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quinta-feira, 4 de junho de 2020

30 de junho é o limite


Rodolfo Juarez
Estamos a caminho dos 100 dias nadando em regime de exceção, com a justificativa de adquirirmos condições para enfrentar o inimigo invisível que veio do oriente, brincou o carnaval no Brasil e, depois ou durante a folia, atacou os desavisados foliões que agora estão tendo problema par desvencilhar-se do mal que o vírus produz e que também tem nome: a covid-19.
Os políticos brasileiros inicialmente, por ignorância ou por desaviso, esconderam as informações privilegiadas que tinham e autorizam e/ou incentivaram o carnaval que levou, para as ruas das grandes capitais, mais de 20 milhões de seguidores de blocos, os mais famosos, vestidos de reis ou mendigos, desfilando nos corredores do carnaval em mais de 160 cidades brasileiras.
Quando terminou a folia, no dia 25 de fevereiro, começaram prestar atenção nas notícias dos diversos meios de comunicação, especialmente nas redes sociais, incrivelmente mais ágeis que os tradicionais meios como jornal escrito, televisão e rádio.
O vírus então se apresentou, mobilizou os dirigentes da República, dos Estados e dos Municípios, numa corrente cujos elos estavam atados pelo princípio do oportunismo, onde o principal interesse, não revelado, era tirar maior vantagem para que viesse dar condições para resolver outros problemas que não do vírus que vinha disposto a dominar tudo.
O principal meio para enfrentar o novo coronavírus era medido pelo número de casas de saúde, leitos de internação e leitos de unidade de tratamento intensivo.
Quando os dirigentes, pressionados pela violência e inclemência do vírus, olharam para os serviços de saúde instalados ficaram assustados, revelando o quanto tinham vacilado no cuidar o setor.
Pessoal desmotivado, sem qualquer sentimento de respeito às ordens. Ainda bem que médicos e paramédicos que trabalham nas unidades de saúde do Governo do Estado honram o compromisso que assumiram no momento da formatura, e passam a ter nos pacientes, aliados de primeira hora.
Esses quase 100 dias foram construídos por uma sucessão de erros nas decisões. Ainda bem que foi possível contar com alguns dos parlamentares federais que não mediram esforços para acalmar a população daqui e abastecer o sistema local de saúde pública de equipamentos, em meio a um palavreado que tinha, no centro, a hidroxocloroquina.
Agora, com todos irritados pelas medidas de exceção tomadas, inclusive com o absurdo do não respeitar o direito de ir, vir ou ficar, elementar e constitucional para o cidadão que já sabia que o sistema de saúde do estado, ou era sucateado ou há muito vinha justificando as constantes quebras de aparelhos novos ou seminovos, também sucateados no período da garantia.
Agora o equipamento necessário era respiradores!
Onde estavam? Não estavam!
Ai veio: o isolamento social, a quarentena, o lockdown, os placas dos carros, que se não serviu para nada, muitos donos de veículos tiveram que decorar o n.º da placa ou, pelo menos, o último número: se par ou impar.
Enquanto isso as brigas internas começaram e não acabaram. Até o vice-governador desapareceu depois de assinar uma portaria que o levou à desmoralização perante os agentes do Governo Estadual.
Agora 30 de junho é o limite. Limite de que? De quem? Até lá muitos empreendedores já quebraram e a vaga de emprego sumiu, deixando ao desespero quem ali estava empregado.

domingo, 3 de maio de 2020

Não aconteceu o achatamento prometido da curva


Rodolfo Juarez
Até agora as autoridades públicas que têm como obrigação precípua cuidar do bem estar da população não têm conseguido ser eficaz no atingimento das metas que estabelecem para enfrentar o vírus chinês, o novo coronavírus.
Apesar de ter tido um tempo para montar as barreiras, definir as trincheiras e identificar os abrigos, as ações tomadas foram muito tímidas e deixaram flancos abertos por onde o inimigo se infiltrou e fez o combate corpo-a-corpo pegando todos desarmados e despreparados para um briga, imaginem para uma guerra.
Não levaram em conta o treinamento e a preparação da população para o embate!
Os “generais” preferiram elaborar sozinhos, as medidas restritivas que adotariam, sem levar em consideração que o inimigo comum poderia resistir mais tempo além daqueles enigmáticos 14 dias. As medidas locais foram adotadas segundo as experiências tomadas na China e na Europa, e sob as confusas propostas da Organização Mundial da Saúde (OMS), instituindo as barreiras sanitárias.
Por aqui, no estado, e em Macapá não se lida, há muito tempo, com as questões sanitárias, provavelmente as mais precárias do Brasil, com uma população que vê o esgoto passar na sua porta, ou por baixo de sua casa e a água tratada não chega para mais da metade da população da capital, além de abrigar o maior índice nacional de desempregados.
Claro que parar compreender tudo e o que chega de repente, a população precisaria de suporte especial para que a população que ganha, a cada dia, o dinheiro para a alimentação do dia seguinte, para que pudesse ficar em casa com, pelo menos o que comer durante os 14 dias da quarentena.
Por isso o “fique em casa” acabou não dando os resultados anunciados de que bastaria passar 14 dias em quarentena e todos se livrariam do vírus. O procedimento desejado foi batizado de “isolamento social”, isso para um povo que demonstra preferir a Democracia a qualquer outro regime, por causa da liberdade.
O isolamento social funcionou – e olhe lá -, para aqueles que são funcionários públicos e têm assegurados os seus salários no fim do mês ou pelo menos pensam assim. Também para os empresários que desenvolve atividade considerada essencial, que pode manter o seu caixa aberto e entrando dinheiro.
Houve a proibição da aglomeração de pessoas e ai os problemas se agigantaram porque ninguém se preocupou com um plano que tornasse possível o isomanto social e a não aglomeração, com a população tendo que ir ao banco, ao supermercado, à farmácia e a outros locais que entraram na lista de atividades essenciais.
A promessa de achatar a curva não se confirmou. A curva, infelizmente continuou convexa, subindo, e ainda sem qualquer garantia de quando a curva começará achatar, a população voltar a vida normal e as autoridades selecionarem a parte que lhes interessa para colocar no relatório que vai precisar para justificar os gastos extraordinários.
Todos sabiam que o sistema estadual de saúde apresentava péssimas condições de atendimento. As reclamações acontecem há anos, feitas por aqueles que contaram com o atendimento e não o tiveram.
Então, o que esperar?
Milagre?!
Nem equipamento de proteção individual os profissionais de saúde, que atuam na linha de frente, no combate às doenças instaladas, dispõem. Os centros de tratamento intensivo estão sucateados. Exames, inclusive de sangue, não são feitos na rede estadual de saúde, sabe-se lá por que. A situação é conhecida e reconhecida pelos gestores estaduais e, obviamente, eles não seriam um bom recepcionista nesse momento.
Quanto o achatamento da curva, todas as projeções falharam.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Covid-19: Sem antídoto resta a sorte.


Rodolfo Juarez
Toda vez que somos desafiados a enfrentar um problema, a primeira providência é laçar mão dos meios conhecidos para equacioná-lo e resolvê-lo. Mesmo nessas circunstâncias, a primeira providência é equacionar. Não é resolver!
Quando se tem um problema para resolver e não se conhece a fórmula e a estratégia para encontrá-la, o racional é que se estabeleça uma linha lógica para elaborar a fórmula para aplicá-la na solução do problema. É o lógico!
Agora, quando não se dispões da fórmula e nem do conhecimento para elaborá-la não adianta dar nada como definitivo, senão os resultados serão desastrosos e o cenário fica cada vez mais complicado, não admitindo tentativas. É o racional!
O novo coronavírus se trouxe alguma situação conhecida, além da agressividade da covid-19, está toda concentrada no vocábulo “novo” e na exata forma definida nos mais simples dos dicionários.
O novo coronavírus foi o desafio do século para os gestores públicos de todo o mundo. Que sendo oportunistas, viram na primeira hora uma oportunidade de se mostra  para a população e angariar créditos políticos futuros para a próxima eleição.
Irresponsáveis, cada um saiu com uma regra preventiva e salvadora, para enfrentar o que foi definido como “maior inimigo”. Os governantes brasileiros mostraram,cada um, sua credencial e começou o maior quebra-pau.
Quebra-pau ai no sentido de briga virtual, cada um no seu púlpito, sentado ou de pé, completamente despido do que entendem por respeito, hierarquia e compromisso com a população que passou a ser usada como massa de manobra, mais uma vez.
Quando espocou a bolha e se definiu a questão como um problema de saúde, se passou a ouvir as orientações de outra fonte, tida como boa e oficial, mas também despreparada e oportunista – o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Não sabia de nada. Sabia só que estava ali pelos conchavos políticos e demorou em declara que o assunto era de pandemia, quando mais de 100 países se debatiam para salvar o que pudessem, inclusive o Brasil.
Ai os governadores fizeram carta de apoio, carta de repúdio, desentenderam-se sobre o comportamento, e voltaram para o lugar comum – declarar dificuldades e dizer que precisavam de dinheiro da União para fazer alguma coisa.
Afinal, o que é um governar?
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, governar é exercer o governo, ser responsável pela administração dos vários setores de um Estado, de um país, ou de uma organização; administrar, gerir, dominar, imperar, conduzir, dirigir, pilotar.
Não tem nenhuma referência em pedir dinheiro da União para fazer o que deve ser feito por obrigação funcional, para honrar o cargo que recebeu da maioria de uma população que confiou no dia da escolha.
Mão é isso que quer. Quer gastar e gastar sem regra a seguir!
A primeira providência que toma, antes mesmo de lavar a boca quando acorda, é orientar para que seja feito um decreto, com a máxima urgência, para assinar e publicar, tendo o decreto nas suas permissividades, aceitar, permitir ou tolerar o que, normalmente, em outros documentos públicos não seria tolerado, permitido ou aceito.
Abre-se a porta para superfaturamento, entre outros tipos de ilícitos, nas compras com dinheiro público e, de preferência aquele que vem da União porque o que já está na caixa do Tesouro do Estado, ou já está destinado, ou já foi gasto com o tacho ficando totalmente raspado.
E o vírus? Bem, desse salve-se quem puder!
Povo sem trabalho fica sem dinheiro e a ajuda oficial vem pelo banco. Para receber tem que ter e saber operação avançada para baixar o aplicativo, tem que ir ao caixa do banco para receber. Isso sem aglomeração – como se fosse possível -, pois o “dono” do Tesouro Nacional não confia em entregar o dinheiro para o “dono” do Tesouro Estadual (???).