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domingo, 16 de março de 2014

Órfãos de líderes

Rodolfo Juarez
Qualquer grupo social se impõe pelas ideias e realizações de seus líderes. Ninguém foge dessa regra e o ser humano tem a necessidade de contar com atitudes de pessoas, às quais pode entregar o comando das suas vontades ou do grupo social ao qual pertence. E tem aqueles que são ativos, importantes agentes de participação, mas precisam ser liderados, orientados e coordenados para serem eficientes nos seus propósitos e eficazes nas suas atitudes.
Isso vale para qualquer grupo social e para qualquer pessoa desse grupo, até mesmo para o líder que, mesmo sem qualquer pré-ordem, “descobre” que precisa assumir as rédeas de um grupo, de uma coletividade ou de uma nação.
Foi assim desde os povos primitivos e continua até hoje em todos os grupos, desde os menos instruídos até os mais qualificados grupos de especialistas, os quais, mesmo preparados, demonstram que necessitam de um líder para dar a última palavra, para sinalizar, na “bifurcação”, qual o caminho que deve seguir.
A liderança no processo político é mais exigente, tanto com relação às questões naturais do líder, como com relação às necessidades comportamentais dos liderados. Há uma espécie de dependência da maioria para seguir um caminho, tomar uma posição ou definir uma estratégia de luta ou de administração de casos.
Isso quer dizer que a gestão política depende dos líderes natos. Os resultados são adequados ou não para uma sociedade, conforme o caráter do líder.
Os líderes sem caráter prejudicam os resultados, iludem as comunidades e escondem as suas intenções. Essas comunidades, as coletividades e os povos precisam de líderes que tenham vocação para a defesa dos interesses coletivos e dos grupos sociais, com permanente atenção ao bem estar de todos. Já os líderes de mau caráter são egocêntricos, narcisistas e perigosamente prejudiciais às coletividades.
Cada um do grupo social pode identificar um líder, basta prestar atenção no comportamento e nas atitudes daqueles, do próprio grupo ou fora dele, que tomam as iniciativas e que, de certa forma, têm coragem para enfrentar os desafios.
O momento da seleção é que precisa ser cuidadoso, não pode ter a influência emocional e muito menos episódica, levando ao cometimento de erros, na maioria das vezes, com a vontade de proteger, dar uma segunda chance e de demonstrar proteção com a vontade de ser identificado e recompensado posteriormente.
O líder verdadeiro não admite troca de favores. Admite isso sim, conquistas coletivas, objetivas e progressivas.
Todos aqueles que identificam um líder objetivando curto prazo ou poder, estão irremediavelmente errados, desde a sua proposta de ação coletiva até à expectativa dos resultados que serão obtidos por aquele que elegeu como líder.
Toda vez que se percebe em um grupo social, pequeno ou grande, confrontos verborrágicos sem sentido, é bom pelo menos desconfiar que ali não esteja um líder e, pior, podem ser contados vários grupos, alguns de aproveitadores, para confundir a comunidade e confundindo-se entre si.
Pode ser isso que esteja acontecendo no Amapá!
Não é possível entender o propósito e atender a chamada para que todos se encontrem no pântano do desrespeito, do confronto e da esperteza.
Não há justificativa para que todos se enlameiem e deixem todo um povo na dependência das decisões que precisam de propaganda para enfrentar as fortes, e nem sempre justas ou necessárias, críticas.

A impressão que dá e de que estamos todos, órfãos de líderes.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

À espera do líder

Rodolfo Juarez
É muito grande o número de pessoas que espera por uma administração que sirva de exemplo através de pontos certos e que possa ser a referência para todos.
Há muito tempo que a população amapaense está buscando um líder para assumir o comando dos interesses de todos e que possa aproveitar os recursos que são disponibilizados para preparar a infraestrutura do Estado, com segurança, honestidade e competência.
Muitas tentativas já foram feitas, para algumas delas deram até mais de uma chance para que o indicado realizasse o que dizia que podia realizar, muito mais por entender que era possível fazer, do que confiança na criatividade, na inventividade ou competência ou mesmo, no discurso daquele que se apresentava para a tarefa.
Apesar de tudo isso, a conclusão que a maioria chega é de que é possível realizar um trabalho no Amapá que melhore a condição de vida das pessoas, através das ações dos agentes públicos.
E por que não aconteceu isso até agora? Afinal faz 22 anos que a autonomia político-administrativa do Amapá foi entregue à população amapaense.
Claro que esse é o maior questionamento.
As chances foram dadas, as condições indiscutivelmente oferecidas, mesmo assim ainda não foi ouvido o “muito obrigado” para qualquer um daqueles que se apresentaram para realizar esses sonhos e transformar os projetos da sociedade em realidades para a população.
Ainda é muito difícil se mostrar bons pontos daqueles que estiveram, por muito ou pouco tempo, no comando dos interesses do Estado, pois, nem mesmo estes agentes, que tiveram à frente daqueles interesses, destacam alguma conquista.
As dificuldades que encontram para firmar conceitos que possam servir de exemplo para o futuro gerencial público deles mesmos é muito grande, isso bastaria para servir de amostrar para o pouco o quase nada de extraordinário feito por aqui.
Os homens e mulheres que já tiveram essa oportunidade dão a impressão que nunca desistiram e de que não estão dispostos a desistir, tal a persistência que demostram nas disputas pelos cargos que são oferecidos.
Até agora exemplo é buscado sempre no avesso, isto é, sempre no negativo, naquilo que não foi feito.
Certamente um erro, pois, todos eles, continuam perpetuando os equívocos deles mesmos e deixando o cidadão com a sensação de que vai ter que escolher entre o pior e o menos pior.
Um ambiente difícil em qualquer circunstância, para qualquer povo e para qualquer cidadão.
E mais: a impressão que fica é de que esses que têm os seus problemas expostos todos os dias, perderam o senso de dignidade, pois seriam eles que ocupariam os lugares reservados para os homens e as mulheres mais importantes da comunidade local.
A pouca diferença que faz isso, para eles, está fazendo uma grande diferença para a população que, há muito, espera por um líder em condições de receber toda a confiança e não caminhar tempos e tempos, às vezes o tamanho do mandato, no vale da desconfiança.
É certo que o líder de um povo não se lapida de uma hora para outra, ou está em exposição aqui e ali. Um líder precisa ter características específicas, do tamanho da necessidade dos seus liderados, mas, apesar de não ter aparecido até agora, todos acreditam que está chegando a hora dele aparecer.

Afinal de contas também somos filhos de Deus!