, como é pago para isso, insiste na conversas e as informações mentirosas.

Hoje está difícil definir uma classe ou categoria de pessoas que mente mais ou que mente menos. Mesmo assim, lá no subconsciente de cada pessoa há uma lista daqueles que sabe ser os mentirosos.

É certo que a mentira vem de longas datas, mesmo naquele tempo em que se reservava apenas um dia, o dia 1.º de abril, para usar como o Dia da Mentira.

A instituição, pelo Concilio de Trento, o Conselho Ecumênico da Igreja Católica, do Calendário Gregoriano que dividiu o ano em 12 meses, tendo cada ano 365 dias e 6 horas e sendo o primeiro dia do mês de janeiro, também o primeiro dia do ano.

A decisão do Concílio de Trento foi contestada por vários povos que, em represália, instituíram o dia 1.º de abril como o dia em que, mentirosamente, se comemorava o primeiro dia do ano. Desde esse tempo e por causa disso, o dia primeiro de abril virou Dia da Mentira.

No Brasil, a tradição foi introduzida em 1828, com o noticiário impresso mineiro “A Mentira”, que trazia em sua primeira edição a morte de Dom Pedro I na capa e foi publicado justamente em 1º de abril.

Por outro modo de ver de alguns, a mentira é um comportamento que pode ser tanto positivo quanto negativo, dependendo da situação e das intenções da pessoa. A mentira positiva tem a ver: 1) com uma arma de preservação social; 2) com uma reação protocolar, como um "tudo bem"; 3) com uma forma de preencher lacunas na memória; 4) com uma forma de criar memórias fascinantes; e 5) como uma forma de encorajar a criatividade.

A mentira negativa pode ser um comportamento antiético; pode quebrar a confiança construída em relações; pode causar problemas de ordem social, psicológica e até legal; e pode ser um comportamento que revela a falta de confiança.

Infelizmente, a mentira é uma prática comum e até mesmo inevitável entre os seres humanos. A verdade é subjetiva e a mentira também. A realidade é o que aquilo representa para a pessoa no momento. 

É importante ter limites e saber quando a mentira pode se tornar uma doença.