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terça-feira, 24 de setembro de 2019

A estrutura da orla de Macapá está em risco


Rodolfo Juarez
Sem nenhuma atenção dos governantes durante os últimos anos pela manutenção do que foi construído com muito sacrifico financeiro, mas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população, está indo, literalmente, “por água abaixo” o que parecia um desafio vencido.
Alguns trechos da orla de Macapá já podem ser considerados irrecuperáveis e terão que ser completamente refeitos, tão crítica é a situação depois do rompimento da estrutura que mantinha de pé a urbanização do local, que contava de rua asfaltada com mão dupla, linha d’água, meio fio, calçada e balaustres de proteção.
A falência das estruturas facilita a solapagem do aterro e a fuga de todo o material para a praia, primeiramente, depois para o leito do rio Amazonas para ser carregado pelas águas para lugares não sabidos.
Esse é o atual retrato da orla do bairro Cidade Nova que tinha ainda uma infraestrutura de laser e que, agora, está completamente abandonado com a vizinhança vendo a mudança de finalidade, que era centrado no lazer e no turismo, para ser ocupada por viciados, principalmente em drogas, carregando os demais vícios acessórios para o local.
A orla do bairro Perpétuo Socorro, adaptada a um complexo pré-existente com um cais precário para carga e descarga de mercadoria e, embarque e desembarque de passageiros, com um píer avançado onde está instalado um posto de combustível para o abastecimento de pequenas embarcações, também está precisando de recuperação, principalmente no canal do Igarapé das Mulheres, principal coletor de águas pluviais do bairro, que se encontra com a saída completamente entulhada, precisando, urgentemente, de dragagem, mas ninguém sabe por onde anda a draga que era usada para executar esse tipo de serviço.
Adiante, em frente à antiga Residência Governamental, no local onde havia um campo de futebol e que foi desativado em 2010 para que ali fosse dada continuidade ao projeto do Parque do Forte, o espaço que fica em baixo das antigas arquibancadas virou o local preferido para moradores de rua e recebeu o apelido indesejado de “Cracolândia”.
Mesmo sendo considerado o trecho mais completo da orla, o que fica entre o Trapiche Elieser Levy, inclusive e a Fortaleza de São Jose de Macapá, uma das partes mais frequentadas do Lugar Bonito, a situação é muito precária e instável, com a falta constante da iluminação do próprio parque e a falta de manutenção no sistema elétrico que está desativado e que era apoiado no balaustre de tubos de ferro. O trapiche e seu bondinho é um capítulo da parte triste.
Entre Fortaleza de São José e o Araxá o local ainda conta com alguma preservação, mas já dá sinais de fadiga, principalmente nas partes construídas à base de madeira e parafuso. O próprio Araxá precisa de atenção para que o projeto urbano implantado ali continue cumprindo a sua finalidade.
Do Araxá para frente, onde não foram construídos os muros de arrimo, a situação é precária, muito embora haja um início de construção de um muro de arrimo que nunca é concluído e que já foi objeto de anúncio de diversos secretários de infraestrutura de variados governadores.
Se não der a atenção que a orla da cidade de Macapá, desde o Canal do Jandiá, até a Lagoa de Estabilização de esgoto sanitário, a população de Macapá, os visitantes costumeiros e os turistas lamentarão a perda de um dos principais motivos que levaram as pessoas admirarem tanto a orla da cidade.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

13 anos do Lugar Bonito


Rodolfo Juarez
Ontem, dia 10 de junho, o Lugar Bonito completou 13 (treze) anos, a contar do dia da inauguração e, até hoje, é a maior e mais impactante obra urbana realizada em Macapá mesmo considerando os pilares prioritários como educação, saúde e segurança pública, sempre os citados nas justificativas e perspectivas dos administradores do Estado.
A cada ano do aniversário do Parque do Forte, conhecido como Lugar Bonito, procuramos retratar a realidade no sentido de que as autoridades estaduais compreendam a importância que esse lugar tem para a população de toda a cidade de Macapá e para influenciar o turismo no Amapá.
A orla do Araxá, do Santa Inês, do Perpétuo Socorro e do Jandiá poderiam ser igualmente festejadas pela população, entretanto as condições a que foram relegados acabam por afastar os visitantes e atrair aqueles que a sociedade está deixando à margem, permitindo que estes enveredem pelas drogas, optem por morar na rua, trazendo um aspecto decadente para pontos que poderiam ser atrativos à população que frequenta o local.
Já foi destacado que desde o primeiro trimestre de uso, as instalações do Lugar Bonito são depredadas e deixadas de lado pela administração geral, uma vez que o local não recebe fiscalização, a não ser da política que, não respeita as condições do parque e, sob a justificativa de proteção aos frequentadores, trafegam em carros da polícia sobre o gramado, destruindo-o, inclusive aqueles que foram recuperados recentemente pela própria natureza.
Os chafarizes foram os primeiros a serem desativados. Não resistiram à falta de manutenção e toda a beleza e a função de amenizar o clima do entorno foram perdidas depois da desativação de um equipamento que nem mesmo os mais atentos lembram.
O mesmo aconteceu com as redes de apoio como sanitários, mictórios, água potável e tantos outros equipamentos que foram instalados e que faziam parte do projeto e que foram desativados e nunca mais recuperados. Nesta situação está a iluminação baixa, colocada nos balaustres de segurança do muro de arrimo, que já está sem as lâmpadas e a maioria, sem as luminárias. Restaram os fios de alta tensão e o perigo que isso representa para os frequentadores.
Hoje, treze anos depois da inauguração da segunda parte do Projeto do Parque do Forte, devido a não continuação do projeto, se transformou em um grande mercado de variedades com vendas de pequenos objetos de plástico, batata frita, banana frita, água de coco, tapioquinha, entre outros, se constituindo num emaranhado de fios elétricos perigosos que se espalha por toda a área do parque, onde adultos e crianças brincam e se divertem.
O lugar passou a ser, devido a fraca iluminação, o local preferido para assalto. O principal objetivo dos assaltantes que aproveitam a escuridão do Parque para praticar os atos criminosos é o celular dos jovens que querem se comunicar, a partir do Lugar Bonito, com quem desejar.
O Trapiche Eliezer Levi, pensado para ser uma das principais atrações turísticas da Cidade está fechado para os frequentadores há mais de 3 anos. Da “cabeça” do trapiche se tem uma visão privilegiada da cidade. Isso deixou de ser sentido pela população depois de uma série de erros dos agentes do Estado que não souberam manter o bondinho que tinha a linha mais curta do mundo.
Do outro lado do Lugar Bonito, a região que fica a partir do Trapiche Eliezer Levy no rumo do Jandiá, o que se vê é um absurdo, primeiro pela cracolândia que se instalou sob uma arquibancada do que, um dia, foi um campo de futebol.
Adiante, já depois do Perpétuo Socorro, a destruição já levou o balaustre, a calçada, o meio-fio, a linha d’água e boa parte do asfalto. As marés e o Rio Amazonas são as desculpas que deixam apenas o muro de arrimo.
É assim que estamos vendo o Lugar Bonito que, apesar desse abandono e poucas intervenções do Governo, continua sendo a referência de muitos amapaenses que lotam, todos os domingos aquele lugar que completou 13 anos de sua inauguração. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Lugar Bonito: 12 anos depois da inauguração


Rodolfo Juarez
No próximo domingo, dia 10 de junho, o Lugar Bonito, ou Parque do Forte, na orla de Macapá, completa 12 anos que foi inaugurado com grande festa e a promessa de que seria mantido com zelo e cuidado jamais visto.
O desleixo foi atestado logo no primeiro ano, quando um dos diferenciais do Parque, os chafarizes, colocados em linha, deixaram de funcionar não obstante a beleza lúdica que emprestava ao local. Nenhuma tentativa de recuperação foi feita e restam apenas as referências no projeto e as valetas que servem de depósito para lixo.
Mas não foram apenas os chafarizes que foram abandonados. A iluminação, as vias de circulação, o gramado, o anfiteatro a céu aberto, os banheiros, o muro de arrimo, toda a instalação elétrica, os elementos complementares, as bicas de água potável, o espelho d’água, e tantos outros elementos que concebidos no projeto que mudou a relação entre a população e a cidade, e entre os visitantes e a Capital do Amapá.
A melhoria na orla de Macapá, principalmente às proximidades da Fortaleza de São José, era uma das vontades dos técnicos da Prefeitura de Macapá.
Em 1993 quando Papaleo Paes assumiu a prefeitura de Macapá, estabeleceu como uma de suas metas administrativas a  melhoria do entorno da Fortaleza e, em 1995 entregava o espaço que ficou conhecido como Estacionamento do Bando do Brasil.
Em 1995 tomou posse, como governador do Estado, João Capiberibe, que conhecia a intenção dos profissionais da área de urbanismo da prefeitura de Macapá. Agora, como governador, com um orçamento maior, poderia desenvolver um projeto que envolvesse toda a Fortaleza de São José.
Em 1996 começaram as tratativas para a elaboração do projeto que, por envolver um patrimônio da importância histórica da Fortaleza de São José, tinha muitas limitações para serem consideradas. O projeto que ficou pronto em 1998.
Em 1999 João Capiberibe tomou posse para o segundo mandato e com o projeto, pronto, ganhou prioridade e foi licitado ainda em 1999. Em 2000 foi dada a ordem de serviço para a execução da obra. Armou-se então o maior tapume que Macapá já viu, escondendo o rio Amazonas dos moradores do Bairro Central e de quase todo o Bairro Santa Inês.
Os serviços foram projetados para serem concluídos em pouco mais de um ano, entretanto, passaram os dois anos do governo de João Capiberibe, um ano do governo de Dalva Figueiredo e mais quase quatro anos do governo Waldez Góes, para que o tapume fosse retirado, em 10 de junho de 2006, e aparecer o que o povo chamou de “Lugar Bonito”.
Mesmo apenas com a primeira etapa da obra concluída (a segunda etapa foi começada e está abandonada desde 2006) a população aprovou o que fora inaugurado e reelegeu, no primeiro turno, Waldez Góes para o seu segundo mandato, que durou de 2007 a março de 2010.
Quando Camilo Capiberibe assumiu o governo do Estado, a primeira providência foi a recuperação do bondinho do Trapiche Eliezer Levi. Festa na reentrega em abril de 2011, mesmo assim o bondinho não deu certo. Mas foi só, para o Lugar Bonito.
Quando Waldez Góes assumiu o Governo do Estado, para o terceiro mandato, em 2015, outra vez a primeira obra foi a reforma do Trapiche Eliezer Levi, a recuperação do bondinho e a colocação de uma torre de aço na “cabeça” do trapiche e que até agora ninguém sabe com qual objetivo. Também não deu certo.
Ao completar 12 anos de que foi inaugurado, além de desfigurado, o Lugar Bonito precisa de atenção, de mais interesse da Administração Estadual, para diminuir a frustração de uma população decepcionada.
O dia 10 de junho, como aniversário do Lugar Bonito, é para ser um dia marcante para a população, sem frustração, sem decepção e sem a convicção de que os atuais governantes pouco se importam pelo que é importante para a população daqui.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Lugar Bonito completa onze anos

Rodolfo Juarez
No próximo dia 10 de junho de 2017 o Parque do Forte completa 11 anos de sua inauguração como o maior espaço de lazer da cidade de Macapá, às margens do rio Amazonas, no meio do mundo, como o novo cartão postal do Estado do Amapá.
A obra de construção contou com os riscos e contornos de arquitetos famosos e execução de uma empresa de engenharia regional, demorando um pouco mais de sete anos para ser concluído, tempo em que ficou escondida dos curiosos que ouviam histórias da beleza do local pelos funcionários da empresa construtora e dos poucos visitantes que tinham autorização para entrar no canteiro de obras.
A curiosidade da população era tanta e os elogios de quem tinha a primazia de conhecer as plantas da obra ou parte dela já executada, que a melhor resposta que tinham para os curiosos era: “pense num lugar bonito”.
A expressão usada para a resposta foi logo reduzida para “lugar bonito” e a curiosidade aumentava a cada dia.
No dia da inauguração, 10 de junho de 2006, uma verdadeira multidão veio para a festa, atendendo aos apelos, convites e propagandas do então Governador do Estado que estava às vésperas da convenção do seu partido, indicado que seria para concorrer à eleição de outubro.
O ato foi transformado no maior outdoor do mundo que um político já exibiu as proximidades de uma eleição. Foi o símbolo da campanha, adotado pelo eleitor que, quatro meses depois, reelegia o governador no primeiro turno, deixando os concorrentes completamente batidos.
Garantida a reeleição o governador reeleito “deixou para lá” a obra que havia começado no governo anterior e que tinha o prazo estrategicamente esticado para, o momento em que o eleitor decidia em qual candidato votar.
Na ação de “deixar para lá” o primeiro elemento que foi abandonado depois do primeiro defeito e para nunca mais ser consertado, foi o chafariz, idealizado para amenizar o calor nos dias mais quentes do Parque e que contornava toda a arena a céu aberto que até hoje resiste aos onze anos de idade, com vários defeitos, alguns provocados pelo mau uso de alguns que tiveram licenças, no mínimo esquisitas, das autoridades de plantão nas sedes de alguns dos órgãos públicos.
De lá para cá o mau trato, a falta de zelo e a irresponsabilidade tiveram resultados distribuídos por todo o parque que, como se fosse sem dono, sofre depredação e há poucos anos chegou a ser ponto de preferência e referência de assaltantes e bandidos que tiraram a tranquilidade dos visitantes.
No momento, onze anos depois, a população e os visitantes ainda conhecem o Parque do Forte como Lugar Bonito, muito mais pelas condições que a natureza oferece do que pelo zelo daqueles que têm essa responsabilidade, mas não a exercitam e ganham o repúdio dos frequentadores.
Calçadas quebradas, sistema de irrigação sem funcionar, sistema de iluminação mal cuidado e precário, os elementos complementares abandonados e outros retirados e de lá desaparecendo e, ainda, o que seria uma edificação que funcionaria como depósito e banheiros, funciona, atualmente, como criadouro de larvas de mosquitos diversos, desafiando a capacidade de compreensão e realização das autoridades.
O Parque do Forte precisa voltar a ser o Lugar Bonito, capaz de voltar a extrair a exclamação que emociona: pense num lugar bonito!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Lugar Bonito

Rodolfo Juarez
No próximo dia 10 de junho o Parque do Forte, o conhecido Lugar Bonito, completa 11 anos que foi inaugurado, dando à população de todo o Estado e não apenas a cidade de Macapá, um das mais importantes referências turísticas do Amapá.
Um complexo cheio de peculiaridades como o Trapiche Eliezer Levi, a Pedra do Rio, a orla, o anfiteatro, a própria fortificação conhecida como Fortaleza de São Jose de Macapá, além de diversos equipamentos que colocaram o parque na lista de um dos mais modernos do Brasil.
A população aprovou desde o primeiro dia e fez do local um dos seus motivos de orgulho da cidade.
Em dois anos, entretanto, sem manutenção e sem ter a sua importância entendida por quem deveria manter a integridade do projeto, o Parque passou a sofrer depredações a começar pela falta de manutenção no chafariz que foi desativado antes do sexto mês de uso, até a destruição das passarelas e o completo abandono do banheiro público e depósito, hoje funcionando como um criadouro de mosquitos, inclusive o aedes.
O relaxamento foi atribuído a diversos órgãos públicos, sem perder a sua característica de ser um parque.
A segurança também se constitui, na atualidade, um grave problema para ser enfrentado. A falta de iluminação é um desafio para os frequentadores que não deixam de usufruir das diversas ofertas que a natureza ali propícia como: ventilação forte, panorama geral espetacular e a variação do humor do maior rio do mundo, o Rio Amazonas.
O parque, neste momento, precisa de um administrador responsável e que entenda a importância que tem para a população do Estado e para os visitantes.
O Trapiche Eliezer Levi, primeiro serviço da Secretaria de Infraestrutura do atual Governo, continua fechado, longe dos sonhos sonhados pelos próprios gestores que assumiram a responsabilidade de recuperá-lo, e pela própria população que, em grande número ocupa todos os dias e se concentra nos finais de semana.
 A frequência das famílias é tão grande que a praça do parque virou uma área de negócios de pequenos empreendedores, que atendem a população com iguarias e variedades alimentares, mesmo não tendo um fornecimento de energia adequado e qualquer processo para coleta da água servida ou do lixo orgânico e não orgânico produzido pela atividade dos microempreendedores.
Outro problema que desafia as autoridades e provoca reclamação dos frequentadores é o odor que exala do Canal da Mendonça Junior, devido ao grande número de ligações de esgotos que terminam naquele canal. Durante a maré vazante e próxima da reponta, o mau cheiro aumenta e o ar das proximidades fica irrespirável.

A contar de hoje, dia 16 de fevereiro de 2017, faltam 113 dias para o aniversário do Parque do Forte, o suficiente para uma jornada de recuperação do local e o Governo dar uma resposta à população, afinal foi a inauguração deste parque que facilitou ao governador Waldez Góes o segundo mandato de governador, obtido em primeiro turno, no mesmo ano da inauguração: 2006. 

domingo, 25 de agosto de 2013

Um "dono" para o Parque do Forte

Rodolfo Juarez
O Parque do Forte, inaugurado no dia 10 de junho de 2006, é um dos lugares do Amapá mais conhecido no Brasil e no Mundo, já disputando com Oiapoque os primeiros lugares na lista de palavras mais escritas e de lugar mais falado.
Mesmo sendo recentes as expressões “parque do forte” e “lugar bonito”, elas ganham a preferência pela exploração das imagens capturadas logo depois da inauguração do local e que estão disponíveis, inclusive, na internet.
Então, disputar com expressões como “fortaleza”, “Macapá” e “Amapá”, entre outras não foi tão complicado devido à disponibilidade das novas ferramentas nas redes sociais e da importância plástica que encerra na comparação, despertando a atenção pelos meandros físicos que mostrando, em desenho, a realidade.
Por isso o Parque do Forte entrou no roteiro cultural de qualquer um daqueles que passeia pelo Amapá na forma real ou na forma virtual. O lugar virou identificador do Amapá, como a linha imaginária do Equador e o Equinócio.
Cresce, dessa forma, a responsabilidade do setor público e privado pela manutenção do local, hoje especial sobre qualquer aspecto de análise, passando a ter um acompanhamento não só dos amapaenses que moram aqui, mas também, de todos aqueles amapaenses ou não, que moram fora daqui.
Atualmente o Parque do Forte está precisando de um “dono”, isto é, de alguém que tome conta dele, o trate de acordo com as suas necessidades e, principalmente, entenda a importância que o parque tem para todos os que gostam dele bonito, bem tratado e em condições de ser visitado.
Se tiver o tal “dono”, seja ele o Estado, o Município, ou qualquer outra organização que tenha a atribuição de cuidar, zelar, manter e melhorar o lugar, então as providências para que seja feita a restauração das partes destruídas ou consumidas, serão efetivamente tomadas.
As últimas notícias estão informando que um conjunto de órgãos está debatendo o que fazer para recuperara a majestade do “lugar bonito” e o orgulho daqueles que aprenderam a admirá-lo pelo bem que faz a todos.
Com as calçadas destruídas, os meios fios perdido, os chafarizes desativados, as lixeiras quebradas, a iluminação precária e com desvio do uso projetado originalmente, o parque precisa reencontrar a sua proposta de projeto para continuar conquistando os daqui e os de fora, reforçando a valor de sua escolha como preferido.
A recuperação física do local é uma necessidade, não há como concordar com a situação atual que não engrandece nada e ninguém, é preciso que os responsáveis entendam o valor daquele patrimônio que é uma espécie de adorno para o rio Amazonas que, exuberante como sempre, atrai todos os olhares para ele, mas precisa de uma plataforma que possa integrar o conjunto.
Mesmo com a exposição diária dos problemas do local, as condições em que se encontram os equipamentos, sem funcionar até os bebedouros públicos e com o aspecto de abandono podendo ser atestado a cada momento, os responsáveis não são identificados e, por isso, a população acaba não tendo de quem cobrar e, também, para quem oferecer colaboração.
As recentes notícias, portanto, soam como uma esperança àqueles que estão inquietos com a situação e com a falta de compromisso com o local.

Devia ser muito feliz aquele que tem a responsabilidade de tomar conta do Parque, pois, certamente, esse seria reconhecido pela manutenção do ambiente que é de todos e cenário para qualquer um que queira uma lembrança para sempre.

sábado, 15 de junho de 2013

Aniversário sem festa

ANIVERSÁRIO SEM FESTA
Rodolfo Juarez
Nenhum lembretezinho, nenhuma faixa, nenhuma providência foi tomada para que ficasse marcado o aniversário de sete anos da inauguração do Lugar Bonito, uma espécie de orgulho da população do Amapá, que, infelizmente, é desconsiderado pelas autoridades que teriam obrigação de interpretar o que a população quer.
Nenhuma lembrança, nenhuma referência sobre o “lugar bonito” que mudou o modo de pensar do morador de Macapá e de todo o Estado sobre a própria cidade, tão maltratada, mas que tem a compensação da natureza que despeja um permanente vento sobre as pessoas que viram e aplaudiram a decisão de construir a praça e o resultado final que veio com a conclusão da execução do projeto.
Nenhuma citação mesmo.
Nada, sobre o fechamento de um ciclo de 7 anos do “lugar bonito” da parte dos que lidam com o interesse público, mesmo assim o povo, seu fiel usuário, estava lá, representado por uma leque de todas as classes sociais, fazendo do lugar o espaço mais democrático da cidade e onde todos se encontram.
Basta prestar a atenção que dá para perceber os frequentadores, fazendo as mais diversas atividades, desde aqueles com seus iPads, smartphone, tomando água de coco, calçando tênis importado e chegando com seus carros do ano, até aqueles com suas batatas-fritas, correndo descalços e vindo de buzão dos bairros mais afastados da orla, todos se respeitando e alguns lamentando as condições as deixaram o lugar bonito chegar.
O capim brabo tomou conta do lugar onde havia grama e está alto e deixando coceiras nas pernas desprotegidas das crianças que, no dia do aniversário do “lugar bonito” seguravam as linhas tesas que tinham na outra ponta um pita, um papagaio, uma rabiola, ou uma cangula, chamados assim pelos donos conforme a origem do próprio dono, mostrando que naquele local todos do povo se encontram.
Segunda-feira, o dia do aniversário, parecia que o local estava mais alegre. Seis horas da tarde as ondas do rio já começavam a molhar a mureta, dando um toque a mais no grande “bolo” de concreto que cerca toda a orla e serve de banco para aqueles que gostam de sentir o ar no rosto pelo seu movimento – o vento.
Não há de faltar oportunidade, senhor “Lugar Bonito”, para que pessoas responsáveis resolvam interpretar as necessidades daqueles que gostam de ti – a população.
Eles não sabem o erro que estão cometendo, pois, mesmo assim, com os tubos de ferro enferrujados, com as calçadas maltratadas, com a grama desaparecendo, com a terra exposta, mesmo assim, aqueles que gostam, gostam e, apesar desses diplomados nas eleições não gostarem de ti, esse povo humilde gosta.
No dia 10 de junho, certamente, comemorações aconteceram por ai, nos sítios fora da cidade, nas casas de luxo, aquelas com piscina de espelhos, os casarões que ocupam 3, 4 ou 5 terrenos e que foram construídos de forma misteriosa, com dinheiro que ninguém sabe de onde veio mas, conquistado em espaços de tempo sempre igual ao espaço de mandatos.
Hoje tem muito mais vendedores de batata frita de que em qualquer outro tempo, mas também tem muito mais gente de que em qualquer outro tempo.
Acho que muita gente ainda lembra-se da festa de inauguração.
Foram tantos fogos, mas tantos fogos, tanta música, mas tanta música, tanta propaganda, mas tanta propaganda, que acho que até hoje tu, “lugar bonito”, ainda não esquecestes.
Não te iludistes, temos certeza, a festa não era para ti. Era para eles!
Já percebestes agora?
Mas é assim mesmo. Um dia, logo depois de uma eleição, haverá de ser diplomado um cara que entenda o povo e leve em consideração o que o povo gosta.
Nesse dia, então, serás recuperado, ganharás a majestade e atrairás mais gente humilde, mais pessoas que gostam ti, e, quem sabe, entre esses não estará um, pelo menos um, com diploma conquistado numa das eleições.

Alguns desses que tem o diploma agora, até que merece uma segunda chance, mas a imensa maioria, não merece mais nenhuma chance e deles, não demora, tu, “lugar bonito”, estarás livre para sempre.

domingo, 24 de março de 2013

O Lugar Bonito está precisando ser cuidado

Rodolfo Juarez
Desde 2006 quando foi inaugurado o Parque do Forte, que ficou conhecido popularmente como Lugar Bonito, que a grande praça, eleita pelo povo para ser a sua principal referência de lazer, não alcançava um momento tão crítico.
A decisão política de construir aquela praça foi tomada no primeiro mandato do governador João Capiberibe, que implicava em desmontar um projeto que havia sido implantado com dinheiro de emendas parlamentares, na administração do prefeito Papaleo Paes, que havia humanizado a praça em frente do Banco do Brasil, mas que ficara com boa parte como sendo “o estacionamento do Banco do Brasil.”
Depois de realizados os estudos e definidas as funções de cada parte da “grande praça” se entendeu que o parque do forte, desde a rampa do bairro Santa Inez até o Trapiche Eliezer Levi, que também passaria por revitalização, seria o setor nuclear do grande espaço de lazer da cidade que começaria na orla do bairro do Igarapé das Mulheres e se estenderia até o Complexo do Araxá.
As obras começaram efetivamente no governo do governador João Capiberibe e continuaram até o último ano do primeiro mandato do governador Waldez.
Foram seis anos com um tapume na frente da cidade que retirara toda a infraestrutura de lazer que já fazia parte do cotidiano dos macapaenses, dos naturais de outros municípios do Estado e dos visitantes que já se tinham se acostumado a sentir a brisa do vento vindo do grande rio e a contemplar a imensidão das águas que terminava no horizonte onde o céu e a aruá parecia se unir, com a cortina das árvores da mata distante.
Às vésperas da eleição regional de 2006 o grande tapume foi derrubado e o povo conseguiu ver o que havia sido construído. Provavelmente a maior e melhor obra urbana em todo o Estado.
O povo não teve dúvida, substituiu o nome Parque do Forte pelo nome Lugar Bonito, que foi imediatamente assumido pelas pessoas que fazia o comando do governo do governador Waldez Góes.
O dia da inauguração ocorrida no dia 10 de junho de 2006, exatamente no dia em que começavam as convenções dos partidos para a escolha dos candidatos, indicava que a obra, devido a sua aceitação, seria o principal mote para a campanha de reeleição do governador Waldez.
Tendo como base o lugar bonito, Waldez venceu todos os seus adversários no primeiro turno de votação, um feito inédito, ficando com mais de 50% dos votos válidos.
Mas foi só isso. Só voltou a se interessar pelo local, às vésperas da eleição para prefeito de Macapá, depois do primeiro turno, com o objetivo de virar o jogo e eleger Roberto Góes prefeito.
Conseguiu! E foi a última intervenção.
Abandonou a execução do projeto pela metade, onde os esqueletos ainda estão pela praça que fica em frente à Residência Oficial do Governador.
Eleito Camilo Capiberibe nas eleições de 2010, em 2011, no segundo semestre, quando da entrega da recuperação do Trapiche Eliezer Levi, foi cobrado pelo senador João Capiberibe, seu pai, melhorias no Parque do Forte, o Lugar Bonito.
Não ouviu e foi convencido, ano passado, 2012, a realizar a quadra junina no local do anfiteatro do Parque, prejudicando a estrutura que há no local e agredindo as finalidades para as quais foram construídos os elementos do Parque.
No momento o Lugar Bonito está passando pelo seu pior estágio, com todas as luzes do muro de arrimo apagadas e com as luminárias destruídas, buracos no calçamento, como verdadeiras armadilhas para os pedestres. Calçadas destruídas, grama sem manutenção e os chafarizes sem funcionar.
O lugar está sujo, maltratado e, ao que parece, sem ser visto pelos que teriam a responsabilidade de manter o local limpo, agradável, conservado e próprio para uso.
Por enquanto os descuidos e os desleixos prevalecem e se impõe aos gestores que, completamente alheios ao caso, precisam recuperar o local que é importante para o prazer e a satisfação da população local e dos visitantes.
 

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lugar Bonito; Recuperação do muro de arrimo

Homens trabalham na recuperação da parte do muro de arrimo que caiu em setembro
Desde o final de março desde ano, durante uma ressaca, que o muro rachou e “avisava” que ia cair.
Desde a semana passada que homens estão trabalhando na recuperação da parte do muro de arrimo do Lugar Bonito, na altura do Bairro Santa Inês, entre a rampa 1 e o forte, e que foi rompido durante uma ressaca no finalzinho de março, durante uma maré alta e que caiu no começo de setembro.
Foram mais de cinco meses passados com o muro de arrimo “avisando” que ia cair e, mesmo depois de estar na praia enlameada do lugar, ainda demorou bastante para que fosse tomada a elementar providência de recuperação.
A parte de tubos metálicos, que serviam de parapeito aos apreciadores do rio naquele local, já foi retirada da estrutura de aço e concreto que continua na praia e está na praça esperando pelo momento de ser reposta no lugar.
Apesar da demora e da indefinição de quem toma conta dessa, que é a mais importante praça da cidade de Macapá, começada há mais de 12 anos e que ainda tem mais de um terço para ser construída, tem-se a impressão que pelo menos a recuperação sai do papel.
Como a fiscalização, a inspeção e manutenção não são feitas na praça como um todo, ela já começa a dar sinais de que precisa ser recuperada em alguns pontos.
O trecho que está em obras fica no prolongamento do Bairro Santa Inês, mas outros trechos, do Araxá ao Perpétuo Socorro, estão com problemas iguais ou mais graves e que precisam, também, de recuperação urgente, antes que o prejuízo aumente.
  
Homens trabalhando na recuperação do muro de arrimo (Foto: Ian Lucas)

 
Foram seis meses de espera até cair e um mês até começar o trabalho
(Foto: Ian Lucas)
 
 


 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Começa a cair o muro de arrimo do Lugar Bonito

Caiu uma parte do muro de arrimo do Lugar Bonito
Há cinco meses o local esperava por uma ação das autoridades pública. Ela não veio e o muro desabou.
Uma parte do muro de arrimo, exatamente aquela que segurava uma das baias de contemplação do Rio Amazonas na Orla da Beira Rio, no Lugar Bonito, caiu e está na lama da praia do prolongamento da Orla no Bairro de Santa Inês, entre a rampa nº 1 e o Forte São José.
Desde o final de março, quando as águas grandes e agitadas do Rio Amazonas bateram forte no local e afetaram a estrutura do muro de arrimo que as autoridades, responsáveis pela orla e pelo Lugar Bonito sabiam do ocorrido e que teriam que tomar as providências para evitar o que aconteceu.
Nem a Secretaria de Estado da Infraestrutura, nem a Secretaria de Estado do Turismo, nem a Secretaria Municipal de Obras do Município de Macapá agiram, isoladamente ou conjuntamente para evitar a queda e os prejuízos que agora estão consumados.
No momento o local, que fora de contemplação, é de grande perigo, principalmente para crianças, pois é fácil deduzir que, ali a correnteza do rio é mais forte e o baque das ondas é mais violento. A noite, sem iluminação, o perigo dobra.
Até agora as autoridades ainda não anunciaram qualquer providência.
 
Em março de 2012, durante a ressaca, na maré alta

De abril a meados de setembro (2012) ficou assim, pedindo socorro

Na semana passada não aguentou e caiu. Agora está assim.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Se a espera era por cair, caiu! E agora?


O que estava para acontecer, aconteceu!
Hoje, tapando o grande buraco que ficou no muro de arrimo estão quatro tiras de plástico, amarelo e preto que, certamente, para a equipe de segurança do Parque do Forte chama menos a atenção dos curiosos, inclusive crianças, do que fazer uma vedação mais ostensiva.
Um lugar tão importante para a população e para a cidade de Macapá não devia ser tão desimportante para as autoridades que teriam a responsabilidade de zelar pelo local que pretendia emoldurar o grande rio que fica na frente de cada um dos que estão no Lugar Bonito!?!?!?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Lugar Bonito

Rodolfo Juarez
O estado em que se encontram alguns setores do Parque Beira Rio que serve de contorno ao Forte de Macapá e completa a paisagem do Lugar Bonito, está deixando a todos os usuários e contempladores do local preocupados com a falta de zelo que toma conta do local.
Como se já não bastasse o pouco interesse dos executivos públicos de agora em concluir o projeto iniciado na gestão do então governador João Alberto Capiberibe, a parte que ficou pronta e foi inaugurada há 6 anos, já mostrar pontos que precisam não só de manutenção, mas também de restauração.
E se alongarmos mais o espaço, chegando até à orla do Araxá e à orla do Perpétuo Socorro, ai então as preocupações aumentam, pois nesses dois extremos já estão expostas as precárias condições estruturais do próprio muro de arrimo, base do projeto, como também dos equipamentos que fazem (ou faziam) parte do cenário.
Um abandono que não tem explicação e que não condiz com o sentimento de responsabilidade que os gestores dizem ter nos programas eleitorais gratuitos dessa campanha eleitoral, asseverando que “amam Macapá acima de tudo”.
Se amar a cidade é não cuidar dela, a certeza que fica é de que os verbetes que unem cuidar e amar estão fora de sintonia para esses que, agora, estão com a incumbência de zelar por esse espetacular patrimônio.
Não há um visitante, mesmo os que moram por perto, que não fique chateado com o que vê e com o que acaba sentindo. Vem logo a vontade de sair falando para todo mundo que tudo está mal cuidado. Mas isso está provado, que não adianta. Os gestores se acostumaram a fazer “ouvido de mercador” e vão “empurrando com a barriga” torcendo para que todos esqueçam.
Até mesmo os que são mais ligados, por oficio ou mesmo por razões sociais, com o governador e com o prefeito, chegam a falar no assunto, mas, mesmo assim, de nada adianta.
Qualquer pessoa que passe pelo parque, no espaço que fica entre a primeira rampa do Bairro Santa Inês e o Forte, andando pelo calçamento da orla, fica chocado quando vê a situação em que está o muro desde março, quando a força da água deslocou parte da base do calçamento deixando a superestrutura apoiada e sustentada pelos tubos que servem de parapeito da orla.
Compreender é o grande desafio para todos!
Principalmente a cabeça daqueles que têm a responsabilidade de tomar conta do Parque do Forte, que mais parece uma parte enjeitada da cidade para esses governantes, pois, para o restante da população, é indiscutivelmente, o cartão postal que serve, inclusive de pano de parede para programas de televisão em Macapá.
Dá pena ver o que está acontecendo com relação ao nível de responsabilidade pelo patrimônio público, mas tenho certeza que ainda haverei de comentar os serviços que precisam ser feitos, depois de serem feitos.
O lugar é tão emblemático que, até agora, não está claro quem é o responsável pela manutenção do local e, provavelmente por isso, que nesse momento, a situação esteja como está dando a impressão de abandono e definindo o que é desleixo.
Tomara que os problemas, que já são muitos, sejam logo resolvidos para que os que aprovam o local, não tenham sentir os erros cometidos e apenas deixar-se empolgar para maravilha que está um pouco adiante.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Descuido ou desleixo

 

Os responsáveis pela manutenção do Parque do Forte precisam agir rápido e evitar com que o problema que está registrado na foto aumente e comece a comprometer toda a estrutura da Orla de Macapá.

domingo, 10 de junho de 2012

LUGAR BONITO - A festa não era para ti

Rodolfo Juarez
Nenhum lembretezinho, nenhuma faixa, nenhuma providência foi tomada para que ficasse marcado o aniversário de seis anos da inauguração do Lugar Bonito, uma espécie de orgulho da população do Amapá, que, infelizmente, é desconsiderado pelas autoridades de mandato que teriam obrigação de interpretar o que a população quer.
Nenhuma lembrança, nenhuma referência sobre o “lugar bonito” que mudou o modo de pensar do morador de Macapá e de todo o Estado sobre a própria cidade, tão maltratada, mas que tem a compensação da natureza que despeja um permanente vento sobre as pessoas que viram e aplaudiram a decisão de construir a praça e o resultado final que veio com a conclusão da execução do projeto.
Nenhuma citação mesmo. Nada, sobre o fechamento de um ciclo de 6 anos do “lugar bonito” da parte dos gestores dos interesses públicos, mesmo assim o povo, seu fiel usuário, estava lá, representado por uma leque de todas as classes sociais, fazendo do lugar o espaço mais democrático da cidade e onde todos se encontram.
Basta prestar a atenção que dá para perceber os freqüentadores, fazendo as mais diversas atividades, desde aqueles com seus iPads, smartphone, tomando água de coco, calçando tênis importado e chegando com seus carros último tipo, até aqueles com suas batas-fritas, correndo descalços e vindo de buzão dos bairros mais afastados da orla, todos se respeitando e alguns lamentando as condições a que deixaram o lugar bonito chegar.
O capim brabo tomou conta do lugar onde havia grama e está alto e deixando coceiras nas pernas desprotegidas das crianças que, no dia do aniversário do “lugar bonito” seguravam as linhas tesas que tinham na outra ponta um pita, um papagaio, uma rabiola, ou uma cangula, chamados assim pelos donos conforme a origem do próprio dono, mostrando que naquele local todos do povo se encontram.
Domingo, dia do aniversário, parecia que o local estava mais alegre. Seis horas da tarde as ondas do rio já começavam a molhar a mureta, dando um toque a mais no grande “bolo” de concreto que cerca toda a orla e serve de banco para aqueles que gostam de sentir o ar no rosto pelo seu movimento – o vento.
Não há de faltar oportunidade, senhor “Lugar Bonito” para que pessoas responsáveis resolvam interpretar as necessidades daqueles que gostam de ti – a população.
Eles não sabem o erro que estão cometendo, pois, mesmo assim, com os tubos de ferro enferrujados, com as calçadas maltratadas, com a grama desaparecendo, com a terra exposta, mesmo assim, aqueles que gostam, gostam e, apesar desses diplomados nas eleições não gostarem de ti, esse povo humilde gosta.
No dia 10 de junho, certamente, comemorações aconteceram por ai, nos sítios, nas casas de luxo, aquelas com piscina de espelhos, os casarões que ocupam 3, 4 ou 5 terrenos e que foram construídos de forma misteriosa, com dinheiro que ninguém sabe de onde veio mas, conquistado em espaços de tempo sempre igual ao espaço de mandatos.
Hoje tem muito mais vendedores de batata frita de que em qualquer outro tempo, mas também tem muito mais gente de que em qualquer outro tempo.
Acho que muita gente ainda lembra-se da festa de inauguração.
Foram tantos fogos, mas tantos fogos, tanta música, mas tanta música, tanta propaganda, mas tanta propaganda, que acho que até hoje tu, “lugar bonito” ainda não esquecestes.
Não te iludas a festa não era para ti. Era para eles!
Já percebestes agora?
Mas é assim mesmo. Um dia, logo depois de uma eleição, haverá de ser diplomado um cara que entenda o povo e leve em consideração o que o povo gosta. Nesse dia, então, serás recuperado, ganharás a majestade e atrairás mais gente humilde, mais pessoas que gostam ti, e, quem sabe, entre esses não estará um, pelo menos um, com diploma conquistado numa das eleições.
Alguns desses que tem o diploma agora, até que merece uma segunda chance, mas a imensa maioria, não merece mais nenhuma chance e deles, não demora, tu, “lugar bonito”, se livrarás para sempre.


quarta-feira, 25 de abril de 2012


LUGAR BONITO

Rodolfo Juarez

No próximo dia 10 de junho o Parque do Forte estará completando 6 anos que foi inaugurado. Tido e havido como um “lugar bonito” foram muitos os lemas criados para descrever o resultado do projeto sonhado desde a época do prefeito Azevedo Costa, em 1985.

A primeira investida para a execução do projeto foi de forma parcial e sob a orientação do prefeito João Bosco Papaleo Paes que humanizou a praça como a execução de um projeto que permitia que os carros chegassem até ao cais que já tinha o contorno que preserva até hoje.

Um estacionamento para os visitantes do forte e da orla, servia de apoio para aqueles que chegavam até os quiosques construídos com verba administrada pelo Município de Macapá. O estacionamento durante os dias de semana servia diretamente para os carros dos clientes do Bando do Brasil que, mesmo instado a contribuir para a melhoria do local, acabou tratando as propostas sem qualquer interesse.

João Capiberibe, quando assumiu o Governo do Estado, contratou uma empresa especializada para analisar e desvendar alguns segredos da Fortaleza de São José de Macapá. Os arquitetos e antropólogos que faziam parte da equipe vislumbraram a possibilidade de desenvolver um projeto que protegesse o entorno do forte, o destacasse como monumento, e transformasse o espaço de contemplação em um ambiente integrado onde a cultura pudesse ser desenvolvida sem prejudicar a majestade do monumento.

Nascia assim a idéia do projeto do entorno da Fortaleza de São José de Macapá, com a imposição para que a área desse entorno ficasse livre dos prédios construídos do lado direito da Rua Candido Mendes entre as avenidas Henrique Galúcio e Coaracy Nunes, no sentido Santa Inês/Comércio.

Com essa proposta as autoridades da área do patrimônio histórico, do desenvolvimento urbano e do turismo, ganharam fôlego e dinheiro suficiente para desapropria todas as edificações que ficavam nesse trecho, “descobrindo” o forte para quem estivesse no Mercado Central.

Foram demolidos os prédios do frigorífico público e todos os prédios comerciais, inclusive a lanchonete Zero Grau, que ficava na esquina da Rua Candido Mendes com a Avenida Coaracy Nunes.

Em consequência dessa proposta e da distância que separa o prédio do Bando do Brasil do forte, a intenção que o banco tinha de construir um prédio foi por água a baixo e no local o BB construiu um estacionamento e um autoatendimento.

Projeto pronto, aprovado pelos diversos setores interessados, foi licitado e dado a ordem de serviço para a empresa Estacon executar o projeto com está agora. Nessa época já se aproximava da metade o segundo mandato do Governador João Capiberibe.

O último ano do mandato foi assumido por Dalva Figueiredo que teve dificuldades para tocar a obra que experimentou a sua primeira paralisação.

Dalva perdeu a eleição para Waldez Góes que, depois de algumas indecisões, mandou tocar o projeto que, apenas no final do primeiro semestre do último ano do seu primeiro mandato, portanto três anos e meio depois de assumir o governo, inaugurou o parque que caiu na graça da população macapaense e recebeu a denominação popular de “lugar bonito”.

O espaço ainda é o mais comentado de todo o Estado do Amapá e admirado por todos os visitantes, muito embora enfrente um problema que não é de hoje – não está bem definido quem é o responsável pela manutenção do local.

Enquanto isso os problemas vão crescendo e as reclamações amiudando, pedindo mais atenção para o que, apesar de ainda não ter completado seis anos de inaugurado, já é uma das maiores referências do Amapá além fronteira do Estado.

Admirar os meandros do Parque do Forte, o Lugar Bonito, é lugar comum. O que ainda está faltando é o Poder Público tratá-lo com a atenção que o Parque e o povo merecem.