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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Lockdown: a novidade dos meus 74 anos de vida


Rodolfo Juarez
Eu nasci no dia 19 de maio de 1946 e, hoje, exatamente hoje, completei, às 3 horas da madrugada, 74 anos que chorei pela primeira vez. Depois não tenho como dizer quantas outras vezes e os motivos pelos quais voltei a chorar.
Considero-me uma pessoa emotiva e tive vários momentos que justificam esse meu lado emocional, tanto por questões pessoais como por questões de outra ordem, quando de vitórias coletivas ou individuais.
Nascido em 1946, convivi com duas das seis repúblicas que o Brasil já experimentou e estou vivendo a atual, a sétima república, que começou em 1985 e permanece até hoje, registrada no consciente de muitos como a Nova República, já com de 35 anos, tendo como espinha dorsal uma Constituição promulgada em 1988 e que já lhe foi inserida mais de 100 Emendas.
Antes, vivi a 4.ª República, que durou de 1945 a 1964, que coincide com meu período infantil, de pré-adolescência e de toda a adolescência. Também foi tempo para concluir o curso primário, no Grupo Escolar de Afuá, em 1959; de 1960 a 1966 estudei o ginasial e o colegial no Colégio Amapaense, em Macapá.
Em 1964 houve o golpe civil-militar que marcou o início da 5.ª República, a Ditadura Militar, que foi até 1985. Considere que aos 18 anos eu estava cursando primeiro ano do Curso Colegial, no chamado, então, Colégio Padrão, educandário que atraia a atenção dos olhos de todos os militantes da ditadura. Nesse tempo eu trabalhava  como professor de Matemática, do então Território Federal do Amapá. Minhas primeiras turmas, em 1965, foram no Ginásio Santa Bartolomea Capitâneo, em Macapá.
De 1967 a 1971 fiz o Curso de Engenharia, na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Pará, onde me formei em Engenharia Civil, em dezembro de 1971. Em 1972 recebia a Carteira de Registro no CREA/PA. Em 74/75 fiz o mestrado em Engenharia de Sistemas Urbanos e em 76/77 o doutorado em Infraestrutura Urbana.
Em 1980, formei em Jornalismo e, de 2005 a 2009 fiz o Curso de Bacharel em Direito; de 2010/2011 conclui a pós-graduação em Direito Processual e, em 2014, recebi a Carteira da OAB/AP me credenciando como advogado.
Durante esses 74 anos lutei, vivi e sobrevivi, mesmo com diversidades que tive que enfrentar em períodos e por tempos diferentes como: as preocupações com o final da segunda guerra, a vida de ribeirinho no interior do município do Afuá, as mudanças de cidade, no começo devido às necessidades de estudar, depois, para trabalhar, crises administrativas e políticas, suicídio de presidente, presidente eleito que não tomou posse, presidente não eleito que tomou posse, presidente renunciar, presidente ser impitimado, vice-presidentes assumindo a Presidência da República.
Vi também como é o Parlamentarismo no Brasil, eleição de presidente pelo Colégio Eleitoral, hiperinflação, planos econômicos diversos, recessão econômica, golpes, votação de constituição, promulgação de constituição, empoderamento feminino, lutas por igualdade de gênero, alteração no processo educacional e tantas outras questões, umas que deram certo e outras que se tornaram fracasso.
Mas vivi 74 anos para ver a um lockdown engendrado por administradores estaduais e municipais, sem a certeza de que a medida vai dar certo.
Vivi para ver a discussão sem fim sobre cloroquina por parte de pessoas que não estão habilitadas para a temática, mas que precisam dar uma resposta.  Ninguém sabe se vai ou não dar certo o lockdown! Mesmo assim insistem no método de tentativa e erro, com resultados duvidosos e incertos.
Completo 74 anos ajudado por uma máquina de hemodiálise há mais de um ano.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Macapá, a cidade como protagonista!

Rodolfo Juarez
Bom dia Macapá. Hoje você parece mais faceira do que noutros dias!
Pode ser que os meus sentimentos estejam mais aflorados, ou simplesmente o vento, a chuva, as nuvens, a terra e as pessoas daqui entenderam que hoje a protagonista é você.
Já está longe, no calendário e na lembrança, o dia 4 de fevereiro de 1758 quando você recebeu, em um batismo especial, o nome de Macapá, consumado com a água mais benta de todas – a do rio Amazonas.
Afinal já se passaram 262 anos que você recebeu aquela certidão de batismo. Tenho certeza que, naquele dia, imaginavas tempos futuros tranquilos para todos os habitantes, bons para exercitar um modo de vida com qualidade, mesmo com a transformação do ambiente que imaginavas ser para melhor.
 Não tenho dúvidas que você, desde o começo, quer ser a mais bela cidade deste lado do grande rio e, quem sabe, rivalizar com todas as cidades que estão do outro lado. Nesse ponto desculpar é o verbo.
Muitos dos teus filhos fizeram estripulias antes de se tornares capital do Amapá e mesmo, quando capital, alguns não honraram o que teria sido dito no dia do batismo e o que foi escrito na certidão de nascimento.
Lembra aquela confusão criada em 1943 quando o presidente da República do Brasil escolheu para capital do Território do Amapá a cidade de Amapá?
Pois é, deu trabalho para convencer os que governavam o Brasil de que você era a noiva mais bela e preparada para aquele casamento. Quando você mostrou sua beleza, seu ambiente, sua posição geográfica, Janary Nunes, primeiro governador do Território do Amapá, convenceu o Presidente Vargas, graças às informações e evidências apresentadas pelo prefeito de então, Elieser Levy.
Durante a República Nova, que durou de 1946 a 1964, você foi administrada por 14 diferentes prefeitos, todos biônicos, e durante o governo militar, de 1964 a 1985, foram outros 16 prefeitos biônicos, até que, a partir de 1.º de janeiro de 1986, começou a série de prefeitos escolhidos pelo seu povo. Raimundo Azevedo Costa foi o primeiro, em 1986, depois João Alberto Rodrigues Capiberibe, Papaléo Paes, Annibal Barcellos, João Henrique Pimentel (por dois mandatos), Roberto Góes e, o atual, Clécio Luis (dois mandatos) que governa até o dia 31 de dezembro de 2020.
Hoje com 262 anos e mais de 500 mil habitantes, sei que você não está satisfeita com o atendimento que é dado a seu povo, que enfrenta problemas com a mobilidade urbana, com orçamento público, com o serviço de saúde e educação, emprego, porto fluvial para embarque e desembarque de passageiro e carga, serviço de distribuição de água e de energia, sistema de drenagem de águas pluviais, sistema de coleta de esgoto, coleta e destino final do lixo, manutenção do asfalto nas vias, transporte coletivo, entre outros.
Nem mesmo as respostas populares que tem dado para os seus dirigentes têm sido suficientes para compreenderem que a recompensa esperada, por você e seu povo, é o exercício laboral pleno, com lisura, honestidade e lealdade com a história e as tradições.
Sei que já sabes que o tempo dos espertos e oportunistas já passou, muito embora eles continuem na espreita para dar mais um bote, atacar mais uma vez, e deixar que os problemas aumentem e você perca os títulos que seu povo lhe deu com tanto carinho.
Mas continue tendo esperança, quem sabe se você não está entrando para uma década diferente, onde o trabalho é o primeiro objetivo de todos e os resultados sejam para trazer-lhe a alegria que merece.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Aniversário de Macapá

Rodolfo Juarez
Muitos leitores me questionaram sobre não ter escrito a mensagem habitual sobre Macapá por ocasião do seu aniversário do seu 259º ano de fundação da Cidade de Todos Nós.
Escrevi sim, mas este ano para ser lido com exclusividade, como editorial do programa que coopero na apresentação, nos dias de domingo, pela Rádio 102,9 FM. Ficou assim o editorial:
“Ontem Macapá completou 259 anos!
Uma história que vem sendo escrita por ela mesma, pela população e pelos seus administradores.
Apesar de todas as dificuldades é uma história bonita, cheia de charme e que busca oferecer aos seus habitantes motivos para que, cada um dos que aqui moram, possam viver felizes.
Queremos nos declarar como um desses moradores que foram premiados pelo Altíssimo e, assim, nos regozijar nesse momento, que poderia ser o da retomada dos rumos para o desenvolvimento da Capital do Estado.
Mas é preciso que cuidemos melhor dessa cidade. É preciso que todos aqueles que aqui moram façam a sua parte. Dirigentes e dirigidos devem associar-se com o objetivo de satisfazer a cidade em todos os suas necessidades.
Temos certeza que, se Macapá tivesse como se expressar por meios convencionais, estaria gritando por respeito e por melhores condições para que pudesse “ver” a população feliz.
Afinal, essa “senhora” de 259 anos precisa ser respeitada por todos, mas especialmente por aqueles que foram para as ruas e disseram para todos os que se dispusesse a ouvir, que receberia melhorias e uma organização capaz de encaminhar solução para alguns dos seus mais graves e presentes problemas, como, por exemplo, a moradia.
Macapá não se conforma em ser uma cidade que oferece alto risco de saúde aos seus moradores, que insistem em busca satisfazer as suas necessidades e se aborrecem por não conseguir.
Os anos passam e até as homenagens são restringidas como se a cidade não tivesse condições e a sua população não fosse merecedora.
As preces continuam!
Tomara que os homens encontrem um caminho para que os problemas urbanos que se agravam, parem esse processo e se inicie outro, onde seja possível perceber que pode haver a retomada das melhorias e reacender a esperança de que um dia a população volte a ficar satisfeita com os dirigentes pelo trato que estejam dando à cidade.
Feliz aniversário Macapá!

Felicidade a todos os que aqui trabalham e moram!”

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Encantos e desencantos de Macapá

Rodolfo Juarez
Macapá está, de novo, fazendo aniversário de fundação: é o ducentésimo qüinquagésimo oitavo. Oportunidade para se falar da cidade, analisar o seu estado atual, imaginar o tempo que passou. Os bons e maus momentos que foram ficando para traz e as consequências dos erros cometidos por aqueles que disseram que estavam prontos para se dedicar à sua administração.
Uma cidade que foi impondo à sua população os resultados de um mundo moderno, cheio de violência e carência, e não oferecendo os instrumentos de salvaguarda que seriam esperados daqueles que ganharam e ganham o dinheiro da sociedade para criar condições adequadamente seguras para viver e conviver.
A cidade reclama pelo maltrato através dos habitantes que sabem que há condições para viver em um ambiente melhor, mais saneado e com atendimento social capaz de assegurar confiança em cada um dos que moram na cidade.
É importante lembrar que faz tempo que a cidade não oferece à sua população essa confiança, deixando-a cada vez mais duvidando da capacidade daqueles que disseram que estavam dispostos a tratar da cidade e de seu povo, como se fosse a sua casa e a sua família.
Os valores foram, ao longo do tempo, sendo invertidos e as atenções deixaram de ser comum e passaram a ser para os grupos ou para as pessoas que eventualmente estão no plantão para resolver os problemas comuns.
Os 258 anos vividos pela cidade são testemunhas de vários momentos e que, agora, são os indicadores que deveriam servir de pontos de análise para encaminhar solução para os diversos problemas.
Como o dinheiro que é disponibilizado para os administradores é considerado curto demais, as prioridades são definidas por esses administradores e, na maioria das vezes, são prioridades que não estão de acordo com o que pretendem os moradores, esses incríveis pagadores de tributos.
Macapá e seu povo não vivem um bom momento! E não é por causa da crise. As responsabilidades são de muitos: daqueles que estão ou estiveram na administração municipal e daqueles que têm endereço na cidade e não se importam com a sua condição.
Um povo que apesar do sofrimento ainda tem esperança!
Macapá pode ser melhor. Sempre é esperado alguém que surpreenda a todos, que demonstre capacidade inventiva na administração e seja o comandante desse povo que precisa voltar a confiar em alguém, precisa de um líder para seguir.
As belezas naturais de Macapá não mais estão sendo suficientes para estancar a raiva dos que deveriam fazer mais e não fazem. Nem mesmo do meio dos aventureiros sai alguém capaz de empolgar, receber aplausos, se mostrado como comandante.
Enquanto isso os oportunistas vão passando incólume, prejudicando à cidade e a si mesmo, deixando um rastro de incompetência por todos os lados, não avançando nas suas propostas de vida ou profissional e se enclausurando, depois de pouco tempo, nas fortalezas particulares que são construídas pelo cimento ou pela vergonha.
Vai começar um novo ciclo temporal para a cidade. A partir do dia 5 de fevereiro Macapá espera respirar o ano novo do começo da recuperação, do início da retomada por aqueles que precisam tratá-la melhor, respeitá-la e a seu povo, demonstrando que querem ser lembrados como pessoas que marcaram o tempo na cidade e não aqueles que saquearam a cidade.

A esperança ainda perdura e um dia, quem sabe, ainda comemoraremos o aniversário de Macapá sem reclamar e apenas exaltar.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Macapá aos 258 anos

Rodolfo Juarez
Macapá, capital do Estado do Amapá, completa na próxima quinta-feira, dia 4 de fevereiro, 258 anos de fundação. Um momento para reflexão sobre tudo o que está acontecendo naquela que já foi conhecida como a Cidade Jóia da Amazônia.
Está claro que alguma coisa aconteceu nesse período de cidade jóia. Até agora quando alguns princípios fundamentais foram ficando pelo caminho sem qualquer possibilidade de recuperação.
Perdemos, ao que parece, a capacidade de querer uma cidade melhor e esquecemo-nos de postular por direitos que temos, por exemplo, com relação à qualidade de vida.
Os representantes que a população do município de Macapá escolhe para postular, em seu nome, na Câmara Municipal de Macapá têm preferido alinhar-se ao prefeito – o escolhido para administrar os interesses da população – sem exercer as suas atribuições e permitindo não apenas o desgaste natural pelo tempo, mas os desacertos nas propostas de gestão que são apresentadas.
Mesmo com todos eles conhecendo a importância da coleta, transporte e destino final do esgoto sanitário, nenhum deles, objetivamente, vereador ou prefeito desses últimos 20 anos, reage ao abandono que está relegado o projeto de esgoto para Macapá, pouco importando se quem cobra é a companhia de águas e quem paga é a população.
Macapá passou a ser uma cidade doente, com muitos dos seus moradores precisando de atendimento médico e da confiança nesse atendimento. Os locais até que existem, mas não ganharam a atenção devida dos gestores que continuam, a cada mandato, sendo a fotografia da personalidade de cada um dos gestores.
Macapá já passou dos 440 mil habitantes e ainda trabalha como se fôssemos 200 mil, deixando nos cálculos de atendimento mais da metade dessa população desassistida, desde a coleta do lixo, até as sugestões técnicas para as áreas de expansão onde poderia receber os novos moradores.
Vias maltratadas, sistema de transporte precário e sem abrigos ou terminais ajustados com a modernidade. Sinalização de baixa qualidade, para uma cidade plana e favorável ao oferecimento de serviços urbanos de qualidade que, entretanto sofre com o maltrato dispensado aos canais de drenagem e ao sistema de drenagem.
Uma cidade sem um parque ecológico, mesmo sendo a capital do Estado mais preservado da Amazônia, sem praças nos bairros que surgem mais distantes do centro da cidade e, ainda, deixando de cuidar do seu mais belo cartão postal: a Praça do Parque do Forte São José ou Lugar Bonito
Aqueles que têm a responsabilidade de fazer com que a população adote a cidade como um dos seus amores, não conseguem, sequer, melhorar os serviços básicos muito embora não execute os serviços de água e de esgoto, por isso se exonera da responsabilidade ficando sem dizer o que quer e o que pretende para o povo da cidade.
Os esforços ficam nos limites do prédio da prefeitura. Dá a impressão que falta tempo para tratar do futuro ou que o presente é suficiente para as pretensões do gestor que não se vê como um bem querente da cidade.
É isso mesmo!
No dia que o prefeito e os vereadores se dispuserem a demonstrar que gostam de Macapá, nesse dia saberão encontrar os caminhos para o desenvolvimento e serão reconhecidos pela população.

Neste momento, os vereadores preferem ser reconhecidos pelo prefeito e o prefeito, pelos sues auxiliares e parceiros do grupo político.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Aniversário da minha mãe

Rodolfo Juarez
Na terça-feira, dia 28 de abril de 2015, minha mãe completa 87 anos. Ela o natural centro de atenção de toda a família com toda a sua força e com a grande capacidade de atrair os descendentes, estará, mais uma vez, animada ao seu jeito, para receber os parabéns dos filhos, netos, bisnetos, noras, genros e todos os que estão na teia desta grande família.
Dona Raimunda Pureza Juarez além de conter todas as referências de uma guerreira, ela faz de cada dia um momento para viver, orientar, dar exemplo, juntar.
Gosta de ver todos alegres, o que convenhamos, com tanta gente ao redor, ainda com 11 dos 12 filhos, precisa de muita compreensão para entender cada um.
Sabe que avida tem seus limites a cada etapa. Uns mais exigentes, outros nem tantos, mas há todos eles a minha mãe sabe controlar e ainda apresentar a solução para aqueles que precisam de uma luz no começo do túnel.
Os onze filhos serão os que estarão na primeira fila, garantindo o quórum máximo e os filhos dos filhos na segunda fila ou no segundo monte, fazendo parte da plateia mais feliz do dia.
Os amigos dela, os amigos dos descendentes dela e todos olharão para aquela senhora e verão a força que ela carrega. O interesse que ela ainda tem em viver, em querer estar disposta para ser alegre e surfar na felicidade.
Certamente não terá como escapar das lembranças do esposo querido e do filho que mimou por tanto tempo, mesmo nesse momento haverá esforço de cada um de nós para manter o clima, garantir que ela mantenha a superação que garante que tem desde os momentos da separação definitiva.
Não sei o que ela vai dizer da cidade que tanto ama e da qual tanto lembra. Não sei que avaliação fará. Mesmo assim todos nós ficaremos atentos às exclamações e aos questionamentos que sempre faz e os faz com objetivo, responsabilidade e muita, mas muita tranquilidade.
Minha mãe é assim. Forte, alegre, vencedora de todas as corridas que a vida lhe impôs. E, em todas as chegadas, se mostra disposta a continuar, a avançar, completar o que falta e garantir que tudo o que faz, faz certo. Afinal de contas, tudo o que faz tem que fazer certo porque precisa manter o nível, garantir a atenção, comandar a todos e dizer o que é e o que não é para fazer.
Essa mulher, nascida nas entranhas da floresta, tem a bravura de cada um daqueles que tomou conta da fauna e da flora para todos nós que agora tomamos o açaí, comemos o peixe, apreciamos o camarão e gostamos de farinha grossa.
Ela é uma dessas pessoas que preferia catar a ucuúba da água, o pracaxi de debaixo da árvore, a andiroba, o muru-muru e o xuru. Com o seu paneirinho selecionava o taperebá, o maracujá e o bom buriti. Cuidava bem das galinhas de quintal, principalmente das 40 para o período do resguardo de cada um dos filhos. As poedeiras não podiam ser abatidas e as defendia das cutias, pacas e araras que habitavam conosco.
Mamãe era assim, mas não gostava do japiim e nem dos ninhos desse pássaro. Dizia que eles não têm qualquer higiene e não gostam de água. Ah! Falando nisso, lembrei-me dos patos e paturis que criava.
 Minha mãe é esse mundo, incapaz de ser completamente descrita, tanto é o amor que demonstra por todos nós.

Estamos alegres demais e emocionados por estar com a Dona Raimunda, minha mãe, a mesma que me ensinou que a vida é cheia de desafios e que nós temos que vencer a cada um e, de preferência, um de cada vez. Parabéns minha mãe! 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Macapá: 256 anos

Rodolfo Juarez
Macapá completa neste dia 4 de fevereiro 256 de fundação. Mesmo naqueles tempos próximos da fundação, os poucos moradores já imaginavam que a vila se transformaria em uma das cidades mais prósperas da região.
No segundo estágio, no período em que foi criado o Território Federal do Amapá, foi preciso que o govenador nomeado para assumir o comando da administração dessa unidade avançada da União, percebesse o que os mandatários da Capital do Brasil, não perceberam – Macapá era o local apropriado para ser a capital do Território Federal recém-criado.
Os primeiros investimentos foram para atender os dirigentes que chegavam, com o sacrifício dos moradores que estavam por aqui, mais perto da “beira”, vendo o rio encher e vazar a cada seis horas.
Naquele momento esses moradores foram deslocados para outras áreas, longe demais para aquele tempo, mas praticamente no centro da Macapá atual, cidade de 400 mil habitantes, boa parte vinda de outros centros, alguns mais avançados, outros mais atrasados; alguns não brasileiros que se mostravam dispostos a contribuir com o desenvolvimento, principalmente oferecendo produtos e serviços que os funcionários públicos precisavam.
O “descobrimento” da Fortaleza de São José de Macapá, como uma edificação capaz de ser o símbolo da cidade demorou. Antes ela foi usada como prisão, principalmente de presos políticos da época da revolução, isso já depois de 1964.
Nessa época Macapá ainda não tinha 100 mil habitantes e já via multiplicar essa população a cada ano, pois, desde essa época, já se prometia a infraestrutura que o Território Federal do Amapá precisava para se tornar um ponto avançado do território brasileiro, tomando como exemplo a questão que fora enfrentada pelas autoridades da república por ocasião da defesa que chegou às cortes suíças, onde foi elaborado e assinado o Laudo Suíço, isso em 1900.
Macapá se impunha como o principal município do Território, que contava com outros quatro municípios, e a cidade de Macapá como a grande referencia amapaense, não só como capital do Território Federal do Amapá, mas pela importância que ganhava, considerando a posição geográfica do seu território e o aproveitamento que vinha sendo feito.
Os distritos de Fazendinha e Santana se destacavam. O primeiro pelo seu potencial turístico e o segundo, pela sua importância econômica. Em Santana, então distrito do município de Macapá, estava o porto de minério, pertencente a uma das maiores empresas da região e do Brasil, a ICOMI.
Naqueles tempos o prefeito de Macapá era nomeado pelo governador do Território do Amapá, até que, em 1985, foi fado o direito de o povo escolher, através do voto direto, o prefeito municipal de Macapá.
No dia primeiro de fevereiro de 1986 o primeiro prefeito eleito pelo voto direto do povo foi empossado. O professor Raimundo Azevedo Costa, em novembro de 1985, havia obtido mais de 54% dos votos. Veio com o professor, a também professora, Raquel Capiberibe. O mandato foi de 3 anos e terminou no dia 31 de dezembro de 1989.
No dia 1º de janeiro de 1989, para um mandato de 4 anos, assumiu a prefeitura de Macapá, João Capiberibe; no primeiro dia de janeiro de 1993 quem assumiu foi o médico Papaléo Paes; em 1997, foi Annibal Barcellos que assumiu o cargo de prefeito municipal de Macapá. Até ai os prefeitos não podiam se reeleger.
Já com a inovação da reeleição, João Henrique assumiu a primeira vez, em 1º de janeiro de 2001 e a segunda, fora reeleito, em 1º de janeiro de 2005. Roberto Góes sucedeu e assumindo a prefeitura em 1º de janeiro de 2009.
O atual prefeito, Clécio Luís, assumiu a prefeitura de Macapá em 1º de janeiro de 2013 estando, portanto, no segundo ano de seu mandato em 2014.
Alguns dos prefeitos não conseguiram cumprir bem o rol de atribuições que o eleitor lhes confiou.
A gestão municipal não passa por um bom momento. As alegações dos dirigentes atuais são as mesmas alegadas pelos dirigentes anteriores, relativamente aos seus antecessores. Todos, entretanto, ficaram devendo muito considerando o que precisavam fazer.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Macapá: não foi desta vez.

Rodolfo Juarez
A semana que passou era para estarmos falando do presente e do futuro da cidade de Macapá. Mas, ao que parece, ainda não temos argumentos suficientemente fortes para fazer com que os de agora parem e ouçam o que tem para ser dito sobre o presente e o futuro da cidade.
No imaginário da população está instalado um sentimento de que Macapá parou no tempo e os seus dirigentes estão completamente ocupados em consertar as boas coisas que foram feitas ao longo dos últimos 255 anos, exatamente o período de vida da capital do Amapá.
Nas comemorações do aniversário apenas eventos muito simples, mas que os organizadores tiveram muitas dificuldades para executar, devido aos limites que lhes são impostos, com justificativas, as mais variadas, mas todas elas completamente fora do laço de importância que poderia ser dada ao aniversário da cidade.
Os estudantes não foram convocados para nada. Nem pelas organizações públicas, inclusive as escolas; nem pelas próprias organizações estudantis. Estas, possivelmente, por não destacar a importância que tem para todos, estudantes ou não, o conhecimento da história de sua cidade.
Os momentos comemorativos que constam da programação para o ano de 2013 são resultado de muito esforço e persistência daqueles que se propuseram a trabalhar para que ninguém esqueça que no dia 4 de fevereiro se comemora o aniversário da cidade de Macapá.
Mas, certamente, é muito pouco para uma comunidade que luta há 255 anos para ocupar um espaço nesta parte do Brasil.
As autoridades se manifestam sobre o aniversário de Macapá com se as palavras ou as imagens fossem suficientes para manter animado um povo que nunca perdeu a esperança de encontrar o desenvolvimento dentro da cidade.
No momento o que se está fazendo pela população é a recuperação de questões que já poderiam estar resolvidas há muito, principalmente com relação às condições dos elementos primários da cidade, necessário ao seu funcionamento e que refletem na qualidade de vida da população.
Sistema viário reconhecidamente precário, sistema tributário completamente desatualizado, transporte coletivo urbano sem definição, mobilidade sem qualquer avanço, um terço da população vivendo ocupando áreas urbanas impróprias, orçamento público completamente defasado, confiança da população nos dirigentes em progressiva deterioração, governo do estado de costas para a prefeitura e um povo que se mantém esperançoso de que, um dia, sem saber quando, esse panorama pode ser modificado.
O dia 4 de fevereiro poderia ser o marco da data do recomeço. Não há outra data melhor para isso.
Estamos, no entanto, em situação de emergência decretada pelo prefeito de Macapá, dando-lhe condições para governar sem respeitar as regras gerais básicas da administração e ainda perdendo tempo com ações que não dão qualquer certeza para a administração municipal e para as mudanças que a cidade precisa.
O prefeito não se convenceu que precisa de muita ajuda e de todas as ordens, inclusive daquelas que nada têm a ver com recursos. O tempo está passado e se criando um ambiente próprio para a desconfiança, nesse tempo, completamente indesejável para a administração e para a população.
Macapá precisa de um líder para comandar o recomeço e os candidatos mais próximos estão dentro da administração pública municipal. Reconhecer que não há tempo a perder com retóricas, principalmente as fundadas em reclamações, é preciso.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jornal do Dia: 26 anos

Hoje o Jornal do Dia completa 26 anos de fundação.
Foi no dia 04 de fevereiro de 1987 que um sonho virou realidade. Mas não foi um passe de mágica, foi resultado de muito trabalho e especial determinação do então vereador Júlio Maria Pinto Pereira, que depois de mostrar o projeto, sua importância para o Estado, para a Amazônia e para o Brasil, deixou convencida a sua família de que o investimento, pioneiro, em um jornal diário, significava o nascimento da um banda independente da sociedade, procurando encontrar o caminho que poderia levar ao desenvolvimento.
De lá para cá foram 26 anos de muitas lutas e de constante modernização no parque, no contedo e na proposta.
O Jornal do Dia é um dos instrumentos que o povo conta para fazer o contraponto das propostas da própria sociedade, tenha origem no setor privado ou no setor público.
O Jornal do Dia é hoje uma referência do Amapá para o Brasil e o munco.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Amor verdadeiro por Macapá

Rodolfo Juarez
Amanhã a cidade de Macapá completa 255 anos. Mais uma oportunidade para refletir sobre este sítio que nos acolhe e que nos dá tantas oportunidades.
A nós todos - os pobres, os remediados e os ricos.
Os pobres saem raramente da cidade, estão sempre presentes, querendo que ela melhore, ganhe as condições para que a vida por aqui seja muito mais tranquila e que não desperte a vontade de sair, seja para que lugar for.
Os remediados, de vez em quando estão batendo perna por outras partes, seja do interior do Estado, ou nas cidades vizinhas localizadas na ilhas amazônicas ou mesmo do outro lado do rio onde se desembarca diferente, em porto ou aeroporto diferente.
Os ricos, estes, certamente vão mais longe, para o sul maravilha, ou mesmo para as metrópoles dos de outros países, onde podem escolher os seus luxos e massagear o seu ego e, até, fazer negócios.
O que não podemos esquecer que Macapá é a nossa base. Representa aquilo que precisamos cuidar. Nos todos: governados e governantes.
Vem a tristeza quando nos deparamos com discussões sem fim, sobre um assunto urgente, seja referente ao atendimento de saúde ou às necessidades das crianças que estão em idade escolar e que encontram as portas das escolas fechadas.
Isso é lamentável e não tem justificativa. As festas até ficam sem graça, sem charme e com uma dose constrangimento para todos: os que precisam ser alunos, mas não tem escola e aqueles que têm obrigação de oferecer as escolas e que não as tem para oferecer.
Enquanto for assim, com as necessidades primárias da população não sendo atendidas, as alegrias serão contidas, a não ser se houver aqueles que desenvolvem a sua insensibilidade a tal ponto de não perceber o mal que podem estar fazendo para todos e para si mesmos.
As boas fotografias da cidade, inclusive aquelas que ornamentam os álbuns e convites atuais, tiradas não faz muito tempo, comprovam que a cidade poderia hoje ser melhor, bastaria que as coisas continuassem sendo feitas, a atenção daqueles que disseram para o povo que tinham condições e vontade de cuidar dela, tivessem sido mantidas com o cumprimento das promessas feitas.
Macapá precisa de atenção, precisa de administradores que estejam motivados e dispostos ao trabalho. Aqueles que passaram e imaginaram que poderiam atender as exigências da cidade fincados nos gabinetes ou recebendo os apadrinhados em casa, cometeram o erro de desafiar o povo, mas também deixaram a sua marca com sendo um dos que contribuíram para prejudicar o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida do povo.
Os problemas que a cidade enfrenta, é certo, não serão esquecidos com fogos, bolos, programas culturais, mas podem ser a motivação que algumas pessoas precisam para despertar para o compromisso que têm com Macapá, sua gente e suas necessidades.
Comemorar não seria o melhor vocábulo para atrair o povo para a festa. Comemorar é um artifício para que nos lembremos que precisamos trabalhar pela cidade, garantir que ela será preparada para que o povo possa usufruir de suas belezas e de sua funcionalidade.
No momento a beleza está prejudicada pelos maus tratos recebidos e a funcionalidade, pela falta de um plano contendo o que os governantes teriam que fazer para melhorar a cidade que completam amanhã 255 anos.
Macapá está, no mínimo, com dez anos de defasagem dela mesma, mas tem um povo que pode fazer o que a cidade precisar: amá-la de verdade!

domingo, 10 de junho de 2012

LUGAR BONITO - A festa não era para ti

Rodolfo Juarez
Nenhum lembretezinho, nenhuma faixa, nenhuma providência foi tomada para que ficasse marcado o aniversário de seis anos da inauguração do Lugar Bonito, uma espécie de orgulho da população do Amapá, que, infelizmente, é desconsiderado pelas autoridades de mandato que teriam obrigação de interpretar o que a população quer.
Nenhuma lembrança, nenhuma referência sobre o “lugar bonito” que mudou o modo de pensar do morador de Macapá e de todo o Estado sobre a própria cidade, tão maltratada, mas que tem a compensação da natureza que despeja um permanente vento sobre as pessoas que viram e aplaudiram a decisão de construir a praça e o resultado final que veio com a conclusão da execução do projeto.
Nenhuma citação mesmo. Nada, sobre o fechamento de um ciclo de 6 anos do “lugar bonito” da parte dos gestores dos interesses públicos, mesmo assim o povo, seu fiel usuário, estava lá, representado por uma leque de todas as classes sociais, fazendo do lugar o espaço mais democrático da cidade e onde todos se encontram.
Basta prestar a atenção que dá para perceber os freqüentadores, fazendo as mais diversas atividades, desde aqueles com seus iPads, smartphone, tomando água de coco, calçando tênis importado e chegando com seus carros último tipo, até aqueles com suas batas-fritas, correndo descalços e vindo de buzão dos bairros mais afastados da orla, todos se respeitando e alguns lamentando as condições a que deixaram o lugar bonito chegar.
O capim brabo tomou conta do lugar onde havia grama e está alto e deixando coceiras nas pernas desprotegidas das crianças que, no dia do aniversário do “lugar bonito” seguravam as linhas tesas que tinham na outra ponta um pita, um papagaio, uma rabiola, ou uma cangula, chamados assim pelos donos conforme a origem do próprio dono, mostrando que naquele local todos do povo se encontram.
Domingo, dia do aniversário, parecia que o local estava mais alegre. Seis horas da tarde as ondas do rio já começavam a molhar a mureta, dando um toque a mais no grande “bolo” de concreto que cerca toda a orla e serve de banco para aqueles que gostam de sentir o ar no rosto pelo seu movimento – o vento.
Não há de faltar oportunidade, senhor “Lugar Bonito” para que pessoas responsáveis resolvam interpretar as necessidades daqueles que gostam de ti – a população.
Eles não sabem o erro que estão cometendo, pois, mesmo assim, com os tubos de ferro enferrujados, com as calçadas maltratadas, com a grama desaparecendo, com a terra exposta, mesmo assim, aqueles que gostam, gostam e, apesar desses diplomados nas eleições não gostarem de ti, esse povo humilde gosta.
No dia 10 de junho, certamente, comemorações aconteceram por ai, nos sítios, nas casas de luxo, aquelas com piscina de espelhos, os casarões que ocupam 3, 4 ou 5 terrenos e que foram construídos de forma misteriosa, com dinheiro que ninguém sabe de onde veio mas, conquistado em espaços de tempo sempre igual ao espaço de mandatos.
Hoje tem muito mais vendedores de batata frita de que em qualquer outro tempo, mas também tem muito mais gente de que em qualquer outro tempo.
Acho que muita gente ainda lembra-se da festa de inauguração.
Foram tantos fogos, mas tantos fogos, tanta música, mas tanta música, tanta propaganda, mas tanta propaganda, que acho que até hoje tu, “lugar bonito” ainda não esquecestes.
Não te iludas a festa não era para ti. Era para eles!
Já percebestes agora?
Mas é assim mesmo. Um dia, logo depois de uma eleição, haverá de ser diplomado um cara que entenda o povo e leve em consideração o que o povo gosta. Nesse dia, então, serás recuperado, ganharás a majestade e atrairás mais gente humilde, mais pessoas que gostam ti, e, quem sabe, entre esses não estará um, pelo menos um, com diploma conquistado numa das eleições.
Alguns desses que tem o diploma agora, até que merece uma segunda chance, mas a imensa maioria, não merece mais nenhuma chance e deles, não demora, tu, “lugar bonito”, se livrarás para sempre.


sábado, 2 de junho de 2012

PARABÉNS!

Rodolfo Juarez
Estou convencido que os momentos de alegria são construídos parte por parte e quanto menor for a parte, mas detalhes nelas são colocadas e mais estruturado fica o momento especial, o momento da alegria.
Mas a alegria tem a ver com prazer, satisfação, acontecimento, exultação, jovialidade, júbilo, ledice, regozijo, aleluia, entrega e confiança nos que estão próximos, nas iniciativas que toma e no que faz.
Percebe-se que essas qualidades são verdadeiros predicados daquelas pessoas que se sentem completada e que garantem cooperação e repartição de esforços e entrega em todas as iniciativas que toma.
Esse ambiente só pode ser concebido com naturalidade. Não há como ser produto de atividades obrigatórias ou de ações elaboradas sem que se tenha capacidade de ver o que se terá ao final, principalmente quando se pretende um final que tenha a marca da alegria e da responsabilidade.
As pessoas que conseguem chegar a esse estágio estão confiantes, sabem o que querem e já têm a certeza que não vão falhar. Pelo menos é o que se percebia todas as vezes que procurava entender a dedicação e a forma como estava planejado o momento da alegria e os passos que estavam sendo tomado para a sua construção.
Olhos brilhantes, claros e transmitindo expectativa e convidando todos para repartir a alegria que iria acontecer daqui a pouco, no simples encontro, na festa de aniversário, na platéia de um show, em uma visita a um museu, a um ponto turístico, em um almoço com os descendentes ou ascendentes diretos ou indiretos.
Tudo com todos os detalhes!
Não precisava perguntar nada, as situações e coisas quando não se auto- explicavam estavam tão evidentes que as dúvidas, se é que existiam, perdiam a importância quando suscitadas por aqueles menos avisados ou pelos mais curiosos.
Para a recepção, o encontro, o show ou o simples almoço ou lanche estavam reservados os momentos de alegria. Garanto que era difícil encontrar a tristeza quando se estava sob o comando e a orientação dela.
Filhos, irmãos, pai, tios, tias, sobrinhos, amigos, colegas, auxiliares e eu ficávamos atraídos pelo magnetismo que sempre transmitiu e pela segurança que passava a cada um.
Mesmo considerando-se frágil posso garantir que era uma verdadeira fortaleza. Sempre contou com um leque de iniciativas e todas independente das dificuldades, tidas como factíveis, senão pelos que duvidavam, mas por ela mesma, que conseguia provar a sua capacidade de entender e fazer o momento.
Companheira de estar ao lado a qualquer hora e em qualquer situação, sempre priorizando a família e deixando as questões individuais para serem analisadas em momentos próprios, mas sempre de acordo com os fatores que poderiam trazer tranquilidade para todos.
Mãe exemplar, irmã, tia, sobrinha, filha, prima e amiga como poucas.
Deus lhe permitiu pouco tempo de avó, mas, mesmo nesse pouco tempo, aplicou-se de maneira diferente, construindo uma relação não só nova, mas absolutamente diferente, onde, mais uma vez, o amor e a dedicação foram colocados no centro de tudo.
Hoje, dia 2 de junho, a Josi estaria completando 53 anos, mas ela foi chamada antes, há seis anos, pode ter ido para preparar o grande encontro, com outros momentos de alegria, tendo o amor como referência, o companheirismo como modelo e o respeito como indispensável à construção daqueles momentos que sempre teve prazer em oportunizar a todos que considerava e amava.
Saudades dela e dos momentos que ela construía.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OS SONHADORES DO BOM SONHO

Rodolfo Juarez
Além do aniversário da cidade de Macapá, o dia 4 de fevereiro também marca outro momento importante para a cidade e seu povo – o aniversário de fundação do Jornal do Dia.
Os 25 anos, um quarto de século, é o espaço temporal utilizados por mãos-santas para registrar a história do jornalismo no Estado do Amapá e consolidar o trabalho espetacular dos pioneiros da imprensa local, que sempre tiveram como idéia básica, contar com um veículo independente e suficiente forte, para ser o porta-voz daqueles que querem ser lidos e ouvidos.
O veiculo foi e é o Jornal do Dia.
Desde quando Julio Maria Pinto Pereira declarou a idéia para “seu” Otaciano que as coisas começaram a mudar em Macapá. Da parte daquele pioneiro não haveria problema, ao contrário, foi logo descobrindo que poderia contribuir com a história da Cidade e o Estado registrando o seu cotidiano.
E o projeto poderia ser considerado demais arrojado para a cidade que “sentia” as dificuldades daqueles que, como Haroldo Franco, tentavam se posicionar como agentes dessa oferta de conhecimento para o povo e para os governantes.
Naquele tempo, há 25 anos, ninguém imaginava a internet e muito menos a velocidade com a qual hoje as notícias dão a volta ao mundo. O principal instrumento de trabalho do jornalista era o bloco de anotações, o lápis e a máquina de escrever.
Depois disso, todo um laboratório para construir as páginas, editá-las e revelá-las como se fossem um grande conjunto de fotografias para, em seguida levar o produzido à máquina que, mecanicamente, imprimia os registros nas folhas de papel jornal e transforma os sonhos e as anotações para todo o sempre.
Nem todo esse trabalho inibiu os empreendedores, pai e filho, que convocaram a família para dar a notícia e ouvir opiniões.
Uma seleção de pessoas que tinha se acostumado ao trabalho desde a época da “fábrica” de arroz, onde se beneficiava o arroz comprado com casta e colocava nas mercearias para o consumidor juntá-lo ao feijão e fazer a refeição básica do cotidiano.
Um grupo empresarial, familiar, que crescia e chegava à concessionária de veículos, às empresas de construção civil, tanto em edificações como rodoviárias.
Estava ali propondo a criação de um Jornal.
Até os que inicialmente se posicionaram contra, alegando as dificuldades com mão de obra, falta de espaço para projetar o crescimento do Jornal, passaram a acreditar no projeto quando perceberam que o “seu” Otaciano não mostrava qualquer dúvida quanto o sucesso do empreendimento. Sabia, entretanto, que não era trabalho para um ano, ou para três anos. Demoraria bem mais.
E agora, passados 25 anos, o Jornal do Dia responde ao “seu” Otaciano e ao Júlio Pereira, com o cumprimento de grande parte das metas projetadas no dia 4 de fevereiro de 1987.
O Jornal do Dia se adaptou a todas as modificações às quais a imprensa experimentou. Tanto no que se refere à tecnologia, como ao que se refere à mão-de-obra, sempre buscando a excelência desde a garimpagem das matérias locais, até a impressão do JD em modernas e rápidas máquinas adquiridas para entrar na linha de construção diária do jornal.
Os parabéns aos pioneiros e a todos aqueles que estão honrando a confiança e a oportunidade que estão tendo hoje, afinal de contas o compromisso básico permanece intacto, sem qualquer desvio na caminhadas destes 25 anos – oferecer ao leitor a mensagem para a construção de uma Capital hospitaleira e de um Estado próspero.
Parabéns a todos os que fazem hoje o Jornal do Dia e nossos respeitos a todos os sonhadores do bom sonho que sonharam essa realização.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O PODER CEGA

Rodolfo Juarez
Macapá?! Calma Macapá. Eu tenho certeza que você ainda vai sair bem dessa enrascada. Sei que as suas necessidades um dia ainda serão supridas e as suas vontades atendidas, para o bem de todos: de você mesma, dos seus habitantes e até mesmo dos seus dirigentes.
As pessoas não são de todas más.
Você vai ter oportunidade de ver o lado bom delas, que hoje te maltratam, te enfeiam e, até, dão a impressão que estão brigando contigo.
Azar deles! Sabes muito bem que as tuas virtudes brotarão entre os problemas, sejam eles quais forem, pois já destes provas do teu carisma e não negas beleza para ninguém, inclusive nós, teus admiradores, que estamos todos os dias querendo que sejas bem tratada.
És tão carismática que ainda está para nascer aquele que vem até aqui, te ver de perto, observar os teus detalhes, que não saia apaixonado por ti. É ou não é uma grande virtude?
E não precisas, sequer, apresentar-te com os adornos que tens direito, com os traços que trazes de muito tempo. É só deixar que a brisa forte do rio, quase um vendaval, toque o rosto de cada um de nós, mostrando o teu perfume e a tua alma, sempre disposta a agradar, a agregar, a proteger os teus habitantes, para que teus filhos privilegiados fiquem muito satisfeitos
Parece até que não tens defeito!
E se algum for notado, será encoberto pela alegria do teu povo, que carrega uma grande vontade – quer te ver cada vez mais bonita, mais graciosa, mais hospitaleira e capaz de satisfazer os mais exigentes.
Esses que não estão conseguindo entender o que tu estás querendo, um dia vão encontrar o caminho. Não é possível que só eles e apenas eles, possam continuar de coração duro e olhos fechados para não perceber o quanto tu os perdoa pelas oportunidades que estão perdendo.
Sim, são eles que perdem a oportunidade de satisfazer-se, regalar-se com o que tu lhes oferece. São bobos e, por isso, não compreendem o que está acontecendo contigo e com os teus habitantes.
É isso mesmo. Eles nem percebem que o poder cega!
Mas mesmo cegos haverão de notar o mal que estão fazendo. Não há uma hipótese sequer, capaz de deixar aqueles que te maltratam impunes.
Calma! Calma!
Todos nós sabemos que tu não estás querendo qualquer retaliação sobre quem quer que seja. És da paz.
Eu sei que tu não preferes o bolo, não pensas em museu, não queres festa, não queres discurso. O que tu queres antes de tudo isso é sentir que estão te preparando para receber a chuva e tomar o banho que se aproxima e que pode deixar muito dos teus moradores reclamando, sofrendo com as casas no fundo e se arriscando a contrair doenças feias.
Sabemos que não era para ser assim! Nisso tens toda razão.
Desculpe o mau jeito. Mas um dia, repito, eles saberão o tamanho do mal que fazem contigo e nem o choro escondido ou público, vão compensar esse tempo perdido. Sei, entretanto, que vás ficar feliz por ter recuperado alguns daqueles que, sem querer saber porque, nunca te quiseram bem.
Eles estão tendo uma oportunidade única e estão deixando passar.
O maior castigo vai ser o arrependimento por não ter feito nada daquilo que mais precisavas quando tiveram a oportunidade de fazer.
A dor do arrependimento é forte e única: ataca a consciência e estraçalha a alma.

quarta-feira, 16 de março de 2011

NOTÍCIAS

TAPA BURACO
As pessoas já começam a ficar inquietas com a situação das ruas de Macapá e de Santana. Apesar das promessas feitas, pelo menos até agora nenhuma providência foi tomada e a situação apenas piora. Do jeito em que as coisas se encaminham vai chegar um ponto em que as duas cidades vão se aproximar do caos do final de 2008.

PROMESSAS
Os que reclamam, participando de programas populares de rádio e escrevendo para as redações dos jornais, a maioria já começa a citar o caso das visitas do governador, como aconteceu em Santana, quando o principal gestor do Estado disse que o serviço “era para ontem”.

CALÇAS CURTAS
Algumas reclamações têm deixado alguns radialistas, principalmente, cheio de desculpas quando o ouvinte afirma que já é falha do atual governo. Então o responsável pelo microfone ainda pede mais tempo. Se o ouvinte insiste, então o radialista desconversa e leva tudo para o campo onde só tem retrovisor.

TRÂNSITO
Com a designação de Carlos Sérgio para presidente da Empresa Municipal de Transporte Urbano – EMTU foi criada expectativas com relação a dois aspectos. O primeiro se refere ao fluxo de veículos nas vias de Macapá e a segunda ao relacionamento com os dirigentes das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano.

FAZ TEMPO
Já faz mais de 10 anos que EMTU não assume o seu papel no sistema de transporte coletivo e deixa que o sindicato das empresas faça o controle do sistema de forma indireta, mas total. Também já faz tempo que o sistema de transporte urbano é uma caixa preta para o Município. Uma caixa preta onde ninguém sabe onde está a chave.

EQUINÓCIO
Na próxima semana será a semana do equinócio. Um dos eventos mais importantes para o turismo local. Este ano, até agora, são muito raras as notícias sobre o evento. Dá a impressão que a valorização do efeito astronômico está sem efeito turístico que desperte a Secretaria de Estado do Turismo do Amapá. Descuido total.

DENGUE
Apesar de todas as reportagens feitas, com gente bem vestida aparecendo na televisão – aliás, penteadas especialmente para a aparição -, até agora ninguém foi cuidar do criadouro do mosquito da dengue que está no Parque do Forte, uma das principais atrações negativas do local. O “espelho d’água” continua destoando do ambiente lúdico e do ambiente saudável.

FREQUÊNCIA BAIXA
Voltou a cair a frequência da população na Praça Floriano Peixoto. O local é espetacular e a prefeitura e o governo precisam se unir para que não seja deixado de lado um dos melhores locais para o lazer, principalmente das crianças. Naquele caso não adianta falar em “parceria” e sim em necessidade.

CARTA DE MACAPÁ
Até agora, sem qualquer resultado prático, as autoridades do Estado e do Município de Macapá continuam esperando que os “milagres” aconteçam. Depois do encontro havido no dia 4 de março, já se foram 10 dias, ninguém foi chamado para nada e ninguém levou nada. A população está imaginando que tudo não passou de um grande teatro de mau gosto.

FORTALEZA DE SÃO JOSÉ
A direção da Fortaleza de São José de Macapá, o principal monumento histórico do Estado do Amapá, preparara programação especial para o dia 19. A proposta é aproveitar o evento do aniversário para atrair a população que, mesmo sendo a mais freqüente na visitação, anda afastada do monumento.

PREOCUPAÇÃO
Os moradores do Bairro do Aturiá, principalmente aqueles que ficam mais próximos da ribanceira, estão muito preocupados com as águas de março e pedindo aos Céus que durante os lançantes não haja maresia porque, na opinião deles, se assim acontecer, várias moradores ficarão sem casa.

ENERGIA NUCLEAR
É incrível como os técnicos gostam de assumir riscos. Os problemas que estão acontecendo com as usinas nucleares japonesas, antes jamais imaginados, são minimizados pelos técnicos e maximizados pelos ativistas contrários a esse tipo de energia. No meio a população já começa a duvidar da eficiência e, principalmente, da segurança desses engenhos.

TÉCNICA APURADA
Por outro lado, as técnicas usadas no processo construtivo dos prédios urbanos nas cidades japonesas “passaram com louvor”. A estrutura dos prédios foi testada em todos os seus itens de segurança, fruto da inovação. Os amortecedores de fundações, os tirantes de paredes laterais e os equilibradores instalados nas coberturas dos prédios funcionaram todos e salvaram milhares de vida.

FUTEBOL
A Federação Amapaense de Futebol tem até o dia 21 para publica o regulamento, a forma de disputa e a tabela do campeonato amapaense de futebol profissional de 2011. Depois vão esperar 15 dias para as reparações para, em seguida, dar ciência ao torcedor de todos os detalhes do campeonato. Os dirigentes da FAF não estão acostumados a cumprir lei. Vamos ver!

MÃO ÚNICA
Já está quase certo para que as avenidas Padre Júlio e Cora de Carvalho constitua um eixo viário no sistema de trânsito da Cidade de Macapá. As duas vias passariam a ser de mão única, com a Avenida Padre Júlio descendo na direção do rio e a Avenida Cora de Carvalho, subindo na direção da Lagoa dos Índios.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

AS CHEFAS

Registro feito durante o aniversário de 26 anos da Mara Liliane. Em primeiro plano "as chefas" Renata Vasconcelos Juarez e Rainah Maciel Juarez. No préplano os pitós da Ludimila Juarez de Pinho e na "cortina" do segundo plano, o Ian Juarez e o João Guilherme Juarez.