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domingo, 30 de julho de 2017

Se correr o bicho pega, se ficar...

Rodolfo Juarez
Começa o oitavo mês do ano com a população cheia de expectativa e preocupação.
A expectativa deve-se pela situação política que o Brasil experimenta e que alcança os cargos da alta direção do país como, por exemplo, o de Presidente da República; e a preocupação pelo que causa isso tudo, ocupando os dirigentes nacionais e não nacionais em litígios que podem significar, inclusive, a cessação de mandatos ou designações.
Quando existe esse tipo confronto de forças políticas, por mais larga que seja a diferença entre o poder de um dos grupos litigantes comparado com o outro, sempre há espaço para os exagerados, os oportunistas e os que têm pouco interesse que a questão seja resolvida para que administração tenha ambiente para administrar.
Nesse momento conceito de “minha chance de aparecer” ganha nome, sobrenome e sigla. Alguns aproveitam a situação como oportunidade para demonstrar seus recalques ou mesmo as sua aspirações, outros querem apenas agitar para justificar erros ou tentar esconder o que não fez.
Há um aproveitamento geral do momento, por quase todos!
São, na imensa maioria, pessoas que tiveram habilidade para convencer o eleitor que tinha condições de representá-lo no Parlamento, e convenceram, tanto que estão por lá fazendo quase nada ou vociferando na defesa de suas conquistas.
O alinhamento ideológico deixa de ser um limitante. O que se defende é posição de contra ou a favor, seja lá do que for.
Enquanto isso os espaços abertos pelas controvérsias viram objetivo de outros agentes, especialmente públicos, para justificar as suas ações ou mesmo agir sem regras no espaço novo.
O mês de agosto de 2017, antes do dia 13, dia dos pais, ainda vai proporcionar momentos, na primeira semana, que são importantes para o Brasil quando, além da questão política-partidária, de situação e oposição, a população vai ver o funcionamento de regras da República e que se referem ao que é considerado o mais alto posto da Administração Nacional, a Presidência da República.
Sem entrar o mérito da disputa, haverá espaço para que todos vejam a Constituição Federal funcionando, as regras da democracia sendo exercidas por aqueles que, estranhamente, pregam o mesmo objetivo – conquistar o Poder – utilizando lados diferentes do mesmo tema.
Tomara que o resultado seja o melhor para o Brasil, para a sua Administração e para o povo brasileiro.
Os políticos, por suas próprias culpas, deram elementos para as suas próprias dificuldades e, agora, para reagir, os que lá estão precisam provar que têm condições de modificar o comportamento para melhor, além de recomeçar a conquista da confiança da população e demonstrar que o eleitor ainda tem motivos para renovar os seus mandatos.
Aliás, os mandatos dos atuais parlamentares são considerados, por eles e seus aliados, os maiores bens que possuem, pois sabem, que de outra forma, verão suas chances de obter novos diplomas desaparecerem.
Por incrível que possa parecer, mesmo tendo a chance de dizer sim ou não para a permanência do presidente do Brasil no cargo, os atuais mandatários é que estarão sendo avaliados pelo eleitor para a grande decisão no dia 7 de outubro de 2018.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Administração pública: quanto mais confusa, melhor para quem?

Rodolfo Juarez
Será que ainda cabe ser condescendente com o administrador público que se mostra irresponsáveis com os interesses da população?
Parece que sim!
A população é sempre tida pelos administradores públicos, com as honrosas exceções para justificar a regra, com possível de manobrar, enganar, iludir e fazer dela um instrumento de legalização de suas propostas indecentes e que sabe não estarem de acordo com os interesses da maioria e sim com os interesses de alguns.
Vários são os aspectos da Administração Pública no Amapá mostra que esse costume está arraigado nos escaninhos do poder e que confronta os avanços que estão nas leis, regulamentos, orientações e recomendações.
Alguns agentes públicos não entendem que, enquanto não estão realizando o que a população quer, não estão fazendo nada, ou pior, estão piorando as condições de que essa mesma população dispõe.
Assuntos como criança, juventude, idoso, minorias afinal, são tratados como se a Administração estivesse fazendo um favor e não uma obrigação. Mesmo levando essas minorias para os encontros de “planejamento” que colocam os mais diferentes nomes, mas aquele que tem mais apelo é o “orçamento participativo” que nada garante para a população, mas dá discurso para o político que está na eventualidade de um mandato ou de um cargo público.
O limite é o recurso disponível que, naturalmente pode ser subtraído ou aumentado conforme a necessidade do eventual plano que se tenha para desenvolver.
As reclamações dos dirigentes dos conselhos de idosos, conselhos da criança e dos adolescentes, e tantos outros conselhos que têm composição paritária, com agentes do setor público e agentes do setor não público, e que só é assim porque a lei manda e se assim não fizer os recursos federais podem ser bloqueados, ter fluxo interrompido, entre outras punições.
Inteligentemente as regras mandam que em períodos alternados sejam exercidos os cargos de mando por pessoa oriunda de cada um dos setores. Quando a direção é do setor público há uma debandada dos representantes da sociedade organizada e o dirigente culpa os membros da sociedade pelas faltas, mesmo sabendo que o transporte é difícil e caro, o local não foi discutido com todos, e a ele, representante social, não foi dado o devido valor.
A impressão que se tem é que o erro está entranha da Administração Pública e, principalmente no Executivo que, quanto mais representativo, mais anônimo e mais longe do povo e quer se manter, ao que parece, mais para esconder as suas decisões do que para cumprir um cronograma ou plano de trabalho estabelecido.
O tempo passa e o costume se agarra, através das pessoas, nos erros. Basta observar a linguagem e procurar entender por que, por exemplo, se diz que o “orçamento do governo só abre em março”.
Isso não tem motivo. Vivemos em um mundo informatizado onde os bancos dão exemplo de eficácia e nem param mais um dia todo para fazer o seu fechamento de balanço no dia 31 de dezembro.
Ora, sé é assim para o sistema bancário, porque não poderia ser também assim para o sistema público?
Todos sabem que o prejudicado é o povo, exatamente aquele povo de onde saem os eleitores que vão escolher os seus representantes e administradores.

Deu para perceber?

domingo, 16 de agosto de 2015

Reinventar a forma de governar

É PRECISO REINVENTAR A FORMA DE GOVERNAR
Rodolfo Juarez
A queda na arrecadação estadual exige adequações no orçamento que vão além de um simples contingenciamento. A eficácia desse procedimento não repercute o interesse público, pois, se de um lado segura os gastos públicos, de outro engessa a atividade dos agentes públicos que ficam sem condições e exercer suas atribuições.
Com o orçamento contingenciado todo o plano da unidade que dependa de recursos para o seu desenvolvimento, fica comprometido ou sem condições de ser executado.
A falta é de tudo: combustível, pessoal, material de expediente, material de limpeza e manutenção, para o cafezinho, o material descartáveis, além de um ambiente adequado àqueles que não estão dispostos a enfrentar a crise como ela precisa ser enfrentada: com determinação e inventividade.
Nota-se uma falha geral no processo de planejamento que engatinha, titubeante, como se não conseguisse descobrir o tamanho da encrenca.
Recomendar que todos atentem para contenção de despesas é muito pouco para tornar efetiva qualquer proposta. Alertar para a queda na arrecadação é informar o óbvio, pois, nem todos os setores estão influindo para que a receita se recupere e a arrecadação confirme o que foi calculado quando da elaboração do orçamento do Estado.
O governo, com poucas exceções, está praticamente parado, inerte, sem intervir para melhorar a performance da administração. Ninguém está satisfeito com os resultados que estão sendo obtidos, muito embora todos entendam o que está acontecendo.
O tamanho da Administração Estadual suga todas as receitas e obriga a cada setor caminhar lentamente, como um grande animal disforme que tem fome e não tem onde buscar fonte de energia.
É preciso reinventar o Governo. Redimensioná-lo para poder desempenhar o seu papel antes de tudo se tornar ainda mais difícil.
Não nos parece que o governador - e sua equipe de gestão econômica e gerencial - tenham força para modificar alguma coisa, mas é importante lembrar que, como está o custo social é muito alto.
Assim não dá para melhorar o atendimento na saúde, os resultados na educação de responsabilidade do Estado, melhorar a segurança pública e ainda atender as questões sociais, culturais, esportivas e econômicas que pipocam todas as horas, demonstrando que precisam de intervenção.
A honra de ser governador do Estado pode se transformar em um pesadelo com sacrifício de pessoas que pouco ou nada têm a ver com a situação atual. Mas é preciso interpretar a administração. É preciso inventar novas maneiras de gerenciar para poder enfrentar os problemas novos que estão por ai para ser vencidos pela Administração.
Uma questão, entretanto, não pode fugir do controle, a emoção. E neste caso seria a emoção por uma situação de percurso e que pegou todos desprevenidos, alguns pela falta de atenção e outros pelo completo desconhecimento de cenário.
O governador precisaria de uma equipe forte para ajuda-lo na tarefa de governar, de aliados focados nos interesses do Amapá, para poder indicar os caminhos a serem percorridos por todos, de um corpo funcional comprometido e motivado para ter a capacidade de se responsabilizar pela mudança de rumo.
Quando mais houver isolamento da equipe de comando, mais se agigantarão os problemas e mais dificuldades se acumularão para todos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Boa sorte para o povo.

Rodolfo Juarez
O Estado do Amapá está como um novo governador. Renovam-se as esperanças dos mais de 700 mil habitantes que povoam os limites amapaenses, considerando não a novidade, porque Waldez já governou o Amapá por 7 anos, em dois mandatos, mas palas circunstância sob as quais o governador assume o governo.
Mais experiente, mais experimentado, mais vivido e conhecedor das dificuldades da população, Waldez Góes pode fazer muito pelo esse povo que lhe deu grande margem de apoio e que agora quer, simplesmente, que esse apoio seja transformado em realizações que possibilitem a melhoria da qualidade de vida dos que aqui moram.
De fora não dá para ver tudo, primeiro porque sempre é colocada uma cortina entre a realidade e o que se mostra, entretanto nada é novidade para o governador que não pode falhar.
Acredito mesmo que, se falhar, dificilmente terá outra oportunidade, nem mesmo na representação da população no parlamento nacional, como já indicou que pretende caminhar na política.
Já percebeu que muitas coisas mudaram de 5 anos atrás para cá, independentemente do que foi feito ou não foi feito por Pedro Paulo e Camilo Capiberibe nesse intervalo de tempo.
Já deve ter percebido que a população está inquieta, querendo respostas rápidas e é preciso haver maturação em alguns projetos para que não haja prejuízo para o resultado e muito menos pressa para dar a resposta errada, disfarçando a realidade.
O governo do estado entrou em uma espiral comum, levando na ventania outros órgãos da administração estadual, alguns com os quais tenta agora se posicionar para evitar o roldão que sempre prejudica as administrações, pois são ativados por maçaricos que facilmente perdem o controle da chama e ao invés de acender as atividades, toca fogo em todo o projeto.
Não há administração vitoriosa se não houver repartição de funções. A moderna administração pública já não suporta o autoritarismo, o “de cima para baixo”, como se houvesse sobra de esforço dos de cima em comparação com os de baixo.
O governador vai precisar definir as prioridades para poder dar uma cara para o Governo. Não adianta imaginar que essa cara vai aparecer tão logo as questões entre nos trilhos.
E sabem por quê? Porque os trilhos não estão alinhados e será preciso uma correção nesses elementos da administração.
A equipe de governo, por mais encontros que possa ter havido, por mais promissora que possa parecer, algumas peças não se encaixarão, não darão certo e, muitas vezes, não pela preparação delas, mas pela falta de rumo que precisa conhecer e que não lhe foi apresentada.
O rumo de uma gestão não está nas obrigações dos gestores. As obrigações são obrigações e não precisam de azeitamento. É por isso que honestidade, competência, dedicação, compreensão e tantos outros qualificativos são inerentes ao agente público. O que precisa é de compromisso.
Então, saber o agente público que deve estar comprometido com a administração é o grande exercício.
Não pode pensar ele que o cargo de confiança é por causa da filiação partidária, da amizade pessoal, ou porque gritou mais alto na campanha.
Campanha é campanha! Governar é governar!

Boa sorte para o povo. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Mais uma chance

Rodolfo Juarez
A administração pública amapaense tem, outra vez, uma grande chance de se apresentar para a população e para o Brasil como administração eficiente, moderna e adequada aos tempos que exigem completa transparência dos gastos públicos.
Já faz algum tempo que o discurso não representa a prática dos administradores que, querendo ser populares acabam por adotar medidas que centralizam as decisões e dificultam o desenvolvimento de todos os setores.
Nem mesmo aqueles setores que são de direta responsabilidade do Estado, como o setor de serviços públicos, consegue ser modelo e apresentar-se como referência para aqueles setores que dependem de outras forças, principalmente as forças políticas e as forças empresariais.
A transparência, ao contrário do que é apresentada hoje, é uma necessidade administrativa muito mais eficiente para evitar os erros do que para apresentar esses erros para a população. Os erros podem ser maquiados, protegidos e enlatados ao ponto de nem serem percebidos. A prática de esconder ou dissimular os erros é muito presente e suficientemente estudado para ser eficiente.
É lamentável que seja assim!
Dessa forma a administração dispensa, sumariamente, a contribuição que a população pode dar a qualquer processo administrativo que esteja sendo colocado em prática, sem a retroalimentação necessária ao mais simples sistema de planejamento.
Aparentemente não há razão para se trabalhar com uma transparência tão embaçada, tão difícil de ser entendida, a não ser quando se buscam a desavença e a discórdia, temas que foram preferidos de alguns administradores nestes últimos anos da administração pública amapaense.
Para tornar eficiente a máquina estatal é preciso agir no começo dos mandatos, pois, de outra forma, quando a equipe “se acostumar com o padrão” as dificuldades serão bem maiores.
Abusar da simplicidade deve ser a regra. Aliás, faz tempo que a administração pública no estado do Amapá se mostra muito mais pela aparência do que pela eficiência.
Agora mesmo, no Natal, imaginando diminuir os pecados administrativos praticados durante todo o ano, os órgãos se apressam para parecerem interessados no povo, fazendo campanha de doações, cantatas natalinas e outras coisas do gênero.
Apesar de caber esse tipo de ação, seria muito melhor cultivar a racionalidade nos comportamentos e uma busca continuada da paz entre as pessoas que são responsáveis pela gestão dos órgãos do Estado e reconhecesse as dificuldades de todos, equalizando os comportamentos e deixando o individualismo de lado, entendendo as dificuldades que o povo está passando e, até empregados diretos e indiretos do Estado que estão tendo dificuldades para receber os seus salários.
Simplificar a administração amapaense, juntar o Amapá Real ao Amapá Virtual, que está desenhado na cabeça dos administradores, é uma necessidade que se impõe sob pena de continuar a perda de tempo, a pioria da qualidade de vida da população, o desentendimento entre os administradores e a falta de confiança nas propostas que são apresentadas pelos governantes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TFD e o caos

Rodolfo Juarez
É muito séria a questão dos que precisam se valer do Programa Tratamento Fora de Domicílio para continuar com esperança de cura, principalmente quando a doença é o câncer, que é majoritária na comparação com outros males.
Para enfrentar esse tipo de problema, além de ser autoridade pública, é preciso que a pessoa que esteja investida nesses cargos, seja sensível, reconheça a premente necessidade de que todas as outras pessoas têm para serem atendidas pelo programa e principalmente, demonstre um mínimo de respeito à pessoa humana.
Não se trata de responsabilidade de um setor, uma seção, ou uma repartição da unidade pública de saúde, se trata isso sim, do envolvimento de todos, desde o secretário de estado, ou mesmo o governador, até aquele que vai acompanhar o doente para receber o tratamento que o Estado, como ente, não consegue oferecer.
Está claro que, economicamente, tudo indica que tomar as providências para que o Estado possa atender a sua população é o caminho mais certo e que, os casos excepcionais, esses sim, sejam tratados em centros mais avançados.
É importante o agente público que é responsável por qualquer parte do atendimento ao necessitado doente, entenda que está preservando um direito que está posto nas regras definidas na Constituição Federal, aceita pelos governantes e esperança dos contribuintes.
Não podem os agentes públicos, continuarem errando tanto, deixando as questões se avolumarem, ao ponto de criar mais problemas para aqueles que já têm um problema maior – um problema de saúde.
A situação problemática do tratamento fora de domicilio não é de agora, deste governo, é seguramente um problema de estado e que ganha prioridade devido às condições que foram permitidas chegar o cenário.
Agora uma coisa é certa, um governo que não consegue domar um problema dessa monta está muito longe de domar problemas mais graves e que precisam de decisões difíceis e feitas no limite da regra. Esse não. É um problema escancarado, no âmago do governo e que consegue alimentar as dificuldades da administração e a gordura da rejeição dos governantes.
Otimizar o tempo é uma das providências iniciais dos gestores públicos. Em regra não há tempo a perder com problemas que estariam resolvidos se bem cuidados fossem. Afinal ninguém quer sofrer, ninguém quer dor, mas ninguém quer também, ser deixado pelos cantos, abandonado pelo Estado.
Um problema que se resolve apenas com boa vontade, com dedicação, com responsabilidade.
Entender que não tem tempo para esperar deve ser a regra dos que assumiram a responsabilidade, sem ter que alegar as regras, acordos feitos com quem pode pela metade, muito menos que isso, com agentes públicos que não estão lotados na área de saúde.
Se não tiver capacidade de compreender a necessidade dos doentes, que compreenda a dor que eles sentem e das respectivas famílias.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Macapá precisa de uma administração profissional

Rodolfo Juarez
A divulgação do total da população do Estado do Amapá e de quantos habitantes cada município tinha no final de 2013, além de ser um recado importante, é uma chamada para que todos prestem atenção no que está acontecendo.
No período entre o ano 2000 e o ano de 2013 o Estado do Amapá teve um incremento na população residente correspondente a 287.964 habitantes, equivalente a 54,07%, não uniforme entre os municípios, mas com a necessidade de análise social, urbana, administrativa e de desenvolvimento.
Esse número, em média, durante os 13 anos, cresceu 19.844 habitantes, relativamente um número que está muito acima do crescimento da população brasileira e que, por isso, precisa ser analisado, de forma detalhada, para que esse crescimento não se volte contra o equilíbrio que a sociedade local busca e espera.
A cidade de Macapá, nos últimos 13 anos, de 2000 a 2013, teve um incremento populacional médio de 11.843 habitantes por ano, o suficiente para exigir construção de 2.369 residências por ano o que equivale à disponibilização de 148 quadras, cada quadra com 16 lotes, no tamanho mínio (10m x 20m), necessários 29.600 m2 de área, além da parte reservada para os equipamentos urbanos como vias (ruas e avenidas), praças, parques e locais para construção de escola, posto médico e centro comunitário. Cálculo baseado em famílias com 5 membros.
Macapá, do ano 2000 ao ano 2013 cresceu de 283.308 habitantes (2000) para 437.256 habitantes (2013), correspondente à 54,3%.
Todos os 16 municípios amapaenses apresentaram crescimento da população. Todos sem exceção. Aliás, apenas o Amapá e Alagoas não tiveram município com encolhimento da população.
Esse registro também indica que a população está alcançando idades jamais experimentadas e que os idosos precisam, naturalmente, de ambientes onde possam ter melhor condição de vida, pelo menos equivalente àquele plus que está ganhando pela evolução dos dados sobre os quais não tem qualquer domínio.
Apenas para possibilitar melhor análise dos dados, é importante lembrar que, em todo o Brasil, 1.178 municípios (21% do total), nesse período entre 2000 e 2013, viram as populações encolherem.
No Estado do Amapá, o município de Pedra Branca do Amapari cresceu 220% e o segundo município brasileiro a apresentar esse crescimento populacional. Perde apenas para o município turístico de Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro, que viu a sua população crescer em 235,5%.
Essa situação está exigindo uma ação diferenciada dos agentes públicos no Amapá, principalmente aqueles vinculados ao Governo do Estado e às prefeituras municipais, para que, daqui a pouco, o problema não esteja completamente fora do controle.
O que está acontecendo em Macapá já é reflexo do tamanho do problema, com tamanho suficiente para mostrar que o Município, sozinho, não tem mais condições de resolver os problemas atuais, que estão com tendência de crescimento e assustando aqueles que deveriam resolvê-los.
Se os administradores do município de Macapá não equacionarem o problema até 2015 e mantendo a tendência populacional apurada pelo IBGE, muito provavelmente, os dirigentes não darão mais conta de resolver os problemas dos municípios.

É hora de começar debater abertamente a situação atual. Buscar descobrir os meios que poderão ser utilizados para resolver as questões e, principalmente, equacionar essas questões para serem resolvidas à longo prazo, sem a preocupação com os votos e com a implantação de uma administração profissional, onde o foco seja a população e os objetivos sejam os princípios urbanos e rurais verdadeiramente adequados aos municípios do Amapá. 

domingo, 13 de abril de 2014

Governo não é teta

Rodolfo Juarez
Não tenho mais nenhuma dúvida com relação à absoluta necessidade de mudança no modo de exercer do próximo mandato de governador do Estado.
O modelo atual chegou à exaustão e deve ser encerrado indicando os rumos que o gestor precisa tomar a partir do dia 1º de janeiro de 2015 que possa começar a recuperação do Estado, não aquela dita nas peças publicitárias, mas aquela feita no âmago do governo, na proposta do governador e na essência da administração.
Não dá mais para imaginar que o governo é uma pizza e que o governador é aquele que tem o compromisso de dividi-la entre os seus parentes, amigos e conhecidos, ouvindo a canção do seu partido e os aplausos daqueles que apadrinha.
Chegou a hora de trabalhar pelo povo do Estado.
Não tem mais como imaginar que a Administração é uma ação entre amigos e apropriada para pagar bons salários àqueles desempregados que grudam nas luzes do governo cobrando, desesperadamente, os serviços que diz ter prestado na campanha eleitoral.
Chega de auxiliares do tipo “sim senhor”, que faz tudo para agradar o “chefe” da forma como o chefe gosta. Se for juntinho, segurando a caneta com o bloco de recados, é assim que ele vai; se for distante, fazendo-se presente pelas ondas do rádio, também serve.
Não cabe mais assumir o comando da administração e dai em diante, passara a colocar a culpa no antecessor, mesmo para providências que jamais o antecessor poderia ter tomado.
Não cabe mais, também, chamar todos os amigos desempregados e pedir para que faça a escolha onde quer ficar. Inclusive em casa serve.
Não dá para assumir no dia primeiro e já no dia 2 estar imaginando os conchavos e as alianças que precisa fazer para garantir a próxima eleição ou a escolha para ser mandado para um órgão público, colegiado, de preferência um daqueles que tenha vitaliciedade como prerrogativa do nomeado.
A partir do dia 1º de janeiro de 2015 o governador deve adotar uma postura profissional, mesmo que isso lhe custe apenas um mandato, que lhe custe abortar o plano de poder, de eleger um familiar ou o cônjuge ou ficar rico o suficiente para nunca mais precisar trabalhar.
O governo não é teta de vaca que só sirva para alimentar os seus filhotes. Primeiro porque os governantes não são filhos do governo e depois porque esse plano nunca é discutido com os eleitores.
Funcionando assim, funciona errado e não sai do lugar ou fica contando passo de um lado para o outro, sem qualquer resultado.
É preciso o governante que assumir no dia 1º de janeiro de 2015 olhe para dentro governo, recorra aos servidores do Estado e oriente para a elaboração de um plano de desenvolvimento local, duradouro, responsável e que seja do interesse da população.
Dar exemplo para as administrações municipais também faz parte da administração estadual. Já deu para perceber como os prefeitos têm facilidade de copiar o modo de administrar do governador do Estado.
Centrar, ter um objetivo, principalmente um que supere o narcisismo a que são acometidos governadores, prefeitos e outros executivos públicos, que sentem necessidade de que deles seja sempre falado bem, mesmo que para isso tenha que pagar os donos das emissoras de rádio e televisão e de jornais, como também escalar pessoas para ficar nas redes sociais postando avaliações distorcidas, incompletas e que não servem para orientar a população.

Afinal de contas o governador que assumir no dia 1º de janeiro de 2015 precisa dar chance para o Estado, chance para o povo desse Estado.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

À espera do líder

Rodolfo Juarez
É muito grande o número de pessoas que espera por uma administração que sirva de exemplo através de pontos certos e que possa ser a referência para todos.
Há muito tempo que a população amapaense está buscando um líder para assumir o comando dos interesses de todos e que possa aproveitar os recursos que são disponibilizados para preparar a infraestrutura do Estado, com segurança, honestidade e competência.
Muitas tentativas já foram feitas, para algumas delas deram até mais de uma chance para que o indicado realizasse o que dizia que podia realizar, muito mais por entender que era possível fazer, do que confiança na criatividade, na inventividade ou competência ou mesmo, no discurso daquele que se apresentava para a tarefa.
Apesar de tudo isso, a conclusão que a maioria chega é de que é possível realizar um trabalho no Amapá que melhore a condição de vida das pessoas, através das ações dos agentes públicos.
E por que não aconteceu isso até agora? Afinal faz 22 anos que a autonomia político-administrativa do Amapá foi entregue à população amapaense.
Claro que esse é o maior questionamento.
As chances foram dadas, as condições indiscutivelmente oferecidas, mesmo assim ainda não foi ouvido o “muito obrigado” para qualquer um daqueles que se apresentaram para realizar esses sonhos e transformar os projetos da sociedade em realidades para a população.
Ainda é muito difícil se mostrar bons pontos daqueles que estiveram, por muito ou pouco tempo, no comando dos interesses do Estado, pois, nem mesmo estes agentes, que tiveram à frente daqueles interesses, destacam alguma conquista.
As dificuldades que encontram para firmar conceitos que possam servir de exemplo para o futuro gerencial público deles mesmos é muito grande, isso bastaria para servir de amostrar para o pouco o quase nada de extraordinário feito por aqui.
Os homens e mulheres que já tiveram essa oportunidade dão a impressão que nunca desistiram e de que não estão dispostos a desistir, tal a persistência que demostram nas disputas pelos cargos que são oferecidos.
Até agora exemplo é buscado sempre no avesso, isto é, sempre no negativo, naquilo que não foi feito.
Certamente um erro, pois, todos eles, continuam perpetuando os equívocos deles mesmos e deixando o cidadão com a sensação de que vai ter que escolher entre o pior e o menos pior.
Um ambiente difícil em qualquer circunstância, para qualquer povo e para qualquer cidadão.
E mais: a impressão que fica é de que esses que têm os seus problemas expostos todos os dias, perderam o senso de dignidade, pois seriam eles que ocupariam os lugares reservados para os homens e as mulheres mais importantes da comunidade local.
A pouca diferença que faz isso, para eles, está fazendo uma grande diferença para a população que, há muito, espera por um líder em condições de receber toda a confiança e não caminhar tempos e tempos, às vezes o tamanho do mandato, no vale da desconfiança.
É certo que o líder de um povo não se lapida de uma hora para outra, ou está em exposição aqui e ali. Um líder precisa ter características específicas, do tamanho da necessidade dos seus liderados, mas, apesar de não ter aparecido até agora, todos acreditam que está chegando a hora dele aparecer.

Afinal de contas também somos filhos de Deus!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A desculpa está pronta

A DESCULPA ESTÁ PRONTA
Rodolfo Juarez
É preciso que algumas pessoas, agentes públicos pagos com o dinheiro do contribuinte, entendam qual o seu papel, nesse momento, na sociedade.
Não satisfeitos com os lamentáveis erros e procedimentos carregados de má-fé, prática de agentes públicos corruptos, ainda, pelo meio deles se metem alguns, com procedimentos igualmente errados, para comparar os procedimentos dos outros e os deles.
Uma situação que em nada contribuiu para o fim a que se destinam todas as ações policiais, judiciais e sociais que têm como objetivo eliminar, de forma definitiva, os modos avaliados como errados e que estão sendo combatidos, afastando os que falharam na consecução de suas atribuições.
Comparar mal feitos é o fim da picada para qualquer um.
O mais grave é quando essa comparação é feita por aqueles que estão com a incumbência de evita-las, eliminá-las definitivamente, para que os mais jovens compreendam que o que tem que ser feito dá trabalho, exige dedicação e, principalmente, compromisso com comportamentos corretos.
Se os gestores públicos compreenderem que precisam desempenhar o papel a que se propuseram, também dando exemplos, não mandavam trabalhar no sentido ganhar a simpatia de um ou de outro, através de atitudes que não se baseiam no interesse comum.
Nesse momento, a impressão que se tem e que está na vez, fazer com que as pessoas mais pobres acreditem que não tem como modificar de vida e que é muito bom aceitar as migalhas das sobras daqueles que têm muito.
Só resta acreditar que, sem perceber, os que mais podem vão empurrando para mais longe, os que menos ou nada têm ou podem. Afastando-os definitivamente da zona onde poderiam gritar e reclamar das condições às quais foram levadas e lá deixadas, de preferência com os olhos vendados e os ouvidos tapados.
Quem disse que a solução para os problemas dos mais pobres da sociedade não está com eles, com os mais precisam?
Quem pode deixar de considerar todos os dados que indicam que essas pessoas, irmãs de todos nós, foram empurradas para a situação de miséria em que vivem, enquanto os poderosos, a cada dia, mais demonstram poder e riqueza, mesmo que entre eles esses estejam a União, os Estados e os Municípios.
Mas, mesmo neste cenário, algumas autoridades nem olham para o rumo onde sabem que estão essas pessoas, preferem ficar comparando os malfeitos, gastando o tempo que têm bem pago, também por aqueles mesmos miseráveis, para os quais não querem olhar.
O ano que está terminando não foi bom para a imensa maioria dos que moram nesse Estado. Boa parte deles está, nesse momento, pedindo que o ano acabe, para que, como se num passe de mágica, tudo revirasse e os que mandaram em 2013, sejam os mandados no ano que começa daqui a pouco.
Não se trata de A ou B. Se trata isso sim, de uma realidade que, tem grandes chances de não estarem sob a influência, até, do A e do B.
Como não dá para desconectar, o jeito é continuar conectado, acompanhando os gastos do orçamento, os atrasos nos projetos e o aumento da energia elétrica.
Os amapaenses, além e pagarem o preço dos problemas financeiros e fiscais da Companhia de Eletricidade do Amapá, agora terão que engordar os bolsos das estatais que têm compromissos extranacionais que precisam apresentar resultados positivos, nem que para isso tenha que aumentar a tarifa de energia local, pagas pelas pessoas que moram aqui e com as quais pouco ou nada se importam.
Mas cuidado!
A desculpa está pronta!


domingo, 24 de novembro de 2013

Retirando os ciscos

RETIRANDO OS CISCOS
Rodolfo Juarez
O dia a dia de uma administração precisa ser realimentado de motivação todos os dias, nem que seja para que o mundo exterior possa sentir as modificações que são naturais, pessoais e necessárias.
Perceber isso é muito difícil, principalmente quando a relação se fundamente em princípios que são diversos daqueles que são adotados na gestão pública e na orientação profissional, mais, ainda, o que se lhes são exigidos quando se trata do interesse público.
Claro que desde o começo desta administração do PSB José Ramalho, fiel soldado do partido, era esperado como o secretário de estado do Planejamento Orçamento e Tesouro. Afinal de contas o preparo técnico e a experiência administrativa indicavam exatamente isso.
Mesmo assim, foi convencido a aceitar a Presidência da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA, uma empresa em dificuldades extremas e tendo como alternativas de solução, a federalização ou a caducidade.
Chegou sabendo que nenhuma das duas saídas apresentadas agradava quem quer que fosse. Ainda estavam nos ouvidos dos amapaenses, os apelos, tão frequentes na campanha de 2010, que se sustentavam em expressões como: “a CEA é nossa” ou “a CEA é patrimônio do povo amapaense”.
Duas verdades incontestáveis. O que não fora dito, entretanto, que esses apelos eram rótulos de uma empresa em vias da falência, com uma defasagem no balanço patrimonial que superava um bilhão de reais.
Pois foi lá que José Ramalho foi parar! E não deixou de prestar a contribuição que pode, mesmo, em algumas oportunidades, dando a impressão que se enganara com os dados que lhe havia recebido ainda no período da transição de governo, em 2010.
Os anos de 2011 e 2012 foram, ao mesmo tempo, de muito trabalho e de muitas desculpas, algumas destas sem qualquer fundamento e, até necessidade, a não ser as que tinham o propósito de ganhar tempo para, então, trazer a realidade da empresa ao conhecimento da população.
No final, deixou a Presidência da empresa entregue ao representante do novo dono, incumbido de continuara o trabalho e de receber, por inteiro, a empresa.
Enquanto isso os governistas viam a aproximação da eleição de 2014 e o surgimento dos adversários, alguns com capacidade de disputa e outros apenas com vontade de experimentar uma candidatura em 2014.
Juliano, ocupado na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Tesouro, tinha que dividir o tempo, já escasso, entre a secretaria e a preparação da campanha, inclusive no sentido de aparar algumas arestas dentro do partido do governador, o PSB.
Sopa no mel: sai Juliano, da Seplan (Secretaria de Orçamento e Tesouro), para assumir a novíssima Segov (Secretaria de Governo) onde, mais livre, poderia cuidar dos interesses políticos do governador, entre eles, algumas alianças que são consideradas fundamentais para viabilizar a campanha de 2014.
Esse novo arranjo para o Governo do Estado realimentou os ânimos, pois, agora, acreditam que podem evitar, antes de ser tornarem públicos, os erros cometidos e que vinham preocupando a todos os que fazem o PSB e que precisam assumir as rédeas das negociações.

A ordem agora é trabalhar para que não haja qualquer cisco no caminho da administração, porque já está claro que o modelo de gestão tem encontrado dificuldade para ser compreendido pela população, ou para alcançar os resultados que foram planejados e que fazem parte dos planos do governo.

domingo, 22 de setembro de 2013

Nem do parceiro nem do passado

Rodolfo Juarez
Os gestores municipais, nesse momento, passam a impressão que se perderam e estão sem saber o que fazer, no sentido de atender aos milhares de pedidos e cobranças que lhes são feitos, todos os dias das mais diferentes partes ou setores da cidade e do interior.
Não dá para saber se estão presos no emaranhado de promessas feitas, quando da campanha eleitoral, ou se se debatem com as modificações do humor de alguns aliados, efetivos ou imaginários, que nem sempre se valem de comportamentos democráticos para orientar os seus sonhos.
O clima nunca esteve bom entre a população e os gestores municipais, mas agora, também começa a fazer água a relação entre os gestores e os aliados que, de aliados, já não têm nada ou têm pouquíssima coisa do que já tiveram.
A administração tem colocado os gestores, pelo menos é o que parece, em dificuldades para responder perguntas importantes e que exigem respostas urgentes, inadiáveis, como é o caso da coleta de lixo domiciliar, que está esbarrando em problemas que nada tem a ver com o passado e muito menos com o valor. Tem sido travado por erros de pessoas que, ou não dão a orientação certa ou entrega a providência para quem não está habilitado a desenvolver o processo que culminaria com a contratação da empresa concessionária do serviço.
Isso quer dizer que o setor operacional, para o qual está entregue a tarefa, não pode agir, pois, não lhes são dados os instrumentos. Mesmo assim precisa haver a compreensão de que essa tarefa tem que ser executada e, nesse caso, a executora é a própria Prefeitura, não cabendo culpa para parceiros ou para o passado.
Mas a coleta de lixo domiciliar é apenas um ponto, importante, mas um ponto, e por isso, devem os gestores permanecer atentos a tudo que se refere ao assunto, mas lembrando de que outras tarefas aguardam por medidas igualmente importantes, pois, afinal de contas, em se tratando de administração municipal, as atribuições dos administradores são relevantes e importantes, todas elas.
Mesmo que tenha que desfazer a teia fio a fio, mesmo que a concentração exigida seja total, é preciso que as ações sejam continuadas, sem interrupção, pois, só dessa maneira os munícipes poderão compreender os atrasos e, até, os malfeitos ou a falta de tentativa.
Há 100 dias do término deste ano, há quem ainda lembre do prometido para ser realizado nos primeiros 100 dias deste mesmo ano, eleito pela própria administração municipal como o período em que, o que não pudesse ser feito, seria colocado no trilho para que a viagem administrativa começasses e os resultados prometidos aparecessem.
A população, além de não acreditar mais em promessas, está desconfiando de tudo, inclusive daquilo que entende ser possível realizar, mesmo que seja fruto de uma promessa.
Todos já têm tempo necessário para entender a administração municipal, mesmo para aqueles que nada sabiam sobre o assunto. Já passou da hora de pedir as ajudas, principalmente daqueles que podem e querem ajudar. Já passou o tempo de carência que a população dá para todos aqueles que demonstram boa vontade com o serviço público.
O tempo que passou, passou. De nada adiantam as lamentações, as desculpas ou as alegações de dificuldades. Afinal o eleitor confiou e a população concordou que o programa apresentado era o melhor para o município de Macapá.

Não deixar que a decepção tome conta da equipe precisa ser um projeto e cumprir, pelo menos parte do prometido, o compromisso.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A defesa social em desvantagem

Rodolfo Juarez
Os amapaenses estão assustados com a onda de violência, em todos os tons que quiser imaginar, que se instala no Estado e, principalmente nos centros urbanos daqui.
A diversidade de condutas que são registradas pelos agentes e delegados de polícia impressiona até aqueles que já se acostumaram com o dia a dia da violência, considerando a diversidade que já contabilizam e a frequência com que isso se repete em pontos da mesma cidade ou em cidades diferentes.
As causas da aceleração desse tipo de registro ainda não estão bem definidas, pois, a criatividade dos infratores é considerada uma das mais ativas de todos os tempos no Amapá.
Todas as frentes públicas para enfrentamento da situação já concordam que precisam agir, mas sabem também que ainda não têm o plano pronto para colocar em execução com a eficiência suficiente para superar os planos dos malfeitores e tornar-se acreditado pela população.
A realidade urbana está assuntando muito gente. As autoridades da área de segurança pública já sabem que precisam dar uma resposta para a população, inclusive aquela que se vêm discriminadas porque mora neste ou naquele local da cidade ou porque é considera demais pobre e que vive em situação de risco social.
Enquanto isso cresce, de forma surpreendente sobre qualquer ponto de vista, a participação direta de adolescentes e crianças nas ações criminosas que se tornaram comum no dia a dia, aumenta.
As autoridades associam boa parte desta escalada criminosa ao tráfico e consumo de droga, de todos os tipos, entre elas as mais pesadas, principalmente o craque que os registram demonstram que está alastrado em todo o Estado e, principalmente, nas sedes municipais, muito embora no campo já se reconheça a atuação do traficante e a dependência de jovens trabalhadores e até crianças.
Várias teorias são apresentadas para justificar a situação e que vão desde a falta de emprego ao formato da nova família que se instalou no Brasil e chegou ao Amapá, onde os adultos precisam trabalhar, deixando as crianças em casa, sem qualquer acompanhamento para a disciplina que educa e prepara as pessoas jovens para a vida.
Ora, se a família tem novos comportamentos sociais e se esses comportamentos estão comprometendo o desenvolvimento humano dos menores, é preciso que se encontre uma forma para que as crianças não sejam afetadas pelas novas circunstâncias uma vez que serão elas, as crianças, que estarão dirigindo o futuro de todos, inclusive os que agora têm a responsabilidade de cuidar bem dessas crianças.
É importante compreender que é preciso cuidar para que a situação não fique mais grave do que já está. As dificuldades alegadas são tantas que deixa a impressão de que tudo está na “casa do sem jeito”.
Será que não tem jeito mesmo, ou os responsáveis atuais não estão sabendo o que fazer?
O fato é que violência não combina com desenvolvimento e que não há cidadão de segunda categoria ou de segunda linha. Todos têm o mesmo direito e a sociedade paga muito bem para ser mantida a normalidade, assegurada a tranquilidade e a possibilidade do desenvolvimento geral e pessoal.
Não é possível, por exemplo, concordar com a teoria dos agentes de segurança, principalmente aqueles que já jogaram a toalha, quando afirmam que as pessoas do povo é que são as culpadas pelos assaltos, quando “provocam” os meliantes usando em via pública, o celular.
Essa avaliação além de equivocada, não pode, jamais, ser aceita, pois, dessa forma nega a capacidade do Estado, constitucionalmente responsável pela segurança do cidadão, em cumprir o seu papel.


domingo, 2 de junho de 2013

As prioridades de Macapá

Rodolfo Juarez
Começa o mês de junho, o último mês de semestre, e começa com a expectativa dos macapaenses com relação ao que pode fazer a prefeitura do município pela capital e pelo interior do município.
Trata-se de um mês muito interessante para as administrações municipais, pois são essas administrações que têm a responsabilidade de tratar bem ou, pelo menos, razoavelmente da cidade, das estradas, dos distritos e, de resto, de toda a parte física do município.
O período é propício. Representa o fim dos meses de chuva ou o começo dos meses de sol, próprio para o trabalho nas nos núcleos urbanos, suburbanos, estradas e nas sedes dos distritos.
Também é o fim das desculpas que são dadas por causa do período chuvoso. Finalmente está passado o período das chuvas intensas e o prefeito e seus auxiliares terão a oportunidade para mostrar a que vieram.
Macapá está com sua condição urbana muito prejudicada. Os dois últimos administradores não conseguiram, se quer fazer o dever de casa, e o que se tem hoje é uma cidade com o sistema viário abalado, um sistema de transporte confuso e indisciplinado, onde além do transporte propriamente dito, ainda se somam os problemas que apresentam os locais de parada, onde os abrigos ou são inadequados, ou estão em péssimas condições de conservação ou simplesmente não existem.
Praças e parques deixaram de ser cuidadas há quase três anos, os pontos turísticos não foram revitalizados e até mesmo o Lugar Bonito e o Balneário da Fazendinha estão longe de serem comparados com os melhores momentos daqueles locais.
E, de bate pronto, além das festas juninas a administração tem que tomar as providências para a realização do Macapá Verão que começa no primeiro dia do mês de julho. Um momento de especial interesse da comunidade e que, há mais de 5 anos a administração não se programa e tudo fica para ser feito em cima da hora.
É importante considerar que os demais problemas que o prefeito e sua equipe têm falado não estão resolvidos. O problema de vagas nas escolas da rede pública municipal, a falta de funcionamento dos postos de saúde, a limpeza pública, desde a coleta ao destino final, a fiscalização da ocupação do solo, se somam às questões e passam a ser prioridade nesse mês, sem afastar as prioridades que já vinham sendo enfrentadas pela administração.
Para se ter uma ideia, apenas para a restauração e construção do sistema viário de Macapá a prefeitura estima que vai precisar de mais de um bilhão de reais e mais de 4 anos de prazo.
Como são muitos os problemas, quase todos os que podem ter uma prefeitura, a administração municipal vai precisar de muita habilidade política e muita competência técnica para enfrentar e vencer esses problemas.
O prefeito deve permanecer com os pés no chão, procurar entendimento com os vereadores e entregar o trato das questões política partidárias para um comitê do qual, preferencialmente não faça parte. Na crise, pode ser uma boa estratégia.
Não provocar ninguém, nem os filiados dos partidos que estão no poder e muito menos os filiados dos outros partidos, pois esses podem ser os grandes aliados da administração mesmo sem ser aqueles que possam contribuir eleitoralmente.
Compreender a situação atual de Macapá é uma necessidade tão evidente que pode se tornar comum para os administradores com menos experiência que arriscam perda do tempo exato para agir, o que prejudicaria muito toda a administração.
No momento os administradores municipais, todos eles, inclusive o prefeito, não passam por um bom momento, muito embora eles tenham os instrumentos que podem lhe oferecer a recuperação e a confiança da população.

Habilidade, humildade, concentração e compreensão dos problemas precisa fazer parte do cardápio do prefeito para poder desenvolver o plano que pode mostrar que ainda é possível restaurar Macapá e a confiança da população. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Olho no olho

OLHO NO OLHO
Rodolfo Juarez
Está evidente que a atual administração municipal que se propôs a enfrenar os problemas da cidade e do resto do município de Macapá, precisa se comunicar melhor com o contribuinte e com toda a população.
Diferentemente do que ocorre com o Estado, onde a criatividade administrativa é mais peada, o município precisa que os seus dirigentes sejam inventivos, atentos ao dia-a-dia da população e afinada com as expectativas dela.
No Estado o suporte orçamentário, definido por uma receita muito mais robusta, exige muito mais uma boa execução do que a luta permanente pelo aumento da arrecadação, muito embora conte com uma equipe mais treinada e principalmente, melhor paga que a do município.
O município trava uma luta diária e permanente para alcançar o nível de receita prevista no orçamento, além de trabalhar o convencimento do desconfiado contribuinte que já se considera explorado pelo sistema tributário nacional e, portanto, sem qualquer margem para aceitar novas parcelas tributárias municipais.
Por isso, receber os tributos municipais se torna um desafio para os administradores da área, para o contribuinte, a avaliação é que se trata de um castigo, considerando o pouquíssimo retorno que vê se concretizar para a população que, cada vez mais se sente prejudicada e não recompensada pelo que faz todos os dias.
Os empresários, ou pelo menos a imensa maioria deles, compreendem que o pagamento do tributo é o meio que possibilita a melhoria da qualidade de vida de todos, inclusive deles mesmo, como cidadãos ou membros da comunidade.
Nesse cenário, entretanto, o espaço para compreender os problemas da administração municipal na comparação com os problemas da empresa que dirige, torna-se reduzidíssimo o que levanta uma barreira entre os administradores e os administrados, aqueles sentindo a falta da receita e estes, sentindo-se sem condições de buscar qualquer coisa no “fundo do tacho” que já está completamente raspado.
Resta para os atuais administradores municipais partirem para a aproximação do contribuinte, explicando o momento e mostrando como está gastando cada centavo, sem temer qualquer coisa, pois, no começo do mandato isso é possível e principalmente no primeiro ano da gestão.
Quando o gestor enclausura-se, desconfiando de tudo e de todos, resta-lhe a incompreensão principalmente pela falta de comunicação, de olhar no olho do contribuinte e deixar que esse contribuinte olhe no olho do administrador.
Se existe o problema, o primeiro passo é conhecer todos os seus detalhes e as suas influências. Por mais difícil que seja a situação, não há solução para qualquer problema que não seja identificando-o e, se possível, deduzindo uma fórmula para que qualquer um, conhecendo a fórmula, possa resolvê-lo.
O prefeito, o vice-prefeito, os secretários municipais, os diretores de departamentos, chefes de divisão e todos os funcionários públicos municipais precisam fazer parte do time que precisa vencer a maioria dos problemas para poder chegar ao final do ano em condições de garantir o título ou, pelo menos, uma classificação honrosa.
O município de Macapá já vem sendo sacrificado pelos resultados anuais obtidos há bastante tempo e, agora, precisa da energia de todos para encontrar a melhor fórmula de iniciar a sua recuperação.
Se não há tempo para isso é preciso que se crie esse tempo, o que não é mais aceitável é assumir a condição do caracol que, quando é desafiado no seu avanço, se recolhe à sua carapaça.


sábado, 25 de maio de 2013

Dias contados

Rodolfo Juarez
Uma questão que passou despercebida para muitos de nós, pode se constituir um marco na história administrativa do Estado. A referência é ao modo de escolho do diretor geral da Embrapa no Amapá para os próximos três anos.
Trata-se de uma escolha fora dos padrões atuais, mas não é só isso, está na outra ponta do diâmetro da circunferência cheia de apadrinhamentos, onde a última observação é feita sobre a competência gerencial do gerente.
Mesmo sendo uma espécie de moda que se consolidou que se destacou há vinte anos, foi nos últimos dez anos que se firmou como coisa de troca entre os mandatários e aqueles que não aceitaram a derrota, no geral para o mandatário vencedor.
Tudo começou quando os dirigentes se sentiram enfraquecidos e com a intenção de defender, a qualquer custo a sua conquista, repartiu o mando e repartiu a administração, entregando parte para este e parte para aquele, parte do poder, desculpando-se com o povo, afirmando que isso propiciava a governabilidade.
Houve necessidade de intensa campanha publicitária para que o povo acreditasse que se tratava mesmo de medida necessária para que houvesse o controle das questões de interesse coletivo, mesmo desconfiando que se tratasse de uma artimanha que possibilitaria as mordomias e os desvios de conduta, feitos por todos e não declarados por aqueles que teriam que fiscalizar e evitar os desperdícios.
O processo, com o passar do tempo, foi apodrecendo e as mandatários, cada vez mais perdendo a força, pois, em muitos casos restou-lhes uma parcela tão pequena do poder, que o colocava na condição de mandato. Nesse momento desapareceu o que verdadeiramente manda, com uma característica – não tinha qualquer escrúpulo, nem com o poder e muito menos com a população.
A contaminação da administração pública foi inevitável e os que agiam certo passaram a serem os errados e vice-versa. A questão é que isso não é percebido no geral, pois os instrumentos midiáticos estão a serviço não de uma lado, mais de duas facções do mesmo lado, ambas com objetivo único – trocar de posição com o outro, ou manter-se onde está.
Os mais preparados, entretanto, continuaram observando o cenário e procurando uma forma de intervir para que a administração pública volte à sua função sem precisar da ilusão propiciada pelas propagandas enganosas e pelas propostas impossíveis.
As administrações privadas, dependentes do processo, buscavam insistentemente uma forma de imunizar-se contra o modelo instalado. Tinham que encontrar uma fórmula para provar que a propina e a corrupção não seriam os meios únicos para sobreviver nesse cenário que se aproximava de uma inocente comédia, mas que não fazia ninguém rir, ao contrário, entristecia aqueles que compreendiam o que estava acontecendo.
Alguns setores da sociedade, na busca de meios que possibilitasse a defesa das omissões das gestões públicas, começaram a construir anteparos, verdadeiras barreiras, mas que viram se tornar ineficiente, o que antes era uma verdadeira cortina de ferro, inexpugnável e respeitada.
Os primeiros concursos para seleção de profissionais para cargo de confiança – ainda nas empresas - deram tão certo que se tornou referência, ganhou nome e se tornou a solução simples para as empresas que se tornaram vencedoras, depois de implantar o plano vencedor apresentado pelo candidato.
Depois da Embrapa Amapá, que está fazendo história por aqui, sendo a empresa pública que utilizou, pela primeira vez, a seleção para o principal cargo de confiança, pela competência, a proposta já ganha força para a próxima diretoria da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA, depois da federalização.

Quanto a dar certo, ninguém tem qualquer dúvida, mas precisa ser exemplar, para convencer os candidatos ao poder, qualquer um, de que o método da amizade, do puxa-saquismo está com os dias contados como método de acesso aos cargos de confiança.