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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O lamento do Gato

Rodolfo Juarez
Os problemas que os dirigentes da Federação das Indústrias do Estado do Amapá vêm enfrentando para decidir quem comanda a entidade pelos próximos quatro anos tem abalado, profundamente, as motivações que levaram os idealistas do final da década de noventa a organizar a representação sindical do setor industrial no Amapá.
Francisco Leite da Silva, Antônio Armando Barrau Fáscio Filho, José Negreiros, Leônidas Cardoso Platon, Isaias Matias Antunes, Valter Sampaio Cantuária, entre outros, com coordenação operacional sob minha responsabilidade e de Roberto Coelho do Nascimento, não imaginávamos estaria sendo criado também um local de litígio e de confrontos, não em defesa do setor industrial amapaense e sim em defesa do efêmero poder de dirigir o setor.
Roberto Coelho do Nascimento, o Roberto Gato, foi com quem contei para desenvolver o trabalho na parte executiva do processo e com Francisco Leite da Silva e Antônio Armando Barrau Fáscio Filho, no apoio logístico e político para esse desenvolvimento.
Desde 5 de outubro, quando a Constituição Federal transformou o Território Federal do Amapá em Estado do Amapá que, no dia seguinte o novo estado começava a ajustar-se estruturalmente para, no dia primeiro de janeiro de 1991, ver-se instalado o primeiro Governo do Estado comandado por um governador eleito pelos eleitores aptos no Amapá.
O governador escolhido, o último da série iniciada com a revolução de 1964, o sergipano Gilton Garcia, ficara encarregado de tomar todas as providências no sentido de dar condições para que fosse realizada a eleição para os cargos de: Governador do Estado e seu respectivo vice-governador, 3 Senadores da República, 8 Deputados Federais, 24 Deputados Estaduais e ainda tomar as últimas providências com relação à estrutura física local e as aberturas com relação às estruturas de políticas setoriais de desenvolvimento.
O cumprimento com eficácia das metas pelo governador Gilton Garcia, poderia credenciá-lo a um dos cargos políticos oferecidos pelo Estado do Amapá, nas eleições de 1994, pois não teria essas condições nas eleições de 1990.
Foram nove meses de muito trabalho e alguns resultados que marcando a administração do sergipano, podendo ser citado como exemplos, a retificação e construção de toda a Rua Leopoldo Machado e a Construção do Estádio Zerão.
Na área da política empresarial o incentivo para que fossem criadas as federações da indústria e do comércio no Estado.
Dos sindicatos patronais dos setores industriais, apenas a indústria da construção civil e a indústria gráfica estavam organizados e tinham os sindicatos fundados e funcionando. Os demais setores como oleiro cerâmico, da panificação, da costura industrial, da madeira, tiveram que ser organizado e, para isso, contou com a habilidade e a competência de Roberto Coelho do Nascimento que já estava no setor comercial, há mais tempo, trabalhando na Secretaria Geral da Associação Comercial e Industrial do Amapá.
Fez a parte que lhe cabia e possibilitou a fundação da Federação das Indústrias do Amapá (esse o primeiro nome), no dia 14 de dezembro de 1990.
De lá Roberto Gato, a convite de José Alcolumbre, foi para organizar os sindicatos do setor de comércio e assemelhados, para em seguida funda a Federação do Comercio do Amapá, em fevereiro de 1991. José Alcolumbre foi o primeiro presidente da Federação do Comércio.
Roberto Gato, então, por sua competência, está na história destas duas organizações sindicais patronais e agora com inevitável sentimento de tristeza com lamento o que vem acontecendo na Federação as Indústrias do Estado do Amapá. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PLANO BRASIL MAIOR

Rodolfo Juarez
As recentes medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff e que resultaram no lançamento do Plano Brasil Maior, com o objetivo de combater a forte desvalorização do dólar e a consequente avalanche de produtos importados no Brasil, tem o objetivo de proteger a indústria nacional.
O anúncio do governo federal contempla uma série de medidas para compensar as perdas do setor que desde o ano passado vem enfrentando dificuldades e sendo atingido diretamente pelas medidas econômicas para o enfrentamento da inflação e contenção de gastos da população, com o aumento da taxa básica de juros que é administrada pelo Banco Central do Brasil.
Prometido para os primeiros 100 dias de gestão, o projeto chegou tarde e, para muitos empresários, o plano é insuficiente para devolver a competitividade às fábricas brasileiras, sobretudo às exportadoras.
As limitações foram reconhecidas pela própria presidente Dilma Rousseff que entendeu a gravidade da situação chegando a declarar que não tem a pretensão de, com o pacote, resolver o problema. Garantiu, entretanto, que a medida é apenas um primeiro passo, muito embora um passo importante e caro.
Ao todo, o plano custará R$ 25 bilhões em renúncia fiscal, valor que será concedido ao setor produtivo na forma de incentivos nos próximos dois anos.
O Plano Brasil Maior é uma tentativa de o governo compensar os prejuízos das empresas exportadoras com o real valorizado.
Dados da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, divulgados esta semana mostram que 48% das empresas nacionais que vendem sua produção no exterior, perderam participação no mercado em 2010.
É preciso proteger a economia nacional e também os empregos. Neste momento é imperativo defender a indústria brasileira e as exportações para que se garantido o curso normal do desenvolvimento que levou o Brasil, recentemente, à 7ª economia do mundo.
Na opinião dos empresários o novo pacote é apenas um alento. Ele não reúne os elementos capazes de melhorar a competitividade do setor produtivo. Embora bem estruturadas, as medidas anunciadas não passam de café requentado.
Várias dessas medidas já foram anunciadas anteriormente, como ocorre em toda mudança de governo ou troca de ministro. A indústria só viu o anúncio de resoluções, mas até agora não houve nada na prática.
A preocupação dos empresários se justifica pelos sustos a que estiveram sujeitos no primeiro semestre com problemas nas economias dos Estados Unidos, com o Dólar, na Europa, com o Euro.
Por aqui, mesmo não sendo diretamente afetados pelo Plano Brasil Maior, afinal de contas não temos indústria para defender, haverá oportunidade para o consumidor preferir, dependendo do preço, os produtos importados, que por causa da área de livre comércio, têm a porta destrancada para a entrada dos importados.
O importante é que o setor público compreenda o que está acontecendo e não imagine que as coisas se resolvam por elas mesmas. Há tempo que isso não mais acontece, a não ser com prejuízos que podem liquidar as empresas e fulminar o emprego.
O Governo do Estado e os próprios empresários do setor industrial, precisam tratar a questão com profissionalismos, sustentado no conhecimento científico, sob pena de haver sacrifico exagerado para a população.