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domingo, 27 de janeiro de 2013

Fluminense empata com o Botafogo em 1 x 1

Wellington Nem comemora o seu gol pelo Fluminense no Engenhão (Foto: Bruno Turano/Photocamera)
Fluminense e Botafogo ficam no 1 x 1
Reprise da final do ano passado, confronto terminou em igualdade pela oitava vez desde que o Engenhão foi inaugurado, em 2007: 1 a 1
O primeiro clássico do Campeonato Carioca de 2013 manteve a rotina dos confrontos entre Botafogo e Fluminense no Engenhão: 1 a 1, gols de Wellington Nem e Bolívar, em partida muito disputada, com forte marcação de ambos os lados. Desde a inauguração do estádio, em 2007, cada time venceu o duelo três vezes, com oito empates. Os tricolores não tiveram seu principal atacante, Fred, que faz reforço muscular antes de retornar aos gramados. Os alvinegros, por sua vez, só contaram com o holandês Seedorf no segundo tempo, quando entrou no lugar de Jádson e fez a jogada do gol de empate.
Na próxima rodada, o time das Laranjeiras, que lidera o Grupo B com sete pontos - mesmo número de Flamengo (2º) e Audax (3º), que estão em desvantagem nos critérios de desempate - enfrenta o Friburguense, na quarta-feira, às 22h, no Engenhão. Já o Botafogo, terceiro colocado no Grupo A atrás de Vasco e Friburguense, joga em Moça Bonita contra o Audax também na quarta-feira, às 17h.
Antes do clássico, o estádio se calou. Os jogadores de ambos os times se reuniram com os árbitros no centro do gramado e as torcidas de Botafogo e Fluminense também fizeram silêncio em respeito às vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou mais de 200 mortos.
Nos primeiros minutos, o Botafogo mostrou mais ímpeto, procurando tocar a bola no campo de ataque. A polêmica não tardou. Logo aos três minutos, Lodeiro recebeu livre na frente, mas a arbitragem marcou impedimento equivocado. Com bom toque de bola entre Andrezinho, Fellype Gabriel, Gilberto e Lodeiro, os alvinegros davam trabalho à defesa tricolor, que rechaçava as tentativas na base do chutão, sem que o Fluminense conseguisse passar do meio de campo em condições de criar boas jogadas.
O panorama só começou a mudar aos 10 minutos, quando o Fluminense começou a partir para o ataque com maior consistência, mas sem muito sucesso. Até os 14 minutos, quando Wellington Nem recebeu sozinho na frente e Jefferson teve de sair desesperado da área para interromper a jogada, com um carrinho preciso antes que o atacante dominasse a bola. Na sequência, em contra-ataque, Bruno Mendes tentou de fora da área, mas mandou em cima de Diego Cavalieri, que encaixou com facilidade.
         Com ambos os times procurando encurtar os espaços e usando a repetição de faltas no meio de campo para travar o adversário, o jogo ficou truncado, com poucas chances de gol. Se com a bola rolando estava complicado, aos 27 minutos Thiago Neves teve boa oportunidade de bola parada. Bateu com efeito, com muito perigo, mas para fora. Dois minutos depois, Fellype Gabriel conseguiu escapar da marcação em boa jogada, mas soltou um peteleco nas mãos de Cavalieri.
Aos 37 minutos, Wellington Nem recebeu de Thiago Neves na área, girou e bateu cruzado. Digão e Leandro Euzébio chegaram atrasados e não conseguiram tocar a bola que cruzou a pequena área. O gol veio aos 42 minutos, quando Wellington Nem tabelou com Bruno pela direita, recebeu na área e mandou para a rede: 1 a 0.
No segundo tempo, quem começou partindo para o ataque foi o Fluminense. Logo aos cinco minutos, Valencia quase marcou um golaço, de letra. Jefferson apareceu bem. Oswaldo de Oliveira resolveu sacar Jádson para a entrada do holandês Seedorf. Mas o jogo voltou a ficar amarrado, com os times insistindo em avançar pelo meio, completamente congestionado. Dessa forma, as oportunidades de gol voltaram a desaparecer. O técnico Abel Braga resolveu então chamar Rhayner para o lugar de Thiago Neves.
Aos 21 minutos, por muito pouco o Fluminense não ampliou. Em belo contra-ataque, Jean deu um lençol em Marcelo Mattos e deu passe perfeito para Wellington Nem partir sozinho, em velocidade. Jefferson mais uma vez saiu muito bem do gol e, no rebote, novamente o goleiro alvinegro mostrou reflexo, em mais uma boa defesa no chute de Jean, que acompanhou a jogada.
Aos 27, o Botafogo teve boa oportunidade em cobrança de falta que Seedorf bateu com efeito, mas em cima de Cavalieri. Na sequência, em lance confuso, a bola sobrou no pé do holandês. Com a área congestionada, parecia que a defesa tricolor mataria a jogada com facilidade, mas o craque levantou na medida para Bolívar, que apareceu atrás da zaga tricolor para empatar: 1 a 1.
No fim, ainda houve tempo para um princípio de confusão entre e Seedorf e Valencia, mas o placar permaneceu inalterado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Tetralor: o campeão brasileiro de 2012

Rodolfo Juarez
O Fluminense no domingo, com três rodadas de antecedência, conquistou o título de Campeão Brasileiro de 2012. É a quarta vez que o tricolor, e agora, tetralor, vence a competição e, nos últimos três anos foi duas vezes o melhor, em 2010 e, agora, em 2012.
Eu confesso que ainda não sei como vou acompanhar as últimas três rodas do campeonato se o título já foi conquistado. Devia ser diferente: o campeonato acaba quando se conhece o melhor.
E já se conhece o melhor: o Tetralor!
Agora ter que jogar, com o maior objetivo da competição já alcançado, vai precisar de algumas forças extras, pois por aqui, ainda tem aquela história de “carimbar a faixa”. Esse será o grande objetivo dos próximos adversários, mesmo antes de assuntos como “libertadores” ou “rebaixamento”.
Mas é bom ser campeão. E melhor se acostumar como campeão. Os adversários que se preparem para competições futuras, pois, por enquanto, a festa tem três cores e não tem dia para terminar ainda.
Para cada uma das três partidas que restam está sendo preparada uma festa.
Esse é o lado bom do campeão antecipado. Afinal de contas dá até para mudar o modelo do pódio e apresentá-lo já com as cores do campeão desde o início do último jogo, que vai acontecer no Rio.
Ou então construir um pódio para cada jogo. Seriam três e seria muito bom.
Eu gosto de ouvir o grito de “é campeão”. Faz bem para minha alma e para o meu coração.
Corre a idéia de serem entregues, em cada um dos três jogos, os símbolos do campeonato: primeiro os destaques da competição; segundo as medalhas de campeão; e, por fim, a taça ou o troféu.
O branco, apesar de não ser, tecnicamente, uma cor, no caso do Fluminense teve que se tornar cor e acho até que vai ter que colorir mais – agora precisa de quatro cores, afinal de contas o Fluminense é Tetralor e não mais somente Tricolor.
Não é bom comparar. Mas mesmo que compare jamais outro clube ganhara um título nacional com a unanimidade que o Fluminense ganhou o de 2012.
Incontestável, certíssimo, incontroverso, indiscutível, irrefragável foram qualificativos repetidos, insistentemente durante a noite de domingo, pelos locutores de rádio, apresentadores de televisão e entre os torcedores, principalmente de outras combinações de cores, que não as do Fluminense.
Para os torcedores tetralores o “eu já sabia” não basta e ainda estão sendo pesquisadas as frases para que se aproximem da conquista de um título tão importante em condições tão espetaculares que deixou conformado o mais exigente e combatente dos torcedores de clubes que se arvoram a enfrentar o Fluminense, duas vezes, nesse campeonato.
Mas que venha para a festa os azuis do Cruzeiro, os rubronegros do Esporte Recife e os alvinegros do Vasco. Eles sabem que vêm para uma festa e tomara que não se metam a besta e queiram colocar água no chope, certamente uma vontade que não ficará em segredo.
Serão bem recebidos para a festa e até está reservado o espaço principal para o baile de 90 minutos das despedidas comemorativas ao título.
Desculpem, mas eu tinha que falar!
Parabéns aos tetralores de todos os lugares.