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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Eleições 2018: o eleitor está com a palavra


Rodolfo Juarez
Está chegando a hora para que os 512.110 eleitores habilitados a votar, decidirem, democraticamente, quais serão as pessoas que, durante os próximos quatro anos, de janeiro de 2019 a dezembro de dezembro de 2022, estarão representando o povo ou administrando os interesses desse povo.
As eleições de 2 senadores, 8 deputados federais, 24 deputados estaduais definem os 34 representantes do povo do Amapá nos parlamentos local e nacional, com a incumbência de tornar conhecidas as nossas peculiaridades e abrir espaços legais para que haja a solução dos problemas da população local.
A eleição do presidente da República tomou aspecto diferente por se tratar de um processo que acumulou o passado de estripulias de governantes que iludiram a população e escamotearam os resultados, deixando à vista apenas a parte do que parecia honesta, da busca da igualdade e do desenvolvimento social, escondendo verdades que agrediram violentamente a população afetada e que, até agora, ainda não compreendeu a irresponsabilidade como assuntos tão importantes para o povo brasileiro foram assim tratados por dirigentes democraticamente eleitos.
A eleição do governador do Estado do Amapá é muito importante e por vários e diferentes motivos, entre esses motivos está o atraso social em que nos encontramos e as dificuldades que vêm aumentando a cada ano, com o crescimento do número de desempregados, a queda dos serviços públicos prestados, a incapacidade de melhoria demonstrada e em um cenário onde a dívida pública do Estado cresce com o tamanho dos problemas.
Entre os serviços públicos de responsabilidade do Governo do Estado, a qualidade da prestação cai a olhos vistos e de forma sistemática e indiscutível.
No sistema público de saúde são vistos pacientes pelos corredores dos hospitais públicos estaduais, demora na realização de exames e procedimentos cirúrgicos, falta de material, desde os mais simples até os mais complexos, aparelhos de exames indispensáveis quebrados ou sem funcionar deixando o sistema estadual sem condições de atender a população mais carente e que, em tese, teria direito naquele atendimento.
O sistema público de educação passa por males equivalentes com atraso nos calendários, evasão escolar, além de índices, apurados pelo Ministério da Educação que deixa o Amapá no fim da fila entre os outros estados brasileiros quando o assunto é o nível da aprendizagem.
Outros sistemas públicos importantes padecem de problemas que não são resolvidos ou que demoram demais para encontrar a solução e, quando encontra, não dá mais para consertar.
Até mesmo a parte mais elementar administração dos interesses do estado está contaminada por procedimentos inadequados, tanto que, por exemplo, o IMAP e o IEF têm sido alvo frequente de operação policial que, além de prejudicar as pessoas envolvidas direta e indiretamente, ainda cria uma desconfiança social indisfarçável.
Programas de grande envergadura também estão sendo mal gerenciado pelo governo, entre esses programas, o Programa de Desenvolvimento Humano Regional Integrado – PDRI, financiado com dinheiro emprestado do BNDES, mais de um bilhão de reais, com mais de cem milhões de recursos do Tesouro Estadual, que está na mira dos órgãos de controle.
Este cenário precisa mudar e o eleitor tem a grande chance de autorizar a mudança de verdade, elegendo um governador que não esteja também contaminado pelo vício ou que tenha participado, mesmo que indiretamente, do descaso ou descuido perpetrado.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Entender as eleições de 2018 é preciso


Rodolfo Juarez
O torneio de futebol da Fifa - a copa do mundo -, é passado. O Brasil não foi bem, os brasileiros se recuperam de mais uma frustração, previsível, mas completamente indesejada.
Estamos no auge do Macapá Verão, aqui na Capital e nos momentos decisivos da Festa de São Tiago, em Mazagão Velho, no município de Mazagão, são eventos que concorrem com o Festival do Vaqueiro, na sede do município de Chaves, e o Festival do Camarão, na sede do município de Afuá. E ainda tem o restante das férias escolares.
São programações que estão entretendo os eleitores, ainda pouco interessados no grande programa que são as eleições de regionais e a eleição nacional de 2018.
Nem mesmo a realidade consegue prender, nesse período, a atenção dos eleitores, as mesmas pessoas que participam do Macapá Verão, da Festa de São Tiago, dos festivais do vaqueiro e do camarão e que estão em gozo de férias.
Ninguém ignora as dificuldades que a população experimenta no momento, com queda na sua capacidade de compra, aumento do desemprego e a falta de oportunidade mesmo para aqueles que estão preparados para entrar no mercado de trabalho pela porta da frente.
Os governantes estão tendo grandes dificuldades para explicar o que aconteceu, e os órgãos de controle, como a polícia, com dificuldades para conter a corrupção e suas consequências, que levaram todos a uma desconfiança comum.
Há menos de 80 dias para o dia da eleição, só os pré-candidatos estão trabalhando com afinco, seja para entrar para o sistema de mando, seja para nele permanecer, mesmo que nada tenha feito para merecer essa permanência.
Os eleitores vão escolher, entre tantos nomes, 24 deputados estaduais, 8 deputados federais, 2 senadores, um governador e um presidente da República. Observe que toda a estrutura do Legislativo e toda a estrutura do Executivo, dois dos três pilares do Estado, estarão sendo escolhida pelo eleitor, por isso, a grande responsabilidade que cada um tem com o País e com o Estado.
Nada justificaria a demonstração de desinteresse por parte do eleitor, que tem esse compromisso com a nação que, afinal, deve ser o objetivo de todos os resultados esperados, tanto pelos eleitores, como pelos eleitos.
Dos 800 mil habitantes do Estado do Amapá, 551.524 cidadãs e cidadãos se habilitam para escolher os seus representantes e os seus governantes. É certo que haverá situação de impossibilidade para o comparecimento de alguns aos locais de votação, provocando a indesejada abstenção, mas também é um direito que tem a mesma cidadã ou o mesmo cidadão para assim se comportar, mas é preciso ficar sabendo que o Brasil e os brasileiros estão esperando pela sua melhor escolha.
O compromisso do dia 7 de outubro deve ser priorizado por todos aqueles que estão habilitados a votar, mas antes é importante que analise o potencial de cada candidato a quaisquer dos cargos que estarão em disputa. Escolher errado é pior do que não escolher. Então...
A melhor forma de fazer prevalecer a democracia é demonstrando que tem interesse na escolha, responsabilidade com a sua comunidade, o seu estado e o país. A não ser que esteja gostando do que acontece no Amapá e no Brasil.

quarta-feira, 21 de março de 2018

As eleições de outubro e o eleitor amapaense


Rodolfo Juarez
Quanto mais se aproxima o dia das eleições regionais e nacional, mais se percebe que a responsabilidade pela esperada mudança no rumo do sistema político estadual e nacional depende do eleitor que, até agora, pacientemente espera pelo momento mais adequado para começar a sua participação no processo, antes do clímax que ocorre no dia 7 de outubro.
Até agora, a menos de 200 dias da eleição, os organizadores e fiscalizadores do processo ainda não colocaram os eleitores - os principais agentes -, no circuito deixando-os a imaginar, apesar de toda a situação nacional e local, que há pouco interesse na mudança nos resultados, pelo menos trocando parte daqueles que não apresentaram o que prometeram e até se meteram em enrascada das quais não conseguem se livrar.
Os mais acostumados com o processo é que veem as suas chances aumentarem quando percebem que serão pouquíssimas as novidades e a quantidade dos ingressantes no processo eleitoral é até menor do que noutros tempos sem as reclamações que são colocadas todos os dias em relação às dificuldades que a população enfrenta, para ver-se atendida pelos serviços que deveriam ser prestados, com excelência, pelo Estado.
Os que anunciam interesse em disputar o cargo máximo que estará em disputa em outubro de 2018, que é o de Presidente da República, são os mesmos que disputaram as eleições anteriores e que são apontados, muitas vezes reciprocamente, como responsáveis pelas dificuldades que o país atravessa nesse momento da eleição.
Essa mesma projeção pode ser feita para o Amapá, no caso da disputa para o cargo de Governador do Estado, quando as novidades são poucas e o número de candidatos deve ser menor nestas eleições, deixando a impressão que há dificuldades para renovação de lideranças e, com isso, todo o discurso da necessidade de encontrar novos rumos para a administração estadual, não motiva o aparecimento dessas novas propostas.
No âmbito legislativo, quando poderiam ser renovados dois terços dos atuais oitenta e um senadores, as perspectivas nacionais são pequenas com relação à renovação desse importante plenário. Os motivos são estruturais, tanto decorrentes da legislação, como do poder econômico partidário, além da permanente autoproteção levantada pelos legisladores no sentido de garantir vantagens na movimentação para o exercício das campanhas.
Na Câmara Federal, com 513 parlamentares, os projetos que poderiam mudar, com celeridade, o modo adotado atual são mantidos em “banhomaria” até o encerramento do mandato e, quando não renovado, esquecido nos escaninhos que a burocracia reserva quando o assunto não entra na lista do interesse imediato.
O eleitor amapaense manda para a Câmara Federal oito dos 513 formadores deputados federais e sempre com renovação significativa de nomes, desta vez não será diferente e nem por causa da crise ou da situação, mas pela regra estabelecida pelo eleitor local.
Para a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá serão eleitos 24 deputados estaduais e pode ser aonde haja o maior índice de renovação, considerando o histórico recente que passaram a fazer parte do currículo dos atuais deputados estaduais.
A Assembleia Legislativa do Estado por estar mais perto é onde o eleitor está de olho, vendo detalhes e avaliando o comportamento de cada parlamentar, que também conta com os seus fies eleitores e seguidores, sempre dispostos a apresentar justificativas para cada comportamento.
Por tudo isso, e a pouco menos de 200 dias da eleição de outubro, não há perspectivas de mudanças que impliquem no surgimento de novas lideranças políticas ou estratégias inovadoras de administrar ou representar o interesse público.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Do ponto de vista do eleitor

Rodolfo Juarez
É importante analisar a campanha política, a poucos dias das eleições, considerando o ponto de vista do eleitor.
Mesmo sendo o objetivo principal da campanha, os marqueteiros e os coordenadores da campanha insistem em pouco ou nada se importar com o que o eleitor está pensando e, obviamente, se ele está satisfeito com as mensagens e as promessas que são levadas na busca do voto na rua, no rádio e na televisão.
Os candidatos, os aliados, os partidos e as coligações recebem, como dádiva do processo, o espaço livre na rua, no rádio e na televisão para dizer o que entendem importante para motivar o eleitor a votar, e mais propriamente, votar de forma consciente neste ou naquele candidato.
Aparentemente, ou propositadamente, não é isso que acontece. As coordenações de campanha dão muito mais importância a uma adesão do que ao eleitor, a uma promessa do que a um programa; a um fato fortuito do que a um projeto.
Criam um ambiente hostil entre os militantes, fazendo de conta que ainda não esqueceram a máxima de que “os fins justificam os meios” e que em uma disputa política “só não vale perder”.
Estas duas máximas, condutoras do processo de militância, representam o que está sendo negado pela população de todo o Brasil nesta mudança que se demonstrar necessária na formação do grupo de representantes sociais e naqueles que recebem a incumbência de bem aplicar os resultados do que recebem dos tributos. A escolha daqueles que vai cuidar dos interesses da população, administrando os recursos, é que está em curso no momento.
Está claro que nem mesmo a administração dos 20 minutos de cada campanha, divididos em dois tempos de 10 minutos, estão sendo bem administrados, tanto que a repetição sistemática - e em profusão -, dos programas do horário eleitoral gratuito, está tornando repetitivo e provocando queda na audiência das emissoras.
Como o eleitor nada pode fazer restam-lhe duas alternativas básicas: ver o programa com o ânimo completamente adverso, ou desliga o aparelho de rádio ou de televisão e espera o horário passar.
A proposta teórica dos programas é dar a oportunidade para o candidato divulgue as suas propostas, explique o que vai fazer se for autorizado pelo eleitor a assumir o cargo de prefeito e de vice-prefeito, de forma que o eleitor possa projetar o futuro avaliando se é isso que quer.
Os candidatos, entretanto, dão ênfase para o passado, destacando o ruim e o péssimo e o eleitor sendo forçado a relembrar o ruim e o péssimo, sem ter espaço para avaliar o que interessa como a competência e a habilidade atual dos pretendentes.
Esse cenário desmotiva o eleitor, retira-lhe a vontade de participar e, em consequência opta por pagar as prendas decorrentes do fato de não comparecer para votar e, assim, não participar do processo de escolha.
As adesões dos perdedores da primeira parte da disputa precisam ser analisadas com cuidado, pois, sempre são “defuntos” que querem ser ressuscitados, mas também quer em troca o que eles chamam de “participação no governo”, uma vergonha sobre todos os aspectos, pois, o eleitor já o rejeitou deixando fora da disputa.

Como o processo eleitoral está sempre em busca de aprimoramento, quem sabe um dia isso seja rejeitado também pelas regras trabalhadas pelos organizadores das eleições.

sábado, 3 de setembro de 2016

O desafio e para o eleitor

Rodolfo Juarez
Os acontecimentos dos últimos dias de agosto de 2016 entraram para a história brasileira contemporânea.
Depois de um massacrante processo jurídico-legislativo o Senado da República concluiu, sob a presidência do presidente do Supremo Tribunal Federal, a análise da denúncia formulada por juristas que apontavam crimes de responsabilidade cometidos pela presidente Dilma Rousseff, no exercício da Presidência do Brasil.
Depois da abertura do processo por autorização do presidente da Câmara Federal, os deputados analisaram o mérito da questão e, por maioria qualificada, autorizaram o prosseguimento do feito em uma sessão histórica em que os deputados fizeram de quase tudo, no momento da declaração do voto.
O caminho indicado foi o Senado Federal, onde, primeiramente se procedeu com a instalação de uma comissão especial que analisou e considerou pertinentes as acusações, transformando a denúncia externa em um documento interno do Senado, admitido por aquela instância, que assumiu também o papel de câmara de julgamento, agora presidida pelo presidente o Supremo Tribunal Federal.
Depois de uma longa sessão de julgamento o veredito, em forma de sentença, veio com a responsabilização da presidente pelos crimes indicados pelos denunciantes e a consequente condenação da presidente à perda do mandato. O placar de 61 pela condenação contra 20 pela absolvição definiu o entendimento dos senadores.
A principal consequência foi a posse do vice-presidente eleito em 2014, Michel Temer, para governar o Brasil pelos próximos 28 meses, enfrentando os desafios que vinham sendo adiados devido a interinidade.
Com desemprego em alta, atividade econômica em baixa, produto interno bruto negativo, inflação desafiando as metas oficiais e o país em insistente recessão, tem o novo presidente a incumbência de “virar o jogo”, mudar o disco e fazer o país voltar para o “trilho”, devolvendo ao povo a esperança que está em falta no cardápio de muitos nacionais.
Os problemas do governo central se interiorizam, invadem os governos estaduais e municipais devido a queda na arrecadação nacional que sempre foi um bom suporte para manutenção do equilíbrio orçamentário anual dos estados e dos municípios e que agora, além do natural encolhimento, influencia na arrecadação própria, por causa da falta de criatividade dos dirigentes estaduais e municipais.
Tem muita gente atrapalhada país a fora, mas tem muita gente se atrapalhando no Estado do Amapá que, pela pouquíssima prática de viver em realidades desafiadoras, não entenderam o que estava acontecendo, queimaram todas as reservas e agora se sustentam nas cinzas ou se debatem com os problemas sem encontrar solução.
Nos municípios, para colocar mais um ingrediente embaralhante, acontecem as eleições em meio às dificuldades. Surge ai os “salvadores da pátria” que, em verdade, são oportunistas que não sabem o que falam ou o que prometem, mas falam e prometem quase tudo.
O desafio é para o eleitor que tem neste curto espaço de tempo, a responsabilidade de escolher aqueles que irão administrar algumas “massas falidas” sem poder dela se desfazer para que o problema não aumente de tamanho.

A nenhum dos candidatos a prefeito está proibido ser honesto e competente.

terça-feira, 12 de julho de 2016

O eleitor e o candidato

Rodolfo Juarez
Está chegando a hora dos partidos políticos tomarem as decisões que lhes cabe escolhendo com quem coligar e os filiados que pretende apresentar como candidato depois das convenções.
É um momento de expectativa para se entender a engenharia que pode ser feita para viabilizar ou “enterrar” uma candidatura a um dos três cargos em disputa: prefeito, vice-prefeito e vereador.
Ninguém nega que está se preparando para encontrar o eleitor diferente daqueles que, em outras campanhas encontrou, seja no asfalto, nas ruas de terra batida ou nas passarelas que cortam as ressacas em diversos pontos da zona urbana de Macapá.
A prefeitura, principalmente a da capital, é uma dos objetivos dos considerados grandes partidos e daqueles partidos que querem manter a tradição de apresentar candidato. Junto com o candidato a prefeito é preciso escolher uma candidato a vice-prefeito, exatamente aquele que “substitui o titular nas suas faltas e impedimentos”.
Está na memória de todos a importância da escolha do vice. Basta prestar atenção dos acontecimentos recentes registrados no Governo Federal quando, pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff assumiu o vice-presidente Michel Temer e, pelas circunstâncias do momento, o presidente interino resolver mudar, completamente, o Governo, não deixando qualquer resquício da presidente titular na Administração do vice.
Então, apenas isso bastaria para deixar claro que a escolha do vice é importante: tanto para o eleitor como para o eleito na cabeça da chapa.
A Câmara Municipal de Macapá vai eleger 23 vereadores. Alguns das 23 vagas serão ocupadas, a partir de 2017, por nomes que já ocupam cadeira de vereador na Câmara Municipal de Macapá, mas, certamente, haverá novatos ou retornos para legislar visando os interesses da população do município de Macapá.
Além dos 23 que serão eleitos, ainda serão definidos aqueles que ficarão como suplentes, na espera de uma vacância para ocupar o cargo. A Câmara de Macapá é pródiga em eleger vereadores para o cargo de deputado estadual, abrindo vaga para os suplentes trabalharem durante a metade do mandato de quatro anos.
Os outros municípios, guardadas as proporções, vivem a mesma expectativa e, em especial o município de Santana, que já apresenta fortes candidatos que, mais tarde, poderão ocupar os cargos de deputado estadual e deputado federal, abrindo vagas para suplentes.
Claro que algumas decepções serão registradas, algumas ilusões desfeitas, mas o exercício pleno da cidadania, buscando uma oportunidade de disputar o voto do eleitor, vale por uma lição de vida para cada um daqueles mostrar-se disposto, primeiro no partido ao qual está filiado e, uma vez, candidato, mostra-se para o eleitor que, em tempo de crise, desenvolve um espírito de mudança absolutamente radical, mas previsível.

O eleitor está mais preocupado com o seu voto, ou melhor, para quem vai dar o seu voto que, além de ser de confiança, precisa ser um voto útil para a modernidade da sociedade brasileira que carece definir novos rumos e desenvolver novas teorias para poder responder as indagações do povo e das organizações.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um direito e um dever

Rodolfo Juarez
Às vésperas do segundo turno de votação o eleitor se prepara para registrar a decisão que tomou. De nada adianta reclamar sobre os candidatos. Isso não vai mudar o quadro agora. A regra estabelecida é que se não for definida a eleição no primeiro turno de votação então que seja realizado o segundo turno.
E estamos nos aproximando do dia da votação desse segundo turno. Tudo acontece no dia 26 de outubro, domingo.
De pouco adianta não priorizar a votação, naquele dia, na sua agenda de compromissos, até porque não há justificativa que suporte uma tomada de decisão, a não ser que seja por justa causa e que não seja inerente à sua vontade.
O compromisso do eleitor, no domingo, é votar.
A ausência das seções eleitorais se não prejudica o processo, pois a abstenção é prevista na própria lei, pode perfeitamente prejudicar o que você deseja que o mandatário tenha como plano.
A cobrança legítima do empenho do eleito tem muito a ver com a sua participação. A ausência pode ser alegada como falta de compromisso com o Estado, mesmo apresentando a lista de razões que você tiver.
A eleição para governador é muito importante.
Os eleitos podem, a partir da posse, iniciar um mandato que atenda os interesses da população que, convenhamos, vem se sentindo fora do processo e nem mesmo as ações mais repetidas servem de exemplo para as questões que são apontadas como prioritárias para a população.
Vivemos momentos de dificuldades na saúde, na educação, na segurança, na economia, no emprego e em mais uma série de questões de interesse público, e cada uma delas será tocada por um agente público escolhido pelo eleito que basta ter vergonha na cara para fazer o certo ou deixar o cargo.
Ninguém escolhido pelo eleito é obrigado a permanecer.
Garanto que será bem pago pelo sistema que, nestes últimos anos aumentou significativamente os vencimentos dos auxiliares nomeados para os cargos de confiança. Aliás, esse é um dos motivos, no meu modo de ver, da busca pela vitória a qualquer preço, às vezes, prejudicando o próprio candidato.
O eleitor deve pensar que esse é o momento de contribuir com o Amapá para, depois, exigir que sejam cumpridas as promessas feitas e, até, a proposta que foi apresentada à Justiça Eleitoral no momento do pedido do registro da candidatura.
Também é dever ir à seção eleitoral. Não imaginar que o número apurado no primeiro turno e que mediu a abstenção dá qualquer margem de segurança e de que você pode faltar desta vez. Aqueles mais de 10% que não foram votar devem ter os seus motivos, não podemos contribuir para que este número aumente.

Votar domingo é um direito da pessoa um dever do cidadão!

sábado, 4 de outubro de 2014

Agora é só votar!

Rodolfo Juarez
E chega o final de mais uma campanha eleitoral. Agora é só esperar o dia da votação e a apuração da vontade do eleitor. O resto é perfume!
Mas para chegar até esse momento, foi preciso que 25 partidos políticos, quase 20 coligações, mais de 500 candidatos e uma agenda de campanha para cumprir, obediente ao calendário eleitoral, elaborado peto Tribunal Superior Eleitoral, para que fosse diminuída (??!!) a influência do poder econômico no equilíbrio do pleito.
As escolhas de cada partido são de responsabilidade dos partidos. As decisões de coligar ou não, para esta ou aquela disputa, também são dos dirigentes partidários, que estudam a arrumação que mais pode atender os interesses do partido e dos seus filiados.
Não foi a melhor campanha já protagonizada pelos mesmos partidos e pelos mesmos dirigentes. As limitações constantes da regra da eleição e as intimidações vindas das equipes de fiscalização e análise acabaram inibindo alguns candidatos que só “se soltaram” na última fase da campanha.
Na eleição para governador, foi interessante a decisão dos comandos de campanha quando perceberam que um dos concorrentes havia se desgarrado do grupo da disputa pelo primeiro lugar e, então, a luta se concentrou, de forma inteligente, nesse aspecto, na disputa pelo segundo lugar e o crescimento dos outros concorrentes, alimentando a possibilidade de um segundo turno de votação no dia 26 de outubro.
Ficou a impressão que a estratégia, mesmo não combinada, deu certo. Todos os que estão disputando o cargo de governador, passaram a ser mais objetivos em seus discursos e começaram a juntar votos, importantes para que seja alcançado o primeiro objetivo – necessidade de segundo turno de votação.
Para senador, como não tem segundo turno de votação, a luta ficou mais aberta, nem sempre dentro dos limites da ética e, ao contrário do que se imaginava, mais agressiva de que a disputa para o cargo de governador.
Esse tom inibiu a eleição considerada mais difícil, onde os candidatos são considerados “cabos eleitorais” das eleições majoritárias. Houve uma espécie de revolta entre os candidatos das eleições proporcionais e cada um foi para seu lado, com as devidas e honrosas exceções.

No domingo, a vez de cumprir as regras é do eleitor. Todos estão avisados que além do título de eleitor também devem levar um documento com foto. “Sei não”, como a votação é biométrica, a questão da foto está vencida, pois é preciso que o eleitor leve as digitais para conferir antes de votar.

sábado, 9 de agosto de 2014

O momento das "equipes"

Rodolfo Juarez
A contagem regressiva para as eleições está acontecendo em cada partido político, em cada coligação e, muito especialmente, nas coordenações de campanha.
Os candidatos continuam acreditando em alguns gurus que se credenciaram ao longo do tempo e adotaram estratégias que, mesmo não dando certo na prática, são apoiados em teorias que respondem aos candidatos, dando motivação, mesmo que não lhes deem os votos que precisam.
Os grupos se formam por bairro e os trabalhadores de campanha se organizam em grupo, avaliam o seu trabalho e fazem a proposta que diminui com a aproximação das eleições e o interesse do candidato.
Mesmo assim há quem confie plenamente nesses grupos, dizem: “nem que seja para não fazer campanha contra”.
O fato é que eles são os primeiros que vão às ruas e são os mais tradicionalistas, não levando em consideração outros fatores que entraram, recentemente, no processo de divulgação de nomes, candidatos a cargo eletivo e que estão nas redes sociais.
Assim como as “equipes de rua” há aqueles que planejam tirar “a barriga da miséria” em uma campanha, participando do que chamam “equipe de mídia”, normalmente responsável pela imagem e divulgação dos candidatos através dos “santinhos” folders, filipetas, adesivos, gravações para o rádio e gravações para a televisão, além da preparação para os debates.
Os preços, se comparados aos que foram praticados na década passada, caíram bastante, não se sabe se pelas dificuldades de pagamento pelos candidatos (principalmente os que perdem a eleição), ou se pelas dificuldades de arrecadação que cada vez mais é fiscalizada pelos responsáveis das eleições, cada vez mais detalhada, para evitar o que chamam de “desequilíbrio eleitoral” provocado pelo poder econômico.
Mas as campanhas estão mais contidas é verdade, mas cheias de inovações e cuidados, muito embora, sempre para o dia da eleição os candidatos preparem meios para surpreender os eleitores e até a fiscalização, se valendo de meios nem tão convencionais para chamar a atenção do eleitor a votar neste ou naquele número, pouco interessando o próprio nome ou as propostas do candidato.
O momento é importante. Convencer é importante. Votar é decisivo.
Muitas vezes o próprio protagonista – o eleitor - não entende o processo ou finge não entender, mostrando-se de certa forma relaxado com  o momento e esquecendo que aquele é o momento, aquela á a última palavra.

A eleição não dá segunda chance para o eleitor, muito embora, nas eleições majoritárias, dê segunda chance para o segundo colocado na eleição.

terça-feira, 27 de maio de 2014

A grande chance

Rodolfo Juarez
Os agentes públicos não podem ser tão ruins assim.
É provável que haja, da parte de alguns, interesses inconfessáveis que cultivam uma “horta de problemas” interessados em criar confusão sem perceber a imensa responsabilidade de que foram investidos pelo povo.
Não é possível que o eleitor erre coletivamente e tenha “costas largas” o suficiente para receber a pecha de que não sabe votar, não sabe escolher e que, por isso, é o responsável pelo que de ruim acontece.
Esses premiados: governador, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores, além daqueles que, mesmo não recebendo o prêmio do povo de forma direta, de forma indireta, ocupam os cargos de confiança nas diversas formas de administração do Estado, não têm respeitado o eleitor, pois bastaria uma breve verificação no número de votos que receberam na eleição para saber que é muito mais do que os minguados números que estão disponíveis para as passeatas, servir de massa de manobra, mesmo que seja para pagar as ocupações eventuais nos momentos de irresponsabilidade e de barulho.
Observa-se que essas pessoas não respeitam o eleitor, não respeitam o morador. Tomam decisões importantes sem ouvir ninguém, dão ordens a partir das torres dos mandatos para intervir na vida das pessoas e das organizações.
Esse ano, por exemplo, os eleitores estarão indo às urnas para escolher algumas das pessoas da sociedade para as quais vai entregar, por quatro anos, a sua confiança, a sua força, transferir o seu poder de decisão.
A eleição tem a possibilidade de distribuir os mandatos entre pessoas de diversos modos de pensar, de diversas maneiras de agir, desde que todos eles sejam pelo bem comum.
Quando o candidato ao mandato se inscreve para ser observado pelo eleitor, mostra-se de um jeito amoldado àqueles eleitores, depois, quando eleito, nem lembra mais o que disse ou o que, às vezes, de mãos postas, prometeu.
Nesse momento o eleitor é ofendido na sua confiança e, algumas vezes, ouvem a acusação de que “não sabe votar”. Essa observação é feita sempre por aquele que se candidatou e não logrou êxito na eleição.
Mas porque dizer que o eleitor não sabe votar?
O eleitor sabe votar sim. O que tem acontecido é que alguns candidatos são pessoas mutantes: quando na campanha é um; quando eleito é outro.
Então é o candidato que se acostumou a não cumprir o que prometeu ou a não exercer o papel que disse que estava pronto para exercer em caso de vitória.
O que se tem visto nos últimos anos, principalmente no Amapá, é esse descompromisso dos mandatários que preferem se alinhar a estranhos, às vezes adversários, ao invés de se aliara com o povo, exatamente aquele povo para o qual fez as promessas durante a campanha.
A grande chance de começar a resolver essa questão se repete de quatro em quatro anos e, agora, no dia 5 de outubro, mais uma vez o eleitor pode definir um novo rumo, fazendo novas exigências, algumas que possa brecar a irresponsabilidade daqueles que receberem o diploma em dezembro.
Quem pode mudar o rumo de tudo é o eleitor.
Não há como deixar-se abater pelas mazelas de agora, pois não dá para culpar a democracia pela oportunidade.

Quem sabe se isso não é um truque daqueles que não deram certo e que reconhecem as dificuldades quando até para ouvir a verdade.

domingo, 18 de maio de 2014

Nas profundezas do esquecimento

Rodolfo Juarez
Este ano vai ser um “daqueles” para o eleitor.
Ainda bem que tem uma Copa do Mundo entre as convenções partidárias e o começo da campanha, mesmo assim as projeções não são nada agradáveis e os candidatos nos estados estarão, no início, ocupados em busca por uma posição onde possam ver e serem vistos pelos candidatos nacionais.
 No caso do Amapá, muito mais para ver do que para ser visto, devido a significação numérica que os nosso 448.622 eleitores representam para quem precisa de dezenas de milhões de votos.
Mesmo assim vai ser interessante!
Por aqui os 13 pré-candidatos ao governo só anunciarão alinhamentos na convenção e, apesar da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, mais uma vez e principalmente desta, as atas continuarão debaixo do braço, sem fechar, como se tornou comum e natural para os dirigentes.
Claro que isso é irregular. Mas a partir desse ponto os partidos políticos são assumidos pelos seus “donos” e, quando tem o dono e não tem o partido, esse “dono” espera, com se diz, até aos últimos minutos da prorrogação.
E o eleitor?
Será que o eleitor vai esperar de braços cruzados?
Será que esse eleitor não está pensando em dar uma volta nos candidatos acostumados a mentir?
Tomara que eles aproveitem a chance e se lembrem de tudo o que está acontecendo agora, seja na administração pública, seja na sua rua, na sua cidade ou com um parente ou vizinho seu!
Vai ter a hora do eleitor...
Isso está escrito. Ninguém sabe como, mas a impressão que nos passa cada um é de que esse ano vai ser diferente.
Eu não tinha muitas perspectivas com relação a esse pleito. Imaginava que isso poderia acontecer a partir das eleições para prefeito em 2016, mas o que tenho visto é um eleitor entendendo que precisa agir... E logo!
O fato é que os políticos e seus auxiliares, que voltarão a ser bonzinhos logo depois da copa, precisam estar com muita disposição pra ouvir poucas e boas do eleitor. Esses últimos anos foi de fracasso completo e as consequências estão com as pessoas e as cidades.
Ah! A cidade não é obrigação deste ou daquele governante.
É, sim.
A cidade é responsabilidade de todos. Afinal de contas os que não moram na cidade, nela vêm buscar o apoio para a sua vida, seja na escola, no posto médico, no hospital ou na maternidade. Mas vem para a cidade.
As ocupações são muitas, acontece que tem muitos políticos e mandatários que não querem assumir a sua parte. É por isso que os deputados federais e senadores têm dificuldades para se posicionar diante da população e escondem-se nos gabinetes refrigerados e, aqui e acola, falam alguma coisa que pensaram em fazer.
Muitas decepções podem construir uma barreira intransponível entre o eleitor e os atuais políticos e entre a população e aqueles agentes públicos que insistem em tirar vantagem da posição que ocupam em cargos efetivos.

Quero acreditar que ser trata de um pesadelo o que a população está vivendo, mas que passe logo e deixe nas profundezas do esquecimento, apenas para ser lembrado quando for para comparar outra vez.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O eleitor tem a última palavra

Rodolfo Juarez
Já este mês tive oportunidade de demonstrar, em um artigo, escrito aqui mesmo, alertando de que o Estado do Amapá se encontrava em risco.
Encontrava-se em risco, naquela época, e continua em risco agora!
Os órgãos estão rachados entre si. Executivo, Legislativo e Judiciário não se entendem; Tribunal de Contas não serve de apoio e o Ministério Público Estadual funciona mais como agente provocador e disseminador de problemas, do que o agente fiscal do cumprimento das leis que servem para todos.
A vontade de governar o Estado ou permanecer como governador está destruindo a capacidade organizacional daqueles que recebem a incumbência de governar o Amapá que, ao contrário do que alguns fazem questão de propagandear, é viável e tem um povo que não exige tanto.
Afinal de contas aceitar justificativas para a situação da saúde, da educação e da segurança que a população do Amapá experimenta é a demonstração de que nenhum povo confia tanto nos seus governantes como o amapaense.
Acontece que os governantes não têm merecido essa confiança, mesmo assim sempre demonstra a população que confia no jeitinho e na capacidade de entendimento que imagina ter os dirigentes.
Uma situação, entretanto, é comum entre aqueles que já governaram e querem governar o Amapá: não gostam da verdade!
Para eles a verdade é a deles!
Um erro que não tem sido perdoado por ninguém.
Acostumaram a governar sem plano, a gerir sem objetivos, a seguir o caminho exclusivo da política, onde o voto “da próxima eleição” é o que interessa, mesmo que tenha que ser comprado.
E agora.
Como controlar a corrupção?
Se não fizer isso ninguém escapa. Todos irão para a vala comum. Gritando por justiça, mas não escaparão daqueles que, continuam falando em nome da moralidade e da ética púbica, escapando para ir por último, mas vai também para a vala.
Ninguém pode esquecer de que é o povo que tem a última palavra.
Os poderosos, ou os que assim se sentem, precisam compreender a importância da honestidade, assegurar - para todos -, a confiança na justiça, mas saber que todos precisam de um líder. E esse líder vai aparecer.
Seria muito mais fácil para aqueles que já detêm o poder, entretanto, para que isso aconteça precisa que essa pessoa tenha uma nova leitura da realidade, um novo comportamento e compreenda que além dele tem muito mais gente para ser feliz, para viver melhor, para gritar, saudar e declarar a sua vontade de viver.
É possível que a deriva em que se encontra o Estado seja o resultado da sensação de desconfiança que todos pregam em cada um.
Pode ser porque ainda não houve a separação entre o que é público e o que é privado, para aqueles que teriam que fazer isso.
Muitos são culpados, mas, infelizmente, poucos pagarão o preço da culpa!
Falta humildade e, também, falta autoridade para aqueles que se arvoram ao trabalho sem estar preparado para ele.

É preciso haver compreensão, entendimento dos novos tempos e acabar com a fantasia, encarar a realidade, para o bem até de quem vir a ser derrotado. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Agora quem está com a palavra é o eleitor

Rodolfo Juarez
O Tribunal Superior Eleitoral, através dos tribunais regionais eleitorais, divulgou no final da semana passada os números nacionais e regionais de eleitores que estarão aptos a votar.
Toda a movimentação feita no Amapá, devido ao tamanho do contingente de eleitores e o pequeno número de municípios, passou por uma prova que constava da revisão cadastral de todo o eleitorado, com a modificação da identificação do eleitor na hora de votar, buscando, naturalmente, consolidar a confiabilidade das urnas eletrônicas em um ambiente totalizado de uma unidade da Federação.
As autoridades do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá aproveitaram o momento e se propuseram a tal feito.
Conseguiram alcançar as metas do desafio, em torno de 80%, recadastrando e criando condições para a identificação biométrica de todo o eleitorado que havia votado em 2010, a exceção do eleitorado inscrito no município fronteiriço de Oiapoque, que já vinha apresentando dificuldades no registro de presença de eleitores no dia das votações, com abstenções que já ultrapassavam 35%.
Seria o local de maior problema, nada que não pudesse ser resolvido com uma das justificativa padrão daqueles que moram no norte do Brasil, como: dificuldade de acesso, vivência nômade, proximidade dos garimpos, um curso diferente para a economia e, em consequência para as famílias, questões todas de fácil anotação nos trabalhos de migração e emigração próprio da região e das pessoas que estão sempre em busca de “aventura”.
O fato é que as autoridades do TSE também vivem de estatísticas e essa era uma boa delas para motivar as partes nacionais com mais condições, mas com muito menos disposição.
Os números a serem confirmados ou batidos estavam nos registros das eleições de 2010 e apontavam que no Amapá, em outubro daquele ano, estavam aptos a votar 420.331 eleitores nas zonas dos 16 municípios do Estado do Amapá.
Ao final dos trabalhos, no dia 7 de maio, depois de serem ultrapassadas datas como “definitivas”, a exemplo da do dia 29 de novembro de 2013, finalmente chegou o trabalho foi dado como concluído e conferido um total de 448.622 que estarão aptos a votar em outubro.
Macapá, com 263.593 eleitores é o município que, em duas zonas, registrou o maior número de eleitores. Representa 58,76% de todo o eleitorado amapaense; Santana, com 66.034 eleitores, concentra 14,72% do eleitorado, fazendo com que os dois municípios, abriguem quase ¾ do eleitorado de todo o Estado.
Pracuuba (0,54%) e Serra do Navio (0,69%) abrigam os dois menores colégios eleitorais do Estado, sendo que os dois municípios, juntos, tiveram habilitados pouco mais de 5.500 eleitores.
Com o recadastramento a tendência é haver uma queda no índice da abstenção que se repetia em torno de 15% nas eleições regionais. Espera-se para as eleições de 2014 uma abstenção em torno de 12%.
O cenário de candidatos é que não apresentará alterações significativas, muito embora seja esperada alteração mais importante entre os nomes eleitos.
As eleições proporcionais, que dependem ao número de votos das unidades partidárias, ou seja, dos próprios partidos que concorrem “solteiros” ou das coligações construídas pelas dirigentes partidários, tem elevado o quociente eleitoral que, para deputado estadual deve ficar em torno de 16 mil votos e para deputado federal, em torno de 48 mil votos.

De agora em diante a bola está com os eleitores para contribuir na construção de um Estado saudável, sem brigas e sem intrigas.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pensa mais com a barriga...

Rodolfo Juarez
Os eleitores estão vendo cada vez mais próximo o dia de voltar às urnas e escolher os seus dirigentes e representantes para os próximos quatro anos.
Está uma verdadeira confusão na cabeça de cada um desses eleitores pela profusão de informações e contra informações daqueles que querem ganhar a representação ou a gestão a qualquer custo ou a qualquer preço.
Não são poucas as vezes que os candidatos não medem o tamanho da responsabilidade que estão assumindo, não se preparam para assumi-la e erram demais quando estão autorizados a exercer aqueles cargos.
Ninguém escapa!
Vê-se esse comportamento em todas as esferas, seja do gerenciamento, seja da representação.
Ser candidato a governador de um Estado ou do Distrito Federal não exige qualquer preparação, basta que seja filiado a um partido político, tenha apoio desse partido que nada mais é exigido.
Também pouco importa a equipe que teria em uma eventual eleição para exercer o cargo. Só pensa nisso depois de eleito e o que se tem visto são erros repetidos e que atrasam o desenvolvimento e atravancam a administração.
Ser candidato a senador ou a deputado estadual ou federal, que seriam os representantes dos interesses da população e do próprio Estado ou do Distrito Federal, se tiver um bom discurso, serve.
Os exemplos de equívocos estão por ai, nos parlamentos estaduais e federais, apresentando resultados inesperados e, alguns deles, indesejados, muito embora candidatos a entrar para o abarrotado ambiente do anedotário político.
“Se dar bem” tem sido o lema muitos daqueles que são eleitos com a proposta de que vai trabalhar pela população. Muito embora se conheça depois, que nunca tenha sua lista de proposta aquelas que interessam à população.
É um faz de conta e tanto!
O eleitor é, entretanto, que avaliza esse comportamento. Quem diz para o candidato “vá em frente!”, é quem lhe abre o caminho.
É certo que esses candidatos têm todo interesse em encobrir e disfarçar as sua verdadeiras intensões, mas, por outro lado, cabe ao eleitor ter todo o interesse de evitar com que esses disfarces driblem os interesses da sociedade.
As chances dos candidatos serem iguais são muito grandes, assim como a esperteza de ocupar um lugar desocupado, também.
Não é atoa que cada um deles vai contratar uma equipe de marketing para estudar o ânimo do eleitor e conforme a conveniência do candidato - e não do eleitor -, atacar os pontos fracos ou fragilizados desses eleitores.
Claro que o eleitor terá que escolher entre aqueles que se candidataram. Mas que a escolha seja feita depois de uma avaliação mínima, mesmo que para isso tenha que contrariar o que diz um ex-presidente da República de que o eleitor “pensa mais com a barriga do que com a cabeça”.
No caso do Amapá o eleitor tem mais uma oportunidade para errar menos.
Um estado jovem, mas que já vai experimentar a sua sétima escolha para governador e que já teve a experiência de ver seus escolhidos saírem antes de terminar o mandato para atender outras propostas pessoais, já começa a não ter desculpas para os erros.

Tomara que no dia 5 de outubro os eleitores assumam a responsabilidade que sabem que têm e não deixem para cobrar depois a responsabilidade que deram ao eleito. O momento é o da hora do voto e ainda tem muito tempo para refletir!

terça-feira, 18 de março de 2014

Interesses não coletivos

Rodolfo Juarez
Daqui a menos de 15 dias o governador do Estado vai nomear, pelo menos, três novos auxiliares de primeiro escalão: os secretários de transporte, agricultura e administração.
O retorno dos que estão assumindo aquelas três secretarias de governo se dá devido à necessidade de desincompatibilização. Os três devem reassumir o cargo de deputado estadual, para que eles possam candidatar-se a reeleição buscando a renovação do mandato.
Duas questões em uma.
A primeira refere-se ao que realmente querem os três: se cargo no Executivo ou no Legislativo. Buscam garantir um cargo no Poder Legislativo para conquistar uma função no Poder Executivo, iludindo o eleitor que os escolheu para representa-los na Assembleia Legislativa e os vê desempenando funções no Governo.
A segunda refere-se às motivações que influenciaram na decisão do próprio governador que optou por deixa-los fora da Assembleia, trazendo-os para ficarem sob as suas ordens, em uma das secretarias técnicas.
Uma delas pode ter sido por questões de necessidade, aqui o destaque é para a habilitação técnica de Bruno Mineiro que, com formação de engenheiro, estava habilitado a exercer o cargo de secretário de transporte, podendo atender as exigências das funções que o cargo encerra.
O mesmo, entretanto, por mais boa vontade que se coloque na mistura, não se pode dizer dos secretários Agnaldo Balieiro e Cristina Almeida, que apresentaram bom desempenho como políticos, mas sem carregar os conhecimentos que os colocassem prontos para discutir a política de administração e a de agricultura conforme as necessidades que o Estado nesses dois setores e que precisam de discussões e decisões técnicas importantes.
Por outro lado, a Assembleia Legislativa precisava do reforço desses três deputados para tornar densa a representação popular para ali mandada, não permitindo o enxovalhamento da Casa de Leis havido por outros órgãos, do próprio Estado, como se pode acompanhar durante boa parte de 2012 e todo o ano de 2013.
Agora os três voltam a ocupar a cadeira de deputado e ainda afirmam que têm em suas contas os ganhos eleitorais havidos quando do desempenho do cargo de secretário, esperando uma forma de resposta eleitoral devido ao serviço que prestaram e para os quais foram muito bem pago.
Para o governo os problemas podem ser até menores, mas para o Estado não.
Faltando nove meses para encerra o presente mandato e havendo a necessidade de fechar as contas públicas, o tempo é muito curto para que o substituto “arrume a casa” e a torne em condições de começar um novo período administrativo, independentemente de que fique no Palácio do Setentrião, fazendo as honras da casa e orientando as atividades do Governo.
Colocar as interesses pessoais acima dos interesses coletivos, ainda mais quando a conta é paga com dinheiro público, é um desafio às regras contidas na Constituição Federal e extremamente prejudicial ao Estado que vive um momento delicado, precisando definir o seu rumo e, principalmente, a regra que vai ter que utilizar.
É certo que a Administração permite essa manobra, mesmo assim não deixa de ser um desafio para o eleitor que vai está atento a tudo o que acontece e tem chance de rever as suas posições a cada quatro anos.
O fato é uma constatação. Reflete o pouco caso que os eleitos fazem para com os eleitores e o desrespeito pelos votos que receberam.

Muito embora seja uma solução política circunstancial, não é uma solução administrativa que interesses à população.