Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A verdade é insubstituível

Rodolfo Juarez
Em tempo de transparência – ou quase -, falsear informações ou modifica-las é um risco muito grande em qualquer circunstância, principalmente quando se trata de liberação de recursos resultante empréstimos vinculados à obras físicas, perfeitamente definidas, e que podem ser verificada a qualquer momento.
Toda a confusão criada na semana passada, quando foi divulgada a notícia truncada de que, ações de parlamentares do Amapá teriam sido decisivas para a não disponibilidade de um recurso que o Estado foi autorizado a emprestar e que está sendo liberado por parte.
O momento econômico crítico, o situação de emergência em alguns setores do Governo, o contingenciamento das despesas em outros, criam um ambiente claro de crise e, na crise, todo cuidado é pouco no sentido de otimizar os recursos escassos e caros, no momento de gastá-lo, ainda mais quando se sabe que o tempo é longo para pagamento e os juros são muito altos.
Desfeita a confusa, reposta a notícia verdadeira, faltaram apenas os órgãos executores e de acompanhamento, apresentarem para o cidadão, o plano de investimento que será desenvolvido com esse dinheiro emprestado.
Observe-se que não se está, sequer, pedindo prestação de contas sistematizada e transparente, se quer apenas a lista de obras ou serviços, com os respectivos preços, para ser criada as condições primárias de acompanhamento.
Quem sabe se esse plano ainda não está sendo preparado ou, então, uma lista de obras para substituí-lo, destacando as empresas contratadas, os prazos e a previsão de desembolso?
Afinal o dinheiro tem destinação específica, mas o pagamento será feito, agora com recursos emprestados do BNDES, mas depois, com o suado e aumentado tributo de cada cidadão amapaense que já sabe que terá uma dívida para filhos e, até, netos.
Como se trata de um empréstimo para o Estado e não para o Governo, mas com a execução sob a responsabilidade do Governo, cabe ao governo executor criar as condições mais favoráveis para que haja o acompanhamento do desembolso pela população.
Será pedir demais?
Será que se entende, dentro do Governo, que a população não precisa saber como está sendo o gasto o dinheiro que ela vai pagar as empresas executoras?
Claro que precisa saber, até para evitar os contratempos e o disse-me-disse havido na semana passada quando foi colocada em dúvida a notícia veiculada pelo Governo, com fortes indícios de que não seria verdadeira, criando um ambiente desfavorável para todos e que acabou ficando o dito pelo não dito, mas a população teve a sua atenção despertada para a questão.
Esse processo além de ser desgastante pode ser perfeitamente evitado, basta que se estabeleça que a verdade é insubstituível e que a mentira deve ser banida, definitivamente, da prática dos auxiliares que gostam de agradar ao chefe.
Tomara que a lição tenha sido apreendida e que sejam tomadas as providências para a prestação de contas dessa parcela e daqueles que ainda estão pendentes e que precisaram de um liminar benevolente de um ministro do STF, falando pelo povo amapaense – ou melhor, no castigo que o povo não merecia -, para conceder um liminar e o BNDES pudesse liberar os recursos que todos estão pagando.
Juízo nas ações e respeito com o povo deve ser o lema do momento.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A verdade deve ser diata

Rodolfo Juarez
Em tempos de crise tudo o que poderia ser encarado com normalidade e como erro eventual passa a constituir-se resultado superavaliados e, especialmente, cheio de penduricalhos prontos para serem colocados no pescoço de um e de outro, conforme a preferencia daqueles que ficam encarregados de dar as desculpas.
O envolvimento emocional, principalmente dos dependentes diretos - ou quase -, é construído de forma a dar a nítida impressão de que o responsável pelo resultado não é o responsável e aquele nada tinha a ver com o caso para ser o principal reflexo do que poderia ter sido e que não foi.
O episódio da liberação do recurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que consta do plano de desembolso atual do banco para pagamento futuro do Estado do Amapá se transformou em um mistério, cheio de hipóteses, cada uma mais escabrosa, mas funcionando sempre como cortina para a inapetência daqueles que já tinham avisado aos chefes e, principalmente, aos diretamente favorecidos, de que tudo estava devidamente resolvido.
Que nada!
Em tempos de crise as questões são tão instáveis que não dão trégua para nenhum gestor negligenciar quando às providências, mesmo as mais primárias e obvias, no sentido da classificação do que realmente está resolvido.
A gestão financeira das organizações públicas caminha no caminho crítico dos gráficos de desembolso tocando, de vez em quando, nas barreiras que são criadas como garantia para a informação correta e a minimização da taxa de erro.
Então, para garantir a confirmação de todas as informações, é preciso que sejam levados em consideração os elementos próprios do tempo de crise. O exemplo do desembolso do BNDES é apenas mais um e que precisa ser analisado, principalmente quando não há espaço para qualquer tipo de manobra ou retardamento.
A frustração daqueles que estavam certos de que tudo o que sabiam era confiável, foi trucidada pela cadeia de compromissos formados a partir da informação dita sem as ressalvas necessárias e sem levar em consideração todos os fatores, inclusive aqueles considerados irrelevantes.
Não adianta mais administrar com desejos ou vontades exclusivamente. É preciso que se reserve um espaço considerável para as decorrências da crise que afeta a todas as instituições e, como reflexo, em todos os cidadãos.
É bom considerar que a estabilidade será sempre buscada de cima para baixo, sem espaço para erros e sem centrar as atenções nos reflexos eleitorais. Os problemas precisam ser encarados com realidade e, principalmente, ditos com essa mesma honestidade, sem procurar “chifre em cabeça de cabalo”.
Muito embora se compreenda alguns comportamentos, nada pode superar os limites da coerência e do entendimento da realidade atual. De pouco está interessando para os executivos, o como era. Agora vale muito mais o “como é” e o “como será”.
Confiança no que faz e o exercício da verdade devem prevalecer para que os problemas não sejam dificultados ainda mais, por ação ou inação de um gestor que teria apenas que dizer a verdade, inclusive àquela que não agrada.
Tomara que as etapas desse episódio sirvam como lição e que a lição decorrente seja aprendida para que não seja aumentado, ainda mais, o desespero daqueles que estão convivendo com as suas próprias dificuldades e as dificuldades dos outros.
A verdade deve ser dita. A mentira precisa ser eliminada. E quem errar a escolha deve ser dispensado para que a população não seja, mais uma vez, a depositária dos maus resultados que estão expostos por ai.

sábado, 1 de junho de 2013

O tempo é de muito trabalho.

Rodolfo Juarez
Mesmo considerando todas as vantagens para aqueles que “ganham” um descanso extra no trabalho em decorrência da decisão dos mandatários, autorizando que os funcionários “enforquem” o dia imprensado entre um feriado (ou dia santo) e um sábado, ou situação análoga, é preciso prestar a atenção nas consequências que essa medida trás para a sociedade.
Dá a impressão de que aqueles gestores públicos e não públicos imaginam que tudo gira em torno das administrações públicas, o que, convenhamos, não é verdade e muito menos se aproxima dela.
E não basta pensar apenas nos custos econômicos que a sociedade arca permitindo que isso ocorra a partir de uma decisão que pode se embutida, como ato discricionário do gestor público, e que, como outros, deveriam estar sustentado por justificativas suficientemente convincentes, o que não ocorre.
Está muito fácil fechar as portas das repartições públicas, sob o argumento de que essas repartições não prestam serviços essenciais e ainda fica registrado, no ato, que devem permanecer atendendo a população aquelas repartições que prestam o que classifica de serviços essenciais.
O serviço público, prestado por qualquer órgão da administração pública é essencial, pode até poder ser adiado, mas é essencial. Aqueles que procuram os serviços, o fazem porque precisam.
Então, em tese, não há serviço que a administração pública preste que não seja essencial, logo separar os serviços em essenciais e não essenciais não basta, não é justificativa, ao contrário, deixa para todos o entendimento de que alguns serviços poderiam até nem ser prestados. E se poderia ser assim, então...
Além disso, o Amapá, que segue as mesmas regras tributárias com os demais estados brasileiros, arrecada os tributos para uma administração pública que é considerada vorás e está entre aquelas que têm uma das maiores cargas tributária do mundo.
Alguns países europeus – Portugal, por exemplo -, tiveram que abolir feriados e dia santos, como o desta quinta-feira, para deixar que as fábricas produzam as riquezas e o comércio movimente essas riquezas e os serviços atendam o povo que paga a conta.
Os anúncios do baixo Produto Interno Bruto – PIB produzido no primeiro trimestre no Brasil poderia ser uma referência para, não deixar de cumprir o calendário cristão que marca Corpus Christi para uma quinta-feira, mas não há argumento para que se enforque a sexta seguinte.
 Aqui no Amapá, onde o povo, através dos seus representantes autorizou o empréstimo de dois bilhões e quatrocentos milhões de reais, a rotina produtiva precisa, pelo menos em tese, ser modificada para que as extras que o povo tem que fazer para pagar a conta, não prejudique, ainda mais, a qualidade de vida ou não confirme as propostas que os gestores colocaram no projeto de convencimento do empréstimo e, depois, anunciaram para a população.
Não resta dúvida que é um compromisso de longo prazo, mas nem por isso, deixa de ser um compromisso caro e que terá que ser honrado pela população, pois é ela que vai arcar com o pagamento. Os deputados estão ai para determinar o roteiro, mas a conta final é apresentada ao povo e não é de forma disfarçada é escancarada e sem qualquer outra consideração.
O principal e os juros desse principal serão pagos ao longo dos próximos 20 anos, uma parcela a cada mês, todos os meses, a começar do próximo dezembro quando termina a carência que foi dada pelos financiadores, BNDES e CAIXA.
O tempo é de muito trabalho e de pouco descanso. É assim para o povo e terá que ser assim para as administrações públicas daqui.