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sexta-feira, 24 de julho de 2020


O BRASIL PRECISA DE PAZ
Rodolfo Juarez
Desde quando Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, depois de um cenário caótico imposto pela Operação Lava Jato se propondo a desvendar, com forte viés midiático, as supostas irregularidades havidas durante os governos dos presidentes Lula, Dilma e Temer, que o Brasil passou a viver um dilema: de um lado o presidente votado e aprovado nas eleições de 2018 e, de outro lado, aqueles que se diziam injustiçado pela escolha feita pelos eleitores brasileiros.
Esse dilema foi acirrado quando o novo governo, comandado por Jair Bolsonaro, chamou para ministro da Justiça e Segurança Pública o juiz Sérgio Moro, uma das principais referências da Lava Jato, que já havia condenado o ex-presidente Lula e conseguido, com mudanças na interpretação da Constituição Federal pelo Supremo Tribunal Federal, levá-lo ao cárcere.
O inevitável embate atraiu parte da grande imprensa concentrada no sul do Brasil e avolumou a participação das redes sociais, aquela mesma que havia sido responsável pela eleição do presidente e, em consequência, combatido os modos adotados pelos governantes que tinham vindo imediatamente anterior.
Entre aqueles da grande imprensa, que aderiram ao processo de confronto estava e está a Rede Globo, que vinha de um processo que sempre deu certo em outros governos, como no caso da presidente Dilma, onde se constituiu uma espécie de porta-voz da população e dos outros poderes da República que a levou ao impedimento de continuar governando o Brasil.
Os confrontos entre a emissora do plinplin e o então candidato à Presidência da República aconteceram desde a campanha no programa símbolo da emissora, o Jornal Nacional. Como o candidato Jair Bolsonaro decidiu não participar dos debates políticos na televisão, restou à Rede Globo de Televisão fortalecer as entrevistas com os candidatos.
Estas entrevistas acabaram sendo um momento de confrontos e de ásperas discussões de problemas dos dois lados: um candidato desconhecido e uma rede de TV acostumada a ser protagonista exclusiva das discussões nacionais.
Aqueles momentos acabaram funcionando, ao ver do eleitor, de forma contrária aos resultados normalmente esperados pela emissora.
Vieram as eleições em primeiro e segundo turnos e o candidato “rebelde” acabou vencendo com uma votação espetacular, certamente havida muito mais pela fragilidade do adversário do que pelo potencial do vencedor.
Desde o primeiro dia do Governo o confronto entre o presidente e a emissora de TV acirrou agora contando com outros veículos da imprensa escrita. Mesmo assim as redes sociais deram a resposta ao ponto de profissionais, que nada tinham a ver com a abriga entre os dois, serem agredidos em pleno desenvolvimento do seu trabalho.
Veio a pandemia e, ao invés de servir como instrumento para a união, serviu para aumentar a dissensão entre os dois adversários de primeira hora, com reais prejuízos para ambos.
As intervenções de terceiros não funcionaram, mas serviram para mostrar que o Brasil não pode ficar à mercê de um grupo midiático ou de uma administração sem escancaramento do que faz.
Os prejuízos acumulados devem ser compensados com a inteligência das pessoas e o equilíbrio da mídia, mesmo que para isso seja definido legalmente, até onde pode ir cada um com suas intransigências e com as suas raivas ou preconceitos.
O Brasil precisa de paz!
O povo brasileiro pede espaço para que todos se ocupem com o progresso e com a qualidade de vida da população.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Conseguiram parar o Brasil


Rodolfo Juarez
Os políticos brasileiros, com raras exceções para justificar a regra, estão realmente sem noção ou iludidos por uma realidade que só eles conseguem ver, e a partir dela servir de fantoche para os interesses inconfessáveis de uma mídia que se acostumou, em todas as localidades do Brasil, a defender seus próprios interesses, independente do veículo que utiliza, valendo-se de uma regra constitucional favorável e da qual faz trincheira para defender-se quando enfrentada ou contrariada.
O coronavírus é uma coisa séria, atual, e que precisa ser enfrentada por todos: jovens e idosos, conhecedores ou não do problema. Infelizmente vem sendo usado para queda de braço entre políticos ambiciosos, oportunistas, aproveitadores e que não respeitam ninguém do povo, e seriam aqueles que têm a obrigação de encontrar solução conjunta para defender a população do ataque grave de um só “soldado” – o do novo coronavírus.
Uma disputa de governadores, com egos inflados por um criminoso oportunismo que está desviando a atenção da população e fazendo essa mesma população desconfiar de tudo o que é dito e que ouve.
Os idosos (coitados!), mesmo aqueles que não têm casa, são mandados para casa (?), cristalizando, de forma enfática, uma discriminação em nome de uma falsa proteção, tendo em vista que, ao mesmo tempo em que ordenam o recolhimento e botam as forças policiais para agir, repressivamente, não lhe presta qualquer assistência ou lhe dá qualquer cobertura para, mesmo disfarçada, justificar procedimento tão repetido, burro e injustificável.
Cada governador quer proceder como se fosse um rei, querendo gastar dinheiro e transferindo a satisfação de sua vontade para outros, muito embora, em todo o passado recente, não tenham reservado um real para atender às necessidades advindas dos serviços de saúde pública.
Valem-se, esses governadores, da mesma regra quando da ocorrência de qualquer desastre nos limites do estado que disse que ia governar. A primeira providência que toma é declarar um estado de exceção para, em seguida, fazer o pedido de recursos para a União, com a desculpa da urgência e que precisa comprar sem licitação.
Daí em diante os administradores “se arrumam”, a imprensa jabazeira se anima, falando, todos os dias, as mesmas coisas, às vezes sem mudar, sequer, o número das tabelas estatísticas, que passam a ser o seu principal instrumento de apoio às suas intervenções.
Enquanto isso, aqueles que são apontados como principal alvo do novo vírus, os idosos, estes estão pelos cantos, assustados e desconfiando de tudo e de todos, como também, desprotegidos e ignorados, mas sabendo que estão orientando os netos para ficarem longe deles. Uma verdadeira desumanidade!
Esquecem esses governadores, que eles foram e são os responsáveis pela falta de hospitais, unidades de saúde, equipes de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas e todos os demais profissionais que formam uma equipe).
O Amapá e muitos outros estados da Federação são exemplo acabados e perfeitos dessa esculhambação, dessa falta de responsabilidade, que deixa um povo entregue à própria sorte, sendo pisoteado por insanos e falsos políticos, aplaudidos e nominados pelas suas respectivas claques instaladas nas confortáveis e iluminadas estúdios de apresentadores de TV e rádio, e nas redações de jornais impressos.
Assim, conseguiram parar o Brasil e assustar a população! Mas vem o troco.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Brasil mais forte, povo mais confiante!


Rodolfo Juarez
O ano de 2019 está terminando e, apesar de não ser uma referência de saudade, abriu “janelas” para o desenvolvimento do Brasil, mesmo quando teve que desenferrujar algumas trancas que insistiam em não permitir o arejamento dos procedimentos e as mudanças que poderiam ser efetivadas com a velocidade que o Brasil e o povo brasileiro precisavam.
As reformas anunciadas em governos anteriores, politicamente fracos, não conseguiram avançar e exigiam, para permitir o desanuviamento do horizonte onde estava desenhado o “plano de voo” da economia nacional, da oferta de empregos, da melhoria da renda e da perspectiva da população.
Os mais de 58 milhões de voto dados ao presidente que iniciava o ano no comando do país era o principal argumento dos novos dirigentes para que fosse dada passagem para os projetos considerados urgentes e que precisariam ser mostrado para o povo brasileiro com chances de melhorar a qualidade de vida de todos os que têm endereço no Brasil.
Foi importante a compreensão do Brasil que o povo queria e havia indicado nas urnas, por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre.
Os dois entenderam o papel histórico que foram autorizados a exercerem e firmaram posições que, ao final, contribuiu para, se não eliminar, mas diminuir sensivelmente, o modelo do “toma lá dá cá” muito difundido em um passado recentíssimo, onde cargos chaves do Governo Federal eram apontados e acompanhados a sua eficiência, por “padrinhos políticos”.
Depois de muito trabalho veio a reforma da Previdência e a aprovação do Pacote Anticrime, entre tantas medidas que podem tornar o Brasil um imã que possa atrair recursos para investimento em infraestrutura e melhoria socioeconômica do povo brasileiro que se apresentou para o novo governo, em janeiro de 2019, com um “paneiro” cheio de, pelo menos, 13 milhões de desempregados e, muita gente, mas muita gente mesmo, vivendo abaixo da linha da pobreza.
A prática gerencial dos novos dirigentes nacionais estava em permanente prova, seja por causa dos novos métodos, seja pela quebra dos privilégios de alguns “encastelados” que foram instados a trabalhar com eficiência, mas o costume não lhes permitia, restando-lhe a reclamação e levantar a tese da perseguição por ideologia.
As organizações não governamentais foram atingidas na sua principal motivação para ser “colaboradora” na aplicação das políticas públicas. Os resultados vieram primeiro pelo enfrentamento, pois, as ONGs acreditaram, logo no primeiro momento, que poderiam reclamar para os seus financiadores externos que “ordenariam” a mudança de comportamento do Governo Brasileiro. Não deu certo!
Até mesmo parte da imprensa, da chamada grande imprensa, vociferou quando viu que os seus dutos de dinheiro, instalados diretamente dos gabinetes de seus comandantes até Brasília deixaram de jorrar o dinheiro público, vindo em troca de divulgação (propaganda) de estatais e das ações do próprio governo.
Quando o capital estrangeiro percebeu que os projetos da nova gestão obedeciam ao interesse dos brasileiros e não mais de grupos; que a bolsa de valores refletia esse momento batendo sucessivos recordes, e que o Banco Centro trazia a taxa básica de juros para um número inferior a 5, nesse momento começaram a acreditar e perceber que havia uma nova diretriz para os planos do Brasil na década que se inicia.
E assim termina o ano, com o Brasil mais forte e seu povo mais confiante!

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A soberania popular


Rodolfo Juarez
O resultado de eleição no Brasil, seja a eleição para escolha de presidente de associação de moradores, seja para escolha presidente da República, sempre é contestada pelos perdedores que, por todos os meios – e são muitos – procuram motivos para não aceitar os resultados ou fazem questão de dizer que não gostaram daquele resultado e estão dispostos a tudo para desmoralizar o vencedor, ou criar problemas para que sua administração não tenha sucesso.
O interessante é que todos os perdedores, em regra, se dizem democratas, mesmo não aceitando o resultado, por mais transparente que seja o processo e por apresentar melhores condições políticas para governar a associação ou a República.
Consultando o dicionário, lá está escrito que democracia é o governo em que o povo exerce a soberania, e que é um sistema político em que os cidadãos elegem o seu dirigente por meio de eleições periódicas.
Como, por definição, a soberania é do povo, dever-se-ia respeitar a vontade do povo, sem contestação, sem argumentos e, ainda, alinhando seus pensamentos conforme o pensamento do povo. São esses momentos que justificam os limites de mandatos, pois, como é de se esperar, o povo pode mudar de opinião, afinal é o soberano da história.
No Brasil ficou consolidado que os perdedores podem se arrumar em um bloco, que chamam de oposição, e de lá, continuam querendo fazer prevalecer as propostas que já foram rechaçadas nas urnas. A oposição ignora a soberania do povo e se entrincheira nos blocos e, de lá, continua defendendo as teses que não foram aceitas pelo eleitor durante a campanha eleitoral.
A imprensa, em regra, também é tendente a embarcar na “canoa” da oposição. De lá é mais fácil continuar com sua artilharia, mudando apenas alguns nomes e definindo alvos ocasionais para justificar a sua posição e ainda dizer que não está alinhada com a situação ou a oposição.
A imprensa tem disso: sempre está alinhada, mas nunca reconhece esse alinhamento para poder dizer que é “independente”. Com as redes sociais, muitos influenciadores digitais, atuando como jornalistas ou financiados por grupos de interesse, escolhem os seus alvos, a partir do princípio de que está em uma democracia e que, por isso, tem o direito de opinar, de divergir e de mostrar o seu ponto de vista.
Acontece que os extremistas, além de serem inconformados, assumem uma cegueira política e imaginam que podem tudo, inclusive burlar a lei, atacar direta ou indiretamente a soberania do povo, que deve ser defendida por todos, mas que, no momento do extremista, ele faz questão de ignorar.
A imprensa, depois da revogação da Lei de Imprensa por não ser recepcionada pela Constituição Federal, não conta com nenhum regulador e, assim, defende-se a informação, mesmo obtida por meios fraudulentos, como possíveis de serem repassadas muito embora afronte soberania do povo, viga mestra da democracia brasileira e que precisaria ser observada por todos.
As confusões são alimentadas no Brasil pelo desrespeito à soberania popular que fez foi obrigada a fazer a sua escolha, e fez.
Os que se alinham na oposição, para enfrentar a situação, defendem teses já descartadas pelo eleitor, mesmo assim, em nome da democracia, mas desrespeitando a soberania popular, ela insiste nas teses que foram derrotadas e ainda se organizam, lançam manifestos e enfrentam a situação, em um desperdício de tempo que custa caro para o próprio povo.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Meio ambiente brasileiro: chega de intervenção!


Rodolfo Juarez
O recente episódio levantado, principalmente pelo governo da Noruega, mas explorando o prestígio do governo da Alemanha, o primeiro como principal contribuinte do Fundo Amazônico e o segundo, como contribuinte complementar, demonstram a arrogância como governos estrangeiros tratam a inserção de suas “colaborações” no que é patrimônio exclusivo do povo brasileiro.
Tanto a Noruega como a Alemanha, como os demais países do continente europeu não souberam preservar as suas florestas, os seus rios, sua fauna e sua flora, agora querem interferir, com seus Euros, permanentemente na gestão do meio ambiente amazônico e brasileiro.
Exemplos de cuidadores do meio ambiente não são. Então apelam para a riqueza do seu povo, desviando bilhões de reias para interferir nas regras e nos costumes do povo amazônico, através de projetos, como se esse povo estivesse necessitando de tutor ou de guia para administrar o que é seu.
Divulgam disfarçados ou duvidosos informes, com o objetivo de alarmar o brasileiro menos avisado e a comunidade internacional, paciente de questões ambientais, também provocadas por eles mesmos.
Por algum tempo o Brasil permitiu que governos estrangeiros financiassem projetos orientados por organizações não governamentais (ONGs) como a WWF que instalou no Brasil a WWF-Brasil que, depois de acumular conhecimentos e importar conceitos, passou a ser “autoridade” na emissão de opiniões de interesses de outros governos e em desacordo com as propostas nacionais.
Recentemente a WWF-Brasil fez um comunicado que desafia a soberania brasileira quando propôs: “o governo brasileiro não pode retroceder em políticas ambientais que promovem a conservação e o uso sustentável da Amazônia, beneficiando as comunidades locais e consequentemente todo o povo brasileiro”.
Ora, como é que um governo nacional sério interpreta essa imposição?
Dizer que o governo, legitimamente escolhido pelo povo brasileiro, “não pode” fazer o que define o seu programa para o meio ambiente é um desaforo imperdoável e de uma arrogância só visto entre aqueles que dominam e os dominados.
As reportagens dirigidas e certamente acertadas com a imprensa nacional, para ganhar aspecto de verdadeiras, informam que, agora no mês junho foram desmatados 88% a mais do que no mesmo período em 2018. Sem outros elementos complementares a essa informação, como o período chuvoso diferente e as águas de lançante ainda avançando pela floresta, a informação é incompleta, tendenciosa e oportunista, não tendo nada a ver com o meio ambiente ou com qualquer interesse nacional.
Antes, sem ONGs ou qualquer intervenção internacional, a Amazônia passou 450 anos preservada pelos seus próprios habitantes, como agora, nos últimos 50 anos, essa geração pode ter desaprendido tudo?
O interesse real é que o Brasil não se desenvolva. Que mantenha seu estado primário intocável, que o povo continue com muitos problemas no alcance da saúde, da educação, que afinal, o povo mantenha-se subdesenvolvido e aqueles povos sem qualquer floresta, sujeitos aos problemas da natureza cuja solução está na Amazônia, alegue esperança para as suas futuras gerações e paciência para os que agora pagam e financiam essas intervenções que atrasam o desenvolvimento da Amazônia.
É importante debater os interesses ambientais do Brasil e do continente sul-americano entre os brasileiros, adotando fronteiras ambientais proibidas para estrangeiros, esses mesmos que estão ensinando os indígenas falar inglês, alemão e outras línguas que não o português.
O Brasil precisa desenvolver-se com soberania e conforme as orientações de seu povo e não seguir as opiniões distorcidas e não nacionais de organizações patrocinadas por governos que não souberam lidar com o seu patrimônio ambiental.
Só o Brasil tem mais que o dobro de floresta que o resto do mundo. Então os brasileiros não estão errados quando pretendem administrar o que o povo amazônida, principalmente o ribeirinho, o fez com muita sabedoria.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Os 129 anos da República chamada Brasil


Rodolfo Juarez
Hoje, 15 de novembro, marca o dia do começo do período republicano no Brasil, com a proclamação da República, pelo marechal Deodoro da Fonseca, em 1889, há 129 anos, e vigora até os dias de hoje. Nesses anos o Brasil passou por importantes mudanças de governo, inclusive um período de ditadura militar.
O Brasil República pode ser dividido em cindo fases: República Velha (1889-1930), Era Vargas (1930-1945), República Populista (1945-1964), Ditadura Militar (1964-1985) e Nova República (1985-hoje).
O Amapá apareceu no cenário nacional e na condição de Território Federal, em 1943, portanto no final da Era Vargas. No começo da Nova República, no bojo a Constituição de 1988, veio a transformação de Território Federal para Estado da Federação que foi considerado implantado no dia 1.º de janeiro de 1991 com a posse do primeiro governador eleito para um mandato de quatro anos.
A República Velha, período que começa com a Proclamação da República em 1889, viu a proclamação da primeira constituição da era republicana promulgada em 1891. Conhecida também como Repúblicas das Oligarquias, o período foi marcado por governos ligados ao setor agrário, que se mantinha no poder de forma alternada. Era a fase da “política do café com leite”. A Revolução de 30 marcou o fim da República Velha.
A Era Vargas começou com grande tensão entre as oligarquias e os militares, especialmente em São Paulo, sendo o estopim da Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1935 houve uma tentativa de golpe, orquestrado pela Aliança Renovadora Nacional e que levou o nome de Intentona Comunista. Governava o Brasil Getúlio Vargas que aproveitou o episódio para declarar estado de sítio e ampliar os seus poderes políticos só cessados em 1945 quando foi derrubado pelo Exército.
Entrou em cena a República Populista, sob a presidência do general Eurico Gaspar Dutra, que contribuiu para a promulgação da quinta Constituição Brasileira que estabeleceu os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Em 1950, Getúlio Vargas volta ao cenário político e vence as eleições presidenciais com apoio de muitos setores da sociedade. Provocou o crescimento de uma oposição que, no dia 23 de agosto de 1954, 27 generais exigiam publicamente a renúncia de Vargas. Preferiu cometer o suicídio na manhã seguinte, 24 de agosto de 1954.
Juscelino assumiu a Presidência em janeiro de 1955 prometendo realizar “cinquenta anos em cinco”. A reação veio com a eleição de Jânio Quadros, o “homem da vassoura” que depois de 7 meses renunciou ao mandato, assumindo o vice João Goulart que mais tarde fora deposto pelo Golpe de 64.
O período da ditadura militar começou em março de 1964 e estendeu-se até o ano de 1985 com a abertura do general João Figueiredo, ultimo presidente da ditadura. Foram cinco os presidentes do período da ditadura: Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médice, Ernesto Geisel e João Figueiredo.
A Nova República começa com comoção nacional, a morte do presidente eleito Tancredo Neves, assumindo o vice José Sarney. Vieram depois Fernando Collor (que foi impitimado no segundo ano), Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff (que também foi impitimada) e Michel Temer.
No mês passado, no dia 28, foi eleito para ser o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos, o carioca Jair Bolsonaro, que monta o seu governo neste momento.

domingo, 14 de maio de 2017

Ambição sem limite!

Rodolfo Juarez
Os brasileiros estão vivendo o impacto das revelações feitas sobre a maneira como os detentores do Poder agiam para nele manter-se, pouco importando a ética, as regras, a moral e até mesmo, os costumes.
O que está sendo revelado pelos próprios agentes daquele mundo era impossível de ser imaginado e muito mais difícil de ser compreendido pelo povo, que tinha que acreditar em alguma coisa, mesmo que desconfiando de parte delas.
Com tantos “ídolos” políticos dispostos a “lutar pelo povo”, com boa lábia e nenhuma vergonha na cara, conquistavam os mandatos e consumiam as reservas nacionais, pouco se importando com as promessas feitas e com as condições que seria repercutida, da pior forma, na população.
Está muito claro que havia – e ainda há -, na consciência de muitos dos dirigentes de que poderia ser criado e apresentado para a população dois brasis dentro de um mesmo território: o Brasil real, onde ficaria distribuído o povo e seus problemas e outros Brasil virtual, onde estariam boa parte dos dirigentes e suas ambições.
Para o “construir” o Brasil virtual chamaram os marqueteiros, ambiciosos vagabundos, que fazem de suas alucinações de grandeza a materialização da grandeza desses dirigentes fracos e mal intencionados, sempre dispostos a “se dar bem” e pouco se importando com quem se daria mal.
Enquanto isso, no Brasil real os problemas se agigantam, as dificuldades tornam-se insuperáveis, as várias manobras daqueles do Brasil virtual saqueiam as economias do povo pobre e daqueles empreendedores de boa-fé.
Percebam que o grande imã disso tudo está na ambição dos que se consideram “donos” do Poder e das alucinações dos instigados marqueteiros de campanhas políticas, que criam todo tipo de artifício, sem se importar se são ou não criminosos, mas sempre na direção do enriquecimento ilícito, seu e daqueles para os quais trabalham.
Nesta corrente foram implantados o “caixa 2”, os “financiamentos de campanha com dinheiro do setor privado” e o “esgoto criminoso” por onde se desenvolveu o superfaturamento, os aditivos contratuais desnecessários, os aumentos de serviços onde não precisava e, para fechar a tampa, a criação de programas populares de infraestrutura, caros, mas com furos suficientes para escoar toda o dinheiro necessário para satisfazer a ganância da maioria e o espírito megalômano de alguns outros.
Para tentar esconder a corrupção foram criados, pelo que se tem notado, vários artifícios, alguns em conta corrente, só compreendidos agora, depois de desenhados pelos seus autores e/ou executores, disposto ainda a serem premiados por contar suas histórias criminosas.
Mas a ambição não tem limite!
Foram chamados a fazer parte do “banquete dantesco” os megaempresários, os detentores de grande parte do PIB nacional, oferecendo-lhes mais motivos, além daqueles que já tinham, para tornar a aliança perfeita: financiar, com dinheiro dos tributos pagos pelos brasileiros, negócios que levasse a economia nacional para fora do País, pois o espaço aqui, ao que deixam transparecer, já não podia atender as ambições de todos os gananciosos do Poder.

A população assiste a esse “espetáculo” e toma partido, desconfiando que ainda tem muita coisa para ser revelada, com novos protagonistas e em ambientes administrativos mais próximos de cada um.   

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Falta medalha e verdade

Rodolfo Juarez
Não dá para reclamar dos resultados que os atletas brasileiros que representam o Brasil nas Olimpíadas do Rio estão obtendo.
Há uma relação direta entre os resultados e o treinamento; entre o treinamento e os apoios logísticos; entre os apoios logísticos e o sistema de educação no Brasil.
Apenas para lembrar: o Plano Nacional de Educação começou a ser implantado onze anos depois da data prevista e que criou a expectativa para justificar a realização de uma olimpíada no Brasil.
Ainda está vivo na memória as comemorações feitas pelas autoridades brasileiras, na Europa, quando a notícia foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional, há 7 anos, de que o evento esportivo seria no Brasil.
Foram abraços, declarações efusivas e que justificavam os principais dirigentes brasileiros e os dirigentes cariocas a fazer promessas que não foram cumpridas e a falar do legado, mesmo que para isso fosse concretizado, algumas providências teriam que ser processadas a partir da base.
A principal base seria a Educação através do Plano Nacional de Educação, que também fazia parte da exigência de organizações internacionais para o desenvolvimento econômico e social.
O que era fundamental não foi feito e, pior, o que vinha sendo projetado foi engolido por um sistema corrupto que levou a prejuízos astronômicos a maior empresa brasileira e aquela que mais poderia, pelo seu gigantismo, contribuir, de maneira séria e produtiva com os atletas nacionais.
 Tudo o que aconteceu foi na conta-mão do que era preciso fazer, inclusive com o adiamento do começo da implantação do Plano Nacional de Educação. Além do que os professores - um dos principais elos da corrente -, foram perdendo a paciência e, primeiro nas universidades e faculdades e, depois, nas escolas públicas de ensino médio passou a vigorar o grevismo.
O prejuízo imediato foi sentido na educação física e os talentos que estavam selecionados e que precisavam ser preparados foram se perdendo pelo caminho, devido a falta de professores e um programa sério de preparação prometido para o evento – as Olimpíadas do Rio.
A alternativa de levar para a caserna alguns dos atletas com potencial foi, então, a maneira encontrada e que assim foi entendida pelas forças armadas que deram guarida, farda, patente e esperança para aqueles que buscaram e não encontraram arrego nas escolas públicas, com os seus professores de educação física e nos programas públicos que nunca foram efetivados.
A resposta daqueles que conseguiram pelo menos a tranquilidade para treinar nas horas de folga foi o que garantiu, até agora, as medalhas: uma de ouro, uma de prata e duas de bronze.
Um país de corruptos não combina com um país de medalhistas olímpicos.
Não que nos países campeões de medalhas tudo esteja às mil maravilhas com a educação, mas, uma questão é certa, todos estão tratando bem os seus talentos, sejam os atletas ou os seus empresários, funcionários públicos e os responsáveis pela inovação.

O desempenho abaixo do esperado é o resultado da fantasia produzida pela mídia e que prefere a ilusão à realidade, pois, assim podem vender os produtos que anunciam e garantir os gordos salários dos seus contratados permanentes ou temporários.  

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Por um Brasil melhor.

Rodolfo Juarez
A população brasileira vive a expectativa da votação, na Câmara Federal, do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Todas as atenções estão voltadas para o que os deputados federais decidirão em nome da população. Isso mesmo. Em nome da população!
Pode até não parecer, mas os brasileiros, através dos seus eleitores, escolheram em outubro de 2014, aqueles que representam cada um de nós, tomando as decisões em nome do povo brasileiro. O impeachment é uma dessas decisões.
Os reflexos e as repercussões de cada uma daquelas decisões e especialmente dessa, terão que ser suportados por cada um dos que formam a população do Brasil que nesse momento precisa de especial cuidado.
Alguns dos representantes federais da população brasileira estão em uma espécie de bifurcação, tendo que escolher um caminho. Uma escolha errada pode levá-lo a um precipício ou, doutra forma, fazendo outra escolha, pode levá-lo a um lugar que pode ser do interesses seu, de seus representados e do país.
Grande parte, entretanto, já está decidida, formando nas respectivas “torcidas organizadas” e esperando o momento para votar e ficar esperando até o final da sessão da Câmara Federal que está com programação esticada até o meio da noite de domingo.
O Parlamento Nacional está em xeque. Precisa dar uma resposta para que o povo brasileiro volte a reunir esforços e retomar o desenvolvimento nacional, pois este povo já está pagando muito caro pelo mau comportamento de muitos daqueles que foram escolhidos para representá-lo e que o decepcionaram.
A hora está propícia para uma virada na atitude de cada um daqueles que tem a competência e comprometimento colocados em dúvida, para cada um daqueles que, até agora, não honraram os votos que receberam de eleitores anônimos, entretanto interessados em um país que possa oferecer o que pode, mas que precisa de muito trabalho e compromisso para ser alcançado.
Os 513 deputados federais têm sob a sua responsabilidade, provavelmente, a mais importante decisão de todo o mandato que haverão de cumprir sob a confiança daqueles que os elegeram para estar ali, não exatamente para decidir sobre esse tema, o impeachment de um mandatário nacional, mas sobre os interesses do mais humilde dos eleitores que o escolheu quando votou em 2014.
Por ser uma questão nacional, o que for decidido é do mais relevante interesse para as questões dos estados federados e para cada uma dos municípios brasileiros. É por isso que, desta vez, não há espaço para espectadores, pois todos serão afetados pela decisão que for tomada.
Os amapaenses, certamente, estão nessa expectativa. Ninguém pode se considerar neutro nesse momento, pois o grande prêmio é o Brasil voltar a ter tranquilidade, quem sabe, voltar a crescer, desenvolver-se e retomar o seu rumo no sentido de dar melhor condições de vida para a população.
Os dirigentes públicos, todos eles, precisam compreender que o objetivo principal deve ser o bem estar da população e não, de um grupo de partidos políticos ou de um só; de um grupo de pessoas, ou de uma só. O interesse deve ser pelo geral. Pelo país.

Tomara que a decisão tomada sirva para reunir a competência e o comprometimento de cada brasileiro e a compreensão e o discernimento de cada uma dos dirigentes nacionais.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Todos os caminhos levam ao "pai"

Rodolfo Juarez
O Brasil experimenta um dos seus piores momentos quando a referência é economia, a gestão, a inflação, a atividade econômica, a política, a administração, entre outros indicadores que, na década passada apontavam um país pujante e em condições de formar entre as cinco maiores nações do mundo.
Além das informações incorretas que passaram a constituir o núcleo da estratégia para justificação de ações do governo federal, o cenário era favorável àqueles que, maldosamente faziam acontecer o pior e escondiam a realidade, deixando o povo apoiado em falsos argumentos e confiando em alguns bandidos de colarinho vermelho.
A eleição de 2014 foi a virada da consciência do povo brasileiro depois de ser desnudada a verdadeira intenção daqueles que construíram um plano de poder e que tinha no roteiro a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Para não faltar dinheiro foram, sem limites, ao principal poço onde estavam os reais, os dólares e os euros, tudo dinheiro público, mas usado como se pertencesse a uma facção nacional disposta a vencer a eleição a qualquer custo.
A candidata prometeu o que sabia ser impossível cumprir e o ano de 2014 nem terminou para que aparecessem os malfeitos submersos na campanha eleitoral. A mentira foi descoberta, mas de pouco adiantou: o mal estava feito e as consequência teriam que ser suportadas pelo povo brasileiro.
Acontece que o golpe foi profundo. A dor insuportável. Nasceu ai o desejo de mudar o rumo, alterar o quadro e, desde então se instalou no Palácio da Alvorada o Brasil virtual, “cheio” de coisas que não tem e não vai ter em curto prazo.
Os responsáveis procuravam escapar de todas as formas e maneira. Nessa época já estava em curso a operação Lava Jato que, depois das primeiras negações, acabou por descobrir o fio da meada que estava com Nestor Cerveró e  Paulo Roberto. Daí em diante veio o “carretel” trazendo empreiteiros, lobistas e laranjas e, agora, aproxima-se do “pai” que diz que não sabia de nada e que nada tem.
O modo de agir já tinha fiéis copistas no legislativo – nas duas casas em Brasília -, e por mais um monte de diversos lugares por esse país.
No Amapá apenas este ano já foram pelo menos duas operações policias: a dos “créditos podres” e a do “caminho do ferro”, e ainda estamos no terceiro mês do ano...
A força tarefa da Lava Jato e os promotores de São Paulo miram no mesmo alvo, pois consideram que não é possível que tenha havido tantos desvios de recursos pelos indicados e amigos do “pai” e, exatamente o “pai” de nada soubesse e de nada participava.
Recentemente houve um apelo à militância partidária, do seu partido logicamente, para ir às ruas, com o objetivo principal de intimidar aqueles que estão, cada vez mais próximos da realidade que ele conhece e encobre de todas as maneiras.
Em tempos de reinado do aedes aegypti que traz na “carroceria” a dengue a chikungunya e a zica, quase não dá tempo para ficar na defensiva e contra o mosquito, pois outros “mosquitos”, estes de coloridos colarinhos, obrigam os brasileiros voltar a sua atenção para o futuro.
A queda na atividade econômica implica em muitas coisas, entretanto, a parte mais importante é a queda nas transferências constitucionais que tem como carro chefe o Fundo de Participação dos Estados. Minguado, míngua também o orçamento do governo estadual do Amapá que, nesse momento, parece estar sem alternativa e “no porco”.
Resta a TV querer salvar as olimpíadas do Rio de Janeiro apresentando-a como se fosse uma olimpíada do Brasil. E isso não é verdade!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!

FELIZ NATAL!
Rodolfo Juarez
É Natal!
Um momento esperado por todos aqui no Amapá.
Podemos não ter bons administradores para os interesses da população, mas sabemos que somos bons de festa. Festeiros mesmo.
As praças das cidades estão enfeitadas, os prédios públicos iluminados, os grupos de cantatas fizeram o seu papel, os alunos da rede pública estão de folga, os concurseiros só param dia 24, as passagens aéreas tirando o olho da cara, a alternativa é a navegação fluvial, cada vez mais adequada e cada vez mais sentindo falta de um terminal de passageiros que dê dignidade àqueles que escolhem os barcos regionais para o deslocamento.
Os supermercados estão cheios. O que não está cheio é o carrinho de cada cliente que reclama da punição que recebem com uma inflação de quase 11%, de um salário sem aumento em 2015 e com a falta de respeito daqueles que não fizeram o que prometeram e que foram capazes de usar das mais diferentes desculpas para justificar a inapetência.
Um Natal difícil para o funcionário público que não teve aumento e viu os respectivos sindicatos perderem a batalha para os insolentes representantes do Poder Público que adiavam os pleitos e jogavam com as palavras criando dificuldades em um ambiente de crise, inflado pela corrupção que foi descoberta em muitas modalidades e em profusão durante o ano.
As notícias nacionais alimentavam os programas de televisão com listagem dos corruptos, dentro e fora do governo. Grandes empresas tiveram os seus dirigentes presos e afastados da direção, bancos servindo de instrumento para alimentar a corrupção que não cabia mais apenas nas faturas da Petrobrás ou da Nucleobrás.
Por mais de 500 dias o telespectador, ouvinte de rádio, o leitor de jornal segue o caminho das contas na Suíça, onde os corruptos escondem os seus dinheiros sujos, em diversas moedas e em diversas contas, disfarçado de todos os jeitos possíveis, inclusive em modalidade de empresas, inventadas pela criatividade dos corruptos, nas quais o dono do dinheiro deixa de ser dono e passa ser apenas titular dos ganhos.
Enquanto os brasileiros, antes desse Natal ouviam isso, acompanhavam as delações premiadas que trocavam informações por diminuição de pena e penetrava no caminho fedorento dos corruptos que nunca sabiam de nada e nunca tinham feito nada.
O Natal dos pobres está sacrificado!
As esperanças nas promessas feitas, principalmente para as famílias de baixa renda não foram cumpridas, as maracutáias chegaram às listas daqueles que sonhavam com a casa prometida, com a universidade financiada e com uma Pátria Educadora.
Aqui, no ambiente amapaense, desde o começo o contingenciamento do orçamento frustrou mais da metade dos agentes públicos que ficaram apenas “batendo ponto” e recebendo no final do mês porque não tinha o que fazer, pois o orçamento prometido fora contigenciado.
A maior construção foi a de um ambiente de crise, onde tudo estava difícil, mesmo que coubesse aumento de gastos com pessoal, seja na forma de contrato administrativo, seja no aumento de salário para os que já ganhavam bem.
O povo que se conformasse com as migalhas, fosse acalentado com as mentiras repetidas, pois, sabiam da máxima de que “uma mentira contada muitas vezes se assemelha a uma verdade”.
O desafio é continuar acreditando. Nenhuma medida modificadora foi tomada nem na esfera federal ou na esfera estadual.

Aguardar é o que resta para o povo poder ter um Feliz Natal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Que país e esse?

Rodolfo Juarez
Está difícil acreditar nas soluções que estão sendo propostas para resolver a crise que está instalada no Brasil.
Nem a presidente da República, Dilma Rousseff, nem o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros e muito menos o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha transmitem qualquer confiança para a população que vê o pais entrar em recessão técnica, perder o controle da inflação, gastar mais do que arrecada e contribuir para prejudicar a qualidade de vida durante os quatro anos deste mandato que ainda tem mais de três para serem cumpridos.
Não há respeito pela situação em que estão metidos os municípios e os estados, colocando em debate o pacto federativo, tão atingido internamente pela má gestão das receitas oriundas dos tributos pagos pelo contribuinte.
O orçamento negativo foi a prova que faltava para declarar a má vontade do governo em abrir mão de suas mordomias que vão desde a utilização de jatos até aos carros luxuosos que exigem para ficar à disposição.
O exemplo dado pelas autoridades do executivo e do legislativo nacionais segue em cascata, ganham força e chegam até aos municípios que viram os seus prefeitos fazerem paralização de um dia, em protesto à queda na arrecadação, enquanto alguns estados já sacrificam o povo aumentando a alíquota dos impostos até o ponto de suas necessidades atuais que são do tamanho das irresponsabilidades na administração dos interesses públicos.
Enquanto isso instala-se um balcão de negócios na sala principal do prédio onde está instalado o comando do Executivo Brasileiro, em Brasília, dividindo cargos entre partidos desde que garanta os votos, às cegas, no Plenário do Congresso durante a votação dos vetos, alguns deles sufocantes e prejudiciais ao povo brasileiro ou parte dele.
A voracidade do partido que está à sombra do Poder, o PMDB, mais uma vez se revela absolutamente insaciável, querendo mais poder ou lugar para colocar os seus apaniguados, pouco importando se vão ou não se interessar em resolver o problema do País ou estão apenas atrás de favores e mordomias que o poder pode lhe proporcionais.
As mexidas nos ministérios da Saúde e da Educação são demonstrações de pouco caso com esses dois setores que verão outras diretrizes definirem o seu rumo, certamente sem ter o contribuinte como seu principal objetivo.
O que o povo sofreu durante a greve o INSS não foi suficiente para despertar a competência dos dirigentes desses órgãos ou seus superiores, para evitar as lágrimas daqueles que saíram durante esta semana com marcações de atendimento para o ano que vem.
Ora, ainda estamos começando o 4.º trimestre do ano e já não tem atendimento antes do Natal.
É ou não um vergonhoso?
A indignação provoca um sentimento de revolta e de não compreensão das medidas equivocadas que estão sendo tomadas pelo Governo e ainda vêm os dirigentes do PT falar de um Brasil que não existe e apresentar resultados falsos no sentido de, mais uma vez, iludir a população.
Os brasileiros estão indignados por acreditarem tanto e começam a desconfiar das oposições oportunistas que se apresentam para ocupar momentos precisos nas tribunas das Casas Legislativas, apontando o dedo para a irresponsabilidade ou o crime daqueles que estão sentados na cadeira principal.

Uma vergonha!

domingo, 1 de setembro de 2013

O Acordo e seus penduricalhos

O ACORDO E SEUS PENDURICALHOS
Rodolfo Juarez
Aos poucos vão sendo divulgados os documentos que comprovam os compromissos assumidos pelo governo brasileiro depois das desagradáveis manifestações contra os médicos cubanos que acabaram de desembarcar no Brasil.
Tinha que haver outros motivos, além daqueles que foram fartamente anunciados. Agora se vê que, além dos interesses de compensar a população com um atendimento contínuo e profissional na área médica, haveria também, um grande interesse em compensar boas palavras e apoio na esfera estritamente política e de relacionamento ideológico.
As revelações de que o acordo que o Brasil firmou com a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, para desenvolver ações de acesso da população brasileira havia ocorrido no dia 26 de abril, dois meses antes do lançamento do programa Mais Médicos, feito no dia 8 de julho, afirmando que a prioridade seria de médicos brasileiros e destacando que “estrangeiros serão convocados para eventuais vagas que sobrarem”, constrangeu à autoridades do Governo que, até agora, não conseguiram explicar as evidências.
O contexto se complica quando se analisa a situação em que o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, dizia de forma voluntária, que o Brasil estudava a entrada de 6 mil médicos cubanos para locais com falta de profissionais da área da saúde.
Como “analisa” se já está firmado o acordo para que isso ocorra?
O acordo firmando com a Organização Pan-Americana da Saúde, em 26 de abril de 2013, tem um valor total de R$ 510 milhões, com comissão de 5%, a título de administração, para a Opas, mais R$ 12,2 milhões, para pagar as passagens dos médicos e ainda Diárias, sabe-se lá para quem, previstas em um total de R$ 1,3 milhão.
Nas explicações dos dirigentes do Ministério da Saúde o termo de cooperação (nome dado para o Acordo) com a Opas, em abril, o documento seria como um “guarda-chuva” para ações de reforço à atenção básica.
Na visão dos gestores do MS, os dois primeiros termos de ajuste ao contrato original (?), explica o Ministério da Saúde, tiveram caráter mais teórico. O terceiro, sobre os médicos cubanos, teve impacto mais prático.
O acordo tem validade de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco, e foi nele que se buscou a base para ser firmado, em agosto, o convênio com Cuba.
Aquele acordo não prevê o pagamento direto da bolsa de R$ 10 mil aos médicos cubanos, diferentemente do que acontece com os profissionais de outras nacionalidades selecionados para o programa Mais Médicos.
O governo brasileiro anuncia que o Brasil vai receber, até o final de 2013, 4 mil médicos, dos quais 400 já estão pro aqui, sendo alvo olhares que não vêm médicos e sim, cubanos mandados pelo regime Castrista.
E não seria difícil questionar quem pagaria a alimentação dos médicos e os seus alojamentos.
Pois bem, as despesas decorrentes da alimentação dos médicos cubanos e dos alojamentos foram assumidas pelos prefeitos que aderiram ao programa, em nome das prefeituras que administram.
Claro que é mais  um complicador, mas esse foi o compromisso assumido e que precisa ser cumprido. Com relação ao salário dos profissionais médicos, eles receberão como empregados do Governo Cubano, em Cuba, em torno de R$ 2.800,00.

E o restante? Bem, o restante fica para o Governo de lá!