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segunda-feira, 29 de julho de 2019

O que fazer com o potencial turístico do Amapá.


Rodolfo Juarez
Tivemos uma semana cheia de acontecimentos festivos organizados por comunidades diferentes mostrando que o povo amapaense continua ativo e cada vez mais pedindo ajuda de Deus Pai para a solução dos seus problemas, pois, poucos são os que acreditam nas soluções vindas das autoridades do Executivo Estadual.
Mazagão, com a festa de São Tiago; Santana com a festa de Nossa Senhora de Santana e São Joaquim; e, Afuá, com o Festival do Camarão deram coloridos diferentes para os amapaenses que participaram daqueles eventos que, de certa forma, apresentou como resistência o Macapá Verão 2019.
Como festa religiosa Mazagão Velho fez representar o tradicional embate entre mouros e cristãos; como festa religiosa, tão somente, Santana viu o seu povo continuar fazendo e pagando promessas pelas ruas da cidade que já foi a mais próspera e desejada de todo o Estado; como esforço concentrado da Prefeitura Municipal de Macapá se observou o desenvolvimento do Programa Macapá Verão 2019 chegando ao Bailique, depois de passar pela Fazendinha, onde parece que ainda está o trono do evento, e passado pelo Curiau e outros distritos, como o de Santa Luzia do Pacui.
Mais uma vez o Afuá, lá do Estado do Pará, conseguiu atrair mais festeiros e amantes da boa comida, do que qualquer outro. Para os incrédulos ou que duvidam, bastava sentir o “termômetro” da Rampa do bairro Santa Inês, provavelmente o mais precário porto de embarque de passageiros de toda a Região, mas, nem por isso, afastava os veranistas do Festival do Camarão da aventura de se deslocar daqui para a “Veneza” Marajoara, a sede do município de Afuá.
Essas festas poderiam deixar os órgãos do Estado, que são responsáveis diretos pelo desenvolvimento do turismo regional, pelo menos para registro em fotografias e filmes com o objetivo de avaliar esses quatro grandes momentos, estudar o desenvolvimento de um programa capaz de atrair para Macapá, Santana e Mazagão, três municípios que reúnem mais de 2/3 da população do Estado, e fazer com que esses festejos fossem objetivo de renda e emprego, de verdade, e não apenas na teoria dos programas que se enfraquecem por serem soltos, individualizados e objeto de política administrativa e não de polícia de desenvolvimento do turístico-econômico.
Os turismólogos, a maioria deslocada de suas habilidades, estas adquiridas durante os quatro anos na academia e testadas quando da realização do trabalho de conclusão de curso, sabem o que é preciso fazer, entretanto a Secretária de Turismo do Estado, faz tempo que se tornou em um “cabide” político funcionando como parte de uma pizza que é entregue a determinado aliado.
Aliás, o costume de entregar uma parte da administração para ser “tocada” por um aliado, especialmente um daqueles eleitos nas eleições proporcionais, acabam por enterrar setores importantes do Governo do Estado, até mesmo pelo compromisso que não têm de cuidar bem da gestão dessa parte do Governo. Querem apenas da uma satisfação para a própria esposa ou um cabo eleitoral que considera importante e que “não larga do pé”.
O fato é que o tempo vai passado juntamente com as oportunidades e a população não consegue usufruir desses momentos pela falta de política pública, ou de um processo que aproveite a vontade do povo, por falta de disposição ou visão estratégica das autoridades.

sábado, 30 de novembro de 2013

Turismo: por enquanto apenas uma coleção de problemas

TURISMO: POR ENQUANO APENAS UMA COLEÇÃO DE PROBLEMAS
Rodolfo Juarez
Os responsáveis pelo desenvolvimento da infraestrutura turística do Estado do Amapá e, especialmente de Macapá, estão encontrando muitas dificuldades para mudar a realidade, ou estão sonhando, profundamente, com uma realidade muito difícil de ser alcançada.
A metodologia que possa identificar os pontos de convergência do setor ainda não está disponível. Tanto a Prefeitura de Macapá, através de sua coordenadoria especializada, como o Governo do Estado, através de sua secretaria executiva, não conseguem alcançar os resultados que constam dos seus planos.
Alguma coisa está muito errada ou todas as tentativas não estão dando certo.
Dá para perceber que não falta vontade da parte dos técnicos e até, dos coordenadores e do responsável pelo setor, mas, os resultados alcançados pouquíssimo têm a ver com a potencialidade anunciada pelos próprios técnicos e pelos gestores.
Como se não bastasse a insegurança, o maltrato e a indisciplina no uso de toda a orla da frente da cidade, especialmente a que fica entre o Igarapé das Mulheres e o Araxá, agora o Trapiche Eliezer Levy, com menos de 100 metros de comprimento, se transforma em um desafio – evitar que o local vire em um ponto de uso de drogas e de exercício da marginalidade.
Até mesmo o bondinho, entregue em abril de 2011 como se fosse um grande troféu da administração, não funciona há bastante tempo, mostrando que a negação do que foi afirmado, mais uma vez entra para a conta das medidas que não deram certo.
E nunca vai dar certo se continuar assim...
É evidente que esses locais precisam ser especialmente cuidados, onde não pode haver qualquer sinal de insegurança ou de mau uso.
E é exatamente a insegurança e o mau uso que está evidenciado.
Por causa da insegurança, as pessoas deixam de frequentar o local. Esse é o comportamento natural de qualquer um que perceba que não lhe é dada a garantia de tranquilidade.
Por causa do mau uso dos locais as pessoas também se afastam e não se arriscam a se aproximar. Afinal, quem não procuraria evitar a aproximação dos filhos de pessoas que estão consumindo drogas, seja do tipo que for, seja no lugar que for.
É preciso que as autoridades reconheçam a situação atual, elabore um plano e enfrente o problema, de outra forma o problema pode aumentar e quando programar intervir, as questões já estarão agigantados e fazendo exigências que podem não estar mais ao alcance das administrações.
Por enquanto, a solução depende de uma tomada de decisão, com o setor tomando conta das atividades a ele inerentes, deixando de sonhar, pois aqui, não é um dos locais que estão descritos nos livres acadêmicos ou de divulgação de pontos turísticos.
Qualquer unidade turística começa fazendo turismo para os que fazem o cotidiano no local.
Errado está aquele que pensa em preparar a infraestrutura turística do Estado para aqueles que vêm aqui de vez em quando, nos transatlântico, que desembarcam pro uma ou duas horas, às vezes apenas para atender necessidades da própria condição humana, não deixam nada, a não ser o pagamento de um chapéu de palha e muita reclamação do calor.

Não é exagero, mas qualquer um pode dizer que até agora ainda nada deu certo e que, nesse aspecto, houve regressão na qualidade, que já chegou a pontos bem melhores quando foi trabalhado considerando outros parâmetros.

domingo, 24 de março de 2013

O Lugar Bonito está precisando ser cuidado

Rodolfo Juarez
Desde 2006 quando foi inaugurado o Parque do Forte, que ficou conhecido popularmente como Lugar Bonito, que a grande praça, eleita pelo povo para ser a sua principal referência de lazer, não alcançava um momento tão crítico.
A decisão política de construir aquela praça foi tomada no primeiro mandato do governador João Capiberibe, que implicava em desmontar um projeto que havia sido implantado com dinheiro de emendas parlamentares, na administração do prefeito Papaleo Paes, que havia humanizado a praça em frente do Banco do Brasil, mas que ficara com boa parte como sendo “o estacionamento do Banco do Brasil.”
Depois de realizados os estudos e definidas as funções de cada parte da “grande praça” se entendeu que o parque do forte, desde a rampa do bairro Santa Inez até o Trapiche Eliezer Levi, que também passaria por revitalização, seria o setor nuclear do grande espaço de lazer da cidade que começaria na orla do bairro do Igarapé das Mulheres e se estenderia até o Complexo do Araxá.
As obras começaram efetivamente no governo do governador João Capiberibe e continuaram até o último ano do primeiro mandato do governador Waldez.
Foram seis anos com um tapume na frente da cidade que retirara toda a infraestrutura de lazer que já fazia parte do cotidiano dos macapaenses, dos naturais de outros municípios do Estado e dos visitantes que já se tinham se acostumado a sentir a brisa do vento vindo do grande rio e a contemplar a imensidão das águas que terminava no horizonte onde o céu e a aruá parecia se unir, com a cortina das árvores da mata distante.
Às vésperas da eleição regional de 2006 o grande tapume foi derrubado e o povo conseguiu ver o que havia sido construído. Provavelmente a maior e melhor obra urbana em todo o Estado.
O povo não teve dúvida, substituiu o nome Parque do Forte pelo nome Lugar Bonito, que foi imediatamente assumido pelas pessoas que fazia o comando do governo do governador Waldez Góes.
O dia da inauguração ocorrida no dia 10 de junho de 2006, exatamente no dia em que começavam as convenções dos partidos para a escolha dos candidatos, indicava que a obra, devido a sua aceitação, seria o principal mote para a campanha de reeleição do governador Waldez.
Tendo como base o lugar bonito, Waldez venceu todos os seus adversários no primeiro turno de votação, um feito inédito, ficando com mais de 50% dos votos válidos.
Mas foi só isso. Só voltou a se interessar pelo local, às vésperas da eleição para prefeito de Macapá, depois do primeiro turno, com o objetivo de virar o jogo e eleger Roberto Góes prefeito.
Conseguiu! E foi a última intervenção.
Abandonou a execução do projeto pela metade, onde os esqueletos ainda estão pela praça que fica em frente à Residência Oficial do Governador.
Eleito Camilo Capiberibe nas eleições de 2010, em 2011, no segundo semestre, quando da entrega da recuperação do Trapiche Eliezer Levi, foi cobrado pelo senador João Capiberibe, seu pai, melhorias no Parque do Forte, o Lugar Bonito.
Não ouviu e foi convencido, ano passado, 2012, a realizar a quadra junina no local do anfiteatro do Parque, prejudicando a estrutura que há no local e agredindo as finalidades para as quais foram construídos os elementos do Parque.
No momento o Lugar Bonito está passando pelo seu pior estágio, com todas as luzes do muro de arrimo apagadas e com as luminárias destruídas, buracos no calçamento, como verdadeiras armadilhas para os pedestres. Calçadas destruídas, grama sem manutenção e os chafarizes sem funcionar.
O lugar está sujo, maltratado e, ao que parece, sem ser visto pelos que teriam a responsabilidade de manter o local limpo, agradável, conservado e próprio para uso.
Por enquanto os descuidos e os desleixos prevalecem e se impõe aos gestores que, completamente alheios ao caso, precisam recuperar o local que é importante para o prazer e a satisfação da população local e dos visitantes.
 

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Turismo: enxugando gelo

Rodolfo Juarez
Depois da publicação do artigo “A Queda da Barraca”, ontem, dia 17 de novembro, nos jornais e nos bloggers, alguns gestores da área do turismo local insistiram comigo que esse é um fato com menos importância e sem relevância para ser destaque na imprensa e nas redes sociais.
Ouvi, com muita atenção, cada um deles e aos seus comentários e confesso que não pude me alinhar às teses por eles defendidas, principalmente na avaliação da importância do episódio, considerado por eles “isolado e sem grande importância”.
Primeiro que não se trata de um episódio isolado e, depois, porque os interlocutores que se manifestaram não tinham detalhes dos fatos a não ser pelas fotos que foram imediatamente ao fato, para as redes sociais e que mostravam pessoas que, para os mais religiosos, tiveram verdadeiro livramento.
A cena limitada ao zoom dado para a imagem mostrava a estrutura de uma barraca caída, sobre um monte de telhas de barro e no meio disso tudo, uma senhora que teve uma reação impressionante, para que as telhas pesadas não caíssem, literalmente, sobre ela e a machucasse.
Os veranistas que estavam às proximidades do local da ocorrência, para aproveitar o sol forte ou, simplesmente degustar o camarão no bafo, o peixe frito e as inúmeras derivações que constam da culinária própria do local, correram para certificação do ocorrido e, se necessário, socorrer como pudessem os prejudicados.
Essa ação voluntária dos presentes me faz retornar ao assunto devido à falta de sensibilidade para um episódio daquele tipo e daquela magnitude, demonstrada pelos agentes públicos que têm a responsabilidade de promover o turismo e fazer que ele aconteça com segurança geral e confiança nos promotores.
Ainda bem que os prejuízos das pessoas afetadas fisicamente foram considerados pequenos. Havia razão suficiente para imaginar resultados muito piores, sem qualquer exagero ou sensacionalismo, com o agravante de não haver, no momento do incidente, disponível as mínimas condições para realizar os primeiros socorros.
Guarda-vidas que estão em qualquer praia e ambulância que devem estar onde haja concentração de pessoas, por lá não estavam. Pois bem, naquele dia havia no balneário mais de dois mil visitantes.
Não estar atendo a isso é negar a prática que se aplica em qualquer outro lugar onde haja pelo menos projetos para o desenvolvimento do turismo. Preste bem a atenção: não está se exigindo médicos, enfermeiros ou a presença de outro qualquer profissional de plantão no local, mesmo parecendo que deve se tratar de uma providência lógica para a importância que precisa ser dada à Fazendinha como ponto turístico.
Percebe-se facilmente, que houve uma conscientização dos empresários do local que estão contando com garçons treinados e interessados, cozinhas higiênicas e que podem ser visitadas pelos freqüentadores e uma preocupação com o estacionamento de veículo.
Esse comportamento não veio da prática, mas sim do resultado da aplicação desses empresários que estão buscando suporte, onde podem, para melhorar o atendimento dos clientes. São treinamentos para o próprio empresário e para os seus funcionários.
Não existem grandes diferenças nos preparativos para os empresários do setor turismo e os promotores do turismo no Amapá. O entendimento da realidade está na ação prática de cada um: enquanto os empresários e os seus funcionários treinam todos os dias, os agentes públicos não treinam e imaginam que já sabem tudo depois de uma palestra teórica dada por pessoas que vêm de outra região conhecendo outras realidades, às vezes bem diversas das daqui.
Se os agentes públicos do setor turístico no Amapá continuam pensando que são os sabe-tudo do turismo local, vão continuar enxugando gelo e, pior, gastando dinheiro a toa e nem percebendo que as oportunidades estão passando.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fazendinha: barraca cai e leva o turismo local

Rodolfo Juarez
O discurso afinado de que o Estado do Amapá e, especialmente, a Cidade de Macapá são detentores de potencial turístico importante para a economia local, de pouco está adiantando.
E não é por fala de esforço!
Os que conhecem o trabalho desenvolvido atualmente pelos trabalhadores do setor estão falando muito bem dos dirigentes do turismo na esfera estadual.
Na esfera municipal, apenas muita vontade e mais nada.
Mesmo assim os responsáveis pelo turismo, tanto na área da gestão do Estado como na área da gestão do Município de Macapá, estão batendo com a cabeça no muro, pois não têm orçamento para praticar a sua responsabilidade.
Turismo não se faz sem recurso. E sem recurso não se tem resultado.
Então não adianta esperar muito daqueles que são colocados nos comandos, pois eles não são mágicos e, muito menos, transformam vontade em sucesso se os elementos completares que sempre estão em falta e nunca estão disponíveis.
Os orçamentos simbólicos conformam a realidade – muito esforço de poucas pessoas, muita esperança de muitos e poucos recursos para que os sonhos virem realidade e o potencial turístico do Amapá ganhe importância econômica.
Trabalhar com projetos sem uma sustentação programática e financeira é malhar em ferro frio. Até mesmo os mais comprometidos cansam e desistem depois de receberem tantas promessas e perceberem que elas não são cumpridas.
Por enquanto o turismo do Amapá está reservado às autoridades dos governos do Estado e do Município de Macapá. Eles, por razão de ofício, comparecem a todos os chamados. Vão a todos os encontros e levam o que dá para levar e quem dá para levar ou esteja disposto a ir, mas os resultados são difíceis de colocar nos relatórios, mesmo quando se mira datas distantes das atuais.
Um exemplo da falta de conciliação das propostas para o turismo no Estado do Amapá e no Município de Macapá é o balneário de Fazendinha.
Pode ser o que for, pode estar como estiver, para aqueles que vem visitar Macapá, têm Fazendinha como principal pólo de atração. Nem mesmo o Lugar Bonito tem esse o fetiche tão insinuante quanto Fazendinha.
Pois bem. No dia 15 de novembro, à vista de mais de duas mil pessoas, entre elas alguns visitantes que estão em Macapá por conta da Amazontech 2012, viram uma das barracas pública da praia, literalmente virar sobre veranistas que estavam se imaginando seguros de outros riscos e protegidos do sol.
Não estavam.
A barraca tombou e por pouco, muito pouco, não deixou tombados aqueles que estavam sob a barraca ou às proximidades dela.
Coberta de telha e desgastadas pelo tempo de construção e uso, não agüentou a força do vento e dos punhos de uma rede.
Um grande susto e algumas das mais incríveis constatações: no local não havia ambulância, guarda-vidas ou mesmo guarda municipal.
E foi na Fazendinha. Em um dia de sol. Depois do meio-dia, mas antes das três da tarde.
Fazendinha, queiram os responsá
veis pelo turismo no Estado do Amapá ou não, é o principal ponto de atração de todo o Estado. Repito!
Uma pena! Mas uma realidade que precisa mudar.
E mudar rápido se não quiserem que sejam botados fora até os poucos reais que estão nos orçamentos dos do Estado e do Município de Macapá.