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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Nada a destacar

Rodolfo Juarez
Analisamos em dois artigos anteriores, escrito logo depois do resultado das eleições municipais no Estado do Amapá, o desempenho do PSB no artigo “O que aconteceu com o PSB?” e os concorrentes que se habilitaram ao segundo turno de votação, no dia 30 de outubro, com o artigo “O ‘velho’ e o ‘novo’”.
A repercussão foi interessante e, em alguns casos, emocionada, mas nada além do que se pode esperar após resultados desfavoráveis, no caso de PSB, ou de “carimbagem” no caso do ‘velho’ e o ‘novo’.
Mesmo com a campanha curta, entendo que os candidatos poderiam ter adotado o mesmo procedimento havido em municípios que também dependem do 2.º turno para conhecer o próximo prefeito. Naqueles municípios os concorrentes, em respeito ao telespectador e ao ouvinte, reduziram o tempo que lhe oferecia o Tribunal Superior Eleitoral, por entender que a repetição se torna enfadonha, desinteressante e sem a capacidade de atrair o eleitor para o seu programa de campanha no rádio e na TV.
Quando se tinha os sete candidatos, com a divisão do tempo entre todos de forma desigual e baseada em representação na Câmara Federal, ou seja, no poder político do partido, se observava o zelo do candidato não perder tempo, dizer o que pretendia de forma objetiva e, de certa forma, chamava a atenção dos eleitores, que sempre esperavam novidades diárias de um dos sete candidatos.
Agora, com apenas dois candidatos, há muita repetição de programas para atender a exigência dos próprios concorrentes que, sem ter o que falar, repete insistentemente, propostas que não convencem ou se posicionam em assuntos que nada tem a ver com a campanha ou a futura administração.
Além disso, ainda tem as inserções, que são mostradas nos intervalos da programação, com spots com mais vezes repetidos do que os próprios programas apresentados nos horários eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
O eleitor, mesmo sendo obrigado a comparecer no dia 30 de outubro na sua seção eleitoral, ele precisa ser motivado a fazê-lo e, neste caso, a motivação não pode ser a obrigatoriedade de votar, mas a vontade de escolher um dos dois concorrentes. E, convenhamos, os candidatos estão passando longe do ponto de motivação esperada.
Não é possível que em um tempo de tantas dificuldades sociais e financeiras, dificuldade de emprego e trabalho, os postulantes ao importante cargo de prefeito de Macapá não encontrem condições que permita mostrar ao eleitor algo diferente e que possa motivá-lo a ir votar?
A crise não pode ser de competência. A crise precisa ser dominada e para isso precisa de pessoas com condições de fazê-lo e, ainda mais, demonstrar que tem condições para tal. Não basta mais ficar olhando pelo retrovisor, seja para lamentar o que não foi feito ou destacar, também, o que foi feito.
As equipes de coordenação de campanha precisam ser mais competentes na abordagem dos temas, mais criativas na apresentação das propostas e inventivas para o enfrentamento dos próximos 4 anos, senão acabam comprometendo o candidato.

Por enquanto nada a destacar nem na campanha de um, nem da campanha do outro.

sábado, 16 de agosto de 2014

Administrar e fazer campanha

Rodolfo Juarez
Administrar e fazer campanha decisivamente não são tarefas para qualquer um e aqueles que estão experimentando, pela primeira vez, essa situação, precisam estar atentos aos erros que podem cometer e pelos quais podem ser responsabilizados.
Erros que podem estar diretamente relacionados com a administração e erros que dependem da campanha propriamente dita, com suas limitações e com as suas necessidades que podem trair o executor do processo e, até, imaginar que pode mais do que a regra permite.
É uma delicadeza esse processo que exige tempo, principalmente dos candidatos, tanto para manter a administração funcionando, como para ativar a campanha que tem os concorrentes que se tornam cada vez mais forte quanto mais errada é conduzido o processo.
Nem mesmo vantagens excepcionais funcionam nesses casos. Vale a habilidade para separar as duas obrigações, igualmente importantes e das quais tem que prestar conta por cada passo e por cada ato.
O eleitor está atento à tudo e não admite erros, muito embora aqueles que são eleitores e auxiliares da gestão ou da campanha, às vezes não entendam dessa forma e metam os pés pelas mãos, comprometendo o candidato que, não raro, ficam no que se chama comumente “sinuca de bico”.
É um belo exercício quando se compreende o cenário, mas é um caminho perigoso quando se confunde a coisa e se mistura a administração com a campanha ou a campanha com a administração.
Este ano quem está vivendo essa experiência é o candidato do PSB e atual governador Camilo Capiberibe. Duas frentes estão ativadas para trabalharem cada uma em uma direção: o governo do Estado e a campanha pela reeleição.
Alguns problemas já surgiram, muito mais pelo desconhecimento da regra ou pela interpretação dela. Os desvios mais perigosos são efetivados por aqueles que são adeptos do modelo de que “em campanha política só não vale perder”. Esse perigo é enfrentado todos os dias por aqueles que formam no time que trabalha pela reeleição do governante.
As possibilidades de erro são muito mais frequentes do que aqueles que trabalham sem o compromisso de ter que administrar o Estado.
Não é a mesma circunstância que enfrenta, por exemplo, os que tentam a reeleição para os cargos de deputado e senador um vez que, na prática, deixam completamente os seus afazeres legislativo e se dedicam, completamente à campanha, comparecendo apenas como ouvinte nas sessões do parlamento que são absolutamente obrigatórias.

Então, os que estão com a responsabilidade de governar o Estado e fazer a campanha pela reeleição, tenham calma e muito cuidado para não serem prejudicados por ações e arroubos daqueles que querem ser mais ativos ou eficientes do que realmente precisam ser.