Mostrando postagens com marcador tragédia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tragédia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Acidente do Barco Motor Cidade de Óbidos VI - 13 anos depois

Hoje completa 13 anos que o Barco/Motor Cidade de Óbidos VI, com 107 passageiros, foi atingido, pela frente, por uma balsa própria para transportar bois, no Rio Jari, próximo à Comunidade do Alegre, no Município de Vitória do Jari.
O barco de madeira não resistiu ao impacto e afundou devido a um imenso rasgo que resultou na sua proa, resulto: sete pessoas morreram naquele fim de madrugada do dia 26 de janeiro de 2002.
Para a estatística foi apenas mais um acidente do qual resultou a morte de pessoas, que apenas queriam chegar em Laranjal do Jari. Foi nesse acidente que morreu a jornalista Simone Theran, o desportista Vitor Santos e mais 5 passageiros, que deixaram para as respectivas famílias lágrimas e revolta.
Eu estava na embarcação, com os meus filhos Rodson e o Rodrigo e o meu cunhado Carlos Roberto.

Sobrevivemos para ver que nem este e nem outros acidentes sensibilizaram as autoridades para a situação que continua a mesma, inclusive com a mesma chance de se repetir acidentes desse tipo e pelas mesas razões: desleixo.

sábado, 2 de novembro de 2013

Um balanço nada favorável

UM BALANÇO NADA FAVORÁVEL
Rodolfo Juarez
Das situações mais difíceis é possível tirar lições decisivas.
O mês de outubro deste ano foi impiedoso e registrou acontecimentos que acarretaram em situações difíceis para as famílias e para a administração pública local e ainda projeta continuar acarretando por um bom tempo.
Além dos acontecimentos graves que, infelizmente, já fazem parte da rotina das famílias da cidade e dos distritos, o macapaense foi abalado por três eventos, não tão comuns, e com graves consequências que afetaram, diretamente, o dia-a-dia das pessoas.
As 18 mortes nas águas do rio Amazonas, ocorridos em um dia de festas, durante o Círio Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré, quando o barco motor Reis I naufragou com 64 pessoas a bordo; as explosões em série que destruiu três embarcações, na região do Delta, no rio Matapi-Mirim, e deixaram feridos e dois mortos; o incêndio que destruiu 250 casas e deixou outras sem condições de habitação, no bairro do Igarapé das Mulheres, em Macapá, se tornaram motivos para reflexão sobre a atualidade dessa sociedade que foi surpreendida por aqueles problemas.
Isso não pode ser colocado na lista de acontecimentos do ano, como fatos inevitáveis e debitados na conta do acaso ou das ocorrências acidentais.
É certo que o que aconteceu, aconteceu. Não dá para voltar no tempo e fugir das circunstâncias que levaram ao que está registrado – mas não foi fatalidade.
O que aconteceu precisa ser considerado como motivo para reflexão das autoridades públicas e estas autoridades públicas entenderem que lhes cabe esse papel. Também os que puderem colaborar, ou porque têm prática ou porque detêm o conhecimento, também não podem deixar de contribuir para a construção dos elementos que possam resguardar a comunidade de novos acontecimentos como aqueles.
Reconhecer os erros, a falta de preparo das equipes e a falta de equipamentos de combate e socorro, é o dever de cada um. Independente do cargo que ocupe na administração e a função social que exerça no momento.
É preciso proteger a população. É preciso dar segurança para aqueles que confiam (não confiam) nos gestores que escolheram para desempenhar o papel de gerente dos interesses comuns.
Ficar preocupado com a avaliação futura, com a eleição futura, não é para esse especial momento. Deixar de considerar aqueles acontecimentos como motivos para ação no sentido de evitar a repetição, pode ser considerado irresponsabilidade.
Continuar cuidado daqueles que precisam e e que são resultados dos fatos, seja nos abrigos improvisados, seja na alimentação diária ou cuidando para que, na medida do possível, as pessoas voltem à sua rotina, é a obrigação primária. Mas é preciso que sejam tomadas as medidas necessárias para evitar a repetição de qualquer daqueles fatos.
Três perguntas devem ser fundamentais àqueles que têm a obrigação de agir:
E o que eu já fiz ou estou  fazendo para que sejam evitados acontecimentos como do barco motor Reis I?
O que eu já fiz ou estou fazendo para evitar os fatos como o do Delta, no Rio Matapi-Mirim?
Afinal o que esta se fazendo para evitar o que aconteceu no bairro do Igarapé das Mulheres, em outras áreas de igual risco pelas cidades amapaenses?
Até agora nenhum anúncio de modificação, nenhuma notícia de melhoria, nada que tenha a ver com a prevenção.

Muito embora todos saibam que precisa ser evitado, a qualquer custo, o repetido comportamento de “deixar como está para ver como é que fica”.

sábado, 26 de outubro de 2013

Os riscos de incêndio continuam

Rodolfo Juarez
Os fortes ventos, o tipo de construção, o tempo quente, a falta de chuva, as dificuldades de acesso, os equipamentos e instrumentos inadequados ou a falta deles, a esperança de que isso “nuca vai acontecer”, acabam sendo os elementos que formam a grande coivara em que se tornam alguns aglomerados urbanos em Macapá.
Os incêndios, durante esse tempo seco, é o desafio que precisa ser enfrentado pelo município, na linha de frente, e pelo estado, na imediata retaguarda.
O histórico dessas ocorrências indica isso como uma dura realidade local que necessita ser enfrentada por uma equipe treinada, equipada e que tenha a confiança, a colaboração e a participação da população.
Mais uma vez a frente da cidade tem suas edificações destruídas, mais uma vez o bairro do Igarapé das Mulheres enfrenta o fogo e vê os resultados da luta de muitos de seus moradores, conquistas de muitos anos, serem consumidos em poucas horas ou alguns minutos.
Isso precisa ser evitado! Esses acontecimentos não podem continuar fazendo parte da preocupação da população. É preciso que seja dado mais atenção para essa história e não dar oportunidade para que o fato seja mais forte que a prevenção de que deva contar a cidade para combatê-lo.
Quem conhece o bairro do Igarapé das Mulheres sabe que o risco desse tipo de ocorrência como o de quarta-feira, dia 23 de outubro, é alto e também que as dificuldades de acesso de veículos de socorro, como os que dispõem as organizações que podem ser acionadas pela Defesa Civil, são muito grandes e, em alguns pontos, com acesso impossível de ser feito.
Reconhecido essa situação caberia, também, aos representantes que o povo elege para a Assembleia, para a Câmara e o Senado Federal, agirem no sentido de dotar as equipes executivas, treinadas para os momentos de emergência, como o corpo de bombeiros, de todas as condições e equipamentos para, com eficiência e cooperação popular, diminuir os riscos e aumentar a capacidade de reação contra os incidentes.
O que se pode perceber durante o combate ao fogo, na quarta-feira, foi a reclamação de muitos “soldados do fogo” que não tinham as máscaras para enfrentar a fumaça, capacete para garantir-lhes a segurança, as luvas para evitar as queimaduras e veículos que tivesse capacidade para lançar os jatos d’água no foco do incêndio.
Cenas de heroísmos dos bombeiros que participavam do combate ao fogo foram constantes. Solidariedade, além da função profissional, sempre estive presente em cada palavra dos soldados vermelhos, mas também os soldados tinham, no coração, o sentimento de revolta por não poder fazer mais, pois lhes faltavam os equipamentos básicos para agir com mais profissionalismo, eficiência e confiança.
Não é momento para avaliação de desempenho, seja de quem for, mas é momento para avaliar a preparação do pessoal e a disponibilidade de equipamentos necessários para que a ação se torne eficaz e não apenas de rescaldo.
O incêndio de quarta-feira está debelado, mas o risco de outros não, permanece como antes. É hora de prevenir, se acautelar, não acreditar no acaso e empenhar-se para que, a ação melhore a eficiência e recupere a confiança popular.

Uma campanha pelo rádio, pela televisão e pelo jornal impresso deve ganhar prioridade, nesse momento, pois o tempo quente ainda não terminou e os cuidados precisam ser redobrados para que outras tragédias não se somem a essas que abatem o ânimo da população e colocam em xeque o trabalho dos administradores. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Reis I: A conta que não fecha

A CONTA QUE NÃO FECHA
Rodolfo Juarez
Mais uma vez os amapaenses tiveram que contar os seus mortos devido a uma tragédia – mais uma! – nas águas do rio Amazonas ou de um dos seus afluentes.
Foram 18 vidas encerradas no meio da manhã de sábado, quando todos os que morreram só queriam mostrar o seu respeito e o agradecimento pela vida (vejam isso), à Santa, uma tradição religiosa de muita força e que, na maioria das vezes não tem explicação razoável para os incrédulos.
Mas não é a religiosidade que está em discussão nesse momento. O que está em discussão é a fragilidade do modelo que as autoridades adotam para tratar a navegação fluvial no Amapá.
Provavelmente seja a situação mais desleixada de uma unidade Federação que dispões desses presentes da natureza, que são os rios.
Não é possível que as autoridades responsáveis pelo transporte fluvial sejam surdas e cegas ao ponto de não ouvir os gritos e nem ver o desespero de tantos que já tiveram que sepultar filhos, pais, irmãos, parentes afinal, depois de uma dessas tragédias, contadas às dezenas.
Não basta dizer que fiscalizou a saída da embarcação. É preciso entender que essas embarcações, autônomas que são, têm critérios técnicos para garantir a manobrabilidade e a estabilidade, que não permitem que a simples contagem de passageiros seja suficiente para dizer se a viagem, independente da distância que o plano da viagem defina, seja curta ou longa.
O acontecimento de sábado, quando o Barco/Motor Reis I naufragou poderia ter sido evitado. É lógico que a segurança precisa estar em primeiro plano, independente de todas as outras alegações que possam fazer parte da lista de objetivos ou de justificativas que o comandante ou o responsável pela viagem possam apresentar.
 A segurança precisa estar em primeiro lugar. Não há justificativa que possa convencer a autoridade a liberar uma embarcação para uma viagem, quando percebe que a segurança não é total.
Especificamente, no caso do B/M Reis I, a simples verificação de que o número de passageiros estava conforme o alvará que a embarcação recebeu, da própria Capitania dos Portos do Amapá, não seria bastante para a liberação da embarcação para a viagem.
Uma simples inspeção atestaria que a embarcação estava sem lastro, ou seja, não havia a carga que pudesse equilibrar a embarcação em um eventual desequilíbrio mais forte. Se isso não foi feito ou se não é feito por causa do tamanho da viagem, trata-se de um absurdo imperdoável.
É preciso que esse foco seja mudado. É preciso que o critério para liberação de uma embarcação para viajar, não importando a distância a ser percorrida, ou o tempo que seja gasto, obedeça a um padrão próprio da rota que a embarcação vai seguir.
Não adianta querer ser obediente a um padrão elaborado pela Marinha, ou pela própria Capitania dos Portos, o que precisa ter é um padrão que considere o mês do ano, a hora do dia e o momento da maré. De outra forma é arriscar a vida das pessoas que estão na embarcação.

Outro ponto que precisa ser efetivado para que se ter condições de prevenir é a efetivação do inquérito policial, conduzido pela Polícia Civil, independente do inquérito que foi aberto pela Capitania dos Portos, afinal de contas, 18 pessoas morreram e não há como deixar um quadro desse tamanho sem resposta da polícia.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Caso Anglo: com quem está a verdade?

Rodolfo Juarez
Já se foram mais de 15 dias e, até agora os dirigentes da empresa Anglo American vem encontrado muitas dificuldades para se posicionar ante o problema resultante do deslocamento de terra, que culminou com a morte confirmada de três trabalhadores e o desaparecimento de outros três desde o momento do desastre.
A cerca das responsabilidades decorrentes do desastre, que sabem serem da empresa, os dirigentes da Anglo América dão a impressão que interpretaram, inicialmente, a ocorrência como se pudesse ser debitada à questão de força maior ou caso fortuito e imprevisível.
Com o passar dos dias, se vê que muitas ações preventivas, não foram tomadas e nem, sequer, faziam parte do cardápio do sistema de segurança da empresa, pelo menos daquele que era entregue aos que tinham, inclusive, a responsabilidade de divulgá-lo e mantê-lo.
Já foram evidenciadas questões básicas como a fragilidade da licença de funcionamento do porto de embarque de minério que, para esse tipo de empreendimento, tem uma lista de providências para ser checada, principalmente com relação àqueles pontos que são de interesse ambiental.
A multa aplicada pelo órgão estadual, que corresponde a 20 milhões de reais, conforme repetidas declarações do agente público responsável pela emissão do documento de cobrança, tem a força de um atestado de grave irregularidade, que pode ser diretamente sustentado como uma falha na segurança, pois, além de tudo, tinha condição de licença precária de funcionamento, estando sujeita (a licença) à cassação se não fosse substituída em seu tempo de validade.
E nenhuma licença ambiental é perene.
Precisava ser considerada a idade do porto, mais de 50 anos, e o período de construção, onde as carências tecnológicas, inclusive americanas, poderiam repercutir na qualidade final do projeto e, evidentemente, na sua duração.
A ICOMI, quando detentora da autorização para operar aquele porto de embarque de manganês e ferro, mantinha sistemática verificação às estrutura do porto, devido ser flutuante, estar ancorado diretamente nas margens do rio e oferecer uma força de torção monumental quando das marés altas, devido a correnteza que se formava na área próxima ao berço, local onde atracam os navios.
As seções de dragagem, obrigatória segundo a Lei dos Portos e mantida a obrigatoriedade na recente Medita Provisória que alterou muitos pontos da legislação portuária, eram feitas, quando a responsabilidade daquele porto era da Icomi S.A mais com o objetivo de inspeção, para conhecer a situação em que se encontra a área de ancoragem do porto flutuante.
Também as cargas colocadas no pátio de manobra precisavam levar em consideração as condições de resistência da estrutura ali construída, desde a sub-base até ao revestimento, considerando a movimentação, de carga e de máquinas, que faziam parte da operação de embarque de minério nos navios.
Nem mesmo a obrigatoriedade de manter o operador portuário local, no caso a Companhia Docas de Santana, informada sobre os resultados das operações de dragagem, vinham sendo feitas com regularidade ou, sem notícias se, pelo menos esporadicamente, essa obrigação era cumprida.
E o histórico do porto é complicado, com acusações de contaminação, por agentes nocivos à saúde humana, derivado do minério que havia sido depositado na área e às proximidades, como rejeitos do processo de pelotisação, questão que já rendera muitos problemas para a empresa usuária do porto.
O afunilamento da apuração das responsabilidades, que está sob a responsabilidade da Polícia Civil, Delegacia de Santana, além de apascentar as famílias que hoje choram os seus entes mortos, também será uma resposta à sociedade que quer saber apenas conhecer esses responsáveis e saber a verdade.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tragédia de Santana: a verdade não pode escapar

Rodolfo Juarez
Ainda são muito tímidas as iniciativas tomadas pelas autoridades com relação a encontrar uma resposta para o que aconteceu no porto de embarque de minério, em Santana.
Os levantamentos, apesar de ainda não serem conclusivos, os que foram divulgados deixaram evidentes que o ocorrido tem muito mais chances de ter sido um deslocamento de terra de que qualquer outro fenômeno natural ou extranatural.
Até mesmo os primeiros resultados obtidos por peritos da Polícia Técnica Estadual e anunciados, publicamente, pela televisão na semana passada, já apontam para a acomodação de terra por motivos ainda não completamente conhecidos, mas que, provavelmente, seria resultado da combinação dos fatores próprios dos rios da região, combinado com sobrecarga no pátio e velocidade tangente da água do rio.
Não há, de acordo com as primeiras avaliações, condições de afirmar que o processo de deslocamento de terra esteja concluído, considerando as trincas que o solo apresenta e as indicações das prováveis movimentações a que esteja sujeita.
São várias as hipóteses que levaram ao registro do deslocamento da terra e, entre essas hipóteses, estão:
01. A falta de avaliação das condições do porto.
Essas avaliações são feitas todas as vezes que é operada a dragagem de qualquer dos portos que se distribuem por todo o Brasil. É no momento da dragagem que se analisa o comportamento do berço onde os navios atracam e se avalia as anormalidades no deslocamento no fundo do rio.
O local onde estava o cais flutuante construído há mais de 50 anos pela ICOMI, foi o mais favorável detectado pelos técnicos de então, entretanto, considerando as grandes águas e a velocidade dessas águas, periodicamente (duas vezes por ano) aquela empresa fazia as inspeções para avaliar a parte estrutural do porto, mesmo flutuante, pois os esforços feitos pelos braços de atracação eram muito fortes e variáveis.
Até agora a empresa Anglo American não apresentou o plano de dragagem para as autoridades, principalmente para a Autoridade Portuária, que é exercida nessa área pela Companhia Docas de Santana, por delegação da União, através do Ministério dos Transportes.
Há um rígido cronograma para ser seguido por todos os responsáveis pelos portos brasileiros e que é registrado sob o nome de Plano de Dragagem.
02. A provável sobrecarga colocada no pátio de manobra do porto.
Essa situação já vinha sendo constatada e questionada em algumas oportunidades pelos observadores. A construção do pátio obedeceu a um projeto e, certamente, havia uma previsão de carga máxima para o pátio. Esse é outro ponto que precisa ser apresentado pela empresa.
Saber se o pátio trabalhava com sobrecarga de minério é um ponto muito importante e que influenciava, certamente, na parte estrutural do pátio, que também era submetido às exigências de cargas móveis, decorrentes do deslocamento de máquinas pesadas movimentando o minério de um lado para o outro.
03. Batimetria.
A batimetria ou batometria é a medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios, e é expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem os pontos da mesma profundidade com eqüidistâncias verticais (curvas isobatimétricas), à semelhança das curvas de nível topográfico.
A empresa, tacitamente, já reconheceu que não dispõe desse estudo, tanto que solicitou à Marinha do Brasil para que faça o levantamento batimétrico, certamente por não conhecer a realidade do fundo do rio, tanto atual como pretérita.
São todos pontos importantes, inerentes aos portos brasileiros, sua operação e à sua segurança.

Não está completamente descartada a possibilidade de ter sido um acidente, mas são muito fortes os indícios de que pode ter sido um acidente com culpa e até com culpa consciente ou dolo eventual.

Apurar isso é difícil, mas a persecução é obrigação das autoridades policiais que podem buscar todos os elementos necessários para não deixar a verdade escapar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tragédia de Santana: Polícia Civil instaura Inquérito Policial

Policia Civil instaura Inquérito Policial para apurar responsabilidades pelas mortes ocorridas no porto de minério
O delgado José Neto, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, em Santana, é o presidente e já começou os trabalhos. São fortes os indícios de crime.
Dez dias depois da tragédia ocorrida no porto de embarque de minério, em Santana, município a 20 km de Macapá, capital do Amapá, administrado pela empresa transnacional Anglo América, e, até agora, ainda não foram encontrados os corpos de 3 dos seis trabalhadores que desapareceram no momento do desastre.
Foram encontrados e identificados os corpos dos funcionários Manoel Moraes de A. Souza (Anglo), Eglison Nazário dos Santos (AIS) e Josmar Oliveira Abreu (Juvic). Continuam desaparecidos os funcionários da Anglo American Pedro Coelho Ribeiro e Benedito Cláudio Lopes dos Santos e o funcionário da SGS, terceirizada da Anglo América, Maicon Clei Carvalho.
No final foi realizada uma reunião, no escritório da empresa Anglo American, entre os diretores da mineradora, quatro deputados federais do Amapá, o prefeito municipal de Santana, Robson Rocha e o presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Tork, quando os parlamentares federais presentes ouviram o relato dos dirigentes da empresa sobre o episódio.
Estão abertas mais três linhas de investigação: uma pela Assembléia Legislativa, através de uma comissão especial composta por sete deputados; outra pelo Governo do Estado que instalou um grupo de trabalho para levantar as informações; e outra, comandada pelo delegado José Neto, da 1ª Delegacia de Polícia Civil do município de Santana, que preside o Inquérito Policial instaurado para apurar as responsabilidades pelas mortes dos 6 funcionários, vítimas do desastre, e que, até agora, ainda sabe existir 3 corpos, das seis vítimas, desaparecidos.
Os familiares dos desaparecidos continuam acampados na área do porto, mesmo contra a vontade da empresa que, mas dizem que só arredam o pé do local quando tiverem informações seguras sobre o que aconteceu e sobre onde estão os corpos das pessoas dadas como desaparecidas.
Os primeiros depoimentos, no Inquérito Policial já foram tomados e o delegado que preside o inquérito, ainda evita falar sobre o assunto considerando a complexidade da questão e o fato de ainda por avaliar estar no começo das investigações.
Um alerta foi dado pelo técnico que chefia a equipe de peritos da Polícia Técnica do Amapá, que esteve no local, que não descarta a possibilidade de novos deslocamentos de terra, pois, segundo o perito, há fissuras no terreno adjacente ao deslocamento o que incida aquela possibilidade.
A empresa postou na sua página principal do seu site que solicitou ao Comando da Marinha no Amapá um navio com a tecnologia sonar para auxiliar na busca das vítimas que ainda não foram localizadas. A embarcação estaria com chegada prevista para ontem, domingo, segunda a empresas irá mapear o fundo do Rio.

 

Aspecto da Reunião onde deputados federais, o prefeito
de Santana e outras autoridades participaram.

O que sobrou do pátio de embarque e do cais flutuante
do porto de minério, em Santana/AP.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Acidente em Almeirim: autoridades pedem 30 dias

Autoridades pedem 30 dias para concluir a identificação dos passageiros.
Depois do acidente, surgiram denúncias contra a companhia. Avião bimotor caiu no dia 12 de março, matando dez pessoas.
A Associação Brasileira de Taxi Aéreo enviou um representante ao Pará para acompanhar as investigações da queda de um avião da Fretax em Almeirim, noroeste do estado. Dez pessoas morreram no acidente.
Depois do acidente, surgiram denúncias contra a companhia. Um ex-funcionário da empresa diz que era comum o copiloto ser retirado para dar lugar a passageiros. “Era uma prática comum de tirar o copiloto e botar o passageiro no lugar do copiloto, era uma prática comum e acontece até hoje, como aconteceu nesse último acidente”, afirma o funcionário, que prefere não se identificar.
A denúncia foi criticada pelo representante da Associação Brasileira de Taxi Aéreo, o advogado Georges Ferreira. Mas ele diz que a entidade não tem como acompanhar cada associado: “A Associação busca cobrar um padrão de qualidade de todos os seus associados. Agora o que cada um faz ou deixa de fazer, isso realmente é impossível de nós verificarmos”, conta o advogado.
O acidente aconteceu na terça-feira (12). A aeronave levava funcionários para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no estado do Amapá, e caiu a 20 km do aeroporto de Monte Dourado.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as atividades da companhia. Segundo a Anac, o avião não poderia ter voado sem copiloto.
A Polícia Civil em Monte Dourado já ouviu um representante da Fretax, mas segundo o delegado responsável pelo caso, ele deve ser ouvido novamente para prestar mais esclarecimentos. A Polícia também aguarda a documentação da aeronave para dar continuidade às investigações.
Até segunda-feira, dia 18, nenhum dos corpos fora liberado pelo IML de Belém. O trabalho de identificação deve ser concluído em um prazo de 30 dias.
Veja a lista de vítimas:
José Carlos Vieira Junior (Piloto)
Joanes Viana
Reijunho Lima de Oliveira
Marcelo Alves de Moraes
José Sebastião da Silva
Jhonatan Aguiar de Souza
Cezar Lucena da Silva
Izaquiel Soares dos Santos
Dorival Pereira Feitosa
Arnaldo Oliveira Conceição

domingo, 27 de janeiro de 2013

A banda que tocava na boite Kiss

Banda Gurizada Fandangueira, que tocava na hora do incêndio em Santa Maria, teve um integrante entre os mortos: o sanfoneiro Danilo Jaques, que aparece acima de camisa azul e blazer preto (Foto: Arquivo pessoal)

Novos números do incêndio em Santa Maria no Rio Grande do Sul

Outra vez uma trágia tem data no mês de janeiro. Agora foi no Rio Grande do Sul, em Santa Maria. O número de mortos já chegou aos 231 - a grande maioria é de jovens e pelo menos 166 feridos foram encaminhados aos hospitais da região e Porto Alegre, segundo a BandNews que fez os registros do local onde aconteceu o incêndio.
Estimativas preliminares informam que havia na boite um pouco mais de duas mil pessoas. O fogo começou às duas e meia da madrugada e teria sido provocado por utlização de sinalizadores no palco da boite.

Icêndio mata 180 em Santa Maria/RS, a maioria estudantes

Número de mortos em incêndio em Santa Maria chega a 180, diz polícia
O incêndio começou na madrugada deste domingo na boate Kiss. Polí­cia trabalha no reconhecimento dos corpos e nos escombros.
O número de mortos no incêndio que atingiu a boate Kiss em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, já chega a 180, segundo o major Cleberson Bastianello, comandante do BOE da Brigada Militar.
O número total de vítimas ainda é desconhecido e há centenas de feridos sendo atendidos nos hospitais da cidade. A polícia e o Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local, checando as circunstâncias do fogo e retirando corpos da área.
"Nós temos 180 corpos aqui. Pessoas foram levadas em óbito ou feridas para os hospitais da região. Mas repito: esse é o número de mortes que temos aqui. Infelizmente poderá aumentar", disse em entrevista coletiva o major Bastianello.
O número de pessoas que estavam na boate ainda não foi confirmado pelas autoridades. A festa reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de pedagogia, agronomia, medicina veterinária, zootecnia e dois cursos técnicos.
Todos os hospitais da região estão recebendo as vítimas. São ao menos seis casas de saúde. Voluntários estão auxiliando os trabalhos na cidade. "Estamos mobilizando todo o estado, temos hospitais de diversas regiões se disponibilizando para ajudar. De Canoas, Santo Ângelo, Santa Cruz, enfim. Todos estão colaborando para oferecer o melhor atendimento possível. Os trabalhos são intensos e é preciso uma mobilização muito grande", ressaltou o Secretário Estadual da Saúde, Ciro Simoni, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Segundo informações preliminares, o fogo teria começado por volta das 2h30 quando o vocalista da banda que se apresentava fez uma espécie de show pirotécnico, usando um sinalizador. As faíscas atingiram a espuma do isolamento acústico no teto do estabelecimento e as chamas se espalharam.
O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Em seu Twitter, o governador Tarso Genro lamentou a tragédia e disse que vai viajar para a cidade. (Fonte G1)