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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O mentiroso

Rodolfo Juarez
Na semana passada tratamos aqui de um tema que revelou a indignação de muitos dos leitores que não aceitam o comportamento do puxa-saco. Pois bem, agora vamos tratar de outro comportamento, também importante, o do mentiroso.
O mentiroso é diferente do puxa-saco!
Enquanto aquele se esmera em cuidar para atender o “chefe”, o mentiroso pode ser o próprio “chefe” ou utilizá-lo como porta-voz daquele que sabe não ter condições de realizar, mas que promete com tanta convicção que ninguém duvida.
Você pode encontrar o mentiroso em qualquer parte da cidade em que vive, em qualquer grupo em que tenha relacionamento, ou mesmo disperso por ai, apenas mentindo, às vezes de forma tão descarada que a primeira impressão é que se trata de um verdade inconteste.
Aliás, o mentiroso mais perigoso é aquele que mente sem alteração em qualquer músculo, qualquer lugar do corpo. É tão treinado que dá a impressão que ele mesmo acredita no que está dizendo, muito embora ele mesmo saiba que tudo o que diz não passa de uma irremediável mentira.
Livrar-se do mentiroso é muito difícil. Ele atinge grupos pequenos de pessoas, mas pode, perfeitamente, atingir multidões, não deixando quaisquer dúvidas entre aqueles que atentamente ouvem as suas mentiras.
Os mentirosos são perigosos!
O mentiroso profissional é muito mais perigoso ainda, pois, além de mentir, ele tem a capacidade de treinar para que a mentira não deixe qualquer dúvida e os interlocutores só descobrirão a falseta quando forem, depois de algum tempo, conferir aquilo que foi prometido e não foi realizado ou cumprido.
Por ser perigoso é preciso ter muito cuidado com os mentirosos. E eles não são poucos, estão sempre soltos por ai, esperando uma oportunidade para mostrar a sua nova “peça”, sempre com adornos adequados aos interlocutores.
No Poder, os mentirosos fazem estragos!
E não são poucos aqueles que conseguem, utilizando subterfúgios, convencer de que a sua proposta é boa para uma coletividade.
Esse tipo de mentiroso é mais comum quando pretendem ascender a um cargo de mando, seja em um grupo de pessoas, ou de uma coletividade. Apesar de todo cuidado que se venha ter com os mentirosos, sempre há a possibilidade de todos serem iludidos pelo mentiroso para alcançar os seus objetivos.
Basta observar que nenhum mentiroso assume a sua condição, muito embora alguns deles sejam profissionais, esteja sempre do seu lado, ou circulando às suas proximidades. Isso não significa de que não está sujeito à uma mentira daquele que se tronou em um profissional mentiroso.
Afastar-se dele pode até não ser a melhor decisão.
Ele vai atrás, apanhá-lo desprevenido e assim, além de mentir para você vai iludi-lo a tal ponto que quando descobrir já está na casa do sem jeito.
Procure observar, olhar ao seu redor e perceber que tem mais mentiroso do que você imaginava e que são ativos, são persistentes e sempre dispostos a inovar na mentira, ser criativo no convencimento, não importando qual o veículo que utilize ou qual o cargo que ocupe na sociedade.
Você conhece algum mentiroso?
Experimente fazer uma lista e, certamente, você vai perceber o número é bem maior do que aquele que havia imaginado no início. Afinal de contas, pode-se garantir: tem mentiroso para todas as ocasiões.
Também faça a lista de mentiras que vê contar e vai perceber que se trata de uma quantidade muito maior do que aquela que imaginava.
Pense nisso!

sábado, 29 de agosto de 2015

O puxa-saco

Rodolfo Juarez
Não sou adepto da máxima popular de que “é melhor puxar saco do que puxar carroça”, muito embora reconheça que são muitos os que aderem, voluntariamente, a primeira hipótese (puxar saco)
O puxa-saco, ou o bajulador ou bajuladora, é um indivíduo cheio de nocividade para a sociedade e para o grupo que se insere, às fezes depois de muito “batalhar”, especialmente quando a motivação principal tem a ver com a política eleitoral.
Entende o auxiliar puxa-saco que o seu “chefe” de plantão gosta desse tipo de “agrado” e se joga, profissionalmente, na atividade de bajulador, sem se importar com o desagrado que coloca em sua volta.
Para alguns puxar saco, é a única forma de formar em um “time” e ser escalado para “jogar”; para outros, aqueles que nem se preocupam estar naquele “time”, o que sobra é todo o tempo para estar esperando que o “chefe” diga alguma coisa, seja o que for, inclusive asneira, para que ele repita, de forma amplificada e irradiando para todos os lugares onde a “notícia importante” não tenha chegado ou encontrado algum interessado.
Mas o puxa-saco é dose!
Você conhece algum puxa-saco?
Se não, identifique um e analise cuidadosamente. Procure entender a motivação que ele tem e vai se surpreender com o que vai apurar.
Se já identificou, catalogue pelo menos 10 condutas do puxa-sado (!) e procure entender os motivos.
Alguns interpretações são absolutamente compatíveis com o perfil do puxa-saco: incompetente, frustrado, sem iniciativa e uma necessidade imensa de agradar os estranhos “chefes” que encontra pela vida.
A certeza é que o puxa-saco é previsível, isto é, ele dá todas as pistas de comportamento e se posiciona sempre no ângulo de visão que permite que o “chefe” o veja.
Agora não espere dele que vá enfrentar um problema pelo “chefe”. Não! Nestes casos é o primeiro que desaparece.
Os puxa-sacos têm mais espaço no ambiente político e ele tem preferência pelo político que tenha mandato. Ele está sempre disposto a servir, seja do que for, inclusive de palhaço para encobrir a sua frustração de não conseguir ser o que queria.
Para alguns indivíduos ser puxar-saco tem dado resultado, tanto que conseguem passar todo o tempo de um mandato exercendo o seu papel de puxa-saco e não cansa. Está sempre disponível para fazer “qualquer coisa” muito embora nunca lhe seja confiado nada que exija raciocínio, conhecimento, inventividade ou inovação.
Habilidoso no trato com o “chefe” chega a exageros que nem percebe e a estar disponível durante o tempo ocioso daquele que escolheu para “puxar”.
Claro que ninguém quer sair por ai escolhendo puxar carroça, mas, aqueles que fazem isso estão esperando só uma oportunidade para mudar de “profissão”.
Aliás, alguém conhece um puxador de carroça?
Se a resposta for não, entenda que se trata de uma questão de oportunidade, pois, até mesmo o puxa-saco tem encontrado dificuldade para identificar o seu “chefe” e o puxador de carroça, tem dificuldades, mas prioriza a dignidade para suprir as suas necessidades.
Se só houvesse essas duas alternativas para um indivíduo - puxar saco ou puxar carroça -, seria muito mais fácil identificar 10 indivíduos que optariam por puxar sado, do que 10 indivíduos que prefeririam puxar carroça.

Pense nisso!