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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Entrega da Carteira da Ordem

No próximo sábado, dia 29.11, estará acontecendo a solenidade de entrega de carteiras da Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Seccional do Amapá, para 72 novos advogados entre os quais eu estou.  Agradeço a Deus, meus familiares, meus amigos e aos livreiros e aos revisteiros por mais essa oportunidade.
A solenidade será realizada no Centro de Convenções do CEAP, na Rodovia Duca Serra, às 18 horas.

Rodolfo Juarez

domingo, 7 de outubro de 2012

90 anos do meu pai

UM HOMEM SÁBIO.
Rodolfo Juarez
Ele estaria hoje demais animado com a coincidência das datas e exercitando uma das suas grandes paixões – analisar o que poderia ser o resultado da eleição.
Naquele tempo a apuração de uma eleição era feita entre 15 e 30 dias, dependendo do tempo que as urnas demoravam a serem agrupadas no local da apuração e da quantidade de urnas (e votos) para serem apuradas. Isso sem contar com as necessidades extraordinárias das juntas apuradoras, estas até hoje previstas na regra das eleições.
Alistado nas fileiras de alguns dos líderes nacionais, não deixava de declarar que, ao contrário do alguns pregavam, a política era coisa muito séria e por isso, nela não cabiam subterfúgios e enganações.
Os tempo era outro, mas tudo se passava como se fosse agora. Claro que com as dificuldades de comunicação de outrora e com as facilidades da informação e registro de agora.
Mas era, mesmo na beira do rio, um grande consultor de candidatos e de eleitor. Discutia com desenvoltura as eleições nacionais e tinha um registro pessoal e instantâneo, sobre a política regional, que impressionava a todos, inclusive a mim que, mesmo no começo da vida, me interessava pelas conversas que ele levava com as lideranças políticas paraenses, especialmente as dos municípios de Afuá, Anajás, Chaves e Breves.
Sempre acompanhava o que registrava a imprensa nacional, principalmente o que constava da revista “O Cruzeiro”, uma publicação semanal que trazia os acontecimentos para perto de todos aqueles que se interessaram em conhecê-los, mesmo morando nos lugares mais distantes no interior da Amazônia.
Não era apenas um leitor e não só leitor de política. Tinha interesse pela informação, mas dependendo da época, dedicava mais tempo para este ou aquele assunto. Mas sempre as notícias sobre a política nacional e regional eram “abatidas” na primeira leitura.
Desde que Carlos Lacerda apareceu para o cenário nacional, percebia-se uma especial atenção a tudo o que ele dizia. Os seus discursos eram lidos e relidos e, algumas vezes, tinham trechos inteiros marcados para serem repetidos nos momentos oportunos.
Mas também reagiu à mesmice nacional quando apoiou Jânio Quadros para presidente da República. Muito embora tenha se sentido frustrado quando soube da renúncia do “Homem da Vassoura”, sete meses após ter assumido o cargo, ouvindo a Rádio Jornal do Comércio, “uma voz do Brasil falando para o Mundo”, uma emissora de rádio de Recife/PE.
Aliás, esse fato, a renúncia do presidente Jânio Quadros, rendeu várias discussões entre as lideranças que sempre comentavam o momento nacional.
Tudo isso trouxe para cada um de nós, seus filhos, já um pouco depois, clarividência sobre as linhas que cada um havia de seguir.
O Jurandil desde os 10 anos já estruturava uma espécie de plano de ação, já em Macapá, atento ao que rondava o mundo, no auge da guerra fria entre os Estados Unidos e Rússia, aquele defendendo o livre mercado e esta, a concentração do comércio sob a ação direta do Estado.
O alinhamento das pessoas que estavam formando as suas convicções não deixava por menos: ou falava pelo imperialismo ou pelo comunismo. Essa situação inquietava o seu Marcos, muito mais atraído pelas mensagens americanas, e fazia com que o Jurandil fosse o provocador, apoiando-se algumas das teses das lideranças russas.
Mas esse homem foi o meu mestre, foi o meu pai, que neste domingo, estaria completando 90 anos de idade. Ele nasceu no dia 7 de outubro de 1922.
Ele é indiscutivelmente, o responsável pela formação política de todos os seus 12 filhos, 9 homens e 3 mulheres, que antes de qualquer convicção política, abriu as portas para que todos conhecessem a liberdade e escolhesse o caminho que lhes parecesse o melhor.
Meu pai foi um homem sábio!  

terça-feira, 4 de setembro de 2012

BR-210, a estrada federal abandonada à sorte!

Um ano depois, nada mudou!
Rodolfo Juarez
Ontem, dia 3 de setembro, completou um ano que Mike, Jorge e eu, tomamos, certamente, um dos maiores sustos de nossas vidas e, depois, fomos premiados por um dos maiores alívios que experimentamos.
Passava um pouco das oito e meia de uma manhã bonita do sábado, na qual o sol reinava absoluto, deixando a estrada seca e muito arriscada, questão já observada pelo Jorge Ramos, o experiente condutor do veículo, uma cabine dupla (Attack, prata).
Desde meados de junho que coordenávamos um grupo de sete pessoas com o objetivo de recuperar as administrações locais de um importante partido político nacional que estava com dificuldades gerenciais no Estado do Amapá.
A estratégia utilizada, durante planejamento da ação, para que pudéssemos chegar, praticamente ao mesmo tempo, a todos as sedes municipais e começar a revitalização administrativa do partido em todo o Estado, dividia a equipe em 7 grupos de municípios, sob a coordenação de um representante da direção estadual partidária, da seguinte forma: Oiapoque, Calçoene e Amapá; Pracuúba, Tartarugalzinho e Ferreira Gomes; Cutias e Itaubal; Laranjal do Jari e Vitória do Jari; Macapá; Santana e Mazagão; e Porto Grande, Pedra Branca e Serra do Navio.
O coordenador do grupo de municípios formado por Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, era o viajante Mike Chagas, um expoente do designer amapaense que, de boa vontade, havia assumido a responsabilidade de participar do projeto, coordenando as ações a serem tomadas naqueles três municípios.
Eu era uma espécie de coordenador geral da equipe de sete pessoas que, voluntariamente, se apresentaram para o trabalho.
Naquele dia 3 de setembro de 2011, às 10 horas da manhã, estava confirmada a posse da nova direção do partido, no Plenário da Câmara Municipal de em Serra do Navio, para assumir como presidente do partido, no Município, o vereador Adivaldo de Souza Costa.
Viagem normal, desde um pouco depois das 6 horas da manhã quando havíamos saído de Macapá. A parada para o café um pouco antes de Porto Grande foi feita porque havia tempo de sobra na programação, para chegar à Sede do Município de Serra do Navio.
Logo que passamos a sede do Município de Porto Grande começou a estrada de chão e também começaram as nossas preocupações como de todos aqueles que precisam usar a rodovia, uma estrada federal praticamente abandonada (BR-210, a Perimetral Norte), com rarefeitas e incompletas manutenções, deixando de sobre aviso a todos os condutores e passageiros.
A observação foi para que todos os passageiros e o condutor mantivessem, em qualquer hipótese, atados os cintos de segurança, como que antevendo o aumento do risco.
Pedras soltas, terreno fofo, grande fluxo, falta de sinalização e de tudo o que precisa ter em uma estrada pública gerenciada por gente responsável.
A menos de 4 quilômetros da entrada para a sede do Município de Pedra Branca do Amapari, depois de uma derrapada a 80 quilômetros por hora, o carro capotou longitudinalmente, nos deixando de cabeça para baixo e vivos para estar narrando essa história agora.
Todos estavam de cinto e o que aconteceu com cada um, foi muito menos do que todos os que chegaram, logo a seguir conosco, imaginavam. Porta presa, combustível gastando, circundavam o cenário completado com o carro com as rodas para cima e os passageiros presos no veículo.
Hoje, um ano depois, temos que agradecer a Deus por não termos tidos problemas maiores e todos nós, Mike, Jorge e eu, estarmos contando essa história.
Fui ao local do acidente, agora, no domingo, dia 2 de setembro, e tudo continua como antes, com a mesma insegurança, os mesmos riscos.
Os registros de novos acidentes continuam sendo feitos, alguns deles deixando tombados na rodovia pais de família, trabalhadores que não tem alternativa, correndo risco a cada viagem, mas que são os responsáveis pela manutenção da presença do povo do Amapá em uma das regiões mais ricas e mais abandonadas pelo governo estadual e pelo governo federal. 
 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

No tempo em que engenheiros iam às ruas

Rodolfo Juarez, João Gouveia, Otaci Bosques e Amauri Farias em reunião de trabalho em dia de folga