Mostrando postagens com marcador vice-governador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vice-governador. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de junho de 2019

O vice-governador do Estado do Amapá, Jaime Nunes.


Rodolfo Juarez
Afinal, por onde anda o vice-governador Jaime Nunes?
Sumiu, escondeu-se ou anda muito ocupado com questões que não são públicas e prefere ficar à sombra dos acontecimentos.
Nesse momento de dificuldade na gestão estadual a população via no tino empresarial do vice-governador a possibilidade de serem construídas saídas para que o Governo parasse de andar para traz, acendesse as luzes do desenvolvimento e anunciasse um futuro melhor para os descendentes daqueles que desbravaram essas terras e à declararam promissoras.
A presença de um empresário no comando do Estado era visto, pelo eleitor, como uma oportunidade para que as teorias empresariais vencedoras fossem aplicadas na Administração Estadual e houvesse reflexo na melhoria da qualidade de vida dos que moram aqui, exatamente como foi dito, pelo próprio candidato a vice-governador do Estado.
Sair do circuito por onde anda o desenvolvimento ou subdesenvolvimento pode não ser o melhor caminho, mesmo para aqueles que se decepcionaram com as companhias, com as alianças ou com as promessas feitas e não cumpridas.
Acontece que o vice-governador abriu uma janela no rumo da esperança, vendeu muito bem essa ideia e, agora, de freio puxado, vai ficando para traz sem qualquer justificativa e, desaparecendo aos poucos para a sua conveniência e para a decepção da população.
O vice-governador Jaime Nunes dava atenção a todas as camadas e distinguia cada uma delas com tratamento diferenciado. Agora, sem exceção, aqueles que tinham o hábito de comunicar-se com o empresário perderam o canal, ou melhor, ele desapareceu de circulação, agindo como a maioria dos políticos que assumem cargo público e dele não quer prestar contas, preferindo ficar à sombra.
No momento a Administração Estadual enfrenta greve dos professores que pedem mais de 50% de reposição salarial, uma investigação na administração da Companhia de Água e Esgotos do Amapá – Caesa. A administração estadual também passa por aperto financeiro que atrasa o cronograma de obras importantes e não dá fôlego para iniciar novas obras ou criar condições para que se toque as obras, por exemplo da BR-156.
São mais de 100 obras paradas em todo o Estado, a maioria de infraestrutura, que precisam de mais de um bilhão de reais para serem concluídas e, nesse sentido, não se move um graveto.
De vez em quando o Ministério Público do Estado se vê obrigado a pedir à Justiça Estadual o bloqueio de contas para conclusão de obras de escolas estaduais ou, como recentemente, dá prazo para a conclusão da maternidade da Zona Norte.
Nesse momento, diga-se, o vice-governador aparece nas fotos, emprestando a credibilidade que ainda resta e a confiabilidade na palavra.
Até quando vai conseguir agir assim? Daqui a pouco se não tiver o comando de parte do Governo sua voz não será ouvida por ninguém e, só a partir daí declarar que está insatisfeito como fez o vice-governador anterior, o médico João Bosco Papaléo Paes, vencido pelo puxa-saquismo e pela falta de atenção, teve que renunciar ao cargo.
Para o vice-governador Jaime Nunes ainda há tempo para abrir o braço e não deixar-se engolir pela vaidade, pelo poder e principalmente, pela arrogância. Religar o seu antigo telefone e falar normalmente com as pessoas, como Jaime, empresário e dirigente empresarial.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Jaime Nunes, o enigma.


Rodolfo Juarez
Jaime Nunes acaba de ser eleito vice-governador do Estado do Amapá, como um filiado ao PROS e na chapa que teve Waldez Góes como candidato a governador. Jaime Nunes ainda é uma incógnita. Durante a campanha não apareceu nos programas de televisão e não participou dos programas de rádio, muito embora tivesse frequente aparição nas caminhadas e nas reuniões, sempre ao lado do candidato cabeça de chapa.
 Jaime Nunes é um dos maiores empresários do Amapá, com diversificadas atividades empreendedoras e um dos maiores empregadores privados do Estado. Presidente da Associação Comercial do Amapá por mais de uma vez, foi membro efetivo do Conselho Deliberativo do Sebrae/AP, e participa de outras instituições voltadas para o Comércio e para o Serviço.
Esta não foi a primeira vez que se candidatou ao mesmo cargo. Já havia colocado o seu nome noutra oportunidade, sem obter o sucesso de ser eleito como foi no pleito deste ano.
Durante a campanha Jaime Nunes foi um candidato inibido, não demonstrou ao eleitor e ao povo, por que queria ser vice-governador. Limitou-se a aplaudir as promessas, sem novidades, do candidato cabeça de chapa, dando a entender que pretende ser um ouvinte até o momento de uma eventual necessidade de substituir o titular na falta ou impedimento o titular.
O histórico dos vice-governadores eleitos com o governador Waldez Góes não recomenda uma boa relação. Bastam recordar os dois mandatos do vice-governador Pedro Paulo que encerraram a carreira política daquele médico, mesmo tendo assumindo o Governo do Estado durante nove meses, quando Waldez Góes se candidatava ao cargo de Senador da República, em 2010.
Na intimidade Pedro Paulo reclamava muito da falta de espaço que tinha na Administração Estadual tendo que se conformar com um projeto social de atendimentos aos idosos, o mesmo que já desenvolvia antes mesmo de ser vice de Waldez.
O vice-governador do atual mandato e que está se encerrando foi o também médico, ex-senador da República, Papaleo Paes.
Este preferiu renunciar ao cargo, protagonizando uma crise dentro de outra crise, que foi diluída sem qualquer explicação ao eleitor, muito embora tenha saído insatisfeito com membros da equipe do governador, alguns os chamando “menudos” e recomendando aos órgãos de controle uma investigação.
O governador fez-se com “ouvido de marcador” e não mandou apurar nada e ainda aceitou, tacitamente, uma “nota de repúdio” publicada pelos auxiliares diretos do governador que se consideraram ofendidos pelo vice-governador e isso tudo sem qualquer manifestação de apoio ao seu vice que renunciava, ou reprimenda ao auxiliar impertinente.
Jaime Nunes entra sujeito a tudo isso. Conhece perfeitamente como é o comportamento do governador nas relações com o vice-governador. A regra é não dar espaço e acha que está agradando com um gabinete sem expressão administrativa que possa auxiliar o titular na definição dos rumos do Estado.
Tomara que ambição pelos nove meses de mandato de governador a partir de abril de 2022 não frustre Jaime Nunes e não lhe transforme em mais um desiludido com a política local.
Dele depende a forma como vai se comportar na gestão, sabendo engolir os gigantescos sapos, ou deixando-se como o outro sapo, cozido em água morna.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Só restou a renúncia para o vice-governador


Rodolfo Juarez
Mais uma vez a escolha de um vice, em chapa majoritária, causa problemas. E desta vez os problemas começaram antes da convenção do partido, que definiria os seus coligados, aumentou no dia da confirmação da escolha e o caldo entornou, de vez, logo depois do pedido de registro da ata da convenção no Tribunal Regional Eleitoral.
Até o dia da convenção, apesar da profunda e justificada desconfiança do então vice-governador do Estado, Papaleo Paes, ainda havia um frágil fio de esperança habitando a mente do vice-governador, que não compreendia as voluntárias e inesperadas demonstrações de parceria e sinceridade que o governador do Estado fazia questão de reafirmar àquele que foi companheiro de chapa quando de um dos momentos mais difíceis da carreira política de Waldez Góes.
Pude ver de perto a maneira sofrida como foi desenvolvida a campanha, se apresentando como vítima de uma injustiça, que assim classificava e parecia vir do fundo do coração.
Papaleo diz que acreditou nas propostas e nas promessas. A proposta de Waldez era fazer um governo como o Amapá nunca tinha experimentado, nem mesmo durante os sete anos e três meses que tinha governado o Estado. Dizia que vinha com gana, com vontade de, nos quatro anos, provar que o que passou naqueles quase 20 dias de setembro em 2010, fora resultado de um tremendo erro de interpretação das circunstâncias.
Papaleo garante que durante os dois primeiros anos, ou melhor, durante o primeiro ano viveu a expectativa das medidas conversadas e que só não foram anunciadas publicamente pela complexidade de suas execuções. Já nas eleições municipais começaram os desacertos e a derrota do Governo nas urnas foi o começo de uma realidade que não imaginava.
A partir daí a principal palavra que ouvia do governador e de seus principais auxiliares era “crise”. A palavra “esperança” deixou de habitar o ambiente administrativo, muito embora tenha presenciado propostas mirabolantes, como o aumento, a despeito da crise alegada, do salário daqueles que fazem a cúpula do Governo do Estado.
Depois veio a decisão de fazer o pagamento dos funcionários de forma parcelada, mesmo sem ter havido queda nas transferências constitucionais ou mesmo na previsão anual de receita.
As dotações do orçamento estadual para o Poder Legislativo aumentavam a cada ano, desafiando a inteligência da população e, principalmente daqueles que procuravam os serviços públicos, fossem nos hospitais e no pronto socorro, fosse para o atendimento de doenças com alta complexidade. Aliás, esse item foi, aos poucos, perdendo a atenção do Palácio, como uma forma de desafio à profissão do vice-governador: médio cardiologista.
Os índices de rejeição do Governo aumentavam e sempre foram justificados por secretários, que o próprio vice-governador classificou como “menudos” devido serem novatos na gestão e a inexperiência que traziam quando assumia os cargos.
Agora, durante o processo de escolha do candidato a vice-governador na chapa que confirmou Waldez Góes como candidato à reeleição, a hostilidade foi grande, a falta de consideração foi maior, chegando ao ponto de ser informado, quando despachava como o titular, de que o candidato a vice seria de outro partido, mesmo sabendo que já tinha assumido a titularidade do Governo do Amapá e, com isso, tornando-se inelegível para qualquer outro cargo que não fosse o de vice-governador.
Papaleo Paes, durante a entrevista coletiva, dada ao lado da sala de despacho do governador, no Setentrião, não via outro caminho, não fosse a renuncia. E a fez!