Rodolfo Juarez
Faz tempo que o Estado do Amapá padece de um mal que precisa ser contido e eliminado – a falta de um plano de desenvolvimento local.
Desde quando foi transformado em Estado, em 1988, e desde quando ganhou a sua autonomia administrativa e financeira, que ninguém mais se importou com o equilíbrio sócio-econômico e ambiental daqui, uma vez que nenhum gestor reservou parte do seu tempo para tratar do futuro do Amapá.
Deixa a impressão que o passado e o presente do Estado ocupam o tempo completo dos gestores, dos quais que não sobra tempo para pensar em um futuro e criar as condições para que, esse futuro, seja planejado.
Estamos sempre a reboque dos planos nacionais, vivendo de migalhas e não conseguindo emplacar um grande projeto nacional ou um grande comprometimento mundial, muito embora estejamos aqui, na foz do rio Amazonas, vendo os navios de carga e passageiros, passarem para outros pontos, no máximo, igualmente importantes que o “Ponto Amapá”.
Barcellos quando assumiu o governo em 1991, na condição de governador eleito, deu continuidade aos planos e projetos que herdara de quando tinha sido governador nomeado. Os investimentos tiveram esse propósito – completar o que não tinha dado tempo para realizar antes de deixar o governo e ir para a Câmara dos Deputados.
Naquele tempo o grande projeto era a transformação do Território do Amapá em Estado, o que veio com a Constituição Federal de 88.
Depois dos sete anos e três meses de governo de João Capiberibe, com uma proposta preservacionista, fortemente influenciado pela Agenda 21, moda na época, aprovada na ECO 92, realizada no Rio de Janeiro, o que gerou o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, que antes de ser um plano de desenvolvimento, funcionou como uma obsessão do governador que, em nome da importância exagerada que dava ao plano, ignorou todas as outras formas de desenvolvimento e inibiu as iniciativas avulsas.
Os nove meses de governo de Dalva Figueiredo, que substituiu João Capiberibe, foram conduzidos por impulsão de forças políticas, pois além de abandonar o “pedeessea” centrou todos os objetivos do Governo nos seus próprios objetivos – reeleger-se governadora do Estado.
O período de sete anos e três meses de Waldez Góes como governador do Estado, ele que substituiu Dalva Figueiredo em janeiro de 2003, pode ser dividido em etapas que têm como referência crises econômicas. Nesse período não houve qualquer espaço para a discussão de um plano de desenvolvimento para o Estado. Mais uma vez, o objeto do governo foi a política partidária, os arranjos, os conchavos que produziram resultados indesejados para todos, inclusive para o próprio governador Waldez.
Sucedeu-lhe Pedro Paulo, que governou por nove meses e que ainda está na memória de todos os amapaenses. Nenhum resultado ficou a não ser como motivação para resmungos de aliados e críticas dos adversários.
Desde o dia 1º de janeiro de 2011 está no cargo de Governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, dizendo-se às voltas com muitos problemas e sem condições de intervir o suficiente para mudar a “cara”, sequer, da administração pública estadual e pedindo tempo para “equilibrar as contas do Governo”.
Muito pouco para um Estado que precisa, urgentemente, ver o seu futuro, melhorar a qualidade de vida da população e recuperar o prestígio.
Faz tempo que o Estado do Amapá padece de um mal que precisa ser contido e eliminado – a falta de um plano de desenvolvimento local.
Desde quando foi transformado em Estado, em 1988, e desde quando ganhou a sua autonomia administrativa e financeira, que ninguém mais se importou com o equilíbrio sócio-econômico e ambiental daqui, uma vez que nenhum gestor reservou parte do seu tempo para tratar do futuro do Amapá.
Deixa a impressão que o passado e o presente do Estado ocupam o tempo completo dos gestores, dos quais que não sobra tempo para pensar em um futuro e criar as condições para que, esse futuro, seja planejado.
Estamos sempre a reboque dos planos nacionais, vivendo de migalhas e não conseguindo emplacar um grande projeto nacional ou um grande comprometimento mundial, muito embora estejamos aqui, na foz do rio Amazonas, vendo os navios de carga e passageiros, passarem para outros pontos, no máximo, igualmente importantes que o “Ponto Amapá”.
Barcellos quando assumiu o governo em 1991, na condição de governador eleito, deu continuidade aos planos e projetos que herdara de quando tinha sido governador nomeado. Os investimentos tiveram esse propósito – completar o que não tinha dado tempo para realizar antes de deixar o governo e ir para a Câmara dos Deputados.
Naquele tempo o grande projeto era a transformação do Território do Amapá em Estado, o que veio com a Constituição Federal de 88.
Depois dos sete anos e três meses de governo de João Capiberibe, com uma proposta preservacionista, fortemente influenciado pela Agenda 21, moda na época, aprovada na ECO 92, realizada no Rio de Janeiro, o que gerou o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, que antes de ser um plano de desenvolvimento, funcionou como uma obsessão do governador que, em nome da importância exagerada que dava ao plano, ignorou todas as outras formas de desenvolvimento e inibiu as iniciativas avulsas.
Os nove meses de governo de Dalva Figueiredo, que substituiu João Capiberibe, foram conduzidos por impulsão de forças políticas, pois além de abandonar o “pedeessea” centrou todos os objetivos do Governo nos seus próprios objetivos – reeleger-se governadora do Estado.
O período de sete anos e três meses de Waldez Góes como governador do Estado, ele que substituiu Dalva Figueiredo em janeiro de 2003, pode ser dividido em etapas que têm como referência crises econômicas. Nesse período não houve qualquer espaço para a discussão de um plano de desenvolvimento para o Estado. Mais uma vez, o objeto do governo foi a política partidária, os arranjos, os conchavos que produziram resultados indesejados para todos, inclusive para o próprio governador Waldez.
Sucedeu-lhe Pedro Paulo, que governou por nove meses e que ainda está na memória de todos os amapaenses. Nenhum resultado ficou a não ser como motivação para resmungos de aliados e críticas dos adversários.
Desde o dia 1º de janeiro de 2011 está no cargo de Governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, dizendo-se às voltas com muitos problemas e sem condições de intervir o suficiente para mudar a “cara”, sequer, da administração pública estadual e pedindo tempo para “equilibrar as contas do Governo”.
Muito pouco para um Estado que precisa, urgentemente, ver o seu futuro, melhorar a qualidade de vida da população e recuperar o prestígio.
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