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domingo, 5 de novembro de 2017

Perspectivas atuais para as rodovias no Amapá

Rodolfo Juarez
Começou o mês de novembro e parece natural a preocupação daqueles que têm a BR-156 e a BR-210, além das rodovias do Sistema Rodoviário Estadual, como uma alternativa para o desempenho de atividades e de a maneira que permita o ir e vir de empreendedores, trabalhadores e de todos aqueles que precisam se deslocar se valendo das rodovias.
Para efeito deste artigo vamos considerar a BR-156 como a rodovia que tem seu ponto de referência em Macapá, de onde saem os dois troncos rodoviários: um no rumo Norte, que tem como ponto final Oiapoque; e outro no rumo Sul, que tem como ponto final Laranjal do Jari.
A BR-210, para os interesses deste artigo, é a rodovia que sai de Porto Grande e chega até as aldeias indígenas, passando por Pedra Branca do Amapari e por Serra do Serra do Navio.
O Sistema Rodoviário Estadual, que no momento incorpora todos os antigos sistemas rodoviários municipais, com todas as demais rodovias que estão no Amapá, inclusive a Rodovia JK, a Rodovia Duca Serra, e a Rodovia Alceu Paulo Ramos, entre outras.
Percebe-se que o Amapá tem uma malha rodoviária que precisa ser cuidada e que divide a sua administração entre o Governo Federal, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e a Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap). O Dnit é responsável pelas rodovias BR-156 e BR-210, e o Setrap é o responsável pelas demais rodovias do Estado.
Com relação à BR-156, rumo Norte, o Dnit não tem conseguido vencer os problemas que todo ano ocorrem, principalmente nos 110 km, no trecho entre Calçoene e Oiapoque, que está dividido em dois lotes, ditos como contratados e com ordens de serviço expedidas, mas que não andam. Esse trecho, há mais de 5 anos proporciona momentos indesejados aos condutores e passageiros, com atoleiros instransponíveis e que obriga a manter máquinas pesadas para serviços de emergência e arrasto de veículos.
Com relação à BR-156, rumo Sul, esse o Dnit dividiu em 4 “lotes”, numerados na direção Macapá/Laranjal do Jari, o primeiro, portanto, é o mais próximo de Macapá, que está com convênio assinado com o Governo do Estado, como construtor, há mais de 4 anos, inclusive, segundo o Superintendente do Dnit no Amapá, com dinheiro em conta, mas que não começa. Os outros três lotes, já teve anúncio de todo tipo, inclusive de que seria executado pelo Batalhão Especial de Construção do Exercito – BEC, o que não se confirmou, também não começam.
As rodovias estaduais, quando for divulgada a estatística do final do exercício, não apresentarão melhorias se não for considerado o projeto identificado como “alargamento da Rodovia Duca Serra”, que não influencia na qualidade da rodovia, mas apenas propõe oferecer fluxo para maior número de veículos devido à demanda que, atualmente, provoca congestionamentos indesejáveis. Além do mais, o modo usado não respeitou o meio ambiente e colocou uma carga de aterro muito grande dentro da Lagoa dos Índios, um das referências ambientais da Capital.
A Rodovia JK, a mais importante rodovia turística do Sistema, está precisando de restauração em muitos pontos e de reconstrução, para elevação do “grade”, em muitos outros.
A AP-70 precisa de alteração em muitos pontos de curva, onde a superelevação invertida tem encerrado a vida de muitos condutores que passam pelo trecho em acidentes evitáveis e que poderiam salvar vidas. As demais rodovias, todas elas, precisam melhorar, e muito.

O Estado do Amapá, por isso, se ressente de um Programa Rodoviário que abranja os interesses do Amapá, integrando os esforços e cumprindo os cronogramas que, pelo menos até agora, não têm conseguido alcançar um dos princípios básicos da Administração Pública, em nenhuma hipótese, o Princípio da Eficiência.  

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um ano do acidente na BR-210

No dia 3 de setembro completou um ano a capotagem desse carro. Estavamos a três no veículo: Jorge Ramos (condutor), Mike Chagas (designer) e eu, Rodolfo Juarez.
A estrada é a BR-210, Perimetral Norte, uma estrada federal que dá acesso a um das regiões mais ricas do Estado.
Aposição em que aconeceu o acidente fica a menos de 3 quilômtros da entrada de Pedra Branca do Amapari.
Estávamos todos com os cintos de segurança atados e não tivemos grandes problemas. Saimos inteiros e contamos com o livramento de Deus, certamente.

BR-210, a estrada federal abandonada à sorte!

Um ano depois, nada mudou!
Rodolfo Juarez
Ontem, dia 3 de setembro, completou um ano que Mike, Jorge e eu, tomamos, certamente, um dos maiores sustos de nossas vidas e, depois, fomos premiados por um dos maiores alívios que experimentamos.
Passava um pouco das oito e meia de uma manhã bonita do sábado, na qual o sol reinava absoluto, deixando a estrada seca e muito arriscada, questão já observada pelo Jorge Ramos, o experiente condutor do veículo, uma cabine dupla (Attack, prata).
Desde meados de junho que coordenávamos um grupo de sete pessoas com o objetivo de recuperar as administrações locais de um importante partido político nacional que estava com dificuldades gerenciais no Estado do Amapá.
A estratégia utilizada, durante planejamento da ação, para que pudéssemos chegar, praticamente ao mesmo tempo, a todos as sedes municipais e começar a revitalização administrativa do partido em todo o Estado, dividia a equipe em 7 grupos de municípios, sob a coordenação de um representante da direção estadual partidária, da seguinte forma: Oiapoque, Calçoene e Amapá; Pracuúba, Tartarugalzinho e Ferreira Gomes; Cutias e Itaubal; Laranjal do Jari e Vitória do Jari; Macapá; Santana e Mazagão; e Porto Grande, Pedra Branca e Serra do Navio.
O coordenador do grupo de municípios formado por Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, era o viajante Mike Chagas, um expoente do designer amapaense que, de boa vontade, havia assumido a responsabilidade de participar do projeto, coordenando as ações a serem tomadas naqueles três municípios.
Eu era uma espécie de coordenador geral da equipe de sete pessoas que, voluntariamente, se apresentaram para o trabalho.
Naquele dia 3 de setembro de 2011, às 10 horas da manhã, estava confirmada a posse da nova direção do partido, no Plenário da Câmara Municipal de em Serra do Navio, para assumir como presidente do partido, no Município, o vereador Adivaldo de Souza Costa.
Viagem normal, desde um pouco depois das 6 horas da manhã quando havíamos saído de Macapá. A parada para o café um pouco antes de Porto Grande foi feita porque havia tempo de sobra na programação, para chegar à Sede do Município de Serra do Navio.
Logo que passamos a sede do Município de Porto Grande começou a estrada de chão e também começaram as nossas preocupações como de todos aqueles que precisam usar a rodovia, uma estrada federal praticamente abandonada (BR-210, a Perimetral Norte), com rarefeitas e incompletas manutenções, deixando de sobre aviso a todos os condutores e passageiros.
A observação foi para que todos os passageiros e o condutor mantivessem, em qualquer hipótese, atados os cintos de segurança, como que antevendo o aumento do risco.
Pedras soltas, terreno fofo, grande fluxo, falta de sinalização e de tudo o que precisa ter em uma estrada pública gerenciada por gente responsável.
A menos de 4 quilômetros da entrada para a sede do Município de Pedra Branca do Amapari, depois de uma derrapada a 80 quilômetros por hora, o carro capotou longitudinalmente, nos deixando de cabeça para baixo e vivos para estar narrando essa história agora.
Todos estavam de cinto e o que aconteceu com cada um, foi muito menos do que todos os que chegaram, logo a seguir conosco, imaginavam. Porta presa, combustível gastando, circundavam o cenário completado com o carro com as rodas para cima e os passageiros presos no veículo.
Hoje, um ano depois, temos que agradecer a Deus por não termos tidos problemas maiores e todos nós, Mike, Jorge e eu, estarmos contando essa história.
Fui ao local do acidente, agora, no domingo, dia 2 de setembro, e tudo continua como antes, com a mesma insegurança, os mesmos riscos.
Os registros de novos acidentes continuam sendo feitos, alguns deles deixando tombados na rodovia pais de família, trabalhadores que não tem alternativa, correndo risco a cada viagem, mas que são os responsáveis pela manutenção da presença do povo do Amapá em uma das regiões mais ricas e mais abandonadas pelo governo estadual e pelo governo federal.