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sexta-feira, 24 de julho de 2020


O BRASIL PRECISA DE PAZ
Rodolfo Juarez
Desde quando Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, depois de um cenário caótico imposto pela Operação Lava Jato se propondo a desvendar, com forte viés midiático, as supostas irregularidades havidas durante os governos dos presidentes Lula, Dilma e Temer, que o Brasil passou a viver um dilema: de um lado o presidente votado e aprovado nas eleições de 2018 e, de outro lado, aqueles que se diziam injustiçado pela escolha feita pelos eleitores brasileiros.
Esse dilema foi acirrado quando o novo governo, comandado por Jair Bolsonaro, chamou para ministro da Justiça e Segurança Pública o juiz Sérgio Moro, uma das principais referências da Lava Jato, que já havia condenado o ex-presidente Lula e conseguido, com mudanças na interpretação da Constituição Federal pelo Supremo Tribunal Federal, levá-lo ao cárcere.
O inevitável embate atraiu parte da grande imprensa concentrada no sul do Brasil e avolumou a participação das redes sociais, aquela mesma que havia sido responsável pela eleição do presidente e, em consequência, combatido os modos adotados pelos governantes que tinham vindo imediatamente anterior.
Entre aqueles da grande imprensa, que aderiram ao processo de confronto estava e está a Rede Globo, que vinha de um processo que sempre deu certo em outros governos, como no caso da presidente Dilma, onde se constituiu uma espécie de porta-voz da população e dos outros poderes da República que a levou ao impedimento de continuar governando o Brasil.
Os confrontos entre a emissora do plinplin e o então candidato à Presidência da República aconteceram desde a campanha no programa símbolo da emissora, o Jornal Nacional. Como o candidato Jair Bolsonaro decidiu não participar dos debates políticos na televisão, restou à Rede Globo de Televisão fortalecer as entrevistas com os candidatos.
Estas entrevistas acabaram sendo um momento de confrontos e de ásperas discussões de problemas dos dois lados: um candidato desconhecido e uma rede de TV acostumada a ser protagonista exclusiva das discussões nacionais.
Aqueles momentos acabaram funcionando, ao ver do eleitor, de forma contrária aos resultados normalmente esperados pela emissora.
Vieram as eleições em primeiro e segundo turnos e o candidato “rebelde” acabou vencendo com uma votação espetacular, certamente havida muito mais pela fragilidade do adversário do que pelo potencial do vencedor.
Desde o primeiro dia do Governo o confronto entre o presidente e a emissora de TV acirrou agora contando com outros veículos da imprensa escrita. Mesmo assim as redes sociais deram a resposta ao ponto de profissionais, que nada tinham a ver com a abriga entre os dois, serem agredidos em pleno desenvolvimento do seu trabalho.
Veio a pandemia e, ao invés de servir como instrumento para a união, serviu para aumentar a dissensão entre os dois adversários de primeira hora, com reais prejuízos para ambos.
As intervenções de terceiros não funcionaram, mas serviram para mostrar que o Brasil não pode ficar à mercê de um grupo midiático ou de uma administração sem escancaramento do que faz.
Os prejuízos acumulados devem ser compensados com a inteligência das pessoas e o equilíbrio da mídia, mesmo que para isso seja definido legalmente, até onde pode ir cada um com suas intransigências e com as suas raivas ou preconceitos.
O Brasil precisa de paz!
O povo brasileiro pede espaço para que todos se ocupem com o progresso e com a qualidade de vida da população.

domingo, 21 de maio de 2017

Confiar em quem?

Rodolfo Juarez
O brasileiro está fazendo um grande esforço para tentar compreender o que está sendo apresentado pela mídia atual e os motivos que levaram os dirigentes de empresas e servidores públicos a agirem de forma tão em desconectado com o que dizem e propagam.
As últimas semanas e especialmente a semana passada, deram oportunidade para que todos os especialistas em análise social se debruçassem sobre o que lhes chegava como informação para poder entender e opinar na busca de interpretar a realidade.
A conclusão mais comum foi a de que estamos conhecendo uma relação absolutamente fora da lei e distante dos interesses do povo brasileiro.
O envolvimento de pessoas até pouco tempo consideradas como exemplo de dignidade para qualquer um dos brasileiros está desmontando uma das maiores farsas que o mundo moderno já conheceu, envolvendo os interesses de uma população tão confiante e tão interessada no desenvolvimento do Brasil.
Os fatos demonstram a condição cristalina da verdade que cada um de nós não queria conviver ou simplesmente ver, mesmo que fosse para esclarecer tantos problemas e tantas dificuldades vividas pela parte da população brasileira que mais precisa de orientação, apoio e referência.
Um povo que trabalha mais de um terço do ano apenas para pagar impostos, que não via equilíbrio social, não vislumbrava repartição econômica e que vê os serviços públicos cada vez mais sem condições de atender às necessidades da população.
Confiar em quem ou em que?
“Quem” poderiam ser os representantes do povo, eleitos por eleição direta e os dirigentes dos interesses desse mesmo povo, também escolhidos em eleições diretas; o “que” poderia ser representado pelos empregos gerados no país pelas grandes empresas, tudo isso contando com um sistema de controle social e público efetivo e que, preventivamente, se antecipassem a problemas como corrupção, roubalheira e improbidade.
Todos falharam, infelizmente!
Estamos conhecendo um sistema apodrecido, constituídos por corruptos e corruptores, que sangraram o Brasil sob os olhos dos controladores (que nada controlaram), dos representantes (que não representaram) e dos dirigentes (que dirigiram os interesses da população completamente fora das regras).
Até mesmo a Carta Magna Nacional é colocada em cheque, tantos são os interesses escusos que os malfeitores estão tentando esconder para não serem punidos como merecem, e afastados definitivamente, pela força das regras, da chamada vida pública.
Esta é a atualidade nacional que precisa ser modificada.
Um caminho seria começar tudo pelos entes federados menores, que também estão contaminados e precisando de assepsia, depois os médios (Estados e o Distrito Federal) para, então, mudar tudo o que precisa ser mudado na União.
Não é possível admitir a corrupção nas decisões, qualquer uma delas, nos pequenos entes federados, para depois cuidar das administrações estaduais, do Distrito Federal, e nacional.
Todos os brasileiros devem firmar um pacto de consigo mesmo de combater a corrupção para que os “ladrões sociais” não se tornem em disseminadores da roubalheira que agora se apura e se confirma no Brasil.

O contribuinte merece respeito e o Brasil servidores verdadeiramente públicos! 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Operação Caranguejo

Rodolfo Juarez
O povo brasileiro está vivendo mais um desafio e sabe que dele tem que sair com todas as honras e sem ter exemplos para seguir.
Quase tudo já estava de cabeça para baixo nas diversas administrações públicas no Brasil e com mais o vendaval da semana que terminou, o que restava na posição normal ficou de ponta cabeça, com os brasileiros tendo que enfrentar todos os invisíveis adversários que se disfarçam de políticos e de empresários para explorar um povo que nunca deixou de dar crédito a quem para ele dissesse que merecia esse crédito.
Afinal na disputa do sanduiche de mortadela com os coxinhas, os dois conseguiram mostrar a seus respectivos descaramento e a suas incríveis capacidades de criar embaraços para a população brasileira, que só esperava que os seus escolhidos fossem os homens dignos que se esforçavam tanto para dizer isso.
Todos contribuíram com essa grande e virada para o mal! Afinal todos estão mostrando que nunca perderam a vontade de se dar bem, pouco se importando de como isso aconteceria ou quanto isso custaria para a população que paga os tributos que lhes são cobrados, mesmo que muitos dos dirigentes não tenham outro sentimento se não o se apropriar do erário e transformá-lo em formas de gozo pessoal ou familiar.
Nesse momento é importante rever o significado que, pelo menos até agora, foi empregado para definir empresário nas relações dessa pessoa com os governos, principalmente aqueles que cresceram de forma exponencial em um curto espaço de tempo como a JBS, e as empreiteiras que estavam construindo um país sem alicerce numa economia sem futuro e uma linha de emprego de alto risco.
A relação estabelecida pelos homens que têm mandato popular com os homens que se intitulam empresários é escandalosamente perniciosa para o povo brasileiro que arca com a responsabilidade da estrutura pública.
O sistema de controle que está instalado é absolutamente falho e não se trata de questões pontuais, mas de forma generalizada, deixando para as ações especiais e eventuais a identificação dos escândalos, cada vez maiores e mais comprometedores.
O caso específico que foi narrado, sob a forma de delação, é a mais desavergonhada situação para aqueles que querem negociar no mercado internacional e dizer que estão contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do povo.
Dessa forma é impossível contabilizar qualquer tipo de desenvolvimento, principalmente o econômico e o social. Os população demora à acreditar no que está acontecendo, de tão surreal que é a forma como são mostrados os fatos, muito embora já saibam que é uma praga bem maior do que qualquer outra doença que tome conta do Brasil.
Os sistemas de controle, bem pagos pela população, são ineficientes, não fosse isso ninguém levaria tantas vantagens como levam e que para desencapar é preciso operação policial, a mais sigilosa possível, mas que sempre escapa para um Jardim como a desta semana.
O sistema está apodrecido e precisa ser recuperado. Encontrar os elementos de recuperação deverá ser a tarefa do povo. Por enquanto os mesmos maus acostumados se apresentam para continuar tudo do jeito que lhes interessa.
Por enquanto, de acordo com a lábia do malfeitor, a escolha é para saber quem é o mau ladrão (aquele de delata) e o ladrão ruim (aquele que é delatado) e, entre esses, ainda escolher quem vai para casa sua própria casa ou quem não vai. Ou então embaralhar tudo para que ninguém compreenda nada.

Não subestime os políticos. A maioria deles ainda não se apresentou formando na linha de frente. Poucos são aqueles que querem consertar a situação. Boa parte deles quer mesmo é desenvolver a “operação caranguejo” – todos na lama! Lá eles se dão bem.

domingo, 14 de maio de 2017

Ambição sem limite!

Rodolfo Juarez
Os brasileiros estão vivendo o impacto das revelações feitas sobre a maneira como os detentores do Poder agiam para nele manter-se, pouco importando a ética, as regras, a moral e até mesmo, os costumes.
O que está sendo revelado pelos próprios agentes daquele mundo era impossível de ser imaginado e muito mais difícil de ser compreendido pelo povo, que tinha que acreditar em alguma coisa, mesmo que desconfiando de parte delas.
Com tantos “ídolos” políticos dispostos a “lutar pelo povo”, com boa lábia e nenhuma vergonha na cara, conquistavam os mandatos e consumiam as reservas nacionais, pouco se importando com as promessas feitas e com as condições que seria repercutida, da pior forma, na população.
Está muito claro que havia – e ainda há -, na consciência de muitos dos dirigentes de que poderia ser criado e apresentado para a população dois brasis dentro de um mesmo território: o Brasil real, onde ficaria distribuído o povo e seus problemas e outros Brasil virtual, onde estariam boa parte dos dirigentes e suas ambições.
Para o “construir” o Brasil virtual chamaram os marqueteiros, ambiciosos vagabundos, que fazem de suas alucinações de grandeza a materialização da grandeza desses dirigentes fracos e mal intencionados, sempre dispostos a “se dar bem” e pouco se importando com quem se daria mal.
Enquanto isso, no Brasil real os problemas se agigantam, as dificuldades tornam-se insuperáveis, as várias manobras daqueles do Brasil virtual saqueiam as economias do povo pobre e daqueles empreendedores de boa-fé.
Percebam que o grande imã disso tudo está na ambição dos que se consideram “donos” do Poder e das alucinações dos instigados marqueteiros de campanhas políticas, que criam todo tipo de artifício, sem se importar se são ou não criminosos, mas sempre na direção do enriquecimento ilícito, seu e daqueles para os quais trabalham.
Nesta corrente foram implantados o “caixa 2”, os “financiamentos de campanha com dinheiro do setor privado” e o “esgoto criminoso” por onde se desenvolveu o superfaturamento, os aditivos contratuais desnecessários, os aumentos de serviços onde não precisava e, para fechar a tampa, a criação de programas populares de infraestrutura, caros, mas com furos suficientes para escoar toda o dinheiro necessário para satisfazer a ganância da maioria e o espírito megalômano de alguns outros.
Para tentar esconder a corrupção foram criados, pelo que se tem notado, vários artifícios, alguns em conta corrente, só compreendidos agora, depois de desenhados pelos seus autores e/ou executores, disposto ainda a serem premiados por contar suas histórias criminosas.
Mas a ambição não tem limite!
Foram chamados a fazer parte do “banquete dantesco” os megaempresários, os detentores de grande parte do PIB nacional, oferecendo-lhes mais motivos, além daqueles que já tinham, para tornar a aliança perfeita: financiar, com dinheiro dos tributos pagos pelos brasileiros, negócios que levasse a economia nacional para fora do País, pois o espaço aqui, ao que deixam transparecer, já não podia atender as ambições de todos os gananciosos do Poder.

A população assiste a esse “espetáculo” e toma partido, desconfiando que ainda tem muita coisa para ser revelada, com novos protagonistas e em ambientes administrativos mais próximos de cada um.