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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eleições em Macapá: pesquisa Ibope, análise e possibilidades dos candidatos


Pesquisa Ibope
Data: 22.10.12
Roberto: 45%
Clécio: 41%
Brancos e nulos: 6%
NS/NR: 8%
Margem de erro: 4% para mais ou para menos.

Votos válidos:
Roberto: 52.33% (O Ibope arredondou para 52%)
Clécio: 47,67% (O Ibope arredondou para 48%)

Resultado do primeiro turno
Roberto: 40,18%
Clécio: 27,89%
Cristina (16,54%), Davi (10,68%), Genival (3,16%) e Milhomem (1,54%) = 31,92%

Corrigindo os percentuais de votos válidos para Roberto e Clécio
Os dois juntos somaram (40,18% + 27,89%) = 68,07%
Roberto: 40,18% : 0,6807 = 59,03%
Clécio: 27,89% : 0,6807 = 40,97%
Diferença entre os dois candidatos (59,03% - 40,97% = 18,06%
Paridade da eleição: 18,06% : 2 = 9,03% (para cada voto conquistado, o adversário teria um voto descontado da possibilidade de conquistar).

Para o candidato Clécio recuperar a diferença
Dias que faltam para a eleição (contados do dia 7.10): 20 dias
Percentual médio necessários por dia: 9,03 : 20 = 0,46%
Como a aproximação do Roberto foi por abandono e a do Clécio foi por arredondamento, ter-se-ia de acrescentar 0,01%, na paridade, para Clécio superar o candidato Roberto, ou seja, ao invés de 0,46%; 0,47%.
Situação calculada no dia 22.10, dia da divulgação da pesquisa
Dias decorridos a partir do primeiro turno: 15 (quinze)
Percentual médio necessário por dia: 0,47% (quarenta e seis décimos porcento)
Total necessário acumulado: 0,47% x 15 = 7,05%
Nestas condições:
Roberto teria: 59,03 – 7,05% = 51,98%
Clécio teria: 40,97% + 7,05% = % 48,02%
O resultado da pesquisa do Ibope, na prática, confirma essa projeção, se não vejamos:
Candidato
Projeção
Pesquisa Ibope
Pesquisa Ibope
Arredondada
Roberto
51,98%
52,33%
52%
Clécio
48,02%
47,67%
48%

Situação possível calculada para o dia 27.10, daqui a 5 dias
Total de dias: 15 + 5 = 20
Percentual média necessário por dia: 0,47
Total médio possível de acumular, mantido o crescimento médio:
 0,47% x 20 = 9,4%
Nestas condições:
Roberto teria no dia 27.10: 59,03% – 9,40% = 49,63%
Clécio teria no dia 27.10: 40,97% + 9,4% = 50,37%
 
Observações:
1ª) Deve ser levado em consideração que na medida que o tempo para o dia da eleição diminui, as indecisões vão se aproximando de zero e as dificuldades para convencimento eleitoral aumenta;
2ª) Se a abstenção se manter (15,37%), as dificuldades do candidato Clécio para eleger-se aumentam e se abstenção aumentar no segundo turno, as chances do prefeito Roberto aumentam;
3ª) O percentual de votos bancos e nulos no primeiro turno foi de 4,78%. Se esse número aumentar, também aumentam as dificuldades de Clécio para vencer;
4ª) Se o número de indecisos migrarem para os votos brancos e nulos, a eleição será vencida pelo prefeito Roberto.
5º) Se os eleitores do PSB acatarem as recomendações das lideranças do PSB para votar em Clécio e não votar em Roberto, as chances de Clécio são muito grandes para vencer o pleito;
6ª) Basta, entretanto, os eleitores se dividirem entre os dois candidatos para facilitar as coisas para o candidato Roberto.
7ª) Clécio ainda tem razões para esperar continuar crescendo;
8ª) Roberto dá a impressão que já chegou ao seu ponto máximo na corrida pela Prefeitura de Macapá.  

sábado, 6 de outubro de 2012

Eleições 2012 - 3ª pesquisa Ibope

Do G1, em São Paulo – Atualizado às 19h27m
Em Macapá, Roberto tem 40% dos votos válidos e Clécio, 28%, diz Ibope
Segundo o Instituto, o candidato do PDT e o candidato do PSOL disputarão 2º turno. Foram entrevistadas 602 pessoas entre os dias 3 e 5 de outubro.
O Ibope divulgou, neste sábado (6), a terceira pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Macapá (AP). Segundo o instituto, Roberto e Clécio devem disputar o segundo turno das eleições à prefeito.
A pesquisa foi encomendada pela Rádio TV do Amazonas.
Roberto tem 40% dos votos válidos e Clécio, 28%
Veja os números do Ibope para votos válidos:
Roberto (PDT): 40%
Clécio (PSOL): 28%
Cristina Almeida (PSB): 16%
Davi Alcolumbre (DEM): 10%
Genival Cruz (PSTU): 4%
Milhomen (PC do B): 2%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de setembro. Foram entrevistadas 602 pessoas na cidade de Macapá. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos
Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
Roberto (PDT): 35% das intenções de voto
Clécio (PSOL): 25%
Cristina Almeida (PSB): 14%
Davi Alcolumbre (DEM): 10%
Genival Cruz (PSTU): 3%
Milhomem (PC do B): 2%
Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 8%
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) sob número 00010/2012.
Pesquisa anterior
A segunda pesquisa do Ibope foi divulgada em 24 de setembro e registrou os seguintes resultados em pesquisa estimulada: Roberto (33%); Cristina Almeida (13%); Clécio (23%); Davi Alcolumbre (12%); Genival Cruz (2%); e Milhomem (2%).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eleições 2012: Por que ficar aborrecido com o resultado da pesquisa?

Rodolfo Juarez
A campanha eleitoral é um dos eventos que precisa ser programado com todos os detalhes para ter possibilidade de sucesso, isto é, ninguém pode se apoiar em uma campanha política, em busca de um cargo eletivo, se não contar com um projeto bem elaborado.
O bem feito em um projeto de campanha política tem muito a ver com a possibilidade de suportar profundas e diversificadas mudanças sem perder a proposta inicial ou aquela que já foi repassada para o eleitor, objeto de todo o esforço para fazer com que o candidato ganhe a eleição.
São duas etapas muito importantes em projetos desse tipo: uma para definir as questões internas e outra para garantir o apoio externo de aliados e de voluntários.
Uma campanha começa a “fazer água” quando se percebe que estão ocorrendo ações que influem negativamente em uma das propostas – a interna ou a externa.
Mas tem um “porém” que deve estar completamente sob o domínio dos coordenadores de equipes e dos coordenadores gerais – há sempre muito mais candidatos do que vagas, ou seja, o sucesso da campanha de um dos candidatos corresponde ao insucesso dos outros candidatos.
Exatamente nessa bifurcação do entendimento e preciso que esteja aquele que vai minorar os problemas e maximizar as soluções. São muitos os gestores de campanha que ao fazerem a avaliação pós-campanha percebem que os erros foram decisivos no resultado.
Então porque esperar o resultado da eleição para ser apresentado aos erros da campanha?
Para se ter, por antecipação o “resultado” do pleito é preciso apurar o que o eleitor, alvo de todos os candidatos, está pensando em determinado momento e isso se chama pesquisa eleitoral.
Porque ficar aborrecido com o resultado das pesquisas?
Alguns dirigentes partidários ou agentes responsáveis pela campanha de um dos candidatos chegam a apontar as falhas na pesquisa que só eles vêem nos resultados, perdendo um tempo precioso para redirecionar o trabalho, animando os cabos eleitorais e todo o pessoal da campanha, mas principalmente, ajustando o projeto procurando mostrar aos eleitores aquele ponto que não foi entendido pelo grande “juiz” do dia da eleição – o eleitor.
O candidato, o dirigente do partido político que está na coligação, o controlador da coligação, precisam dar uma resposta imediata, dando provas de que têm condições de assimilar o resultado desfavorável e que atenderá as exigências do eleitor ou apronta a melhor forma para lhe dar a explicação que espera.
Às vezes é apenas a maneira dizer a forma de comunicação que está sendo usada pelo candidato e a demonstração de que tem a capacidade de vencer os conflitos, sem estar pondo a culpa nesta ou naquela instituição, nesta ou naquela pessoa.
A pesquisa tem o efeito devastador para o candidato que é apontado em desvantagem e resolve enfrentar o resultado. Nessa hipótese, as chances de sucesso em qualquer iniciativa são praticamente nulas, além de ocupar uma pequena parte reclamando e a grande massa apenas ouvindo e torcendo, mas sem trabalhar.
A pesquisa, antes de qualquer coisa, é uma informação preciosa que precisa ser considerada. O que não pode é travar um embate particular entre a “minha pesquisa” e a pesquisa divulgada. Como se não bastassem as chances de vício serem maiores na “minha pesquisa”.
Usar bem o que chega à mão de todos como um presente deve ser o primeiro argumento de uma boa coordenação de campanha. O resto serve apenas para justificar o injustificável.