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terça-feira, 24 de setembro de 2019

A estrutura da orla de Macapá está em risco


Rodolfo Juarez
Sem nenhuma atenção dos governantes durante os últimos anos pela manutenção do que foi construído com muito sacrifico financeiro, mas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população, está indo, literalmente, “por água abaixo” o que parecia um desafio vencido.
Alguns trechos da orla de Macapá já podem ser considerados irrecuperáveis e terão que ser completamente refeitos, tão crítica é a situação depois do rompimento da estrutura que mantinha de pé a urbanização do local, que contava de rua asfaltada com mão dupla, linha d’água, meio fio, calçada e balaustres de proteção.
A falência das estruturas facilita a solapagem do aterro e a fuga de todo o material para a praia, primeiramente, depois para o leito do rio Amazonas para ser carregado pelas águas para lugares não sabidos.
Esse é o atual retrato da orla do bairro Cidade Nova que tinha ainda uma infraestrutura de laser e que, agora, está completamente abandonado com a vizinhança vendo a mudança de finalidade, que era centrado no lazer e no turismo, para ser ocupada por viciados, principalmente em drogas, carregando os demais vícios acessórios para o local.
A orla do bairro Perpétuo Socorro, adaptada a um complexo pré-existente com um cais precário para carga e descarga de mercadoria e, embarque e desembarque de passageiros, com um píer avançado onde está instalado um posto de combustível para o abastecimento de pequenas embarcações, também está precisando de recuperação, principalmente no canal do Igarapé das Mulheres, principal coletor de águas pluviais do bairro, que se encontra com a saída completamente entulhada, precisando, urgentemente, de dragagem, mas ninguém sabe por onde anda a draga que era usada para executar esse tipo de serviço.
Adiante, em frente à antiga Residência Governamental, no local onde havia um campo de futebol e que foi desativado em 2010 para que ali fosse dada continuidade ao projeto do Parque do Forte, o espaço que fica em baixo das antigas arquibancadas virou o local preferido para moradores de rua e recebeu o apelido indesejado de “Cracolândia”.
Mesmo sendo considerado o trecho mais completo da orla, o que fica entre o Trapiche Elieser Levy, inclusive e a Fortaleza de São Jose de Macapá, uma das partes mais frequentadas do Lugar Bonito, a situação é muito precária e instável, com a falta constante da iluminação do próprio parque e a falta de manutenção no sistema elétrico que está desativado e que era apoiado no balaustre de tubos de ferro. O trapiche e seu bondinho é um capítulo da parte triste.
Entre Fortaleza de São José e o Araxá o local ainda conta com alguma preservação, mas já dá sinais de fadiga, principalmente nas partes construídas à base de madeira e parafuso. O próprio Araxá precisa de atenção para que o projeto urbano implantado ali continue cumprindo a sua finalidade.
Do Araxá para frente, onde não foram construídos os muros de arrimo, a situação é precária, muito embora haja um início de construção de um muro de arrimo que nunca é concluído e que já foi objeto de anúncio de diversos secretários de infraestrutura de variados governadores.
Se não der a atenção que a orla da cidade de Macapá, desde o Canal do Jandiá, até a Lagoa de Estabilização de esgoto sanitário, a população de Macapá, os visitantes costumeiros e os turistas lamentarão a perda de um dos principais motivos que levaram as pessoas admirarem tanto a orla da cidade.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

De costas para a cidade e para o rio


Assim está a orla do Perpétuo Socorro, em Macapá
Rodolfo Juarez
Mesmo com as alegações de que o Estado do Amapá está com muitas dificuldades orçamentárias e financeiras neste começo de ano. Mesmo que a justificativa esteja baseada na frustração na receita e ainda, que o Supremo Tribunal Federal demora julgar as ações referentes à repartição do Refis Nacional, mesmo assim, há serviços que precisam ser feitos para que investimentos de outrora não se transforme em mais um problema pelo desleixo público quando o governo não consegue recurso para investir na recuperação de pontos da cidade que estão feitos e que precisam receber cuidados.
O Governo do Amapá, no ano que acabou não faz tempo, recebeu a chancela de ser o Estado que tinha o pior desempenho quando o assunto era a transparência pública, mesmo sendo essa ferramenta, dito por especialistas, como o principal instrumento para conter e combater a corrupção sistêmica que está impregnada no serviço público, também no Amapá.
A orla limitada pelo canal do Perpétuo Socorro e pelo canal do Jandiá está em processo de destruição, cada vez mais perdendo a sua força para responder à força da maré de março principalmente, mas também à força média do Rio Amazonas e, assim, não tão aos poucos, sendo literalmente engolida pelas águas.
No momento já se pode observar trechos em que o muro de proteção desapareceu e com ele desapareceram o parapeito, a calçada de proteção, o meio fio, a linha d’água e mais de dois terços da pista de rolamento com o asfalto que dava o acabamento.
É uma situação perigosa e urgente!
Tecnicamente se pode dizer que precisa de providências urgentes para que o prejuízo da população do local não some também as próprias residências como aconteceu no Araxá, por falta de priorizar o serviço ou, simplesmente, por falta de interesse público ou competência individual.
A situação atual foi anunciada há mais de 5 anos, bastando para que a situação atual fosse confirmada que os governantes do período não demonstrasse interesse pela qualidade de vida dos moradores e pela valorização da cidade.
O local é um dos mais aprazíveis de toda a orla e não há justificativa possa amenizar a situação atual, ou a futura, esta mais precária e exigindo mais recurso para a recuperação do local.
A responsabilidade do governador, do vice-governador, do secretário de infraestrutura, do secretário das cidades, do secretário de planejamento, entre outros chefes de órgãos que são pagos para zelar pela qualidade de vida de todos os que moram no Estado do Amapá, deve ser maior que as bizarras justificativas apresentadas, que a falta de compromisso demonstrado e, até irresponsabilidade com o bem público.
O local tem vocação para ser um ponto de lazer e gozo dos macapaenses acaba expulsando os visitantes para dentro da cidade, levando dentro de cada um deles a decepção que acumulam dos governantes que precisam responder com ações, com ajustes efetivos e com realizações.
Macapá, a capital do Estado, que vai completar 261 no dia 4 de fevereiro, não pode continuar assim, sem o cuidado do Governo do Estado que a tem como Capital e com demora em ver seus cuidadores principais de costas para a cidade, mesmo que assim, também fique de costas para o maior rio do mundo.
Essa não é a atitude de quem quer cumprir o que prometeu em campanha e que ganhou o 4.º mandato da população sendo o mais votado.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Afinal, o que o Governo do Amapá quer para a orla de Macapá?


Rodolfo Juarez
A administração pública não está dimensionando corretamente o que vem acontecendo, de modo progressivo e constante, na orla da cidade de Macapá.
Sem cuidados com a manutenção da parte construída do muro de arrimo e sem investimento na complementação da construção do muro, o rio responde fortemente e sem qualquer complacência, avançando sobre a cidade e causando prejuízos aos moradores das proximidades ou mesmo das partes alcançadas pelo rio.
A Administração Pública da a impressão que não tem qualquer plano para resolver o problema e, se tem, não está na lista de prioridades uma vez que, apesar dos anúncios, a parte do muro de arrimo que fica às proximidades do Araxá, uma das áreas mais em risco, há mais de 4 anos, vem tendo as obras adiadas.
Por definição, Defesa Civil é o conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres naturais e os incidentes tecnológicos, além de preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social.
A Defesa Civil no Amapá, constituída em sua imensa maioria por funcionários públicos, tem repetido visitas de reconhecimento do problema, principalmente na área do Araxá, em Macapá, e chegando a anunciar este ano que pelo menos 150 habitações estão em risco iminente de desabar e que os moradores terão que procurar outro lugar para morar.
Não considera a outra parte da definição que é “preservar a moral da população e restabelecer a normalidade”. Preferem os coordenadores ou os que falam pelas células da Defesa Civil deixar os moradores mais sobressaltados, sem qualquer indicativo de elementos que possa “preservar a moral da população”.
Óbvio que essa preservação refere-se à satisfação e não ao desespero ou a incerteza permanente.
Os investimentos precisavam estar em uma escala de prioridade, ocupar pontos fáceis de ser identificado em um planejamento, entretanto, o que se vê repetidas vezes é a ausência dessas prioridades.
A construção de muro de arrimo, além do projeto e do profissional responsável, necessita de uma logística onde estejam permanentemente presentes a decisão de fazer e o compromisso em fazer, exatamente as duas atitudes que tem faltado para aqueles que deveriam ser interessados pelo trabalho.
As providências a serem tomadas dependem, também, da percepção do risco por parte dos a ele expostos. Uma defesa ou proteção civil eficiente baseia-se na integração de planos de emergência, com envolvimento de agentes governamentais e não governamentais a todos os níveis.
A eficiência das ações tem passado longe da integração de planos de emergência. Deixa a impressão que não existe qualquer plano que priorize a permanência dos moradores naquele local. Dá a impressão que as autoridades querem mesmo ver a população diretamente afetada “pelas costas”. Dizem apenas que as pessoas estão em risco, deixando a impressão que complementam, intimamente, com a expressão: “e que se virem”.
Defini-se também a Defesa Civil como o conjunto de medidas permanentes que visam evitar, prevenir ou minimizar as consequências dos eventos desastrosos e a socorrer e assistir as populações atingidas, preservando seu moral, limitando os riscos de perdas materiais e restabelecendo o bem-estar social.
No caso de Macapá a situação é outra: não há a preservação da moral, não há limite dos riscos de perdas sem qualquer projeto para restabelecer o bem-estar social.
Por aqui, além da necessidade de mudar o conceito empregado para definir o modo preventivo da ação da Defesa Civil, também é preciso que haja um plano que contenha projetos que permeiem a necessidades das populações diretamente afetadas e dê condições para que a Defesa Civil possa agir, doutra forma é deixar que o morador da área afetada perdesse o seu patrimônio e a população testemunhe o desaparecimento de um dos seus mais belos pontos, levado pela força das águas e dos ventos.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dois elefantes e seus desafios

Rodolfo Juarez
Outra vez as autoridades do Governo e do Município de Macapá voltam a discutir um assunto que está desafiando os administradores e seus auxiliares, e aborrecendo a população, tantas foram as palavras gastas, mas que não levaram a qualquer resultado.
Desta feita o centro da conversa, pelo menos para consumo da imprensa, mesmo aquela comprometida em falar bem do Governo, foi a situação da orla da cidade desde o Canal do Jandiá até o Araxá e o Shopping Popular.
Tenho a impressão que é para tentar mudar o foco do problema criado a partir da sentença da Justiça Federal que manda que pelo menos 400 famílias desocupem uma área no prosseguimento da orla.
Entendo que por isso se voltou a mexer nos dois assuntos que bem representam a confusão que a administração municipal e a administração estadual criaram para todos os que acreditaram nas informações dadas pela metade, para os diretamente afetados e aqueles que seriam afetados de modo indireto.
Estou me referindo ao “tal” do Shopping Popular que seria construído no local onde estava funcionando a feita da São José com Feliciano Coelho.
Lembram? A estrutura daquela feita fora apresentada como algo revolucionária. Sei pelo menos que era diferente, mas não sei se era revolucionária. Tinha um defeito pelo menos: os depósitos de mercadorias eram pequenos, entretanto tinha todos os equipamentos de apoio de que precisa uma feita.
Pois tudo aquilo foi derrubado em uma semana apenas e, de lá para cá já se passaram mais de dez anos e o Shopping Popular não saiu do chão. As desculpas são as mais variadas, mas como diz um dos feirantes do local: “eu acreditei e perdi”.
Aliás, esse é o sentimento de todos aqueles que estão no meio da Avenida Antônio Coelho de Carvalho, entre as ruas São José e Tiradentes, sob uma cobertura que fora projetada para durar 6(seis) meses e está resistindo (??) por todo esse tempo.
Os municípios estão garroteados pelos compromissos e pelo paternalismo que se instalou na sua folha de pagamento, isso faz tempo, que “sempre cabe mais um”, mesmo quando são tirados alguns para a folha da União.
Os orçamentos pequenos para os grandes problemas dos municípios tornam os prefeitos dependentes, seja das transferências voluntárias da União ou Unidades Federais, seja por ocasionais transferências voluntárias do Governo do Estado, isto sob muita conversa e algumas promessas.
Evidente que o município de Macapá, com recursos do seu orçamento, não tem condições para recuperar o muro de arrimo da orla, precisa que esse projeto de recuperação tenha o comprometimento do Governo do Estado, que, aliás, foi o executor originário do projeto.
Sem manutenção, o tempo e as águas do Rio Amazonas vêm mostrando que é preciso agir, pois, de outra forma, daqui a pouco, não haverá mais muro de arrimo nem orla organizada.
Já pensou uma situação dessas?
Tomara que não seja apenas mais uma propaganda oficial no sentido de atrair a atenção e, quem sabe, render alguns votos preciosos no dia 7 de outubro de 2018.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A orla da cidade (Macapá) pede socorro.

Rodolfo Juarez
Está ficando cada vez mais difícil compreender o descaso com que é tratado o muro de arrimo da orla que se estende por toda a frente da cidade de Macapá, desde o bairro Cidade Nova até o bairro Araxá, incluindo aí todo o espaço do Lugar Bonito que faz parte do Complexo da Fortaleza de São José.
No início parecia que se tratava da falta de conhecimento da real situação do que vem, a cada período chuvoso, acontecendo com o muro de arrimo que sustenta toda a estrutura urbana composta de mureta, calçamento, meio fio, linha d’água e via asfaltada.
Vale também lembrar que em toda a extensão da orla tem equipamentos urbanos e na parte do Lugar Bonito se concentram os maiores atrativos citadinhos para a população que, entretanto, se vê em uma região insegura, mal iluminada, mal cuidada e em condições cada dia mais precárias.
É exatamente no lugar bonito que está localizado um dos maiores criadouros do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zica, além de ser um potencial acumulador da urina de rato e, em consequência, um indicador de risco para a contaminação humana pela leptospirose.
Todas as vezes que são “apertados”, os responsáveis pelo local, até agora com dificuldades de identificação, prometem soluções para o espaço que tinha como proposta original ser um depósito, com serviço de apoio sanitário para os que estivessem no lugar bonito de passagem, visitando ou simplesmente usufruindo ao ambiente.
Apesar de tantas promessas feitas e por diferentes autoridades, o conjunto depósito sanitário, continua sendo um espaço perdido, uma construção condenada e um criadouro viçoso para o indesejável mosquito aedes aegypti e um mictório próprio para os dejetos de ratos.
Na frente da cidade, no parte mais nobre e mais frequentada da orla, a mureta de ferro já perdeu a cor, as luminárias especiais estão desaparecendo uma a uma e as que ainda estão no local, estão sem lâmpada e, por conseguinte, não servem para a finalidade: ser parte da iluminação do lugar.
Canteiros completamente destruídos, as vias de pedestres desaparecendo literalmente, caminhos são abertos por onde tinha grama e as flores que ornavam parte do anfiteatro a céu aberto, não foram cuidadas, resistiram, mas foram vencidas pelo tempo e, agora, nem “endereço” deixaram.
Seguindo pela orla e para o sul o passeante se depara com a estrutura, cada vez mais carcomida pelo tempo e uso, do primeiro píer do bairro Santa Inês e, adiante, com uma obra inacabada e que está desafiando a compreensão dos que passam pelo local, devido ao abandono a que está legada a obra – o segundo píer do bairro Santa Inês.
Adiante, tem a notícia da construção do muro de arrimo da orla do bairro Araxá. Isso mesmo, só a notícia e um monte imenso de terra que seria destinado à construção da continuação do muro, da orla e dos equipamentos urbanos tão necessários para o local. Nada disso, entretanto, parece chamar a atenção das autoridades, apesar dos gritos dos moradores que estão vendo suas casas serem “engolidas” pelas águas do rio Amazonas a cada temporada de chuva ou de vento.
Assim está a orla da cidade que fica ao lado esquerdo do Rio Amazonas, de frente para os ventos dominantes e sem quem dela tome conta. O jogo de empurra tem prevalecido, sem qualquer ação efetiva agora ou em projeto que dê qualquer garantia de que, pelo menos, a parte que está pronta seja mantida.

Uma descrição que jamais gostaria de ter feito, mas a realidade impõe para que o fato seja definido e a história conte em detalhes.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tapa na cara

Rodolfo Juarez
Os gestores públicos precisam entender o seu papel na sociedade ou, pelo menos, conhecer as suas atribuições no conjunto de atividades dos diferentes órgãos da estrutura dirigente montada por eles mesmos.
Não é possível imaginar que alguns desses gestores não se importem com os problemas que seus colegas estejam enfrentando, como se todos não tivessem responsabilidade pelo bem-estar da população.
O Estado do Amapá, paga bem para esses gestores.
A população faz um sacrifício sobrenatural para manter as condições desses gestores, sem reclamar dos tributos que paga proporcional ao que adquire e consome.
A esperança é de que, no conjunto, haja pelo menos uma expectativa de melhora e todos os problemas que possa levar a piora devam ser resolvidos e completamente anulados, para que a garantia mínima de estar, ir ou vir, seja percebido e usufruído pelo contribuinte-pagador.
O Estado precisa oferecer garantia para aqueles que decidem que o domingo é o momento para fazer as coisas diferentes, contemplar o que a vida oferece.
Ninguém desconhece que a orla de Macapá é um dos locais aonde as pessoas vão para contemplar o belo: seja o rio, seja a própria orla, seja ambos.
Pois bem!
O relaxamento natural dos visitantes, próprio daquele que está disposto a apreciar a vida, exige que tenha a segurança que paga à sua disposição.
Não está sendo assim. São comuns as cenas de furto, de roubo e de assalto, quando não de lesão corporal ou mesmo assassinato.
Os protagonistas são menores que sabem o que estão fazendo e se valendo dos equívocos dos legisladores que decidiram que furto, roubo, lesão corporal ou assassinato, para o menor, são punidos com a mesma pena.
Os menores infratores sabem, perfeitamente, que esses crimes, em tese e no caso deles, são crimes com a mesma pena, então arriscam até a extrema ação – a morte.
E para onde vão aqueles que queriam apenas namorar, contemplar, reanimar a alma e animar o corpo?
A lesão corporal praticada no final de semana na orla da cidade, às proximidades do Trapiche Eliezer Levi, quando um jovem, no começo da vida saiu ferido por causa de um assalto protagonizado por pivetes é uma afronta a capacidade funcional dos agentes públicos do Estado que são garantidores da paz naquela área.
Foi um “tapa na cara” do sistema de segurança, do sistema turístico e gestão estadual que, mesmo assim, se contentou com as providências policiais, muito embora saiba que essas providências não preveem nada, não garantem qualquer mudança e que só piora o conflito entre as pessoas.
Já passou a hora de mudar essa situação, mudar esse comportamento, essa parcimônia oficial. Enfrentar o problema é um dever de cada um daqueles que recebe do erário, sem qualquer atraso, o pagamento do que disse que estava disposto a fazer, que sabia fazer e que faria pela população.
Ora, que perspectiva é deixada para a população pelos órgãos oficiais, se o momento já está muito prejudicado?
Que confiança esse sistema demonstra?

O assunto é extremamente grave e está deixando a população, cada vez mais, com vontade de testar outros modelos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A orla de Macapá está desabando

Rodolfo Juarez
Já faz algum tempo que a população da cidade de Macapá vê agonizar alguns pontos importantes da cidade.
Mesmo com o discurso de mudança, utilizado nas campanhas eleitorais, e que atuaram de forma decisiva na motivação dos eleitores que votam em Macapá, paradoxalmente nada mudou na prática, ao contrário, em linhas gerais, tudo permaneceu como antes, sem controle e sem qualquer responsabilidade com a cidade e as coisas que a população tem como referencia e utilidade.
Um exemplo é o muro de arrimo de toda a extensão da orla da cidade que se estende este o Araxá até o Jandiá onde alguns trechos estão, literalmente, caindo e “deitando” na lama da praia da frente da cidade.
Um patrimônio que não pode ser desperdiçado desta maneira e, mais, uma patrimônio que não pode ser perdido, não só pela garantia física da própria cidade, como pela qualidade de vida que a população acredita que melhorou quando foi feita a obra, exatamente como está descrito nas justificativas dos projetos.
Mas o muro continua caindo e sob a vista dos próprios responsáveis que, de vez em quando estão por perto e, mesmo com vergonha de olhar, acabam vendo o resultado de seus descasos e de suas irresponsabilidades.
Pouco a pouco vai desmoronando, levando com ele parte do calçamento e do asfalto que cobre as vias de acesso. No lugar estão surgindo vãos livres desafiadores e buracos perigosos, capazes de “engolir” um carro.
Basta um agente público correr a orla, levantando o problema atual, para perceber o grande prejuízo que já está na conta da coletividade e a velocidade como, todos os dias, esse prejuízo aumenta.
Os responsáveis precisam agir para salvar a orla!
Já que o projeto não prosseguiu. Já que não houve condições para continuar a urbanização das áreas contíguas, pelo menos que sejam mantidas as realizações de outros tempos, construídas com recursos dos mesmos impostos que continuam sendo pagos pelo contribuinte.
Ninguém se conforma com o que está acontecendo na orla.
Todos sabem da importância daquela área da cidade e não compreendem a omissão do poder público, deixando os problemas aumentarem, as obras desabarem, sem qualquer ação dos agentes públicos pagos, e bem pagos, para resolver esse tipo de problema.
É tipo do assunto que está às claras, pronto para ser analisado pelos agentes públicos e que, de forma inexplicável, não dão uma palavra pelo rádio ou televisão, uma linha pelos jornais ou redes sociais. Essas mesmas redes sociais que são usadas para acirrar brigar, pregar a discórdia, alardear vantagens e tentar transformar mentiras em verdades.
Cuidar da orla da cidade é também cuidar da cidade; ser responsável por quaisquer das partes da administração é também ser responsável pela cidade; assim como morar na cidade, cuidar dela deve ser um compromisso individual e inerente à função que cada um exerce.

Não podemos deixar a orla ser destruída e junto com ela a alegria de dispor dela como referência que a torna diferente, humana, aceitável e sintonizada com a esperança daqueles escolheram esta cidade de Macapá para viver.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pagos e bem pagos

PAGOS E BEM PAGOS
Rodolfo Juarez
O ponto de vista, defendido pelas autoridades da segurança pública, indica que a regra geral é do “defenda-se como puder”.
No momento em que as autoridades, que têm a atribuição de zelar pela segurança de qualquer um da população, apelam para conselhos que dependem dos contribuintes, esse é o instante de parar, refletir e descobrir quais os meios que temos que produzir para a autodefesa.
Tornou-se comum os conselhos daqueles que deveriam garantir a segurança de todos, para que as pessoas não façam isso e não façam aquilo. E não é uma questão isolada, parece mesmo que se trata de uma estratégia do sistema de defesa social, como que informando para que todos escolham a melhor maneira de defesa ou proteção individual ou familiar, porque o aparato de segurança que é pago, fica para as grandes operações, intimidar as manifestações e proteger os figurões, mesmo que algumas sejam frustradas.
Noutros tempos – e não faz tanto tempo assim – as pessoas iam para os logradouros públicos usar os seus equipamentos eletrônicos. Até mesmo o setor público, logo no começo de 2011, divulgou que algumas praças disponibilizavam a internet para aqueles que quisessem acessá-la ali, nas praças.
Nos tempos atuais, as autoridades da segurança, dizem que usar a internet nas praças, seja qual for essa praça e seja qual for o equipamento, é um perigo e o mesmo que foi incentivado a fazer isso, agora é orientado, veementemente, para que “não use” qualquer equipamento eletrônico nos lugares públicos de Macapá. As autoridades classificam o comportamento como “ostentação”.
E porque não usar os equipamentos?
Exatamente porque as autoridades da segurança não garantem o direito que as regras da República dão ao cidadão.
Além de tudo isso indica que, ou o sistema fracassou na forma que está, ou os responsáveis pelo sistema, entenderam que não têm condições de corrigir esse erro de estratégia gerencial. Sim, um erro gerencial que está dando oportunidade ao crime.
Macapá está assim: ou mal interpretada pelo seu sistema de defesa social; ou abandonada pelos que estão com a incumbência de fazer funcionar a operação que seja de interesse de todos, dando a cada um a oportunidade de aproveitar as belezas que Papai do Céu deu para todos nós.
Tomara que essa ideia não dure por muito tempo e que os atuais responsáveis encontrem, logo, uma fórmula para garantir, a cada um, a sua liberdade e a segurança, sem estar sobressaltado ou entendendo que caminha para um túnel sem fim e que sabe que vai encontrar muitos problemas dentro dele.
Uma hora haverão de descobrir que colocando lâmpadas nos postes das praças e deixando-as acesas, a situação melhora; que deixando, efetivamente, policiamento adequado e presente nos locais onde tem gente que só quer ter a garantia do seu lazer, tudo pode mudar.

Mas enquanto isso, seguir o “conselho” das “preocupadas” autoridades é o que estão deixando para cada um, muito embora não seja para isso que são pagos, e bem pagos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lugar Bonito; Recuperação do muro de arrimo

Homens trabalham na recuperação da parte do muro de arrimo que caiu em setembro
Desde o final de março desde ano, durante uma ressaca, que o muro rachou e “avisava” que ia cair.
Desde a semana passada que homens estão trabalhando na recuperação da parte do muro de arrimo do Lugar Bonito, na altura do Bairro Santa Inês, entre a rampa 1 e o forte, e que foi rompido durante uma ressaca no finalzinho de março, durante uma maré alta e que caiu no começo de setembro.
Foram mais de cinco meses passados com o muro de arrimo “avisando” que ia cair e, mesmo depois de estar na praia enlameada do lugar, ainda demorou bastante para que fosse tomada a elementar providência de recuperação.
A parte de tubos metálicos, que serviam de parapeito aos apreciadores do rio naquele local, já foi retirada da estrutura de aço e concreto que continua na praia e está na praça esperando pelo momento de ser reposta no lugar.
Apesar da demora e da indefinição de quem toma conta dessa, que é a mais importante praça da cidade de Macapá, começada há mais de 12 anos e que ainda tem mais de um terço para ser construída, tem-se a impressão que pelo menos a recuperação sai do papel.
Como a fiscalização, a inspeção e manutenção não são feitas na praça como um todo, ela já começa a dar sinais de que precisa ser recuperada em alguns pontos.
O trecho que está em obras fica no prolongamento do Bairro Santa Inês, mas outros trechos, do Araxá ao Perpétuo Socorro, estão com problemas iguais ou mais graves e que precisam, também, de recuperação urgente, antes que o prejuízo aumente.
  
Homens trabalhando na recuperação do muro de arrimo (Foto: Ian Lucas)

 
Foram seis meses de espera até cair e um mês até começar o trabalho
(Foto: Ian Lucas)
 
 


 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Descuido ou desleixo

 

Os responsáveis pela manutenção do Parque do Forte precisam agir rápido e evitar com que o problema que está registrado na foto aumente e comece a comprometer toda a estrutura da Orla de Macapá.