Mostrando postagens com marcador deputados estaduais.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deputados estaduais.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Deputados estaduais do Amapá não seguem a Constituição do Estado.


Rodolfo Juarez
A população, aos poucos, foi se desacostumando a ter na Assembleia Legislativa do Estado um guardião dos seus interesses e de onde deveriam sair a maioria das medias de interesse do povo. Afinal de contas, cada um dos 24 deputados com assento naquela Casa foi escolhido diretamente pelo eleitor através de seu voto soberano.
É notória a falta de sintonia entre os interesses mais imediatos da população e o que os deputados estaduais tratam nas poucas sessões legislativas ocorridas na Assembleia Legislativa. O que mais se vê em discussão são matérias de interesse de grupos ou do Governo e sempre no sentido de modificar aquilo que já era da prática administrativa.
As competências da Assembleia Legislativa estão previstas no art. 94 da Constituição Estadual promulgada em 20 de dezembro de 1991 e atualizada pelas Emendas Constitucionais de números 0035, de 21 de março de 2006 e 0036, de 08 de agosto de 2006.
É textual, art. 94 da Constituição Estadual, que à Assembleia Legislativa “compete dispor sobre todas as matérias de competência do Estado” como, por exemplo, o sistema tributário estadual, instituição de impostos, taxas, contribuições de melhoria e contribuição social.
Existem ainda outros 15 itens, além deste que trata do Sistema Tributário Estadual, que são da competência dos deputados estaduais estudarem para encaminhar o debate e a votação.
Nesse momento especial por qual passa a economia do Estado do Amapá há necessidade de que uma comissão especial de deputados para estudar e propor alteração no atual sistema tributário estadual, considerado perverso e só mexido quando há interesse político do Governo, pois o interesse social seria, por óbvio, exercido pelos deputados que foram escolhidos pelo eleitor.
A privatização de empresas estatais, prevista no inciso XV do art. 94 da Constituição Estadual, requer a existência de uma norma de privatização que precisa ser objetiva e muito clara.
O Governo do Estado encaminhou para os deputados estaduais deliberarem sobre a privatização da Companhia de Água e Esgotos do Amapá, a CAESA, entretanto, a Assembleia Legislativa não dispõe dessa norma de privatização que a Constituição do Estado ordena que pré-exista para que se conheçam os parâmetros que possam nortear a privatização de qualquer empresa estatal.
Além da CAESA ainda se cogita a privatização da CEA, hoje uma prestadora de serviço de Eletrobrás no Amapá e motivo de um dos maiores empréstimos já realizados pelo Estado do Amapá, exatamente para cobrir um rombo daquela estatal. Outra empresa que existe e que os deputados poderiam pelo menos justificar a sua existência é a GASAP, que tem apenas um funcionário que é o presidente.
Há ainda uma atribuição, entre as 16 do rol, que é a “criação, transformação e extinção, empregos e funções públicas e fixação de alteração dos respectivos vencimentos, salários e vantagens”. Neste inciso do art.94, que é o IV, está previsto que a competência é dos deputados, portanto, o estudo deveria estar pronto para saber como se encerraria esse triste e prolongado episódio que é o parcelamento de salários dos funcionários do Governo do Estado.
Nada... Nenhuma palavra é dita no Plenário da Assembleia Legislativa ou em qualquer Comissão sobre o assunto. A dificuldade financeira do Governo do Estado não justifica, mesmo porque, a cada dia novos cargos são ocupados ou nos contratos administrativos são autorizados pelos próprios deputados.
Com relação aos contratos administrativos, por ter firmado com o Governo do Estado, o contratado abdica de todos os seus direitos, inclusive o auxílio desemprego. Isso é exploração!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Brinco de diamantes.

Rodolfo Juarez
O começo do ano foi atrapalhado para os administradores dos interesses da população do Estado do Amapá. O prefeito municipal de Itaubal cassado pelos vereadores da Câmara do Município; a Assembleia Legislativa querendo colocar mais dois “brincos de diamantes” nas orelhas dos seus deputados estaduais; e o governador apresentando um balanço esquisito de suas atividades à frente do Governo.
Muita confusão para aqueles que precisam dedicar-se à equacionar os problemas, resolvendo-os, encontrando as soluções para cada um deles nos próximos 12 meses.
Em Itaubal a relação entre o prefeito e os vereadores transformaram aqueles dois poderes municipais, Legislativo e Executivo, cada vez mais distantes, deixando espaço para intrigas, acusações, defesas, e pouco, pouquíssimo resultado para aquela população que um dia imaginou um município próspero conduzido, fundamentalmente, pelo entendimento entre os encarregados de promover o desenvolvimento, exatamente entre aqueles que escolheram para os cargos eletivos a pouco mais de um ano.
Os deputados estaduais, provavelmente observando o aumento do duodécimo, para cada mês do ano de 2018, quando comparado com o ano de 2017, em quase um milhão de reais, trataram, por observar que não teriam onde gastar legalmente o dinheiro do erário apressaram-se em colocar um “para de brincos de brilhante” no “holerite” de cada um deles no valor de um pouco mais de 50 mil reais.
O governador, no balanço de começo do ano, falando do ano que findou - e falando mal -, não convenceu quando teve que enfrentar as perguntas consideradas incômodas e que lhes forma feitas, apesar da cara feia dos auxiliares o acompanhavam na “coletiva” e do próprio governador.
O fato é que esse começo atrapalhado anuncia dificuldades para aqueles que precisam estar tranquilos e concentrados nas suas responsabilidades, principalmente se levarmos em conta que o ano é de eleição regional e nacional e o governador do Estado, além dos cuidados que precisa ter um as regras do último ano de mandato, ainda tem que enfrentar, por sua livre opção, uma campanha se quiser renovar o mandato.
Essa confusão já pode ser creditada, pelo menos boa parte dela, para a previsão do aumento de receita que elevou o total do orçamento público do ano de 2018 em mais de 20% (20,33% para ser exato). O novo orçamento superior a 5,8 bilhões de reais aumentou o valor dos orçamentos dos poderes em quase 63 milhões, cabendo aos deputados estaduais um plus orçamentário de quase 11 milhões de reais, exatamente o valor que os deputados têm para gastar a mais de tudo o que já gastaram em 2017.
Analistas de desempenho garantem que o total de recursos colocados à disposição dos deputados precisa de revisão e que isso pode ser o motivo de tantos problemas judiciais enfrentados pelos deputados que, mesmo condenados, escapam da reclusão alegando o princípio da presunção de inocência.
A conivência e a permissão decorrente dos “acertos” entre os agentes do Executivo e do Legislativo pode, também, estar produzindo os resultados que não agradam a população ou a maioria dela.