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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A prova

Rodolfo Juarez
Depois de uma campanha eleitoral que deixa poucos bons exemplos, a eleição do domingo marcou o que a população, através dos eleitores, em sua maioria, anunciava desde o primeiro tuno – a vitória da oposição.
A situação, sempre representada por quem está no poder estadual, viu-se enfrenando várias frentes e deixou a impressão que não deu importância a todas e imaginou que poderiam superar todos os problemas, diminuindo a importância do adversário.
Não deu certo!
O enfrentamento à rejeição acumulada desde o começo da gestão não recebeu a atenção daqueles que se inscreveram para gerenciar o processo da campanha.
A obrigação de quem administra uma campanha é conhecer a realidade, sem rodeios ou fantasias. Até mesmo o candidato precisa ser alertado para as dificuldades que eventualmente enfrente. À vezes ele prefere seguir em frente do seu jeito, pois, a meta que desenhou tem outros propósitos.
No caso, a rejeição do candidato Camilo Capiberibe superava a metade da vontade do eleitor e, por mais que houvesse cem por cento de acerto na outra ponta da campanha, não alcançaria a maioria necessária para reelegê-lo governador do Estado.
A aposta foi alta, mas o erro foi grosseiro!
Não se deu atenção para a rejeição, ou se teve essa atenção foi equivocada, tanto que o resultado final não deixou qualquer dúvida.
Reconhecer os pontos fortes do adversário, mesmo sendo considerado inimigo, é também, uma obrigação de qualquer coordenador de campanha. E as preferências do eleitor estavam muito claras e, até, davam as dicas de como poderiam ser estancadas. Outra falha que não deixou o candidato da situação avançar.
Do lado da oposição, que tinha Waldez Góes como referência, havia uma  simpatia popular que se consolidava com cada agressão e com cada enxovalho que era praticado pelos adversários políticos.
Waldez Góes antes mesmo de ser candidato já havia sido vitimizado na avaliação da maioria do eleitorado que passou a se instalar como um exército de defesa de alguém que é agredido sem ter a condição de defesa.
Isso não foi percebido pelos “agentes” da situação.
Sem mudar a estratégia de luta e sem considerar a rejeição da maioria, cada dia ficava mais difícil avançar e cada dia da campanha ficava mais difícil mudar o cenário favorável, a priori, para quem faz a oposição.

As urnas serviram a penas para a prova dos noves.

sábado, 25 de outubro de 2014

Eleições 2014 e outras tiras

EM DIMA DA HORA
Os eleitores indecisos esgotaram o seu prazo de espera e decididos ou não vão às seções eleitorais neste domingo ou ficam de fora apenas torcendo pelo resultado. No primeiro turno a abstenção foi superior a 10% e, pelos fatores próprios do segundo turno de votação é de se esperar que esse número aumente, até pela falta de motivação, pois, além de não haver o apelo dos demais candidatos, a campanha no segundo turno não foi atraente.

VALE LEMBRAR
Uma abstenção de 12%, por exemplo, implica na ausência de 54.644 eleitores, número que fará falta na contabilidade do Tribunal para a eleição do Governador e do vice-governador. Os indecisos não entram em conta nenhuma, mas os que preferirem votar em branco ou anular o voto participam do processo, muito embora o seu voto não seja contado como votos válidos.

ESFORÇO
Foi grande o esforço dos organizadores das eleições deste ano para que o eleitor vá votar hoje. Acreditam que quanto menor a abstenção (falta do eleitor na seção de votação) mais legitimidade terá o eleito. Explicar isso para o eleitor está sendo difícil, a campanha dos candidatos não ajuda e as dificuldades que o eleitor enfrenta normalmente serão sopesadas no domingo.

IDENTIFICAÇÃO BIOMÉTRICA
Os eleitores também esperam não ter que passar por constrangimento na hora da identificação biométrica. Ocorre que na votação do primeiro turno, um dos responsáveis pelas filas que se formaram e o atraso no encerramento da votação, foi a dificuldade que o equipamento tinha para ler a digital recentemente registrada na base do Tribunal Regional Eleitoral.

BANDEIRADAS
O local preferido para as bandeiradas dos candidatos continuou sendo a orla de Macapá, principalmente os arredores do Forte São Jose de Macapá. As famílias que já tinham eleito o local como o preferido para o lazer do final de semana têm sido visto saindo, praticamente expulso do local que, apesar de ser público, já havia um costume da população de, aos sábados e aos domingos, ir para aquele local.

COMEMORAÇÃO
Nesse domingo já sabem que nem adianta ir para lá coma intensão de lazer familiar, pois o local é o preferido para a festa dos vencedores e a lamentação dos perdedores. Todas as correntes festivas tomarão aquele caminho e os órgãos de segurança sabem disso e já tomam as providências para que tudo amanheça bem na segunda-feira.

INTERIOR
Do interior do estado, principalmente nas concentrações urbanas mais significativas, chegam a informação de que o voto é buscado de forma irregular e sem qualquer respeito à chamada decisão livre e soberana do povo. Segundo as informações, a forma como foram feitas as campanhas não têm nenhum disfarce para que ela seja exercida contrária ao que manda a legislação eleitoral.

HOMENS & MULHERES
Dos 445.514 eleitores aptos a votar no domingo, 222.408 (48,825%) são de homens e 233.106 (51,175%) são de mulheres. Mesmo com a maioria nenhuma das chapas concorrentes no dia 26 tem o apelo de uma candidata mulher. Chapa PSB/PSOL tem dois homens, o mesmo acontecendo com a chapa do PDT/PP que também tem dois homens.

FAIXA ETÁRIA
Os eleitores estão divididos em 10 faixas etárias que possibilita uma análise bem próxima das intensões da população. A maior concentração do eleitorado esta na faixa entre os 25 e os 34 anos, com 127.388 eleitores (27,966% do eleitorado) e a faixa dos eleitores acima de 70 anos, com 1.850 eleitores (0,406 %)  é a que apresenta menor índice.

CURIOSIDADE
Do total de eleitores (455.514) , que representa 0,319% do eleitorado brasileiro, 343.319 foram cadastrados como solteiros (75,370%); casados 92.892 (20,393%); viúvos 8.061 (1,770%); separados judicialmente 3.427 (0,725) e disseram-se divorciados 7.815 (1,716%).

HORÁRIO DE VERÃO
Mesmo estando em período de horário de verão, em Macapá, como em todo o Estado do Amapá, não há modificação no horário de início e término da votação, isto quer dizer que o horário local vai ser a referência para a eleição no Amapá, ou seja, os trabalhos de votação começam às 8 horas e terminam às 17 horas.

ATENTOS
A fiscalização das eleições de 2014 estará atenta para a questão do transporte de eleitores que não poderá ser realizado por ondem de qualquer dos candidatos. Qualquer situação duvidosa será investigada pela fiscalização com a ajuda das forças nacionais que foram solicitadas pelo Tribunal e que estarão atuando em cinco municípios do Estado durante todo o dia da votação.

OS VICES
Os vices são os substitutos eventuais dos titulares eleitos pelo povo, entretanto, as coordenações de campanha não ligam muito para o vice e o deixam distante do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, mesmo assim o médico Papaléo Paes (PP), vice de Waldez e Rinaldo Martins (PSOL), vice de Camilo, quando tiveram oportunidade de participara da propaganda eleitoral o fizeram bem feito.

SEGUNDO TURNO
Tomara que o Tribunal Regional Eleitoral tenha dado um jeito para que a votação no segundo turno não tenham todos os problemas que foram listados no primeiro turno, principalmente com relação a identificação biométrica. Foi dito ao eleitor que era mais seguro e ele acreditou e não fica bem ele chegar lá e ter que fazer as 10 tentativas possíveis para que a máquina reconheça.

VOTAÇÃO
A votação no segundo turno será apenas para Presidente da República e Governador do Estado, por isso, bem mais rápido do que as cindo votações do primeiro turno. O eleitor está votando para um dos candidatos a presidente, anulando o voto ou votando em branco; o mesmo procedimento vai ser para a votação para governador do Estado: um ou outro, ou ainda branco ou nulo.

FALANDO EM VOTO NULO...
Para votar nulo o eleitor não dispõe de tecla, como no caso do voto em branco, mesmo assim pode anular o voto. A melhor maneira de registrar essa vontade é digitando, para cada votação – presidente ou governador – a tecla zero e confirmando. Assim você anulou o seu voto. Na votação de domingo serão apurados, para decidir o pleito, apenas os votos nominais. Brancos e nulos apenas para estatística.

OS VOTOS NULOS DO PRIMEIRO TURNO
No primeiro turno o eleitor anulou 29.895 votos quando votou para o Senado; 20.023 votos quando votou para governador; 10.706 votos quando votou para deputado federal e 7.771 votos quando votou para deputado estadual. Menos votos anulados refletem um maior número de votos válidos é por isso que, quando o assunto é voto válido, a votação para o senado foi a menor e a votação para estadual foi a maior.

RESULTADO
O resultado da eleição para governador do Estado do Amapá sai antes do resultado para Presidente da República, isto porque o Tribunal Superior Eleitoral terá que esperar a acabar a votação nos estados que têm duas horas de diferença de fuso horário para poder anunciar a primeira parcial. Isso quer dizer que o anuncio da primeira parcial será com mais de 50% dos votos apurados.

NO AMAPÁ

Apesar das dificuldades para chegar em algumas localidades onde foram instaladas seções eleitorais para votação, a questão foi superada com providências que vão dar condições para a transmissão de dados direto para o TSE que fará a totalização. Assim a Justiça Eleitoral espera terminar o processo de apuração para governador antes das 21 horas.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Uma incógnita

Rodolfo Juarez
Está terminando um período importante que entrará para a história do Amapá não se sabe como.
Se tomarmos por base o que foi a campanha eleitoral está muito difícil projetar como será historificado esse período principalmente o limitado pelos períodos da campanha eleitoral.
Não foi um bom exemplo!
Essa pode ser a escolha dos historiadores, devido às acusações, ofensas e, principalmente, a falta de discussão de propostas para um Estado que precisa entrar, administrativamente, nos eixos.
A situação atual traz para esse tempo as histórias do primeiro governador do Estado do Amapá que não fez um exemplo de governo durante os seus quatro anos de administração, entretanto não teria dificuldades para se reeleger.
As defesas quase impossíveis do PSDA do Governo seguinte, o Plano de Desenvolvimento Sustentável, deu respaldo para que o governador seguinte fosse reeleito. Foi nesse mandato que houve o jeitinho para que os eleitos para governar os estados, a União e os municípios pudessem concorrer a mais um mandato.
Depois foi eleito para a chefia do Governo Estadual do Amapá o candidato que havia feito várias tentativas. Ganhou o primeiro mandato e não teve problema para levar, no primeiro turno, o segundo mandato.
A segunda geração chegou em 2010.
Houve uma confusão danada no Estado que acabou favorecendo a um terceiro que apostava no impossível e o impossível aconteceu de forma clara no segundo turno, virando uma eleição que fora dura no primeiro turno.
E agora acompanhamos essa disputa com muito mais dificuldades da parte dos candidatos. Dificuldades, principalmente para driblar a rejeição. O interessante é que os que apresentavam maior rejeição no primeiro turno acabaram passando para o segundo turno para ir à disputa final.
Os candidatos, desde o momento em que deixarem de ser candidato e passar a ser governador eleito já devem saber que terá uma missão muito difícil pela frente, pois, além das limitações orçamentárias, irá comandar um estado onde as principais cidades estão precisando de socorro.
Se o eleito não responder logo no começo do ano às necessidades da população corre o risco de desaparecer o cenário político. Ele e seu partido.
A campanha não ajudou muito o futuro. Ela serviu muito mais para declarar a situação presente, coisa que ajudou pouco os partidos disputantes e os candidatos a desenhar a caminhada que precisam fazer.

O futuro do Amapá, em qualquer hipótese, continua uma incógnita.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um direito e um dever

Rodolfo Juarez
Às vésperas do segundo turno de votação o eleitor se prepara para registrar a decisão que tomou. De nada adianta reclamar sobre os candidatos. Isso não vai mudar o quadro agora. A regra estabelecida é que se não for definida a eleição no primeiro turno de votação então que seja realizado o segundo turno.
E estamos nos aproximando do dia da votação desse segundo turno. Tudo acontece no dia 26 de outubro, domingo.
De pouco adianta não priorizar a votação, naquele dia, na sua agenda de compromissos, até porque não há justificativa que suporte uma tomada de decisão, a não ser que seja por justa causa e que não seja inerente à sua vontade.
O compromisso do eleitor, no domingo, é votar.
A ausência das seções eleitorais se não prejudica o processo, pois a abstenção é prevista na própria lei, pode perfeitamente prejudicar o que você deseja que o mandatário tenha como plano.
A cobrança legítima do empenho do eleito tem muito a ver com a sua participação. A ausência pode ser alegada como falta de compromisso com o Estado, mesmo apresentando a lista de razões que você tiver.
A eleição para governador é muito importante.
Os eleitos podem, a partir da posse, iniciar um mandato que atenda os interesses da população que, convenhamos, vem se sentindo fora do processo e nem mesmo as ações mais repetidas servem de exemplo para as questões que são apontadas como prioritárias para a população.
Vivemos momentos de dificuldades na saúde, na educação, na segurança, na economia, no emprego e em mais uma série de questões de interesse público, e cada uma delas será tocada por um agente público escolhido pelo eleito que basta ter vergonha na cara para fazer o certo ou deixar o cargo.
Ninguém escolhido pelo eleito é obrigado a permanecer.
Garanto que será bem pago pelo sistema que, nestes últimos anos aumentou significativamente os vencimentos dos auxiliares nomeados para os cargos de confiança. Aliás, esse é um dos motivos, no meu modo de ver, da busca pela vitória a qualquer preço, às vezes, prejudicando o próprio candidato.
O eleitor deve pensar que esse é o momento de contribuir com o Amapá para, depois, exigir que sejam cumpridas as promessas feitas e, até, a proposta que foi apresentada à Justiça Eleitoral no momento do pedido do registro da candidatura.
Também é dever ir à seção eleitoral. Não imaginar que o número apurado no primeiro turno e que mediu a abstenção dá qualquer margem de segurança e de que você pode faltar desta vez. Aqueles mais de 10% que não foram votar devem ter os seus motivos, não podemos contribuir para que este número aumente.

Votar domingo é um direito da pessoa um dever do cidadão!

sábado, 4 de outubro de 2014

Agora é só votar!

Rodolfo Juarez
E chega o final de mais uma campanha eleitoral. Agora é só esperar o dia da votação e a apuração da vontade do eleitor. O resto é perfume!
Mas para chegar até esse momento, foi preciso que 25 partidos políticos, quase 20 coligações, mais de 500 candidatos e uma agenda de campanha para cumprir, obediente ao calendário eleitoral, elaborado peto Tribunal Superior Eleitoral, para que fosse diminuída (??!!) a influência do poder econômico no equilíbrio do pleito.
As escolhas de cada partido são de responsabilidade dos partidos. As decisões de coligar ou não, para esta ou aquela disputa, também são dos dirigentes partidários, que estudam a arrumação que mais pode atender os interesses do partido e dos seus filiados.
Não foi a melhor campanha já protagonizada pelos mesmos partidos e pelos mesmos dirigentes. As limitações constantes da regra da eleição e as intimidações vindas das equipes de fiscalização e análise acabaram inibindo alguns candidatos que só “se soltaram” na última fase da campanha.
Na eleição para governador, foi interessante a decisão dos comandos de campanha quando perceberam que um dos concorrentes havia se desgarrado do grupo da disputa pelo primeiro lugar e, então, a luta se concentrou, de forma inteligente, nesse aspecto, na disputa pelo segundo lugar e o crescimento dos outros concorrentes, alimentando a possibilidade de um segundo turno de votação no dia 26 de outubro.
Ficou a impressão que a estratégia, mesmo não combinada, deu certo. Todos os que estão disputando o cargo de governador, passaram a ser mais objetivos em seus discursos e começaram a juntar votos, importantes para que seja alcançado o primeiro objetivo – necessidade de segundo turno de votação.
Para senador, como não tem segundo turno de votação, a luta ficou mais aberta, nem sempre dentro dos limites da ética e, ao contrário do que se imaginava, mais agressiva de que a disputa para o cargo de governador.
Esse tom inibiu a eleição considerada mais difícil, onde os candidatos são considerados “cabos eleitorais” das eleições majoritárias. Houve uma espécie de revolta entre os candidatos das eleições proporcionais e cada um foi para seu lado, com as devidas e honrosas exceções.

No domingo, a vez de cumprir as regras é do eleitor. Todos estão avisados que além do título de eleitor também devem levar um documento com foto. “Sei não”, como a votação é biométrica, a questão da foto está vencida, pois é preciso que o eleitor leve as digitais para conferir antes de votar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Decisão inteligente

Rodolfo Juarez
Pela primeira vez os as coligações, os partidos e os candidatos resolveram ser mais práticos e racionais no enfrentamento da realidade de uma campanha eleitoral, concentrando as ações para que haja segundo turno de votação na eleição para governador do estado do próximo domingo.
E mais, a grande disputa passou a ser pelo segundo lugar, para saber quem se credenciará para enfrentar aquele que está sendo apontado, principalmente pelas pesquisas de intensão de votos, como o virtual primeiro colocado.
Isso não é comum. Noutros tempos simplesmente a tendência apurada nas pesquisas não era aceita pelos concorrentes e verdadeiramente ignorada, com os candidatos com maior potencial, através de suas coordenações de campanha, acreditando que venceriam o pleito.
Uma atitude amadora certamente, mas que distorcia os objetivos traçados para a campanha levando alguns aos desesperos quando do final da apuração.
As eleições para governador do estado deste ano estão equilibradas também por isso. Dos sete candidatos, pelo menos quatro estão na disputa real, com vantagem natural daquele que a pesquisa aponta como favorito, mas que deixa a indicação de que um segundo turno de votação pode acontecer no dia 26 de outubro.
A concentração dos esforços para ser o segundo colocado é a decisão inteligente. Reconhece dois adversários, estuda os seus pontos fracos e procurar mostrar para o eleitor. Algumas vezes a raia do exagero é superada, trazendo a campanha para o baixo-nível, com claros prejuízos para os autores desse baixo nível. Reconhecer esses limites pode ser decisivo para a conquista do segundo lugar, doutra forma, será o passaporte para o resumo histórico das lamentações de uma campanha perdida.
Uma experiência interessante, mas real no caso do Estado do Amapá, na eleição para escolha do governador.
A participação efetiva da militância passou a ter um caráter fundamental, no sentido de motivar os eleitores indecisos e, até mesmo, convencer o eleitor vacilante que mudar não é nenhum pecado.
Estão as caminhadas e bandeiradas, principais forma de manifestação externa, além dos programas e inserções gratuitos no rádio e na televisão, passaram a ser a demonstração obrigatória como se o eleitor estivesse conferindo as quantidades de pessoas e bandeiras para poder decidir-se.

A adaptação foi interessante, o comprometimento dos candidatos que fazem parte das coligações ou são aliados de última hora, também engrossam as fileiras porque, nesse caso, número de pessoas e bandeiras passou a ser importante demais. 

sábado, 16 de agosto de 2014

Administrar e fazer campanha

Rodolfo Juarez
Administrar e fazer campanha decisivamente não são tarefas para qualquer um e aqueles que estão experimentando, pela primeira vez, essa situação, precisam estar atentos aos erros que podem cometer e pelos quais podem ser responsabilizados.
Erros que podem estar diretamente relacionados com a administração e erros que dependem da campanha propriamente dita, com suas limitações e com as suas necessidades que podem trair o executor do processo e, até, imaginar que pode mais do que a regra permite.
É uma delicadeza esse processo que exige tempo, principalmente dos candidatos, tanto para manter a administração funcionando, como para ativar a campanha que tem os concorrentes que se tornam cada vez mais forte quanto mais errada é conduzido o processo.
Nem mesmo vantagens excepcionais funcionam nesses casos. Vale a habilidade para separar as duas obrigações, igualmente importantes e das quais tem que prestar conta por cada passo e por cada ato.
O eleitor está atento à tudo e não admite erros, muito embora aqueles que são eleitores e auxiliares da gestão ou da campanha, às vezes não entendam dessa forma e metam os pés pelas mãos, comprometendo o candidato que, não raro, ficam no que se chama comumente “sinuca de bico”.
É um belo exercício quando se compreende o cenário, mas é um caminho perigoso quando se confunde a coisa e se mistura a administração com a campanha ou a campanha com a administração.
Este ano quem está vivendo essa experiência é o candidato do PSB e atual governador Camilo Capiberibe. Duas frentes estão ativadas para trabalharem cada uma em uma direção: o governo do Estado e a campanha pela reeleição.
Alguns problemas já surgiram, muito mais pelo desconhecimento da regra ou pela interpretação dela. Os desvios mais perigosos são efetivados por aqueles que são adeptos do modelo de que “em campanha política só não vale perder”. Esse perigo é enfrentado todos os dias por aqueles que formam no time que trabalha pela reeleição do governante.
As possibilidades de erro são muito mais frequentes do que aqueles que trabalham sem o compromisso de ter que administrar o Estado.
Não é a mesma circunstância que enfrenta, por exemplo, os que tentam a reeleição para os cargos de deputado e senador um vez que, na prática, deixam completamente os seus afazeres legislativo e se dedicam, completamente à campanha, comparecendo apenas como ouvinte nas sessões do parlamento que são absolutamente obrigatórias.

Então, os que estão com a responsabilidade de governar o Estado e fazer a campanha pela reeleição, tenham calma e muito cuidado para não serem prejudicados por ações e arroubos daqueles que querem ser mais ativos ou eficientes do que realmente precisam ser.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eleições 2014/Amapá - Candidatos ao Senado

Dez candidatos disputam uma vaga para o Senado em 2014

Partidos e coligações pediram o registro de 10 (dez) candidatos ao senado e seus respectivos 1.º e 2.º suplentes. Quatro candidatos vão apoiados por coligação e os outros seis estão se apresentando ao eleitor tendo como retaguarda apenas o seus partido de filiação.
A eleição ocorre no dia 5 (cinco) de outubro deste ano.




terça-feira, 8 de julho de 2014

Eleições 2014 - candidatos ao governo do Amapá

Sete homens e um objetivo. Desde agora tudo depende da avaliação dos eleitores amapaenses.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Pré- candidatura de Bruno

Rodolfo Juarez
Pronto.
Agora sim uma posição conjuntural.
Depois das manifestações fundamentalmente individuais, eis que uma avaliação conjuntural é arranjada para ser interpretada por aliados, não aliados, contrários e não contrários e, até, inimigos e não inimigos – uma candidatura alternativa, não necessariamente forte ou fraca, mas nascida de composições.
Comece onde começar, o fato é que os partidos que estão conversando para apresentar a candidatura do deputado estadual Bruno Mineiro saíram do lugar comum onde sempre o individual prevalece ou, no máximo, um restrito grupo está interessado em conquistar o Poder.
Isso não quer dizer que o nome escolhido é o melhor ou identifica o mais preparado para atender as exigências do cargo que se credencia a disputar.
Muito menos quer dizer que seja ou não candidato de um órgão do Estado ou representante de uma instituição, mas é o resultado de uma avaliação contextual e que mostra muito bem a falta de convicção de muitos dos que se esforçam para parecer candidato.
Bruno Mineiro, que está sendo aventado como o nome que poderia catalisar os meios para vencer a disputa, até poucos dias era aliado de confiança do governador do Estado, respondendo por uma dos maiores orçamentos setoriais e detendo informações privilegiadas sobre a ação, mas principalmente, sobre o desempenho do Governo Estadual.
A tentativa de desqualificar a candidatura do deputado estadual Bruno Mineiro ao cargo de Governador do Estado, principalmente pelos aliados do governador, chama a atenção pela pressa na reação.
Também chama a atenção a composição que teria a benção do senador José Sarney e a participação de partidos novos, mas que está formado por políticos experientes e que tem vontade e necessidade de se manter no Poder.
Por outro lado, trata-se de uma articulação política que define um nome e não necessariamente um chefe.
Até agora as candidaturas, todas elas, vêm de uma vontade individualizada, onde prevalece que pode falar mais alto. As estruturas partidárias servem apenas para homologar a vontade de um “chefe” ou de um grupo muito pequeno.
Se o eleitor, principal interessado nessa questão, fizer uma varredura na lista de pré-candidatos ao governo do Amapá, vai encontrar candidatos que ainda não falaram, sequer, com os convencionais. Eles estão entendendo que “são os melhores”.
Isso não quer dizer que o deputado Bruno Mineiro seja candidato dele mesmo, ou do PT do B, ou do Sarney, ou da Assembleia Legislativa, ou seja lá de quem for, quer dizer que é o nome encontrado e que está disposto a ir para a campanha.
Não se pode dizer também que o deputado Bruno Mineiro, quando esteve secretário de estado dos transportes fez um bom trabalho, isso não. Aliás, a avaliação geral é que, com secretário, esteve abaixo da média.

Um candidato assim, entretanto, tem mais dificuldade para “negociar” a sua própria candidatura e garantir um emprego por 4 anos, ou então ficar ganhando para compor e cantar “rap” de qualidade indiscutivelmente inferior.

domingo, 25 de maio de 2014

Os momentos decisivos

Rodolfo Juarez
As eleições de 2014 estão como primeira pauta da agenda dos políticos, muito diferente do que antes fora imaginado devido a cortina da Copa do Mundo.
Ao que parece a Copa da FIFA não está emplacando como imaginavam alguns administradores nacionais e muito dirigentes regionais, tanto que alguns deles tiveram que desistir do calçamento de sua candidatura em eventos da Copa, desaparecendo e buscando fôlego, desanimados pelas medidas anticopas que surgiram, objetivando sobreviver na política, como foi o caso do governador do Rio de Janeiro.
Pois bem, essa mesma ventania passou pelo resto do Brasil e, no Amapá, fez com que todos se recolhessem sem ter que alimentar a euforia de ninguém e, muito menos, ter que colocar lenha na fogueira da campanha.
Quem quiser chegar perto dos mandatos nas eleições de 2014, aqui no Amapá, deve falar muito pouco de Copa do Mundo e muito mais de outas disputas importantes, de verdade, para a vida das pessoas que moram aqui no Estado.
Mesmo assim, a campanha eleitoral só começa depois da Copa do Mundo, não porque os partidos políticos e os candidatos estejam pacientes para esperar o jogo decisivo, dia 13 de julho; ou para esperar os registros das candidaturas até sete dias depois do pedido de registro das candidaturas aprovadas nas convenções partidárias que avançarão até o dia 30 de junho.
Esse panorama favorecerá a quem?
Ninguém tem ainda essa resposta. Mas se pode garantir que o fracasso no futebol vai estar diretamente aliado ao fracasso nas urnas. Por aqui, principalmente, quando o futebol profissional de 2014 ficou muito murcho e foi punido pelos torcedores que não foram despertos para a competição mais importante do Estado.
Assim vai ser nas eleições.
Uma questão de lado, sem choro e nem lamentações. Se a seleção brasileira perder, o desconto do eleitor vem na costa dos candidatos que estão no poder, pois as cobranças interrompidas serão todas ampliadas devido os resultados que não vierem em campo.
O brasileiro espera e aceita, com reclamação, mas aceita: o aumento da inflação, o aumento dos juros, da falta de emprego, mas não está preparado para aceitar uma eventual perda da Copa do Mundo.
Houve muito oba-oba e a seleção atingiu o ponto máximo antes de começar o primeiro jogo da Copa. Isso além de ser ruim, vai exigir muitas quebras de princípios já consolidados.
Vai ser bom para o eleitor!
O eleitor-torcedor ou o torcedor-eleitor vai ter duas oportunidades para descobrir a verdadeira personalidade de cada candidato: desde aqueles que ficam naquele oba-oba, até os que imaginam que depois de eleitos podem fazer o que nem está na lei.
Para o Amapá vai ser bom o eleitor ter duas oportunidades, afinal são duas provas espetaculares e difíceis: uma no dia 13 de julho e outra no dia 5 e outubro.
O que não perde a importância é o resultado para nenhum dos dois eventos, principalmente o do dia 5 de outubro, quando poderá ser definida uma nova frente de dirigentes e representantes para o Amapá que tenha condições de colocar do avesso e na frente os interesses da população.

São poucos os que estão suportando o estado de dificuldades que foi escolhido para o Amapá. Como os dirigentes não se entendem e a corrupção continua vigorosa, o comportamento individual daqueles que servem ao que seria a relação de interesses dos que formam no mesmo time, a população e a administração, sem que para isso sustente a proibida senha de levar vantagem em tudo, ou de imaginar, que o público é privado. 

domingo, 18 de maio de 2014

Nas profundezas do esquecimento

Rodolfo Juarez
Este ano vai ser um “daqueles” para o eleitor.
Ainda bem que tem uma Copa do Mundo entre as convenções partidárias e o começo da campanha, mesmo assim as projeções não são nada agradáveis e os candidatos nos estados estarão, no início, ocupados em busca por uma posição onde possam ver e serem vistos pelos candidatos nacionais.
 No caso do Amapá, muito mais para ver do que para ser visto, devido a significação numérica que os nosso 448.622 eleitores representam para quem precisa de dezenas de milhões de votos.
Mesmo assim vai ser interessante!
Por aqui os 13 pré-candidatos ao governo só anunciarão alinhamentos na convenção e, apesar da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, mais uma vez e principalmente desta, as atas continuarão debaixo do braço, sem fechar, como se tornou comum e natural para os dirigentes.
Claro que isso é irregular. Mas a partir desse ponto os partidos políticos são assumidos pelos seus “donos” e, quando tem o dono e não tem o partido, esse “dono” espera, com se diz, até aos últimos minutos da prorrogação.
E o eleitor?
Será que o eleitor vai esperar de braços cruzados?
Será que esse eleitor não está pensando em dar uma volta nos candidatos acostumados a mentir?
Tomara que eles aproveitem a chance e se lembrem de tudo o que está acontecendo agora, seja na administração pública, seja na sua rua, na sua cidade ou com um parente ou vizinho seu!
Vai ter a hora do eleitor...
Isso está escrito. Ninguém sabe como, mas a impressão que nos passa cada um é de que esse ano vai ser diferente.
Eu não tinha muitas perspectivas com relação a esse pleito. Imaginava que isso poderia acontecer a partir das eleições para prefeito em 2016, mas o que tenho visto é um eleitor entendendo que precisa agir... E logo!
O fato é que os políticos e seus auxiliares, que voltarão a ser bonzinhos logo depois da copa, precisam estar com muita disposição pra ouvir poucas e boas do eleitor. Esses últimos anos foi de fracasso completo e as consequências estão com as pessoas e as cidades.
Ah! A cidade não é obrigação deste ou daquele governante.
É, sim.
A cidade é responsabilidade de todos. Afinal de contas os que não moram na cidade, nela vêm buscar o apoio para a sua vida, seja na escola, no posto médico, no hospital ou na maternidade. Mas vem para a cidade.
As ocupações são muitas, acontece que tem muitos políticos e mandatários que não querem assumir a sua parte. É por isso que os deputados federais e senadores têm dificuldades para se posicionar diante da população e escondem-se nos gabinetes refrigerados e, aqui e acola, falam alguma coisa que pensaram em fazer.
Muitas decepções podem construir uma barreira intransponível entre o eleitor e os atuais políticos e entre a população e aqueles agentes públicos que insistem em tirar vantagem da posição que ocupam em cargos efetivos.

Quero acreditar que ser trata de um pesadelo o que a população está vivendo, mas que passe logo e deixe nas profundezas do esquecimento, apenas para ser lembrado quando for para comparar outra vez.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O eleitor tem a última palavra

Rodolfo Juarez
Já este mês tive oportunidade de demonstrar, em um artigo, escrito aqui mesmo, alertando de que o Estado do Amapá se encontrava em risco.
Encontrava-se em risco, naquela época, e continua em risco agora!
Os órgãos estão rachados entre si. Executivo, Legislativo e Judiciário não se entendem; Tribunal de Contas não serve de apoio e o Ministério Público Estadual funciona mais como agente provocador e disseminador de problemas, do que o agente fiscal do cumprimento das leis que servem para todos.
A vontade de governar o Estado ou permanecer como governador está destruindo a capacidade organizacional daqueles que recebem a incumbência de governar o Amapá que, ao contrário do que alguns fazem questão de propagandear, é viável e tem um povo que não exige tanto.
Afinal de contas aceitar justificativas para a situação da saúde, da educação e da segurança que a população do Amapá experimenta é a demonstração de que nenhum povo confia tanto nos seus governantes como o amapaense.
Acontece que os governantes não têm merecido essa confiança, mesmo assim sempre demonstra a população que confia no jeitinho e na capacidade de entendimento que imagina ter os dirigentes.
Uma situação, entretanto, é comum entre aqueles que já governaram e querem governar o Amapá: não gostam da verdade!
Para eles a verdade é a deles!
Um erro que não tem sido perdoado por ninguém.
Acostumaram a governar sem plano, a gerir sem objetivos, a seguir o caminho exclusivo da política, onde o voto “da próxima eleição” é o que interessa, mesmo que tenha que ser comprado.
E agora.
Como controlar a corrupção?
Se não fizer isso ninguém escapa. Todos irão para a vala comum. Gritando por justiça, mas não escaparão daqueles que, continuam falando em nome da moralidade e da ética púbica, escapando para ir por último, mas vai também para a vala.
Ninguém pode esquecer de que é o povo que tem a última palavra.
Os poderosos, ou os que assim se sentem, precisam compreender a importância da honestidade, assegurar - para todos -, a confiança na justiça, mas saber que todos precisam de um líder. E esse líder vai aparecer.
Seria muito mais fácil para aqueles que já detêm o poder, entretanto, para que isso aconteça precisa que essa pessoa tenha uma nova leitura da realidade, um novo comportamento e compreenda que além dele tem muito mais gente para ser feliz, para viver melhor, para gritar, saudar e declarar a sua vontade de viver.
É possível que a deriva em que se encontra o Estado seja o resultado da sensação de desconfiança que todos pregam em cada um.
Pode ser porque ainda não houve a separação entre o que é público e o que é privado, para aqueles que teriam que fazer isso.
Muitos são culpados, mas, infelizmente, poucos pagarão o preço da culpa!
Falta humildade e, também, falta autoridade para aqueles que se arvoram ao trabalho sem estar preparado para ele.

É preciso haver compreensão, entendimento dos novos tempos e acabar com a fantasia, encarar a realidade, para o bem até de quem vir a ser derrotado. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Agora quem está com a palavra é o eleitor

Rodolfo Juarez
O Tribunal Superior Eleitoral, através dos tribunais regionais eleitorais, divulgou no final da semana passada os números nacionais e regionais de eleitores que estarão aptos a votar.
Toda a movimentação feita no Amapá, devido ao tamanho do contingente de eleitores e o pequeno número de municípios, passou por uma prova que constava da revisão cadastral de todo o eleitorado, com a modificação da identificação do eleitor na hora de votar, buscando, naturalmente, consolidar a confiabilidade das urnas eletrônicas em um ambiente totalizado de uma unidade da Federação.
As autoridades do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá aproveitaram o momento e se propuseram a tal feito.
Conseguiram alcançar as metas do desafio, em torno de 80%, recadastrando e criando condições para a identificação biométrica de todo o eleitorado que havia votado em 2010, a exceção do eleitorado inscrito no município fronteiriço de Oiapoque, que já vinha apresentando dificuldades no registro de presença de eleitores no dia das votações, com abstenções que já ultrapassavam 35%.
Seria o local de maior problema, nada que não pudesse ser resolvido com uma das justificativa padrão daqueles que moram no norte do Brasil, como: dificuldade de acesso, vivência nômade, proximidade dos garimpos, um curso diferente para a economia e, em consequência para as famílias, questões todas de fácil anotação nos trabalhos de migração e emigração próprio da região e das pessoas que estão sempre em busca de “aventura”.
O fato é que as autoridades do TSE também vivem de estatísticas e essa era uma boa delas para motivar as partes nacionais com mais condições, mas com muito menos disposição.
Os números a serem confirmados ou batidos estavam nos registros das eleições de 2010 e apontavam que no Amapá, em outubro daquele ano, estavam aptos a votar 420.331 eleitores nas zonas dos 16 municípios do Estado do Amapá.
Ao final dos trabalhos, no dia 7 de maio, depois de serem ultrapassadas datas como “definitivas”, a exemplo da do dia 29 de novembro de 2013, finalmente chegou o trabalho foi dado como concluído e conferido um total de 448.622 que estarão aptos a votar em outubro.
Macapá, com 263.593 eleitores é o município que, em duas zonas, registrou o maior número de eleitores. Representa 58,76% de todo o eleitorado amapaense; Santana, com 66.034 eleitores, concentra 14,72% do eleitorado, fazendo com que os dois municípios, abriguem quase ¾ do eleitorado de todo o Estado.
Pracuuba (0,54%) e Serra do Navio (0,69%) abrigam os dois menores colégios eleitorais do Estado, sendo que os dois municípios, juntos, tiveram habilitados pouco mais de 5.500 eleitores.
Com o recadastramento a tendência é haver uma queda no índice da abstenção que se repetia em torno de 15% nas eleições regionais. Espera-se para as eleições de 2014 uma abstenção em torno de 12%.
O cenário de candidatos é que não apresentará alterações significativas, muito embora seja esperada alteração mais importante entre os nomes eleitos.
As eleições proporcionais, que dependem ao número de votos das unidades partidárias, ou seja, dos próprios partidos que concorrem “solteiros” ou das coligações construídas pelas dirigentes partidários, tem elevado o quociente eleitoral que, para deputado estadual deve ficar em torno de 16 mil votos e para deputado federal, em torno de 48 mil votos.

De agora em diante a bola está com os eleitores para contribuir na construção de um Estado saudável, sem brigas e sem intrigas.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cuidado com o voto nulo!

Rodolfo Juarez
Com a aproximação das eleições nacionais e regionais que haverão de ser realizadas em outubro, também se aproximam dos eleitores fórmulas, as mais extravagantes, como solução para problemas pontuais ou nacionais, os mais importantes.
São soluções que interessam a poucos!
Interessam muito para alguns grupos: sejam os radicais que não vêm chances de alcançar o poder; sejam aqueles mesmos que estão no poder, na busca de uma fórmula que possa garanti-los onde estão.
Pugnar pelo voto nulo é uma dessas fórmulas.
Uma reflexão objetiva do eleitor, entretanto, vai possibilitar se entender a importância que tem isso, seja usando a aritmética, a cibernética, ou mesmo os artifícios políticos que são explorados, com sabedoria, irresponsabilidade e sagacidade, por alguns.
O voto nulo, como o voto em branco, ou mesmo decisão de não votar serve muito mais para aqueles que estão utilizando de forma errada o cargo público, do que para aqueles que se colocam no papel de avaliador dos resultados a partir desses cargos públicos, isto é, favorece para quem está, pois, eles já sabem dizer como é que fica.
Votar deve ser o verbo mais forte a ser conjugado nessa análise.
Os eleitores precisam estar dispostos a escolher, a separar e, principalmente a colocar, com defesa, a sua tese para a gerência ou a representação dos seus interesses. Não dá para ficar experimentando ou fugindo de suas responsabilidades.
A força da democracia se manifesta pelo voto, pela possibilidade de alternância de poder e pela possibilidade de serem testados agentes públicos diversos, até mesmo aqueles que se mostram distantes do que imaginamos que pode dar mais certo.
Deixar como está é confirmar, sem nada mexer, um estágio muito favorável para aqueles que se acostumam com o poder, não mudam de comportamento e dele não querem abrir mão, nem que seja para melhorar o país, o estado ou o município que dirigem ou qualquer das câmaras legislativas à qual atue.
O grupo de votos não válidos, constituído pelos votos nulos e brancos, quando juntados àqueles dos eleitores que não forma votar no dia da eleição, pode tornar sem efeito uma votação. Basta que os votos válidos não alcancem cinquenta por cento dos votos mais um.
Então é preciso cuidado na hora de defender a democracia, o direito de escolha e o próprio voto, pois, assim, poderá estar favorecendo os planos ditatoriais de uma pessoa ou grupo de pessoas, mesmo que elas não façam o que você acha que está certo.
Ninguém muda nada se não participar e, em participando, o fazendo de forma ativa e não passiva.
Votar nulo ou em branco, ao contrário do que podem estar lhe pedindo é a pior atitude que o eleitor pode tonar em uma democracia.
Só serve para ditadores. Só serve para aqueles que não querem seguir a orientação da maioria, mas que quer estar no centro ou, mesmo, na periferia do poder.
O eleitor não pode cair nessa cantoria.
Os que cantam pedindo para que o eleitor vote nulo, na verdade estão querendo que o eleitor não vote ou vote com eles, pois eles, certamente, já têm a conta certa que precisam para permanecer ou conquistar o poder.
O Brasil e o Amapá precisam que o cidadão vá às urnas, para que volte a ter segurança ao ir ao mercado, ao passeio, à escola e a qualquer ambiente que já lhe foi assegurado noutros tempos ir e permanecer em segurança.
O voto é a arma de cada cidadão brasileiro que precisa estar muito bem cuidado no dia 5 de outubro, para que não seja preciso ter mais de uma utilização para atingir o objetivo de cada um.
A família do eleitor está acreditando que os tempos modem mudar para melhor, mas sabem que essa mudança só de dará com a participação desse eleitor.

O voto precisa ser consciente, ajustado a atualidade brasileira, uma atitude a serviço de todos, na busca de dirigentes comprometidos com as pessoas e os locais onde essas pessoas moram.

sábado, 26 de abril de 2014

Os candidatos estão mudos

Rodolfo Juarez
Nem mesmo a aproximação das convenções partidárias que serão realizadas no período de 10 a 30 de junho está soltando a língua daqueles que se dizem dispostos a concorrer, no dia 5 de outubro, ao cargo de Governador do Estado.
Todos agem como se mudos fossem!
Pode ser que faça parte de uma estratégia particular, muito embora todas as notícias e informações sobre o assunto indiquem que o comportamento deve ser completamente diferente.
As desculpas para ficar calado não faltam. Vão desde aquelas ligadas diretamente à questão da fiscalização eleitoral, até aquelas que se vinculam à questão financeira, pois, segundo alguns dos candidatos, os cabos eleitorais são os primeiros a avançar e ficam com aqueles que pagarem mais, prometerem mais, ou convencerem mais.
Para não perder o ânimo os candidatos estão preferindo ficar de boca fechada, dizem eles, mesmo tendo avaliações que indicam que, alguns deles, não têm mesmo o que dizer para o eleitor.
Continuar mudo é, portanto, uma estratégia do candidato, muito embora seja prejuízo para o partido, para os aliados e, principalmente, para a população, que só vai conhecer a opinião do marqueteiro do candidato e não o que pensa o candidato.
Um candidato precisa ser testado antes de ser escolhido pelo eleitor na hora de votar. É preciso que a população conheça a sua proposta, os seus aliados e, principalmente, os princípios de que se vale para mostrar-se ao eleitor e dele receber o seu voto.
Quando o eleitor deixa para conhecer o candidato apenas durante a campanha, corre o risco de errar com relação à personalidade do candidato, imaginando uma coisa quando está sendo levado por mensagens de profissionais contratados para definir a forma de apresentação para defesa e para ataque do pretendente ao cargo eletivo.
São muitos os casos em que a figura que você vê na tela da televisão ou no autofalante do rádio é completamente diferente da figura que limita, de verdade, a pessoa candidata.
É uma das falhas do processo de divulgação midiática permitido pela regra eleitoral e que foi adequada para a modificação do modo de ver os currais eleitorais que não foram desfeitos e que se transformam em quartéis para alguns personagens que avaliam a importância do poder muito mais para si do que para o povo.
A opção de ficar mudo tem sido a preferencial dos 13 candidatos. Isso mesmo, 13 mudos que não dizem seus planos, não mostram o que pretendem fazer, não apresentam solução para quaisquer dos problemas que o Estado enfrenta no momento e daqueles que ainda entrarão nesse rol.
E tem faladores no meio deles!
Mesmo assim optam por nada dizer deixando a impressão que não prepararam nada para falar e confiando que se mantendo mudo eles estão garantindo não errar, não dizer mentiras e não alertar os ouros. Isso mesmo, alguns acreditam que manter escondido alguns de seus projetos é uma estratégia que pode gerar votos.
Os candidatos precisam tomar cuidado!
Os eleitores já perceberam que alguns não falam agora e não vão falar depois, a não ser se para alinhar-se com a maioria, perdendo, completamente, a oportunidade de ser o guia da comunidade, o líder de uma população, aderindo ao mais fácil “maria-vai-com-as-outras” e abdicando do verdadeiro sentido de ser aquele líder do qual, faz tempo, a população se sente órfã.

A opção de ficar mudo pode ser também, a de ficar sem voto!