Mostrando postagens com marcador mobilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobilidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de abril de 2017

A mobilidade urbana precisa ser levada à sério.

Rodolfo Juarez
As autoridades que deveriam cuidar do sistema de acessibilidade da população dentro dos perímetros urbanos de Macapá e Santana, identificando situações que precisam ser resolvidas de forma singular ou compartilhadas, preferem valer-se da propaganda enganosa para divulgar sonhos e imaginar situações irreais.
Se as propostas fossem realmente reais, para valer, os indicativos seriam outros, os procedimentos seriam resultados de um plano técnico, onde estivessem definidas as etapas e não de uma proposta sem fundamento e sem estudo sério, técnico e realista, que pudesse transmitir à população confiança e ao Estado e aos Municípios a certeza de que os projetos começariam e terminariam.
O sistema viário de uma cidade - pequena, média ou grande -, precisa estar definido e quando se começa a perceber que a individualidade do tratamento não se torna eficaz, então se busca as ações compartilhadas.
No caso, a Prefeitura de Macapá já não pode elaborar um plano viário para a cidade de Macapá sem considerar as influências da população da cidade de Santana.
Os interesses de grande parte da população de cada um dos dois núcleos urbanos, Macapá e Santana, começam a ser dependentes, exigindo soluções técnicas comuns e decisões políticas sem o ingrediente eleitoral ou partidário.
A incapacidade executiva demonstrada pelo governo do estado tem sido maior do que a de qualquer um dos dois municípios.
Os mais recentes exemplos podem ser citados pelo que resultou da Rodovia Norte/Sul, projetada (?) para ligar a BR-210 à Rodovia Estadual Duca Serra. Uma via com 6,7 km que está com os serviços paralisados há mais de 4 anos, desafiando a capacidade dos técnicos e de agentes públicos. E aqui não se fala nem de valor da obra: um simples levantamento indicará o quanto aumentou da proposta original.
Outro exemplo é a via da orla, que teve os seus trabalhos interrompidos quando faltava, na direção norte/sul a conclusão dos muros de arrimo do Araxá até a lagoa de estabilização, ligando a via Setentrional, protegendo a orla e devolvendo o ambiente turístico, inclusive do rio das Pedrinhas.
Aquele muro de arrimo está desafiando os técnicos e os gestores do Governo que se veem vencidos por problemas técnicos que não conseguem resolver, deixando a cidade desprotegida e a população sujeita aos problemas que são da incumbência policial.
O vazio territorial entre Macapá e Santana é duas vezes maior do que a atual área ocupada pelas duas cidades. Essa área vazia se transforma em objeto de desejo dos especuladores que vão adquirindo áreas que certamente serão urbanizadas, com o objetivo de especular futuras desapropriações.
A via que segue a linha imaginária do Equador, desde o Estádio Zerão, até à Rodovia Duca Serra, ás proximidades do posto fiscal do estado, poderia definir uma linha de mobilidade de interesse das cidades de Macapá, Santana, do Distrito Industrial e do município de Mazagão, permitindo deslocamento mais rápido e com segurança no trânsito, inclusive de coletivos, e rapidez no deslocamento. Seria uma via de 8,85 km.
Além disso, a Rua Goiabal com 4,45km ligaria esta via do Equador com a via Duca Serra, dando vazão ao trânsito que hoje já se mostra complicada para aqueles que usam a Duca Serra em qualquer dos sentidos do trânsito naquela rodovia.

Está claro que isso exige muito mais responsabilidade e compromisso dos técnicos e dos gestores, do que o próprio recurso necessário para executar as obras e serviços. É um plano para quem pretende entender a necessidade de se ter um plano de desenvolvimento para o Estado e não um mero programa de execução orçamentária para um governo.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A mobilidade veicular em Macapá

Rodolfo Juarez
Chegou a hora de mudar a forma como são interpretadas as necessidades do sistema de trânsito de veículos e pessoas em Macapá.
As tentativas feitas, com estudos diversos, sobre a mobilidade urbana pro aqui é a indicação de que também precisa ser estudada o transito de veículos ou, como queira, a mobilidade veicular, para que a cidade comece criar condições para que não trave nos momentos mais importantes.
O não funcionamento de um sistema público, como o sistema veicular de uma cidade, não pode ser encarado como circunstância do crescimento. Primeiro porque não seria uma projeção aceitável à luz da técnica; depois, porque não é mesmo necessário que o trânsito de uma cidade trave porque ela recebeu mais carros.
Os administradores precisam dispor do conhecimento – que está disponível – para enfrentar a situação, como também serem mais ágeis na solução, uma vez que uma cidade com um índice de crescimento que apresenta Macapá, não espera por orçamentos, por emendas parlamentar ou mesmo por disposição dos seus administradores para ocupar os seus espaços.
Pode-se cuidar da cidade como um ente vivo que faz quase tudo que um ser vivo faz. A cidade respira, se movimenta, procura a melhor posição, oferece alternativa, cabendo aos seus gestores, encontrar a melhora maneira de fazer isso, acompanhando o seu desenvolvimento.
Macapá vem de duas administrações desastrosas: o período do segundo mandato do prefeito João Henrique e todo o mandato do prefeito Roberto Góes. Naquelas gestões a cidade não recebeu, sequer, o que seria necessário para a sua manutenção, quanto mais o que seria indispensável para enfrentar o adicional de crescimento, bem acima da média nacional e, por isso, com exigências naturalmente extraordinárias.
O prefeito Clécio Luiz ainda não acertou o passo com os problemas. Quando equilibra em um setor, desequilibra em outro, dando a impressão de que lhe falta capacidade para atender as necessidades mínimas das secretarias municipais.
Em alguns momentos se observa o prefeito empolgado com os resultados, noutro, imediatamente seguinte, sofrendo por não ter alcançado as metas que havia definido para determinado período. Isso leva o prefeito a ficar em uma gangorra, o que não é bom, principalmente para a população, mas que também afeta o ânimo dos auxiliares que começam a aceitar a rotina da incapacidade de realizar.
Uma administração municipal não tem sucesso se não contar com uma equipe sempre motivada, acreditando que pode alcançar os resultados anunciados ou calculados, nem que para isso tenha que fazer um esforço acima daquilo que seria o normal e que seria feito sem grande de forma natural.
Destacar o trânsito em Macapá é apenas colocar em evidência um dos problemas que tem concorrente forte dentro da administração e que precisa ter agente cuidador determinado e que confie no plano que elaborou.
Mas precisa ser destacado. Afinal de contas as mortes nas ruas não podem se transformar em rotina, ou pior, em um acontecimento que endureça completamente o coração das pessoas que já não se importam com os outros, pois, tem que destinar toda a sua atenção para a sua própria defesa ou segurança.
Nessa confusão prevalece tudo o que se é mostrado conforme o conceito. Se o que se está mostrando é bom, prevalece o bom; se o que se está mostrando é o ruim, prevalecerá o ruim.
Agora é preciso entender que não se dá choque administrativo se valendo das mesmas atitudes ou não fazendo as suas obrigações. Por isso é importante que os órgãos municipais que cuidam da mobilidade adotem como princípios indicadores que se sustentam na satisfação do povo.
Apenas com vontade não haverá solução para qualquer dos problemas é preciso que haja um plano bem definido, conhecido de todos, que ai as chances aumentam.