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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O celular e a mudança de comportamento


Rodolfo Juarez
O brasileiro realmente é um povo extraordinário e que não se cansa de mostrar, principalmente para aqueles que têm a pretensão de rotular o seu comportamento, o quanto é capaz de surpreender.
Certamente que, observando os padrões desenhados pelos “adivinhadores”, jamais lhe seria antecipado o resultado que foi apurado no carnaval de 2020, na maioria das cidades brasileiras, principalmente naquelas em que, até durante o período de carnaval, foi atingido por fortes chuvas que abalaram as estruturas urbanas primárias de muitas cidades brasileiras, especialmente no sudeste.
Quem anteciparia um resultado próximo do que foi observado durante o período do carnaval de rua na cidade de São Paulo, não faz tempo apontado como “túmulo do carnaval” e por pessoa de grande influência social na área?
E em Belo Horizonte, a capital de todos os mineiros? Abalada que foi pelos temporais de verão e que deixou a cidade em grandes dificuldades e a população com prejuízos que terão que ser resolvidos em médio prazo, pois as pessoas perderam, inclusive, a moradia.
O próprio Rio de Janeiro, que além dos seus problemas que, infelizmente, estão entrando para a sua história, ainda teve que enfrentar as fortes chuvas que inundaram a cidade, provocaram deslizamentos de terras e perda total de habitações. Mesmo assim, na hora e data constante da programação, lá estavam, as escolas de samba, blocos gigantescos e pipocas arrastando verdadeiras multidões.
Aqui mesmo no Amapá, onde os funcionários públicos estaduais recebem os seus salários parcelados, a população vive o caos no prestação dos serviços públicos de saúde, o carnaval superou a expectativa da mais otimista das autoridades e do mais esperançoso dos negociantes.
O brasileiro deu a impressão que pouco se importa com o coronavírus e com o dólar nas alturas. Não fosse assim não se submeteria ao aperto dos blocos de rua e muito menos na utilização do cartão de crédito para atender as necessidades que viraram prioridades durante as festas de carnaval.
Mesmo assim parte da imprensa brasileira continua querendo se vingar dos responsáveis pelo fechamento das torneiras da corrupção através do pagamento dos serviços que não foram prestados ou superfaturados, inclusive se valendo de um instrumento que dizem combater todos os dias: as fake news.
Aliás, esse pode ser o ponto!
Não as fake news, mas as redes sociais que foi o meio mais utilizado pelas pessoas para marcar ou mudar os encontros. Por ai pode ser explicado o fenômeno que foi registrado em cidades diferentes, em dias diferentes e de forma diferente, mudando o modo parcialmente superado, dos anúncios na televisão e dos jornais, principalmente, e do rádio medianamente.
Verdadeiramente as redes sociais mudaram o comportamento das pessoas que não precisaram estar atentos aos recados de TV ou anúncios de jornais. Poucos tinham aplicativos de rádio no telefone celular para recados.  Ficaram mesmo atentos ao teclado do celular, aparelho de multiutilidades e que está mudando, de forma revolucionária, o comportamento das pessoas.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A mudança que o Amapá precisa


Rodolfo Juarez
Estou percebendo que técnicos de diversas áreas do conhecimento estão se juntando para discutir o Amapá cada vez mais profundamente e com consistência científica, preocupados com o amanhã, cada vez mais difícil de ser desenhado para poder ser enfrentado.
A população entregou tudo o que podia para ser resolvido pelos políticos, cuja maioria faz a mesma coisa, o seja espera o tempo passar para passar o tempo de seu mandato ou da oportunidade que lhe foi dada pelo “amigo” detentor de cargo eletivo.
Enquanto isso o Estado do Amapá vai se apequenando como solucionador de problemas e vendo todas as saídas muito distantes, ficando sem alternativa ou fôlego para sua própria respiração e seus dirigentes completamente perdidos e esperando apenas o tempo passar e gerindo pessoal sem acordar para o desenvolvimento ou, ao menos, para anotar o que está acontecendo com outras unidades federadas.
Isso contamina as administrações municipais, cada vez mais isoladas, sem força política e, algumas vezes entregues à própria sorte ou mesmo abandonadas e só lembradas, quando muito, em encontros obrigatórios.
A relação política fica muito limitada e os interesses se individualizam e acontecem fatos que são lamentados seja pelos grupos ou internamente com prejuízo claro para todos.
É ruim - para todos -, a falta de comunicação direta das bancadas eleitas a cada quatro anos. Vereador não se comunica com deputado estadual, deputado estadual que não conversa com o deputado federal e senador. Por mais incrível que possa parecer, o caminho inverso é muito mais praticado.
Da mesma forma acontece entre os prefeitos e o governador. Neste caso a distância coloca os gestores como concorrentes e, ao que parece, disputando o mesmo voto quando, na verdade os interesses administrativos deveriam ser os prevalentes.
O recente encontro dos governadores da Amazônia Legal realizado em Macapá tomou importantes decisões que precisariam ser entendida por todos os outros agentes políticos detentores de mandato, no sentido de motivá-los para adotar nas discussões de interesse da população os temas que foram debatidos na reunião de cúpula e que não chegaram aos agentes executores, mesmo os de interesse geral.
E haja planos soltos, sem chances de oferecer qualquer resultado.
A aprovação do Orçamento Impositivo, aquele que obriga ao Executivo Federal liberar as emendas de bancadas propostos pelos parlamentares federais necessita ter um estrutura gerencial capaz de executar, corretamente, as receitas oriundas do Orçamento da União e que sejam resultado do Orçamento Impositivo.
O Governo do Estado do Amapá tem tido muitas dificuldades para executar volumes relativamente pequenos de obras. Para exemplificar basta rememorar o que aconteceu com o PAC1 e PAC2, e ainda, os recursos alocados para Segurança Pública.
O Amapá precisa de agilidade para aprovar os projetos e de empenho para transformar os projetos em realidade.
A lentidão está encarecendo as obras que precisam ser concluídas, atrapalhando a vida dos empresários contratados e viciando os profissionais que trabalham na execução das obras.
O Orçamento Impositivo vai exigir essa mudança de comportamento da Engenharia Pública, tanto do Governo do Estado como das Prefeituras, ou vamos continuar dispondo do dinheiro e não demonstrando capacidade para executar os projetos selecionais.