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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Orçamento do Amapá 2013

DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS PARA 2013
Rodolfo Juarez
A forma como foi aprovado o Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias para o Orçamento Público do Estado do Amapá para 2013, ocorrido esta semana na Assembléia Legislativa, revela a definição de um caminho novo para a forma de tratar o assunto.
Ora, se a definição das diretrizes para elaboração do orçamento anual é feita nesse momento, essa, portanto, é a oportunidade para se dar à população, direta interessada nessas definições, todas as explicações que possam justificar todas as destinações para os gastos que serão feitos com a receita que está sendo estimada.
O comportamento da receita estimada a cada ano tem tido um comportamento positivo e extraordinário no Estado, com resultados impressionantes e acima de todas as expectativas.
É claro que isso é o resultado do crescimento do consumo de serviços e produtos decorrente do crescimento da própria população, que tem, a cada ano, um acréscimo em torno de 4%, o que corresponde mais que o dobro do crescimento populacional anual médio nacional.
A divisão do “bolo” orçamentário com a definição da parte que cabe a cada um dos poderes nunca foi pacífica. Ao contrário, sempre gerou muitas discussões na fase de definição, vetos no tempo da divulgação e ações judiciais, com argumento de inconstitucionalidade, depois que a Lei entra em vigor, como aconteceu com relação ao orçamento de 2012.
Essas questões sempre são muito delicadas e provocam crises administrativas e de relacionamento tão graves quando os erros que são cometidos por ocasião da distribuição da receita estimada no corpo do orçamento do Estado.
A acentuada gravidade que se repetia, todos os anos, a cada discussão sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) ou mesmo a LOA (Lei do Orçamento Anual), levou à Lei Estadual n. 1.452, de 11 de fevereiro de 2010, que criou o Conselho Estadual de Gestão Fiscal, um órgão de deliberação coletiva, integrante da Administração Pública Estadual, vinculado diretamente ao Gabinete do Governador.
A finalidade do Conselho de Gestão Fiscal é estabelecer as diretrizes gerais e exercer o acompanhamento e avaliação permanente da política e da operacionalização da gestão fiscal da Administração Pública Estadual, sendo aquele Conselho composto pelo Governador do Estado, que é o presidente, pelo presidente da Assembléia Legislativa, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, pelo procurador-geral da Justiça - MP e pelo presidente do Tribunal de Contas.
O Aumento de 12% na receita estimada para 2013, na comparação com 2012, precisa ser bem entendido. Não dá para equalizar conforme o ano anterior, pois as maiores exigências serão dos quase 27.000 novos moradores do Estado que foram se juntando só em 2012.
Reavaliar a cada ano as condições de distribuição da receita estimada é uma atribuição desse conselho e o excedente não pode ser, simplesmente, destinado à prédio novo, sala nova, mobiliário novo, entre outras coisas, tem que ser destinado, também para o atendimento à saúde, à segurança e à educação desses 27.000 novos moradores do Estado que chegaram esse ano, nascendo aqui ou migrando de outros estados.
A previsão indica que a receita estimada para o orçamento do Estado em 2013 vai ficar um pouco acima de 4 bilhões de reais (R$ 4,01 bilhões), quase 12% maior do que o 2012 sendo mantido o Orçamento da Assembléia Legislativa em R$ 156 milhões (5%); aumentado o Orçamento do Ministério Público para R$ 124 milhões (4%), aumentado o Orçamento do Tribunal de Justiça para R$ 207 milhões (6,67%) e diminuído o Orçamento do Tribunal de Contas para R$ 52 milhões (1,67).
Se for considerado o percentual do ano passado, todos os quatro órgãos do Estado tiveram os seus repasses diminuídos, representando, uma economia 1,49% o que equivale, em real, a R$ 47,68 milhões, que ficarão à disposição do Governo do Estado para gastos, preferencialmente, em investimentos.
O Orçamento Fiscal, parcela do Orçamento do Estado, base para o cálculo das transferências aos poderes, ficou assim, segundo a LDO 2013: Governo do Estado, 82,66% (R$ 2,571 bilhões); Tribunal de Justiça do Estado, 6,67% (R$ 207 milhões); Assembléia Legislativa, 5% (R$ 156 milhões); Ministério Público, 4% 9 R$ 144 milhões) e Tribunal de Contas, 1,67% (R$ 52 milhões).
Genericamente a distribuição da Receita Estimada para 2013, de R$ 4,01 bilhões fica assim: Orçamento Fiscal, R$ 3,11 bilhões; Orçamento da Seguridade Social, R$ 810 milhões e o Orçamento de Investimentos, R$ 90 milhões.

sábado, 16 de junho de 2012

LDO - AMAPÁ 2013

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS PARA 2013
Rodolfo Juarez
Desde o dia 30 de abril que está na Assembléia Legislativa do Estado do Amapá, o Projeto de Lei para as Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2013, encaminhada pelo Executivo Estadual, atendendo o mandamento constitucional do Estado contido no parágrafo quarto, do artigo 175, da Constituição do Estado do Amapá.
Pelas controvérsias havidas na estimativa da receita e definição das despesas dos últimos dois orçamentos, o de 2011 e o de 2012, o momento da elaboração do relatório referente à LDO pode ser considerado de fundamental importância para que se tenha uma Lei do Orçamento Anual, sem vetos e com melhor distribuição da receita do que aquela havia nos dois últimos anos.
O governador é o mesmo, a equipe da área econômica e orçamentária é a mesma e os deputados são os mesmos, o que não cabe são as mesmas discussões, as mesmas dissensões havidas nos dois anos anteriores.
Então, que se cuide bem do Projeto da LDO. Não deixando nada para última hora e que se busque o consenso este ano, pelo menos.
Os deputados têm até o dia 30 de junho para votar a aprovar a LDO para 2013.
Apesar de ser uma peça de viés técnico, os interessados como sindicatos, associações, prefeituras e organizações governamentais e não governamentais, precisam conhecer o que o Executivo está propondo para depois não terem que estar pedindo e recebendo respostas que não houve previsão para o que está sendo pedido.
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013 trata das metas e prioridades da administração pública estadual; das alterações nas legislações tributárias; da política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento e dos limites das propostas dos Poderes do Estado: Poder Legislativo (Assembléia e Tribunal de Contas), Poder Judiciário (Tribunal de Justiça do Estado) e Ministério Público Estadual.
A Lei de Diretrizes Orçamentária trás autorização para a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, para a criação de cargos, emprego e funções ou alteração de estrutura de carreira, bem como para admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
Acontece que até agora o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias continua sem conhecimento do cidadão. Nem no Portal da Assembléia Legislativa e nem no Portal do Governo do Estado constam o Projeto em referência que tem prazo limite para ser votado, o dia 30 de junho de 2012.
Também no programa de rádio que a AL mantém, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas, na Rádio Forte FM, ainda não houve qualquer referência, até mesmo se o projeto está sendo analisado, o que pode ser considerado um descaso frente a uma decisão que determina as linhas mestras do Orçamento de 2013.
Sem discussão pública são pequenas as chances de se obter um resultado que satisfaça as necessidades do Estado. Não que as informações estejam distante do âmbito de atuação dos deputados ou dos técnicos da AL e do GEA, mas porque, os métodos utilizados até hoje estão com suas vertentes positivas consumidas por uma série de exigências feitas a esses pontos.
Também não custaria nada, considerando a metodologia para analisar as questões que são consideradas importantes pelos deputados, chamar uma audiência pública para debater a questão, quando, então, todos os detalhes da proposta encaminhada pelo Executivo seriam abertos aos detalhes e conhecida por todos os que dela se interessasse.
Ainda há tempo, basta organizar, pois sábado, dia 30, é o último dia para votação. Como os deputados não deliberam na quinta e na sexta-feira, o projeto deverá estar pronto para ser votado na quarta-feira, dia 27 de junho.