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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

As pesquisas indicam que haverá segundo tuno no Amapá para governador


Rodolfo Juarez
As pesquisas de intenção de votos ou pesquisas eleitorais realizadas por diferentes institutos de pesquisas, registradas no Tribunal Regional Eleitoral e divulgadas por diferentes órgãos de comunicação, refletem o comportamento contemporâneo do eleitor que tem a responsabilidade de votar no próximo domingo, dia 7 de outubro.
Por ser a que chama mais a atenção do eleitor, neste artigo estaremos tratando das pesquisas de intenção de votos para o cargo de Governador do Estado, inegavelmente a que prende mais a atenção dos observadores, dos apoiadores, dos candidatos e dos eleitores.
Considerando as quatro pesquisas que foram divulgadas: duas do Ibope, uma do Instituto Guimarães e uma do Instituto Mentor, uma análise atenta chega a conclusões aparentemente obvias, mas que devem ser tratadas como avaliações de eventos sociais mutáveis por circunstâncias também sociais e que refletem o momento da pesquisa, entretanto, dá indicações para tendências com grandes chances de confirmação.
Então fica entendido que vamos falar de tendência.
Desde antes da escolha dos candidatos pelos seus respectivos partidos e a estruturação das coligações em convenção partidária, já se dispunha de indicativos captados do histórico das eleições regionais anteriores.
Depois de definidas as candidaturas pelos partidos coligados o eleitor já pode observar o potencial de cada candidato que depende do seu histórico político, de sua aceitação ou de sua rejeição, qualificativos acumulados na história recente das disputas ou participação nas disputas eleitorais.
A pré-campanha mostrou os primeiro passos e a campanha direcionou para apoiamento imediato, aqueles que, por ideologia, partidarismo ou simpatia se identificava com um dos candidatos apresentados pelos partidos e pelas coligações.
Do grupo de cinco candidatos, três se destacaram dos demais, por isso vamos centrar as análises nestes três candidatos: Davi Alcolumbre (coligação Trabalho e União Pelo Amapá), n.º 25; João Capiberibe (coligação Com o povo pra Avançar), n.º 40; e Waldez Góes (coligação Com a força do povo por mais conquistas), n.º 12.
Davi Alcolumbre (DEM), senador da República; João Capiberibe (PSB), senador da República; e Waldez Góes (PDT), no exercício do Governo do Estado, buscando a reeleição.
Dentre os três o candidatos, Davi Alcolumbre é o mais jovem e ainda não assumiu um cargo executivo. João Capiberibe é o mais velho e já foi prefeito da capital e governou o estado por dois mandatos consecutivos. Waldez Góes fica entre os dois em idade e está exercendo o seu terceiro mandato como governador do Estado.
Quando se analisa a rejeição acumulada pelos três candidatos, o candidato Waldez Góes é que acumula a maior rejeição, seguido por João Capiberibe. Davi Alcolumbre, entre os três é o menos rejeitado. Para se ter uma ideia o candidato Waldez Góes tem mais do que o dobro da rejeição do candidato Davi Alcolumbre.
Usando como ponto de partida a primeira pesquisa divulgada (Ibope/Rede Amazônica, em 17 de agosto) e como ponto de chegada a última pesquisa divulgada (Instituto Guimarães/Jornal do Dia, em 30 de setembro) percebe-se, claramente a tendências de crescimento acelerado do candidato Davi Alcolumbre (avançou de 20% para 27,2%); a tendência de queda moderada tanto de João Capiberibe (caiu de 33% para 26,1%) como de Waldez Góes (caiu de 26% para 24,7%).
Os números indicam que haverá segundo turno de votação para governador no dia 28 de outubro entre os candidatos Davi Alcolumbre (DEM) e João Capiberibe (PSB).

sábado, 6 de outubro de 2012

Eleições 2012 - 3ª pesquisa Ibope

Do G1, em São Paulo – Atualizado às 19h27m
Em Macapá, Roberto tem 40% dos votos válidos e Clécio, 28%, diz Ibope
Segundo o Instituto, o candidato do PDT e o candidato do PSOL disputarão 2º turno. Foram entrevistadas 602 pessoas entre os dias 3 e 5 de outubro.
O Ibope divulgou, neste sábado (6), a terceira pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Macapá (AP). Segundo o instituto, Roberto e Clécio devem disputar o segundo turno das eleições à prefeito.
A pesquisa foi encomendada pela Rádio TV do Amazonas.
Roberto tem 40% dos votos válidos e Clécio, 28%
Veja os números do Ibope para votos válidos:
Roberto (PDT): 40%
Clécio (PSOL): 28%
Cristina Almeida (PSB): 16%
Davi Alcolumbre (DEM): 10%
Genival Cruz (PSTU): 4%
Milhomen (PC do B): 2%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de setembro. Foram entrevistadas 602 pessoas na cidade de Macapá. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos
Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
Roberto (PDT): 35% das intenções de voto
Clécio (PSOL): 25%
Cristina Almeida (PSB): 14%
Davi Alcolumbre (DEM): 10%
Genival Cruz (PSTU): 3%
Milhomem (PC do B): 2%
Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 8%
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) sob número 00010/2012.
Pesquisa anterior
A segunda pesquisa do Ibope foi divulgada em 24 de setembro e registrou os seguintes resultados em pesquisa estimulada: Roberto (33%); Cristina Almeida (13%); Clécio (23%); Davi Alcolumbre (12%); Genival Cruz (2%); e Milhomem (2%).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eleições 2012: Por que ficar aborrecido com o resultado da pesquisa?

Rodolfo Juarez
A campanha eleitoral é um dos eventos que precisa ser programado com todos os detalhes para ter possibilidade de sucesso, isto é, ninguém pode se apoiar em uma campanha política, em busca de um cargo eletivo, se não contar com um projeto bem elaborado.
O bem feito em um projeto de campanha política tem muito a ver com a possibilidade de suportar profundas e diversificadas mudanças sem perder a proposta inicial ou aquela que já foi repassada para o eleitor, objeto de todo o esforço para fazer com que o candidato ganhe a eleição.
São duas etapas muito importantes em projetos desse tipo: uma para definir as questões internas e outra para garantir o apoio externo de aliados e de voluntários.
Uma campanha começa a “fazer água” quando se percebe que estão ocorrendo ações que influem negativamente em uma das propostas – a interna ou a externa.
Mas tem um “porém” que deve estar completamente sob o domínio dos coordenadores de equipes e dos coordenadores gerais – há sempre muito mais candidatos do que vagas, ou seja, o sucesso da campanha de um dos candidatos corresponde ao insucesso dos outros candidatos.
Exatamente nessa bifurcação do entendimento e preciso que esteja aquele que vai minorar os problemas e maximizar as soluções. São muitos os gestores de campanha que ao fazerem a avaliação pós-campanha percebem que os erros foram decisivos no resultado.
Então porque esperar o resultado da eleição para ser apresentado aos erros da campanha?
Para se ter, por antecipação o “resultado” do pleito é preciso apurar o que o eleitor, alvo de todos os candidatos, está pensando em determinado momento e isso se chama pesquisa eleitoral.
Porque ficar aborrecido com o resultado das pesquisas?
Alguns dirigentes partidários ou agentes responsáveis pela campanha de um dos candidatos chegam a apontar as falhas na pesquisa que só eles vêem nos resultados, perdendo um tempo precioso para redirecionar o trabalho, animando os cabos eleitorais e todo o pessoal da campanha, mas principalmente, ajustando o projeto procurando mostrar aos eleitores aquele ponto que não foi entendido pelo grande “juiz” do dia da eleição – o eleitor.
O candidato, o dirigente do partido político que está na coligação, o controlador da coligação, precisam dar uma resposta imediata, dando provas de que têm condições de assimilar o resultado desfavorável e que atenderá as exigências do eleitor ou apronta a melhor forma para lhe dar a explicação que espera.
Às vezes é apenas a maneira dizer a forma de comunicação que está sendo usada pelo candidato e a demonstração de que tem a capacidade de vencer os conflitos, sem estar pondo a culpa nesta ou naquela instituição, nesta ou naquela pessoa.
A pesquisa tem o efeito devastador para o candidato que é apontado em desvantagem e resolve enfrentar o resultado. Nessa hipótese, as chances de sucesso em qualquer iniciativa são praticamente nulas, além de ocupar uma pequena parte reclamando e a grande massa apenas ouvindo e torcendo, mas sem trabalhar.
A pesquisa, antes de qualquer coisa, é uma informação preciosa que precisa ser considerada. O que não pode é travar um embate particular entre a “minha pesquisa” e a pesquisa divulgada. Como se não bastassem as chances de vício serem maiores na “minha pesquisa”.
Usar bem o que chega à mão de todos como um presente deve ser o primeiro argumento de uma boa coordenação de campanha. O resto serve apenas para justificar o injustificável.

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Analisando a pesquisa do Ibope em 5 pontos

PESQUISA ELEITORAL
Com mais de 250 mil eleitores aptos para votar no Município de Macapá no dia 7 de outubro, ouvir apenas 602, menos de 0,24% do eleitorado, é muito pouco para contribuir com o pleito. O erro de 8% (4% para cima e 4% para baixo) acaba dando pouca informação para todos. De pouco adianta divulgar uma pesquisa que, mesmo atendendo aos parâmetros do TSE, não contribuiu para a justeza da eleição.
O RESULTADO
O resultado dessa amostra, tecnicamente aceita, mas com precárias informações, apontaram Roberto Góes na frente com 29% das intenções de voto; Cristina Almeida, com 16%, Clécio Luiz com 13%, Davi Alcolumbre com 7%, Marco Antônio com 3%, Milhomem e Genival com 1%. Como o erro tem uma “boca” de 8% (4% + 4%), então são três grupos: Roberto/Cristina, Clécio e Davi/ Marco Antônio, Milhomen e Genival.
BRANCOS, NULOS, NÃO SABEM
Para se ter uma idéia, o grupo dos que votariam hoje em branco, anulariam o voto, ou que ainda não escolheram o candidato, somaria 29% (17% de brancos e nulos + 12% que não sabem ou não responderam aos questionários). Para se ter uma idéia esse número é igual ao do candidato mais citado, Roberto Góes (PDT) que concorre à reeleição.
AS REJEIÇÕES
A candidata Cristina Almeida (PSB), com 35% de indicações, é a candidata com maior rejeição apontada pela pesquisa Ibope e divulgada na sexta-feira. O candidato Roberto Góes (PDT) tem uma rejeição de 29%, ou seja, o mesmo percentual da aceitação. Clécio (PSOL) e Milhomem (PT do B) têm a mesma rejeição, 16% e devido à alta margem de erro, está no grupo o candidato Davi (13%).
SEGUNDO TURNO
Mesmo com a alta margem de erro da pesquisa (4% para mais ou para menos) os números apurados indicam que haverá segundo turno de votação em Macapá e, nesse caso, as chances dos que ficaram mais em baixo na seleção apresentada pelo Ibope, considerando as rejeições, são grandes as possibilidades de estar no segundo turno um daqueles candidatos que não ficaram selecionados, na pesquisa, em primeiro ou em segundo lugar, levando em consideração o alto nível de rejeição dos dois.