Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

As redes sociais e a avaliação dos resultados


Rodolfo Juarez
Chegamos ao final de novembro e já se começa a fazer o balanço do que foi o ano de 2019 para o Estado Brasileiro e a população do Brasil. No Amapá as dificuldades devem aparecer mais densas do que no resto do Brasil, em consequência da fraca atividade econômica, principalmente industrial, que retrata uma condição estável, mas em patamar de poucos resultados.
A desinformação foi, este ano, um teste para os brasileiros que tiveram que conviver com notícias no mínimo duvidosas e que pareciam ter a pretensão de confundir cada um da população, conforme o interesse daqueles que continuaram imaginando que detinham a primazia da informação e através dela, a possibilidade de conduzir o povo para onde fosse do seu direto interesse.
A recorrência dos acontecimentos representaram os esforços de alguns que queriam fazer do certo, errado e do errado certo, às vezes com uma insistência que beirava à imbecilidade ou a dissintonia que mantinha com as forças sociais que sempre reagiam na intensidade que os fatos exigiam.
Até mesmo a tendência em distorcer os fatos, bem como a tentativa de mostrar a fantasia do caos em alguns dos mais importantes momentos sociais, não convenceram a população, mesmo que o canal de comunicação utilizado fosse experiente e até acostumado a indicar as coordenadas do caminho.
As redes sociais não permitiram quem quer que seja, ficar abrigado por qualquer manto, especialmente quando a cor daquele mando tinha a predominância da cor da mentira.
Mas ninguém se livrou dos exageros!
Mesmo assim alguns conseguiram avançar etapas importantes, aquelas mesmas  que foram prometidas ao povo brasileiro no ano passado e nas quais o povo acreditou e decidiu lançar luz sobre o outro lado da moeda.
O Poder Legislativo, responsável pela discussão dos projetos sociais, econômicos e de segurança, elaborado e enviados,/em regra, pelo Poder Executivo, tem conseguido dar respostas importantes quando o endereço dos poderes é Brasília, entretanto, quando o endereço é, por exemplo, é Macapá, ou qualquer uma das outras 15 sedes municipais no Estado, ai as questões ficam mais conservadoras e dentro de um ambiente que pouco interessa à população do Amapá.
A inteligência humana foi aprimorando as regras da gerência do interesse público e com a criação do ano fiscal, deu uma oportunidade temporal para que todos avaliem o que foi feito com o dinheiro dos muitos tributos, pagos pela população, durante um ano, para que sejam bem aplicados e em áreas que possibilitem retorno direto ao cidadão.
Ainda sem uma conta fechada, mas sentindo diretamente as consequências, a população não gostou do desempenho daqueles que são responsáveis pelo Poder Executivo Estadual e pelo Poder Legislativo do Estado do Amapá.
O mês de dezembro que entra, para a população é mais de festa do que de fiscalização, entretanto para os responsáveis pelos resultados é o momento de uma avaliação honesta e real.
Será que dá para fazer?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Os novos meios de informação


Rodolfo Juarez
Depois de um tempo que deixou os brasileiros em dúvida sobre tudo e tendo a certeza de que teria que ser “esperto” para se dar bem, é incrível como tem gente que está tendo dificuldades para voltar a acreditar nos dirigentes brasileiros.
Os mais ressentidos continuam inconformados, afinal perderam as referências que tinham e que satisfaziam os seus interesses e de alguns dos seus. Não conseguem entender os motivos que mudaram a decisão daqueles mesmos que acreditaram neles noutros tempos, em outras eleições.
Para aqueles ficou complicado. Parece que se tem um “banzeiro” de pessoas dispostas a enfrentar a mudança, muito embora tenham certeza do que o “outro lado” jamais volta para a posição em que esteve durante muito tempo e que perdeu completamente o rumo e não entendeu o que estava acontecendo.
O brasileiro experimenta um novo rumo e que se propõe a não ser igual ao que foi usado até pouco tempo. Muitos costumes, sustentados por conhecido procedimento precisa mudar, mais isso implica e novo comportamento e nova interpretação de realidade.
A imprensa, principalmente a engajada com o Poder, está tendo dificuldades para se adaptar, e isso se explica: depois de um longo tempo sem ter que atualizar comportamentos, se preocupou apenas em melhorar equipamentos e, agora, os erros aparecem com facilidade em vários pontos onde a fragilidade não foi reforçada.
Não é só a chamada grande imprensa, aquela feita pelos “grandes veículos”, que está tendo problema com a mudança. Os pequenos veículos também e isso afeta diretamente o “dono” da informação.
Além disso, são notáveis as modificações comportamentais devido às redes sociais e quem ignorar essa realidade entra para a lista daqueles que terão problemas novos para resolver e propostas novas para continuar e sobreviver.
Aqui no Amapá os veículos que se apoiam nas mídias oficiais estão cada vez com mais dificuldades para manter o que havia planejado. Há uma busca de motivos para que o veículo entre para a pauta estabelecida pelos governos (federal, estadual e municipal).
No caso da imprensa a seleção não é pelo nível de audiência da emissora, nem, tão pouco, pelo número de leitores de jornais ou sites, mais sim pela linha editorial proposta, às vezes mudadas para atender às necessidade econômicas do veículo, outras vezes para engessar a linha editorial desse mesmo veículo.
Está situação está levando a cada órgão público ter a sua base de informação social nos mesmos moldes de um veículo de comunicação, em uma clara disposição de prestar a informação à comunidade sem submetê-la à análise dos profissionais, facilitando a compreensão por parte da população.
No passo que vai cada órgão público e cada núcleo privado prestará a “sua” informação, exigindo uma ação mais eficaz por parte dos órgãos de controle social para que a manipulação social não seja a parte mais influente do que pretendem os anunciantes e que a própria sociedade tenha que filtrar a informação.