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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Candidatos que confundem o eleitor


Rodolfo Juarez
No momento o assunto que mais chama a atenção da sociedade brasileira e da sociedade amapaense são as eleições de 2018 quando serão eleitos presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, além de distritais, em todo o Brasil.
As eleições também despertam interesses em pessoas de outros países, principalmente naqueles especularam e ganharam nas costas dos brasileiros e aqueles que têm o mesmo objetivo.
O mundo econômico fala em expectativa e o mundo financeiro fala nas questões de curto prazo e olham, seriamente, o perfil deste ou daquele candidato, através dos seus olheiros no Brasil e, ai, o Dólar sobe às alturas.
Entre nós é necessário compreender o que está acontecendo. Não é recomendável ignorar e se interessar pelo assunto apenas depois dos resultados proclamados.
Temos de tudo para essas eleições: desde radicais que não sabem o que dizem, até candidatos que, até agora, não sabem por que o são, mesmo assim continuam falando, mesmo sabendo que ninguém ouve, ou se ouve, não presta atenção no que diz o candidato, tão inexpressivo ou irrelevante é a posição.
Há também aqueles que insistem em dizer que as decisões do Judiciário Brasileiro de nada valem, tanto que pretendem desconsiderar as decisões tomadas pelo Judiciário em sentenças transitadas em julgado e negando a condição de ficha suja para aquele que foi escolhido para afrontar a sociedade e a própria Democracia.
Nesse estreito corredor aparecem os mais diferentes ataques e, também, como respostas, as mais diferentes defesas, elevando o tom e deixando o brasileiro que só quer o bem do Brasil e de seu povo, na expectativa de confrontos que são travados desde os tribunais regionais até àquele que tem o compromisso de dar a palavra final e exemplar: o Supremo Tribunal Federal.
Com o pano de fundo construído, principalmente pelo PT, que apresenta um candidato ao cargo de Presidente da República que está encarcerado, cumprindo pena, todos os demais candidatos aos cargos de governador, senador, deputado federal ou deputado estadual, entendem também que podem enfrentar os seus impedimentos, como faz o candidato apresentado pelo PT, para a disputa de um dos cargos.
O relevante é que os órgãos de controle e fiscalização das eleições também exageram nas suas análises e também se candidatam não a um cargo eletivo, mas para ser um dos que não passou em branco e propõe ações sabendo que estão muito mais próximas do fracasso do que do sucesso.
O Ministério Público Eleitoral avança no sentido de propor investigações sobre nomes que lhes pareçam impedidas de disputar o pleito e agem à frente de outros entes, também diretamente interessados, como os partidos políticos e os próprios candidatos.
A reação daqueles que são acusados de inelegibilidades precisam dispor de defensores para apresentar o contraditório e, não raro, mostrar que a iniciativa oficial fora precipitada. O principal resultado dessa situação é a perda de tempo e a insegurança que o candidato passa para o eleitor, além de munir os adversários de informações que possam prejudicar uma candidatura.
O eleitor é um dos mais importantes agentes de uma eleição no Brasil, mesmo assim é deixado desamparado de informações oficiais que deveriam ser repassadas pelos organizadores do pleito que, mais uma vez, perdem a grande oportunidade de suprir esse eleitor de informações importantes.
Percebe-se, entretanto, que a vontade de orientar prevalece sobre os outros pontos, entretanto são poucos os que conseguem transformar essa vontade em orientação.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Eleições 2018: panorama das candidaturas no Amapá


Rodolfo Juarez
O terceiro domingo do mês de agosto, mesmo alertando a todos que faltam apenas 48 dias para que os eleitores escolherem um governador, dois senadores, 8 deputados federais e 24 deputados estaduais e, ainda o vice-governador e os 4 suplentes de senadores, não foi observado pressa para declarar as suas preferências.
O domingo passou sem que os candidatos fossem às ruas, muito embora desde o dia 16, quinta-feira, agentes da legislação eleitoral já anunciavam, por todos os meios possíveis, que começara a campanha nas ruas.
Os observadores não entenderam se a falta do movimento político está diretamente ligada às regras da minirreforma ou se os candidatos estão cheios de dúvida e precisam atender o alerta da Justiça Eleitoral e tomar conhecimento de como pode, ou não pode, se comportar durante a campanha de rua.
O Estado do Amapá foi uma das unidades da Federação que apresentou um dos maiores crescimento relativo no número total de eleitores aptos a votar no dia 7 de outubro, passando de 455.368 aptos a votar em 2014, ano da última eleição regional, para 512.110 eleitores aptos em2018, correspondendo a um crescimento de 12,46%.
Também cresceu o número total de candidatos, ultrapassando os 505 candidatos em 2014, passando para 675 que tiveram seus nomes aprovados nas convenções dos partidos políticos regulares no Tribunal Regional Eleitoral. A disputada por uma vaga na Assembleia Legislativa é a que mais atraiu candidato. Este ano 504 candidatos querem ser um deputado estadual a partir de 2019. O salário e as mordomias são fatores de atração.
Também levam em consideração que, dos 24 deputados estaduais eleitos em2014, 3 não disputam a reeleição por impedimento diversos e que, pro isso, foram substituídos por suplentes, recompondo o quadro de parlamentares na Assembleia Legislativa. Destes 14 mudaram de partido desde 2014 e 9 permaneceram no partido pelo qual foram eleitos e, apenas um, não vai disputar a reeleição.
Outra disputa interessante se dá na raia federal, quando 122 candidatos disputam as 8 vagas de deputado na Câmara Federal. Na eleição de 2014 foram 103 candidatos disputando as mesmas oito vagas.
Dos oito deputados federais que estão com mandato em curso e que termina no dia 31 de janeiro de 2019, quatro mudaram de partido: Marcivânia Flexa, eleita pelo PT e está no PC do B; André Abdon, eleito pelo PRB e está no PP; Marcos Reathegui, eleito pelo PSC e está no PSD; e Josi Araújo, eleita pelo PTB e está no PODEMOS, os demais (Roberto Góes, Janete Capiberibe, Cabuçu Borges e Vinícius Gurgel) permaneceram nos partidos em que foram eleitos em 2014.
Janete Capiberibe, dos oito deputados federais com mandato, é a única que não concorre à reeleição a uma cadeira na Câmara Federal. Janete quer mudar de ambiente é está candidata por uma vaga no Senado da República.
Assim, está difícil e acirrada a luta por uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa e uma das 8 vagas na Câmara Federal. As contas são feitas desde agora devido à influência do quociente eleitoral, do quociente partidário e ainda a expectativa do que restar de vagas para serem ocupadas nas sobras, sempre muito esperadas.
Nas eleições majoritárias (governador e senador) o cenário muda, mas a dificuldade permanece. São cinco os candidatos ao cargo de governador, dos quais três têm chances de ir para o segundo turno.
Para o senado são duas vagas e um tiro só. 13 (treze) candidatos batem o recorde de concorrentes em uma mesma eleição.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Oito dias de muito trabalho para partidos e candidatos


Rodolfo Juarez
Até o próximo dia 15 de agosto, prazo final para o registro de candidaturas, partidos e candidatos se concentram em providências individuais que precisam ser tomadas para dar sequência no andamento de processo que só terminam com a publicação oficial anunciando que a candidatura foi registrada.
O Tribunal Regional Eleitoral vai se ocupar de fazer o registro de cada candidatura, desde que cumpridas as tarefas dos partidos, indicando o nome dos candidatos escolhidos em convenção, e dos candidatos, apresentando a documentação que a legislação eleitoral exige.
Nesse momento algumas dificuldades podem ser encontradas por aqueles que estão pedindo o registro de suas respectivas candidaturas, bastando que esteja na forma da lei e atenda questões como a “ficha limpa”.
Não existe peculiaridade e nem favorecimento para quaisquer dos candidatos. Todos têm que atender às regras postas e que são decorrentes das leis eleitorais vigentes, desde o Código Eleitoral até a minirreforma recentemente aprovada.
Os cinco candidatos ao cargo de governador do Estado, escolhidos em convenção dos seus respectivos partidos, precisam dedicar-se à apresentação de sua respectiva documentação para que, no próximo dia 15 de agosto possa estar com seu registro publicado e tomando as últimas medidas para o inicio da campanha nas ruas, programada para o dia 16 de agosto.
Desde o inicio da campanha nas ruas, o candidato acumula cuidados para preparar os seus programas e spots que serão veiculados no horário eleitoral gratuito, no rádio e na televisão, que começa no dia 31 de agosto. São 15 dias de grande tensão, pois, muitos dos candidatos contam com essa forma de propaganda para alcançar os eleitores com os quais conta no dia da votação.
Todos os candidatos são obrigados a abrir conta bancária, mesmo que não efetue nenhuma operação financeira, não sendo permitido utilizar conta preexistente. A legislação, no caso do Amapá, não dispensa ninguém, uma vez que no Estado há agência bancária e posto de atendimento bancário.
A abertura da conta do candidato está vinculada ao CNPJ que é atribuído pela Receita Federal. O CNPJ é gerado automaticamente em três dias a partir da recepção do registro do candidato no Sistema de Candidaturas da Justiça Eleitoral. Os candidatos, então, deverão abrir conta no prazo de 10 dias da concessão do CNPJ pela Receita Federal.
É muito importante lembrar que, posteriormente todo candidato é obrigado a apresentar sua conta de campanha, mesmo que não tenha feito nenhuma movimentação financeira ou que recaia nas hipóteses de indeferimento, desistência, substituição ou renúncia. Até mesmo o candidato que venha a falecer deverá ter sua prestação de contas apresentada pelo partido.
Está programado, conforme o calendário eleitoral, para o dia 9 de setembro o início da prestação de contas dos candidatos por meio da internet.
Os candidatos e os partidos ou coligações precisam estar atentos para não deixar-se prejudicar por desobediência às regras da eleição. A estrutura de fiscalização tem recomendações expressas para evitar qualquer deslize de candidato que possa prejudicar o exercício livre e soberano, por parte do eleitor, no candidato para o qual tenha escolhido dar o seu voto.
No dia 7 de outubro ocorrerá o primeiro turno de votação das eleições regionais quando serão conhecidos os dois senadores, os 8 deputados federais e os 24 deputados estaduais. Como relação ao governador e o vice-governador, há a possibilidade de haver um segundo turno de votação, que está marcado para o dia 28 de outubro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Eleições 2018: os candidatos precisam reservar tempo e atenção


Rodolfo Juarez
Domingo, dia 5, acaba o período das convenções partidárias, conforme o calendário eleitoral para as eleições de 2018, e os dirigentes dos partidos e os candidatos começam as providências para o registro das candidaturas.
Mesmo as regras sendo praticamente as mesmas, há algumas filigranas que foram instituídas pela minirreforma eleitoral, retratada na lei 13.388/2017, que alterou a Lei das Eleições, a lei 9.504/1997 e a lei 13.165/2015, que havia trazido modificações para as eleições municipais de 2016.
A nova lei (lei 13.388/2017) veio com a proposta de reformar o ordenamento jurídico institucional vigente, trazendo como proposta principal o barateamento das eleições que vinham crescendo a valores astronômicos e absolutamente fora da realidade brasileira. Esta lei do ano passado também proibiu o financiamento de campanha por pessoa jurídica, levando em consideração o que está sendo apurado como consequência da Operação Lava-Jato.
Muitos dirigentes partidários, tanto de grandes como de pequenos partidos, com raras exceções, travam a ata da convenção como se fosse um documento mutável, às vezes não registrando as decisões tomadas na convenção, deixando para o último dia.
Com a minirreforma eleitoral de 2017, que vale para este ano, as regras para a escolha e o registro de candidatos para as eleições de 2018 estão detalhadas na Resolução TSE n.º 23.548/2017, onde além de definir o dia 5 de agosto como data limite para a realização das convenções partidárias, determinou que o primeiro passo para que o processo comece a andar corresponde ao envio da ata de convenção e a lista dos presentes ao evento, que deve ser inserido no sistema via internet ou entregues pessoalmente na Justiça Eleitoral até o dia seguinte da realização da convenção.
Fica claro, portanto, que essa providência evita que o dirigente partidário “segure a ata” saindo à procura daqueles dirigentes de partidos com os quais deseja “negociar” uma eventual coligação.
Então, uma vez realizada a convenção, na forma prevista no estatuto do partido, o responsável tem até o dia seguinte ao da convenção, prazo para registrar aqueles documentos no Tribunal Regional Eleitoral, local definido em lei, para recepcionar,via CANDex.
No sistema devem ser inseridos os dados biográficos dos candidatos, bem como as informações sobre o partido e a coligação (caso haja) que integram.
Os prazos na Justiça Eleitoral são bem curtos e exigem disponibilidade e atenção daqueles que assumem a responsabilidade pelos registros de documentos e candidaturas, para recepcionar essas transmissões a disponibilidade do sistema está programado para receber até às 24 horas do dia 14 de agosto. Contudo, o partido ou coligação que não optar por realizar o envio pela internet poderá protocolar presencialmente na secretaria do tribunal eleitoral uma mídia com arquivo do pedido de registro gerado pelo CANDex até às 19 horas do dia 5 de agosto.
Com o inicio do processo de registro, o CANDex gera três formulários, quais sejam: DRAP – Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários; RRC – Requerimento de Registro de Candidatura; e RRCI – Requerimento de Registro de Candidatura Individual.
Nas eleições de 2018, os pedidos de candidatura recebidos passarão a ser autuados e distribuídos automaticamente pelo Sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe de Registro de Candidatura (RCand).
Então, o candidato deve reservar tempo integral para resolver as questões administrativas antes de começar a campanha.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A vida do ocupante de cargo eletivo

Rodolfo Juarez
Estamos a menos de um ano das eleições regionais e nacional e, desde algum tempo, já se nota o esforço dos políticos para aparecerem mais, falarem mais, opinarem mais e, até, participarem, mesmo que de forma indireta, nas eleições de associações, sindicatos, federações e conselhos profissionais, e em tudo que tenha decisão pelo voto.
E não é a participação saudável, democrática, republicana. Boa parte é a participação criminosa, que utiliza a má-fé como principal instrumento de convencimento daqueles que, de alguma maneira, ainda param para ouvir ou receber orientações ou o que chamam, descaradamente, de “apoio logístico” ou “demanda”.
Os políticos profissionais vendo que as mudanças das regras eleitorais, para eleger-se a qualquer cargo, pouco mudaram, com alterações pífias e insignificantes, avançam sobre todos utilizando os métodos que já testaram e que, deram certa e convenceram a quantidade de eleitores suficiente para vencer, ser empossado no cargo que escolheu para disputar e usufruir das mordomias.
Na outra ponta o eleitor, cada vez mais em maior número, e cada vez mais decepcionado com os resultados que os seus “lideres” se movimentam contrariados, a não ser que tenha sido chamado para assessorar o vencedor, indicado para ser assessor ou ocupar um cargo no Executivo como prêmio pelo esforço e para fazer valer de que a máxima de que vitória “não foi apenas do candidato, mas de toda a militância”.
Os detentores de mandato, principalmente aqueles que vão buscar a renovação do diploma e do tempo para ocupar o cargo que disputarão no dia 7 de outubro de 2018, farão tudo para encontrar uma maneira de levar vantagem sobre os seus concorrentes e, assim, enquanto ainda todos têm o tempo gratuito de rádio e de televisão, apresentam-se como o melhor penteado, o melhor sorriso, para discorrer os seus sonhos e, aqui acolá, indicar uma realidade, mesmo que seja rara.
Serão eleitos 24 deputados estaduais. Alguns destes serão os mesmos que estão exercendo o cargo agora. Está definido que cada um pode gastar até R$ 2,5 milhões, um valor, convenhamos, significativo e que poderá vir do partido ao qual é filiado, de recursos próprios desde que esteja declarado, doações de pessoas físicas até 10% dos seus rendimentos brutos declaradas à Receita Federal do Brasil, vaquinha online é uma novidade e “crowdfunding” que poderá ser feito a partir do dia 15 de maio.
Vê-se que os marqueteiros estão muitos satisfeitos, pois, pelo que está posto, haverá muito dinheiro, principalmente para os grandes partidos, através do Fundo Partidário e do Fundão (1,7 bilhão retirado do Orçamento Público) especialmente das rubricas de emendas parlamentares e pela não isenção das empresas de rádio e televisão para colocar em sua grade de programação e os impropriamente chamados “horários gratuitos no rádio e na televisão”.
No Amapá, além da escolha das 24 pessoas que vão constituir a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, na qualidade de deputado estadual, o eleitor ainda vai definir o nome do governador e do vice-governador, de dois senadores para a República e seus respectivos suplentes, e de oito deputados federais, além do presidente e vice-presidente da República.
Já falta menos de um ano e tem pessoas preocupadas com término do seu mandato vendo que não tem possibilidade, sequer, de concorrer por impedimento judicial.
É a vida!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Objetivo: renovar o mandato, o resto que se dane!

Rodolfo Juarez
Apesar de tudo o que está acontecendo no resto do Brasil o que nos interessa de perto é o que acontece no Estado do Amapá e que é medido pelas ocorrências na sua superfície, no desempenho do seu governo e no nível de satisfação da população.
A área que está dentro dos limites do Estado, constituindo o ambiente dessa unidade federativa, além de ser protegida precisa ser explorada com sabedoria e em obediência aos estritos interesses da decisão população e não para satisfazer o ego ou os interesses econômicos e políticos de pessoas ou de grupos.
Recentemente, quando da extinção da Reserva Nacional do Cobre e seus Associados, figuras que pouco ou nada tem a ver com a população do Estado se apresentaram para colocar-se contra a um assunto que interessa, de forma direta e inequívoca, à população do Estado. Nem por isso, aqueles que deveriam estar prestando atenção na população, não a colocaram na posição de primeira interessada no assunto.
Uma espécie de alinhamento com os discursos de figuras que nunca se interessaram pelo Amapá e que procuram motivação para justificar seus próprios erros e a conveniência de se alinhar a pensamentos populares com o claro objetivo de convencer o eleitor de que está agindo conforme a vontade desse eleitor.
O político trata o mandato que recebeu, por decisão do eleitor, de maneira diferente conforme se aproxima a eleição em que pretende renova-lo. E, quando o mandato passa da metade, o político reserva boa parte do seu tempo para definir a estratégia que utilizará para o período eleitoral.
Os mandatários que vão para disputar o voto do eleitor da próxima eleição já fizeram as contas, ou mandaram fazê-las e, certamente, foram aconselhados a agradar o eleitor e, por isso, não podem perder qualquer “oportunidade”, mesmo que tenha que negar tudo o que disse até agora ou se aliar àquele que “jurou” nunca mais se aproximar.
Ainda, considerando esse contexto, existem os oportunistas que avançam sobre o eleitor mostrando que estão alinhados com alguém que já cuidou bem da população ou que tem condições de assim fazer, como aquele que acredita que, por estar ao lado de famosos, a relação entre ele, na condição de candidato, e o eleitor pode melhorar e, quem sabe, nele votar.
Ainda com referência ao episódio Renca, os agentes públicos do governo estadual preferiram emudecer, não disseram nada, muito embora em discurso digam que o Amapá precisa de alternativas para o desenvolvimento, para melhorar a renda da população, para, afinal modificar, para melhor, a qualidade de vida do povo e, quem sabe, pagar o salário dos servidores de forma integral e de uma única vez.
Bom se não fosse só discurso!
Enquanto isso a população, principal objetivo de qualquer governo, continua a mercê de governantes e representantes que estão muito mais preocupados na reeleição, na renovação do mandato, do que buscar meios e maneiras para melhorar a condição da população.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O tempo não para

Rodolfo Juarez
Ao que parece as eleições municipais começaram a ocupar os dirigentes de partidos e aqueles que têm mandato eletivo que estarão, ou não, buscando a reeleição no domingo da eleição, dia 2 de outubro de 2016.
As novas regras impõem comportamentos novos e têm a proposta de tornar o pleito muito mais equilibrado no que se refere o financiamento de campanha e aos dados que servirão de fundamento para análise dos gastos de campanha de cada candidato.
Com a proibição de empresas fazer doação para a campanha, os gastos oficiais ficarão mais restritos e os gastos irregulares ficarão mais expostos e a mercê da fiscalização eleitoral que deve estar preparada para enfrentar situações novas devido a criatividade de candidatos e dos cabos eleitorais.
Os próprios “caciques” políticos estão preocupados com eles mesmos, com os seus partidos e com os candidatos que terão os seus nomes homologados nas convenções partidárias de logo mais.
Vai ser uma eleição de muito mais trabalho e de muita transpiração para os candidatos, os cabos eleitorais e os dirigentes partidários. Uma eleição onde “gastar dinheiro” ficará mais complicado e arriscado, muito embora o costume esteja arraigado no comportamento daqueles que acreditam que podem tudo e estão dispostos à burla de tudo, inclusive da regra das eleições e àqueles que fiscalizam essa regra.
Os chamados grandes partidos, ou visto partidos com chance real, aqueles que têm representação significativa nos parlamentos federais, estaduais e municipais, assim como nos cargos de presidente, governador e prefeito, a maioria deles já se definiu ou definiu o rumo que vai tomar nas eleições municipais.
Aqui no Amapá apenas o PDT, partido do governador do Estado, não definiu o rumo que vai tomar no período eleitoral, deixando os militantes e os possíveis aliados, desconfiados com o que consideram “perda do tempo” para definir as candidaturas. Os demais partidos já definiram o rumo e estão em campo, conquistando aliados e candidatos aos cargos de prefeito e vereador.
A demora do PDT tem intrigado aqueles que, circunstancialmente pretendem uma vaga para disputar a vereança ou oportunamente esperam pela palavra de ordem do partido para definir aliança e as próprias propostas do partido para as eleições municipais deste ano.
Essa indecisão do PDT está permitindo que os outros partidos saiam na frente e já confirmem os seus aliados principais. O histórico adversário do PDT, que é o PSB, já está, na prática, em campanha pelo seu candidato a prefeito e os definindo a relação dos seus candidatos ao cargo de vereador.
O comportamento do partido do governador do Estado intriga os adversários, desanima os aliados e confunde o filiado, que está ansioso para saber qual a direção que o partido vai tomar nesse tempo de incerteza administrativa e de fragilidade da gestão.
Será que o PDT está economizando forças para entrar apenas no segundo turno da campanha? E se não houver segundo turno?

Como o tempo não para e as eleições se aproximam na mesma velocidade para todos, à medida que o tempo passa a ansiedade aumenta para todos, principalmente para aqueles que não se definiram e precisam dessa definição.

domingo, 24 de agosto de 2014

Quem sabe?

Rodolfo Juarez
Chegou a hora da “onça beber água”, de ver quem tem mesmo “roupa no quaradouro”. Agora, não tem desculpa, começou a última fase da campanha eleitoral, com as fatias bem definidas depois das pesquisas divulgadas e debatidas à exaustão.
A primeira fase, antes da chegada do horário eleitoral gratuito, os candidatos estavam em uma espécie de preparação para a campanha, sendo que alguns dos candidatos já apresentavam as suas armas e davam o tom que usariam, objetivando conquistar a confiança e o voto do eleitor.
A realidade está posta. Desfavoráveis para alguns e favoráveis para outros, mas correspondendo à expectativa daqueles que se acostumaram a acompanhar a evolução das campanhas que não deixam de apresentar as suas surpresas, sempre alimentando a magia do pleito.
Todos os candidatos (ou quase todos) estão em busca do precioso voto do eleitor. Alguns desses ainda não tinham experimentado tarefa equivalente e boa parte deles já declara que não conhecia a cidade de Macapá e muito menos o Estado.
Mesmo sem qualquer treinamento, a maioria dos candidatos se lança na campanha sem ter um plano para ser seguido e isso dificulta muito mais a ação pretendida, além do que se vê cercado de cabos eleitorais, também sem qualquer prática que conhecem apenas e muito vagamente, às proximidades de onde mora.
Mesmo assim vão a luta – o candidato e os “cabos” -, de peito aberto, para enfrentara a realidade de uma campanha. “Descobrem” situações que jamais imaginariam que havia aqui na capital ou em qualquer outra cidade do Estado ou lugar do interior. Problemas sérios que passam a constar da lista pessoal do candidato que, conforme a sua vocação, se interessa e considera as condições em que “descobriu”.
Percebe também que a campanha de rua é feita com gente e ouvindo gente. Não é feita com sonhos ou vendendo sonhos.
Às vezes não se conforma com os insultos que recebe, não entende o sacrifício daqueles que moram em condições impróprias, comem quando tem e o que tem, e estão acostumados ver o choro dos filhos pela falta do mínimo necessário.
Entende que os problemas não estavam apenas no foco que atraia a sua visão. Tem problemas de todo tamanho, de diferente gravidade e urgência. Mas é o comum: ter problema.
A campanha ensina o candidato a enfrentar situações improváveis e que exigem, antes de qualquer coisa, preparo emocional para saber entender o sacrifício que vê naquele momento, mas que é o dia-a-dia da população.
Algumas vezes o candidato sofre com o eleitor, com a população, com o chefe de família. E se for atento haverá de assumir as responsabilidades que, até aquele momento, desconhecia.
Esse lado da campanha é um ensinamento e uma demonstração da importância de conhecer o que acontece na comunidade, no bairro, na cidade.
Mas nada disso pode esmorecer. A população precisa de representantes e governantes ativos, comprometidos e justos.

Quem sabe você não é um desses?!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eleições 2014/Amapá - Candidatos ao Senado

Dez candidatos disputam uma vaga para o Senado em 2014

Partidos e coligações pediram o registro de 10 (dez) candidatos ao senado e seus respectivos 1.º e 2.º suplentes. Quatro candidatos vão apoiados por coligação e os outros seis estão se apresentando ao eleitor tendo como retaguarda apenas o seus partido de filiação.
A eleição ocorre no dia 5 (cinco) de outubro deste ano.




terça-feira, 8 de julho de 2014

Eleições 2014 - candidatos ao governo do Amapá

Sete homens e um objetivo. Desde agora tudo depende da avaliação dos eleitores amapaenses.

domingo, 1 de junho de 2014

Os enganadores do dia-a-dia

Rodolfo Juarez
Na medida em que se aproxima o dia da eleição deste ano, algumas pessoas vão perdendo o senso de respeito e de responsabilidade com relação o que realmente é dirigir um Estado ou representar uma população.
Dá impressão que as pessoas estão dispostas a um vale-tudo para não perder as benesses que a eles vieram devido ao cargo que ascenderam ou à confiança que receberam do eleitor nas eleições passadas.
O importante é que todos, mas principalmente os eleitores, reflitam com tranquilidade para poder selecionar, entre os mais de 300 candidatos aqueles que irão receber os diplomas em dezembro e o exercer os cargos a partir do ano que vem.
Esse vale-tudo de agora está prejudicando os candidatos que estão sendo apresentados ao eleitor por terceiros, às vezes acrescentando créditos que não tem e, na maioria das vezes, destacando débitos que também não tem.
Há um desespero por parte de alguns!
Os próprios candidatos estão sem saber o que fazer. Alguns desses muito fracos ficam sujeitos a avaliações daqueles que sentem que podem estar perdendo a oportunidade que lhes foi dado em outras eleições e nem percebem o que estão fazendo com o nome.
Alguns aproveitam para derramar toda a sua frustração sobre os seus adversários, agredindo-os sem limite e outros, para destacar virtudes que inexistem, de tal forma que ficam os eleitores sem acreditar em ninguém.
Os discursos do dia-a-dia praticados nas emissoras de rádio e de televisão não contribuem em nada, a não ser com a desmoralização do processo.
A quem interessa um processo de escolha banalizado, desmoralizado e sem verdade?
Apenas para os medíocres. Aqueles que sobram todas as vezes que uma eleição é perdida, aqueles que não têm emprego e, que normalmente se aproveitam de situações para serem ativos e efetivos dentro da sua linha de atuação.
São assessores daqueles que estão no poder; são desempregados que recebem os por-fora para esgoelar-se no rádio; são os noticiaristas enrustidos que fazem de tudo para agradar com as notícias que faz veicular nas redes sociais, nos sites, no rádio ou na televisão.
Pode-se dizer que são os enganadores do dia-a-dia ou os enganadores de todos. A missão pessoal é de fazer veicular factoides capazes de influir na aceitação de um e na repugnância do outro.
Os eleitores se veem no meio dessa guerrilha de informações, algumas dessas informações “fabricadas” pontualmente por lideranças, outras não, são frutos da imaginação de alguns que não têm o que dizer.
A vontade da sociedade é ver um resultado eleitoral que apresente algumas expectativas para a população e não que sirva apenas para acomodar interesses de pessoas frustradas ou grupos montados, que não conhecem outra forma de trabalho a não ser exercitando novas maneiras de enganar a população e especialmente ao eleitor.
O momento do eleitor amapaense é de observação. O momento é de análise para selecionar dirigentes comprometidos com o Estado e representantes que façam com que o povo sinta-se presente nas grandes e nas pequenas decisões que são importantes para o Estado.

Tirar o pano, virar o tapete, limpar todas as dependências do Estado é uma necessidade e o eleitor precisa fazer esse papel para, então, reativar a força que pode melhorar a vida de cada um dos que aqui moram. 

sábado, 26 de abril de 2014

Os candidatos estão mudos

Rodolfo Juarez
Nem mesmo a aproximação das convenções partidárias que serão realizadas no período de 10 a 30 de junho está soltando a língua daqueles que se dizem dispostos a concorrer, no dia 5 de outubro, ao cargo de Governador do Estado.
Todos agem como se mudos fossem!
Pode ser que faça parte de uma estratégia particular, muito embora todas as notícias e informações sobre o assunto indiquem que o comportamento deve ser completamente diferente.
As desculpas para ficar calado não faltam. Vão desde aquelas ligadas diretamente à questão da fiscalização eleitoral, até aquelas que se vinculam à questão financeira, pois, segundo alguns dos candidatos, os cabos eleitorais são os primeiros a avançar e ficam com aqueles que pagarem mais, prometerem mais, ou convencerem mais.
Para não perder o ânimo os candidatos estão preferindo ficar de boca fechada, dizem eles, mesmo tendo avaliações que indicam que, alguns deles, não têm mesmo o que dizer para o eleitor.
Continuar mudo é, portanto, uma estratégia do candidato, muito embora seja prejuízo para o partido, para os aliados e, principalmente, para a população, que só vai conhecer a opinião do marqueteiro do candidato e não o que pensa o candidato.
Um candidato precisa ser testado antes de ser escolhido pelo eleitor na hora de votar. É preciso que a população conheça a sua proposta, os seus aliados e, principalmente, os princípios de que se vale para mostrar-se ao eleitor e dele receber o seu voto.
Quando o eleitor deixa para conhecer o candidato apenas durante a campanha, corre o risco de errar com relação à personalidade do candidato, imaginando uma coisa quando está sendo levado por mensagens de profissionais contratados para definir a forma de apresentação para defesa e para ataque do pretendente ao cargo eletivo.
São muitos os casos em que a figura que você vê na tela da televisão ou no autofalante do rádio é completamente diferente da figura que limita, de verdade, a pessoa candidata.
É uma das falhas do processo de divulgação midiática permitido pela regra eleitoral e que foi adequada para a modificação do modo de ver os currais eleitorais que não foram desfeitos e que se transformam em quartéis para alguns personagens que avaliam a importância do poder muito mais para si do que para o povo.
A opção de ficar mudo tem sido a preferencial dos 13 candidatos. Isso mesmo, 13 mudos que não dizem seus planos, não mostram o que pretendem fazer, não apresentam solução para quaisquer dos problemas que o Estado enfrenta no momento e daqueles que ainda entrarão nesse rol.
E tem faladores no meio deles!
Mesmo assim optam por nada dizer deixando a impressão que não prepararam nada para falar e confiando que se mantendo mudo eles estão garantindo não errar, não dizer mentiras e não alertar os ouros. Isso mesmo, alguns acreditam que manter escondido alguns de seus projetos é uma estratégia que pode gerar votos.
Os candidatos precisam tomar cuidado!
Os eleitores já perceberam que alguns não falam agora e não vão falar depois, a não ser se para alinhar-se com a maioria, perdendo, completamente, a oportunidade de ser o guia da comunidade, o líder de uma população, aderindo ao mais fácil “maria-vai-com-as-outras” e abdicando do verdadeiro sentido de ser aquele líder do qual, faz tempo, a população se sente órfã.

A opção de ficar mudo pode ser também, a de ficar sem voto!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Muita calma nessa hora

Rodolfo Juarez
Está fechado um importante prazo para os que pretendem candidatar-se aos cargos públicos oferecidos nas eleições regionais e nacionais deste ano.
Para ser candidato aqui no Amapá é preciso que o candidato seja eleitor daqui do Amapá e filiado a um dos 32 partidos regularmente registrados no TSE. Então, este é o primeiro requisito que o eleitor que quer ser candidato identifique que tem.
Atendo a esses requisitos é preciso observar a sua condição atual, se não está exercendo qualquer cargo que tem o seu exercício incompatível com a condição de candidato.
Foi por isso que alguns gestores tiveram que deixar os cargos que estavam exercendo, em atividade executiva, no último dia 5 abril, para poder permanecer apto ao atendimento do registro de candidatura.
Mesmo nesse tempo, o eleitor que pretende ser candidato deve procurar o seu partido e apresentar-se, informando das suas vontades para que esteja na lista de candidatos que serão definidos nas convenções do partido entre os dias 10 e 30 de junho.
Toda a regra dessa escolha, através de uma reunião que se chama convenção, está definida no Estatuto do Partido, que deve ser a orientação de todos os filiados e, principalmente, dos candidatos, para que ele não tenha problemas e para que o partido o escolha e o apresente para a disputa.
É também nesse momento, que os candidatos devem ficar atentos e conhecendo todos os passos dos dirigentes partidários, principalmente o presidente e o secretário geral do partido, para que entenda as alianças e compreenda que deve defender a sua condição de candidato e dimensionar a sua capacidade de voto.
De nada adianta participar de uma eleição onde, de saída, se reconheça que suas chances são pequenas, a não ser que haja a impregnação do entendimento partidário e a confirmação de que os eleitos do partido continuarão partidários, tendo como objetivo, inclusive, o reconhecimento da contribuição que o candidato, não eleito, deu para o partido e para a coligação ao qual ficou vinculado.
A história tem mostrado que não tem repercussão partidária ou social, o fato de um filiado-eleitor candidatar-se apenas para ficar longe do seu trabalho ou do seu serviço, durante o período da campanha. Essa postura não contribui para o processo e muito menos para a formação política do militante partidário.
De nada adianta, também, aquele que pretende ter o seu nome apontado pelo seu partido, em junho, para ser candidato e sair por ai fazendo campanha desde logo. A fiscalização da Justiça Eleitoral está atenta, e com orientação, para barrar todos aqueles que fizerem campanha eleitoral fora do período definido na legislação.
Seria um desperdício de tempo, dinheiro e esforço, tentar burlar o processo eleitoral, imaginando que pode tirar vantagem ou “sair na frente”.
A hora, agora, é de avaliação partidária interna, conhecimento das regras da eleição, efetividade nas ações partidárias coligadas e muita calma para não ver o seu pedido de registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Espectro da eleição

Rodolfo Juarez
As eleições do ano que vem desde agora já tem o seu espectro. Não é porque só terá o seu ponto máximo no dia 5 de outubro de 2014, dia da eleição, que as questões não apareçam agora e exigindo solução imediata.
Os candidatos mais certos se esforçam para dizer que “ainda não é hora de falar” em eleição e aqueles que ainda estão “cavando” uma vaga para disputa-la, se apressam em dizer que “apesar das dificuldades” vão para as disputas.
Desde agora, portanto, cada qual se vale da estratégia que entende que pode dar melhora resultado e que, além de aumentar as chances de vitória, ainda imagina uma colocação, no caso das eleições proporcionais, que lhe garanta não depender de outros para chegar aos objetivos que tem definido.
É por isso que os pré-candidatos se apresentam ao eleitor de forma diferente. É por isso que as chances de cada qual são vistas de forma diferente por aqueles que estão exercendo mandato e aqueles que não estão exercendo mandato, mas todos eles sabem que os fatos políticos estão atrelados diretamente aos fatos sociais.
Até agora, para as disputas do cargo de Governador do Estado, uma das eleições majoritárias do dia 5 de outubro de 2014, pelo menos oito candidatos já se apresentaram aos seus partidos e, certamente, apresentaram o desenho de suas campanhas, inclusive a forma como pretendem disputara os votos.
Camilo Capiberibe (PSB), Lucas Barreto (PSD), Waldez Góes (PDT), Aline Gurgel (PR), Gilvan Borges (PMDB), Jonas Pinheiro (PTC), Moisés Rivaldo (PRP), Jorge Amanajás, além de outros nomes que serão apresentados ao eleitor até as convenções de junho do ano que vem, estão com planos prontos e cronogramas adequados às situações que cada um vislumbra para a campanha e que, certamente, tem como foco a vitória.
Como se sabe, a eleição para Governador de Estado é realizada em dois turnos de votação: o primeiro turno, no primeiro domingo de outubro, e o segundo turno, no último domingo de outubro, e os atuais coordenadores dos trabalhos já discutem a melhor estratégia para estar no segundo turno, etapa da eleição que apenas é provável, pois, só ocorrerá em caso especial, e só se saberá, depois da apuração dos votos havidos no primeiro turno de votação.
Por enquanto equilibrar as declarações é o que melhor estão aconselhando os que estão analisando a atualidade, ou seja, os olhos estão voltados para o desempenho do governador Camilo e, conforme a maior ou menor a aceitação da população, maior ou menor será a chance da reeleição e, certamente, as chances dos outros candidatos.
Não é que a condição seja todos contra um, mas é de se compreender, que para a oposição são duas frentes, bem distintas e treinadas agora: uma para acompanhar a evolução do atual governo e outra para acompanhar o desempenho dos demais concorrentes.
Enquanto um tem a máquina, os outros contam com a insatisfação da população com os resultados que estão sendo apresentados pelo atual governo.
É por isso que é importante, demais, para os estrategistas que estão trabalhando a reeleição, apresentarem os melhores resultados e de uma forma bem dosada, para que não seja exagerada e, ao mesmo tempo, não ser simplificada demais, para que tudo não seja entendido como apenas o cumprimento de uma obrigação.
A população espera sempre que o seu governante faça algo extraordinários, inesperado e que, fundamentalmente, goste e lhe sirva para alguma coisa.

Vale lembrar que as eleições de outubro não são apenas para governador. Naquela oportunidade os eleitores estarão definindo os nomes de um senador, oito deputados federais e vinte e quatro deputados estaduais. Responsabilidade suficiente para que cada um desses eleitores procure conhecer as necessidades da população e as condições de cada candidato e, assim, minimizar a possibilidade de erro.

domingo, 11 de agosto de 2013

Domicílio de mentira

DOMICÍLIO DE MENTIRA
Rodolfo Juarez
Os dirigentes dos partidos políticos e todos os demais agentes políticos com domicílio estão em um intenso período de negociação e conchavos, entre estes circulam alguns que buscam siglas para filiar-se com o objetivo de disputar o pleito de 2014, alguns de fora do Estado que avaliam ser mais fácil – ou barato -, buscar um mandato aqui no Amapá.
Repete-se, dessa forma, a imagem que algumas lideranças locais e outros “estrangeiros políticos” têm dos eleitores amapaenses, que estariam sempre dispostos a aceitar candidaturas alienígenas, sem discussão de propósitos a não ser aqueles que atendam aos interesses imediatos e muitos restritos.
Neste cenário cabem os chamados “partidos de aluguel” sempre disponíveis para serem usados por pessoas endinheiradas e que estão sempre dispostas a valer-se das benevolências das regras que permitem, por exemplo, a definição de um domicílio eleitoral sem qualquer exigência a não ser um endereço.
É claro que o eleitor é um importante agente do conjunto, mas, nessa conjuntura acaba sendo visto com menor importância do que aquela que realmente tem e para que isso aconteça são utilizados, principalmente pelos candidatos alienígenas, artifícios diversos e não raro ilícitos.
Corrigir esse defeito, na esteira da atual legislação é praticamente impossível, muito embora já se reconheça que são fortes as chances de ser uma representação popular desperdiçada no caso de eleição de um “estrangeiro”.
Até o dia 4 de outubro deste ano será assim. Os partidos serão assediados, os “donos” deles chamados a conversar e o eleitor sondado a participar de uma campanha que, de antemão se sabe ser turbinada por demonstração de pouco ação democrática e muito desrespeito à legislação eleitoral.
Quanto mais tempo de televisão, maior a possibilidade de ser assediado o dirigente partidário. E ele sabe disso. Até espera ser procurado em um descaramento que não combina com os princípios fixados na legislação eleitoral brasileira.
O eleitor, então, fica com a incumbência do filtro final. Precisa saber o que está acontecendo e o que aconteceu há um ano, quando o partido aceitou em suas fileiras filiações com objetivos individuais, definidos pelas avaliações de grupos políticos - ou não -, que concluem como seria mais fácil – ou barato -, alcançar uma vaga, nos parlamentos, representando o Amapá.
Essa falha no sistema eleitoral brasileiro, que o eleitor quer mudar, foi um dos temas que ganhou relevância no final do semestre passado quando os jovens foram às ruas de boa parte das cidades brasileiras e motivou a proposta ao Congresso Nacional de voltar as suas atenções para a Reforma Política.
O tema é atraente, mas contém detalhes que deixa com medo os congressistas que acreditam que mexer na regra do jogo pode significar mexer na possibilidade de renovar o mandato.
Enquanto isso os remendos são feitos na própria colcha de retalhos que é multicolorida, mal costurada e curta para cobrir todos os pês e as cabeças dos que têm a atribuição de modificar a regra atual.

A paciência dos eleitores está no limite e já não está aceitando, sequer as justificativas que os parlamentares apresentam para não votar e definir as novas regras para as eleições brasileiras, no conjunto de normas que formam a Reforma Eleitoral.

sábado, 9 de março de 2013

Eduardo Campos (PSB) conta com palanque no Amapá

PSB quer alavancar Campos com palanques nos Estados
O PSB pretende montar pelo menos 12 candidaturas próprias aos governos dos Estados em 2014 para vitaminar a possível empreitada presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
A busca por palanques regionais é um dos principais desafios da sigla (que teve nove candidaturas em 2010) para tirar a vantagem da presidente Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves, os virtuais candidatos de PT e PSDB.
Na semana passada, petistas e tucanos contaram com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso como cabos eleitorais pelo país - em Fortaleza e em Belo Horizonte, respectivamente.
Enquanto isso, Eduardo Campos teve momentos turbulentos no PSB. Sem "padrinho", viu correligionários (Cid Gomes, governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro) se manifestarem contra sua candidatura à Presidência, expondo uma dificuldade que pode enfrentar nos palanques regionais em 2014.
Para manter a sigla com Dilma, grupos petistas falam em negociar a vaga de vice --hoje nas mãos do PMDB.
Na lista de 12 candidatos nos Estados, os carros-chefes do PSB são os seis governadores da legenda (AP, PI, PB, PE, ES e CE) - metade pode tentar a reeleição e os outros tentarão fazer os sucessores.
O principal problema é a ausência de nomes fortes nos três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que, juntos, somam 58 milhões de eleitores, 41% do total no país.
COM TUCANOS
Em SP, a legenda não conta mais com seu candidato ao governo de três anos atrás: Paulo Skaf entrou no PMDB em 2011. O presidente do PSB-SP, Márcio França, não descarta se aliar ao PSDB.
"Pode ser que uma coligação com Geraldo Alckmin [governador e potencial candidato à reeleição] ajude a campanha do Eduardo", diz.
A aproximação do PSB é bem-vista por tucanos --para afastar a sigla do PT.
A relação entre as duas legendas, no entanto, sofreu um abalo nas eleições de 2012. O PSB da capital paulista apoiou Fernando Haddad (PT), em vez do tucano José Serra, para a prefeitura.
Em Minas, Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte, é apontado por dirigentes do partido como a principal aposta para concorrer ao governo do Estado.
Mas ele próprio já comunicou ao presidente do PSDB estadual, deputado federal Marcus Pestana, que pretende cumprir seu mandato inteiro na prefeitura.
Lacerda é afilhado político de Aécio Neves e, no PSB, está mais ligado ao grupo dos irmãos Ciro e Cid Gomes, que defendem apoio a Dilma. O presidente do PSB local, Walfrido dos Mares Guia, é ex-ministro de Lula e ligado ao PT.
No Rio, o PSB integra o governo Sérgio Cabral (PMDB) e, até agora, apoia a eleição do vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB).