Rodolfo Juarez
Com a aproximação
do Réveillon os governantes, tanto do governo do Estado do Amapá como dos
governos dos municípios deste Estado, começaram a anunciar as atrações,
principalmente musicais, com as quais pretendem fazer a “rápida alegria” da
população que desenvolve esse sentimento nas festividades promovidas pelos
governantes, na maioria das vezes gastando o dinheiro que não tem.
A "rápida
alegria" é uma expressão que descreve um sentimento de felicidade ou
contentamento que é passageiro ou de curta duração. É a experiência de
sentir-se feliz, mesmo que por um breve momento. A expressão sugere que, embora
a alegria seja genuína quando ocorre, ela logo desaparece ou é substituída por
outras emoções ou realidades. Essencialmente, o termo enfatiza a brevidade da
emoção.
Mesmo sabendo
disso, a expectativa dessa “rápida alegria” que chega rápido e, também,
desaparece rápido, ainda influencia decisões importantes dos governantes que,
muitas vezes, acabam prejudicando administrações e administradores na hora de
prestação de contas dos gastos feitos.
O assunto é tão
sério e tão intrigante, que mesmo sabendo disso, os governantes arriscam, não
falam a verdade e procuram maneiras para justificar os gastos e os pagamentos
feitos antecipados, se valendo de empresas ou instituições que não o Governo do
Estado ou as prefeituras municipais para servir de outdoor às decisões que
tomam.
Este ano, o
governador Clécio Luis, quando anunciava, o que disse ser a “primeira atração
do Réveillon de 2025” teria dito que o evento seria no anfiteatro da Fortaleza
de São José de Macapá e que a artista estaria ali sem qualquer custo para o
Governo.
Ninguém acreditou
nessa hipótese!
Esses e essas
artistas fazem dessas oportunidades o seu maior faturamento. Anita, reconhecida
pelos seus cachês considerados altos, comporta-se como não estando disposta a
dispensá-lo. Faria isso, a troco de quê?
Justificar que se
trata de emenda parlamentar faz pouquíssima diferença uma vez que se trata de
dinheiro resultado do pagamento de impostos pelos contribuintes brasileiros,
portanto também dos contribuintes amapaenses.
Mas esse
comportamento também está arraigado nas administrações municipais, seja da
Capital do Amapá, seja nas sedes municipais do interior do Estado.
Festa em todos os
municípios é a realidade.
Os dirigentes,
prefeitos e governadores, acreditam que precisa ser assim, mesmo sabendo que
isso implica em plano especial de segurança, em ações de combate à droga e à
prostituição, reforço nas equipes de socorro, seja nas equipes de resgate como
nas esquipes do sistema de saúde.
O complicado de
explicar é a situação subliminar que, na maioria absoluta das vezes, se trata
de um movimento político onde se busca, em verdade, consolidação de prestígio
junto à população na tentativa de espalhar um ópio eficaz e que possibilite um
discurso fácil de fazer e na forma que pretendem seus orientadores de campanha,
visando a próxima disputa.
Aliás, como essa
disputa será em outubro deste ano, os futuros candidatos pretendem que as
possibilidades de sucesso aumentem de forma diretamente proporcional com os gastos e as tentativas de agradar o
eleitor.
Enquanto isso, falta dinheiro para outras coisas, provavelmente de igual importância ou de importância maior.

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