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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Eleições 2014 - Resultado (1º turno)

ELEIÇÕES 2014
A VOTAÇÃO NO PRIMEIRO TURNO
A disputa dos cargos eletivos, tanto executivos, como parlamentares, foi forte nas eleições de 2014 (1º turno).  Dos 455.368 eleitores aptos a votar, compareceram 407.846 eleitores (86,56% do total) e 47.522 eleitores (10,44% do total) não compareceram, e foram considerados os formadores a abstenção. Esses votos estavam 1.461 seções com urna.

OS CAPEÕES DE VOTO
Foram os seguintes os campeões de voto, conforme o cargo que disputaram no Amapá: Waldez Góes (governador), 161.550 votos (42,18% dos votos válidos); Davi Alcolumbre (Senador), 131.695 votos (36,26% dos votos válidos); Roberto Góes (Deputado Federal), 22.134 votos (5,73% dos votos válidos); e Marília Góes (Deputada Estadual), 11.747 votos (2,99% dos votos válidos).

VOTOS DE LEGENDA
O voto de legenda é aquele que o eleitor dá diretamente para o partido e só é possível para a escolha de deputado federal, deputado estadual e vereador.  Nas eleições de 2014, portanto, os votos de legenda só seriam contados para deputado federal e deputado estadual e o resultado foi o seguinte: deputado federal, 18.023 votos; e para deputado estadual, 19.437 votos.

QUOCIENTE ELEITORAL
O quociente eleitoral é número que serve de base para definir o número de deputados (estadual ou federal) proporcionalmente ao número de votos obtidos pelo partido ou pela coligação. Para deputado federal o quociente eleitoral foi de 48.260 votos; e para deputado estadual foi de 16.383 votos. O partido ou coligação que não alcançou estes números ficou de fora da distribuição de vagas.

COLIGAÇÕES E PARTIDOS
As coligações (ou partidos) campeãs de votos nas eleições proporcionais foram: deputado federal a coligação “A força do Povo” (PP/PDT/PMDB) com 96.182 votos (sendo 5.204 votos de legenda); deputado estadual a coligação “Para o Amapá avançar” (PR/PRB/PHS) com 71.967 votos (sendo 2.264 votos de legenda)

OS DEPUTADOS FEDEAIS ELEITOS
Dos 8 deputados federais, 2 se reelegeram e 6 vão para o primeiro mandato. São os seguintes os deputados federais eleitos: Roberto Góes (PDT), Janete Capiberibe (PSB), Luiz Borges (PMDB); Vinicius Gurgel (PR); Marcivânia Flexa (PT); André Abdon (PRB); Marcos Reategui (PSC) e Joziane Rocha (PTB).

OS DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS (PARTE I)
Dos 24 deputados estaduais eleitos, 11 não tinham mandatos. A lista está em ordem decrescente: Marília Góes (PDT); Antônio Furlan (PTB); Michel JK (PSDB); Júnior Favacho (PMDB); Jaci Amanajás (PROS); Max da AABB (PSB); Pastor Oliveira (PRB); Cristina Almeida (PSB); Augusto Aguiar (PMDB); Jory Oeiras (PRB); Charles Marques (PSDC) e Mira Rocha (PTB).

DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS (PARTE II)

Os outros 12 deputados estaduais eleitos são os seguintes: Ericláudio Alencar (PRB); Roseli Matos (DEM); Jaime Peres (PRB); Luciana Gurgel (PHS); Moisés Reategui (PSC); Edna Auzier (PROS); Maria Góes (PDT); Raimunda Beirão (PSDB); Kaká Barbosa (PT do B); Fabrício Furlan (PSOL); Pedro da Lua (PSC); Paulo Lemos (PSOL). 

domingo, 24 de agosto de 2014

Quem sabe?

Rodolfo Juarez
Chegou a hora da “onça beber água”, de ver quem tem mesmo “roupa no quaradouro”. Agora, não tem desculpa, começou a última fase da campanha eleitoral, com as fatias bem definidas depois das pesquisas divulgadas e debatidas à exaustão.
A primeira fase, antes da chegada do horário eleitoral gratuito, os candidatos estavam em uma espécie de preparação para a campanha, sendo que alguns dos candidatos já apresentavam as suas armas e davam o tom que usariam, objetivando conquistar a confiança e o voto do eleitor.
A realidade está posta. Desfavoráveis para alguns e favoráveis para outros, mas correspondendo à expectativa daqueles que se acostumaram a acompanhar a evolução das campanhas que não deixam de apresentar as suas surpresas, sempre alimentando a magia do pleito.
Todos os candidatos (ou quase todos) estão em busca do precioso voto do eleitor. Alguns desses ainda não tinham experimentado tarefa equivalente e boa parte deles já declara que não conhecia a cidade de Macapá e muito menos o Estado.
Mesmo sem qualquer treinamento, a maioria dos candidatos se lança na campanha sem ter um plano para ser seguido e isso dificulta muito mais a ação pretendida, além do que se vê cercado de cabos eleitorais, também sem qualquer prática que conhecem apenas e muito vagamente, às proximidades de onde mora.
Mesmo assim vão a luta – o candidato e os “cabos” -, de peito aberto, para enfrentara a realidade de uma campanha. “Descobrem” situações que jamais imaginariam que havia aqui na capital ou em qualquer outra cidade do Estado ou lugar do interior. Problemas sérios que passam a constar da lista pessoal do candidato que, conforme a sua vocação, se interessa e considera as condições em que “descobriu”.
Percebe também que a campanha de rua é feita com gente e ouvindo gente. Não é feita com sonhos ou vendendo sonhos.
Às vezes não se conforma com os insultos que recebe, não entende o sacrifício daqueles que moram em condições impróprias, comem quando tem e o que tem, e estão acostumados ver o choro dos filhos pela falta do mínimo necessário.
Entende que os problemas não estavam apenas no foco que atraia a sua visão. Tem problemas de todo tamanho, de diferente gravidade e urgência. Mas é o comum: ter problema.
A campanha ensina o candidato a enfrentar situações improváveis e que exigem, antes de qualquer coisa, preparo emocional para saber entender o sacrifício que vê naquele momento, mas que é o dia-a-dia da população.
Algumas vezes o candidato sofre com o eleitor, com a população, com o chefe de família. E se for atento haverá de assumir as responsabilidades que, até aquele momento, desconhecia.
Esse lado da campanha é um ensinamento e uma demonstração da importância de conhecer o que acontece na comunidade, no bairro, na cidade.
Mas nada disso pode esmorecer. A população precisa de representantes e governantes ativos, comprometidos e justos.

Quem sabe você não é um desses?!

sábado, 23 de agosto de 2014

Horário reservado

Rodolfo Juarez
Apesar de se tratar de uma oportunidade única para alguns candidatos, principalmente os que concorrem aos cargos definidos em eleição proporcional, algumas coligações e partidos, não aproveitam todo o tempo, tanto do rádio como da televisão, para a propaganda gratuita.
No mínimo, fica estabelecido um paradoxo entre a importância alegada (o que é verdadeiro) e o aproveitamento da oportunidade.
A realidade, entretanto, mostra a cada dia, no rádio e na TV, que durante a apresentação dos programas políticos, em alguns preciosos minutos e segundos, fica a faixa indicando que não foram enviados os programas, com uma música ao fundo.
Então, dá a impressão que o tão importante não é tão importante assim, prevalecendo o dito pelo não dito e as explicações para o eleitor - convocado todos os dias, pelos partidos, coligações, Justiça Eleitoral e os candidatos -, nunca aparecem.
Os programas, alguns até interessantes, outros nem tanto, seguem ocupando um espaço nobre, com justificativas que não estão servindo à sua finalidade e, por outro lado, entretanto, acabam por ser um momento de folga para um descanso da TV, do rádio e dos ouvidos do eleitor e do não eleitor.
Uma pena!
Uma desconsideração que, em alguns momentos serve para decidir o voto dos indecisos, acabar com a quantidade do voto em branco que é apurada e dos votos anulados, às vezes suficientes para eleger um parlamentar.
É por isso que se avalia a importância dessas atitudes tomadas pelo eleitor, que podendo contribuir com o resultado (ele é obrigado a votar no dia da eleição), se irrita e anula ou ignora a importância do pleito, votando em branco, indo o seu voto parar na coluna dos votos inválidos.
O voto nulo e o voto em branco são votos de revolta do eleitor, mas que, seguramente prejudica a boa escolha, pois o eleitor comparece, ficando na fila, apresentando-se perante o mesário e ocupando o mesmo tempo, ou mais, que aqueles que vão e decidem-se por um nome.
O voto banco e o voto nuto podem ser resultado do pouco caso das coligações, dos partidos e candidatos, que com essa omissão, mesmo sem querer, ofendem o eleitor que se irrita com as letrinhas brancas sobre o fundo azul preferido pelos operadores de másters de televisão geradora selecionada pelos representantes da Justiça Eleitoral.
A definição de qual será a emissora geradora do sinal, áudio e imagem da televisão e do sinal e áudio do rádio se transforma em um “presente de grego”, isto porque os operadores não conseguem agradar a todos os encarregados da distribuição dos programas e das inserções. Como há necessidade de um mínimo de tempo para verificação da gravação com relação à qualidade e o tempo, nem sempre a relação entre as secretarias das emissoras geradoras (rádio e televisão) e os entregadores dos programas e inserções permanece boa e o mais comum e se tornar uma zona de atrito que só irrita funcionários das emissoras e os entregadores.
Como geradora é geradora e em Macapá são apenas três emissores de televisão com essa qualificação, ninguém quer ficar com a incumbência, devido a zona de atrito que é criada e, até, as questões que vão parar na Justiça devido aos inevitáveis erros de execução.

domingo, 17 de agosto de 2014

Horário eleitoral gratuito

Rodolfo Juarez
Este é o último domingo, antes da eleição do dia 5 de outubro, que vai passar sem os comentários sobre o desempenho dos candidatos nos programas gratuitos de rádio e televisão. Isso porque, a partir do meio da semana começam as propagandas dos candidatos para convencer o eleitor a votar neles.
Este ano, mais até que os outros, o eleitor está na expectativa dos programas que serão levados ao ouvinte de rádio e ao telespectador de televisão e se justifica essa apreensão pela forma como os partidos políticos e os seus dirigentes utilizaram os espaços que lhes foram concedidos na televisão para apresentação de programas de 10 ou 5 minutos e as inserções.
A comparação será feita inevitavelmente. Afinal de contas há um desalento com relação ao tipo de comunicação que os partidos e os políticos utilizam para pensar a realidade, sempre muito mais favorável do que aquela vivida no dia a dia pela população.
Em alguns momentos, principalmente na propaganda oficial, o exagero chega a ultrapassar os limites da coerência e apresentar a cidade ou o estado com condições que não são experimentadas pela população que vive na cidade ou no campo real.
As equipes de divulgação passaram a utilizar critérios que ultrapassam o bom senso e se não vão além da boa fé, mas fica muito próximo da má fé, em uma atitude que desagrada e descredibilisa as próprias divulgações que, certamente, são tomadas com o objetivo de agradar o contribuinte e valorizar o trabalho daqueles que lidam com os recursos públicos.
Por essas e outras que há uma expectativa fora do normal com relação aos programas gratuitos e de divulgação eleitoral, no rádio e na televisão.
Começa dia 19, terça-feira, e os candidatos que seguirem a mesma linha das divulgações oficiais perderão a credibilidade e terão muito mais dificuldades para firmar as suas propostas, por melhores que possam parecer.
É um momento em que o zelo das coordenações de campanha deve ser redobrado para que os horários sejam ocupados sem promessas ou ataques ou que sejam apenas repetições do que já se tornou conhecido, mesmo que sejam com outras imagens, mas se tiverem o mesmo sentido, o risco de não dar certo é muito grande.
E são muitos os candidatos que estão apostando tudo nos programas gratuitos que farão veicular no rádio e na televisão.
Os que pensam assim têm toda a razão, afinal é a última cartada legal antes da votação. É o momento para mostrar-se, de corpo presente ao eleitor, dando oportunidade para que haja a definição dos indefinidos e, até, mudança para aqueles que repensarem o seu apoio.
Os programas irão até a antevéspera da eleição, tempo suficiente para que todos os candidatos se apresentem.
Para alguns haverá mais dificuldades de que para outros. As coligações ou os partidos (no caso de estarem “solteiros” na disputa) são os responsáveis pela definição de quem e quando cada candidato vai aparecer principalmente nas eleições proporcionais. Nas eleições majoritárias (para governador, para presidente e para senador) cada candidato já tem o seu tempo definido pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral.
Se os candidatos e os partidos souberem tirar proveito dos programas, como mensagens adequadas, poderão ter sucesso. Doutra forma, poderão irritar o eleitor e jogar todo o trabalho no lixo.

Ah! Os domingos serão o único dia da semana sem os programas eleitorais gratuitos no rádio e na TV.

domingo, 1 de junho de 2014

Os enganadores do dia-a-dia

Rodolfo Juarez
Na medida em que se aproxima o dia da eleição deste ano, algumas pessoas vão perdendo o senso de respeito e de responsabilidade com relação o que realmente é dirigir um Estado ou representar uma população.
Dá impressão que as pessoas estão dispostas a um vale-tudo para não perder as benesses que a eles vieram devido ao cargo que ascenderam ou à confiança que receberam do eleitor nas eleições passadas.
O importante é que todos, mas principalmente os eleitores, reflitam com tranquilidade para poder selecionar, entre os mais de 300 candidatos aqueles que irão receber os diplomas em dezembro e o exercer os cargos a partir do ano que vem.
Esse vale-tudo de agora está prejudicando os candidatos que estão sendo apresentados ao eleitor por terceiros, às vezes acrescentando créditos que não tem e, na maioria das vezes, destacando débitos que também não tem.
Há um desespero por parte de alguns!
Os próprios candidatos estão sem saber o que fazer. Alguns desses muito fracos ficam sujeitos a avaliações daqueles que sentem que podem estar perdendo a oportunidade que lhes foi dado em outras eleições e nem percebem o que estão fazendo com o nome.
Alguns aproveitam para derramar toda a sua frustração sobre os seus adversários, agredindo-os sem limite e outros, para destacar virtudes que inexistem, de tal forma que ficam os eleitores sem acreditar em ninguém.
Os discursos do dia-a-dia praticados nas emissoras de rádio e de televisão não contribuem em nada, a não ser com a desmoralização do processo.
A quem interessa um processo de escolha banalizado, desmoralizado e sem verdade?
Apenas para os medíocres. Aqueles que sobram todas as vezes que uma eleição é perdida, aqueles que não têm emprego e, que normalmente se aproveitam de situações para serem ativos e efetivos dentro da sua linha de atuação.
São assessores daqueles que estão no poder; são desempregados que recebem os por-fora para esgoelar-se no rádio; são os noticiaristas enrustidos que fazem de tudo para agradar com as notícias que faz veicular nas redes sociais, nos sites, no rádio ou na televisão.
Pode-se dizer que são os enganadores do dia-a-dia ou os enganadores de todos. A missão pessoal é de fazer veicular factoides capazes de influir na aceitação de um e na repugnância do outro.
Os eleitores se veem no meio dessa guerrilha de informações, algumas dessas informações “fabricadas” pontualmente por lideranças, outras não, são frutos da imaginação de alguns que não têm o que dizer.
A vontade da sociedade é ver um resultado eleitoral que apresente algumas expectativas para a população e não que sirva apenas para acomodar interesses de pessoas frustradas ou grupos montados, que não conhecem outra forma de trabalho a não ser exercitando novas maneiras de enganar a população e especialmente ao eleitor.
O momento do eleitor amapaense é de observação. O momento é de análise para selecionar dirigentes comprometidos com o Estado e representantes que façam com que o povo sinta-se presente nas grandes e nas pequenas decisões que são importantes para o Estado.

Tirar o pano, virar o tapete, limpar todas as dependências do Estado é uma necessidade e o eleitor precisa fazer esse papel para, então, reativar a força que pode melhorar a vida de cada um dos que aqui moram. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

PT: muito por fazer

Rodolfo Juarez
Os dirigentes do Partido dos Trabalhadores, no Amapá, estão encontrando muitas dificuldades para achar um caminho que coloque todos os petistas do mesmo lado e, ao mesmo tempo, fiquem satisfeitos com os seus aliados locais ou, pelo menos, entendam as suas falas e os seus objetivos.
Divididos desde os tempos da Companhia de Eletricidade do Amapá, considerado um feudo de parte do PT, fato que aprofundava o fosso entre as diversas facções em que ficou repartido o PT no Amapá. Agora, depois da federalização da empresa, os vermelhos estão entendendo que precisam se juntar, pois, além de não ter mais a “ama de leite” ainda não encontraram nada para substituir, pelo menos com a importância que a CEA tinha e, assim, garantir os apoios de campanha considerados importantes.
Nada a ver com a presença dos dirigentes nacionais aqui. Isso aliás, apenas representa a necessidade decorrentes da própria divisão e a necessidade de ter uma argola para segurar nos momentos decisivos.
Como essa argola está refugada, pelo menos nesse momento, os dirigentes, para verem-se vistos, lançam mão de medidas externas, pela absoluta necessidade de mostrar quem está no comando ou quem é que está com a incumbência de dar a palavra final.
Para misturar ainda mais os problemas e colocar mais vinagre no tempero, ainda tem a questão do principal aliado da facção que detém o comando do partido. A decisão, tomada pela direção nacional do PSB, de lançar candidato ao cargo de Presidente da República, na disputa pelo mesmo cargo em que o PT pretende continuar, reelegendo a atual filiada e presidente da República, é mais um elemento dificultador da reaproximação das diversas alas, pelo menos quatro, em que está subdividido o PT no Amapá.
Não houvesse essas diferenças, o PT se apresentaria mais forte ou do tamanho que pode ter, e com chances de começar vida nova, com ou sem aliados tradicionais, mas certo de que não teria dificuldades para apontar candidatos fortes a todos os cargos que estarão em disputa, inclusive, para governador.
Como retira, de cara, a possibilidade de disputar o governo, não só pelas divisões em que se encontra o partido, como pelo compromisso que já fez a parte que detém a presidência do PT com os dirigentes do PSB, declarando apoio à “pomba amarela socialista”, precisa mostrar-se importante e lançar candidato ao cargo de senador da República.
Os dirigentes do PSB, precisando garantir o apoio do PT à reeleição do seu candidato, imediatamente aderem à ideia do PT, incentivam a ideia, pois sabem que, assim, terão tempo e “janela” para motivar os convencionais nesse rumo.
Acontece que o PT, nas eleições e 2010, não elegeu deputado estadual o que, até hoje, é considerado um problema a ser resolvido nas eleições de 2014 e, para que isso aconteça, é preciso haver uma reorganização partidária, questão que não se vê, com clareza, em curto prazo.
A outra questão é a disputa por vaga na Câmara Federal. O PT do Amapá tem uma deputada federal que, além de ser detentora de vários mandatos, faz parte de um grupo muito forte da direção nacional do PT, capaz, inclusive, de “fazer chover” fora de época se for prejudicada. A deputada federal do PT tem prioridades eleitorais diferentes das prioridades eleitorais da direção estadual do partido.
Outro problema a ser resolvido é com relação à parte do PT cujos filiados têm endereço em Santana. Entre estes, a direção estadual do PT e membros do principal aliado do partido, o PSB, existem barreiras que precisam ser removidas, para que todos não sejam prejudicados.
A seis meses das eleições, a direção estadual do PT tem muito que fazer, além de escolher candidatos. E faltam apenas três meses para as convenções.

domingo, 23 de março de 2014

Eleições 2014: cenários

Rodolfo Juarez
Daqui a duas semanas o cenário político estará desenhado em com tintas mais fortes onde alguns dos que pretendiam ser protagonistas já começam a desaparecer, seja pela falta de densidade eleitoral, seja pela “descoberta” de que não adianta navegar em mares que não conhece.
A profusão de candidatos acabou criando algumas situações que colocaram em xeque os objetivos de alguns filiados partidários que imaginaram que ser candidato é uma questão de vontade ou de oportunismo. Não perceberam ainda que para ser candidato a governador do estado é preciso ter uma boa dose se preparo eleitoral e uma base política consistente, além de uma preparação técnica mínima, mesmo para aqueles que não usam essa consistência no exercício do mandato.
As eleições regionais de 2014, no Amapá, oferecem 35 mandatos, sendo: 24 para deputados estadual, 8 para deputado federal, 1 para senador, 1 para governador e 1 para vice-governador. Para disputar esses 35 mandatos são esperados 280 candidatos, a maioria para deputado estadual, em torno de 71%, seguido de candidatos a deputado federal (24%); governador, vice-governador e senador, os três juntos com 5% do número de candidatos.
Mera especulação? Isso mesmo, mas que vem se confirmando ao longo desse período do Amapá Estado da Federação.
No momento 10 nomes se apresentam como pré-candidatos, muito mais para tentar massificar o nome perante o eleitor e procurar convencer as lideranças do seu partido que é bom ter um candidato ao cargo de Governador do Estado para dar força ao partido perante a comunidade política estadual, do que com objetivos definidos para uma campanha eleitoral e disputa do cargo.
Ao final, por várias circunstâncias, o número de pré-candidatos se reduzirá e sairão das convenções partidárias de junho, três candidatos que vão disputar as eleições para governador e três que estrão fazendo número e história.
Eventos, como o desta semana, quando por aqui passou o senador Sarney, deixando a bola de alguns candidatos tão murchas que ela e sem condições de receber mais ar, seja pela falta do próprio ar, seja pela desistência melancólica do candidato, vão se repetir, diminuindo o número de candidatos.
O comportamento eleitoral dos candidatos só mudará, quando o eleitor resolver decidir que ele realmente quer mudar. De nada adianta os candidatos anunciarem mudanças, pois, todos já perceberam que isso é apenas força de expressão que é dita para satisfazer o eleitor que, depois, vê-se parte da mesma roda e sem condições de agir ou mesmo reagir.
O eleitor já descartou alguns nomes antes mesmo desses nomes serem oficialmente lançados, não dando oportunidade para, sequer, uma segunda chamada ou uma recuperação. E é apenas isso porque o eleitor não está muito atento às eleições, deixando isso para os cabos eleitorais, principalmente aqueles que falam mais na defesa dos seus “chefes”, nem que os chefes estejam cometendo, ou cometeram erros administrativos imperdoáveis e, até, injustificáveis.
A eleição de 2014 apresenta aos candidatos a disputa do sétimo mandato para ser exercido no período de 2015 a 2018, em um ambiente muito diferente daqueles verificados em 1990, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quando foram eleitos Annibal Barcellos, João Capiberibe (dois mandatos), Waldez Góes (dois mandatos) e Camilo Capiberibe.
O ambiente de agora apresenta um eleitorado mais informado, mais exigente e com possibilidade de escolher, de verdade, quem está mais preparado e em melhores condições para governar o Estado e, mais, que tem uma equipe que possa ser apresentada ao eleitor e com ele assumir o compromisso de que está disposto ao trabalho e preparado para melhorar a atual realidade da população.

O eleitor deve prestar bem atenção na equipe que cada candidato apresentar, afinal de contas, já perceberam que o governador não governa só e que as alianças estritamente políticas não têm alcançado os resultados que interessam do eleitor e à população. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Interesses não coletivos

Rodolfo Juarez
Daqui a menos de 15 dias o governador do Estado vai nomear, pelo menos, três novos auxiliares de primeiro escalão: os secretários de transporte, agricultura e administração.
O retorno dos que estão assumindo aquelas três secretarias de governo se dá devido à necessidade de desincompatibilização. Os três devem reassumir o cargo de deputado estadual, para que eles possam candidatar-se a reeleição buscando a renovação do mandato.
Duas questões em uma.
A primeira refere-se ao que realmente querem os três: se cargo no Executivo ou no Legislativo. Buscam garantir um cargo no Poder Legislativo para conquistar uma função no Poder Executivo, iludindo o eleitor que os escolheu para representa-los na Assembleia Legislativa e os vê desempenando funções no Governo.
A segunda refere-se às motivações que influenciaram na decisão do próprio governador que optou por deixa-los fora da Assembleia, trazendo-os para ficarem sob as suas ordens, em uma das secretarias técnicas.
Uma delas pode ter sido por questões de necessidade, aqui o destaque é para a habilitação técnica de Bruno Mineiro que, com formação de engenheiro, estava habilitado a exercer o cargo de secretário de transporte, podendo atender as exigências das funções que o cargo encerra.
O mesmo, entretanto, por mais boa vontade que se coloque na mistura, não se pode dizer dos secretários Agnaldo Balieiro e Cristina Almeida, que apresentaram bom desempenho como políticos, mas sem carregar os conhecimentos que os colocassem prontos para discutir a política de administração e a de agricultura conforme as necessidades que o Estado nesses dois setores e que precisam de discussões e decisões técnicas importantes.
Por outro lado, a Assembleia Legislativa precisava do reforço desses três deputados para tornar densa a representação popular para ali mandada, não permitindo o enxovalhamento da Casa de Leis havido por outros órgãos, do próprio Estado, como se pode acompanhar durante boa parte de 2012 e todo o ano de 2013.
Agora os três voltam a ocupar a cadeira de deputado e ainda afirmam que têm em suas contas os ganhos eleitorais havidos quando do desempenho do cargo de secretário, esperando uma forma de resposta eleitoral devido ao serviço que prestaram e para os quais foram muito bem pago.
Para o governo os problemas podem ser até menores, mas para o Estado não.
Faltando nove meses para encerra o presente mandato e havendo a necessidade de fechar as contas públicas, o tempo é muito curto para que o substituto “arrume a casa” e a torne em condições de começar um novo período administrativo, independentemente de que fique no Palácio do Setentrião, fazendo as honras da casa e orientando as atividades do Governo.
Colocar as interesses pessoais acima dos interesses coletivos, ainda mais quando a conta é paga com dinheiro público, é um desafio às regras contidas na Constituição Federal e extremamente prejudicial ao Estado que vive um momento delicado, precisando definir o seu rumo e, principalmente, a regra que vai ter que utilizar.
É certo que a Administração permite essa manobra, mesmo assim não deixa de ser um desafio para o eleitor que vai está atento a tudo o que acontece e tem chance de rever as suas posições a cada quatro anos.
O fato é uma constatação. Reflete o pouco caso que os eleitos fazem para com os eleitores e o desrespeito pelos votos que receberam.

Muito embora seja uma solução política circunstancial, não é uma solução administrativa que interesses à população. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Os outros candidatos

Rodolfo Juarez
Se não é possível esperar surpresas do tamanho daquelas havidas nas eleições de 2010, também não será por isso que os pequenos partidos deixarão de apresentar os seus pré-candidatos ao Governo do Estado.
E isso é bom! Pelo menos demonstra que serão oferecidas alternativas para o eleitor e, mas do que nunca, caberá a eles definirem aquele que pode executar os projetos que gostaria que fossem executados.
Faltando pouco mais de sete meses e ainda tendo antes uma Copa do Mundo, os eleitores se preparam para não serem apanhados de surpresas e, também, para a necessidade de permanecer atento a tudo o que acontece no Estado e, principalmente, na gestão da área pública do Estado.
A participação direta de partidos que ainda não tiveram a chance de governar o Estado ou de ter em suas fileiras representantes federais ou estaduais, devido as circunstância, não apenas nacionais, mas mundiais, podem, perfeitamente, obter sucesso e garantir uma cargo para o seu filiado.
Estão reservadas 36 vagas para os que tiverem as suas candidaturas aprovadas pelos partidos e registradas no Tribunal Superior Eleitoral: 24 para deputado estadual, 8 para deputado federal, uma para senador e outra para suplente de senador, além de uma para governador e outra para vice-governador.
É por isso que a perspectiva é grande e as avaliações bastante animadoras, pois, se observa que muitos têm grandes chances, basta se organizar e não permitir que a candidatura seja maculada por agentes que possam prejudicar a saúde da proposta e, principalmente, a mensagem do candidato.
No geral, mesmo com chances reduzidas de vencer uma eleição, o que o povo gosta de ver e o eleitor sente vontade de ter é alternativa, para fugir da mesmice, dos costumes, que acabam formando uma rede forte e muito mas muito comprometida ou com o passado, ou com a família, ou com a linha política.
O vigor da campanha vai estar diretamente relacionado ao nível de exigência do eleitor. Esse agente importante da democracia, lembrado muito mais na época da eleição, do que no dia da matricula de seu filho, no dia do exame médico de um dos seus parentes, ou no dia de oferecer a segurança que tanto gostaria de ter.
A Democracia dá essas oportunidades para o eleitor que, em nome do povo, vai às urnas sufragar o nome do futuro dirigente, exatamente aquele ao qual vai entregar o comando do Estado, a representação federal do povo e do Estado e a representação do povo do Estado no parlamento estadual.
Mesmo assim é importante levar isso em consideração, observando o comportamento e o potencial compromisso do candidato com o desenvolvimento do Estado e, principalmente, com o bem estar da população.
São questões bem simples, mas que não admitem falhas. Qualquer delas é imperdoável porque as consequências são imprevisíveis.
E muito cuidado com aqueles que se agarram com os donos de muito dinheiro e se comprometem em defender projetos não republicanos e que funcionam contra os interesses do povo e que acabam ficando acima do domínio do eleito, exatamente porque, antes da eleição, vendeu o compromisso que disse ter com o povo para aquele magnata ou endinheirado que não olha para o povo.
As populações de diversas partes do mundo estão dando exemplo do que precisa ser feito, isso em uma situação extrema, onde acaba comprometendo bens, valores e a própria vida de membros de uma comunidade que simplesmente errou e percebeu, mas que também “descobre” que a dura traição que o eleito exerce com o povo, pelo comportamento e pelas decisões.

Acautelar-se ainda é o melhor comportamento. Prevenir-se ainda é o comportamento padrão para que os erros sejam minimizados, pois, do contrário, só daqui a quatro anos a chance de acertar será oferecida. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Copa do Mundo & Eleição

Rodolfo Juarez
Os bastidores dos partidos políticos continuam em ebulição. Na medida em que se aproxima o mês de abril - primeiro marco importante do calendário eleitoral -, mais nervosos ficam aqueles que esperam contar nas suas fileiras com este ou aquele filiado, ou mesmo, a confirmação da candidatura daqueles que estão exercendo cargos públicos que precisam da desincompatibilização para continuar no páreo.
Negociações, convencimentos, oportunidade, visão política, são elementos que estão na moda nesse período para que se consolidem as candidaturas até o mês de junho, quando, ai sim, serão conhecidos os candidatos e, em consequência, a primeira avaliação de sucesso ou insucesso da estratégia escolhida.
As eleições de 2014 têm, no período das convenções, um concorrente de peso: a Copa do Mundo.
Dois dias depois de começar o período das convenções (10 de junho) começa a Copa do Mundo e a seleção brasileira e que estará fazendo a abertura do torneio.
Pelo menos no dia 12 de junho as atenções para a Copa estarão mais forte do que as atenções para as convenções.
A primeira fase, a de grupos, termina no dia 26 de junho. Desde o dia 12, quando o Brasil joga a sua primeira partida, até o dia 26, todos os dias, tem jogo pela Copa e esse período é o mais forte para o fechamento das coligações. A primeira folga do futebol é de um dia, o dia 27 de junho, uma sexta-feira.
No dia 28 começam as oitavas de final, que vai até o dia 1º de julho.
Observe que, nesse ponto da competição futebolística mundial já terminou o período das convenções partidárias, que ocorre no dia 30.
O que se observa?
Ora, as lideranças e as direções partidárias terão, necessariamente, que dividir a atenção entre as duas importantes ocorrências simultâneas: as convenções partidárias e a copa do mundo.
O jogo decisivo da copa está marcado para o dia 13 de julho, um domingo, ou seja, nesse dia já todos os candidatos aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual já terão que ter pedido o registro de suas candidaturas e já devem ter, em mãos, o deferimento da candidatura ou um recurso para guerrear contra o indeferimento ao Tribunal.
Candidatos e dirigentes partidários terão que dividir as atenções ou os dias. Aliás, os dias poderão ser divididos em duas partes, pois, os jogos só começam depois das treze horas.
A última copa do mundo havida no Brasil ocorreu em 1950, há 64 anos, pelo menos aqui no Amapá não temos noticia de que algum dos dirigentes ou dos candidatos atuais tenha vivido a experiência de 1950.
Não adianta imaginar que vai poder conduzir o trabalho partidário, principalmente das convenções, sem a influência direta do futebol, pois se o dirigente ou candidato não se liga no futebol, o eleitor, pelo menos a imensa maioria, vai prestar muita atenção nas seleções que estarão disputando a copa.
A contribuição do futebol, este ano, para as eleições, pode ser positiva ou negativa, basta que os dirigentes partidários e os candidatos sejam mais ou menos atentos ao sistema que terá, pelo menos, duas equações complicadas para resolver, pois as duas têm incógnitas no emocional do brasileiro.

Quando mais planejada a utilização do tempo no período da copa do mundo, menos problemas serão acumulados para o período pós-copa, que é o mesmo período da campanha eleitoral, que terá direta influência dos resultados obtidos pela seleção brasileira.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os partidos novos no Amapá

OS PARTIDOS NOVOS
Rodolfo Juarez
O Partido Social Democrático (PSD), registrado no dia 27 de setembro de 2011 e que tem como presidente nacional o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, ganhou projeção nacional devido o número de parlamentares federais que conseguiu arregimentar e filiá-los. No Amapá, o partido tem como presidente o deputado estadual Eider Pena e já se prepara para avançar sobre o governo do Estado e, para tanto, apresentou como pré-candidato ao cargo de governador, o vereador Lucas Barreto.
O Partido Republicano da Ordem Social (PROS), registrado no TSE desde o dia 24 de setembro de 2013, também obteve bom resultado atraindo os parlamentares federais que entregaram a direção nacional do partido para Eurípedes de Macedo Júnior, enquanto no Amapá, a direção estadual do partido foi entregue à ex-deputada Francisca Favacho que se arruma para mostrar a que veio, já nas eleições de 2014. Não deve ter candidato ao cargo de governador.
O Solidariedade (SDD) tem como presidente nacional Marcílio Duarte Lima, registrado no TSE no dia 24 de setembro de 2013, também conseguiu articular-se bem e arregimentar um quadro razoável de parlamentares federais. No Amapá a direção estadual do partido está entregue ao deputado federal Sebastião Bala Rocha que, certamente vai priorizar a sua candidatura à reeleição no cargo de deputado federal e testar se fez um bom negócio saindo do PDT, partido pelo qual conseguiu os últimos oito anos de mandato como deputado federal.
São os três partidos mais recentes e que vão para os seus primeiro testes em uma eleição regional ao mesmo tempo de uma eleição nacional.
E porque esse destaque para a eleição nacional?
Porque as alianças locais terão forte influência das alianças nacionais, sem maior peso para qualquer uma delas.
Os três partidos, PSD, PROS e SDD vão mostrar-se ao eleitor amapaense pela primeira vez, isso sem contar a incursão do PSD, durante a campanha de 2012, pelos municípios, onde não conseguiu bons resultados.
Dos três novos partidos apenas o PSD mostra-se disposto a enfrentar uma eleição para o cargo de governador, os outros dois partidos, pretendem, nas eleições outubro, consolidar as bases e eleger o maior número possível de parlamentares federais e parlamentares estaduais.
Os novos partidos, considerando a desempenho das suas principais “estrelas” locais, mostram-se com chances de obter sucesso em alguns cargos que estarão disputando. Isso quer dizer que, apesar dos “voos” havidos no ano passado, o eleitor ainda não disse se aprova ou desaprova esses partidos.
O grande teste vai ser na eleição de 2014.
No momento e pelo visto, são partidos que nasceram de médio para grandes, considerando o número de mandatos que conseguiram arregimentar quando atraíram os políticos que têm mandato para constar a lista de filiados.
São partidos novos, mas dão a impressão que não têm coisa nova para mostrar para o eleitor e, em assim sendo, os nomes passam a ser muito importante quando apresentados na lista de candidatos no final de junho, depois das convenções.
As primeiras aparições no programa eleitoral gratuito da televisão não causaram maior impacto e o eleitor viu as autoridades dos novos partidos, como velhas autoridades de velhos partidos.
Se valer a máxima da “primeira” impressão, é possível que o eleitor nem leve em consideração as siglas novas e continue valendo-se das referências dos nomes velhos que estão nos partidos novos.
A culpa disso é dos próprios novos partidos que não divulgaram o seu programa e a sua proposta. O estatuto interessa muito mais para o filiado do que para o eleitor que apenas vota e escolhe os seus dirigentes e representantes.

Quem está gostando da “estratégia” dos novos partidos são os partidos com mais tempo de registro, que terão que dividir nada com os seus novos concorrentes.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O PT do Amapá e suas divisões

Rodolfo Juarez
O Partido dos Trabalhadores no Estado do Amapá continua sendo adversário de si mesmo e tendo dificuldade para convencer o eleitor amapaense a equilibrar o tamanho do partido com a sua real capacidade para eleger os seus candidatos.
Atualmente cinco facções são identificadas na conjuntura do PT, com algumas delas tendo muitas dificuldades para, pelo menos dizer, que é formada por filiados petistas e que todos integram a mesma sigla.
As eleições internas do ano passado que levaram Joel Banha à presidência do partido não conseguiu uni-lo, apesar da vontade inicialmente demonstrada pelo novo presidente, como também pela condição que detêm dentro da atual estrutura do governo, onde tem o cargo de vice-governador ocupado pela filiada Dora Nascimento que, teoricamente, teria chances de reagrupar o partido ou, pelo menos, aproximar as facções que estão mais distantes.
Aparentemente não vem conseguindo realizar o que, para alguns, seria uma verdadeira façanha.
A pizza petista está dividida em cinco partes e cada um delas tendo o carimbo de uma importante figura do partido, algumas tradicionais ou outras novatas que vão, pouco a pouco, conquistando os seus espaços.
Os “carimbos” mais notados são colocados por Joel Banha, atual presidente do partido e deputado estadual, ocupando vaga deixada por deputados do PSB que deverão voltar, o mais tardar, em março deste ano. Joel Banha tem como certo o seu nome na lista de candidatos na disputa de uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa.
Outro cacique petista que conta com o seu carimbo é a deputada federal Dalva Figueiredo, que tem transito livre na direção nacional do partido e que já foi governadora do Estado. Era quem dava as cartas no partido até antes da eleição do ano passado que elegeu Joel Banha. Dalva Figueiredo deve ser candidata à reeleição ao cargo de deputada federal.
O cacique Antônio Nogueira, depois de cumprir por dois mandatos o cargo de prefeito de Santana e que já foi deputado federal pelo PT, tem a expectativa de ser candidato à Câmara Federal, acreditando na gordura eleitoral que tem em Santana e por aqui, em Macapá.
Ao contrário dos três referenciados: Joel Banha, Dalva Figueiredo e Antônio Nogueira, que fazem parte da primeira turma do partido, a professora Marcivânia Flexa é sangue novo, com novas ideias e que foi surpreendida pelos resultados das duas últimas eleições quando chegou a sentir o cheiro da vitória, mas não pode sentar no trono dos cargos que se candidatou. Chegou a assumir o cargo de deputada federal, mas foi substituída pela candidata do PSB depois que houve a liberação do registro daquela candidatura; e quanto, até cinco dias antes da eleição para prefeita de Santana, sabia que estava em primeiro lugar, apareceu o candidato do PTB e convenceu melhor os eleitores santanenses.
O professor Marcos Roberto, que foi candidato em 2010, não se elegeu e aceitou o cargo de Secretário de Estado da Segurança Pública, como recompensa pela aliança formada para as disputas do cargo de governador do Estado. É um dos poucos auxiliares do primeiro escalão do governador do Amapá que continua, desde o primeiro dia do atual governo e, na eleição interna do PT do ano passado, saiu fortalecido, tendo obtido mais de 20% dos votos e, por isso, com direito de participar da direção do partido.
Os dois últimos, a professora Marcivânia Flexa e o professor Marcos Roberto mostram-se atentos às discussões do partido, pois, como a professora Dalva Figueiredo, quer ser considerada em qualquer das alianças que venha fazer o PT com qualquer outro partido.
Na eleição de 2010 o Partido dos Trabalhadores, mesmo elegendo uma filiada para o cargo de vice-governadora, uma deputada federal e um suplente de senador, ficou fora da composição do legislativo estadual, resultado considerado ruim na avaliação feita pelo partido e que querem retomar na eleição deste ano.

O eleitor já demonstrou que não gosta de divisão interna de qualquer partido e os candidatos aos cargos eletivos sabem que só os filiados não têm os votos suficientes para eleger um filiado, resta atualizar o discurso para não ficar fora dos cargos.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O PSOL e seu candidato ao governo do Amapá

O PSOL E SEU CANDIDATO AO GOVERNO DO AMAPÁ
Rodolfo Juarez
Qualquer partido político tem como princípio básico em seu programa a participação na disputa pelo poder, isto é, dos cargos eletivos que são oferecidos pelo sistema político nacional.
Todos os partidos são criados para disputar eleição.
A Lei das eleições no Brasil e, mesmo a Constituição Federal, trata todos os partidos com isonomia, valorizando a democracia com um processo de disputa bem claro, com tudo perfeitamente definido e em constante aprimoramento objetivando melhorar os resultados que estão no propósito de cada partido político para conquistar.
Não tem explicação, isso visto sem qualquer cortina ou empanada, alegar não entender o que fez a direção estadual do PSOL quando resolveu fechar questão em torno do lançamento de um candidato do partido ao cargo de Governador do Estado e, ao mesmo tempo, escolher o economista Charles Chelala para ser o nome que o partido vai indicar aos convencionais, em junho.
A legitimidade da decisão está contida no próprio estatuto do partido e é indiscutível. O que os aliados em potencial ou os que tinham o PSOL como aliado quase certo precisam fazer é tentar convencer o partido a continuar no rumo que tinham desenhado para seguir, mas já considerando que o PSOL escolheu o seu rumo e, também, já definiu o seu timoneiro.
Era de se esperar isso, pois é natural que um partido que tem um senador, um prefeito da capital e dois vereadores na capital, continue a sua caminhada de conquistas.
Entendem que o momento é esse.
Nada fora do normal e nada que não seja legítimo para o que pensam os seus diretores e filiados.
É certo que em política se dá melhor quem consegue entender o presente apoiado no passado, mas sem deixar de considerar o futuro.
O que passou já definiu os resultados e o que há de vir vai depender de novas lutas, com novas propostas e certezas que não se confirmam, a não ser aquelas que são também do eleitor.
O nome do economista Charles Chelala, como personalidade política ainda não está consolidado, mas é assim que as lideranças políticas se impõem ou emudecem para não mais aparecer, seja decepcionado com o ambiente, seja por pura e simples falta de adaptação.
Parece que esse não seria o caso de Charles Chelala!
Charles Chelala já trabalhou na intimidade do PSB, chegando a ser secretário de estado de João Capiberibe quando governador do Amapá e na intimidade do PSOL participando, de forma influente, da campanha que levou ao senado Randolf Rodrigues e sendo coordenador, em 2012, da campanha vitoriosa de Clécio Luiz à prefeitura de Macapá.
O partido convenceu Charles Chelala à disputa de 2014 e vem compor o leque de alternativas para o eleitor que já contava com Camilo Capiberibe, Waldez Góes, Lucas Barreto, Jonas Pinheiro, Promotor Moisés, Aline Gurgel, Gilvan Borges, Jorge Amanajás e um candidato do PSTU. Dez nomes que estão em prejulgamento, alguns como balão de ensaio, mas outros não e, certamente, terão seus nomes confirmados nas convenções de seus respectivos partidos.
É certo que, até às convenções, continuam grandes as chances de alianças que, mais tarde, chegarão às convenções, mas também é importante considerar que cada partido tem uma forma de orientar os seus filiados, com uma regra que é seguida pelos seus dirigentes.

Os partidos que não definem as suas regras ou não respeitam as suas lideranças têm muito mais chances de serem trazidos sempre a reboque de um que age diferente, é mais audacioso na linguagem dos adversários, e mais político na linguagem dos filiados e eleitores.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Alguns problemas do candidato Camilo

Rodolfo Juarez
Sempre aos domingos é bom parar um pouco para analisar o quadro político local e nacional. Afinal de contas muito do que pode acontecer no Amapá está diretamente relacionado com as definições política que serão conhecidas no dia 5 de outubro, quando da realização do primeiro turno de votação e no dia 26 de outubro quando da realização do segundo turno que irá definir quem é o governador do Estado para os próximos 4 anos.
A roda da democracia, ou do sistema que está implantado no Brasil, nos dá essas oportunidades para votar, mas antes de analisar e até de declarar o que estamos vendo a cada dia, mesmo antes da eleição, exatamente nos momentos em que são feitos os conchavos políticos e assumidos os compromissos para a campanha e para a gestão, se define boa parte do futuro governo.
O governador Camilo, natural candidato à reeleição o cargo de Governador do Estado, tem contra ele além do desgaste natural pelo que não fez no atual mandato, o encargo de ter que explicar, para aliados e para os eleitores, o fato de ter ainda que apoiar a sua mãe, a atual deputada federal Janete Capiberibe, que virá para tentar mais um mandato e com grandes chances de ser bem votada e renovar o mandato.
Essa situação é muito delicada para o governador Camilo. Primeiro porque sabe que precisa levar em consideração esse fator; depois porque sabe também que ela tem mais chances de confirmar a reeleição do que ele.
Como o candidato Camilo vai trabalhar essa situação em sua cabeça? Ainda mais sabendo que irá perder importantes aliados, quando olhar para as eleições proporcionais, exatamente porque não pode oferecer o guarda-voto do seu partido que estará primeiro querendo garantir a volta da sua importante filiada e, depois, tendo que compensá-la com atenção, pois, foi ela que deu toda a sua atenção desde quando o governador era um bebê.
Mas serão questões e circunstâncias que terão que ser carregadas pelo candidato Camilo durante toda a campanha e se esforçando para garantir a presença no segundo turno, quando, ai sim, terá condições de contar, de forma mais liberada, com o apoio de Janete Capiberibe, já neste momento livre da campanha.
Durante a campanha ainda terá que olhar para cima, onde invariavelmente se coloca o seu pai, o senador João Capiberibe, que, apesar de não estar disputando a eleição, vai ser um dos que mais vai influenciar na campanha. Será o presidente do partido durante a campanha e o senador o pai do candidato.
E ainda tem alguns ingredientes que terão que ser considerados, uma vez que conhecendo a dedicação do senador à política e as conquistas que já teve nas disputas que empreendeu no Amapá, vem com toda a aura de saber definir os caminhos da campanha, juntamente com um grupo de pessoas que o acompanha muito antes daqueles que hoje acompanham o filho.
Ignorar que uma parte da rejeição do governador Camilo e do próprio politico Camilo vem dos seus pais é fechar os olhos para uma realidade. Se os três entenderem isso ficará mais fácil cuidar para que isso não seja decisivo na campanha, mas se não entender diferente, é bem provável que isso também seja apontado como a causa de uma revés.
Os adversários, atentos a tudo, estão prontos para encontrar o melhor mote para usar no combate ao adversário. E se descobrirem que há brechas maiores então, os adversários atacarão utilizando o flanco onde estão essas brechas.
O espectro da campanha só se define na própria campanha, mas é preciso estar preparado para que não ser surpreendido pelas descobertas do adversário antes das providências dos candidatos.

Isso é apenas um lado desse poliedro político indefinido. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A esperada festa do povo

Rodolfo Juarez
Nunca os bastidores da política local estiveram tão movimentados como estão nesse período. Observa-se uma movimentação onde os participantes dão a impressão que estão disputando o papel das suas vidas na politica local. Todos interessados nos mínimos detalhes, fazendo as contas mais aprofundadas e querendo saber, desde logo, as possibilidades que têm neste ou naquele arranjo.
Os candidatos a deputado estadual buscam conhecer todo o processo e, a partir dai entender as possibilidades que têm com neste ou naquele arranjo partidário, pois alguns dos candidatos já perceberam que se ficarem esperando, como noutros tempos, continuarão aguardando mais uma vez o mandato que tanto almejam.
Alguns querem tanto ter uma oportunidade que não se conformam em analisar as suas possibilidades, querem a certeza, desde que essa certeza seja a de que estará eleito no dia 5 de outubro.
As eleições proporcionais, para deputado estadual e deputado federal serão muito acirradas, principalmente porque há a expectativa de profundas alterações nos quadros atuais, onde partidos tradicionais podem, desta vez, ficar sem representantes e alguns nem tão tradicionais assim, vêm a possibilidade de ficar sem a vaga que tem hoje.
Com relação à eleição para o senado, as especulações são muitas, entretanto a principal barreira para a renovação, por mais incrível que possa parecer, é a concorrência com o atual senador que terá o mandato encerrado. Se a candidatura for posta para a recondução, as chances são muito grandes de permanecer como está.
Apesar de muitos anunciarem que estão dispostos a concorrer com o velho caudilho, não demonstram condições de enfrenta-lo e alguns, não demonstram, sequer, vontade de sair a para a disputa. Há uma espécie de receio nos trunfos que o candidato a reeleição para o senado pode ter “na maga da camisa.”
Mas o grande charme, mesmo, vai ser a disputa pela cadeira de couro do Palácio do Setentrião. Afinal de contas 9 candidatos é um indicativo de que até quem não pode acreditar em um bom resultado, está acreditando. Ainda perdura o exemplo do que aconteceu em 2010 quando um fato extraordinário acabou mudando o endereço dos resultados.
Três frentes, entretanto, parecem perfeitamente identificadas: a primeira, sustentada pela naturalidade da reeleição, onde o atual governador Camilo Capiberibe, está animado para ser cabeça da chapa do PSB. Não sabe ainda quem trará na vice. Mas tem a certeza de que será um parceiro forte, preferencialmente o PT.
O PT, que não dá indicação de que tem interesse na cadeira de couro, se transforma na “noiva” mais cobiçada. O PSD, do vereador Lucas Barreto, pré-candidato ao Governo do Estado, anuncia aos quatro cantos que existe um acordo político entre a direção nacional do Partido dos Trabalhadores e a direção nacional do Partido Social Democrático para que o lugar de vice, na chapa de Lucas, seja ocupado por um petista de muitas divisas.
Outra força política é aquela que está na barca do PDT, que tem como principal timoneiro o ex-governador Waldez Góes, apontado por alguns analistas nacionais como um candidato com chances de passar para o segundo turno.
E ainda têm mais seis candidatos que estão dispostos a disputar os votos dos eleitores amapaenses, alguns que ainda estão com o título cancelado, mas que querem votar e deverão fazer a nova inscrição, desta feita a biométrica, para então estar apto a exercer o seu direito escolhendo o governador, o senador, os 8 deputados federais e os 24 deputados estaduais.
E as convenções partidárias, que definirão os nomes em cada chapa, estarão acontecendo simultaneamente com a Copa do Mundo, uma desculpa para aqueles que vão dizer-se surpresos com os registros das candidaturas.
Tomara que, desta vez, a sorte e a festa seja do povo e não, somente, dos outros.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Partidos políticos

Rodolfo Juarez
O ano de eleição regional e nacional é sempre cheio de cuidados especiais por parte dos partidos políticos. E não adianta querer negar a importância dessas organizações, pois, por necessidade ou conjuntura, ou estrutura, é nos partidos políticos que tudo começa.
Qualquer dos candidatos, seja ao cargo de presidente, de governador, senador, deputado federal ou deputado estadual, precisam estar filiados a um partido para adquirirem condições de participar do pleito. Não existe, como em outras democracias, o candidato avulso.
Então os partidos precisam estar dotados de estrutura para poder conduzir o processo de escolha dos candidatos, através das convenções, até à orientação para as campanhas políticas e todo o período imediatamente após a eleição e no início com mandato.
O eleitor brasileiro não sente necessidade de avaliar o partido em que está o seu candidato, principalmente quando a definição é para os cargos que são definidos nas eleições proporcionais.
Os cargos de deputado federal e deputado estadual, durante a campanha, têm mais a ver com a pessoa do candidato do que com o partido ao qual está filiado aquele candidato.
Depois da eleição que alguns arrependimentos são declarados, mas, nesse caso, não tem mais jeito. A apuração já terminou e o resultado já está conhecido.
Resta esperar, durante quatro anos, por uma nova eleição para, então, procurar consertar o erro ou, aceitar o desempenho do politico, no mandato.
O certo é que os partidos não podem ser esquecidos ou imaginar que eles não existem ou que não são importantes. Os partidos políticos além de serem importantes são o suporte para os candidatos e para as campanhas.
A primeira relação entre os candidatos, os aliados e o eleitor tem fundamento no partido político. Ignorar essa condição é mesmo que imaginar a que os partidos são dispensáveis.
Para ter ideia do que representa o partido político para os candidatos e a diversidade de propostas, basta considera o fato de que de todos os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, apenas um, pelo menos por enquanto, o Partido da Causa Operária (PCO), não tem registro no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.
A separação básica que havia, entre os partidos nacionais: em direita, esquerda e centro, está fora de moda devido ao processo de conchavos e acertos que os partidos assumem, ao longo do tempo e conforme a base dos seus candidatos, permitindo que os dirigentes partidários assumam alianças muito mais objetivas do que aquelas que estão na subjetividade dos programas partidários.
Parece até que há mistura entre os partidos ou que não há diferença entre os partidos, pois basta uma situação que pareça favorável ao dirigente partidário para que ele mude de ideia ou tome atitudes contrárias àquelas que ele pregava ou tomava.
Mesmo assim, mesmo com os dirigentes não defendendo os princípios partidários ou não exercitando os seus próprios princípios, os partidos políticos ainda são indispensáveis na estrutura da democracia e na alternância de poder.