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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Amor verdadeiro por Macapá

Rodolfo Juarez
Amanhã a cidade de Macapá completa 255 anos. Mais uma oportunidade para refletir sobre este sítio que nos acolhe e que nos dá tantas oportunidades.
A nós todos - os pobres, os remediados e os ricos.
Os pobres saem raramente da cidade, estão sempre presentes, querendo que ela melhore, ganhe as condições para que a vida por aqui seja muito mais tranquila e que não desperte a vontade de sair, seja para que lugar for.
Os remediados, de vez em quando estão batendo perna por outras partes, seja do interior do Estado, ou nas cidades vizinhas localizadas na ilhas amazônicas ou mesmo do outro lado do rio onde se desembarca diferente, em porto ou aeroporto diferente.
Os ricos, estes, certamente vão mais longe, para o sul maravilha, ou mesmo para as metrópoles dos de outros países, onde podem escolher os seus luxos e massagear o seu ego e, até, fazer negócios.
O que não podemos esquecer que Macapá é a nossa base. Representa aquilo que precisamos cuidar. Nos todos: governados e governantes.
Vem a tristeza quando nos deparamos com discussões sem fim, sobre um assunto urgente, seja referente ao atendimento de saúde ou às necessidades das crianças que estão em idade escolar e que encontram as portas das escolas fechadas.
Isso é lamentável e não tem justificativa. As festas até ficam sem graça, sem charme e com uma dose constrangimento para todos: os que precisam ser alunos, mas não tem escola e aqueles que têm obrigação de oferecer as escolas e que não as tem para oferecer.
Enquanto for assim, com as necessidades primárias da população não sendo atendidas, as alegrias serão contidas, a não ser se houver aqueles que desenvolvem a sua insensibilidade a tal ponto de não perceber o mal que podem estar fazendo para todos e para si mesmos.
As boas fotografias da cidade, inclusive aquelas que ornamentam os álbuns e convites atuais, tiradas não faz muito tempo, comprovam que a cidade poderia hoje ser melhor, bastaria que as coisas continuassem sendo feitas, a atenção daqueles que disseram para o povo que tinham condições e vontade de cuidar dela, tivessem sido mantidas com o cumprimento das promessas feitas.
Macapá precisa de atenção, precisa de administradores que estejam motivados e dispostos ao trabalho. Aqueles que passaram e imaginaram que poderiam atender as exigências da cidade fincados nos gabinetes ou recebendo os apadrinhados em casa, cometeram o erro de desafiar o povo, mas também deixaram a sua marca com sendo um dos que contribuíram para prejudicar o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida do povo.
Os problemas que a cidade enfrenta, é certo, não serão esquecidos com fogos, bolos, programas culturais, mas podem ser a motivação que algumas pessoas precisam para despertar para o compromisso que têm com Macapá, sua gente e suas necessidades.
Comemorar não seria o melhor vocábulo para atrair o povo para a festa. Comemorar é um artifício para que nos lembremos que precisamos trabalhar pela cidade, garantir que ela será preparada para que o povo possa usufruir de suas belezas e de sua funcionalidade.
No momento a beleza está prejudicada pelos maus tratos recebidos e a funcionalidade, pela falta de um plano contendo o que os governantes teriam que fazer para melhorar a cidade que completam amanhã 255 anos.
Macapá está, no mínimo, com dez anos de defasagem dela mesma, mas tem um povo que pode fazer o que a cidade precisar: amá-la de verdade!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Há 23 anos


Mara Liliane, Rodson Willian e Aluizio França na  casa da Floriano Peixoto, em Macapá, antes um pouquinho de sair, isso lá pelos idos de 1989. Eles esperavam a Josi e a mim. Bons tempos.

sábado, 2 de junho de 2012

PARABÉNS!

Rodolfo Juarez
Estou convencido que os momentos de alegria são construídos parte por parte e quanto menor for a parte, mas detalhes nelas são colocadas e mais estruturado fica o momento especial, o momento da alegria.
Mas a alegria tem a ver com prazer, satisfação, acontecimento, exultação, jovialidade, júbilo, ledice, regozijo, aleluia, entrega e confiança nos que estão próximos, nas iniciativas que toma e no que faz.
Percebe-se que essas qualidades são verdadeiros predicados daquelas pessoas que se sentem completada e que garantem cooperação e repartição de esforços e entrega em todas as iniciativas que toma.
Esse ambiente só pode ser concebido com naturalidade. Não há como ser produto de atividades obrigatórias ou de ações elaboradas sem que se tenha capacidade de ver o que se terá ao final, principalmente quando se pretende um final que tenha a marca da alegria e da responsabilidade.
As pessoas que conseguem chegar a esse estágio estão confiantes, sabem o que querem e já têm a certeza que não vão falhar. Pelo menos é o que se percebia todas as vezes que procurava entender a dedicação e a forma como estava planejado o momento da alegria e os passos que estavam sendo tomado para a sua construção.
Olhos brilhantes, claros e transmitindo expectativa e convidando todos para repartir a alegria que iria acontecer daqui a pouco, no simples encontro, na festa de aniversário, na platéia de um show, em uma visita a um museu, a um ponto turístico, em um almoço com os descendentes ou ascendentes diretos ou indiretos.
Tudo com todos os detalhes!
Não precisava perguntar nada, as situações e coisas quando não se auto- explicavam estavam tão evidentes que as dúvidas, se é que existiam, perdiam a importância quando suscitadas por aqueles menos avisados ou pelos mais curiosos.
Para a recepção, o encontro, o show ou o simples almoço ou lanche estavam reservados os momentos de alegria. Garanto que era difícil encontrar a tristeza quando se estava sob o comando e a orientação dela.
Filhos, irmãos, pai, tios, tias, sobrinhos, amigos, colegas, auxiliares e eu ficávamos atraídos pelo magnetismo que sempre transmitiu e pela segurança que passava a cada um.
Mesmo considerando-se frágil posso garantir que era uma verdadeira fortaleza. Sempre contou com um leque de iniciativas e todas independente das dificuldades, tidas como factíveis, senão pelos que duvidavam, mas por ela mesma, que conseguia provar a sua capacidade de entender e fazer o momento.
Companheira de estar ao lado a qualquer hora e em qualquer situação, sempre priorizando a família e deixando as questões individuais para serem analisadas em momentos próprios, mas sempre de acordo com os fatores que poderiam trazer tranquilidade para todos.
Mãe exemplar, irmã, tia, sobrinha, filha, prima e amiga como poucas.
Deus lhe permitiu pouco tempo de avó, mas, mesmo nesse pouco tempo, aplicou-se de maneira diferente, construindo uma relação não só nova, mas absolutamente diferente, onde, mais uma vez, o amor e a dedicação foram colocados no centro de tudo.
Hoje, dia 2 de junho, a Josi estaria completando 53 anos, mas ela foi chamada antes, há seis anos, pode ter ido para preparar o grande encontro, com outros momentos de alegria, tendo o amor como referência, o companheirismo como modelo e o respeito como indispensável à construção daqueles momentos que sempre teve prazer em oportunizar a todos que considerava e amava.
Saudades dela e dos momentos que ela construía.

domingo, 3 de abril de 2011

NÃO LEVOU A SAUDADE

Rodolfo Juarez

Não adianta imaginar o impossível. Não adianta pensar que o tempo pode voltar. Tem-se que entender as regras da natureza, as regras que estão postas muito antes de nascermos e que se perpetuam na passagem de cada segundo.

O que foi feito, foi feito!

Mas, mesmo assim, é importante procurar as explicações por tudo que tivemos oportunidade de viver, principalmente naqueles momentos mais cruciais, com viés que sugerem desafios, propõem testar a responsabilidade.

Viver o presente e projetar o futuro é uma disposição que sempre precisamos ter, dispor e confirmar a cada dia, a cada minuto, mas nem por isso, suficiente para encher todos os vasos que precisam se comunicar, com tudo o que construímos durante a nossa caminhada enquanto vivos.

É por isso que ainda não entendi o que vou fazer com todo o esforço que desprendi para chegar até aqui. Esforços às vezes que superavam as minhas condições e que me deixaram muito cansados e quase esgotados, precisando de paciência, prudência e mais esforço para recuperar a vitalidade.

Muitas coisas ficaram marcadas pelo que fiz sozinho e, entre essas coisas, está o acúmulo de conhecimento. Cada dia mais, mais e mais. E cada dia um desafio diferente, que não pode ser vencido pelo conhecimento que já foi armazenado e que precisa se juntar com outros para poder seguir em frente.

Outras coisas ficam marcadas pelo que se faz junto com outras pessoas. E ai, quando bem feitas, marca muito mais. Pois o sentimento do agradecimento é tão forte, tão presente, que a valorização do apoio recebido ganha dimensões que superam qualquer volume que se possa inicialmente imaginar.

Pais e filhos, parentes que a gente não escolhe, têm menos entradas que aquelas pessoas que a gente escolhe, entre tantas para destacar, valorizar, respeitar e agradecer pela oportunidade que nos é dada para conviver, trabalhar, construir, conhecer e dividir os conceitos e os sonhos.

É claro que a gente escolhe essas pessoas! Acho que a gente descobre, às vezes, por acaso, outras por absoluta insistência e coragem.

Não são poucas as vezes que a sociedade impõe limites que estreitam os nossos caminhos. Todos os dias, precisamos lutar para alargá-lo e estar atento para não permitir que nos amassem ou nos envolva, eliminando nossas forças e nos tirando do comando de nós mesmos.

Quando não se tem as pessoas certas do nosso lado, os perigos são bem maiores, as dificuldades são tantas que não nos dão oportunidade para vencê-las, se não com muita dedicação e especial esforço.

Eu tive, ao longo de minha vida, a proteção especial de uma pessoa especial. Daquelas pessoas ímpares, que têm presença discreta e força multiplicada. Que age na hora certa, mostra que a vida não é apenas de bons resultados. Quem tem muitas curvas perigosas, mas que todas elas, podem ser caminhadas sem exigências maiores do que aquelas que não teríamos condições de superá-las.

A Josinete foi assim!

Ela que morreu há cinco anos, no dia 3 de abril de 2006, ainda está muito presente na minha vida, ainda me deixa reflexivo por muito do que fez de bom para todos nós e, estou chegando à conclusão que fez tudo depressa, pois tinha o sentimento que o tempo dela era mais curto que o meu.

Foi mas não levou a aminha saudade!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PARABÉNS PELO AMOR!

O dia 2 de junho, por grande boa parte de minha vida, foi um dia muito especial: representava alegria, paixão, felicidade, cumplicidade e amor, muito amor. De uns tempos para cá, há uma mistura de tudo isso com tristeza, incompreensão, reflexão e um vazio impreenchível e desafiador.

A vida, quando se vive mais de cinqüenta anos, ela nos reserva muito disso. E temos que saber lidar com essas coisas. Com essas faltas. Com essas ausências.

Os filhos, os netos, principalmente estes, não os vejo sem procurar imaginar o que a avó já teria mudado e estaria mudando na rotina de cada um deles. Certamente que ela já teria elegido todos eles os seus preferidos e isso sem deixar qualquer diferença para o querer que já tinha dos filhos e da família.

Pois essa oportunidade nem eu, nem os filhos, tanto os biológicos como os adotados pelo imenso coração que tinha, poderão sentir e é isso que fico a imaginar, a projetar em uma tela que não registra qualquer imagem comum, apenas as imagens dos sonhos e da imaginação.

Tenho plena convicção que ela está atenta a tudo, vendo tudo e orientando tudo, sem interferir, mas, orientando, protegendo. Foi sempre assim quando tinha as ocupações daqui desse mundo, porque não vai ser assim agora?

A falta que ela faz não dá para dimensionar.

Sabe por que?

Porque se eu tentar explicar, não vou conseguir. Não vou convencer ninguém. É uma tarefa impossível. Incrivelmente impossível!

Também sei que a mesma falta faz para seu pai, para as suas irmãs, para suas tias, tios, sobrinhos e amigos. Ela conseguia ser o ponto de equilíbrio da família, uma família grande, da qual conseguia extrair tanta confiança que, quando tinha um motivo ou criava uma oportunidade, todos estavam juntos para, sob a sua coordenação, participarem e resolverem os pontos que representavam melhoria para todos.

A força espiritual era tão poderosa que, mesmo sabendo que tinha poucas chances de continuar com a sua presença, procurava motivar a todos e minimizar as suas dificuldades, dando a impressão que poderia controlar mesmo aquele momento.

A Josi estaria completando hoje 50 anos.

Seria uma festa e tanto, certamente!

Sem chances de estar conosco como nos acostumamos a ver, ela está, certamente, nos nossos corações, sendo a referência para a grande luta da vida, o grande esforço para viver que todos nós fazemos a cada dia.

Os seus exemplos invadirão nossas consciências e renovarão nossas forças para continuarmos agüentando o peso imenso da saudade, sustentado no contrapeso da felicidade que nos proporcionou.

Parabéns, se não pelos 50 anos que jamais completará, mas pelo amor que nos dedicou!