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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O sonho que virou realidade


Rodolfo Juarez
Hoje, dia 17 de dezembro, estão sendo completados 48 anos de um dos dias mais importantes da minha vida. No lendário Teatro da Paz, em Belém do Pará, às 18 horas, começava a solenidade de colação de grau da Turma de 1971 de Engenheiros Civis, Turma Engenheiro Fernando Guilhon, da Escola de Engenharia do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Pará (Ufpa).
Terminava o ano de 1971 e a turma com 73 formandos, todos em traje de gala, estavam radiantes no Teatro da Paz. Eu, como os outros formando, vestindo um smoking preto, tendo a calça uma faixa desde a cintura até à bainha, camisa branca, gravata borboleta, faixa preta na cintura para encobrir o cinto de couro, cabelos bem arrumados e fartos, sem óculos, e com cadeiras reservadas em local privilegiado em um dos pontos mais favoráveis do teatro.
Minha mãe foi minha paraninfa. Ela estava radiante, com um vestido longo, de tecido fino e forrado, saia completamente branca e blusa bege, em uma combinação perfeita. Cabelos feitos para a ocasião, juntamente com os colares que usava, destacavam o rosto de minha mãe, bonito e cheio de felicidade, ela que veio junto comigo do interior do município de Afuá e que, naquelas três horas se tornava protagonista em um dos ambientes mais sofisticados do Pará, da Amazônia e do Brasil, o Tetro da Paz.
O anel de formatura - presente da minha mãe e meu pai, que também estava na solenidade obedecendo ao rigor do traje que o protocolo exigia -, era de ouro 18 quilates, uma pedra de safira sintética retangular, com as características da engenharia civil encravadas nos dois lados medidos a partir da pedra safira.
O momento solene da colocação do anel no dedo do formando, depois do “eu concedo” foi devidamente registrado para que hoje, 48 anos, pudéssemos reviver, mesmo que em pensamento e sentimento, a alegria que invadiu o coração e a alma do meu pai e da minha mãe, principalmente eles dois, alcançando o máximo imaginado por eles, dando por concluída a sua primeira missão: participar da formatura do primeiro filho e aumentar a certeza da formatura dos demais filhos que vinham no mesmo rumo.
Todos nós sabíamos que ali, naquele momento de jornada, seria marcado um ponto de inflexão, modificando o caminho da maioria dos 73 formandos que, durante cinco anos fizeram promessas e assumiram compromissos que, a partir dali, seria colocado em teste.
Da Turma Engenheiro Fernando Guilhon - Engenheiros Civis de 71 -, dois dos formandos saíram de Macapá para fazer o vestibular em Belém do Pará, em 1967, depois de concluir o Curso Científico no Colégio Amapaense, Manoel Antônio Dias e eu, e cinco anos depois de muita “ralação” nós estávamos ali, prestando contas, principalmente, para às nossas respectivas famílias.
Hoje haverá uma celebração à data, em Belém do Pará, em um encontro marcado para um jantar comemorativo, a partir das 20 horas, no restaurante do Hotel Gran Mercure, na Avenida Nazaré, 375, entre Dr. Moraes e Benjamin Constant para comemorar esses 48 anos de formatura. Os organizadores, diletos colegas da Escola de Engenharia e, hoje, respeitáveis senhores, da sociedade paraense, estão na coordenação do encontro: Valdemiro, Nilo, Carlindo e Fernando.
Eu, hoje, com 73 anos, e meus colegas engenheiros da turma de 71, todos com 70 ou mais anos, já estamos sentindo a falta de muitos colegas que estão noutro plano, certamente felizes pelo que fizeram enquanto entre nós estavam, e cobrando de cada um o principio ético que orienta o comportamento do profissional engenheiro civil.
Saudades!
Hoje, tenho certeza, que cada um dos engenheiros civis da turma de 1971, está lembrando a data que marcou, para sempre, as nossas vidas.
A minha vida profissional teve como um dos principais suportes a formação em engenheiro civil, profissão que me permitiu contribuir com o desenvolvimento do Amapá desde quando, ainda em dezembro de 1971, no dia 23 daquele mês, cheguei a Macapá para exercer a profissão.
Ganhei um plus importante de confiança para animar a minha carreira de professor de Matemática e Física. Mais tarde ainda completei o curso de Jornalismo e, por último, a 10 anos, o curso de Direito que me possibilitou a ser advogado militante, completando meu rol profissional, do qual tenho muito orgulho.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Dia do Engenheiro Civil


Rodolfo Juarez
Mesmo às vésperas da eleição para os cargos de Presidente da República e de Governador do Estado, não posso deixar de escrever sobre o simbolismo do dia de hoje, 25 de outubro – Dia do Engenheiro Civil, minha segunda formação profissional, uma vez que a profissão inicial foi da de Professor de Matemática.
Na decisão que tomei tive que escolher o rumo que daria a minha vida acadêmica. Sabia que, necessariamente implicaria na colocação, no catalogadas das dificuldades, o afastamento familiar e o desconhecido da metrópole estranha, mas que traria junto o sonho de ser um engenheiro civil em condições de servir a comunidade que me dera as condições iniciais e que implicavam em, de forma decisiva, responsabilidade socioprofissional. 
Quando tomei decisão de fazer o vestibular para ingressar na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Pará, tinha a convicção de que juntava os requisitos para vencer o desafio e avançar no objetivo. Era o ano de 1966, terminando o Curso Científico (assim denominado na época) na área de Ciências Exatas.
O vestibular no começo de janeiro de 1967 se transformou no grande objetivo a ser alcançado, para depois, durante o curso, vencer os cinco anos seriados, onde havia a possibilidade de, em não passando em uma matéria, repetir todas as matérias daquele ano.
Em 1971 terminei o Curso de Engenharia, no dia 17 de dezembro, e comecei minha vida profissional, primeiro como empresário da construção civil, depois funcionário público municipal, do município de Macapá, mais tarde funcionário federal, com exercício funcional em órgãos do Governo do Território Federal do Amapá.
Muitas das obras que hoje constituem o patrimônio do Estado do Amapá tiveram minha orientação técnica na sua construção, tanto na área civil, como na área do urbanismo (para onde ampliei meus conhecimentos) e de infraestrutura, além da engenharia naval.
Fui - e ainda sou -, um engenheiro de campo, quando atuei como profissional em empresas privadas, como responsável técnico, por exemplo, da empresa Leite Construções Ltda, quando, na qualidade de integrante de um consórcio, tive a oportunidade de ser o responsável civil pelas obras de construção da terceira turbina da Usina Coaracy Nunes.
Sinto-me honrado de poder ter servido aos amapaenses como engenheiro civil e, por isso, reverencio esse dia e saúdo todos os engenheiros civis que trabalham no Amapá, aplicando os seus conhecimentos e devolvendo para a população aquilo que teve a oportunidade de aprender.
Desde o ano 2000 os profissionais da área tecnológica comemoram a data de 25 de outubro como o Dia da Construção Civil. Por extensão, a partir de 2007 a data foi instituída como o Dia dos Profissionais da Construção Civil, sendo, mais recentemente, oficializada como o Dia do Engenheiro Civil.
Em virtude da polivalência de sua modalidade no âmbito das profissões da área tecnológica e da formação considerada uma das mais abrangentes do meio acadêmico, os engenheiros do setor em geral são associados às funções de comando dentro da cadeia produtiva da construção civil e, cartesianos ou não, não fazem outra coisa a não ser dar conta da missão para a qual foram historicamente designados pela sociedade.
Mas, também, é importante falar de eleição, pois, parece que essa intromissão eventual da Engenharia Civil, lembrando o seu dia, parece com vontade de alertar a importância desse conhecimento no ambiente de qualquer gestão, inclusive a pública.

domingo, 10 de dezembro de 2017

O Dia do Engenheiro no Amapá

Rodolfo Juarez
Há 46 anos, em 1971, em uma solenidade inesquecível realizada no Teatro da Paz, em Belém do Pará, eu recebi das mãos do Reitor da Universidade Federal Pará, o diploma de Engenheiro Civil e das mãos de minha mãe o anel de formatura tão desejado e como símbolo da luta que todos travamos, minha família e eu, para chegar ao grau de Engenheiro Civil.
Éramos 73 formandos em um tempo em que a Amazônia esperava por aqueles profissionais e o Amapá, por dois de nós, Manoel Dias e eu, para poder contribuir com o desenvolvimento a partir do então Governo do Território ou na gestão de empresas de engenharia que são importantes para desenvolvimento social de uma comunidade, especialmente como a amapaense daquela época que, vivendo uma área federal distante da Administração Central, se encontrava submetida a limites que exigia técnica e muita dedicação para conquistar pequenos espaços que possibilitasse a transformação daquele do espaço federal em uma Unidade Federada.
Naquele momento já estávamos sob as ordens da Lei n.º 5.194, em vigor desde 24 de dezembro de 1966, regulando o exercício da profissão de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo de então, dando-lhes atribuições definidas no Decreto Lei n.º 23.569, de 11 de dezembro de 1933, que regulamentava e oficializada as profissões de Engenheiro, Arquiteto e Agrimensor no Brasil.
Para quem entrou na Escola de Engenharia em 1967 e lá estudou até 1971 quando concluiu o Curso, o patriotismo aflorou em quem tinha que aflorar, e o entreguismo, também foi obervado naqueles que não se mostravam dispostos a construir um Brasil democrático e uma Amazônia Brasileira.
Hoje, 46 anos depois, percebo que a Engenharia desenvolveu-se ao ponto de possibilitar a todos ver os resultados no seu entorno e em qualquer direção, desde à habitação onde cada mora, à calçada por onde anda, o meio fio, o sistema de coleta de água e esgoto, as vias, os carros, os aviões, os equipamentos, o celular, a roupa, tudo tem a ver com a engenharia e, naturalmente, com os engenheiros.
Tudo o que melhora a qualidade de vida das pessoas são resultados da engenharia que imprime melhoria nas outras ciências, sempre tendo como objetivo final o homem e o seu bem estar.
Esses parâmetros, fim específico da Engenharia operado por engenheiros, vem sendo ignorados pelos próprios engenheiros, tornando esses profissionais invisíveis, provavelmente pela inação dos próprios engenheiros que deixaram de considerar que o seu ofício está sustentado em uma série de conhecimentos que se completam e de imensurável importância.
Os próprios profissionais resolveram abrir mão da importância do seu conhecimento e passaram não colocar o seu título na vanguarda de suas ações, deixando desprezado quando comparado com funções públicas que exercem ou o resultado empresarial que alcançam.
Hoje, 11 de dezembro, os gestores dos interesses dos engenheiros, recebiam da sociedade, através do que ficou conhecido como Decretão, as regras que lhe davam atribuições e que, em forma de regulamento, entregou para a sociedade a responsabilidade de que cada profissional engenheiro.
Onze de dezembro foi por muito tempo um dia de comemorações no Amapá, mas nestes tempos de agora poucos são aqueles que aproveitam essa oportunidade para mostrar a importância da Engenharia e, sequer mencionam a responsabilidade social que tem o engenheiro.
O Clube de Engenharia e o Sindicato dos Engenheiros, principalmente estas duas instituições, são habilitadas para integrar os engenheiros como agentes sociais importantes e decisivos para organizar o meio onde cada um vive, devolvendo para a sociedade o investimento que fez em cada um dos profissionais.

É preciso melhorar o entendimento do conceito de Engenharia e reconhecer a sua importância com as diversas participações dos profissionais.

domingo, 13 de agosto de 2017

Engenheiros e Agrônomos na Semana Oficial

Rodolfo Juarez
A Engenharia e a Agricultura, como ciência, vêm procurando encontrar a melhor solução para os novos problemas que desafiam o as pessoas na cidade e no campo. Na cidade com os problemas que freiam os trabalhos que estão no rumo da melhoria da qualidade de vida e, no campo, enfrentam a produtividade na busca de condições de competitividade, desviando-se dos limites que a lógica social e econômica impõem aos produtores e negociantes.
Na semana passada aconteceu em Belém do Pará o que foi nominado de Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, que tinha como proposta central renovar a interpretação da responsabilidade atual da Engenharia e da Agronomia, tendo como foco o desenvolvimento do País.
Um chamamento importante que levou como principal argumento a necessidade de enfrentar as novas exigências de uma sociedade cada vez mais técnica em um ambiente econômico que regras novas para serem seguidas.
Observa-se também que o engenheiro e o agrônomo estão sendo cobrados pelos projetos que assumem a responsabilidade técnica. No novo cenário não é mais possível deixar de entender o papel do profissional das áreas de engenharia e agronomia.
O tamanho do Brasil ainda dá condições diferentes para que sejam alcançados os objetivos esperados, isso não quer dizer, entretanto, que um Estado com o Amapá pode negligenciar nas modernas e rápidas tomadas de decisão por parte do profissional como por parte do próprio Conselho Profissional. Da parte do profissional a exigência é cada vez mais técnico-legal e do lado dos conselhos, cada vez mais gerencial e administrativo.
Os órgãos de controle, depois das operações policias que levaram grandes empresas de engenharia a acordos de leniência e altos dirigentes daquelas empresas à firmarem acordos de colaboração premiada, têm motivos para jogar luz sobre os profissionais e os conselhos profissionais, em nome do superior interesse da coletividade, algumas vezes de forma exagerada, mas sempre para demonstrar que, desta feita, as regras vigentes serão cumpridas.
Enquanto isso o avanço tecnológico não para. A cidade e o campo experimentam novas exigências e os engenheiros e agrônomos têm sido exigidos fortemente para apresentar as soluções que só poderão vir deles.
Por isso temas como “A agropecuária no Brasil”, “Mineração no Brasil”, “Desenvolvimento Sustentável” e “Atualização da Legislação que envolve o exercício profissional” ganharam espaços maiores do que noutros tempo.
Além disso, debater a inserção internacional do Sistema Confea/Crea passou a ser matéria urgentes, para evitar descompassos entre a realidade atual e a possibilidade de inserir-se nesse universo.
Hoje não se pode deixar de fortalecer a forma de inserção do jovem engenheiro e do jovem agrônomo na estrutura operacional da moderna tecnologia, garantindo início e sequência de providências rápidas para necessidades emergentes.
Inovação, ciência e tecnologia, área pouco incentivada pelo Sistema Confea/Crea surgem como necessidade atual e, por isso, precisando constar dos orçamentos dos conselhos e do próprio Confea, para que seja desenvolvido de forma a oferecer condições de equacionar os problemas que desafiam aos profissionais, ao sistema Confea/Crea e à sociedade.
A matriz básica montada para as discussões dos temos relevantes elencados na Programação da 74ª SOEA, apesar dos entremeios e das interpretações políticas havidas, pode ser considerada um marco que deve abrir condições para o desenvolvimento da Engenharia, da Agronomia, dos profissionais, do Sistema Confea/Crea, tudo em favor de uma sociedade tecnológica que precisa assumir o seu papel na comunidade brasileira.

domingo, 5 de março de 2017

O Engenheiro, a Pessoa Jurídica e o Sistema Confea/Crea

Rodolfo Juarez
A Engenharia é definida como a aplicação do conhecimento científico, econômico, social e prático, com o intuito de inventar, desenhar, construir, manter e melhorar estruturas, máquinas, aparelhos sistemas, materiais e processos. É também profissão em que se adquire e se aplicam os conhecimentos matemáticos e técnicos na criação, aperfeiçoamento e implementação de utilidades que realizem uma função ou objetivo.
Nos processos de criação, aperfeiçoamento e complementação, a engenharia conjuga os vários conhecimentos especializados no sentido de viabilizar as utilidades, tendo em conta a sociedade, a técnica, a economia e o meio ambiente.
A Engenharia é uma área bastante abrangente que engloba uma série de ramos mais especializados, cada qual com uma ênfase mais específica em determinados campos de aplicação e em determinados tipos de tecnologia.
O Exercício da profissão de engenheiro é regulado pela Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966 e, certamente, todos os profissionais com a formação acadêmica de Engenheiro deve se submeter às regras desta lei, sem alegar qualquer desconhecimento ou procurar, através de artifícios, negar o comando que esta Lei impõe.
A mesma Lei 5.194/66 trata das Pessoas Jurídicas que realizem atos ou prestem serviços públicos ou privados reservados aos engenheiros. Por isso, conhecê-la é uma obrigação essencial para todos os que atuam nessa área de abrangência.
Os recentes e diversos episódios da operação policial Lava Jato tem evidenciado pessoas jurídicas e profissionais engenheiros na prática de ilícitos e que precisam ser avaliadas no âmbito da moral, da ética e do direito.
Recentemente a Secretaria Federal de Controle Interno, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União emitiu um relatório preliminar de levantamento de informações do Sistema Confea/Crea onde constam recomendações que busca ação direta, no âmbito da jurisdição de cada Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, para julgar nas respectivas comissões de ética, o comportamento dos profissionais envolvidos no que vem sendo apurado pelo Judiciário.
Assim, além dos crimes julgados e punidos pelo Judiciário, está havendo uma cobrança para que, no ambiente administrativo-profissional, seja aplicado o que manda a Lei 5.194/66, nos seus artigos referentes à penalidades que vai desde advertência até cancelamento definitivo de registro.
Aquela Lei também manda que o cancelamento do registro seja efetuado por má conduta pública e escândalos praticados pelo profissional ou sua condenação definitiva por crime considerado infamante.
Aqui no Estado do Amapá o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amapá – CREA/AP é o responsável pelo registro dos profissionais e pessoas jurídicas que realizam atos ou prestam serviços públicos ou privados reservados aos profissionais de engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, tecnólogos, engenheiro de operação, técnico industrial e técnico agrícola de 2.º grau e engenheiro de segurança do trabalho.
O profissional que, suspenso do seu exercício, continue em atividade, ou a firma, organização ou sociedade que, na qualidade de pessoa jurídica, exercer atribuições reservadas aos profissionais com registro no Sistema Confea/Crea, exercem ilegalmente a profissão e estão sujeitos às penalidades impostas pela legislação vigente.
No próximo dia 31 de março termina o prazo para a regularização dos profissionais do Sistema Confea/Crea e, logo em seguida, deverá ser publicado a lista dos profissionais que estão em condições de atuar, assumindo responsabilidades e produzindo documentos válidos.

Por isso este tema é relevante para os profissionais, para as pessoas jurídicas e para o Sistema Confea/Crea.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Dia do Engenheiro, um dia para reflexão!

Rodolfo Juarez
Domingo, dia 11 de dezembro, é o Dia do Engenheiro.
Um profissional que vem contribuindo para desenvolver, entre outras questões, condições que dê melhor qualidade de vida para a população em diversos ambientes que forma a sociedade amapaense.
Interpretar a importância desse profissional é uma tentativa que tem provocado muitos acertos e alguns erros, pela diversidade de atribuições que tem o engenheiro e que, por isso, se vê divido em muitas especialidades sem, entretanto, deixar de ser identificado como aquele profissional que sempre está inovando, buscando, cada vez mais, a segurança das pessoas e a melhor forma de abriga-las e permitir que se desloquem.
Desde a revolução industrial a profissão de engenheiro ganhou muito destaque. Inicialmente a principal formação em engenharia era a de engenheiro civil, que se tornou uma das profissões fundamentais do mundo moderno, atuando como responsável por novas construções e obras civis.
A evolução da sociedade passou a exigir novas demandas para os engenheiros e, para facilitar o acesso das pessoas ao que a sociedade sabia que podia exigir, a atuação dos engenheiros foi ampliada para a indústria metalúrgica, elétrica, aeronáutica, computação, química, meio ambiente, produção, entre outras, que necessitam de mão de obra especializada para o desenvolvimento e acabaram por consolidar diversos ramos da engenharia.
No Amapá os engenheiros têm desempenhado papel de relevância desde às suas primeiras necessidades quando teve que construir a Fortaleza de São José de Macapá. O responsável pelo projeto foi de Henrique Antônio Gallucio, que, guardadas as devidas adaptações à realidade local, adotou o modelo de bases defensivas conforme fora idealizado por Sebastién de La Preste, o francês Marquês de Vauban e por Manoel de Azevedo Fortes.
Quando uma área do Estado do Pará foi discriminada para ser um novo território federal – o Território Federal do Amapá -, inicialmente com previsão de ser a Vila do Amapá, no Oceano Atlântico, a capital e, depois, a Vila de Macapá, na margem esquerda do Rio Amazonas, outra vez os engenheiros estiveram presentes com suas habilidades para trabalhar a infraestrutura urbana, identificar os polos rurais de desenvolvimento e conceber e construir as edificações, inicialmente a dos prédios públicos.
São dessa época os primeiros planos de desenvolvimento urbano que definiu o sistema viário que hoje tem bons reflexos técnicos nas ruas, avenidas e praças de Macapá, e as primeiras ligações rodoviárias com núcleos de concentração de pessoas e produção de bens e alimentos do interior do então Território Federal, além da definição das áreas comuns. Tudo serviço de engenheiros.
Hoje a engenharia está dividida em muitas especialidades nas quais é possível seguir carreira, dependendo das mudanças no mercado e do desenvolvimento tecnológico esse número se expande a cada necessidade.
Entre tantos ramos podemos citar a engenharia civil, que é a responsável por obras e construções; engenharia mecânica, que atua no ramo da mecânica, metalurgia, indústria automotiva e outras indústrias; engenharia da computação, que atua no ramo da informática, seja na construção de novos softwares ou hardwares; engenharia ambiental, que ganhou grande visibilidade com a crescente preocupação com o meio ambiente; engenharia de alimentos, que atua em indústrias alimentícias ou em pesquisas que envolvem alimentos.
Além de outras especialidades como engenharia de petróleo e gás, que com a constante necessidade de geração de energia e potenciais crescimentos na extração de petróleo, tornam esse profissional necessário e por consequência, bem valorizado; engenharia de segurança do trabalho, que atua de forma a seguir as normas de segurança do trabalho, que a cada dia se tornam mais rígidas; engenheiro de produção, que tem como objetivo gerenciar processos produtivos; entre outras diversas, por exigência das indústrias, dos serviços e das pesquisas que necessitam de mão de obra especializada.
O Dia 11 de dezembro é um dia para reflexão, para procurar compreender a realidade atual e entender a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade, desempenhando esse papel, quase um sacerdócio que é ser engenheiro.

Parabéns a todos os engenheiros que trabalham no Amapá e contribuem com a sociedade amapaense. 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A nobre profissão de engenheiro

Rodolfo Juarez
Na quarta-feira estive participando, como espectador, de um evento organizado e patrocinado pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Amapá que contou com convidados, também engenheiros, com experiência em áreas específicas e professor de universidades federais de outras unidades da Federação.
O evento aconteceu no auditório do prédio onde funcionam as Faculdades FAMA que possibilitou a presença de acadêmicos de engenharia na discussão de assuntos de relevante interesse para a atualidade profissional dos que atuam na área tecnológica.
Os engenheiros, preocupados com a situação que atravessa o país e especialmente a Engenharia, estão buscando uma proposta objetiva que possa despertar na população a grande importância que a Engenharia tem para os governos e para as cidades; para as populações e seus respectivos futuros.
Por mais ou menos 20 anos os engenheiros vêm sendo desafiados a mudar o “disco”, repaginar as agendas, encontrar a confiança perdida no meio dos problemas que a sociedade enfrenta todos os dias e que se escancararam com o desmantelamento de um sistema que se implantou em algumas das grandes empresas nacionais e que resultaram em um rio de corrupção jamais visto.
Tudo o que se olha ao redor tem a ver com a Engenharia, que sempre trouxe para a população formas diferentes de aproveitar as condições que estão disponíveis e que servem para o bem estar de cada um e o embelezamento ou funcionalidade das cidades.
Agora os engenheiros têm pressa em mostrar a verdadeira face da Engenharia, aquela que cuida das pessoas, cria soluções e otimiza os preços. Querem retomar a confiança que ficou arranhada por culpa dos próprios engenheiros que não se fizeram vistos, respeitados e indispensáveis.
As eleições municipais pode ser o marco para a retomada dos serviços de engenharia, pois, está se entendendo que não haverá avanço no atendimento à população, se não entregar para os engenheiros questões que lhes são próprias e para as quais está preparado para atender as exigências.
As pequenas cidades, pobres na exata dimensão da palavra, precisam despertar para a elaboração de projetos que deverão estar dentro de um plano de desenvolvimento que contemple todas as exigentes vertentes sociais e que possa entregar mais tarde para os moradores das cidades o resultado do trabalho.
No momento são muitos os problemas. São tantos que deixou de ser uma questão do prefeito ou dos vereadores e passou a ser uma questão de todos. Mas é preciso dar voz e vez para aqueles que têm a ciência como aliada para o desenvolvimento de projetos e a elaboração de planos que possa modificar o modo de ver as administrações por parte da população.
Não dá mais para trabalhar planos de educação, de saúde, de segurança, ambiental e qualquer outro plano sem que cada um deles faça parte de um todo harmônico, divisível e avaliável.
As dificuldades dos prefeitos são maiores que a sua vontade de resolver, entretanto, eles precisam encontrar um caminho novo para seguir diferente daqueles que se acostumou a encontrar, fundado na governabilidade a partir de aliados políticos e não a partir das necessidades da população.
Se os engenheiros se entenderem, sentirem mais uma vez o prazer da brisa nas janelas de trabalho, outra vez o Brasil pode retomar o seu rumo, reconquistar as referências perdias e reencontrar o desenvolvimento.

Vi a esperança nos olhos dos acadêmicos de engenharia, mas vi também disposição nos veteranos professores em querer mudar a história recente dessa que uma das mais nobres profissões dos homens.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Engenharia e o engenheiro no Estado do Amapá

Rodolfo Juarez
Esta semana marcou a passagem do Dia do Engenheiro. Eventos sociais foram realizados para marcar o dia 11 de dezembro que aqui no Amapá, não faz muito tempo, era motivo de muitas festas pelas conquistas alcançadas durante o ano e pela satisfação de ser um profissional influente e que apresentava resultados para a sociedade e recompensando a confiança que recebia e o trabalho que tinha a satisfação de desenvolver.
O engenheiro, de um modo geral, se caracteriza pela maneira cartesiana como trata suas atribuições devido a sua formação sustentada por uma ciência exata e que premia a competência na busca do resultado.
As competências e resultados, diretamente vinculados ao engenheiro, foram perdendo, aos poucos, a sua importância para os que passaram elaborar os chamados planos de poder, cheios de artifícios e nem sempre voltados para atender primordialmente o interesse público.
Ao que parece a exigência dos profissionais da engenharia não se enquadraram nas diretrizes dos planos de poder dos políticos que ganhavam a primazia de poder definir tudo, entendendo que não precisavam obedecer às funções conforme as suas regras. Muitos dos que aceitaram a imposição se decepcionaram com a nova relação e com a forma de gerenciar os recursos públicos.
A questão avançou devorando todos aqueles que pretendiam exercer na plenitude a sua profissão, mesmo mal pagos e tendo que, para sobreviver, se submeter ao comando de pessoas não habilitadas para cuidar das questões públicas que precisam do engenheiro para resolvê-las com eficiência.
A Engenharia passou a receber tratamento discriminatório por parte dos administradores públicos, como aqueles que “atrapalham” quando não concordam com a medição de uma obra ou que propõe punição para o empreiteiro “amigo do governante” por não cumprir o contrato na forma e termos que assinou.
A formação do engenheiro exige que ele seja obediente aos parâmetros técnicos exibidos nos manuais, desde os mais simples até os que carregam complexidade, conforme a exigência da obra ou serviço.
O abandono do engenheiro pelas administrações públicas, principalmente no Estado do Amapá, apresenta resultados profundamente chocantes com prejuízos financeiros e sociais de significação que remontam a casa do absurdo.
Obras paradas por todas as partes do Estado e com as mais diversas finalidades retratam a irresponsabilidade de dirigentes que não cuidam, de forma alguma, dos recursos que o Estado coloca nas mãos desses dirigentes. É um bota fora de dinheiro que impede a população usufruir dos benefícios que a obra ou o serviço trariam para todos na cidade ou no campo.
Os esqueletos de edificações e o mau trato das rodovias são os atestados dessa falta de controle e do próprio profissional engenheiro.
Parece que os engenheiros perderam a confiança dos que detêm o poder considerando a forma como são tratados. São mal pagos e subordinados a profissionais de áreas do conhecimento que estão muito distante da Engenharia.
O exemplo está na Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado do Amapá para a qual foi nomeado um profissional estranho à engenharia e logo no órgão do Governo do Estado que simboliza a Engenharia e o engenheiro. Mas esse desprestígio se alonga pelas veias da administração pública que faz questão de ficar longe dos engenheiros.
Um dia o engenheiro amapaense haverá de se impor pelo conhecimento, pela sua importância social e principalmente, pela sua maneira de interpretar o interesse público que sabe, não pode ser repartido com o interesse privado.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A revolta dos engenheiros

Rodolfo Juarez
Engenheiros de todas as formações estão decididos a enfrentar a crise que se abate sobre a profissão e a diminuição de importância que a cada dia são submetidos esses profissionais nas diversas frentes que vêm tendo que atuar.
Crea/AP, Sinduscon, Sindicado da Categoria, Clube de Engenharia, inicialmente estes, estão estudando a melhor maneira de reconquistar a importância que já tiveram no Estado e retomar a responsabilidade por grande parte do desenvolvimento local.
Obras paradas, falta de inovação tecnológica e o caos urbano dos principais centros urbanos do Estado são resultados da pouco caso que as autoridades administrativas e, os próprios engenheiros, estão dando para a atual situação.
Desprestigiados e retraídos, os engenheiros, apesar de serem importantes para a administração pública, desde a elaboração de projetos até às tomadas de decisão, estão decididos a reagir, pelo menos é o que têm demonstrado nos encontros havidos recentemente para tratar do assunto.
O Crea/AP como conselho que fiscaliza a profissão está procurando o melhor caminho para que aconteça o inicio da retomada; o Sinduscon, o Sindicato da Indústria da Construção Civil, através de sua direção, tem se mostrado coeso e compreendendo a iniciativa; o Sindicato dos Engenheiros já percebeu que a questão salarial é importante mas não é a única que precisa ser discutida e resolvida por aqui; e o Clube de Engenharia se mostra compreensivo e disposto a “mexer os seus pauzinhos” para que o disco mude de lado e os profissionais que atuam na área de engenharia, todas elas, comecem a exercer o papel que a sociedade destinou a cada um.
Os problemas são muitos, os desprestígios estão escancarados principalmente no Poder Público que não encontra espaço para se valer do conhecimento técnico de engenheiros para contribuir com as administrações.
Ao final das contas todos somos responsáveis pelo que vem acontecendo no Estado do Amapá, que não pode abrir mão de nenhum dos seus profissionais em engenharia, seja atuando na estrutura pública, no caso os concursados e os “de confiança”, como aqueles que estão trabalhando na iniciativa privada, em empresas ou consultorias. Como também todo o pessoal de apoio técnico-tecnológico.
O Estado do Amapá precisa cuidar das suas questões tecnológicas e começar a desistir das decisões políticas que, ou não tem dado certo; ou estão em dificuldades para engrenar e trazes para a população os resultados que essa população espera.
Não é normal o descumprimento de contratos de obras e serviços de engenharia, entretanto, esse resultado é o mais comum obtido pela sociedade que vê um governo sem força para domar as empresas e as empresas vendo um governo como oportunista e disposto a acabar com elas estando ou não, no catálogo de “empresas amigas” ou “engenheiros amigos”.
O resultado está nas decisões tomadas que mesmo nos setores eminentemente técnicos, como a infraestrutura, “pano” próprio para os engenheiros, o de confiança é um procurador do Estado, como se apenas o principio administrativo da legalidade resolvesse a situação.
Onde fica o princípio da eficiência e os outros princípios da administração pública previsto na Constituição Federal?

Os engenheiros e suas entidades representativas demonstram vontade de contribuir com todos e trabalhar pelo desenvolvimento social do Estado.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O engenheiro em ambiente de crise

Rodolfo Juarez
O que está acontecendo no Amapá com os profissionais da área de engenharia foi retratado na semana que passou, em um artigo que trouxe, como feedback, o quanto pode estar sendo um erro dos administradores não se valerem do conhecimento dos engenheiros e dos técnicos na área de engenharia, nas diversas especialidades, para equacionar os recorrentes problemas que atravancam a Administração Pública e o Estado.
E são muitos e cada vez maiores esses problemas que atravessam a cidade e todas as direções, caminham pelas rodovias municipais, estaduais e federais, até chegarem ao interior, onde os agricultores estão experimentando o pão-que-o-diabo-amassou.
Não custa nada escalar os engenheiros e os técnicos em engenharia para jogar no time principal das administrações. Não em posições de menor importância, ou para ficar no “banco” esperando uma oportunidade.
O jogo que está sendo jogado é para craques e para artilheiros. Para aqueles que conhecem a profissão. Aqueles que tenham condições de chamar a responsabilidade para si, dar um drible quando está o “jogo” difícil ou “ficar com a bola” quando estiver ganhando o “jogo” e com a “partida” sob controle.
Não cabe para esses profissionais, acostumados a assumir responsabilidades, a estar dizendo que isso e aquilo foi uma ordem do “chefe”, “que pensou por mim”, “que mandou”. Não, não funciona desse jeito. Para os profissionais de engenharia há a regra da técnica e do conhecimento.
Nem mesmo aqueles que aceitam o “jogo da moda” – obedecer cegamente o patrão – conseguem render tudo o que podem, tanto é a castração a qual está submetido.
Dá a impressão que há um gosto em deixar o engenheiro afastado, provavelmente porque sabe fazer conta, justificar uma iniciativa, ponderar uma decisão e estar sempre treinado para comandar equipes e não ser comandado ou comandar à distância.
A situação das rodovias, sejam as já construídas ou as em construção, pelo seu estado atual explicam o que está acontecendo.
O descumprimento de cronogramas acertados nas ordens de serviço virou regra e as obras nunca saem no prazo e, por isso, algumas continuam paradas dando a dimensão do descaso e da desconsideração com os tributos pagos pela população.
Os canais nos trechos urbanos e as vias urbanas são identidades de serviços mal feitos, resultado da desobediência à boa técnica e às normas de execução.
Sistema de água e energia sendo manchetes pela baixa qualidade e pelo desperdício, este deixando o título de campeão com as concessionárias locais, mesmo quando o campeonato é nacional.
Ninguém do município de Macapá ou do Estado acerta concluir uma planilha que definiria o preço da tarifa do transporte público. Tudo é deixado para ser feito no judiciário, de preferência na última instância.
Alugar prédio de particulares para funcionar repartição pública virou rotina e não mais se conseguiu planejar nada, nem mesmo às necessidades de expansão que é inerente a um Estado que vê a população aumentar em mais de 20 mil habitantes a cada ano e não se preocupa em apurar de onde está vindo esta população e, principalmente, onde deve coloca-la.
O engenheiro, em qualquer estado do Brasil e em qualquer parte do mundo, se revela um excelente administrador que sai da universidade com preparo suficiente para assumir esse tipo de responsabilidade.
Basta encontrar um jeito de aproveitar a competência, a liderança e a capacidade criativa dos engenheiros.

Doutra forma, não custa tentar. O engenheiro e os técnicos em engenharia costumam sair-se bem em ambiente de crise.

sexta-feira, 13 de março de 2015

O que resta de engenharia no Amapá

Rodolfo Juarez
Pela nossa condição de engenheiro civil, com serviços prestados a diversas prefeituras municipais e ao governo do Estado do Amapá, sempre somos instigados a falar sobre o momento da engenharia civil por aqui.
Está evidente que a provocação é devido às dificuldades que os profissionais da Engenharia Civil estão encontrando para impor a ciência desse ramo do conhecimento como instrumento que possa servir à população, que se acostumou a ter no engenheiro um profissional ativo e um agente público criativo, que busca a realidade na execução de cada projeto que, além de ser um guia é um desafio aos testes de materiais que são descobertos ou simplesmente não vinha sendo usualmente utilizados no desenvolvimento e execução dos projetos que dão excelência ao atendimento do interesse público.
Os tempos são outros, diriam aqueles que não estão compreendendo o que está acontecendo com os profissionais de engenharia.
Em regra, muito mal pagos, ou com recompensas muito diferentes de outros profissionais com o mesmo tempo de escola e na mesma escala de importância e necessidade social.
Por aqui se deixou de respeitar o profissional engenheiro que foi largado em um mercado que não permite a busca de excelência e muito menos a melhoria na qualidade do conhecimento.
Um desrespeito que é incentivado, mesmo que indesejadamente, por aqueles que se arvoram a assumir responsabilidade por obras que executam e até pelos dirigentes públicos que quando contratam um serviço de engenharia imaginam que não precisa ser acompanhado ou orientado conforme a técnica e deixa o serviço “rolar” sem se preocupar com o tempo, pois não paga as faturas ou quando paga, faz com atrasos, ou com a qualidade dos serviços, pouco se importando com o resultado do contrato.
Basta ter a cor da pintura coincidindo com a cor do seu partido, que tudo está perfeito e que tudo está de acordo com o imaginado.
Isso, entretanto, não corresponde à verdade, nem à obviedade e muito menos à verdade técnica.
Obras definidas a partir de projetos básicos, serviços autorizados considerando apenas o menor preço, com visível abandono da coerente durabilidade razoável ou beleza adequada ao local onde se implanta a obra.
O zelo pela boa técnica está completamente perdido. Os serviços são, em regra, de qualidade duvidosa, proporcionando desastrosos resultados na construção das vias públicas, na definição da infraestrutura da cidade ou na funcionalidade de um prédio.
Aqui mesmo, o “habite-se” é apenas uma obediência legal deixando de lado todos os outros requisitos que possam dar acessibilidade conforme o uso, praticidade conforme a destinação e satisfação conforme a ocupação.
São construídas arapucas ao invés de prédios, onde as saídas de emergência (garantia de segurança do morador ou usuário) são tidas como exigências desnecessárias e diversas vezes não consideradas.
O prefeito de Macapá, a maior cidade do Estado, exige que o seu secretário de obras seja, antes de ser engenheiro, um “bom político”, ou seja, aquele que tem uma boa forma de “enrolar” população, adiando o que inadiável e dando soluções que não gostaria de dar como profissional, mas “tem que dar” como secretário.
No Estado, a conclusão ainda é mais eliminadora: para ser secretário de infraestrutura (obras de outros tempos) nem precisa se engenheiro. Precisa de alguém que conheça as leis para dar o tom legal aos projetos pouco se importando com a funcionalidade ou o preço.
Nota-se uma espécie de sumário de como não se deve tratar os engenheiros, esperando deles que o salário do final do mês, isso no setor público, seja o suficiente para que mantenha em alta a sua alto-estima e o orgulho de ser um profissional da engenharia.
Claro que não basta. Mas é o que resta!

Os resultados estão ai: uma cidade que quase não funciona, com as suas ruas e avenidas completamente ultrapassadas e sem futuro; as rodovias intermináveis; obras de edificações e infraestrutura inacabadas e tantas mazelas que são criadas a partir do mau uso do conhecimento técnico de engenharia que demonstra ter pouca força para reagir.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Engenheiro há 43 anos

 No dia 17 de dezembro de 1971, às 18 horas, no Teatro da Paz, em Belém do Pará, eu recebia o grau de engenheiro formado pela Universidade Federal do Pará em Engenharia Civil.
Minha mãe, Raimunda Juarez (na foto colocando o anel de formatura) estava com meu pai presente na solenidade ocorrida há 43 anos, mas viva na minha memória.
Aproveito para juntar a essa declaração uma mensagem que recebi do colega Fernando Aragão, ao qual agradeço e estendo esse agradecimento a todos os demais colegas e para meus familiares, que ainda não perderam a empolgação pelo saber e pela interpretação da realidade.
Todos os 43 anos, desde a formatura em engenharia civil, foram dedicados ao Amapá e à nossa região.
Obrigado meu Deus, obrigado à milha família e aos amigos!
Feliz Natal e Prospero Ano de 2015.


Recebi.

Caríssimo colega e amigo,
Hoje, estamos completando 43 anos de formatura.
Se incluirmos os cinco anos de estudo em nossa saudosa Escola de Engenharia, chegaremos a um longo período de 48 anos.
Portanto, há quase meio século, somos amigos.
Assim, vale a pena voltar no tempo para fazer mentalmente um compacto de nossas vidas nesse período, começando pelas noites de estudo para enfrentar o vestibular, recompensadas com a festa da vitória.
No prédio da Campos Sales, vivemos momentos inesquecíveis de nossas vidas, entre aulas, provas e brincadeiras.
Ali estavam sendo construídos os alicerces, não apenas de vidas profissionais, mas de amizades que, como todas as amizades verdadeiras, apesar da distância, seriam mantidas e renovadas, sempre.
Esse período foi encerrado com aquela solenidade no Teatro da Paz, em 17/12/71.
A partir dela, nos dispersamos, cada um em busca da realização de seus sonhos.
Hoje, podemos dizer, com toda a certeza, que valeu a pena!
Certamente, cada um de nós tem uma bela história para contar. 
Agora, vivemos o momento de desfrutar com serenidade dos dois maiores patrimônios que conseguimos acumular ao longo de todos esses anos: nossa família e nossos amigos.
Sem eles, a vida não teria sentido.
A maior prova disso é que hoje, estamos unidos novamente, embora de maneira virtual, após tantos anos de distância.
Vamos, portanto, comemorar a nossa amizade e a vida.
Precisamos nos manter unidos e, se possível, trazer outros colegas para o nosso convívio.
Parabéns pelos 43 anos!
Aproveito a oportunidade para desejar a você e à sua família, um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde e realizações.
Um grande abraço,

Fernando Aragão

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

UM DESBRAVADOR
Rodolfo Juarez
A família e a profissão são responsáveis pela aproximação que temos de algumas pessoas que acabam marcando a nossa própria vida e nossa maneira de ver o mundo, às vezes funciona com se fosse uma imensa gaiola cheia de aberturas e espelhos onde se tem oportunidade de ver o mundo exterior e a nós mesmos, criando ambientes para reflexões, cheias de exemplos, para que valorizemos a família e a profissão.
Quem tiver uma oportunidade dessas não a desperdice, não a deixe passar como se de menos importância fosse.  Na maioria das vezes não temos segunda chance e não há como recriar as oportunidades.
As aparências são responsáveis por enganos irreparáveis, mas também, por conquistas amistosas e duradouras que cooperam com o modo de viver de cada um de nós, tomando o cuidado para não deixar-se abater pelos enganos e nem se empolgar demais, pelas conquistas.
A profissão de engenheiro civil acabou me dando uma oportunidade para conhecer um profissional dedicado e sem temor para enfrentar desafios, fossem ele na sede do município de Mazagão ou na sede do município de Oiapoque e isso em um tempo que não havia ligação rodoviária para qualquer daqueles dois locais.
Mesmo assim jamais, como engenheiro, ele se deixava assustar ou lhe impunha qualquer limite, desde que em nome da profissão que tinha orgulho de exercer.
A aplicação na execução dos planos e projetos pelo engenheiro chamou a atenção para outros setores, que se transformariam em paixão, como a administração e a política. Nas duas, todas as vezes que teve oportunidade, sempre se destacou e esteve à frente de grandes projetos.
Enquanto ocupado com uma tarefa, lá estava ele, nas horas vagas, trabalhando em outra, inquieto por natureza, sabia que podia dar mais pelo Amapá, sendo engenheiro, administrador ou líder partidário – nunca quis ser líder político.
Carlos Eliomar Chagas Aragão veio trabalhar no Amapá em 1978, com 25 anos, recém-formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Estado do Pará. Fazia parte de um grupo de profissionais selecionados pelo governo amapaense para executar os serviços de engenharia que precisavam ser realizados de forma urgente.
Foi o que mais se mostrou disposto a não escolher local e, por isso, foi o engenheiro responsável por obras em Mazagão, Oiapoque e Amapá, tanto que chegou e assinou o seu primeiro contrato com o Governo.
Nas sedes de cada um daqueles municípios estava em construção o minicampos (depois hotel de transito), casa do prefeito, casa do juiz, do delegado, além de importantes obras como, estradas de penetração e de interligação e, no caso de Oiapoque, a construção do muro de arrimo da cidade.
Pois bem, o engenheiro Carlos Aragão deu conta de todas as incumbências que lhes foram passadas.
Mesmo com tantas ocupações foi atraído pela polícia e começou acompanhando a maratona desenvolvida, durante as campanhas, por Antônio Pontes, quatro vezes deputado federal pelo Amapá. Esses mandatos o deputado reconhecia que boa parte deles devia ao seu companheiro, como o destacava, Carlos Aragão.
Percebeu que podia continuara colaborando efetivamente com a política se dirigisse um partido. Foi nessa corrente de pensamento que fundou trouxe para o Amapá o PSD, responsável pela eleição de tantos que, mesmo não lhe dando o devido valor, tinham o respeito do presidente Aragão.
Essas participações políticas atraíram o engenheiro Carlos Aragão para dentro da Administração Pública local, mantendo o seu perfil e sempre disposto a cooperar com aqueles que o designavam.
Exercia os cargos com dedicação impar!
Agora as cortinas baixaram. O grande desbravador, que recebeu o título de cidadão amapaense em junho deste ano, nos deixou no dia 16 de setembro, depois de ver o Amapá comemorar 70 anos de criação, certamente satisfeito com o que pode fazer, mas deixando seus amigos sentidos pelo presente, mas gratificados pela história que teve oportunidade de escrever coma agente modificador do Amapá.

Obrigado Carlos Aragão por ter feito o que fez e por ter me dado a oportunidade de ser, com você, participante da conformação do Amapá. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

No tempo em que engenheiros iam às ruas

Rodolfo Juarez, João Gouveia, Otaci Bosques e Amauri Farias em reunião de trabalho em dia de folga


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O SEGUNDO

Rodolfo Juarez
Hoje, 25 de fevereiro, é o dia do aniversário do meu irmão Clodoaldo Santos Juarez. Ele é o segundo de um time de 12 filhos do seu Heráclito Juarez Filho e de dona Raimunda Pureza Juarez.
Ele nasceu o mais moreno da toda a turma e, também, o mais inquieto Do time, por isso ficou dono das mais inusitadas “tiradas” entre todos os irmãos e, de quebra, aquele que mais rapidamente desvendou os segredos de nadar, subir em árvore, esconder-se e esconder a cartilha do ABC.
Alias, foi o Clodoaldo o maior responsável pelo desaparecimento de cartilhas e de tabuadas. Sempre às vésperas, ou um pouco antes, de conferir a “casa dos cinco”, na página de multiplicação da tabuada, lá o livreto sumia e, pior, ninguém conseguia encontrar.
Até que um belo dia, quando foi preciso trocar as palhas da parede da casa, lá estavam todas elas, ainda perfeitas - as tabuadas e as cartilhas do ABC.
Clodoaldo, aqui em Macapá, foi aluno do Barão do Rio Brando desde 1960, onde cursou toda a Escola Primária, depois do Colégio Amapaense e, em seguida, da Escola de Agronomia do Estado do Pará, em Belém, onde recebeu o grau, em Agronomia, em dezembro de 1973.
De volta ao Amapá e com o título de engenheiro agrônomo, Clodoaldo Juarez ingressou nos quadros do Governo do então Território, na Secretaria de Agricultura, onde se apaixonou, pela segunda vez, agora pela cultura da seringueira.
Talvez por tratar-se de uma planta rústica, perene, adaptável a grande parte do território nacional, sendo uma espécie arbórea de rápido crescimento, percebeu a química entre ele e a cultura da Hevea brasilienses, a espécie mais importante do gênero, na opinião de especialistas, como o próprio Clodoaldo.
Tornou-se o “pai” do Seringal João Cleofas, em duas ilhas de cultura, uma na entrada do balneário da Fazendinha e outra às proximidades do Marco Zero, parte da área invadida pelos moradores que ocupam a parte do hemisfério sul, entre o Monumento do Marco Zero e a margem do Rio Amazonas, ao longo da Avenida Setentrional.
A destruição do experimento enterrou o sonho, mas não o conhecimento do profissional dedicado que é reconhecido como um dos maiores especialistas no cultivo da seringueira em todo o País.
Clodoaldo também foi professor do Ensino Médio. E, apesar dos sumiços que dava para as tabuadas, escolheu de Matemática para lecionar, era professor e dos bons!
Filhas e filhos formados, formando, netos bonitos e o respeito de todos os irmãos e demais parentes, retratam o sucesso do Clodoaldo na nesta vida, além do reconhecimento dos seus colegas, profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
Desportista, foi técnico do Guarany Atlético Clube, na época do “seu” Milton, quando foi vice-campeão amapaense, em memorável decisão com o Esporte Clube Macapá, em 1974. Fundou o São Paulo, cujo time de futebol só tinha uma titular, ele mesmo, o Clodoaldo e sua camisa 5.
Neste sábado, 25 de fevereiro, dia em que completa 64 anos, não está mais alegre porque se considera uma das maiores vítimas do David, jogador do Flamengo, que perdeu o gol que, segundo ele, mudaria a história da partida e deixaria o seu time do coração, o Flamengo, na decisão de amanhã.
Parabéns meu irmão! Todos nós estamos muito felizes por você!

domingo, 18 de dezembro de 2011

QUARENTA ANOS DEPOIS

Rodolfo Juarez
No dia 17 de dezembro de 1971, às 17 horas e 30 minutos, lá estava eu, no Teatro da Paz, recebendo a outorga de grau de Engenheiro Civil, pela Universidade Federal do Pará, tendo ao meu lado minha mãe, dona Raimunda Pureza Juarez, pronta para entregar, à frente de mais 70 outros formandos, o anel com a pedra safira azul.
De lá para cá se passaram 40 anos. A maioria dos colegas está em forma. Alguns trabalhando, outros aposentados, mas todos respeitando os que tombaram na caminhada, sabendo que participaram de um momento importante da Amazônia e do Brasil. E, para hoje, tem programação especial na Estação das Docas, em Belém.
Naquele dia 17 de dezembro todos os recém formados estavam sendo entregues à sociedade para aplicar os conhecimentos adquiridos conforme a exigência do momento. Era a oportunidade de compensar todo o conhecimento adquirido. Naqueles tempos e naquela região, não havia um processo natural de oferta, tinha cada um que buscar, com muito esforço, a possibilidade de alcançar a conclusão de um curso de 3º grau.
Já no Natal de 1971 deixava Belém, onde havia morado durante os 5 anos que cursei a Faculdade de Engenharia, e me apresentava em Macapá, disposto a empregar o conhecimento que havia adquirido.
Por aqui os engenheiros eram poucos. No Governo: Joaquim Vilhena Neto, na Divisão de Estradas; Douglas Lobato, na Divisão de Obras, Lindoval Peres, na Prefeitura de Macapá e outros, como Clark Charles Platon, na iniciativa privada.
Chegávamos Manoel Dias e eu para contribuir. Manoel Dias ficou no Governo. Eu fui para a iniciativa privada. Fundamos, eu e meu pai, Heráclito Juarez Filho, a empresa Construtora Brasileira Engenharia e Comércio Ltda.
Também, Manoel e eu, éramos professores e dividíamos o tempo entre as atividades profissionais de engenharia e a missão de ensinar Matemática e Física, principalmente, em um tempo em que o Colégio Amapaense assumia a obrigação de mandar os seus alunos para “passar direto” nas Faculdades de Belém.
Em 1975, por indicação da Prefeitura Municipal de Macapá e depois de seleção regional, fui para o Rio de Janeiro cursar a Escola Nacional de Serviços Urbanos, no Instituto Brasileiro de Administração Municipal, participando do Curso de Engenharia de Sistemas Urbanos, em nível de pós-graduação. No dia 12 de dezembro de 1975, depois de 976 horas aula teóricas e práticas, recebia o Certificado de Conclusão do Curso.
Em 2 de agosto de 1981, concluía o curso do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de Sã Paulo, em Sistemas de Transportes Hidroviário Urbano. Em fevereiro de 1984, participava da 4ª fase do Doutorado em Infraestrutura Urbana – Necessidades de Compatibilização, defendendo a tese em Recife/PE.
Os conhecimentos adquiridos fora do Amapá todos foram trazidos para o Amapá onde os apliquei no Governo do Estado, participando de diversos projetos em diversas ocasiões; no Município de Macapá, onde fui um dos responsáveis pela elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano de Macapá e Santana e do Plano de Desenvolvimento Urbano de Porto Grande (Porto Grande também teve o seu plano); no Município de Santana, onde conduzi o projeto, desde o começo até o final, de municipalização do Porto de Macapá.
Na iniciativa privada aproveitei o conhecimento para fortalecer a organização social da Associação Comercial e Industrial do Amapá – ACIA, sendo presidente por dois mandatos; a criação dos sindicatos que fundaram a Federação das Indústrias do Amapá e a regionalização do SESI e do SENAI, além de devolver à iniciativa privada o Sebrae/AP.
Mas tudo começou no dia 17 de dezembro de 1971, há 40 anos. Se tivesse que começar de novo, não hesitaria e partia daqui, sozinho, mais uma vez, para enfrentar o vestibular, em 4 provas: Matemática, Física, Química e Desenho, todas eliminatórias e uma a cada dia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PIRATARIA PROFISSIONAL


Rodolfo Juarez
Tive oportunidade de acompanhar a falta de entusiasmo dos candidatos aos cargos que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Amapá colocou para ser preenchido, em votação que se realizou durante todo o dia de terça-feira, 8 de novembro.
Nem parecia que se estava escolhendo o presidente de um dos mais importantes organismos tecnológico do Estado do Amapá. A abstenção incomum reflete muito bem o desencanto com que os profissionais de engenharia e agronomia, além dos técnicos das áreas votadas para a engenharia, carregam nesse momento.
É claro que não dá para analisar a situação apenas pelo dia da votação. O assunto é muito mais grave do que parece e é composto por vários fatores que vêm desde a forma como as categorias profissionais que são fiscalizadas pelo Crea/AP foram tratadas pelos organismos públicos locais.
A situação causa prejuízos de toda a ordem para o desempenho do setor público e, em consequência, para a expectativa da população que vê obras e serviços de engenharia prolongar-se, sem data para terminar, devido a prioridade que elas recebem dos contratantes, prejuízos que se refletem nos resultados obtidos pelos profissionais que se vêm atraídos pelos salários de outras profissões e pelo risco de ser empresário do setor.
Sem cuidar dos planos de carreira no setor público e sem ter zelo com os prazos contratuais, os donos das empresas, na qualidade de contratados, e os gestores públicos, na qualidade de contratantes, acabam espremendo o profissional que é o mais prejudicado ao longo desse cenário de incertezas.
Mesmo as empresas tradicionais, comandadas por engenheiros, não estão apresentando os resultados que poderiam apresentar e nem prestando o serviço que poderiam prestar em decorrência da forma como são encaradas no contexto local, onde o empresário e a empresa, para sobreviver, tem que se submeter aos caprichos dos gestores públicos.
A eleição também escancara outras dificuldades dos profissionais e, entre elas, está aquela que é sustentada pela desconfiança, devido à projeção que se faz para o setor tecnológico no Estado do Amapá, onde o amadorismo e a o exercício ilegal da profissão de engenheiro não é combatido e por isso, prevalece a “pirataria profissional” muito mais nociva para a sociedade do que a pirataria de CD e DVD, tão combatida e muito menos nociva.
A cada eleição se renova a esperança dos profissionais. Mas, a cada eleição, também se vê a falta de flama, entusiasmo e sentido de proteção da profissão que, não faz muito tempo, era uma das mais importantes do Estado e posicionada em todos os escaninhos da sociedade.
Retomar o seu espaço, ensaiar a garantia de um futuro melhor para os profissionais da Engenharia, da Agricultura e dos técnicos dessas áreas é a também garantir para a sociedade amapaense o caminho certo na construção de suas cidades, suas estradas e tudo o que diz respeito à moderna tecnologia urbana e rural.
Particularmente, ainda acredito que pode haver o reconhecimento dos profissionais e a retomada
da atividade de cada um, para aplicar o seu conhecimento, recompensando a comunidade que investiu na educação de cada um dos profissionais de engenharia e agronomia para que colocassem o seu profissionalismo no sentido de dar melhores condições de vida para a população.