quinta-feira, 3 de abril de 2025

7 de Abril, Dia do Jornalista

Rodolfo Juarez

A próxima segunda-feira, dia 7 de abril, é o Dia do Jornalista, o profissional que, em junho de 2009, soube que o Supremo Tribunal Federal, no dia 17 daquele mês, derrubou a exigência do diploma, para o exercício da profissão voltando, assim, ao status quo do tempo em que não havia o curso e muito menos faculdade de jornalismo.

Naquele período os profissionais que exerciam o Jornalistas lutavam para que fosse instituído o Conselho Nacional de Jornalismo e instalados  os Conselho Regionais correspondentes, a exemplo do que outras profissões reconhecidas dispunham e continuam dispondo.

O Jornalismo pode ser definido como a coleta, investigação e análise de informações para a produção e distribuição de relatórios sobre a interação de eventos, fatos, ideias e pessoas que são notícia e que afetam a sociedade em algum grau.

O Jornalismo é exercido por jornalistas no desempenho do seu mister com o dever de coletar e repassar para a sociedade informações relevantes que, de alguma forma, impactam a vida das pessoas. Este trabalho pode ser feito por meio de plataformas como TV, rádio, podcast, sites, redes sociais, revistas, jornais impressos, entre outros veículos.

Naquele ano de 2009 e um pouco antes, os jornalistas formandos em faculdade de Jornalismo perderam o cabo de guerra para as empresas e para os “figurões sem diploma” que tinham como objetivo principal e matéria prima dos seus resultados econômicos, as notícias e a forma de entrega-las para a população.

No Amapá, o exercício do jornalismo local possibilitou o conhecimento de vários títulos de jornais impressos, de programas de rádio e de noticiosos da televisão, bem como revelou, para os residentes no Amapá e na área de influência, principalmente do rádio, nomes que se tornaram inesquecíveis e assim continuam prestando inestimáveis cooperação no desenvolvimento social da população.

Hoje, cada uma das sedes dos 16 municípios amapaenses tem, pelo menos, uma rádio onde um jornalista presta o seu profissionalismo informando o que é notícia para aquela a respectiva comunidade.

Há uma relação característica entre o jornalista e o jornal impresso. Ali, no jornal impresso, ainda são bem divididas as tarefas entre o repórter, o colunista e o articulista entre outros, noutras funções. Por outro lado, o jornal impresso, com a popularização da internet e o surgimento de novas plataformas que não o rádio e a TV, perderam parte do seu público e estão migrando para o Jornal Eletrônico, mais uma vez aproveitando as ofertas da internet.

A tendência hoje de um grupo de comunicação é juntar tudo em um só lugar e com todos os meios que a atualidade oferece: TV, rádio, jornal, Youtube, WattApp, X, Facebook, TikTok como outros meios que possibilitem a comunicação imediata entre quem produz a notícia e quem é o alvo da notícia.

O jornalista nunca se aposenta, sempre está em busca da melhor informação. A experiência parece que dota esses profissionais de uma inteligência que não cansa de pensar e querer, para o seu semelhante uma comunidade melhor, um município melhor, um estado melhor, um país melhor e um mundo melhor. 

  

terça-feira, 1 de abril de 2025

Primeiro de abril, Dia da Mentira.

Rodolfo Juarez

Hoje, dia 1.º de abril, é o Dia da Mentira. O que você leitor, observador das questões nacionais e locais, acha disso?

O Dia da Mentira, não faz tempo, pelo menos e por tudo aquilo que lembramos, era um dia de pregar peças com perguntas inocentes, especialmente entre irmãos e entre colegas, hoje em dia está diferente, as mentiras, ao que parece, são mais descaradas, algumas inusitadas, outras repetidas várias vezes.

Há quem sustente que, uma mentira dita repetidamente, vira verdade. Me nego a acreditar nisso: mentira é mentira, verdade é verdade.

Não existe a “meia-mentira”. A meia-mentira é uma mentira inteira, assim como não existe a meia-verdade, existe a verdade.

Para muitos “alguns”, a mentira ganhou um espaço grande no dia a dia das pessoas. Observa-se o fenômeno por todos os lados e, especialmente, em meios e momentos que não se justificam a presença da mentira. Mesmo assim, temos os contumazes contadores de mentira que sabem que estão mentindo, mas que insistem na mentiram esperando que ela vire verdade.

Mentira não vira verdade! Mentira é mentira!

Quem conhece um mentiroso (e quem não conhece?!) já se acostumou com ele e seus artifícios de convencimento, que já nem discute mais, pois, de antemão, sabe que está lidando com um mentiroso.

Há, entretanto, o mentiroso oficial, aquele que tem a incumbência de propagar a mentira, sabendo que é mentira, mas, como é pago para isso, insiste na conversas e as informações mentirosas.

Hoje está difícil definir uma classe ou categoria de pessoas que mente mais ou que mente menos. Mesmo assim, lá no subconsciente de cada pessoa há uma lista daqueles que sabe ser os mentirosos.

É certo que a mentira vem de longas datas, mesmo naquele tempo em que se reservava apenas um dia, o dia 1.º de abril, para usar como o Dia da Mentira.

A instituição, pelo Concilio de Trento, o Conselho Ecumênico da Igreja Católica, do Calendário Gregoriano que dividiu o ano em 12 meses, tendo cada ano 365 dias e 6 horas e sendo o primeiro dia do mês de janeiro, também o primeiro dia do ano.

A decisão do Concílio de Trento foi contestada por vários povos que, em represália, instituíram o dia 1.º de abril como o dia em que, mentirosamente, se comemorava o primeiro dia do ano. Desde esse tempo e por causa disso, o dia primeiro de abril virou Dia da Mentira.

No Brasil, a tradição foi introduzida em 1828, com o noticiário impresso mineiro “A Mentira”, que trazia em sua primeira edição a morte de Dom Pedro I na capa e foi publicado justamente em 1º de abril.

Por outro modo de ver de alguns, a mentira é um comportamento que pode ser tanto positivo quanto negativo, dependendo da situação e das intenções da pessoa. A mentira positiva tem a ver: 1) com uma arma de preservação social; 2) com uma reação protocolar, como um "tudo bem"; 3) com uma forma de preencher lacunas na memória; 4) com uma forma de criar memórias fascinantes; e 5) como uma forma de encorajar a criatividade.

A mentira negativa pode ser um comportamento antiético; pode quebrar a confiança construída em relações; pode causar problemas de ordem social, psicológica e até legal; e pode ser um comportamento que revela a falta de confiança.

Infelizmente, a mentira é uma prática comum e até mesmo inevitável entre os seres humanos. A verdade é subjetiva e a mentira também. A realidade é o que aquilo representa para a pessoa no momento. 

É importante ter limites e saber quando a mentira pode se tornar uma doença. 

  

quinta-feira, 27 de março de 2025

A morte de Edir Juarez

Rodolfo Juarez

A terça-feira que passou, dia 25 de março de 2025, ficou marcada com uma data para ser lembrada com tristeza. Naquele dia, meu irmão e meu colega de profissão, Edir Juarez deixava, para sempre, sua família e todos nós depois de viver 64 anos, pois havia nascido no dia 27 de janeiro de 1961.

O Edir nasceu em Macapá, no Elesbão, uma referência que não chegou a ser bairro. Uma casa alugada pelo meu pai, mas, era a nossa casa, a primeira em Macapá, na região do, hoje, final da Rua São José, entre as avenidas Ataíde Teive e Pedro Baião. Foi o primeiro macapaense nato da família.

Estudou desde o maternal até o último ano do colégio aqui em Macapá. Fez o vestibular para a Faculdade de Engenhara da Universidade Federal do Pará, onde recebeu o grau de Engenheiro Civil e, voltou para Macapá iniciando a sua vida profissional na Prefeitura de Macapá até receber a autorização para a transposição para o Governo Federal, que o designou para exercer suas atividades de funcionário público no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, na Superintendência do Estado do Amapá, onde, recentemente, foi designado para responder pela Superintendência do órgão.

No final do ano passado, depois de ser diagnosticado com problemas no coração, lhe foi colocado dois stents no sistema coronário. Essa necessidade, combinado com o diabetes e a pressão alta, provocaram-lhe a falência renal, com necessidade de fazer hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por vez.

No dia 25, quando buscava atendimento médico no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, passou mal, o coração não aguentou, ainda no carro, quando vinha para a UPA mais próxima, deu o último suspiro e morreu nos braços da esposa que estava com ele e em todos os outros momento.

Era o irmão número nove. Se foi aos 64 anos completados no dia 27 de janeiro.

Ainda estamos levantando todos os detalhes dessa perda que, para a família, é triste e irreparável.

Algumas hipóteses já estão com luz, mas, ainda faltam as certezas para que, mais tarde, não se velha atribuir a emoção como uma questão que definiu a interpretação do que realmente aconteceu.

Vale lembrar que ele morreu quando era paciente renal crônico. Um paciente recente que, nos primeiros meses e no primeiro ano, no mínimo, precisa de acompanhamento psicológico, alimentar, médico e psicoterapêutico, entre aqueles que precisam ser preventivos no sentido de orientar a vida nova que precisa ser vivida pelo paciente.

O Edir, flamenguista, morreu deixando esposa, cinco filhos, dez irmãos, além de outros familiares e muita saudade! 

segunda-feira, 24 de março de 2025

Dia Mundial da Água - Seminário no Amapá não discutiu a difícil situação local

Rodolfo Juarez

No sábado que passou, 22 de março, foi comemorado, em todo o planeta, o Dia Mundial da Água. Foi nesse dia e mês que, em 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um documento conhecido como Declaração Universal dos Direitos da Água, apresentando pontos importantes sobre esse recurso hídrico na preservação da vida de todos e de tudo.

O Dia Mundial da Água surgiu como uma oportunidade marcante para debater a preservação e a gestão dos recursos hídricos. Por isso, a cada ano, a ONU define um tema básico e o mais amplo possível.

Em 2025 escolheu como tema básico "Salvem Nossos Glaciares", propondo lembrar a importância desses gigantes congelados para o equilíbrio do planeta, como reservas essenciais de água doce que regulam o clima e sustentam ecossistemas e comunidades por todo o mundo.

Para cuidar da água do planeta Terra, podemos: 1) economizar água, 2) proteger os mananciais, 3) reflorestar as margens dos rios, 4) tratar os esgotos, e 5) manter as matas ciliares. 

No Brasil, a água é utilizada para irrigação de lavouras, abastecimento público, atividades industriais, geração de energia, extração mineral, aquicultura, navegação, turismo e lazer. Cada uso depende e requer condições específicas de quantidade e de qualidade das águas.

A responsabilidade de fornecer água tratada à população é dos estados e dos dos municípios, através dos serviços de saneamento constante da Política Nacional de Saneamento definida na Lei Federal n.º 11.445/2007 que regula os serviços de saneamento e onde está incluído o abastecimento de água. 

A Constituição Federal de 1988 não prevê expressamente o direito à água potável, mas este está incluído no direito à dignidade da pessoa humana, por isso, a Política Nacional de Recursos Hídricos considera a água um bem de domínio público e um recurso natural limitado. 

Em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano. 

A Constituição Federal também prevê que o Poder Público deve atuar de modo adequado e concentrado para efetivar os direitos sociais, como a saúde, a alimentação, a moradia, o trabalho, entre outros.

Uma PEC tramita no Congresso Nacional desde 2018. É a PEC 4/2018 que propõe a inserção do acesso à água potável no rol de direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição, aumentando a responsabilidade do Poder Publico no sentido de garantir água tratada e tratamento de esgoto para toda a população brasileira. 

O entendimento é de que a constitucionalização do direito à água potável fortaleceria o marco regulatório doméstico e reforçaria políticas públicas voltadas à universalização do acesso à água no Brasil.

O Estado do Amapá, neste momento,  se apresenta como o estado brasileiro com menor cobertura no fornecimento de água tratada e na coleta de esgoto.

Segundo o Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formada por empresas com interesses nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos em todo o país, no Amapá, da população residente, apenas 34% (trinta e quatro porcento) é atendida com água tratada e apenas 4% é atendida com tratamento de esgoto. É o menor índice de atendimento entre todas as Unidades Federativas que forma o Brasil.

A Lei 9.433/97, de 8 de janeiro de 1997, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). 

Define como principais objetivos: 1) regular o inciso XIX do artigo 21 da Constituição Federal; 2) estabelecer a água como bem de domínio público; 3) priorizar o consumo humano e a dessedentação de animais em situações de escassez; 4) proporcionar o uso múltiplo das águas; 5) descentralizar a gestão dos recursos hídricos; e 6) integrar a gestão das águas com as demais políticas públicas ambientais e de saúde pública.

Esses temas, entretanto, não foram debatidos ou tiveram luz colocadas sobre eles durante o seminário promovido pelo Governo Estadual.

 

quinta-feira, 20 de março de 2025

A comunicação que levanta, também derruba!

Rodolfo Juarez

A comunicação é o ato de trocar informações entre duas ou mais pessoas, por meio de signos e regras semióticas compreendidas por todos. A palavra comunicação vem do latim communicatio, que significa "compartilhar", "dividir", "distribuir". Ela, a comunicação, é eficiente quando o receptor entende tudo o que foi passado no menor tempo possível. 

Sabe-se que a comunicação pode ser verbal, não verbal, escrita, por meio de desenhos ou esquemas. Pode ser visual por meio de imagens, como fotografias, desenhos, gráficos, infográficos, tabelas e arte. Pode ser exercitada por meio de registros físicos ou virtuais, como e-mails, blogs, anúncios, cartas, redes sociais. Pode ser corporal, por meio de postura, gesticulação, expressões faciais, olhares. Pode ser não verbal, por meio de vestimenta, modo de agir, de sentar-se, de mover o corpo, tom de voz, entre outros. 

A comunicação tem como objetivo partilhar uma ideia, a fim de tornar uma informação comum para uma ou mais pessoas. 

A comunicação falha quando a mensagem não é transmitida com clareza ou não é entendida corretamente pelo receptor. Isso pode levar a mal-entendidos, desinformação e decisões equivocadas. 

São várias as causas de falha na comunicação. Algumas delas: falta de clareza na mensagem, uso de termos técnicos ou jargões, mensagem passada de forma incompleta e, também, quando há os “conhecidos” ruídos de comunicação, quando há falta de feedback do receptor, quando o comunicador é despreparado,

A comunicação falha quando o comunicador não sabe lidar com as diversidades dos setores e perfis profissionais ou é difícil a comunicação entre as equipes que buscam o mesmo objetivo. Por isso, é importante evitar termos vagos ou complexos demais, ser organizado e preparado e, fundamentalmente, admitir quando não está cem por cento seguro.

O presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, no momento, é o maior produtor de memes nas redes sociais, principalmente naqueles que se dedicam à análise de desempenho dos políticos e, por quê? Por comunicação ruim!

Questões recente como:

1. "Se o cara é corintiano, tudo bem", dito no dia 16 de julho 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto, querendo lamentar uma pesquisa que mostrava o aumento da violência quando mulher, veio com essa: “se o cara é corintiano, tubo bem”.

2. "Quando vai fechar a porteira?", dita durante a entrega de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida, em Maceió, questionando uma senhora que tinha 5 filhos.

3. "Uma máquina de lavar roupa é uma coisa muito importante para as mulheres": querendo destacar as tarefas domésticas das mulheres.

4. "Que monstro vai sair do ventre dessa menina?" Questionando por que uma menina é obrigada a ter um filho de um homem que a estuprou.

5. "Desequilíbrio de parafuso". Em um discurso feito após um ataque a uma creche em Blumenau (SC), Lula afirmou que cerca de 15% da população poderia ter "problemas de desequilíbrio de parafuso", relacionando deficiência intelectual à violência.

6. "Banco Central: a única coisa desajustada do Brasil". Durante uma entrevista à rádio CBN, em 18 de junho, quando o presidente criticava a política de juros do Banco Central.

E as  mais recentes: “se está caro não compre”, “quero saber quem está passando a mão no ovo”, chegando a afirmar que colocou uma “mulher bonita” na articulação política para conversar com Hugo Mota e Davi Alcolumbre.

O presidente jura que “não quis dizer isso”, mas disse. Resultado: comunicação ruim, resultado duvidoso!

  

segunda-feira, 17 de março de 2025

Varejo de fogão

Rodolfo Juarez

A liberação, pelo Ibama, da licença para que a sonda de limpeza da Petrobras se desloque para a região onde estão os poços de petróleo na costa do Amapá e, ali começar os serviços necessários e que antecedem as perfurações que vão levantar o tamanho das reservas de petróleo que estão naquela área é reflexo, também, da eleição do senador amapaense Davi Alcolumbre para a Presidência da Mesa Diretora do Senado da República.

Claro que a eleição do senador Davi para entrar na linha sucessória do presidente da República pesa – e pesa muito -, especialmente quando, tecnicamente mostra-se promissora e, economicamente, resolvedora de questões nacionais, em um momento que o governo brasileiro está precisando de boas notícias para acalmar a população que está vendo as dificuldades aumentarem a cada dia.

Mesmo que os reflexos práticos, como emprego e receita, ainda só sejam percebidos a médio prazo, a perspectiva, por se tratar de algo extremamente positivo para o País, para o Estado do Amapá e para o extremo Norte do Brasil, alimenta a população de esperança e acalma o mercado com a possibilidade de haver futuro.

Não há nada pior do que a falta de perspectiva para o futuro. No momento a população e o Governo estão debatendo e discutindo o varejo de fogão, quando destacam o preço do ovo.

Isso é muito pouco para um País tão grande, tão promissor e que conta com uma população que tem na paz social o seu principal objetivo.

Não resta dúvida que as autoridades Executivo Central se debatem, também, com a falta de popularidade e, cada vez que tenta explicar o seu futuro passo para conter os desgastes e a queda de popularidade mais perde o contato com a realidade.

Em tempo de internet, de realidade virtual, de tantas inovações técnicas, os velhos procedimentos para experimentar comunicação a maioria das fezes não funciona.

Rever princípios, atualizar-se para melhor interrelação com os interlocutores é necessário e absolutamente indispensável.

No momento, ainda com a consolidação do modo em andamento, há de se entender que essa necessidade é absoluta, ainda mais quando a população brasileiro lhe é permitida caminhar apenas por dois caminhos: o da direita e o da esquerda, sem meio termo.

Enquanto isso, os erros vão se somando, a banalização vai tomando conta, a falta de autoridade vai influenciando nos resultados e a população percebendo – e tendo medo -, que alguns fantasmas, como o da inflação, do preço do dólar e do custo dos alimentos, começam a pairar sobre suas cabeças.

Todas essas incertezas podem ser amainadas pelo Norte do Brasil, começando pelo Amapá (ora veja!) a partir das reservas de petróleo que precisam deixar de ser reservas e se transformar em valores que possa melhora o PIB, acalmar a população, devolver autoridade à quem as perdeu e dela precisa, diminuir a vontade dos que têm pensamentos totalitários, realimentar a democracia para que todos voltem a respeitar a Constituição e as leis e, também, pensar no Brasil e no povo brasileiro. 

quinta-feira, 13 de março de 2025

Audiência Pública revela dados assustadores do assunto transplante de rim no Amapá

Rodolfo Juarez

Ontem, dia 13 de março, quinta-feira, foi realizada uma Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, com o objetivo de discutir quatro pontos escalados como principais para o grupo de mais de 600 pessoas que são PCR – pacientes Renais Crônicos e que estão passado por situações que precisam ser melhoradas.

Constaram da pauta: 1) a realidade dos PCRs no Estado do Amapá; 2) :Considerações sobre o TFD (Tratamento Fora de Domicílio); 3) transplante de rim no Estado do Amapá; e 4) Programa Habitacional e os PCRs vindos do interior do Estado.

A mesa dos trabalhos foi formada pelas seguintes autoridades: na Presidência o deputado estadual R. Nelson, que chamara a Audiência Pública. Do seu lado esquerdo, sentaram (na seguinte ordem): Whashington Picanço, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB; Amanda Bastos, presidente da AAMAR; e Edilene Sampaio, coordenadora da AAMAR. Do lado direto da presidência da Mesa, Gracilene Lobato, médica nefrologista do Hcal; Alonso de Sá Ribeiro, médico nefrologista do Hospital Estadual de Santana.

O presidente da Mesa, depois de abrir a sessão, entregou o comando da reunião para o cerimonial da AL que chamou para os pronunciamentos, na ordem, os seguintes participantes da mesa: Edilene Pantoja, Amanda Basto, Alonso de Sá Ribeiro e Washington Picanço que, antes a palestra da Dra. Gracilene Lobato, procuraram contribuir com o tema.

A palestra principal foi proferida pela médica nefrologista Gracilene Lobato que desenvolveu, satisfatoriamente, o tema que tinha para apresentar, falando sobre o Dia Mundial do Rim, e provocou a plateia que aplaudia a cada informação relevante.

Depois da palestra da médica, que falou sobre o Dia Mundial do Rim, tivemos a oportunidade de demonstrar pontos críticos que são visíveis no processo de atendimento aos pacientes renais crônicos no Amapá, considerando aspectos como os do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a falta que o transplante faz e s dificuldades que os pacientes que vêm do interior do estado para Macapá, para fazer hemodiálise.

Deixando tudo para traz, inclusive familiares dos quais nunca havia se separado e bens materiais como carro, casa, emprego, amigos e amigas e trazendo saudades, sacrifícios, prejuízos.

Ficou claro que os pacientes renais, por ser o Estado do Amapá o único estado da Federação que não faz transplante, querem providências para que isso se transforme em realidade, aliás, uma realidade que vem sendo prometida há mais de 10 anos.

Foram lidas manchetes de jornais antigos que revelam a falta de cumprimento de promessa para a população por parte da Secretaria de Estado da Saúde. Manchetes nas seguintes datas e com os seguintes teores:

“Promotoria da Saúde aciona estado para garantir serviço de transplante renal” – Site do Ministério Público do Amapá, em 11/03/2014.

“Profissionais discutem implantação de comissão para transplante de órgãos” – Agência de Notícias do Amapá, em 27/01/2017; e

- “Sem ações no Sistema Nacional, Amapá não transplanta órgãos, nem tem doadores por falta de estrutura” – G1/Amapá, em 27/09/2018.

O presidente da Mesa, avaliando o que fora a Audiência Pública, afirmou que vai ficar atento quando da leitura, discussão e votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e no Projeto de Lei do Orçamento Anual (LOA) como medidas que possam sanear o processo de transplante no Amapá.

 

quinta-feira, 6 de março de 2025

O ano só começa depois do Carnaval!

Rodolfo Juarez

Mais um carnaval se foi deixando estórias para serem comentadas e, até, confirmadas, dados os seus inacreditáveis motivos, sejam ligados ao próprio Carnaval, seja por nada ter a ver com a folia.

Mesmo assim, o dito popular de que “o ano só começa depois do Carnaval”, está sendo confirmado. Por ser o dito popular uma frase curta que transmite conhecimento e experiências sobre a vida, passando de geração em geração, é importante destaca-lo.

Estes primeiros 25 anos do século XXI, no Brasil e, especialmente no Amapá, tem sido assim. Todos esperam o Carnaval passar para, então, começar a desenvolver os seus projetos, estratégicos ou não, imaginados para todo o ano. Foram mais dois meses de espera pelo começo do ano produtivo, administrativo, fiscalizador, cobrador e tantas outras coisas. Precisamente 68 dias se passaram com as pessoas voltadas muito mais para as celebrações e festas do que para o trabalho.

Está certo que neste período de 68 dias de espera tivemos como polo dias como: o Dia da Confraternização Universal, nove sábados, nove domingos, uma terça-feira gorda para, afinal, chegar a quinta esperada, dia 6 de março, ontem, depois de passados 18,6% do ano de 2025.

Durante estes 18,6% do tempo do ano de 2025, estiveram em função por aqui artistas nacionais, regionais e locais, com as despesas pagas com dinheiro dos tributos cobrados da população, a Justiça parou por um período e com ela os advogados, os promotores, os defensores, entre outros. O governador viajou para Brasília e outras capitais brasileiras e para o exterior, houve férias gerais nos parlamentos. O presidente da república e seus ministros falaram coisas que vivaram memes e viralizaram na internet e, até, uma barreira teria caído e poluído importantes rios do Amapá.

Mas finalmente chegamos à confirmação do dito popular e ao esperado começo produtivo do ano de 2025. Agora sai, por exemplo, o Orçamento Público que os brasileiros esperam.

Agora é “mão na massa”, “arregaçando as mangas” sabendo que “para um bom entendedor, meia palavra basta” e que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Podemos esperar, desde agora, então, “cada macaco no seu galho”, pois não dá mais para alegar que “a pressa é inimiga da perfeição”, afinal de contas “águas passadas não movem moinho” e reconhecendo que “cão que ladra não morde”.

Por outro lado e querendo avançar, sei que “gato escaldado tem medo de água fria” e que “cavalo dado não se olha os dentes”, ainda não vale a pena ser daqueles que “antes só do que mal acompanhado”. Nestes tempos de grandes mudanças de uma geração para outra, sei que o “pior cego é aquele que não quer ver”.

Os tempos estão em mudanças rápidas e completas, valendo o dito popular que carimba “quem semeia vento, colhe tempestade”, que “pimenta nos olhos dos outros é refresco” e, por isso, é preciso dar “a Cesar o que é de César, a Deus o que é de Deus”, mas, sabendo que “as aparências enganam”.

As nossa convicções, algumas delas bastante atacadas, estão sustentadas no dito de que “as aparências enganam” e a “voz do povo é a vós de Deus”.

No Amapá um dos ditos mais repetidos é aquele que propõe: “em terra de cego, quem tem um olho é rei” mesmo acreditando nas máximas de que “quem cala consente”, “santo de casa não faz milagre” e de que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

Por fim, sei que “não adianta chorar sobre o leite derramado”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

CArnaval =, a festa de todos!

Rodolfo Juarez

Hoje o Carnaval vai começar a escrever mais um capítulo da história desse movimento social que cresce, - e cresce -, muito por aqui, demonstrando que a fórmula vem se aprimorando e o público vem aprovando o movimento e comparecendo aos grandes espetáculos a céu aberto que anônimos proporcionam durante os desfiles na Ivaldo Veras, desenvolvendo o enredo escolhido aleatoriamente, mas, que é tão forte quanto a compreensão da mensagem.

A história do espetáculo deste ano começará ser escrita logo mais, no ambiente do templo do samba, o Sambódromo, em Macapá, a partir das 21 horas, com a abertura do desfile das escolas de samba. Desfile este que vai durar dois dias e será mostrado pelas 10 agremiações carnavalescas que são filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá, a Liesap.

O começo de tudo já dista 62 anos.

O primeiro desfile organizado como competição foi realizado em 1963. Desde aquele tempo já se observava o ambiente de disputa acirrada entre os concorrentes, tanto que, por querer demonstrar isenção, os juízes-avaliadores chamados para dar as notas de cada quesito, foram pessoas estranhas para a população, sendo escolhidos, preferencialmente, o comandante e os demais tripulantes do avião comercial que pernoitaria em Macapá. Assim, se houvesse margem para reclamação (e sempre houve!) os alvos estavam longe da cidade, nos ares, voando para lugares distantes.

Em 1963, a então Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, hoje Associação, foi declarada vencedora e chegou ao tricampeonato quando conquistou o primeiro lugar e o título de campeã, nos dois anos seguintes: 1964 e 1965. A sequência foi interrompida pelo bicampeonato, em 1966 e 1967 da Embaixada de Samba Cidade de Macapá, na época presidida pelo saudoso R. Peixe.

Essas primeiras disputas foram realizadas na Avenida FAB, no trecho entre as  ruas Cândido Mendes e São José, na Praça Barão do Rio Branco, onde ficou marcado um protesto da Embaixada de Samba que levou para a Avenida, no dia da leitura do resultado, várias jacas, reclamando da pontuação que a escola recebeu.

Depois disso, o “palanque oficial” mudou de lugar, mas, continuando na Avenida FAB e se estabeleceu noutra praça que, à época, se chamava Praça da Bandeira, pois ali se hasteava, durante o cantar do Hino Nacional, a Bandeira do Brasil. A partir de 1977, a praça possou a se chamar Praça das Bandeiras, uma vez que a Bandeira Nacional recebia a companhia das bandeiras de todos os municípios do Estado do Amapá.

Os anos foram passando, os desfiles se realizando em alguns anos, e não sendo realizado noutros anos. Até agora, o macapaense não teve desfile de escola de samba em 14 anos. A maior sequência sem carnaval aconteceu nos anos de 1968, inclusive, até o ano de 1972, também inclusive. Foram 5 anos sem carnaval.

Em 1997 foi inaugurado o Sambódromo na Avenida Ivaldo Veras, havendo uma virada na qualidade do carnaval que se aprimora até o deste ano.

Em 2001 aconteceu o primeiro empate no primeiro lugar. Boêmios do Laguinho e Piratas da Batucada dividiram a conquista. A outra vez aconteceu no ano passado, 2024, quando Império do Povo e Piratas da Batucada dividiram a conquista.

Desde 1963 até agora, aconteceram 49 desfile: 16 vencidos pelo Boêmios do Laguinho, 16 vencidos pelo Piratas da Batucada, 9 vezes vencido pelo Maracatu da Favela, 3 pela Cidade de Macapá, 1 vez pelas escolas Unidos do Amapá (que não existe mais), Piratas Estilizados e Império do Povo.

Duas vezes o título foi dividido: uma vez entre Boêmio do Laguinho e Piratas da Batucada, e outra, entre Império do Povo e Piratas da Batucada.

Este ano tudo indica que conquistar o primeiro lugar será difícil, alcançada nos detalhes e, tomara, que não haja muitas reclamações.

Bom Carnaval a todos os nossos leitores!

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O problema dos transplantes no Amapá pode virar solução

Rodolfo Juarez

Um dos maiores e mais graves problemas da saúde pública no está do Amapá começa a dar sinal, outra vez, de que se prepara para acabar com a invisibilidade de tantos pacientes renais que, até são cuidados, mas não são vistos.

O dia 13 de março, segunda quinta-feira do mês de março, é reservado, no calendário de eventos do Ministério da Saúde e de outras organizações brasileiras, como Sociedade Brasileira de Nefrologia, para realizar encontros de grupos sociais, grupos temáticos e grupos de gestão, com o objetivo de minimizar sofrimentos presentes e futuros, e tornar visível os problemas enfrentados pelos pacientes renais crônicos (PCR) em todo o Brasil e, especialmente, no Amapá.

No Amapá a situação atual é muito grave. No Brasil, o Estado do Amapá é o único estado da Federação Brasileira que, em 2023 e 2024, não teve registrada a realização de transplante de órgão, muito embora seja, o transplante de órgão, uma política nacional e integrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os pacientes renais crônicos daqui, têm que tomar a decisão de procurar o transplante que precisa, em um estado, abandonando todas as suas facilidades e dificuldades e enfrentando, em condições precárias, um desconhecido caminho e um desconhecido lugar, mas quem sabe, apesar de tudo, ali realimentar a sua esperança dando mais uma oportunidade para si mesmo e sua família.

A Associação Amapaense dos Renais e a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, estão programando uma audiência pública para o dia 13 de março, com o objetivo de debater o assunto com as autoridades do setor da saúde local, envolvendo aqueles que estão no Governo do Estado, na Prefeitura de Macapá, na Prefeitura de Santana, além de contar com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Amapá da Ordem dos Advogados do Brasil e, ainda, esperam os pacientes renais crônicos, contar com a participação do promotor de justiça que atua na área da saúde do Ministério Público do Amapá, assim como, dos órgãos afins que estão sediados no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá.

Os mais de 600 pacientes renais crônicos, aqueles que fazem hemodiálise 3 vezes por semana, quatro horas por vez, estão precisando serem vistos e cuidados antes que morram.

A campanha deste ano está focada na prevenção.

Depois de conhecer as dificuldades administrativas, lidar com as limitações médicas e com as condições para continuar sobrevivendo, os pacientes renais crônicos se esforçam para contarem com decisões importantes no sentido de dar condições para que seja realizado, no Amapá, os transplantes que estão levando para longe daqui, para Porto Alegre, Curitiba, Santa Catarina, São Paulo, Fortaleza, São Luis, Belém e outros lugares, aqueles que precisam alongar a sua sobrevivência e deixar de depender de uma máquina, como a de hemodiálise (HD) ou hemodiafiltração (HDF), para viver.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Estádio Zerão, no Amapá, sem condições e público zero para ver o jogo Trem e Brusque de SC

Rodolfo Juarez

Mais um episódio que entra para a história recente do futebol amapaense: a realização do jogo entre Trem x Brusque, válido pela Copa do Brasil, conhecido por ser um torneio democrático, isso porque reúne times de todas as divisões do futebol brasileiro. Desde os gigantes da Série A até os pequenos clubes de cidades interioranas.

Pois bem, 92 clubes estão habilitados para as disputas da Copa do Brasil de 2025, sendo que 12 destes clubes entram apenas na terceira fase da Copa do Brasil, depois de terem sido eliminados 40 clubes na primeira fase e, mais, 20 clubes na segunda fase.

Os 20 clubes remanescentes dos 80, se juntam aos 12 clubes que entram na terceira fase, perfazendo um total de 32 clubes, quais sejam: 8 clubes vindos do Campeonato Brasileiro da série A ( os 8 primeiros), o campeão do Campeonato Brasileiro da série B, o Campeão da Copa Verde, o campeão da Copa do Nordeste. Como o campeão da Copa do Nordeste em 2024 foi o 3.º colocado no Campeonato Brasileiro de 2024, então o vice-campeão da Copa do Nordeste herdou a vaga e entra, na terceira fase da Copa do Brasil, pelo grupo dos 12.

Pelo Estado Amapá foram classificados o Trem e Oratório. O Trem Desportivo Clube por ser o campeão estadual em 2024, e o Oratório Recreativo Clube, por ter sido o vice-campeão estadual de 2024.

A tabela montada pela CBF, organizadora do torneio, marcou para o dia 19/02/2025 o jogo do Trem contra o Brusque, do Estado de Santa Catarina, no Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão; e o jogo do Oratório, para o dia 26/02/2025 (na próxima quarta-feira), contra o São José, do Rio Grande do Sul, também no Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão.

O Trem é de Macapá, a capital do Amapá, uma cidade com 487.200 habitantes (estimativa do IBGE para 2024) foi o campeão estadual de 2025; enquanto, Brusque é uma cidade do Estado de Santa Catarina, com 151.949 habitantes (estimava do IBGE para 2024) foi o 6.º colocado no campeonato estadual de 2025.

Macapá, considerando o tamanho de sua população e o tamanho da população de Brusque, equivale a 3,2 vezes a cidade catarinense.

O jogo Trem x Brusque, marcado para as 20 horas do dia 19/02/2025 desde a semana passada vinha merecendo as atenções dos desportistas locais e, especialmente, da diretoria do Trem que se mostrava, pelo menos pela imprensa e nos programas esportivos, todo interesse em fazer um bom jogo, classificar para a segunda fase e faturar um bom dinheiro, tanto como premiação da CBF (um milhão de reais para somar com os 830 mil da primeira fase), como o faturamento na bilheteria do estádio.

Na segunda-feira estourou a bomba: o Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão, não estaria em condições de receber público, por absoluta falta de segurança.

A correria começou e, ao final dos levantamentos feitos pelas autoridades da área de segurança do Estado do Amapá veio o veredito: o estádio não tem condições de receber público. Um prejuízo duplo para o Trem: financeiro e de ausência do torcedor nas arquibancadas para incentivar durante o jogo.

As opiniões ficaram dividias, mas a situação é imperdoável. O Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão, com todo o seu apelo turístico, pertence ao Governo do Estado e tem uma Secretaria Estadual de Esportes para dele cuidar. Certamente não o fez, como também a Federação Amapaense de Futebol, pelos seus dirigentes, também esqueceu de tomar as providências necessárias em tempo hábil ou, pelo menos, avisar as responsáveis pela precária condição do estádio que acabou por ser constatada.

O Trem jogou, cumpriu a tabela e perdeu, 2 x 0! Uma pena!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Garimpo ilegal no quintal da prefeitura de Porto Grande, no Amapá

Rodolfo Juarez

A notícia do rompimento de barreira em um “garimpo ilegal” tomou conta dos espaços de notícias no rádio, na televisão e nas redes sociais, desde quando a população do local observou e denunciou que algo diferente estaria acontecendo e que preocupava a todos na região: “O rompimento da barreira de um garimpo ilegal de ouro que ocorreu na terça-feira, dia 11/02, no município de Porto Grande, distante102 quilômetros de Macapá, resultou em uma mudança significativa na coloração da água dos rios Cupixi, Amapari e Araguari”.

O Governo do Amapá organizou uma força-tarefa composta por representantes das secretarias de Meio Ambiente (Sema), Saúde (Sesa), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Assistência Social (Seas), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Agência Nacional de Mineração (ANM), para atuar em conjunto com os órgãos municipais da gestão do Município de Porto Grande, com o objetivo de “mitigar os impactos ambientais e garantir suporte às comunidades ribeirinhas”.

Mas, afinal de contas, o que é um garimpo ilegal?

Os manuais técnicos definem garimpo ilegal como sendo “a extração de minérios sem autorização legal, ou seja, de forma clandestina”. Assim sendo, se trata de uma atividade predatória que pode causar danos ambientais, à saúde e à cultura dos povos que estão sob a influência da atividade. Isso todo mundo sabe!

Apesar de não ser a única das regiões brasileiras onde se registra a prática do garimpo ilegal, a Região Norte tem sido a de maior ocorrência, principalmente se for medida pelo número de operações policiais realizadas e no combate àquele ilícito, seja em áreas de fronteira, dentro de territórios indígenas, ou em unidades de preservação ambiental.

Além dos costumeiros rompimentos de barreiras, há ainda o registros de desmatamento, contaminação das águas, do solo e do ar por mercúrio, tendo como consequência, a predação da população ribeirinha.

Para esses ilícitos há previsão legal de, pelo menos, dois crimes: dano ambiental e usurpação do patrimônio da União, com pena prevista de até 5 (cinco) anos, além de multa.

O combate ao garimpo ilegal, para ser eficiente, pode seja feito com tecnologia e acompanhamento científico. A Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) firmam parceria com órgãos regionais para reforçar o combate à mineração ilegal de ouro em todo o território nacional, o maior objetivo dos garimpeiro, nos garimpos ilegais.

O Município de Porto Grande, localizado na região central do Estado do Amapá, foi criado em 1.º de maio de 1992. Conta com uma área de 4.428 km2, uma população de 17.848 habitantes (IBGE/2022), o que dá uma densidade de 4,03 habitantes/km2 e um IDH de 0,64.

O município é o principal fornecedor de areia e seixo para o estado, um minério constituído principalmente por SiO2 a 72%, também conhecido por sílica (dióxido de silício) que, em seu estado natural, pode ser encontrado em diferentes forma. São 17, entre elas, o quartzo, o topázio e a ametista.

Fontes do Governo do Estado do Amapá garantem que a força-tarefa “segue mobilizada para minimizar os impactos ambientais e garantir a segurança das comunidades afetadas”.   

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Passo decisivo na questão das terras onde está assenteado o Estado do Amapá

Rodolfo Juarez

O dia 25 de outubro de 2019 entrou para a biografia do senador Davi Alcolumbre e para a história do Amapá registrando que, naquela data, um amapaense nato, assumira a Presidência da República Federativa do Brasil e, nessa condição garantia a transferência das terras da União para o Estado do Amapá, com o objetivo de encaminhar o desenvolvimento do Amapá, que enfrentava sérios freios devido não dispor da terra na qual se assentava.

O Estado do Amapá havia, em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, sido elevado à condição de Estado, mas, ainda não havia recebido a propriedade da terra sob a qual se assentava e que, por ser um Território Federal, as terras, naquela condição, estavam registrados como pertencentes ao Patrimônio da União.

Nesse casos, como em tantos outros, esse desmembramento, apesar de parecer evidente e necessário, não é automático, mas, sim, burocrático demais, uma vez que tem a gestão do Serviço de Patrimônio da União e, para ceder, locar, vender ou mesmo administrar com objetividade o Estado do Amapá, necessitaria da propriedade das terras.

Davi sabia disso e já vinha se interessando pelo assunto desde quando, em 2018 assumira, pelo primeira vez, uma das cadeiras no Senado da República e passara a exercer o mandato por decisão dos eleitores amapaenses.

Naquele dia 25 de outubro de 2019, em cerimônia realizada na Fortaleza de São José de Macapá, o presidente da República em exercício, Davi Alcolumbre, assinou o decreto que autorizou a transferência definitiva das terras da União para o Estado do Amapá, conforme já previsto em uma Medida Provisória que recebera o n.º 901/2019.

No dia da assinatura da autorização para ser efetivada a transferências das terras para o Amapá já havia decorrido um tempo que superava 30 anos, desde, portanto, 5 de outubro de 1988.

Naquele dia Davi, na qualidade de presidente da República, assim se manifestou: “O Amapá hoje, de fato, de direito dispõe da regra para a transferência das terras que se destinam ao desenvolvimento do Amapá”.

A íntegra do decreto assinado pelo presidente em exercício Davi Alcolumbre, determinado os procedimentos que deveriam ser adotados para regulamentar a operação de transferência das terras, da União para o Amapá, estava ali, definida e pronta para ser operada.

Presentes à cerimônia, e como testemunha do momento histórico, o então ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, e na presença do então governador do Estado do Amapá, Waldez Góes, e outras autoridades nacionais e locais, ressaltou a importância da união da bancada federal dos representantes do Estado e do povo nas conquistas confirmadas naquele momento

Disse o ministro: “O Amapá está sendo exemplo para o país. E não é uma fala de elogio, é uma fala verdadeira. A bancada do Amapá, independentemente de questões partidárias ou ideológicas, é a bancada mais unida no Congresso Nacional (...).

Além do ministro Jorge Oliveira, a comitiva oficial, que acompanhou o presidente Davi Alcolumbre ao Amapá, contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; do ministro interino da Ciência e Tecnologia, Júlio Semeghini; e dos presidentes do Incra, Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho, e o da Infraero, Hélio Paz de Barros Júnior.

Ontem, dia 13 de fevereiro, mais uma ação do presidente do Brasil encaminha da definição da propriedade das terras onde está assentado o Estado do Amapá e abre caminho para o desenvolvimento que o Amapá espera. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Na fila do transplante à espera do momento

Rodolfo Juarez

Estou de retorno de mais um deslocamento que fiz para Belém com o objetivo exclusivo de me manter apto na fila do transplante de rim onde sou um número, o qual me define como cadastrado e na fila de espera para o chamado por um dos 4 telefones que, também, estão cadastrados e que um deles pode tocar a qualquer momento, tendo do outro lado da linha, a minha médica assistente que é da equipe de transplante do Hospital Ophir Loyola.
A fila de transplante de rim, como para o transplante de outros órgãos, no Brasil é gerenciada pelo Ministério da Saúde. O tempo de espera pode variar de acordo com a região e a gravidade da doença. O cadastro é transparente para todos e, depois de aberto o cadastro dos dados, incluindo o tipo de doença, o nível de gravidade, além de outras características imunológicas, o Ministério da saúde divulga, diariamente, dados atualizados sobre a lista de espera.
Para consultar a posição na fila de transplante de rim o paciente, o acompanhante, seus familiares e outra qualquer pessoa do povo interessada, por qualquer motivação, pode acessar a fila usando a internet diretamente no STN -  Sistema Nacional de Transplante, https://snt.saude.gov.br/links.aspx, onde aparece, na segunda fila, “cadastro técnico de rim”. Clicando em cima do “cadastro técnico de rim”, o sistema pede para digitar o RGCT (Registro Geral da Central de Transplante), o ano de nascimento do receptor com 4 dígitos e o CPF do receptor.
Nesse momento o mais importante é a vida ou o alongamento dela. No meu caso específico para acessar à lista de transplante, os dados a serem digitados são os seguintes: RGCT: 368215-1560; ano de nascimento do receptor: 1946; e o CPF: 008.770.262-20. Outros estados, como exemplo São Paulo, a Secretaria de Saúde define formas mais rápidas e mais fácil, para consulta à lista. Naquele estado a consulta à posição do paciente na fila de transplante de rim e feita através do aplicativo Poupatempo. Providência coerente para atender uma situação na qual o tempo de espera significa viver ou morrer.
A grande maioria, ou a totalidade dos pacientes que estão na fila de transplante de rim também estão em diálise ou hemodiálise. Todos os pacientes do Amapá estão em hemodiálise. A diálise, faz parte daquele conjunto de coisas e serviços que o Amapá “já teve”.
Em 2023, foram realizados 6.198 transplantes de rim. No primeiro semestre de 2024, foram realizados 14.352 transplantes, aguarda-se a divulgação da totalidade de transplantes de rim em 2024.
Segundo o RBT – Registro Brasileiro de Transplante, veículo oficial  da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Ano XXX, N.º 4,  Estado do Amapá é o único estado brasileiro que não realizou um único transplante de rim em 2023, situação que deve permanecer para 2024. A publicação do RBT refere-se a 2023 e vem com o título “Dimensionamento dos Transplantes no Brasil em cada estado (2016 a 2023)    

A doação e alocação de órgãos é um processo trabalhoso e delicado que depende da confiança da população no sistema e do comprometimento dos profissionais de saúde no diagnóstico de morte encefálica. O Brasil é o quarto país do mundo em número de transplantes renais e, para consolidar essa conquista, é crucial a atuação do Ministério da Saúde, dos governos estaduais, das entidades e profissionais de saúde em todo o processo de doação e transplantes.