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sábado, 26 de janeiro de 2019

Mortes nas águas: Cidade de Óbidos VI - 17 anos depois


CIDADE DE ÓBIDOS VI - 17 ANOS DEPOIS
Há 17 anos, no dia 26 de janeiro de 2002, em uma viagem para a sede do Município de Laranjal do Jari no Barco Motor Cidade de Óbidos VI, na volta sul do rio, na região do Alegre, um choque frontal com uma balsa de ferro própria para transportar gado bovino, levou a pique a embarcação de Madeira que tinha 101 pessoas a bordo entre passageiros e tripulantes.
O resultado do choque frontal entre as duas embarcações foi a morte de sete passageiros e prejuízos materiais, inclusive da própria embarcação que foi “engolida” pelo rio. Simone Teran, Vitor Santos e mais cinco pessoas foram para a lista dos que morreram.
Dois filhos, um cunhado e eu estávamos no Barco Motor Cidade de Óbidos VI, juntamente com autoridades federais, estaduais e municipais dos municípios de Santana e Mazagão. O objetivo da viagem era debater a minuta de plano específico para o desenvolvimento da região sul do Estado do Amapá.
O plano foi completamente esquecido e até hoje os familiares dos mortos choram falta dos seus entes queridos, principalmente quando constatam que nem a morte deles motivou autoridades no sentido de alterar o entendimento do que representa o transporte fluvial na região, para o Amapá.
A situação atual dos locais de saídas e chegada das embarcações fluviais é precária, não foram construídos os prometidos terminais para passageiros, as rotas não forma definidas por quem deveria, e a fiscalização se tornou mais frágil devido o aumento do fluxo das embarcações de transporte de carga e passageiros.
Essa dívida do Estado, no seu mais amplo sentido, continua sendo irresponsavelmente “empurrada com a barriga” pelas autoridades que deveriam gerenciar o setor.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O intrigante acidente que aconteceu no Porto de Santana

Os seis trabalhadores que estavam no Porto continuam desaparecidos
Os bombeiros suspenderam no inicio da noite as buscas prometendo retomá-las logo no começo da sexta-feira santa.
Equipes do Corpo de Bombeiros buscaram por todo o dia (quinta-feira, 28) seis pessoas que estão desaparecidas após acidente, provavelmente geológico, na região portuária de Santana, 20 km de Macapá, a capital do Estado do Amapá.
Segundo os bombeiros, o desmoronamento fez com que caminhões, guindastes e parte da área administrativa da mineradora, que estavam em uma estrutura flutuante, desaparecessem sobre as águas que tomou conta de um imenso buraco na área onde havia um pátio de estocagem de material e administração de embarque de minério.
O fato ocorreu por volta das 0h30 desta quinta-feira (28) e as causas ainda estão sendo investigadas.
Mergulhadores, homens da defesa civil, da Capitania dos Portos e da Polícia Militar permanecem no locl.
No início da madrugada, dois funcionários da empresa foram socorridos com vida do rio, informaram os bombeiros.
Dirigentes da área de comunicação da empresa responsável pelo local, Anglo American Brasil, afirmou que o desabamento foi provocado por um fenômeno da natureza.
Ele afirmou que "uma onda grande varreu toda a orla" e que "houve um desmoronamento de terra em que foram tragados equipamentos, caminhões e pessoas".
Mineradora diz que houve 'onda'
Em nota, a mineradora confirmou que, por volta das 12h da quinta-feira, seis pessoas continuavam desaparecidas (sendo 3 funcionários e outros três contratados por terceirizadas).
Informações iniciais atribuem o acidente "a uma massa de água anormalmente grande que se moveu pelo braço do rio", diz a empresa (leia a íntegra do comunicado).
Testemunhas disseram que foi o desabamento da estrutura do porto, que exporta minério para diversos países, que provocou a onda.
Diversos barcos, que estavam ancorados no porto, acabaram afundando. "Foi tudo muito rápido, não levou mais de cinco minutos", disse o vigilante que estava no local.
As buscas pelos desaparecidos não têm prazo para acabar, informou o major Neri.
Leia o comunicado da Anglo American sobre o caso:
"A Anglo American – Sistema Amapá informa que, por volta da meia noite desta quinta-feira (28), ocorreu desmoronamento de parte do terreno onde se localiza o píer flutuante utilizado na atracação de navios que embarcam minério de ferro. As causas do desmoronamento ainda estão sendo investigadas – informações iniciais atribuem o acidente a uma massa de água anormalmente grande que se moveu pelo braço do rio pois outros portos localizados na região também foram afetados. Veículos e equipamentos em operação foram tragados para dentro do rio. Até o momento, seis pessoas (3 funcionários e 3 contratados) estão desaparecidas.
A Anglo American comunicou o incidente a todas as autoridades de segurança do Estado. A área atingida foi interditada pelo corpo de bombeiros e as buscas às pessoas desaparecidas foram iniciadas imediatamente. A empresa está tomando as providências necessárias para atendimento e apoio às famílias dos desaparecidos."



A falta de atenção com o transporte fluvial

Rodolfo Juarez
Os gestores do dinheiro público e os parlamentares de todos os parlamentos onde representam os interesses da população amapaense estão dando a impressão que ainda não compreenderam o que está acontecendo com grande parte da população local, principalmente aquela que precisa sair de Macapá ou de Santana, para outros centros urbanos, preferindo usar o transporte fluvial.
Essa significativa parcela da população tem enfrentado grandes problemas e, em algumas oportunidades, a incompreensão das autoridades, com relação às condições que lhes são oferecidas para uso desse tipo de transporte, com características regionais e mais próximas dos costumes e da capacidade de pagamento do usuário do sistema.
Basta uma visita aos terminais de carga e passageiros que são oferecidos para os usuários do sistema de transporte fluvial para atender àqueles que preferem, por várias razões, usar esse tipo de transporte, para entender o tamanho da ausência do poder público.
Macapá e todos os demais núcleos urbanos do estado, não dispõem de ligação rodoviária com os outros centros do país o que, por si só, já recomendaria uma atenção maior para o transporte fluvial.
Além disso, a região oferece condições para a navegação fluvial com absoluta segurança, bastando para isso, dotar o sistema de regras regionais voltadas para a melhoria da segurança e do conforto dos usuários.
Os representantes do povo, principalmente aqueles que exercem os seus mandatos na Capital Federal, provavelmente por usarem constantemente o terminal de passageiros do aeroporto de Macapá, nem lembram ou pelo menos falam, das necessidades que apresentam atualmente os passageiros das embarcações fluviais que saem, também de Macapá e Santana, com o mesmo destino dos aviões que saem do Aeroporto Alberto Alcolumbre.
É claro que as condições que são oferecidas no terminal de passageiros dos aviões que saem de Macapá, ainda são bastante precárias, mas estão muito acima das condições oferecidas nos terminais de passageiros das embarcações fluviais que saem da mesma cidade.
O grande rio que torna a orla de Macapá uma das mais belas de todo o Brasil, é um grande fornecedor de prazer para aqueles que usam o sistema fluvial, mesmo funcionando em condições precárias e sem regras.
Porque não melhorar isso?
São evidentes os apelos turísticos, saltam aos olhos as preferências no uso do sistema fluvial e, mesmo assim, ainda não foi retomado o projeto que poderia transformar o transporte fluvial, a partir de Macapá e Santana, um exemplo para a Região Amazônica e para todo o Brasil.
Enquanto isso os aviões fecham as portas para os mais pobres e os remediados, muito embora os governantes locais venham aplaudindo, ao longo do tempo, os projetos nacionais de reduzir a pobreza e de dar dignidade para a população.
Como falar em dignidade por aqui, quando nem o costume da população é respeitado ou as condições lhes são oferecidas para exercer o direito de ir e vir, conforme consta da Constituição Federal.
Não tem porque as pessoas que usam, nesse momento, o sistema de transporte fluvial, não contem com um lugar seguro e confortável para aguardar a hora de embarcar nas unidades de navegação que as levará para o destino escolhido ou que precisa ir.
Apesar de não haver uma estatística oficial estima-se que, entre Macapá e Belém, durante um ano, o número de passageiros que usa o transporte fluvial é três vezes maior que os que usam o transporte aéreo. Com relação ao transporte de carga a distância é muito grande – o fluvial seria 120 vezes maior que o aéreo, medido em toneladas.
O que falta então?

Acidente no terminal de embarque de minério em Santana

Acidente no terminal de embarque de minérito, em Santana, causa mortes de trabalhadores
Já se fala mortes de funcionários da empresa e um número não confirmado de desaparecidos
Um acidente de grandes proporções aconteceu no começo da madruga desta quinta-feira, dia 28 de março, na área do porto fluvial de embarque de minério, em Santana.
O acidente ocorreu pouco antes do relógio registrar uma da madrugada e teria sido provocado por um deslocamento de terra no subsolo causando uma grande fenda para onde foram tragados tragalhodores e máquinas.
O deslocamento também provocou uma onda no rio de acesso ao cais, que alagou diversas pequenas embarcações que estavam ancoradas ao londo do cais e até 200 metros do porto, onde ocorreu o aciedente
Como era madrugada e a visibilidade não era boa, as testemunhas oculares do acontecimento pouco puderam informar sobre a forma como tudo aconteceu.
As informações são rarefeitas, a área está isolada pelo sistema de segurança pública do Estado e as causas são desconhecidas até o momento.