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sábado, 23 de maio de 2020


Macapá, 22 de maio de 2020.
AGRADECIMENTO
Eu sou Rodolfo Juarez, completei 74 anos no dia 19 de maio deste ano e fui, durante um ano, dois meses e mais duas sessões, paciente em hemodiálise da Unidade de Nefrologia do Hospital de Clínicas Alberto Lima, no turno extra (4.º turno).
Estou aqui e por esse meio de comunicação agradecendo a forma como fui tratado pelos profissionais médicos, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, técnicos em enfermagem, atendentes e todos os demais profissionais que cuidaram do nosso bem estar durante o tempo em que lá estivemos.
Apesar de todas as dificuldades pela falta de equipamento de proteção individual, de não contar com laboratório para exames clínicos, também não contar com sociólogos, psicólogos e outros profissionais de apoio aos médicos, paramédicos e pacientes, essa carência nunca tirou o compromisso profissional e de humanidade para com os pacientes da lista como para os pacientes em emergência vindos do Hospital do Pronto Socorro.
Sempre atenciosos, demonstrando e transmitindo tranquilidade, os paramédicos lotados naquela unidade do Hcal, procuravam tranquilizar cada um daqueles que estavam em hemodiálise, mesmo sabendo que teriam que ficar à noite para os procedimentos de lavagem das máquinas e ao mesmo tempo em pernoite cansativo, mas necessário para garantir assepsia dos instrumentos e máquinas que seriam utilizadas no dia seguinte a partir das sete horas da manhã.
Vocês merecem meus agradecimentos e o meu reconhecimento por tudo o que fizeram por mim enquanto estive sob os seus cuidados, no turno extra (quarto turno). Que Deus reconheça e recompense todo esse esforço dando-lhes saúde, felicidade e paz.
Muito obrigado do fundo do meu coração e do que me resta dos rins.
Estou agora na Uninefro onde continuo as sessões de hemodiálise e onde encontrei muitos dos soldados que me protegeram ai na Unidade de Nefrologia do Hcal e, com outros companheiros e noutro ambiente, devem dividir o conhecimento e experiência com aqueles que estão começando.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O Hospital das Clínicas Alberto Lima por dentro


Rodolfo Juarez
A recente inspeção feita pela Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público co Amapá (MP/AP), no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), revelou para todos, situação absolutamente preocupante, mas que retrata o momento do principal centro de prestação de serviços de saúde a cargo do governo estadual à população amapaense.
Logo no início da inspeção foi constatado que os serviços de execução de obras, inclusive do Centro Cirúrgico, estão completamente parados, estando ainda sem qualquer equipamento básico, afrontando o cronograma anunciado e que teve a sua primeira versão elaborada ainda no governo anterior, em 2013/2014.
Instados, representantes da Secretaria de Infraestrutura informaram que a interrupção da reforma deve-se (imaginem!) à não providência para a liberação das áreas indispensáveis ao andamento da dita reforma, citando como exemplo a Central de Materiais Esterilização (CME).
A versão dada pela administração do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL) para o constatado é de que falta a instalação da rede de ar comprimido, utilizado pelas autoclaves (máquinas de esterilização), que já fora solicitado, porém sem dada prevista para ser realizada.
Continuando a inspeção os representantes do Ministério Público do Amapá foram até aos locais recém-reformados para verificar a qualidade dos serviços prestados a população e anotaram que no setor de imagem apenas o aparelho de Raios-X está funcionando. O aparelho de ultrassonografia está quebrado e o exame está sendo realizado com a utilização de um aparelho portátil, com baixa qualidade da imagem, o que pode comprometer o diagnóstico. Não estão sendo realizadas no HCAL a ultrassonografia de tireoide e a ultrassonografia de mama.
Outro importante aparelho que não funciona há mais de um ano é o tomógrafo, com problemas técnicos e já com o assunto sendo motivo de audiência recente com autoridades estaduais que se comprometeram a fazer o reparo com urgência, mas não cumpriram a promessa, permanecendo aquele hospital, até hoje, sem poder realizar os exames de tomografia.
No momento o eletroencefalograma está sem uso por falta de médio para emitir os lados. A informação prestada é de que o médico do setor está de férias e não foi designado outro profissional para substituí-lo. Os procedimentos que necessitam de sedação não estão sendo realizados por falta de anestesista. Nos casos de endoscopia e colonoscopia, devido o hospital contar com apenas um tubo flexível utilizados nos aparelhos, os exames são feitos apenas nos pacientes internados na nefrologia ou oncologia.
Na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) foi constatado que continuam faltando os itens básicos como: dipirona, hidrocortisona, aminofilina, plasil, ranitida, omeprazol, dentre outros. A direção do hospital informou que para amenizar a situação vem comprando medicamentos via fundo rotativo, alegando a falta na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF).
Dos 11 leitos de UTI foi constatado que apenas 6 estão funcionando, devido à falta de ventiladores pulmonares. Um dos médicos do setor desabafou dizendo: “fiz curso de medicina, não de milagres”. Até os exames de gasometria, necessários para pacientes em UTI, estão terceirizados, além do que, desde o dia 13 de julho, os pacientes da UTI e Unacon estão sem possibilidade de fazer os exames de hemogasometria.
Este cenário, além de indesejado, está impossibilitando a internação de pacientes eletivos e implicando no cancelamento de cirurgias que já haviam sido marcadas.
A situação constatada é grave e que precisa mudar com urgência para que os serviços prometidos e esperados pela população voltem a ser prestado, no atendimento da população que se sente cada vez mais desassistida pelo governo estadual.