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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O Governador do Amapá e os conflitos da realidade


Rodolfo Juarez
A reeleição de Waldez Góes e a eleição de Jair Bolsonaro colocam o Governo do Estado do Amapá, a parte mais vulnerável do conjunto, em um cenário difícil e que precisa ser muito bem cuidado para que o Estado não se transforme em um “tacho de desculpas” dos administradores enquanto o tempo passa e é perdido.
Os últimos quatro anos, apesar da propagando do Governo dizer outra coisa, foi de retrocessos em áreas que precisavam ganhar espaço no mercado e dar oportunidade de emprego para a crescente população do Estado do Amapá.
O atual governador tem razão quando reclama de áreas que foram prejudicadas pelo modo de administrar adotado pela cúpula do Governo no quadriênio 2011/2014, mas não tem razão quando justifica o fraco desempenho em áreas como a saúde, a segurança e o meio ambiente.
O chefe do governo que assumiu em 2015 e que foi reeleito em 2018 para mais quatro anos de mandato tinha como principal objetivo a renovação do mandato e, para que isso fosse possível, “negociou” com pessoas, partidos e grupos que impuseram gestores com o objetivo de fazer renda, pouco importando o resultado final obtido.
Negociou a Caesa, a CEA, a Secretaria de Transporte, a Secretaria da Fazenda, todo o sistema de licenciamento ambiental estadual, para manter densidade de eleitores que pudessem configurar margem de votos que tivesse possibilidade de garantir a renovação do mandato. O resultado esperado era esse!
Manteve um alto nível de funcionários públicos com contratos precários por precisar deles para fazer as bandeiradas, pouco importando com o sinal de alerta aceso pelos controladores da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alcançou o objetivo elegendo-se, pela quarta vez e pela segunda vez consecutivamente, para o cargo do Governador do Amapá, desta feita tendo a “lona protetora” do empresário Jaime Nunes, vice-governador.
Acontece que, para comandar o Brasil, o eleitor elegeu um político radical, de forte tendência conservadora, próximo da extrema direita, exatamente o oposto da experiência do governador do Amapá.
Por causa disso, algumas perguntas se impõem:
Saberá o governador Waldez administrar essa diferença de linguagem?
Terá pique e paciência para percorrer desde a extrema esquerda, espaço que conhece, para alcançar a extrema direita?
É preciso ter e confiar nos filiados nos diversos partidos que tenham mandato, que estejam dispostos a trabalhar em conjunto com o Governo e, se bem organizados, poderão servir de caminho para a jornada que precisa fazer e garantir resultados bons para a população do Amapá, exatamente como prometeu durante a campanha.
O eleitor aprovou o método usado para gerenciar, não importa se bem ou mal, e quer que se repita o que aconteceu entre 2015 e 2018, inclusive aceitando as desculpas que determinaram o parcelamento do salário dos funcionários.
Entretanto essa gerência conta com alguns membros que estão bitolados e prontos para continuar como era antes, sem mudar nada, o que, aparentemente, não serve para a proposta que será experimentada a partir de janeiro de 2019.
Outra questão é a presença física da oposição. O mandato anterior via de longe os adversários (senadores e deputados federais), mas agora eles estão na Cidade, examinando tudo e sendo porta-voz dos que ficarão amontoados nos corredores de hospital e convivendo com estatísticas que dimensionam a insegurança e a precariedade da educação e do nível de emprego.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

No Amapá: placar apertado e vitória suada!


Rodolfo Juarez
Tanta disputa, tantos discursos para não mudar nada. Tanto discurso e tantas promessas para permanecer como está. A reeleição de Waldez Góes tem apenas uma novidade – o vice.
Jaime Nunes tem o compromisso de fazer diferente. De estabelecer relações mais republicanas entre os poderes, especialmente entre a Assembleia Legislativa e o Palácio do Setentrião.
A população ainda não esqueceu o que falou e escreveu o vice-governador eleito em 2014, e que renunciou em 7 de agosto de 2018, 3 anos e 7 meses depois da posse. Na Carta-Renúncia dirigida ao presidente da Assembleia Legislativa, Papaleo Paes disse: “a sociedade não quer só discurso, quer sem dúvida ação, na esperança de ser esse um país mais justo, solidário, compromissado com as ideias de Justiça, do Direito, da Democracia, da Liberdade e da Cidadania”.
Na conversa com a imprensa acusou secretários do Governo do Estado e que, curiosamente, estavam sob a sua tutela ou sob a tutela do Gabinete do Governador, do governo que integrava e responsável pela nomeação e exoneração de cada um e de todos. Houve pedidos de apuração, nota de repúdio e desafios, isso na cabine de comando do Governo do Estado, para depois tudo ser jogado para “debaixo do tapete”.
Esses episódios acabaram marcando e dando motivos para que fosse exigido um controle mais efetivo no processo de gestão do Governo do Estado o que, provavelmente não foi acionado porque se entrava no período reservado para a campanha eleitoral e, como havia busca da reeleição pelo atual governador, esses assuntos faziam parte daqueles considerados proibidos tratar no período.
A definição do primeiro turno no Amapá não foi fácil. Um imbróglio sem tamanho foi criado depois que o Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o registro de candidatura do candidato João Capiberibe, do PSB, e o recurso especial interposto no Tribunal Superior Eleitoral que acabou originando decisão inédita e “legislativa” alterando o caput art. 91 do Código Eleitoral que está em vigor.
Depois do primeiro turno, quando foram definidos os adversários que disputariam o Governo do Estado em segundo turno, a campanha eleitoral se encarregou doutros problemas: primeiro com a espera por nove dias da definição de quem disputaria o segundo turno com o pleiteante à reeleição e, depois, com as medidas emergenciais das duas coordenações de campanha que não agradaram nem mesmo os próprios candidatos.
Quando os dois perceberam já estavam na última semana da eleição e os 11 (onze) dias de campanha foram levados no sentimento e na raça pelos dois disputantes.
O reflexo mais significativo foi o recorde de 22.88% apurados na coluna da abstenção, deixando que apenas 77,12% do eleitorado decidissem. Foram 117.123 eleitores que deixaram de comparecer para votar, tal a falta de interesse que alimentou a campanha no segundo turno. O número de eleitores que não votaram no segundo turno (117.123) é quase igual ao número de eleitores do segundo colocado no primeiro turno (119.500). Se somar com brancos e nulos, então...
A diferença de menos de 20 mil votos entre o primeiro colocado e o segundo colocado demonstra quão apertado foi o “placar”.
São mais quatro anos do mesmo time que precisa de reforço e de objetivos definidos e uma chance de tirar a crise do conjunto de desculpas.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Governador do Amapá foi ao lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência


Rodolfo Juarez
As eleições deste ano estão deixando muita gente de “queixo caído” com as novidades protagonizadas pelas lideranças nacionais e regionais.
Na semana passada o Congresso Nacional trouxe para votação matérias polêmicas e que tinham sido engavetadas pelos próprios presidentes das duas casas, o Senado e a Câmara dos Deputados. O resultado foi considerado um desafio ao entendimento do eleitor que está disposto a analisar o cenário antes de votar, muito mais pelo que é dito pela imprensa do que o resultado da avaliação dos eleitores.
Nesse ambiente de vale tudo, algumas das lideranças políticas amapaenses se viram encurraladas e tiveram que fazer o que não gostariam para não desfazer o castelo de areia que está construído e que não suporta ventos moderados.
Assim, o presidente do Presidente do PDT, o governador Waldez Góes, teve que comparecer a um ensaio de lançamento de pré-candidatura de uma pessoa que está condenada, com seus direitos políticos suspensos e, por isso, sem condições de registrar candidatura a qualquer cargo eletivo, a não ser que esteja pregando o descumprimento da regra, o que não seria um comportamento apropriado para um governador que foi eleito pela maioria dos eleitores do Amapá, não faz muito tempo.
É a razão sucumbindo ao irracional. A anormalidade prevalecendo sobre o normal. O ilegal desafiando a legalidade. É como dizem os observadores do cotidiano: é o cachorro mijando no poste.
Mas as circunstâncias eleitorais levam a esses patamares impensáveis para quem, costumeiramente, se candidata para que o eleitor o escolha para dirigir os interesses da população local, com a prerrogativa de indicar outros candidatos para os cargos que estarão em disputa no dia 7 de outubro.
Até mesmo os seus mais aguerridos correligionários não aprovaram a decisão de comparecer ao lançamento de uma pré-candidatura onde o próprio pré-candidato está proibido de comparecer.
Para aqueles que dependem da influência do ex-presidente Lula para viabilizar uma candidatura, até que se compreende, a não ser que o governador do Amapá, nessa qualidade, tenha prometido, nem que por carta, ao ex-presidente, que, aqui no Amapá, na qualidade de governador do Estado, apoiaria para presidente da república, mesmo sem poder estar presente, por motivo de encarceramento.
As lideranças nacionais do PDT, ao que parece, estão noutro rumo, indicando para presidente da República o seu vice-presidente Ciro Ferreira Gomes, com aval do presidente do partido Carlos Lupi.
Então o caso é aqui, regional, onde os aliados que apoiam o governador Waldez na campanha de reeleição, no catálogo de exigências destacaram, como obrigação, o comparecimento no sentido de fortalecer, por aqui, o PT, o PC do B e o PSB, mesmo com o PSB não mandando para o evento um dos integrantes do time titular.
O fato é que o acontecido gerou bolhas de insatisfação, principalmente entre aqueles candidatos que pregam a necessidade de combater a corrupção, o desperdiço e o desvio do dinheiro dos tributos, tão necessários para os projetos de desenvolvimento do Estado e que podem trazer melhoria na qualidade de vida da população.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Período crítico

Rodolfo Juarez
O governador eleito, Waldez Góes (PDT), já começou o quebra cabeça para definir a sua equipe de governo.
O trabalho começa com a transição de um governo para o outro, desta feita com as regras definidas antecipadamente e que deve facilitar o trabalho da equipe, provavelmente muito mais técnica do que política, ficando para esta nuance as definições com relação aos auxiliares de confiança.
Mesmo durante os sessenta dias da transição de governo serão necessários os exercícios de uma administração compartilhada para que os problemas, notadamente os que se manifestam no inverno, não tomem conta das ocupações de todo o Governo.
O caso da BR-156 é um exemplo.
Durante o período chuvoso as dificuldades para a execução dos serviços se multiplicam, encarecem os serviços e causa muitos transtornos à população usuária. Ainda estão presentes na lembrança recente dos usuários daquela estrada, os sacrifícios que tiveram que enfrentar durante o último período chuvoso, para vencer parte do trecho entre Calçoene e Amapá.
Por mais de uma vez a BR-156 tanto no sentido norte como no sentido sul teve o fluxo de veículos interrompido, devido a queda de pontes de madeira, que sem manutenção, ou com manutenção mas, sem fiscalização para o peso que poderia receber, romperam e deixaram pessoas, mercadorias e veículos retidos e sem poder prosseguir a viagem que faziam.
As cidades de Macapá e Santana precisam de urgente atenção para que não seja tomada pelos buracos e se transforme e um risco maior para os condutores urbanos, tanto de carros leves como de carros de transporte coletivo ou de mercadorias.
Essas ações precisam ser iniciadas antes de dezembro ou, no máximo, até o mês de janeiro, então, precisam ser tomadas pela administração que se prepara para sair e, para isso, vai ser preciso muito espírito público para que o bem-estar da população seja colocado em primeiro lugar.
Não são apenas essas as medidas. Os pacientes internados nos hospitais, os professores na fase de elaboração do programa anual e os alunos se preparando para começar o ano letivo. O sistema de segurança social além dos programas que não podem ser solução de continuidade.

O empenho do novo governo para compreender essa fase será necessário como o espírito público do governo que sai que sabe dos problemas que serão gerados caso os procedimentos não sejam feitos a tempo e a hora. O período é curto e crítico.