Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Engenheiro há 43 anos

 No dia 17 de dezembro de 1971, às 18 horas, no Teatro da Paz, em Belém do Pará, eu recebia o grau de engenheiro formado pela Universidade Federal do Pará em Engenharia Civil.
Minha mãe, Raimunda Juarez (na foto colocando o anel de formatura) estava com meu pai presente na solenidade ocorrida há 43 anos, mas viva na minha memória.
Aproveito para juntar a essa declaração uma mensagem que recebi do colega Fernando Aragão, ao qual agradeço e estendo esse agradecimento a todos os demais colegas e para meus familiares, que ainda não perderam a empolgação pelo saber e pela interpretação da realidade.
Todos os 43 anos, desde a formatura em engenharia civil, foram dedicados ao Amapá e à nossa região.
Obrigado meu Deus, obrigado à milha família e aos amigos!
Feliz Natal e Prospero Ano de 2015.


Recebi.

Caríssimo colega e amigo,
Hoje, estamos completando 43 anos de formatura.
Se incluirmos os cinco anos de estudo em nossa saudosa Escola de Engenharia, chegaremos a um longo período de 48 anos.
Portanto, há quase meio século, somos amigos.
Assim, vale a pena voltar no tempo para fazer mentalmente um compacto de nossas vidas nesse período, começando pelas noites de estudo para enfrentar o vestibular, recompensadas com a festa da vitória.
No prédio da Campos Sales, vivemos momentos inesquecíveis de nossas vidas, entre aulas, provas e brincadeiras.
Ali estavam sendo construídos os alicerces, não apenas de vidas profissionais, mas de amizades que, como todas as amizades verdadeiras, apesar da distância, seriam mantidas e renovadas, sempre.
Esse período foi encerrado com aquela solenidade no Teatro da Paz, em 17/12/71.
A partir dela, nos dispersamos, cada um em busca da realização de seus sonhos.
Hoje, podemos dizer, com toda a certeza, que valeu a pena!
Certamente, cada um de nós tem uma bela história para contar. 
Agora, vivemos o momento de desfrutar com serenidade dos dois maiores patrimônios que conseguimos acumular ao longo de todos esses anos: nossa família e nossos amigos.
Sem eles, a vida não teria sentido.
A maior prova disso é que hoje, estamos unidos novamente, embora de maneira virtual, após tantos anos de distância.
Vamos, portanto, comemorar a nossa amizade e a vida.
Precisamos nos manter unidos e, se possível, trazer outros colegas para o nosso convívio.
Parabéns pelos 43 anos!
Aproveito a oportunidade para desejar a você e à sua família, um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde e realizações.
Um grande abraço,

Fernando Aragão

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


Esta é Rainah Juarez, filha do Rodson Juarez e de Iana Carolina Juarez, minha neta nº 3, em pose no escritório para a vovó Josi e para mim. Há 8 anos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

JANARY NUNES

Rodolfo Juarez
Por mais que se esforcem todos para homenagear aquele que foi o primeiro governador do Amapá, poucos compreenderão a importância que teve Janary Gentil Nunes na implantação do que é hoje o Estado do Amapá.
Os limites geográficos são os mesmos, o clima é o mesmo, os recortes físicos no território são os mesmos. A fauna e a flora estão relativamente pouco modificadas daquele tempo, mas as características estão mantidas e não dá para dizer que houve depredação do ecossistema e muito menos a quebra do equilíbrio natural.
Janary veio governar o Amapá com a incumbência de ocupar a área, afinal de contas, a área sempre fora motivo de cobiça de outros povos, principalmente os franceses, que ainda remoíam a derrota no Tribunal de Haia e não se conformavam com o recuo do que consideravam as suas fronteiras.
Janary Nunes foi objetivo nessa parte do plano e, como primeira providência, propôs a capital do Território Federal do Amapá ao invés de ficar de frente para o oceano, em Amapá, ficaria de frente para o Amazonas, em Macapá.
Mais tarde a história local, que pouco fala sobre esse episódio, registraria o acerto da medida, pois rapidamente, Macapá saiu dos seus mil habitantes, em 1944, para 30 mil em 1950.
Janary transmitia confiança e se fazia claro quando o assunto era acreditar que poderia modificar as condições sanitárias e sociais dessa área brasileira. Ao mesmo tempo em que se instalava, estabelecia os pilares da estrutura que daria as condições para que as pessoas se sentissem segura. Foram construídas, ao mesmo tempo, escolas, hospitais, portos, aeroportos, usinas de força e luz, estação de tratamento de água, adquiridas unidades de transporte, aberas as primeiras estradas, construídas casas para funcionários e à medida que as necessidades iam aparecendo eram analisadas e resolvidas.
 Macapá e as pequenas vilas passaram a ser tratadas como cidades, colocando como prioridade as necessidades dos habitantes. Além do que Janary era incansável no dia a dia e se agia, naturalmente, como um comandante em chefe, um líder disponível.
Janary Gentil Nunes nasceu em Alenquer, sede do Município de Alenquer, no Estado do Pará, no dia 1º de junho de 1912. Veio pela primeira vez ao Amapá em 1940, quando ainda era primeiro-tenente do Exército.
Na época comandava o Pelotão Independente do Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, atualmente Colônia Militar de Clevelândia do Norte, onde permaneceu até o final de 1941.
O Amapá, antes de ser Território Federal pertencia ao Estado do Pará. Foi desmembrado politicamente das terras paraenses por meio do Decreto-Lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943, quando Getúlio Vargas era o presidente do Brasil.
Em 27 de dezembro de 1943, o presidente Getúlio Vargas nomeou para ser o primeiro governador do Território Federal do Amapá, o capitão do Exército, Janary gentil Nunes, então com 31 anos de idade, onde exerceria o cargo por 12 anos. A implantação efetiva da Administração Territorial aconteceu em 25 de janeiro de 1944.
O capitão Janary Nunes foi nomeado governador do Território Federal do Amapá para administrar e conduzir o desenvolvimento da fronteira com o objetivo de promover a segurança nacional, realizar o controle político, o controle social com adoção de medidas tutelares que garantissem a ocupação da grande área vazia.
O Amapá de então possuía aglomerados urbanos e forma de vilas e lugarejos. Tinha pouco mais de 25 mil habitantes e em Macapá moravam, aproximadamente, mil pessoas.
As primeiras obras executadas por Janary Nunes foram: casas para funcionários, Escola Barão do Rio Branco, Escola Industrial de Macapá, Escola Doméstica, Escola Normal, Escola de Iniciação Agrícola, Escola Técnica de Comércio e Hospital Geral de Macapá. O HGM foi a primeira unidade de saúde de Macapá. A doença mais comum da época era a malária.
Em 5 de fevereiro de 1956, Janary Nunes deixa o Amapá para presidir a Petrobrás, por designação do Presidente Juscelino Kubitschek. Teve a oportunidade para indicar o seu sucessor, o médico Amilcar Pereira.
Foi deputado federal por dois mandatos, 1963-1967 e 1968-1971. Nas eleições de 1971 foi derrotado pelo professor Antônio Cordeiro Pontes para a vaga de deputado federal.
Janary Gentil Nunes faleceu aos 72 anos de idade, no Rio de Janeiro, no dia 15 de outubro de 1984.

terça-feira, 29 de maio de 2012

RENDA PARA ELEGER MELHOR

Rodolfo Juarez
Os gestores públicos e até alguns parlamentares insistem em entender errado o significado dos programas sociais que resultaram do excedente de arrecadação e que são propostos por todos os níveis de Governo.
Como a pobreza, a miséria e o analfabetismo são qualificativos sociais não aceitos pela imensa maioria da população, fica facilitado para aqueles gestores justificarem, na maioria das vezes, o seu falso comportamento no enfrentamento dessas questões, sempre pela face mais facilitada – a da ajuda financeira.
Preferem deixar longe o adágio, que é popular, e que está baseado na tese de que “é melhor dar o caniço para pescar do que o peixe”. Não, aqueles gestores sempre optam por “dar o peixe” e, se possível, já devidamente cozido ou assado.
E por que isso?
Porque, sabem eles, estão lidando com uma parte (grande parte) da população que tem dificuldades para compreender o que realmente está acontecendo. Para essa parcela da população, o Brasil não melhorou, não evoluiu e muito menos dispõe de oportunidades que podem ser aproveitadas por essa mesma parcela da população.
Os problemas mais presentes, além da falta de condições para o sustento básico, que os leva ao cenário da miséria, são: a falta de moradia, de atendimento médico, de segurança, de educação e assistência social.
O que eles sabem é que estão sempre sendo apontados, pelos membros da mesma sociedade a qual pertencem, com miseráveis e pessoas que terão muitas dificuldades para produzir e mesmo se colocar de pé perante eles mesmo.
Aproveitam essa condição e essa análise simplista para transformar o que seria um programa de recuperação social, em um programa de manutenção das pessoas como estão, tendo as mesma dificuldades que já têm e aumentando a dependência daqueles agentes públicos que fazem questão de propor, mesmo que solto no ar, uma troca: a “ajuda” pelo voto.
Um programa, por exemplo, como o “Programa Renda Para Viver Melhor” passa por transformação subjetiva e vira “Programa Para Eleger Melhor”, isto é, deixa de ser um programa de apoio social temporário para virar um programa de apoio eleitoral permanente, ou pelo menos, pelo tempo que for possível.
Mas não é só aqui no Amapá que isso acontece. Brasil a fora se repete esse agressivo comportamento contra os mais carentes, ou os de carência total. Esses programas são tão disputados que viram motivo de propaganda dos Governos e exportam modelos para outras áreas sociais.
Uma dessas áreas que está copiando o modelo do Programa Renda Para Eleger Melhor é o da casa própria. Já se percebe, em profusão, a tentativa que os agentes públicos fazem para relembrar e lembrar o que fizeram e o que estão fazendo, tudo isso com uma coloração eleitoral nítida, aonde as disputas chegam ao ponto de negar, nas peças publicitárias, êxitos de uns e destacar fracassos de outros.
Uma pena que isso aconteça!
Mas os marqueteiros não vêm limites nas vontades dos gestores e produzem peças que tangem a irresponsabilidade, tanto que colocam pessoas humildes para fazer declarações que jamais fariam em outras circunstâncias ou se tivessem falando em nome de, pelo menos, parte daqueles que estão na faixa mais pobre da população.
Até mesmo os aumentos obrigatórios, definidos em lei, são motivos para reuniões e para declarações de pessoas, que deveriam servir de alerta para os administradores e fazê-los definir outros programas de apoio social, do que usar a ingenuidade de pessoas humildes para fazê-las declarar o que entendem que será bom para a administração ou para o administrador.
A própria ilusão de que melhorou precisava ser explicada aos mais carentes, ao invés de divulgar a declaração de que “melhorou muuuuuuuuuuuuuuito”.


sábado, 26 de maio de 2012

O PRESENTE

Rodolfo Juarez
O amor é um presente que Deus nos dá, mas também nos tira, sem aviso, sem qualquer indicativo. São tantos os sem amores que estão por ai, carregando suas dificuldades e sentindo falta da parceira ou do parceiro que lhe completava e que, muitas vezes não tinha o reconhecimento.
Mas agora não tem jeito!
O tempo é outro e precisa ser entendido assim, muito embora o coração não permita que tudo seja modificado, tudo seja mudado, pois é ele que manda para o cérebro as lembranças, as recordações, que alimentam o corpo e alma e, de certa forma, procura compensar a falta que sente e que faz.
O que não muda é a relação, o entendimento, a cumplicidade que é explicada pela ausência e pela falta, exatamente naqueles momentos mais delicados, que coloca a sensibilidade em evidência e deixa, até, uma dose de sofrimento escorrer, ora através do comportamento, outra vez pelos fios de lágrima pelo rosto, como se fosse o desabafo da falta que o coração sente e que a mente registra.
As ruas por onde juntos andaram, as cidades por onde juntos estiveram, os locais que visitaram, constituem registros que mais parecem estampas em 3D a fustigar o coração e a desafiar o sentimento, que parece crescer e se avolumar construindo um castelo de sonhos, tão colorido, mas tão colorido que não sobra espaço para lembrar-se dos desentendimentos que, podem ter havido.
Tudo bate muito forte. Mas tudo parece muito claro!
As coisas que foram importantes reacendem na memória como se estivesse sob o clarão de potentes refletores, tal a nitidez com a qual são apresentados os detalhes, os contornos e, principalmente as cores dos olhos, dos cabelos, da pele, do rosto, da roupa, do sapato, da sandália, do carro, do avião, de cada um dos momentos que se manifestam de uma só vez desafiando a lembrança quando pretende ordenar o que aconteceu conforme qualquer referência cronológica.
E os jeitos especiais, inclusive os mais simples, quando chama pelo carinhoso diminutivo ou pelo que vem na cabeça no momento e que pode ter a atenção do amor da pessoa amada.
E as fotografias, materiais que estão descolorindo nos álbuns, ou aquelas virtuais que estão salvas na memória do computador.
Bem essas fotografias ninguém confia mais em deixar apenas na memória do computador. Prefere protegê-las em ambientes muito mais seguros e equipamentos que favorecem o destaque deste ou daquele momento, desta ou daquela ocasião.
Tudo isso é a prova de que o amor subsiste a quase tudo e que dá a esperança de ele ser revivido a cada concentração e cada vez que nos dispomos a confirmar a intensidade do amor e que representa para a pessoa amada.
E o cheiro. Parece mágico.
Quem ama ou amou conhece o cheiro do amor.
Está misturado com o cheiro da pessoa amada, mas tem sua intensidade bem definida que tanto um quanto outro amante pode perfeitamente, identificar o seu contorno, a sua presença e a sua significação.
Tem momentos que apenas o sonho parece não bastar e, nessa ocasião, é preciso lembrar quais eram os artifícios que os dois usavam para despertar o sentimento, às vezes recolhidos por um problema em solução, às vezes apenas ganhando força para dominar o ambiente quando de sua manifestação.
O amor é muito bom. Amar é um sonho!
O amor está acima de tudo e pode vencer o cansaço, a distância e superar a velocidade da luz ou do som, ficando acima de todas as velocidades, inclusive do pensamento.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O SEGUNDO

Rodolfo Juarez
Hoje, 25 de fevereiro, é o dia do aniversário do meu irmão Clodoaldo Santos Juarez. Ele é o segundo de um time de 12 filhos do seu Heráclito Juarez Filho e de dona Raimunda Pureza Juarez.
Ele nasceu o mais moreno da toda a turma e, também, o mais inquieto Do time, por isso ficou dono das mais inusitadas “tiradas” entre todos os irmãos e, de quebra, aquele que mais rapidamente desvendou os segredos de nadar, subir em árvore, esconder-se e esconder a cartilha do ABC.
Alias, foi o Clodoaldo o maior responsável pelo desaparecimento de cartilhas e de tabuadas. Sempre às vésperas, ou um pouco antes, de conferir a “casa dos cinco”, na página de multiplicação da tabuada, lá o livreto sumia e, pior, ninguém conseguia encontrar.
Até que um belo dia, quando foi preciso trocar as palhas da parede da casa, lá estavam todas elas, ainda perfeitas - as tabuadas e as cartilhas do ABC.
Clodoaldo, aqui em Macapá, foi aluno do Barão do Rio Brando desde 1960, onde cursou toda a Escola Primária, depois do Colégio Amapaense e, em seguida, da Escola de Agronomia do Estado do Pará, em Belém, onde recebeu o grau, em Agronomia, em dezembro de 1973.
De volta ao Amapá e com o título de engenheiro agrônomo, Clodoaldo Juarez ingressou nos quadros do Governo do então Território, na Secretaria de Agricultura, onde se apaixonou, pela segunda vez, agora pela cultura da seringueira.
Talvez por tratar-se de uma planta rústica, perene, adaptável a grande parte do território nacional, sendo uma espécie arbórea de rápido crescimento, percebeu a química entre ele e a cultura da Hevea brasilienses, a espécie mais importante do gênero, na opinião de especialistas, como o próprio Clodoaldo.
Tornou-se o “pai” do Seringal João Cleofas, em duas ilhas de cultura, uma na entrada do balneário da Fazendinha e outra às proximidades do Marco Zero, parte da área invadida pelos moradores que ocupam a parte do hemisfério sul, entre o Monumento do Marco Zero e a margem do Rio Amazonas, ao longo da Avenida Setentrional.
A destruição do experimento enterrou o sonho, mas não o conhecimento do profissional dedicado que é reconhecido como um dos maiores especialistas no cultivo da seringueira em todo o País.
Clodoaldo também foi professor do Ensino Médio. E, apesar dos sumiços que dava para as tabuadas, escolheu de Matemática para lecionar, era professor e dos bons!
Filhas e filhos formados, formando, netos bonitos e o respeito de todos os irmãos e demais parentes, retratam o sucesso do Clodoaldo na nesta vida, além do reconhecimento dos seus colegas, profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
Desportista, foi técnico do Guarany Atlético Clube, na época do “seu” Milton, quando foi vice-campeão amapaense, em memorável decisão com o Esporte Clube Macapá, em 1974. Fundou o São Paulo, cujo time de futebol só tinha uma titular, ele mesmo, o Clodoaldo e sua camisa 5.
Neste sábado, 25 de fevereiro, dia em que completa 64 anos, não está mais alegre porque se considera uma das maiores vítimas do David, jogador do Flamengo, que perdeu o gol que, segundo ele, mudaria a história da partida e deixaria o seu time do coração, o Flamengo, na decisão de amanhã.
Parabéns meu irmão! Todos nós estamos muito felizes por você!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

AS CHEFAS

Registro feito durante o aniversário de 26 anos da Mara Liliane. Em primeiro plano "as chefas" Renata Vasconcelos Juarez e Rainah Maciel Juarez. No préplano os pitós da Ludimila Juarez de Pinho e na "cortina" do segundo plano, o Ian Juarez e o João Guilherme Juarez.