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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A responsabilidade está com a equipe técnica da Prefeitura de Macapá


Rodolfo Juarez
Depois de tanta falta de dinheiro e de tantos problemas, tenho a impressão que a cidade de Macapá tem de volta a oportunidade de se atualizar com os contribuintes e a população em geral.
O empenho do senador Davi Alcolumbre e o comprometimento que demonstra ter com a população amapaense, renderam, no apagar das luzes e na “raspa do taxo” dos ministérios do Desenvolvimento Regional e do Turismo, a disponibilização de um pouco mais de R$ 83,2 milhões de reais para aplicação no sistema viário de Macapá e na construção de um elevado no cruzamento da Rodovia JK com a Rua Hildemar Maria.
A consequência foi a assinatura dos contratos respectivos com um dos agentes financeiros dos recursos do Tesouro Nacional, a Caixa Econômica Federal, para admissão dos projetos de engenharia e a respectiva liberação dos recursos conforme o cronograma aprovado e que integra o contrato.
Ainda não se falou na contrapartida do Tesouro Municipal, entretanto é possível o dimensionamento dessa contrapartida com apropriação das horas trabalhadas e pagas pelo município aos seus técnicos, aqueles envolvidos nos projetos, o que, em tese, cumpriria as recomendações dos órgãos de acompanhamento da aplicação das verbas oriundas da União.
Até agora o papel destinado aos políticos da bancada federal está sendo muito bem cumprido por alguns deles, bem como pelo prefeito da capital, a expectativa está agora por conta da equipe técnica da Prefeitura de Macapá que passará ter uma exigência que não estava planejada, muito embora faça parte de suas atribuições.
Acontece que os técnicos envolvidos, principalmente os do município, já estão com uma carga de trabalho que, segundo eles mesmos, atinge ao limite do seu tempo, e ainda têm, além das incumbências estritamente técnicas, a responsabilidade administrativa, não apenas em gerir o processo, mas também em estar atendo ao cumprimento das exigências legais.
Outro ponto que é relevante para a administração dos projetos é o relacionamento com a equipe técnica da Caixa Econômica que, em regra, tem definições de parâmetros muito mais rígidos para liberação dos recursos do que aqueles constantes das rotinas internas da administração municipal.
A sintonia fina entre as equipes da administração municipal precisa estar ativada. Não pode haver ruído entre as medições das obras de engenharia efetivamente realizadas e as do controle administrativo para liberação dos pagamentos das empresas executaras das obras.
Neste ponto deve-se, principalmente e neste momento, atenção especial para os responsáveis pela seleção das empresas que vão executar os serviços especificados pela área técnica de engenharia da prefeitura. Desde os editais de licitação, passando pelo processo de seleção da empresa executora e a contratação, há de se ter um rígido controle para que esse momento não implique: 1) na ordem de serviço; e 2) no inicio da realização do objeto contratado.
É preciso haver um entendimento perfeito entre a autoridade gestora e as equipes responsáveis pela consecução de cada um dos contratos, respeitando a capacidade de trabalho e a habilitação de cada um.
Já tivemos experiências desse tipo, tanto no Governo do Estado como na Prefeitura de Macapá, que os objetivos não foram atingidos por sobrecarga ou especificidade de equipes de trabalho.
Alerta! Neste momento vale lembrar as várias experiências com os recursos do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Um bom sinal


Rodolfo Juarez
Fazia algum tempo que não lia uma notícia decorrente de uma movimentação no setor público que pudesse animar a mim e à população, como aquela que foi divulgada na semana passada pelos jornais, sites oficiais e redes sociais, dando conta de que o governador do Amapá e o prefeito de Macapá, tinham encontrado motivação para debater problemas que são comuns aos dois gestores e que se complementam na medida em que são planejados e executados.
Confesso que não vi boa vontade no semblante dos auxiliares que estiveram participando da reunião, além do governador e do prefeito, bem como senti falta de auxiliares importantes para que houvesse um encaminhamento na direção das ações conjuntas que foram consideradas de emergência, como é o caso dos técnicos da secretaria de estado da infraestrutura e da secretaria de estado dos transportes, ambos do Governo do Estado.
Apesar de não ter sido nada voluntário ou de iniciativa de qualquer dos dois gestores, o encontro pode ser considerado bom porque compromete ambas as partes e dá esperança para a população, considerando os resultados que poderiam sair de ações conjuntas entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Macapá.
O encontro foi em decorrência da intervenção do Ministério Público Estadual no caso das creches que o governo construiu na zona norte e que estão sem atender a comunidade devido a essa falta de entendimento que, no caso, é a definição da gestão das creches, se do Governo ou da Prefeitura, e de como se faz a lotação do corpo docente e se responsabiliza por ele que, neste caso, é necessariamente especializado e com profissionais preparados para a lida do dia-a-dia com as crianças.
Por isso, os outros temas anunciados ficaram soltos, mas como são de grande necessidade da população, todos de muito interesse, senão vejamos:
Rodovia Duca Serra e Rodovia JK, ambas classificadas como rodovias estaduais e que, por isso, têm a manutenção sob a responsabilidade do Governo o que ocorrido em momentos diferentes daqueles que são importantes para as programações elaboradas pelo município como, por exemplo, o Macapá Verão.
A iluminação pública, que é de responsabilidade da Prefeitura, é também um elemento importante para a segurança pública, esta de responsabilidade direta do Governo do Estado. Isso precisa ser coordenado para melhor utilização dos recursos escassos do município.
Asfaltamento. Apesar da cobrança permanente da população diretamente para a Prefeitura, o endereço do Governo do Estado e da maioria dos seus órgãos é em Macapá e é preciso que o Estado tenha um programa de asfaltamento para os núcleos urbanos e não apenas suporte para as contrapartidas às emendas parlamentares que, na maioria dos casos, necessitam de complemento financeiros para que os projetos sejam executados.
Ainda se falou na reunião de saneamento, limpeza e revitalização de praças, ciclovias e do hospital de trauma, todos serviços e obras de grande importância para a melhoria da qualidade de vida da população local e uma necessidade para que as lamentações sejam, pelo menos, minimizadas.
Para que essas coisas não fiquem apenas na boa-vontade, se é que existe, e nas fotos das reuniões, é necessário que haja um envolvimento das equipes técnicas para a elaboração de um plano de trabalho que se transforme a ação em prioridade das gestões. Os resultados políticos serão oferecidos pela população que ainda não acredita, mas que pode passar a acreditar.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Jogo de xadrez

Rodolfo Juarez
O prefeito municipal de Macapá escolheu o momento certo para apresentar ao governador o Estado do Amapá as suas principais necessidades, considerando o encerramento do período chuvoso e a chegada do período sem chuva, onde o trabalho a céu-aberto é possível e muito mais em conta.
Apresentou o prefeito, vários planos ao governador, mas deu destaque para as necessidades com relação à restauração, recuperação e construção de vias; o término da construção do Hospital Metropolitano e, noutra área, os custos do programa da parte da educação básica que está sendo executado de forma compartilhada.
São tantos os outros casos, mas esses dois simbolizam o clamor da população que está querendo ver serviço, não os serviços que atendam a pontos isolados da sociedade, ou que resolvam pontos específicos e de grupos de pessoa.
Não tem como negar o apoio.
No caso e na oportunidade, diferenças partidárias, políticas, ideológicas ou históricas não contam. O que conta é o momento que a população está vivendo, ainda mais quando, historicamente o serviço de asfaltamento das vias dos núcleos urbanos amapaenses é executado com verbas do orçamento do Governo do Estado e soba a orientação técnica dos agentes públicos pagos pelo tesouro do Estado.
O mesmo ponto de vista pode constituir a avaliação dos serviços para conclusão da obra do Hospital Metropolitano na zona norte da cidade de Macapá.
Um prédio que já deixou de ser o “hospital do câncer” para ser hospital metropolitano e que mesmo assim, apesar de ver o tamanho das necessidades financeiras crescerem para a conclusão das obras do prédio, não manteve a motivação inicial e se encontra parado, muito embora coma justificativa de estar pronto e aprovado o projeto remodelador faltando os recursos para que as obras sejam retomadas.
Não falou o prefeito de limpeza da cidade, de auxilio para realizar o Macapá Verão 2015, de recursos para tapa-buraco. Esses “projetos” municipais já saíram de moda e, mesmo assim, deixaram uma série de problemas que os gestores não estão dispostos a resolvê-los em curto prazo.
Então que se cuide do asfalto e da obra do hospital metropolitano.
Nenhum dos dois dirigentes falou na obra do Shopping Popular, até agora o maior engodo oferecido à população, tanto pela administração municipal, como pela administração estadual, em um “deixa-que-eu-chuto” de fazer inveja para qualquer descuidado ou preguiçoso social.
É claro que os planos apresentados pela Prefeitura de Macapá precisam estar em condições de receber emendas, definição de prioridades e utilização de materiais adequados.
Desta feita não vai dar para o prefeito sair medindo a espessura do asfalto, falando o que não sabe e afirmando o que não tem nenhuma certeza. Mas é preciso convencer tecnicamente o governador de que o tema não será utilizado como mote para a campanha eleitoral de 2016, afinal, os planos dos gestores do governo passam pela prefeitura de Macapá, exatamente onde está Clécio Luís.
A opção pela população precisa estar muito clara e o entendimento de que esse não é o momento para sair capitalizando voto para 2016. Se entender assim, é possível que haja clima para iniciar a conversação, mesmo que a conversa seja “dourada” por expressões democráticas ou demagógicas e afirmações que “o momento não é para isso”.

E não é mesmo, o momento é de muito trabalho para aproveitar o período sem chuva, mas também agir sem enganação, falsidade e irresponsabilidade.

sábado, 7 de março de 2015

Macapá e seus problemas

Rodolfo Juarez
As autoridades municipais precisam ter cuidado com a cidade de Macapá. O tempo dedicado a ela não tem sido suficiente para responder aos seus problemas que, a cada dia, aumentam de tamanho e de complicação para os seus moradores.
O que se está fazendo pela cidade é muito pouco, muito aquém do que pode e do que precisa ser feito. Não se trata apenas de uma questão de falta de recurso para resolver as necessidades apresentadas pela urbi, mas sim de um compromisso verdadeiro, daqueles que podem mudar o rumo das condições da cidade.
Os problemas são apontados de forma pontual e assim são atacados. Claro que além da definição incompleta, acontece a solução parcial que representa uma pequena parte daquilo que, algumas vezes, poderia ser feito com o mesmo dinheiro, tantas são as repetições que se aplica para resolver o mesmo problema.
Macapá apresenta um problema crônico de expansão. A Prefeitura Municipal não conseguiu nos últimos 20 anos organizar a ocupação do seu sitio restrito, prejudicando o sítio expandido e, assim, dando oportunidade para os especuladores almofadinhas ou de chapéu de palha.
Macapá não cresce. Macapá incha.
Essa constatação além de ser grave, aumenta o desafio dos administradores que, ao que parece, mostram-se vencidos pela dimensão do problema e pela intensidade de suas consequências naquilo que a cidade precisa oferecer de retorno para aqueles que a habitam.
O tempo passa e os problemas, apesar de serem repetidos, aumentam de tamanho ou de intensidade. O caso do bairro que está sendo “engolido” pelo rio – o Aturiá – exemplifica o modelo desastrado que está sendo usado pela administração municipal que recebe em troca, o descaso contagiante de muitos moradores.
A falta de planejamento para o desenvolvimento urbano é evidente e, além de fazer muita falta para os administradores, os colocam em rumos e direções indefinidas e que, na maioria das vezes, levam a lugar nenhum.
O orçamento do município de Macapá é claramente insuficiente para suportar a carga de necessidades da cidade e nem mesmo os setores com menor exigência estão escapando das dificuldades alegadas pela administração.
As vias estão com uma capa asfáltica com mais de cinco anos, portanto vencida; essas vias urbanas – boa parte delas – sem meio fio, linha d’água, calçada e com o amontoado de terra nas suas laterais, mostrando as dificuldades que a administração tem para cumprir o papel elementar de cuidar da cidade como a boa técnica propõe.
As árvores que amenizam o calor da cidade foram plantadas na década de 60 e 70, quando a população era um oitavo da atual. Também nos últimos 20 anos não se plantou árvores obedecendo a um plano, muito embora a prefeitura tenha em seu quadro de funcionários, técnicos com formação específica para atender as exigências técnicas de uma ação dessa natureza.
A administração está politizada demais e a gestão está enfraquecida na mesma intensidade, implicando em dificuldades que precisão ser resolvidas para que os problemas sejam atacados com eficiência e continuidade.
A administração municipal atual prefere ter o apoio político da Câmara Municipal, mesmo que para isso tenha que evitar a atuação fiscalizadora dos edis que, se assim fizessem, poderiam colaborar com o desenvolvimento de Macapá.

Enquanto isso, o tempo passa, as administrações passam e os problemas urbanos aumentam, tornando-se mais fortes do que os administradores.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Macapá: orla do Aturiá pede socorro!

Rodolfo Juarez
Os moradores do Bairro do Aturiá, em Macapá, têm toda razão para estarem precavidos contra as informações que lhes são repassadas todas as vezes que ali vai um representante do setor público, seja do Estado ou do Município.
A sensação de abandono vem sendo construída ao longo dos anos e contada desde quando foram encerradas as obras de construção do Parque do Araxá, pois, naquele tempo, já se dizia que o passo seguinte seria dado com a construção do muro de arrimo do Aturiá que já passava por dificuldades.
Pois bem, o tempo passou, o rio avançou e as habitações foram sendo destruídas e os habitantes expulsos do local, deixando para traz toda uma história que precisava ser contada diferente e da qual não contasse com muitos capítulos da falta de consideração do Poder Público com a população do local e para a própria administração que sempre deve estar a postos para resolver esse tipo de questão.
A obra de construção do muro já foi prometida para ser financiada pelos recursos do próprio Tesouro Estadual, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC) e com recurso do contrato de empréstimo feito pelo Governo do Estado junto ao Banco de Desenvolvimento Econômico e Social. Nenhuma delas prosperou.
As licitações chegaram a ser feitas, as ordens e serviços foram entregues para a empresa que se habilitou a fazer a obra e que aceitou firmar o contrato, entretanto o andamento da obra é que não avançou ou quando avançou, não foi o suficiente nem para proteger a cidade do rio ou domar a água revolta que, valente, se joga sobre os barrancos.
Aqueda dos barrancos (em tese o que acontece ali) não é uma novidade para quem quer seja da Região Amazônia e não se trata de qualquer questão que não seja do conhecimento dos técnicos. Ao que parece a questão do Aturiá é de comprometimento dos gestores das áreas urbanas e de engenharia das secretarias afins, tanto do Estado como do Município.
Não pode o Município de Macapá ficar fora dessa discussão por se tratar de uma questão na cidade, onde os interesses precisam ser equacionados. E não pode também é tentar iludir a população (que até aceita os argumentos dos gestores), mas, o Rio Amazonas não entende isso e só conhece a sua regra e não esconde de ninguém.

É preciso e urgente que a área fim dos setores de engenharia, tanto do Governo como da Prefeitura ajam urgentemente, pois, não resta qualquer dúvida, que a situação dos moradores do local precisa de correção e eles, sozinhos, não dão conta de enfrentar o problema criado a partir do rio, mas permitido pelas autoridades públicas.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Feião com arroz

Rodolfo Juarez
Depois de passar a lua nova, que marcou um alto volume de chuvas na área urbana e suburbana de Macapá, é importante as autoridades municipais agirem de forma preventiva, para evitar prejuízos maiores para a cidade, que não vem recebendo a atenção adequada e, muito menos, as medidas de precaução que necessitam ser tomadas para enfrentar esse período de chuvas intensas.
São várias as áreas que precisam de cuidados emergenciais, além daquelas relativas aos pontos de alagamento, fartamente anunciados pela equipe da Defesa Civil, mas que não têm recebido o tratamento adequado ao ponto de evitar novos problemas ou, mesmo, cuidado para que a repetição não apresente as mesmas dificuldades, aquelas já conhecidas pela população e pela administração.
Alguns pontos precisam receber atenção para que os prejuízos não aumentem ou para que o equipamento volte a funcionar ou melhore o funcionamento, conforme foi prometido ou alardeado no dia da inauguração.
A Praça Floriano Peixoto é um desses exemplos.
Carecendo apenas de serviço de limpeza geral e manutenção de alguns pontos específicos, pode voltar a ser um ponto de referência da cidade. No momento apresenta um aspecto de completo abandono.
Outro ponto fácil de recuperar é o da área onde está o Complexo do Araxá. Além da recuperação das quadras de areia e a eliminação das poças que ficam depois das chuvas, é preciso que seja recuperada a rede de iluminação pública. Como está o local serve muito mais para a permanência ou refúgio de bandidos, do que para o lazer das pessoas que se acostumaram a ter o local como referência para encontros e bons momentos para degustar a culinária local.
A área que fica em frente à residência oficial do governador do Estado é outra que está completamente desfigurada. Apesar da vocação que aquele local tem para o lazer e caminhadas daqueles que precisam  em um local saudável para fazê-la. Nesse momento o local está impróprio e antes de ser saudável, apresenta dificuldades de toda ordem, desde às condições estruturais até aos riscos pessoais em ser assaltado no local.
Agora, o que é também urgentíssimo é a questão do muro de arrimo, calçada e vias da área da orla que fica entre o Igarapé das Mulheres e o Canal do Jandiá. Todo o investimento feito nas praças de contemplação, que têm inclusive torre de observação, pode ser completamente perdido se urgentemente, não for determinado uma ação de recuperação para o local. O preço provável dos serviços parece ser alto e estarem além da capacidade do Tesouro Municipal e, por isso, precisa de ajuda do Governo do Estado e do Governo Federal. Um assunto que está demorando demais e, assim, pode levar a prejuízos incalculáveis, tanto com relação ao funcionamento, como com relação ao dispêndio pecuniário, mas, principalmente para a cidade.
A responsabilidade daqueles que assumem a administração do município de Macapá não é apenas com as vias, as moradias, os alagamentos, com a limpeza pública, com o transporte coletivo, entre outros, mas, também, com a manutenção do que está feito na cidade sob pena de vir a ser responsabilizado pelos resultados.
Macapá precisa de atenção muito maior do que aquela que vem tendo atualmente, deixando a cidade visivelmente defasada, com relação à atual qualidade de vida da população, inclusive, daquela que já ofereceu aos seus habitantes.
Empenho, dedicação e compromisso dos atuais gestores, mesmo que canse pode servir de exemplo para aqueles que virão noutros mandatos e, certamente, com outras teorias e diferentes daquela que experimenta a atual gestão.

Não há tempo para experiências ou para testes. O tempo é do “feijão com arroz”.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Capa de chuva

Rodolfo Juarez
O prefeito de Macapá precisa prestar atenção no que está deixando acontecer com as pessoas, principalmente aquelas que moram mais afastadas do centro da cidade. As dificuldades nesse período chuvoso são muitas e diversas e estão além da possibilidade de defesa do morador.
Dificuldades para sair de casa, devido as condições da via; dificuldade para pegar o ônibus, pela demora e, até, falta de linha regular para atender a população; vias sem condições de tráfego para bicicleta, moto e até para carros; ligações regulares de energia sem condições de serem realizadas; a água do poço que usa está poluída; o posto médico não tem no bairro; nas escolas a dificuldades são desde o acesso à matrícula, até a presença dos professores e a regularidade da merenda escolar.
O que fazer em uma situação dessas?
É claro que tem o que fazer. A população, na sua imensa maioria é constituída de pessoas pacientes e compreensivas, mas que tem um limite dessa paciência e dessa compreensão. Basta o prefeito e sua equipe, sair do gabinete refrigerado, colocar uma capa de chuva e chegar até às casas e mostrar que está interessado em resolver os problemas.
De que adiantou as reuniões para elaboração do orçamento participativo?
Naquele momento a população falava de suas carências e, se não falou nessa, os técnicos e o próprio prefeito, teriam, como dever de casa, que saber.
As dificuldades são grandes. As perspectivas são nulas.
Há um descrédito na conta dos prefeitos que precisa ser, pelo menos, zerado, e para tanto a presença das autoridades é indispensável, insubstituível.
 Fazer propaganda de uma cidade que não existe ou que está apenas no sonho dos governantes é um erro imperdoável que precisa ser combatido dentro da própria prefeitura e, de  dentro para fora, pois, doutra maneira, o combate se consumará de fora para dentro, prejudicando a gestão que não vai poder planejar as ações e caminhar conforme a coerência das possibilidades administrativas.
As dificuldades são grandes e poderiam ser perfeitamente previsíveis para essa época do ano, nesse período de chuva, que, a bem da verdade, não está tão intenso como noutros anos e dando oportunidade para o administrador agir com coerência, planejamento e compreendendo a população.
Se não tiver plano nenhum para o combate às dificuldades, o melhor caminho é administrar junto com aqueles que estão passando pelas dificuldades. Eles sempre têm uma sugestão que, bem trabalhada, se torna viável, ou seja, exequível e dentro das possibilidades do município.
Esse período é também aquele em que o morador dos distritos, principalmente aqueles que ficam mais afastados, precisa de mais amparo. Ausentar-se dessas comunidades é desafiá-las a paciência delas que não são exigentes, mas sabem dos seus direitos e onde e quando eles podem exercê-los.
As rodovias municipais, as mais usadas pelos moradores dos distritos, estão em péssimas condições e a situação nada tem a ver com o passado tem, isso sim, a ver com o presente, com o agora.
Agir é o único caminho!
O agricultor, o pescador, o morador da área rural do município afinal, precisa conversar lá no local onde mora e não aqui no Gabinete. Aqui ele não vem e, se vir, será barrado pela secretária exigente e que só entende da agenda e da proteção ao prefeito, como se ele, o prefeito, não fosse o responsável pelo que é feito e o que não e feito dentro do município.
Nesse período o dia é mais curto, as noites são mais longas e os resultados, muitas vezes, não dão para cobrir as necessidades da família.
O problema que era da comunidade passa a ser individual. Cada um procura aplicar a solução que entende a mais razoável e que lhe dê condições de amenizar o sofrimento e o sentimento de abandono do poder público, pelo qual tanto lutou e no qual quase já não acredita.

As populações urbana, suburbana e rural estão vendo o tempo passar e as coisas não acontecerem conforme o prometido ou que sabem ser possível. Precisam, pelo menos, de uma explicação.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O urro do problema

O URRO DO PROBLEMA
Rodolfo Juarez
Em qualquer circunstância é importante - toda vez que puder -, o homem antecipar-se àquilo que pode trazer transtornos para a população e, assim, evitar as dificuldades decorrentes desses transtornos.
O administrador público precisa estar mais atento do que qualquer outro para a minimização dos riscos.
Se é assim, então porque não criar, se não tiver, as condições para enfrentamento do período de chuva que se aproxima e está “avisando” que não vai ser manso não, pelo contrário, ouve-se os urros por outras partes do Brasil?
Não seria nenhum exagero buscar organizar as medidas preventivas, preparando as equipes, adquirindo os equipamentos apropriados para aquelas ações e indicando à população o que está sendo feito e como ela contar em uma eventual ocorrência.
Estamos em dezembro, mês de festas, mas o gestor público não assume uma responsabilidade comum, pelo contrário, assume responsabilidade por pessoas e direitos dessas pessoas.
E quem está mais próximo do cidadão é a prefeitura municipal, mesmo sendo o município o ente federativo mais pobre e mais sobrecarregado, deixando os prefeitos nervosos, todo o tempo, exatamente por estar com o cronograma sempre no caminho crítico.
Mas o prefeito, quando se comporta bem, tem toda a população do seu lado, disposta a ajuda-lo a qualquer momento. Claro que essa ajuda fica mais difícil quando a mesma população não consegue ver no gestor municipal condições que mereça a adesão voluntária para o trabalho comunitário.
Um dos fatores que a população logo percebe nos gestores é o comprometimento com o resultado, a preocupação com a prevenção e o uso exclusivo da verdade.
Adotou esse modo público, garante o apoio popular.
Mas, enquanto isso é preciso prevenir-se.
Se não deu para lançar o asfalto nas vias, recuperar as praças e os parques, ou se a promessa feita por terceiros não foi cumprida, esclarecer é a melhora maneira de comunicar-se com a população.
As pessoas, por princípio, tendem a confiar na autoridade, mas, normalmente quando essa autoridade falta coma verdade para a população, por mais inocente que seja (se é que existe mentira inocente), nesse momento começa a perder o apoio, desviar-se dos encontros e de assumir as parcerias que interessam como parcerias.
Macapá, uma cidade de quase 400 mil habitantes é a capital do Estado, sede do município com mais de 400 mil habitantes e, portanto, com uma exigência que não deixa dúvida e que não permite mais ao prefeito acreditar no “conto da carochinha”.
Então, montar equipes de apoio conforme o levantamento que os técnicos da prefeitura dispõe, que os membros da defesa civil têm, para depois não ser preciso tomar decisão de afogadilho e sob pressão, pois nesse momento, agir é a insubstituível medida.
Não precisa fazer pacto com ninguém e nem com qualquer rótulo, precisa fazer um pacto com os agentes públicos municipais – secretários, diretores, chefes, etc. – para estarem atentos na hora, mas agora, antes da hora h, produzir os elementos necessários para que a população não seja penalizada por causa das “surpresas” pelo que se sabe que acontece todos os anos.
E é bom!
Afinal de contas, a população gostaria de ver o gestor municipal preocupado com a segurança pessoal de cada um e do patrimonial das famílias.

domingo, 10 de novembro de 2013

TEIMOSIA
Rodolfo Juarez
É preciso ficar claro que a obrigação e coletar, transportar e dar o destino final para o lixo doméstico de uma cidade é do prefeito do município dessa cidade. Para isso a população, que gera esse lixo doméstico, paga os tributos municipais nas suas diferentes formas.
Pretender transferir seja lá para quem for, a responsabilidade pela coleta, o transporte e a destinação final do lixo doméstico é uma decisão que está na lista de atribuições e iniciativas do gestor municipal.
Em Macapá, a capital do Estado do Amapá, o problema da coleta, transporte e destino final do lixo vem se constituindo em um embaraçado processo que desafia os prefeitos, a paciência e a saúde dos moradores, que já parecem cansados de reclamar e já não têm confiança naqueles que assumem a responsabilidade de resolver o problema.
Já faz mais de um ano que o setor da limpeza pública macapaense entrou em crise. Nesse tempo os contratos de emergência não asseguraram qualidade e continuidade para a realização daqueles serviços.
Ora, quando a atual administração municipal assumiu a prefeitura no dia 1º de janeiro de 2013 recebeu, com destaque, esse problema “no colo” já sabendo, desde a transição, que a situação era delicada e precisava ser enfrentada com urgência.
Pois bem, estamos nos meados do décimo primeiro mês do ano e, até agora, ainda não foi concluído o processo licitatório para escolha de uma empresa para realizar aqueles serviços. Enquanto isso, a prefeitura paga, mensalmente, para uma empresa realizar um serviço que não atende o padrão de qualidade mínimo e mantém uma insegurança permanente para a administração e a empresa.
E a administração segue sem ter condições de equipar-se para suprir as necessidades emergenciais, alegando que precisaria de pessoal qualificado e equipamento adequado que é caro para adquirir e manter.
Por tudo isso o desgaste avança e, daqui a pouco, começam a surgir as marcas que serão impossíveis de serem reparadas, uma vez que provocadas, principalmente, pelo grau de insatisfação da população que, por mais compreensiva que seja, não aceita esses erros, em sequencia, que dão margem para paralização do processo de escolha de empresa.
O assunto é demais sério para ser deixado pendente. Além disso, escancara as dificuldades que a administração municipal tem para elaborar um edital e realizar uma licitação onde não haja margem para que as decisões sejam atacadas pelos que se sentem prejudicados.
O lixo amontoado nas ruas continua sendo um problema da prefeitura. Não cabe a justificativa de que o processo foi parado pelo Judiciário. Afinal de contas esses erros não podem se repetir tanto, pois, pelo menos no casso da coleta de lixo domiciliar, se trata de um assunto que tem implicações na saúde da população, no aspecto da cidade e no grau de satisfação do povo.
O erro foi detectado e o único jeito é assumir a responsabilidade pela correção e logo, e rápido.
Quando mais tempo passar sem a definição da empresa que vai coletar o lixo da cidade, mas frágil fica a confiança da população nos administradores, uma situação que não é desejada por ninguém, pois, nesse clima, as soluções parecem mais complicadas e as ações mais propícias às dúvidas.

O erro faz parte da rotina de todos aqueles que agem, mas continuar errando indica que além do erro há viés de descuido, desleixo e pouco caso ou teimosia.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Dever de casa

Rodolfo Juarez
Os administradores do Município de Macapá já começam a sentir os efeitos do que prometeram e não conseguiram fazer, desde o dia primeiro de janeiro.
A paciência da população já não é a mesma e a desconfiança já começa a tomar o lugar da esperança que foi alimentada pelo novo prefeito e que invadiu o subconsciente do povo sempre disposto a dar crédito ao novo.
A sabedoria daqueles que elaboram o atual sistema de gestão pressupõe que as falhas dos gestores não sejam decisivas ou a ação não seja demorada demais para que não abalem a fé e o crédito daqueles que se mostraram dispostos a testar um dos que se apresentou para resolver o problema ou, pelo menos, tentar.
Ninguém duvida que os problemas da gestão e seus processos são muitos e de bom tamanho, mas também ninguém esquece que as propostas, voluntariamente apresentadas indicavam a solução para aqueles mesmos problemas e que os planos elaborados pelo candidato pareciam coerentes e factíveis.
Mas é preciso agir!
Passar para a população que, apesar de tudo, a disposição continua a mesma, que a vontade de resolver os problemas ainda não foi abalada e que todos podem continuar confiando.
Mas é preciso entender!
A população não está satisfeita com os resultados. Ela precisa ver um mínimo daqueles resultados prometidos para esse tempo e que esse mínimo precisa que ser alcançado. Não é razoável esperar que a população esteja disposta a apoiar as justificativas que eventualmente estão sendo dadas.
Mas é preciso sair!
Não dá mais para se contentar vendo o prefeito e seus auxiliares pela televisão, rádio ou jornal, argumentando dificuldades e palestrando sobre projetos que não saem do papel ou das gavetas.
Mas é preciso encarar!
Por mais que os problemas sejam maiores do que a capacidade que tem o município de resolvê-los é preciso encará-los e encarar a população. Ela quer ver e sentir esses problemas, quem sabe, colaborar para encontrar a solução.
Mas é preciso decidir!
Decidir por caminho que não pode deixar de lado a capacidade de cooperação que tem o povo. Afinal de contas é o povo que sente, na pele, todos os resultados, sem exceção, e nesse tempo são raros os bons resultados e pujantes aqueles que não interessam ou que se apresentam inesperadamente.
Mas preciso dizer!
Dizer que falta dinheiro, apoio, parceria, entendimento e até oportunidade para agir, entender, sair, encarar e decidir. Mas que, mesmo assim, continua confiante e que não falta disposição e coragem para enfrentar, além do que não há qualquer chance do medo prevalecer e encurralar, na prefeitura, o prefeito e seus auxiliares.

É importante sair às ruas, saudar o sol, afinal ele está ai por seis meses, contribuindo com a administração, dando chance para que ela deslanche, conquiste o povo, para depois, com paciência e autoridade, saudá-la com respeito e com a certeza de que fez o dever de casa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Olho no olho

OLHO NO OLHO
Rodolfo Juarez
Está evidente que a atual administração municipal que se propôs a enfrenar os problemas da cidade e do resto do município de Macapá, precisa se comunicar melhor com o contribuinte e com toda a população.
Diferentemente do que ocorre com o Estado, onde a criatividade administrativa é mais peada, o município precisa que os seus dirigentes sejam inventivos, atentos ao dia-a-dia da população e afinada com as expectativas dela.
No Estado o suporte orçamentário, definido por uma receita muito mais robusta, exige muito mais uma boa execução do que a luta permanente pelo aumento da arrecadação, muito embora conte com uma equipe mais treinada e principalmente, melhor paga que a do município.
O município trava uma luta diária e permanente para alcançar o nível de receita prevista no orçamento, além de trabalhar o convencimento do desconfiado contribuinte que já se considera explorado pelo sistema tributário nacional e, portanto, sem qualquer margem para aceitar novas parcelas tributárias municipais.
Por isso, receber os tributos municipais se torna um desafio para os administradores da área, para o contribuinte, a avaliação é que se trata de um castigo, considerando o pouquíssimo retorno que vê se concretizar para a população que, cada vez mais se sente prejudicada e não recompensada pelo que faz todos os dias.
Os empresários, ou pelo menos a imensa maioria deles, compreendem que o pagamento do tributo é o meio que possibilita a melhoria da qualidade de vida de todos, inclusive deles mesmo, como cidadãos ou membros da comunidade.
Nesse cenário, entretanto, o espaço para compreender os problemas da administração municipal na comparação com os problemas da empresa que dirige, torna-se reduzidíssimo o que levanta uma barreira entre os administradores e os administrados, aqueles sentindo a falta da receita e estes, sentindo-se sem condições de buscar qualquer coisa no “fundo do tacho” que já está completamente raspado.
Resta para os atuais administradores municipais partirem para a aproximação do contribuinte, explicando o momento e mostrando como está gastando cada centavo, sem temer qualquer coisa, pois, no começo do mandato isso é possível e principalmente no primeiro ano da gestão.
Quando o gestor enclausura-se, desconfiando de tudo e de todos, resta-lhe a incompreensão principalmente pela falta de comunicação, de olhar no olho do contribuinte e deixar que esse contribuinte olhe no olho do administrador.
Se existe o problema, o primeiro passo é conhecer todos os seus detalhes e as suas influências. Por mais difícil que seja a situação, não há solução para qualquer problema que não seja identificando-o e, se possível, deduzindo uma fórmula para que qualquer um, conhecendo a fórmula, possa resolvê-lo.
O prefeito, o vice-prefeito, os secretários municipais, os diretores de departamentos, chefes de divisão e todos os funcionários públicos municipais precisam fazer parte do time que precisa vencer a maioria dos problemas para poder chegar ao final do ano em condições de garantir o título ou, pelo menos, uma classificação honrosa.
O município de Macapá já vem sendo sacrificado pelos resultados anuais obtidos há bastante tempo e, agora, precisa da energia de todos para encontrar a melhor fórmula de iniciar a sua recuperação.
Se não há tempo para isso é preciso que se crie esse tempo, o que não é mais aceitável é assumir a condição do caracol que, quando é desafiado no seu avanço, se recolhe à sua carapaça.


sábado, 18 de maio de 2013

A indesejada espiral

Rodolfo Juarez
Aqueles que aceitaram a incumbência de administrar o Município de Macapá, se não sabiam, já sabem agora, que a situação do município é crítica, muito menos pela omissão dos gestores do que pela inação deles mesmos.
A sede do município, Macapá, a capital do Estado, pode ser a passageira principal dessa indesejável espiral em que entrou a cidade e que a está sendo empurrada para uma posição de onde os esforços poderão ser muito grandes e demorados para tirá-la desse perigoso estágio onde até a autoestima está sofrendo os seus abalos.
A responsabilidade do prefeito Clécio Luis e de sua equipe é muito grande. E, até, se tiver que abdicar de seus projetos pessoais para conseguir colocar a cidade em rota de retorno à normalidade, vale muito a pena.
Os projetos prometidos não foram iniciados e, quem sabe, não saíram na zona da vontade do prefeito e da equipe, sendo mantidos pela inércia devido a falta da quantidade de força necessária para movimentar a roda do sucesso.
Recuando há oito anos, desde o tempo da reeleição do prefeito João Henrique e por todo o mandato do prefeito Roberto Góes, a cidade precisa parar de andar de marcha-ré, retornar à sua realidade, muito desejada pela população que busca alternativa, todas as vezes que lhe é dada oportunidade.
Ninguém tem o direito de punir mais esta cidade de Macapá do que ela já foi punida. Pode ter sido até de forma involuntária, mas foi severamente punida, pelo abandono de suas premissas e de suas vocações.
Dá a impressão que os administradores perderam o combate, apesar de ainda estarem dentro do ringue, esperando o último soco para ir a nocaute. Mas se isso for permitido, será uma traição, aliás, uma traição monumental, pois, ao contrário dessa realidade, foi prometido para a população um especial empenho para que a recuperação da qualidade de vida na cidade de Macapá.
Não se trata nem de amor, mas sim, de compromisso, comprometimento e resposta às questões que, todos os dias são feitas sob a forma de reclamação, lamentação e muita tristeza.
Apesar de serem muitas as necessidades da cidade, ainda há tempo para começar.
Claro que não será possível, em quatro anos, resolver os problemas criados e permitidos durante mais de oito anos, mas é preciso começar, é preciso dar o pontapé inicial para que se descubra o que está por baixo da manta do desprezo, do lençol da ingratidão.
Recuperar a vontade pelo trabalho, mostrar a disposição pelo começo e encontrar as pessoas que podem ajudar sem imaginar a próxima campanha eleitoral, ficar preocupado com a quantidade de voto que precisa para eleger-se ou a conquista do poder com uma ação dentro da cidade, mesmo que seja em desacordo com as necessidades atuais.
O tempo, se começar agora, vai mostrar que os administradores de agora precisam de dez anos para arrumar a cidade e não esquecer que, se não der condições para os moradores da área rural, quando estes sentirem Macapá melhorando ou em vias de melhora, virá para a cidade que, no momento, já não lhe atrai ou motiva, porque não tem as condições do campo e apresenta a mazelas da cidade.
Amar Macapá acima de tudo, respeitar os seus habitantes, tornar eficaz a execução do orçamento, aplicando bem as suas dotações, pode ser a motivação mágica da satisfação, do prazer e da alegria de viver.
Doutra forma e se não encontrar disposição é só esperar o tempo passar para ficar marcado como mais uma equipe que falhou, não deu conta e embrulhou os problemas para que outro tente desembrulhá-lo e resolvê-lo. 

domingo, 5 de maio de 2013

Quatro meses e ainda não saiu do lugar

Rodolfo Juarez
Continua lento demais o trabalho da Prefeitura Municipal de Macapá, mesmo considerando todos os problemas que a administração que assumiu no começo do ano encontrou.
Nenhuma mostra de que a disposição apresentada durante a campanha e mesmo durante o período da transição tenha se manifestada nesses primeiros quatro meses da administração do prefeito Clécio Luis.
Se continuar assim, corre o risco de entrar para a história como a administração que passou o tempo todo planejando ou que passou o tempo todo se preparando.
Já tem tempo suficiente para entender como funciona a administração.
Já deu para observar os pontos críticos que precisam ser resolvidos pela prefeitura, sendo inadiáveis algumas providências, que continuam preteridas até agora, e que começam a preocupar os próprios agentes municipais.
É claro que é preciso adotar providências inovadoras, que possa trazer modernidade e capacidade operacional à prefeitura, mas também, é preciso que os serviços comecem, mesmo que tenham que ser conforme o tradicional, o convencional ou mesmo o possível com o equipamento, o conhecimento e a equipe que tem.
A experiência das tais bolinhas que estariam no asfalto milagroso, fornecido por um “empresário desinteressado” embalado em saco de 20 quilos, que não precisava de mais de duas pessoas para tapar os buracos das ruas e avenidas da cidade, com a “explosão nuclear” que foi explicada pelo próprio prefeito nos meios de comunicação, e que não deu certo, já bastaria para confiar, também, no tradicional. Afinal é da forma mais que tradicional que está sendo realizado o serviço de tapa-buraco agora, com detalhes que não prioriza a segurança dos trabalhadores.
Mas a surpresa não foi só essa, certamente!
Na educação, a capacidade de atendimento do município de Macapá àqueles alunos que estão cursando o ensino fundamental, obrigação direta da municipalidade, deixou de fora mil e quinhentos alunos, revelando que a realidade precisaria ser posta em evidência.
Para esse caso, o da educação municipal, houve tempo suficiente para “descobrir” o déficit entre a oferta de vagas e a quantidade de alunos que estavam aptos a ocupar essas vagas, com o agravante de que, no sistema, não há alternativa para os pais, que se viram obrigados a aturar, destacando os direitos da criança, como se isso não fosse uma obrigação dos gestores.
Os serviços de saúde que o sistema entrega aos munícipes macapaenses, apesar de ter sido mantido em estado de emergência, segundo as informações vindas dos administradores estaduais do setor, os postos médicos continuam não cumprindo o seu papel, fazendo com que o pronto socorro e os demais hospitais, principalmente de atendimento infantil, estejam superlotados e com as agendas médica indicando que o serviço, na base, não está sendo prestado como a cartilha manda.
Na área de obras, até agora, apesar do esforço que está sendo feito na unidade municipal, as notícias que se tem é de que falta quase tudo em relação aos insumos necessários para que a unidade municipal saia para as ruas e enfrente os problemas.
O trânsito, com índices ascendentes de acidentes, mostra a precariedade do serviço de manutenção, seja na sinalização luminosa, seja na sinalização vertical e horizontal, principalmente esta onde, até agora, não houve qualquer reconhecimento da melhoria prometida.
Alem disso, outros setores continuam patinando ou emperrados, mostrando que ainda precisa de mais dedicação e arrojo para que os resultados apareçam.
O fato é que a administração municipal do município de Macapá, precisa melhorar e muito. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

GEA/PMM: As chances da parceria

Rodolfo Juarez
Foram 90 dias de conversa, alguns atritos, malentenditos, mas, agora, ao que parece tudo começa a se encaminhar no rumo dos objetivos que foram traçados.
Claro que não irá a lugar algum se não for trabalhado os elementos necessários que possam fornecer um cronograma, onde as tarefas de cada ente estejam listadas e as metas perfeitamente definidas.
Não é pedir muito. É que no serviço público não tem outra forma. É assim, não prevalece a boa vontade, prevalece a boa gestão e, quase sempre, boa vontade não implica em boa gestão.
Mesmo para as três prioridades definidas – tapa-buracos, melhoria no atendimento básico de saúde e limpeza da cidade -, considerando a situação em que se encontram as ruas, a confiança e o sistema de limpeza da cidade, os estudos devem apontar para soluções que precisarão de tempo maior do que o resto do mandato do governador Camilo e todo o mandato do prefeito Clécio.
Mas fazer pelo menos uma parte, nesse tempo que está muito curto, já renova a esperança de que Macapá volte a ser cuidada conforme precisa e não se conformar como uma das opções que nem consta da lista de prioridades nem da Prefeitura e nem do Governo.
Entender o que precisa ser feito, o tempo e a quantidade de recursos que são necessários para alcançar as metas deve estar nos pontos de amostragem dos dois gestores, despertando o compromisso que cada um deve ter com as necessidades que haverão de se impor e que precisam ser compreendidas, independente das vontades ou das vantagens que, quem quer que seja, possa usufruir.
Entre as três prioridades definidas, não dá para eleger uma que possa ter preferência sobre a outra, mesmo sabendo que uma não implica na outra.
O serviço de tapa-buraco pode até ser o mais urgente, entretanto atende a uma parcela menor da sociedade. O mesmo acontece com a melhoria no atendimento no sistema básico de saúde, com uma particularidade, a melhoria, caso se confirme, despertará um gigante que está adormecido – a confiança no próprio sistema que, no momento, não detém a confiança da população, que está a exigir provas de que as ofertas podem mudar.
O serviço de limpeza pública não pode se limitar aos mutirões, como cabia há pouco tempo. Acontece que a população de Macapá já não se convence com os paliativos, compreende as segundas intenções dos políticos.
Os contribuintes que moram aqui já fazem a leitura das suas responsabilidades e das responsabilidades dos gestores. Então não adianta colocar roçadeiras, caçambas e pás carregadeiras, como se fazia até a década de 90. Agora o trabalho não pode ser assim, esse trabalho é parte de um todo muito maior, que vai desde as considerações com o meio ambiente até à mobilidade urbana, esteja na parte da cidade em que estiver a necessidade da população.
As notícias dadas pelas redes sociais a propósito dos canais – elementos essenciais no processo de limpeza -, dando conta de que a construção ou condicionamento deles estava parado há mais de 10 anos, é um ledo (ou proposital) engano. Não se melhora as condições dos canais que recebem as águas da chuva em Macapá, dede 1995, quando foi paralisada a obra de construção do Canal do Jandiá.
Desde aquela época que não se trabalhou a melhoria do sistema de drenagem da cidade, na parte possível com a utilização dos canais naturais. Os canis são importantes para a construção das vias urbanas de cidade. Barateia os custos.
Se o compromisso da parceria, entre o Governo e a Prefeitura de Macapá, foi firmado com objetivo diferente do que foi anunciado haverá muitas dificuldades para as metas serem atingidas. Agora, se os objetivos forem apenas para melhorar a aceitação popular do governador e do prefeito, então as chances de sucesso serão reduzidíssimas.

segunda-feira, 11 de março de 2013

PMM: Secretário "pede o boné" e vai embora.

A carta endereçada ao prefeito é autoexplicativa e mostra as primeiras fissuras na Administração do Município de Macapá.
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR CLÉCIO LUIS VILHENA VIEIRA, PREFEITO MUNICIPAL DE MACAPÁ/AP.
Ao cumprimentá-lo cordialmente e com as honras de estilo que lhe são devidas, venho formalizar junto a Vossa Excelência, a partir desta data, o meu pedido de exoneração do cargo de Secretário Municipal de Administração da Prefeitura de Macapá.
Tal gesto, embora sui generis, traz consigo a certeza de que como membro desta administração procurei dedicar em favor da Prefeitura, dos seus servidores e do povo de Macapá sempre o meu melhor labor, em que pese o pouco tempo na pasta, o qual é suplantado pela grande satisfação do dever cumprido, afinal, aprendi na militância, percebendo bravos e leais exemplos que me são caros, que a execução de nobres tarefas coletivas não tem medida, tem prazer.
Por isso, quando em dezembro de 2012 recebi o convite honroso de Vossa Excelência para ser um dos colaboradores de seu governo e contribuir com um novo projeto para Macapá, aceitei por entender que a nossa terra precisava da disposição conjunta de pessoas capazes e de boa-fé, para mediar caminhos de superação das mazelas, ainda hoje, lamentavelmente, impregnadas no cotidiano da nossa gente.
Se por questões de foro pessoal decidi pelo meu afastamento da gestão administrativa do governo municipal, da qual saio como entrei, inabalável, procurando ser justo e combatendo qualquer conciliação com atos ilegítimos ou ilegais, que não representam o clamor coletivo que vem das ruas, por outro lado, uma vez engajado em outras tarefas que também visam o bem comum, continuarei acreditando que o seu governo será capaz de corresponder às expectativas de todos aqueles que do mesmo modo lhe referendaram confiança. Enfim, o povo de Macapá está ávido por práticas políticas exemplares e que floresçam para todos.
Para finalizar, agradeço a estima com que fui tratado por Vossa Excelência, pelos colegas gestores de governo e pelos funcionários da Prefeitura, a qual teve o condão de descortinar singulares momentos pedagógicos de aprendizados e ensinamentos mútuos, que levarei consignados para a vida.

Macapá/AP, 08 de março de 2013. 
Cordialmente,

FRANCO AURÉLIO BRITO DE SOUZA

domingo, 3 de março de 2013

O espelho dos sonhos

Rodolfo Juarez
Ainda não dá para avaliar se o caminho que o prefeito de Macapá, Clécio Luis, escolheu para seguir o está levando para uma área própria ao trabalho que disse que pretende fazer, ou se vai dar de cara com um paredão de dificuldades que precisará transpô-lo, se tiver condições, ou retornar para começar tudo de novo.
Até agora o que se observa são tentativas, ainda muito dispersas e sem balizas, o que certamente, dificulta as correções no percurso, durante a execução das tarefas. Os problemas ainda são analisados de forma isolada e assim também, tomadas de forma isoladas as iniciativas de solução.
Essa avaliação é enganosa, mas muito conveniente para os auxiliares que não gostam de discutir ou não sabem como dizer para o prefeito, o que precisa ser feito e por uma razão muito simples - exige conhecimento, alguns específicos e detalhados -, além da boa vontade e disposição para enfrentar situações que pedem decisões imediatas e sustentadas pelo conhecimento que, muitos vezes é escasso ou não consta da formação daquele agente público que tem a atribuição de tomar as decisões.
Para prejudicar a relação do gestor com a população, aquele sempre tem à sua disposição – ou quando não tem, coloca -, alguns arautos que fantasiam situações irreais, pretendendo que a população embarque em avaliações equivocadas, acreditando que a população não terá oportunidade de confirmar, ou que está disposta a acreditar no que é dito.
Os dois parâmetros de que se valem esses arautos – avaliação popular ou crédito virtual -, são frágeis, pois o comportamento atual da população, seja pela desconfiança ou pelo histórico das administrações imediatamente anteriores, aniquilam esses “valores” e desmascaram os que informam errado quase que imediatamente.
Os dois primeiros meses da administração atual foram cheios de altos e baios. Medidas equivocadas se colocaram à vista de todos; anúncios e afirmações não se confirmaram; alguns problemas da gestão anterior já se repetiram e, principalmente, os resultados não apareceram.
É difícil gerir, pelas regras atuais de definição das receitas públicas e das responsabilidades sociais, qualquer município brasileiro. Mas isso não pode ser motivo para colocar as dificuldades como elemento de discurso para justificar o resultado do trabalho dos agentes públicos que, voluntariamente se prontificaram a bem fazê-lo.
O prefeito, por mais confiança que tenha no poder da mídia ou dos profissionais que a conformam, não tem porque se encolher e passar a desviar-se da realidade e dos problemas reais. Deve sim, isso parece mais eficaz, primeiro estar disposto a conhecer todos os problemas e depois, enfrentá-lo pessoalmente, até que forme uma correnteza de confiança capaz de não deixar que os auxiliares fujam dela.
Por enquanto ainda há espaço suficiente para que o prefeito não permita que seja construído, ao seu redor, o espelho dos sonhos, onde o que vê é uma cidade e um município sem problemas ou apenas com os problemas que, na avaliação dos “auxiliares”, são dos outros.
Nesse espelho, depois, se deixar que isso aconteça, vai ver a cidade virtual, irreal e onde todos são felizes, a exceção daqueles que insistem a “ser do contra” ou “não gostar do gestor ou do partido dele”.
Se o prefeito permitir que isso aconteça, estará cometendo o mesmo erro dos antecessores que se valeram da informação, algumas até verdadeiras, para desviar a atenção daquilo que precisava ser tratado. Os exemplos são muitos e estão por todos os lados.
O espelho dos sonhos é tão perigoso que, quando reflete a imagem irreal, deixa massageado o ego do gestor e desperta o narcisismo que sempre negou, mas que, aproveita a ocasião, instala-se no agente público, transformando-o em produto do próprio sonho.