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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ninguém serve bem a dois senhores, principalmente em eleição.


Rodolfo Juarez
É desesperador quando se tem a necessidade de servir a dois senhores, principalmente quando o desejado é continuar fazendo o que faz.
São grandes as chances de desagradar aos dois e a todos aqueles que, de alguma forma, ainda se agarra às presilhas, do que imagina ser uma boia, para continuar sobrevivendo.
A política tem seus segredos e os seus bônus, mas também exige um rumo determinado para que o político seja um líder, ou aquele que necessita liderar por um determinado espaço de tempo.
A sinuca em que se meteu o pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, na busca de motivos para agradar aliados e os seus próprios partidários, no sentido de ter densidade na campanha que deslancha com dificuldades para renovar o mandato, bateu no teto do razoável.
E agora? Lula (PT) ou Ciro (PDT).
Mesmo estando falando e cantando nas duas, prestando solidariedade e apoio, em uma delas dando o seu voto na condição de convencional, fica difícil compreender qual a verdadeira intenção do pré-candidato, ou então está escrevendo uma estória do sua estada múltipla no Palácio do Setentrião, na qualidade de governador.
Mas foi isso mesmo: no lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Amapá, lá estava o governador prestando irrestrito apoio ao candidato do PT; na outra semana estava ele em Brasília, desta feita na condição de convencional do PDT, indicando para o mesmo cargo pretendido por Lula, o cearense Ciro Gomes.
Da primeira vez os pedetistas ficaram bicudos e, agora, os petistas foram aqueles que têm motivos para se considerarem ofendidos, ou traídos, avaliando o apoio com o qual havia se comprometido.
Dizer que a política tem disso, não justifica. Muito ao contrário, a política precisa de homens muito sérios e competentes para mostrar-se ao eleitor, dono da escolha que fará no dia 7 de outubro, para administrar os seus interesses ou representá-lo quando da estruturação do país e do estado no sentido de encontrar o desenvolvimento desejado e esperado pela população.
Pré-candidatos volúveis ou mutantes não deveriam fazer parte do processo de escolha, principalmente no momento em que o País e o Estado estão precisando definir novos rumos para o desenvolvimento, tendo que demonstrar competência para romper a barreira da mesmice que está deixando o Estado do Amapá sem perspectiva.
A situação é muito grave, mas os amapaenses têm na memória não só os nomes, mas, também, os métodos daqueles que levaram o Amapá a esse estado de penúria e de atraso em que se encontra a administração e o desenvolvimento do Amapá.
Os eleitores vêem, a cada dia, à medida que se aproximam as eleições, a necessidade de mudar, não apenas pela vontade de mudar, mas pela necessidade de contar com novas propostas, outros métodos, e não vê repetidos discursos que apenas defendem a incompetência e enterram as decisões que poderiam dar novo ânimo a esta Unidade da Federação, tão necessitada de um governante que possa assumir a liderança social dessa população.
As soluções simples estão sendo abandonadas. As fontes de desenvolvimento estão à espera de decisões de pessoas que possam acumular credibilidade e não das indecisões de pessoas que se acostumaram a ter no Governo do Estado como uma vaca leiteira, ainda jovem, e em condições de alimentar os famintos ou gulosos aliados.  

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O Governo precisa reagir

Rodolfo Juarez
O governador do Estado, os dirigentes e militantes do PDT, os agentes públicos estaduais e os aliados das campanhas municipais encerradas no dia 30 de outubro, precisam voltar-se para a realidade que os espera antes de vencer o período administrativo de 2016.
Um ano para esquecer!
Para todos esquecerem devido às dificuldades que o Estado e especialmente as pessoas que gerenciam o Estado passam, no momento, e projetam passar até dezembro.
Com a receita estimada sendo contabilizada a menor e a despesa prevista indicando que não diminui, a equação fica impossível, as soluções desaparecem e as consequências são imprevisíveis.
As dificuldades alegadas são tantas e as soluções se escondem da visão daqueles que têm a atribuição e buscá-las e aplicá-las na gestão do Governo do Estado, onde todos os dirigentes demonstram desânimo, desconfiança mútua e não sabem o que fazer para resolver, esperando por uma espécie de milagre, que, convenhamos, está muito difícil de acontecer.
Sem condições de pagar as despesas que faz e sem perspectivas para influir na receita que precisa entrar nos cofres do Estado para saudar os débitos que tem, o governador vai tateando a administração, cuidando da política, colhendo rejeição nunca tida e desconfiando de tudo, inclusive de sua capacidade de reação.
É possível que inicie o ano de 2017 com uma equipe renova, como se diz nos corredores do Setentrião, “reabastecida de oxigênio”. Não se sabe, entretanto, se ele tem condições políticas-administrativas para comandar uma mudança radical, fazendo o que precisa ser feito e tendo como parâmetros para a sua administração outros índices.
Nesse momento cada auxiliar direto precisa ter uma tarefa para cumprir, sabendo que trabalha em regime de caixa e que precisa executar os planos que projetou para quadro anos, como menos recurso, e em apenas 2 anos.
Nesse momento o desafio é diminuir a rejeição, que é uma das maiores experimentadas por um governante em todos os tempos.
A falta de confiança da população precisa ser revertida para que os auxiliares tenham condições de trabalhar em conjunto, entendendo que não podem exterminar a “galinha dos ovos de ouro” e que o Governo precisa ser entendido como um instrumento da sociedade e não um sindicato que luta por aumento de salários e melhoria de condições ambientais para o exercício do labor.
A crise, no momento, é menor que o desânimo, a falta de iniciativa, o propósito de não falar a verdade para os próprios auxiliares dos auxiliares mais diretos, provocando uma onda letárgica que está dando o tom do desânimo para a administração.
Certamente que ninguém quer governar um Estado ou dirigir qualquer projeto para, ao final, se chamado de incompetente, sem iniciativa e ainda ter que responder os motivos pelo descumprimento das regras públicas como a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ninguém está satisfeito com o Governo Estadual neste momento. Ninguém tem esperança em melhorias se for mantido o comportamento, como todos têm a certeza, inclusive os funcionários, que se nada for feito, ai então, nem os compromissos salariais serão honrados.

Agarrar-se ao que resta da confiança, fortalecer essa parte e recuperar o tempo perdido é o único caminho para não ser, daqui a pouco, desconsiderado pelos outros órgãos do Estado e ver a população protestando contra o modelo escolhido para Governo o Amapá desde janeiro de 2015. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dirigentes de partidos em rota de colisão

Rodolfo Juarez
Já começaram os desentendimentos entre os dirigentes dos partidos que formaram a coligação inicial e que elegeu, como governador, o cabeça de chapa, Waldez Góes.
PDT, PP e PMDB foram os partidos que coligaram e escolheram a chapa Waldez-Papaléo, para disputar os cargos de governador e vice-governador e Gilvan Borges  como candidato ao Senado.
No final de setembro o PDT, um dos partidos aliados com o PP e o PMDB realizou um dia de filiação e houve insistentes propostas para que filiados do PP e do PMDB assinassem fichas mudando de partido.
Esse comportamento irritou os dirigentes do PP, principalmente o vice-presidente estadual, Edinho Duarte, que ‘soltou a língua’ reclamando do procedimento e considerando a insistência uma afronta.
Entendem os dirigentes do PP que o PDT não deve ter esse procedimento, principalmente quando vem de pessoas que firmaram o pacto pela respeitabilidade no sentido de fortalecer os partidos aliados olhando a governabilidade.
Os observadores mais próximos avaliaram a situação como um desafio à paciência dos dirigentes do PMDB e PP, pois, sabiam perfeitamente, de todas as condições em que a coligação fora estabelecida e naquelas condições não estava o “vale-tudo” que foi adotado pelo PDT.
Apesar de ser um problema partidário essa questão tem repercussão na Administração uma vez que alguns dos postos chaves do Governo estão entregues ao PP e outros ao PMDB.
E ainda tem os partidos que aderiram ao projeto inicial para o segundo turno de votação, assegurando o resultado onde a então oposição ao governo que estava no exercício não cresceu, tanto no total de votos como no percentual de votos, atestado isso na comparação entre o primeiro e o segundo turnos de votação.
Os dirigentes dos partidos que se sentiram afrontados já procuraram identificar as pessoas que falaram em nome do PDT e que tentaram retirar filiados dos partidos aliados, sabe lá com qual intensão.
O clima político não ficou bom e, em estado pequeno como o Amapá, os problemas se interligam com facilidade e migram para setores da administração que nada ou pouco tem a ver com um caso de filiação.
Faltou ética para aqueles dirigentes que aliciaram os filiados do PP e do PMDB.
O restabelecimento pleno das relações que foram boas durante a campanha e logo depois da campanha é importante para que essas questões não impliquem em tomadas de decisões que representem revanche de qualquer uma das partes.
O respeito e a ética precisam estar acima das vontades de agentes políticos de visão curta e que não têm capacidade de pensar no geral e acabam querendo ser “espertos” e dão tiros no pé, prejudicando a todos.
Segundo se pode apurar há, da parte de alguns dos principais dirigentes do PDT e que estão servidores públicos, com cargos comissionados ou função gratificada ou  mesmo contrato administrativo, querendo “contribuir” com a parcela que podem, acabaram metendo os pés pelas mãos e criando o mal estar entre a cúpula dos partidos.

Além disso, alguns dos auxiliares de primeiro escalão do Governo se mostram com “sapato alto” e não compreendem a relação política que precisa ser fortalecida para que o próprio Governo não enfraqueça.