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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Dia do Engenheiro: podia ser um momento para reflexão.


Rodolfo Juarez
Hoje, dia 11 de dezembro, é Dia do Engenheiro. A data decorre do Decreto de Lei n.º 23.569, publicado em 11 de dezembro de 1933, regulamentando a profissão de Engenheiro e outras profissões correlatas.
Era para ser um dia de reflexão, de debates, onde o assunto central poderia ser a engenharia nos dias atuais, quando viadutos caem ou cedem, pontes sobre rios apresentam defeitos construtivos em curto tempo de uso, e no momento em que as fiscalizações das obras em execução não têm um roteiro a seguir, deixando para o engenheiro-fiscal a definição do modo que adota.
Hoje se dispõe de uma estrutura arcaica, orientada por uma lei carcomida pelo tempo, a Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que define as funções dos gestores da Engenharia no Brasil, por rápidos apoios naquela lei e um calhamaço de resoluções decisões que reflete interpretação pessoal de cada um daqueles que assume a responsabilidade de gerenciar os interesses da engenharia, dos engenheiros e da sociedade atendida por aqueles profissionais.
A estrutura é mantida integralmente pela anuidade cobrada dos profissionais engenheiros, das empresas de engenharia, da taxa de cada responsabilidade assumida, pelo profissional de engenharia, quando anota uma responsabilidade técnica, diversificada em um conjunto de projetos, cada qual sujeito àquele registro de responsabilidade.
A estrutura que deveria organizar a atividade profissional do engenheiro é também responsável pela atividade profissional dos agrônomos e até bem pouco tempo se responsabilizava pelos profissionais de arquitetura e, também, daqueles que trabalhavam com o registro de técnicos.
A Lei 5.194/66 define a estrutura organizacional para gerir os interesses da profissão e dos profissionais com um Conselho Federal e 27 Conselhos Regionais, cada um desses conselhos com funções definidas por um Regimento Interno padrão que é o instrumento administrativo que define as atribuições de dirigentes e de funcionários de cada um daqueles conselhos.
Recentemente o TCU entendeu que os Conselhos Regionais e o Conselho Nacional devem se submeter ao controle externo daquele tribunal e a admissão de pessoal em cada Conselho deve obedecer a ordem constitucional prevista na Constituição de 1988, isto é, a admissão para o cargos efetivos do Conselho Regionais e do Conselho Nacional só é admitida através de concurso público.
Com uma arrecadação total em torno de 1 (um) bilhão de reais o Sistema Confea Creas passou a ser ajustado conforme as normas gerais adotadas pelo TCU, influenciando diretamente nos gastos decorrentes de diárias e de ações que nada tem a ver com o desenvolvimento da Engenharia e dos profissionais engenheiros.
Aqui no Amapá, como de resto em todo o Brasil, a Engenharia passa por um momento de extrema visibilidade. As operações policiais alcançaram as maiores empresas de engenharia do país e, em consequência, alcançaram os engenheiros que respondiam por aquelas empresas.
No Amapá as empresas de engenharia estão misturadas com as dificuldades sociais e os empregos que poderiam ser gerados pelo setor estão profundamente adormecidos como, de resto, o desenvolvimento do Estado.
Quando a Engenharia adormece o Estado para!
Mas temos importantes engenheiros para serem lembrados nesta data por aqui, alguns pioneiros que já nos deixaram e outros que ainda estão na ativa e sendo útil.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Dia do Engenheiro, um dia para reflexão!

Rodolfo Juarez
Domingo, dia 11 de dezembro, é o Dia do Engenheiro.
Um profissional que vem contribuindo para desenvolver, entre outras questões, condições que dê melhor qualidade de vida para a população em diversos ambientes que forma a sociedade amapaense.
Interpretar a importância desse profissional é uma tentativa que tem provocado muitos acertos e alguns erros, pela diversidade de atribuições que tem o engenheiro e que, por isso, se vê divido em muitas especialidades sem, entretanto, deixar de ser identificado como aquele profissional que sempre está inovando, buscando, cada vez mais, a segurança das pessoas e a melhor forma de abriga-las e permitir que se desloquem.
Desde a revolução industrial a profissão de engenheiro ganhou muito destaque. Inicialmente a principal formação em engenharia era a de engenheiro civil, que se tornou uma das profissões fundamentais do mundo moderno, atuando como responsável por novas construções e obras civis.
A evolução da sociedade passou a exigir novas demandas para os engenheiros e, para facilitar o acesso das pessoas ao que a sociedade sabia que podia exigir, a atuação dos engenheiros foi ampliada para a indústria metalúrgica, elétrica, aeronáutica, computação, química, meio ambiente, produção, entre outras, que necessitam de mão de obra especializada para o desenvolvimento e acabaram por consolidar diversos ramos da engenharia.
No Amapá os engenheiros têm desempenhado papel de relevância desde às suas primeiras necessidades quando teve que construir a Fortaleza de São José de Macapá. O responsável pelo projeto foi de Henrique Antônio Gallucio, que, guardadas as devidas adaptações à realidade local, adotou o modelo de bases defensivas conforme fora idealizado por Sebastién de La Preste, o francês Marquês de Vauban e por Manoel de Azevedo Fortes.
Quando uma área do Estado do Pará foi discriminada para ser um novo território federal – o Território Federal do Amapá -, inicialmente com previsão de ser a Vila do Amapá, no Oceano Atlântico, a capital e, depois, a Vila de Macapá, na margem esquerda do Rio Amazonas, outra vez os engenheiros estiveram presentes com suas habilidades para trabalhar a infraestrutura urbana, identificar os polos rurais de desenvolvimento e conceber e construir as edificações, inicialmente a dos prédios públicos.
São dessa época os primeiros planos de desenvolvimento urbano que definiu o sistema viário que hoje tem bons reflexos técnicos nas ruas, avenidas e praças de Macapá, e as primeiras ligações rodoviárias com núcleos de concentração de pessoas e produção de bens e alimentos do interior do então Território Federal, além da definição das áreas comuns. Tudo serviço de engenheiros.
Hoje a engenharia está dividida em muitas especialidades nas quais é possível seguir carreira, dependendo das mudanças no mercado e do desenvolvimento tecnológico esse número se expande a cada necessidade.
Entre tantos ramos podemos citar a engenharia civil, que é a responsável por obras e construções; engenharia mecânica, que atua no ramo da mecânica, metalurgia, indústria automotiva e outras indústrias; engenharia da computação, que atua no ramo da informática, seja na construção de novos softwares ou hardwares; engenharia ambiental, que ganhou grande visibilidade com a crescente preocupação com o meio ambiente; engenharia de alimentos, que atua em indústrias alimentícias ou em pesquisas que envolvem alimentos.
Além de outras especialidades como engenharia de petróleo e gás, que com a constante necessidade de geração de energia e potenciais crescimentos na extração de petróleo, tornam esse profissional necessário e por consequência, bem valorizado; engenharia de segurança do trabalho, que atua de forma a seguir as normas de segurança do trabalho, que a cada dia se tornam mais rígidas; engenheiro de produção, que tem como objetivo gerenciar processos produtivos; entre outras diversas, por exigência das indústrias, dos serviços e das pesquisas que necessitam de mão de obra especializada.
O Dia 11 de dezembro é um dia para reflexão, para procurar compreender a realidade atual e entender a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade, desempenhando esse papel, quase um sacerdócio que é ser engenheiro.

Parabéns a todos os engenheiros que trabalham no Amapá e contribuem com a sociedade amapaense.