Mostrando postagens com marcador Rodovias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rodovias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Agora não dá para colocar a culpa na chuva.


Rodolfo Juarez
As chuvas de dezembro chegaram fortes e vieram antes, trazendo preocupação para aqueles que usam o sistema rodoviário instalado no território amapaense. As chuvas que caíram no começo da semana foram suficientes para deixar preocupados aqueles que precisam se deslocar pelas BRs, devido a formação dos primeiros pontos da rodovia difíceis de serem ultrapassados.
É inacreditável, mas a cada ano fica mais difícil confiar no que dizem as autoridades do setor rodoviário, responsável pela manutenção e construção das rodovias federais, como aqueles que têm a incumbência de dar condições de trafego pelas rodovias estaduais.
Os condutores de ônibus, caçambas, camionetes e de qualquer outro veículo que precisam ir para a cidade de Oiapoque, saindo de Macapá, ou de Oiapoque vir para Macapá, sabe, antecipadamente, que vai enfrentar problemas, mesmo tendo ouvido no mês passado de que tudo está certo para a construção do trecho que falta da BR-156 além de Calçoene até a cidade de Oiapoque.
Não é porque a região seja extremamente difícil para receber os trabalhadores das empresas construtoras, não é isso não, mas porque há um inexplicável “deixa pra lá” que sempre implica no adiamento do início ou mesmo na alegação de que a empresa não aceitou os termos do Dnit, mesmo depois de haver assinado o contrato e recebido a ordem de serviço.
Este ano já houve mais uma reunião de confirmação do início das obras da BR-156, tramo norte, com a participação de deputado federal, deputado estadual, do núcleo forte do atual governo e do Dnit, e que não se confirmou. Ficando o “dito pelo não dito”.
Quando se pergunta pelos serviços na mesma BR-156, agora na direção sul, aí então as informações são as mais conflitantes, com as autoridades do Denit dizendo o tempo que o dinheiro, para a construção do trecho, está ai, que a licitação está feita e que a responsabilidade da construção do trecho 4 estava entregue para o Governo do Estado, mesmo antes de ser instalada aqui, em Macapá, a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte.
Assim a obra nunca é iniciada e a chegada de cada um dos períodos de chuva chega também a “dor-de-cabeça” dos que precisam utilizar do trecho daquela rodovia federal. E ainda falta muita coisa. A rodovia BR-156, na direção de Laranjal do Jari, está dividida em quatro lotes de construção, e três deles são apenas planos e  sem qualquer indicativo de que a curto prazo deva começar.
O agravante, no caso das rodovias federais, inclusive a BR-210 (perimetral norte), é de que vai mudar o conceito e a proposta para o Dnit com o novo governo federal. É bastante provável que haja substituição do superintendente do Dnit em Macapá e as negociações voltem para o começo, com forte possibilidade de “enforcar” mais um ano de trabalho e agrupar mais um ano de espera para os usuários.
Do mesmo mal sofre o sistema rodoviário estadual, sem planos e sem projeções, as rodovias estaduais não estão, sequer, planejadas o que indica que ainda precisa de tempo para se elaborar os planos técnicos e os projetos no sentido de atender às necessidades do pequeno agricultor, do agricultor familiar e de todos aqueles que precisam deslocar-se pelo interior do Estado.
O Governo do Amapá não enfrenta essa luta e, ao que parece, foge dela, muito embora saiba que, dentro do próprio Governo, existe conhecimento para mudar essa história.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

No Amapá o serviço de manutenção de rodovias está em crise

Rodolfo Juarez
As rodovias amapaenses - federais, estaduais e municipais -, começam a sucumbir à falta de planos de manutenção e a falta da própria manutenção, tanto no leito das estradas e seus elementos formadores, como nas obras de artes e suas especiais localizações.
Não é possível que pontes de madeira tombem por excesso de cargas sobre o deslizante e seu tabuleiro; que deslizante, tabuleiro e estrutura se rompam quando do transporte de uma máquina de operação rodoviária passe por uma delas; não é aceitável  que vidas de trabalhadores sejam perdidas pelo apodrecimento de uma estrutura que está avista da fiscalização rodoviária.
A sociedade paga – e paga bem –, técnicos especialistas e estruturas públicas para cuidar das rodovias, além de gastar fábulas de dinheiro do contribuinte em programas de manutenção que se mostram impróprios a partir dos resultados, como os contabilizados na semana passada na Perimetral Norte.
O tráfego de veículos, leves ou pesados, de passageiros ou de carga, nas rodovias federais tem a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal que precisa agir preventivamente também com relação às condições, para esse tráfego, na rodovia e sua infraestrutura. O mesmo procedimento se pode exigir para as rodovias estaduais que apresentam problemas equivalentes e as rodovias municipais que estão abandonadas e sem quem delas tome conta.
Um recente acidente registrado na BR-210, no trecho que não perdeu o nome de Perimetral Norte, com a falência da ponte de madeira na fronteira dos municípios de Porto Grande e Pedra Branca do Amapari, além dos prejuízos materiais, levou para a sepultura um trabalhador.
Houvesse o programa de manutenção, ou os responsáveis pela gestão de uso da rodovia, especialmente Denit e Polícia Rodoviária Federal, além de ter evitado o transtorno que afetou a área e morte do trabalhador, proporcionaria a confiança nos profissionais responsáveis e a sociedade perceberia que o tributo que paga não estaria sendo desperdiçado.
O resultado foi a morte de um homem, prejuízos dos usuários que pagaram para construir a estrada, pagam para mantê-la e para receber a informação se a rodovia, inclusive a ponte, está em condições de ser usada com a segurança necessária.
Os levantamentos que podem ser feitos no Portal da Transparência do Denit indicam os custos para a manutenção daquela rodovia.
Fica também a lição para a Polícia Rodoviária Federal do Amapá de que a segurança nas estradas federais também está na condição dos pavimentos e das obras de arte (pontes, bueiros, bigodes, etc.) e não apenas na conduta e condições do condutor do veículo e dos passageiros, e do próprio veículo.
Os problemas se estendem para as rodovias estaduais e municipais.
As rodovias estaduais ainda têm uma listagem nominal que é usada como cadastro, sempre desatualizado, mesmo sabendo que a cada período chuvoso os problemas se repetem ou se agravam.
As rodovias municipais perderam o seu status e, no momento atual estão fora do glossário na lista de cuidados e mesmo cadastro, na expectativa que o Estado atue desde a definição do caminho de serviço, a construção das obras de arte e a pavimentação.
Está no rol do patrimônio social abandonado pelo poder público municipal. Segue se acabando e se tornando um caminho de serviço perigoso e responsável direto pela perda de vidas importantes e, também, para o desenvolvimento da região.

O que aconteceu na Perimetral Norte (BR-210), quando a ponte de madeira quebrou é apenas uma projeção de resultados futuros se os cuidados dos órgãos responsáveis pelas rodovias no Amapá continuarem do mesmo tamanho.

sábado, 21 de maio de 2016

O Estado precisa definir políticas públicas para as rodovias.

Rodolfo Juarez
O Amapá precisa definir uma política de estado para colocar em execução atendendo, de forma sistemática, as necessidades das rodovias estaduais sob pena de ver atado um nó tão resistente e sem condições de ser desatado.
Uma das justificativas do empréstimo junto ao BNDES, superior a um bilhão de reais, fora a “revitalização e construção de rodovias estaduais” “dando infraestrutura para o desenvolvimento local”.
Evidente demais que isso não está se confirmando na dimensão anunciada e, por isso contraria técnicos, alguns dirigentes e a população que continua caminhando por caminhos nunca imaginados e muito menos admitidos pelo Governo do Amapá.
Mesmo antes do empréstimo, o governo estadual anunciava vários projetos que daria infraestrutura ao Estado e entre eles, melhorias nas condições de uso das rodovias estaduais. Foi assim com a Rodovia Duca Serra, a Rodovia JK e a Rodovia Alceu Paulo Ramos, as três consideradas formadoras dos eixos principais no catálogo de rodovias do Estado do Amapá.
As promessas para melhorar a estrutura da Rodovia JK nem saíram do papel a não ser o frustrado projeto de “lama asfáltica” que foi iniciado e não concluído por absoluta falta de condições técnicas para atender as necessidades da rodovia. O mesmo aconteceu com a Rodovia Duca Serra e a Rodovia Alceu Paulo Ramos sequer foi concluída no seu projeto inicial.
Um sistema de rodovias não é constituído apenas pelos eixos principais e é, por isso que se identifica o conjunto como “malha rodoviária”. Assim, faltam projetos e alguns até estudos preliminares para a construção das vias que comporiam a rede e que, há muito tempo são usadas como caminho precário de serviço ou de falsa rodovia, pela população que precisa da estrada para deslocar-se e participar do desenvolvimento do Estado do Amapá.
Nesse momento ninguém desconhece a necessidade de mudar o padrão de atendimento da Rodovia Duca Serra. Usá-la transformou-se em uma decisão de alto risco devido às condições físicas da própria rodovia e a carga de veículos que rolam sobre o asfalto da estrada. Além disso, a sinalização para o trânsito de veículos e pedestres é precária, não tendo alternativa para o pedestre, muito embora em boa parte do seu eixo existam condições para alargamento de pista, construção de variante e, até de empréstimos para construção de pavimento.
Dos poucos menos de 18 km de extensão da Rodovia Duca Serra, 10,4 km ainda têm possibilidade de identificação de faixa de domínio onde poderia caber uma rodovia com dupla caracterização: a de escoamento o introdução de mercadorias e serviços e de ligação entre os dois principais núcleos urbanos do Estado do Amapá – Macapá e Santana.
A Rodovia JK, que tem o seu uso estabelecido pelo peso de carga máxima definidos para a ponte sobre o Rio Fortaleza, limite entre os territórios dos municípios de Macapá e Santana, já demonstra pontos com flagrantes sinais de esgotamento e precisando de recuperação.
As rodovias secundárias e as estradas de penetração precisam compor esse espectro para que o sistema rodoviário estadual não se restrinja àquelas rodovias ou àqueles caminhos que estão próximos de Macapá. Todos os outros municípios precisam ter uma indicação de como esse sistema está projetado para ser construído.
Essa definição é importante porque os sistemas rodoviários municipais, apesar de serem seletivos, são qualificados conforme o desenvolvimento de cada localidade, inclusive aquelas que estão distantes da sede do município.

A definição de uma política de estado, entretanto, é insubstituível para enfrentar, inclusive, as nomeações políticas que contrariam os setores técnicos que são responsáveis pela qualidade e o custo das obras rodoviárias. 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Rodovia Duca Serra

A principal rodovia estadual precisa ser revitalizada e atualizada para atender a sua função
Com 17 km de extensão a principal ligação entre Macapá e o Distrito Industrial precisa ser modernizada.
Os constantes congestionamentos, os frequentes acidentes e o estado de conservação em que se encontra a Rodovia Estadual Duca Serra indicam que uma intervenção precisa ser feita na rodovia para que ela não entre em colapso.
Atualmente é a única ligação do distrito industrial com a Capital e onde estão os endereços das principais empresas que executam os serviços de transporte de carga para Macapá.
Aberta na década de 60 com o objetivo possibilitar a ligação entre as cidades de Santana e de Macapá, aquela influenciada pela presença da mineradora ICOMI, foi implantada e assim manteve-se por quase 10 anos quando recebeu a capa asfáltica na década de 70, assim permanecendo até a primeira intervenção do Governo do Estado, criado no final da década de 90 com a promessa de duplicação da rodovia que acabou não acontecendo.
No começo de 2011 houve um teste mal sucedido, feito pelo Governo do Estado, lançando sobre o pavimento antigo uma capa de “lama asfáltica” que não respondeu ao que diziam os técnicos oficiais e não adicionou qualquer melhora na pista, principalmente considerando o volume de trânsito que, já naquele ano, era registrado na rodovia.
As soluções apresentadas e centradas na sinalização mista (rural/urbana) não resolveram os problemas e a sinalização luminosa, mesmo adaptada, não respondeu positivamente no que se refere ao fluxo de veículos e segurança no trânsito.
A Rodovia Duca Serra passou a ser conhecida como Rodovia da Morte, desde 2012 quando foram registrados sucessivos acidentes, alguns com vítimas fatais, fazendo com que os moradores das comunidades atendidas pela rodovia se restringissem no deslocamento, evitando, até, sair de casa.
As comunidades do Coração, do Marabaixo e do Goiabal foram as mais afetadas, pois afetadas estavam as comunidades com endereços entre a Lagoa dos Índios e o Centro de Macapá.
Um projeto de duplicação da rodovia foi proposto em 2008, com a disponibilização de 30 milhões de reais com origem em emenda parlamentar, que, inclusive, sobre a Lagoa dos Índios propunha uma ponte com a retirada do aterro da lagoa lançado quando da implantação da estrada.
No momento, na Secretaria de Transportes do Governo do Estado, está se desenvolvendo um projeto de modernização da via com a duplicação de capacidade de trafego de veículos e com proposta seletiva de utilização.
Nesta proposta estão contempladas as intercessões com as rodovias transversais e de apoio, como, por exemplo, a Rodovia Norte/Sul, além da construção de elementos que possibilitem a modernização da rodovia.
A sociedade precisa, entretanto, tomar conhecimento e pressionar para que o Governo dê prioridade a essa obra.

Reunião com o Comando Militar
A duplicação da Rodovia Duca Serra e a manutenção da BR-156 foram os principais assuntos tratados na reunião do governador do Amapá, Waldez Góes, com o comandante Militar do Norte, general de Exército Oswaldo Ferreira. O encontro aconteceu no dia 26 de março, no Palácio do Setentrião.
O chefe do Executivo Estadual expôs que a manutenção da BR-156 depende de questões contratuais e da situação climática. "Conseguimos salvar alguns convênios que foram interrompidos e mobilizar a manutenção da rodovia, no entanto, isso aconteceu no fim de janeiro, na época da chuva", explicou o governador, acrescentando que "atualmente a estrada se encontra com atoleiros e buracos devido à falta de conservação no ano anterior".
O general Oswaldo Ferreira demonstrou interesse em ajudar o governo Estado na recuperação da BR-156. "A estrada tem um eixo logístico favorável para a defesa e interesse nacional, por isso o Estado do Amapá pode contar com a cooperação do Exército para restaurar a BR-156", comentou.
Os congestionamentos na Rodovia Duca Serra também foram abordados na reunião. Waldez Góes falou sobre o projeto de duplicar a estrada para desafogar o trânsito naquela região da capital. Garantiu que é uma das prioridades da gestão,  avalia que Macapá cresceu e a rodovia passa por constantes engarrafamentos e acidentes de carros e motos.
Como a duplicação inicia em frente ao quartel do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), o governador relatou que vai pedir autorização antes de apresentar o projeto para Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O comandante Militar do Norte elucidou que o terreno é da União, jurisdicionado ao Exército, mas o Departamento de Engenharia poderá avaliar e levar em consideração a possibilidade de duplicar a estrada, pois a obra será cômoda aos moradores da região oeste da cidade. "Aparentemente, o projeto não traz prejuízo e o patrimônio da União poderá ser recomposto", pontuou.





terça-feira, 4 de setembro de 2012

BR-210, a estrada federal abandonada à sorte!

Um ano depois, nada mudou!
Rodolfo Juarez
Ontem, dia 3 de setembro, completou um ano que Mike, Jorge e eu, tomamos, certamente, um dos maiores sustos de nossas vidas e, depois, fomos premiados por um dos maiores alívios que experimentamos.
Passava um pouco das oito e meia de uma manhã bonita do sábado, na qual o sol reinava absoluto, deixando a estrada seca e muito arriscada, questão já observada pelo Jorge Ramos, o experiente condutor do veículo, uma cabine dupla (Attack, prata).
Desde meados de junho que coordenávamos um grupo de sete pessoas com o objetivo de recuperar as administrações locais de um importante partido político nacional que estava com dificuldades gerenciais no Estado do Amapá.
A estratégia utilizada, durante planejamento da ação, para que pudéssemos chegar, praticamente ao mesmo tempo, a todos as sedes municipais e começar a revitalização administrativa do partido em todo o Estado, dividia a equipe em 7 grupos de municípios, sob a coordenação de um representante da direção estadual partidária, da seguinte forma: Oiapoque, Calçoene e Amapá; Pracuúba, Tartarugalzinho e Ferreira Gomes; Cutias e Itaubal; Laranjal do Jari e Vitória do Jari; Macapá; Santana e Mazagão; e Porto Grande, Pedra Branca e Serra do Navio.
O coordenador do grupo de municípios formado por Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, era o viajante Mike Chagas, um expoente do designer amapaense que, de boa vontade, havia assumido a responsabilidade de participar do projeto, coordenando as ações a serem tomadas naqueles três municípios.
Eu era uma espécie de coordenador geral da equipe de sete pessoas que, voluntariamente, se apresentaram para o trabalho.
Naquele dia 3 de setembro de 2011, às 10 horas da manhã, estava confirmada a posse da nova direção do partido, no Plenário da Câmara Municipal de em Serra do Navio, para assumir como presidente do partido, no Município, o vereador Adivaldo de Souza Costa.
Viagem normal, desde um pouco depois das 6 horas da manhã quando havíamos saído de Macapá. A parada para o café um pouco antes de Porto Grande foi feita porque havia tempo de sobra na programação, para chegar à Sede do Município de Serra do Navio.
Logo que passamos a sede do Município de Porto Grande começou a estrada de chão e também começaram as nossas preocupações como de todos aqueles que precisam usar a rodovia, uma estrada federal praticamente abandonada (BR-210, a Perimetral Norte), com rarefeitas e incompletas manutenções, deixando de sobre aviso a todos os condutores e passageiros.
A observação foi para que todos os passageiros e o condutor mantivessem, em qualquer hipótese, atados os cintos de segurança, como que antevendo o aumento do risco.
Pedras soltas, terreno fofo, grande fluxo, falta de sinalização e de tudo o que precisa ter em uma estrada pública gerenciada por gente responsável.
A menos de 4 quilômetros da entrada para a sede do Município de Pedra Branca do Amapari, depois de uma derrapada a 80 quilômetros por hora, o carro capotou longitudinalmente, nos deixando de cabeça para baixo e vivos para estar narrando essa história agora.
Todos estavam de cinto e o que aconteceu com cada um, foi muito menos do que todos os que chegaram, logo a seguir conosco, imaginavam. Porta presa, combustível gastando, circundavam o cenário completado com o carro com as rodas para cima e os passageiros presos no veículo.
Hoje, um ano depois, temos que agradecer a Deus por não termos tidos problemas maiores e todos nós, Mike, Jorge e eu, estarmos contando essa história.
Fui ao local do acidente, agora, no domingo, dia 2 de setembro, e tudo continua como antes, com a mesma insegurança, os mesmos riscos.
Os registros de novos acidentes continuam sendo feitos, alguns deles deixando tombados na rodovia pais de família, trabalhadores que não tem alternativa, correndo risco a cada viagem, mas que são os responsáveis pela manutenção da presença do povo do Amapá em uma das regiões mais ricas e mais abandonadas pelo governo estadual e pelo governo federal. 
 

terça-feira, 1 de maio de 2012

OS VEREADORES


Rodolfo Juarez

Já são muitas as reclamações da população com relação à ausência dos vereadores no processo de enfrentamento dos problemas urbanos e rurais do Município de Macapá.

Segundo a crescente onda de insatisfação, os vereadores de Macapá estão fazendo pouco caso dos grandes problemas que a Administração e a população enfrentam e que está refletindo fortemente na qualidade de vida dos que moram em Macapá ou nos distritos municipais.

As reclamações do povo estão muito mais concentrados no que está acontecendo com a cidade que, sabem eles, cresceu demais, mas que tem havido muito descuido dos secretários municipais no trato das questões. Entendem que não é possível continuar, indefinidamente, sem que haja por parte dos técnicos e dos políticos, qualquer resposta que possa devolver a confiança na Administração.

O crescimento populacional acima da média e o passivo da qualidade de vida urbana, aliado ao pouco caso feito pelo Governo do Estado para com a cidade, são considerados questões que precisam ser resolvidas ou, pelo menos, ter o seu avanço destrutivo, contido.

Já são muitas as ruas das periferias da cidade que estão completamente intrafegáveis e, com isso, trazendo dificuldades e aborrecimento aos moradores que não sentem a presença dos técnicos nesses locais, muito embora afirmem que tem muitos moradores decididos a colaborar.

Nas vias do centro e de ligação com os bairros mais afastados os problemas são com as pistas de rolamento onde os buracos proliferam devido: ou a qualidade do asfalto ou mesmo a fadiga da capa ou da base da via, afetada fortemente, pelas chuvas que acabam contribuindo para aumentar a velocidade do aparecimento dos buracos, ou ao descuido dos técnicos e dos administradores.

A sinalização das vias também é outro ponto destacado pelos moradores. Eles alegam que os anúncios não são cumpridos e mesmo os programas que são divulgados não se realizam. Citam com exemplo as faixas de pedestres em pontos importantes da cidade que, ou estão completamente desaparecidas, ou apesar de prometidas, nunca foram efetivamente pintadas.

O transporte coletivo é outro problema grave. Cada vez mais aumenta o tempo de espera nas paradas de ônibus, a maioria delas sem qualquer proteção contra o sol ou a chuva e outras que têm a proteção, não chegam a atendem os que precisam mais – as pessoas com problemas de saúde ou as pessoas idosas.

Outro problema que a população catalogou foi a falta de cuidado com as vias de acesso aos distritos do Município de Macapá. Mesmo os distritos mais próximos como Fazendinha e Curiau, não estão satisfatoriamente atendidos. Na Fazendinha, principalmente na área onde está o bairro Vale Verde, a situação é grave.

Naquele local, no Vale Verde, já foram feitas promessas de melhoria tanto pelos gestores municipais como pelos gestores do Estado. Nem um, nem o outro cumpriu o que prometeu – um cinturão asfáltico no bairro que a cada dia cresce em número de moradores e nas dificuldades de uso das vias internas no bairro.

As vias internas dos distritos da Pedreira e do Pacuí passam por momentos jamais experimentados.

Esses pontos fazem parte de um glossário levando por um grupo que fez realizar uma mesa redonda para analisar, de forma técnica e comunitária, os problemas que estão afetando a cidade de Macapá e os interiores do Município de Macapá.

Durante as discussões, ficaram claros que os munícipes não deixaram de se preocupar com a cidade e com as áreas rurais, através dos seus representantes, mas também ficou claro que já não estão suportando a quantidade de dificuldades que têm que enfrentar todos os dias, no simples processo de ter que continuar circulando entre o trabalho e a moradia.

E os vereadores foram alvos das criticas mais contundentes, entretanto os secretários municipais, o governador e o próprio prefeito, também foram alvos de cobranças.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

SOB PRESSÃO

Rodolfo Juarez
O secretário de Estado dos Transportes e os técnicos responsáveis pela aplicação da lama asfáltica estão cada vez mais pressionados para dar uma resposta aos usuários da Rodovia JK e da Rodovia Duca Serra devido o resultado do processo de recuperação das pistas de rolamento daquelas duas rodovias.
Os acidentes com veículos automotores, principalmente motos e caros de passeio, tem intrigado os condutores que vêm os veículos que dirigem deslizarem naquelas pistas, sem que consigam manter o controle no deslocamento do veículo.
A avaliação expedida indica que o processo utilizado pela Secretaria de Transporte do Governo do Estado, com relação à boa técnica, não foi o melhor. Algumas variáveis e indicações técnicas não foram respeitadas e o resultado não vai atingir o que imaginaram os técnicos daquela secretaria.
O grave é que o resultado alcançado nas pistas das duas estradas está colocando em risco a vida dos condutores, que estão se mostrando, além de preocupados com a situação, assustado com alguns trechos das duas estradas, pois as duas rodovias não apresentavam excelência em segurança e agora têm os riscos agravados pelo serviço executado.
A lama asfáltica é um revestimento betuminoso constituído de elementos minerais, que são os agregados, de dimensões reduzidas e de elevada superfície específica, necessitando de relativo teor de ligante asfáltico para o envolvimento de todas as partículas minerais.
O composto, quando bem produzido e bem aplicado, tem boa resistência ao desgaste por abrasão. Esse composto é de baixa permeabilidade e precisa ser um bom antiderrapante, com associação de agregado miúdos, filler, emulsão asfáltica e água, aplicada com equipamento móvel, apropriado, em consistência fluida e homogênea.
Aparentemente a maior dificuldade que os técnicos têm encontrado na aplicação da lama asfáltica está em contar com um equipamento apropriado tecnicamente.
As lamas asfálticas são aplicadas em usina específica denominada de usina de lama asfáltica, automotoras, constituídas com um silo de agregados, um silo de filler, um tanque de emulsão, um tanque de água, um misturador e uma caixa-espalhadora munida de lâminas de borracha, preferencialmente neoprene, para proporcionar o espalhamento da mistura asfáltica em consistência fluida e de acordo com a espessura da camada projetada.
Normalmente a espessura da camada será em função da dimensão do maior agregado constituinte do traço.
Para a lama asfáltica apresentar os resultados esperados, que dêem segurança ao trafego de veículos, resista à sinalização horizontal e tenha uma boa aparência é necessário que siga as regras técnicas básicas, caso contrário o resultado não irá atender às finalidades e, com isso, ferir os princípios da Administração Pública.
As aplicações recomendadas para a lama asfáltica são: a) impermeabilização de revestimentos antigos, com desgastes superficiais; b) proteção de revestimentos recentes de graduação aberta; c) selar fissuras e melhorar estética de pavimentos antigos, com rejuvenescimento superficial; d) construir revestimentos em vias de tráfego leve.
A lama asfáltica é usada, também, como preventivo e corretivo, na conservação de pavimento asfáltico. Não pode ser entendida com um reforço estrutural do pavimento mas, com sendo uma camada de ataque do intemperismo, protegendo e prolongando a vida útil do pavimento, reduzindo a penetração de água e a conseqüente oxidação ou envelhecimento do ligante asfáltico de camadas estruturais.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RODOVIAS: UM ANO PARA SER ESQUECIDO

Rodolfo Juarez
O ano que está terminando, está mais para ser esquecido do que para ser lembrado daqui em diante. Foram raros os setores da sociedade atendidos em suas necessidades, mesmo assim, na prestação de contas do dinheiro da Receita decorrente dos tributos pagos por todos e que consta do Orçamento Público será gasta e ainda mais o excesso de arrecadação, aquele pedaço da arrecadação sempre gordo e que supera o previsto para o exercício.
Alguns setores estão claramente prejudicados como é o caso do setor de rodovias.
Sem um plano rodoviário estadual, os amapaenses que precisam dessas verdadeiras “veias”, enfrentaram todo tipo de dificuldade em 2011 e já estão sabendo que têm encontro marcado com essas mesmas dificuldades em 2012.
A malha rodoviária estadual nem manutenção adequada recebeu, fruto da descontinuidade que não permitiu que os mesmos técnicos da Secretaria de Estado dos Transportes, que trabalharam nos dois governos anteriores, pudessem continuara o que vinham fazendo.
A corda encurtou e as desculpas alongaram.
O resultado é que não houve avanço e nem um palmo de asfalto foi lançado, até agora, em qualquer rodovia do Estado do Amapá.
Para quem está precisando de várias pontes sobre vários rios, isso até desanima, cria uma cruel certeza de que nada está certo.
A ponte sobre o Rio Matapi, certamente um impedimento para o desenvolvimento do Município de Mazagão, diretamente, e dos Municípios de Macapá e de Santana, deixou o roteiro dos discursos e não tem merecido uma única linha sequer, mesmo quando não pode justificar as condições em que se encontram as rampas onde raspam os fundos das balsas que fazem a travessia do Rio Matapi.
O secretário atual não pode manter a montanha de problemas que foram deixados pelos anteriores no ano que vem. Basta um ano de reclamação. Se os que estiveram por lá antes não deram a resposta esperada, que seja dada agora.
O que não pode é não se ter, no programa rodoviário do governo, a execução do projeto da ponte sobre o Rio Matapi, a duplicação da Rodovia Duca Serra; a continuação da Rodovia Alceu Paulo Ramos e de outras como, por exemplo, o acesso a sede do Município de Pracuúba, o acesso ao Município de Amapá, todos projetos urgentes e que não podem deixar de ser falado, pois até a população está com vergonha de tratar do assunto tão evidente e tão necessário.
O plano rodoviário do Estado precisa ser anunciado. Não há mais motivo para ser mantido sobre segredo, comandado pela desconfiança de não ser feito nunca ou, pelo menos, nos anos que ainda restam do mandato do atual governador.
Se cada qual assumisse o seu papel e deixasse de querer estar dando pitaco na ação que seria do outro, a equipe poderia oferecer melhor resultado. O que não pode é ficar esperando que caia do céu, como uma mensagem do além, a orientação para que saia do papel, se lá estiver, ou do pensamento, se é que pensam, esses projetos que estão na declaração de necessidade das populações.
Ah! Não esqueçam as questões daqui de perto da Capital, principalmente acessos à região do Pacuí e também o Município de Itaubal e Cutias.
Um plano de obras, ou mesmo uma lista com os títulos das obras em ordem alfabética, ajudaria... E muito.