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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mazagão Velho: 243 anos

Rodolfo Juarez
Mazagão Velho completa hoje 243 anos. Um local que pode ser tudo: aprazível, bom de morar, bom de ir, bom de passear, bom de viver, místico, mágico, alegre e mais tudo que um interior tranquilo e próximo pode ter e oferecer muito mais para aqueles que ali chegam.
E hoje é o seu grande dia. Dia do aniversário do lugar.
Todos os moradores estão em festa, todos os vizinhos os aplaude e as autoridades têm certeza que tudo o que fizerem pelo local ainda é pouco.
E já faz muito tempo que tudo começou. Foi 1770. É por isso que não tem mais testemunha viva do começo, mas tem quem conte a historia do lugar com tantos detalhes que todos os que ouvem acabam por imaginar a forma que teriam para agradecer a tanto empenho, destemor e coragem dos primeiros moradores de Mazagão Velho.
Mazagão Velho recebeu esse nome por causa da sua importância, afinal de cojntas carrega o nome do município do qual é distrito. Então o velho ficou como sinal de respeito de todos os outros lugares que, junto com ele forma o município de Mazagão.
Mazagão Velho deve muito de sua origem à Guerra Santa, um dos acontecimentos mais marcantes da história do mundo, especialmente no século XVIII, sendo que a vila foi fundada com o objetivo de ser uma réplica da Mazagão Africana, uma cidade ao norte de onde está hoje situado o Marrocos e atualmente conhecida com El Jadida.
Mazagão Africana foi uma posseção de Portugal até 1769 quando, em razão das constantes batalhas travadas entre cristão e muçulmanos, os portugueses sairam da região, deixando a cidade praticamente deserta.
As 340 famílias que sairam da Mazagão Africana e seus escravos vieram para Belém do Pará. De lá uma parte dessas pessoas foram transferidas para o “meio da floresta”, nas proximidades do Rio Mutuacá, onde o governador do Grão-Pará e Maranhão determinaram que morariam no novo local com a construção da Vila do Mazagão, hoje Mazagão Velho.
Uma história que explica a valentia do povo que hoje herda a linhagem desses desbravadores, que por ações voluntárias ou obrigadas acabaram construindo o seu próprio lugar.
Mas a vila, com o passar dos tempos, teve outros nomes. Regeneração, que recebeu em 1833, foi um desses nomes, para voltar a ser vila, depois comarca. Depois de alguns anos foi incorporada à comarca de Macapá para, em 1915, ser a Mazagão Velho que conhecemos hoje.
É impressinante a história de Mazagão Velho e seu povo. Além de rica é surpreendente e não repetitiva. As surpress estão em cada escavação, em cada exploração. Para os aficionados em procurar explicação para a ocupação de uma localidade ou de uma região, Mazagão Velho além de ser atraente é empolgante e desafiadora.
Por isso a região de Mazagão Velho foi objeto de uma operação de prospecção arqueológica conduzida pela Universidade Federal de Pernambuco, na qual foram encontradas ruinas da primeira ingreja fundada na vila e ossadas de seus primeiros habitantes. A lentidão das gestões municiapal e estadual está atrasando a fundação do Museu Histórico de Mazagão Velho com todas as características que podem explicar para a geração atual e a futura, detalhes da ocupação do local.
Há menos de 40 km de Macapá, capital do Esado do Amapá, pela rodovia estadual AP-030, Mazagão Velho deve ser, dentro de pouco tempo, referência em outras áreas cietificas capazes de explicar o bom espírito do mazaganense e a alegria do seu povo.
Os amapaeses e os amazônicas de modo geral, precisam conhecer o local para saber o que representa a aniversariante de hoje para a história, a geografia e a cultura do Estado do Amapá.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Festa de São Tiago

Rodolfo Juarez
Quarta-feira marcou o ápice da festa de São Tiago, em Mazagão Velho.
Duzentos e trinta e cinco anos de comemoração de um povo religioso e que está fazendo da festa um evento completo que pode ser visto por todos, independente da religiosidade que, neste momento, é um detalhe no conjunto de atividades que são desenvolvidos ali.
A parte de responsabilidade da comunidade está completa e dela não pode ser cobrado mais nada. Sustentar um evento que se repete a 235 anos já dá a dimensão de que aquela responsabilidade é de todos.
Então, além de cuidar do local onde se realiza o evento, é preciso cuidar dos meios que venham possibilitar a presença do povo. E nesse item ainda falta fazer muita coisa, algumas que estão à mostra e outras que surgirão com a realização exatamente daquelas coisas mais evidentes.
O grande gargalo nesse momento é o acesso a Mazagão Velho, local do evento.
A travessia do Rio Matapi com utilização de pequenas balsas de ferro que transportam poucos carros de cada vez, faz com que muitas pessoas com vontade de visitar a localidade, desistam quando vêem as dificuldades que têm que enfrentar.
A rodovia, de quase 20 km que liga a Sede do Distrito à Sede do Município, não é asfaltada e muito estreita, com acostamento inexistente em alguns trechos, além de não ter sinalização e iluminação.
Este ano o próprio governador informou, quando cobrado da promessa do ano passado feita pelo secretário de Estado dos Transportes, no ano passado, que está marcado para o dia 15 de agosto o início do asfaltamento daquela rodovia vicinal, que precisa ser construída com requisitos de uma rodovia turística, com plataforma mínima de 14 metros e acostamentos de 2,5 metros, com iluminação e calçada de proteção.
Não adianta imaginar que está trabalhando uma estrada de penetração ou uma estrada de passagem. Ali precisa de uma estrada turística e com adaptações próprias de vias urbanas.
Mesmo assim o governador não falou nada da ponte sobre o Rio Matapi, principal gargalo para o desenvolvimento da região, inclusive o desenvolvimento turístico atentando para o trabalho de gerações do povo de Mazagão Velho que já sustenta o evento há 235 anos.
As projeções de hoje apontam que, quando houver condições, a iniciativa privada se encarregará de criar as outras condições de satisfação para o visitante, como hotéis adaptados, pousadas e campos para alojamento durante os grandes eventos.
Mas é preciso planejar tecnicamente cada intervenção para não influenciar negativamente, no que vem sendo sustentado pela religiosidade e o respeito do povo ao Santo Padroeiro.
O Plano Plurianual não atendeu a prioridade que demonstra ser a ponte sobre o Rio Matapi, então, por isso, torna-se necessário incluir no PPA esse projeto através de uma emenda que precisa ser aprovada pelos deputados estaduais da Assembléia Legislativa.
Dá a impressão que todos querem fazer alguma coisa pela Festa de São Tiago.
Por essa ótica se justifica a vontade de fazer alguma coisa, inclusive a promulgação de Lei que torne feriado estadual o dia 25 de julho, dia do ponto máximo da festa, como fizeram recentemente os deputados estaduais amapaenses que surpreenderam aprovando mais um feriado para a agenda apertada de trabalho dos administradores amapaenses.
Indiscutivelmente a festa de São Tiago é um importante evento para ganhar destaque no Calendário Turístico do Estado e pode atrair visitantes, até mesmo de Macapá e Santana, que não conhecem Mazagão Velho que, além do evento da festa de São Tiago, tem outras atrações naturais e habilidade dos seus habitantes para serem conhecidas.
O Governo do Estado está com a bola e deve levantar a cabeça, localizar o melhor companheiro e passá-la sobre os “vivas” dos espectadores, podendo até, na devolução da bola, fazer um gol importante para o desenvolvimento do turismo amapaense e do Estado do Amapá.