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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Que venha a Bélgica


Rodolfo Juarez
Depois dos três jogos da primeira fase da Copa do Mundo, Grupo E, onde o Brasil se classificou em primeiro lugar, com um empate e duas vitórias, diversos comentaristas esportivos, inclusive os independentes, tiveram que engolir as opiniões que deram, principalmente sobre os dois primeiros jogos e o conjunto da seleção.
As opiniões pareciam ser de torcedores apaixonados e não de profissionais que são bem pagos exatamente para evitar os exageros emocionais dos torcedores brasileiros.
O desempenho individual de alguns jogadores escalados para os jogos da seleção foram “medidos”, “pesados” e “listados” em diversas ordens, inclusive de salários que recebem em seus clubes, escancarando o comportamento passional daqueles que teriam, por obrigação de ofício, de evitar os exageros, mesmo que se sentissem bem dando uma opinião “final” que mudavam logo em seguida.
O jogo da classificação foi suficiente para que houvesse uma troca de polo e o que era destacado como negativo passou a ser visto como fator positivo e mesmo tendo que considerar “gênios” aqueles que, um jogo antes, não passava de um “jogador comum” como tantos que são vistos nos campos de pelada aos finais de semana.
A classificação foi considerada não como uma conquista, mas como o cumprimento de uma obrigação, mesmo tendo que informar e “analisar” o retorno, ainda na primeira fase da Copa, “para casa” de consideradas potências futebolística como, por exemplo, a Alemanha.
A segunda fase, as oitavas de final, reuniria as 16 seleções que continuariam com o sonho, agora em jogos de “mata-mata”, de um tiro só, onde tudo precisa ser decidido em um jogo, seja no tempo normal de 90 minutos e seus acréscimos, ou na sequência de regular prorrogação e cobrança de pênalti.
Logo de cara e para abrir a fase, dois clássicos entre sulamericanos e europeus: Uruguai x Portugal e França x Argentina. Os dois melhores jogadores do mundo durante a última década estariam em campo e teriam a chance de fazer a diferença. Os dois falharam e tanto o português Cristiano Ronaldo como o argentino Leonel Messi viram suas respectivas seleções serem eliminadas. Os holofotes foram acesos para Mbappe, da França, e Cavani, do Uruguai.
Do outro lado da tabela organizada pela FIFA Rússia x Espanha e Dinamarca x Croácia se enfrentaram e contrariam os apostadores que havia cravado Espanha e Dinamarca. A primeira por ser detentora das maiores expectativas frente a uma Rússia que só estava na festa porque era a organizadora. Erraram! E a Croácia, enfrentou e venceu a Dinamarca, independentemente do favoritismo dos dinamarqueses.
De volta ao lado da tabela onde está o Brasil que, devidos os resultados da fase de grupos, enfrentaria o México. Mas uma vez os santos viram as suas caixas de pedidos feitos, por comentaristas que estão na Rússia, completamente lotadas, e que passaram a ver a seleção mexicana como “bicho-papão” e não mais como velhos fregueses da seleção brasileira. O Brasil ganhou o jogo, e ganhou muito bem, sem risco e sem maiores problemas...
No outro jogo a Bélgica teve dificuldades para confirmar o seu favoritismo ao enfrentar o disciplinado Japão, a primeira seleção a se classificar no mundial no item disciplina. O jogo foi difícil, mas prevaleceu a melhor técnica.
Agora é aguardar a sexta-feira, dia 6 de julho, quando o Brasil e a Bélgica medirão forças para saber que passa para jogar s semifinal contra o vencedor de Uruguai e França.
Os comentaristas e os torcedores terão dois dias livres, quarta e quinta feira, dias 4 e 5, para ouvir as hipóteses dos comentaristas, que precisam ser sempre colocadas em dúvida, e fazer as suas projeções. A seleção brasileira tem condições de seguir em frente, vencendo sempre, mas, não precisa exagerar nos planos, levando em considerando que é um jogo.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Os defeitos da exclusividade


Rodolfo Juarez
O grande acontecimento do domingo passado foi a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo da Fifa que está senso realizado na Rússia, e mais uma vez ficaram evidentes as dificuldades que advêm quando as informações não são resultados de um debate ou são diversificadas.
A exclusividade, conquistada a base de dólares, pela Rede Globo de Televisão para fazer a cobertura daquele torneio de futebol para o Brasil, acaba deixando com o torcedor que gosta da seleção brasileira, uma série de pontos sem discussão e que são disfarçados pela necessidade de compensar os anunciantes pelo pacote de patrocínio que assinaram com a empresa de comunicação.
Os elogios exagerados e as verdades ditas pela metade produzem uma falsa realidade na qual se apegam os torcedores que querem apenas vibrar com uma boa atuação da seleção, uma vez que foi dita para ele apenas as virtudes, os pontos favoráveis e, ficaram sem análise, as dificuldades e os limites das pessoas que estão ali com a incumbência de bem representar o futebol brasileiro.
Ninguém sabe e ninguém discutiu, por exemplo, a capacidade do técnico da seleção em enfrentar as diversidades, os problemas e os reveses, devido a natural falta de experiência.
O torcedor brasileiro acaba aceitando o comportamento do técnico como sendo o melhor para o momento, mesmo sabendo que todo ser humano tem falhas, tem limites e precisa de um mínimo de experiência, exatamente a experiência que to técnico da seleção brasileira não tem.
Não é por falta de exemplos. O da seleção brasileira de 82 poderia ser uma grande referência para a atual e outras seleções, nos quesitos: competição, equilíbrio e resultado.
A seleção brasileira saiu do Brasil sem que o povo soubesse qual era a escalação do time da estreia e a imprensa especializada, principalmente a escrita, começou a especular e logo a emissora detentora dos direitos de transmissão, passou a encobrir essa deficiência e, quem sabe, essa dúvida do próprio técnico, que se assim estivesse poderiam estar desestabilizando o grupo de jogadores.
O Brasil embarcou com as dúvidas, inclusive de quem seria o “capital” na Copa, desembarcou na Rússia com as mesmas dúvidas e outras recebidas lá, e permaneceu com elas até o momento do anúncio dos jogadores que entrariam em campo para o jogo.
Os resultados dos jogos dependem do desempenho dos jogadores, inclusive os adversários, e não do ufanismo de narradores e comentaristas que logo mudam de humor quando não há correspondência em campo da promessa feita por eles mesmos para o torcedor que, sozinho, vê sua expectativa muito maior do que a realidade e seu plano de vibrar substituído pela decepção.
E de quem é a culpa?
A culpa é daqueles que iludiram o torcedor com informações incompletas ou para esconder um problema, uma deficiência, ou mesmo uma falta de prática ou experiência.
Colocar a culpa em outras pessoas ou noutras estruturas é um comportamento defensivo daqueles que afirmaram que tínhamos o melhor técnico, os melhores jogadores e a melhor história.
Estavam certos apenas na última referência uma vez que no capítulo “a melhor história” está a narrativa de cinco títulos mundiais, está o Pelé, está o Garrincha, está o Romário e estão o Ronaldinho e o Ronaldo.
Vê-se que em 2018 bastou risco de um empate para que a seleção se desarrumasse, sem produzir o que os propagandistas esperavam e os árbitros do jogo fossem responsabilizados.
Uma pena!
Mas esse é um dos defeitos da exclusividade na informação.