Mostrando postagens com marcador Banda larga; plano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banda larga; plano. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de setembro de 2013

Ainda há tempo!

Rodolfo Juarez
Já está passado da hora de levar para discussão um plano de desenvolvimento urbano para Macapá. Alguns pontos desse plano precisam ser debatidos à exaustão com planejadores que já tiveram os seus planos testados e já tiveram a retroalimentação dos mesmos.
Sistemas como o de expansão urbana e viário, precisam ser organizados considerando a sua interdependência.
No sistema viário foram colocados carros demais para vias de menos; o mesmo está acontecendo com relação à expansão, pois estão sendo colocadas habitações de mais em bairros de menos, ou seja, está havendo concentração de pessoas e logicamente de usos de serviços e estrutura da cidade.
Alguns conjuntos residenciais estão projetados para mais de 20 mil habitantes, todos eles precisando se deslocar para o trabalho e para o lazer e de lá voltar para casa. Até agora os acessos, desde o centro ou desde onde estejam os locais de trabalho e escola, não foram estudados e, com isso, é desconhecido o impacto que isso trará para a situação atual da cidade.
Não se trata de acessibilidade, na forma como é discutida, se trata de acessibilidade de massa. Muitas pessoas estarão concentradas em um único bairro, do qual precisam acessar outros.
Manter as mesmas vias para atender necessidades novas é arriscar demais a funcionalidade da cidade e desafiar a qualidade de vida da população.
Os exemplos de outros centros poderiam ser perfeitamente considerados por aqui. Providência como essa poderia evitar os problemas que são comuns em outras cidades, mas que já dão sinais de frequência indesejada em Macapá.
Se forem consideradas as retenções havidas nos horários de pico para quem quer chegar ao centro, vindo da zona norte; ou quer voltar para a zona norte saindo do centro, já se tem exemplos claros de como pode piorar a situação atual.
Discutir agora já refletiria um atraso para definição das medidas preventivas, mesmo assim, ainda estaria sendo debatido em tempo que permitiriam as providências para que as dificuldades pontuais de agora, não se transformem em dificuldades permanentes depois.
A população de Macapá cresce, nesta década, a uma taxa bem próximo de 4% ao ano, o que projeta um número de pessoas, somados os naturais com os migrantes, de quase 20 mil habitantes, o que corresponde a necessidade anual de aproximadamente 5 mil novas moradias.
Por isso, prestar atenção nesses números é se antecipar aos fatos, uma vez que ainda daria para discutir o assunto de forma ampla e elaborar os projetos de acordo com a técnica e conforme a necessidade.
Passando esse tempo, a necessidade toma conta das ações, pois, afinal de contas, a moradia é um direito de todos e, por isso, que as baixadas estão invadidas, mesmo todos sabendo os problemas que essa situação causa.
Agir ade forma antecipada é uma necessidade, fundamental para que as autoridades cumpram o seu papel público. Depois, não haverá justificativa capaz de convencer a população sujeitas às dificuldades de deslocamento e de moradia, no dia a dia da cidade.
Ainda há tempo!
Os administradores do município de Macapá estão demorando demais a sair da toca e começar a agir. Nem todas as ações custam dinheiro. Boa parte delas exige, apenas criatividade, ação e responsabilidade social e urbana.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PANO PRETO

Rodolfo Juarez
Enquanto o governador do Estado e o novel senador da República ficam disputando que vai assumir a paternidade da Banda Larga para o Estado do Amapá, as coisas continuam acontecendo e já bem perto de nós acontecem novidades que poderiam ter sido observadas pelas duas autoridades se não tivessem preocupados com o viés narcisista que não os permite desviar a atenção, nem que seja para melhorar o desempenho.
É claro que a banda larga é muito importante para os amapaenses. Hoje nós estamos impedidos de competir, inclusive empresarialmente, com aqueles que são gerentes ou donos de empresas em estados localizados do sudeste, do sul, no centro-oeste brasileiro e aqui pelo norte, fazendo da internet um instrumento para as suas competições comerciais e técnicas.
Nem mesmo as promessas de campanha do governador e muito menos as vontades do senador puderam responder pela realidade da internet no Amapá que só não está pior por cauda dos investimentos que estão sendo feitos por empresas locais, mas que, entretanto, resultam em preços caros que impedem a grande massa de contar com a internet no Estado.
E as coisas estão acontecendo aqui perto!
Houve, em um dos vários anúncios feitos pelo governador, a informação de que uma das empresas de telefonia teria assumido o compromisso de ser parceiro do Governo do Estado na disponibilização, a preço baixo, do serviço de banda larga.
Ao que parece, não deu certo!
E o que mais intriga os usuários que têm vontade de dispor da internet banda larga no Amapá é que, quando atravessam o grande rio e chegam do outro lado, em Belém, lá estão os belenenses usufruindo da internet banda larga a preço acessível de grande parte da população.
Essa mesma população já começa a desconfiar que tudo não passa de um comportamento proposital para que os portais da transparência não seja veloz e continuem completamente opaco e justificando o “pano preto” que continua cobrindo as contas públicas dos órgãos públicos que têm endereço em Macapá.
Enquanto isso os amazonenses, na semana que passou, assinaram o primeiro contrato brasileiro para acesso de banda larga à internet via satélite do Projeto O3B (Outros 3 Bilhões), que deverá cobrir mais de 150 países em desenvolvimento, com satélite de órbita média (entre 2.000 e 36.000 km acima da superfície terrestre) sobre a linha do equador.
Por força do contrato de parceria assinado com a empresa brasileiro Ozônio Telecomunicações, praticamente toda a extensão do Estado do Amazonas poderá dispor de acesso de alta velocidade à internet, de 1 a 10 Megabits pro segundo. A parceria anunciada na primeira quinzena de outubro, em Manaus, prevê a oferta da capacidade total de um dos 8 satélites de órbita média para cobrir a região com conexões rápidas, de modo a chegar até aos locais mais remotos, onde a cobertura por fibra ótica é tecnicamente muito difícil (como aqui, no Amapá).
A oferta desses serviços por menores custos se torna possível porque o O3B utiliza satélite de órbita média, não geoestacionário, opera com satélites situados mais próximos da terra.
Para o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, que representou o Ministério das Comunicações na assinatura do contrato de parceria entre a O3B e a Ozônio, o projeto tem alta relevância para o Estado do Amazonas pro oferecer acesso de maior velocidade aos lugares mais remotos da região.
Enquanto isso, as autoridades promesseira daqui, continuam esperando, não sei o que e prometendo o que não podem cumprir e a banda larga, a baixo custo, chega aos nossos vizinhos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

BANDA LARGA

O PORJETO O3B
O Projeto O3B vem sendo trabalhado, desde 2008, pela Google, o HSBC e o bilionário John Malone, desenvolvendo este mega projeto para levar a internet a todo o planeta a prelos acessíveis. A missão do Projeto O3B é fornecer conexão de internet de alta velocidade e de baixo custo para “outros três bilhões” de pessoas em mercados emergentes na Ásia, África, América Latina e no Oriente Médio.

BLOG DO GOOGLE
Está no blog do Google: “A constelação de satélite O3B fornecerá internet de alta velocidade, alcançando dentro da casa dos gigabits por segundo. Os satélites orbitarão a Terra a cerca de um terço da altura que os atuais satélites geosincronizados orbitam o que significa que levará menos tempo para a data viajar de um lado a outro. Isso tudo implicará em melhores conexões de voz, assim como uma experiência de internet mais eficiente.

AMAZONAS
O Amazonas é o primeiro estado brasileiro e o Brasil é um dos primeiros países a contratar acesso à internet via satélite do Projeto O3B, que deverá cobrir mais de 150 países em desenvolvimento, com 8 satélite de órbita média, entre dois mil e trinta e seis mil quilômetros acima da superfície terrestre, sobre a linha do equador.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

BANDA LARGA, UM SONHO ADIADO

Todas as pessoas realmente interessadas no assunto e com um mínimo de responsabilidade para prestar a boa informação, sabiam que Macapá e as demais localidades do Estado do Amapá estavam longe de contar com os serviços de internet utilizando a banda larga, que é uma conexão à internet com velocidade superior ao padrão das linhas telefônicas convencionais, ou seja 56 Kbps – kilobits por segundo, o que permite transmitir dados com muito mais rapidez e manter o usuário permanentemente conectado à web.

A notícia do final da semana passada, dada pelo próprio presidente da Telebras, Rogério Santana, quando divulgou a lista das 100 primeiras cidades que farão parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e entre as quais não está umazinha daqui do Estado do Amapá, colocou uma rolha na boca daqueles que vinham anunciando banda larga para este ano no Amapá.

É claro que a vontade de contar com banda larga no Estado do Amapá é de todo mundo. Não resta dúvida que representaria a inserção de um dos fatores mais importantes para a conexão coma web na velocidade com que já conta outros centros urbanos brasileiros, com as mesmas necessidades que os habitantes daqui.

Mas essa realidade não se muda exclusivamente com a vontade ou com reza, orações ou preces. Precisa haver, da parte das autoridades públicas responsáveis pelo assunto, a determinação de criar as condições políticas e de infraestrutura que possibilitasse todos contar com essa tecnologia tão importante para o desenvolvimento regional e para buscar o desequilíbrio na capacidade de competição entre os estados visinhos.

Convênios já foram assinados, promessas já foram feitas, programas já foram elaborados que, às vezes, até aqueles que sabiam que não havia as condições de infraestrutura para contar com a banda larga, com preço e velocidade competitivos, já estavam acreditando que o Estado contaria com essa tecnologia nos padrões que outros estados já contam.

Quando a Telebras divulgou as 100 primeiras cidades que serão atendidas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), também anunciou os nomes das cidades e as unidades da federação onde estão. As cidades estão em 15 estados e têm uma população conjunta de 14 milhões de pessoas e devem receber o programa até o fim deste ano.
Boa parte dos municípios que integram o Plano fica nas regiões Nordeste (58) e Sudeste (30), além de seis cidades no Norte (Tocantins) e no Centro-Oeste (Goiás). Os estados com mais cidades são Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 8 em cada estado.

De acordo com o PNBL, os usuários terão uma velocidade mínima de 512 Kbps por preços entre R$ 15,00 e R$ 35,00. O mínimo de velocidade para se considerar uma conexão varia bastante. Em 2006 era comum afirmar que um mínimo de 256 Kbps caracteriza a internet como banda larga. Este ano, entretanto, a Federal Communications Commission (FCC) aumentou a velocidade de banda larga básica nos Estados Unidos para 4 Mbps, quase oito vezes mais que a prometida pelo PNBL.

A expectativa da Telebras é de que o PNBL atenda a mais 1.063 cidades em 2011 e que todo o país seja abrangido até o fim de 2014.

As autoridades precisam apresentar-se, conhecer o Plano Nacional de Banda Larga para que o serviço seja oferecido aos amapaenses, também, até 2014 conforme espera o governo central. Não podemos ficar patinando em informações desencontradas e sem a devida segurança.