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segunda-feira, 18 de março de 2019

Equinócio das Águas no Amapá


Rodolfo Juarez
Amanhã, dia 20 de março, acontece o Equinócio das Águas um fenômeno astronômico que marca o início da primavera e do outono. Esse evento ocorre duas vezes por ano, na primavera e outono. Durante dois dias do ano, as noites e os dias terão quase a mesma duração, 12 horas.
O evento ocorre em consequência da inclinação no eixo da Terra que resulta na incidência da luz solar diretamente sobre a faixa intertropical durante alguns períodos do ano.
Desde quando foi criado o Território Federal do Amapá, em 13 de setembro de 1943 que os amapaenses perceberam que projeção da linha imaginária do Equador poderia ser uma referência turística para a localidade e um ponto que poderia ser transformado em atração turística para o visitante e para o morador local.
As primeiras providências foram no sentido de materializar a projeção da linha e, para isso, foram construídos dois pequenos pórticos, definindo dois pontos, por onde a projeção da linha do Equador passaria.
O local passou a ser ponto de visita obrigatória para todos os convidados do Governo do Território e também para aqueles que vinham trabalhar e morar no Amapá, inclusive os que moravam na Vila Amazonas, para onde iam as pessoas que trabalhavam no projeto Icomi.
Em 1984 foi elaborado o projeto e construído o monumento do Marco Zero do Equador que, mais tarde, passou por adaptações do a inserção de rampas que não constavam do projeto original.
A proposta básica do projeto original constava de uma unidade turística onde composta de uma cozinha industrial, uma boate e um restaurante, sendo que na laje de cobertura se destacava o acesso, a materialização da projeção da linha imaginária do Equador e um relógio de sol, construído em material metálico e com a abertura vinda da caixa d’água marcaria as horas.
Até agora os agentes de turismo e as outras autoridades, estaduais e municipais, ainda não conseguiram inserir o Monumento do Marco Zero do Equador em qualquer calendário, seja turístico ou não, e o espaço continua subaproveitado ou mal aproveitado, não oferecendo aos visitantes as condições que precisaria para se tornar uma referência importante do turismo do Amapá.
Por enquanto a boa vontade de poucos e os sonhos de alguns é que estão se esforçam para mostrar que aquele monumento é uma referência e que o fenômeno do Equinócio se repete a cada dois anos e independente da vontade de governante ou de eventuais condutores da política turística para o Estado do Amapá.
A palavra equinócio é de origem latina e significa “noite igual”. A cada quatro anos, os equinócios se atrasam, isso significa que, em alguns séculos, ele se adiantará um pouco.
Durante os equinócios o sol nasce exatamente no leste e põe exatamente no oeste. É nos equinócios de outono do Hemisfério Norte ocorre outro fenômeno – o da aurora boreal.
As luzes do equinócio de outono provocam alterações biológicas nos seres vivos, como estímulos à hibernação, queda de folhas nas árvores e o amadurecimento de vários frutos e vegetais.
O equinócio é celebrado em muitas culturas como o momento de equilíbrio entre as forças da luz e das trevas.O equinócio da primavera está associado às festas de Páscoa na religião cristã.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O desperdício do momento

Rodolfo Juarez
Mais uma vez os responsáveis pela gestão dos interesses de Macapá e Santana desperdiçaram uma oportunidade de firmar um dos principais fenômenos astronômicos como item de atração turística com reflexo direto na economia.
No dia 23 ocorreu o Equinócio de Setembro!
Um momento muito especial e que só não é único porque tem outro assemelhado que acontece em março, entretanto, sujeito às chuvas comuns no período e às dificuldades que isso implica
Não sei se por falta de estudo ou por falta de interesses, ou por querer se posicionar como os da idade antiga, que preferiam reter as informações que tinham à distribuí-las com a população, para demonstrar sabedoria ou considerar-se detentor de poderes especiais e, para alguns, até mágicos.
Faz tempo que a magia e a sabedoria “do comum de todos” deixaram de influenciar comportamentos, mesmo assim, por aqui, se nota esse descuido ou burrice, quando procuram definir o momento.
Primeiro os gestores de Macapá, que têm um ponto para desenvolver os seus motivos turísticos e, depois, os de Santana que, embora não tenham esse ponto definido com a mesma imponência de Macapá, conta com a dedicação de pessoas como Miguel Duarte que querem apenas despertar a consciência popular para o fenômeno astronômico.
O equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente, isto é, como vista da terra, cruza o plano do equador celeste, implicando em noites iguais, ou seja, a ocasião em que o dia e a noite tem o mesmo tamanho quanto à medida é o tempo.
O desafio ao conhecimento é tanto que, nomina-se aqui em Macapá, o equinócio de setembro como equinócio da primavera. Ora, no equador não tem equinócio da primavera. Estamos utilizando uma linguagem imprópria, ou destruindo um dos momentos especiais que poderia ter a cidade, se alinhando em definições dadas pelas rádios, televisões e jornais das regiões sudeste e sul, onde realmente se verifica o equinócio da primavera.
No mesmo momento em que se comemora o equinócio da primavera na região sudeste, também se comemora o equinócio de outono para as regiões, em outros países, naturalmente e que estão no hemisfério norte do planeta Terra.
Não faz muito tempo que um dos responsáveis pelo programa encarregado de destacar o equinócio referiu-se da seguinte maneira:
“- Uma pena. Já passou a hora do equinócio.”
Esses absurdos se repetiram esse ano, com os organizadores continuaram lamentando a ocorrência do fenômeno no final da madrugada.
Se observarem o calendário de eventos desse período poderão notar que aquele que recebeu menos importância foi o equinócio que, ao contrário, poderia ser a grande referência para o VII Encontro de Contabilidade da Amazônia Legal, para a Semana de Valorização com a Pessoa Idosa e para tantos projetos sociais que estão em fase de realização e que não se referem ao equinócio.
Os paraense fazem os eventos importantes durante o Círio de Nazaré, todos se referindo à festa religiosa que à tornou o grande momento turístico e econômica da capital paraense.
E o que se faz ainda por aqui tem o chamamento dos dirigentes estaduais, sem conseguir (!) chamar a atenção dos dirigentes municipais que mais deveriam se interessar.
A programação é ruim e a divulgação mal feita. Ninguém do povo tem o seu interesse despertado pelo evento.
As enquetes respondem a todas essas perguntas, entretanto, não listam os motivos que provocam dos municípios de Macapá e Santana tamanha ausência.