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domingo, 24 de agosto de 2014

Quem sabe?

Rodolfo Juarez
Chegou a hora da “onça beber água”, de ver quem tem mesmo “roupa no quaradouro”. Agora, não tem desculpa, começou a última fase da campanha eleitoral, com as fatias bem definidas depois das pesquisas divulgadas e debatidas à exaustão.
A primeira fase, antes da chegada do horário eleitoral gratuito, os candidatos estavam em uma espécie de preparação para a campanha, sendo que alguns dos candidatos já apresentavam as suas armas e davam o tom que usariam, objetivando conquistar a confiança e o voto do eleitor.
A realidade está posta. Desfavoráveis para alguns e favoráveis para outros, mas correspondendo à expectativa daqueles que se acostumaram a acompanhar a evolução das campanhas que não deixam de apresentar as suas surpresas, sempre alimentando a magia do pleito.
Todos os candidatos (ou quase todos) estão em busca do precioso voto do eleitor. Alguns desses ainda não tinham experimentado tarefa equivalente e boa parte deles já declara que não conhecia a cidade de Macapá e muito menos o Estado.
Mesmo sem qualquer treinamento, a maioria dos candidatos se lança na campanha sem ter um plano para ser seguido e isso dificulta muito mais a ação pretendida, além do que se vê cercado de cabos eleitorais, também sem qualquer prática que conhecem apenas e muito vagamente, às proximidades de onde mora.
Mesmo assim vão a luta – o candidato e os “cabos” -, de peito aberto, para enfrentara a realidade de uma campanha. “Descobrem” situações que jamais imaginariam que havia aqui na capital ou em qualquer outra cidade do Estado ou lugar do interior. Problemas sérios que passam a constar da lista pessoal do candidato que, conforme a sua vocação, se interessa e considera as condições em que “descobriu”.
Percebe também que a campanha de rua é feita com gente e ouvindo gente. Não é feita com sonhos ou vendendo sonhos.
Às vezes não se conforma com os insultos que recebe, não entende o sacrifício daqueles que moram em condições impróprias, comem quando tem e o que tem, e estão acostumados ver o choro dos filhos pela falta do mínimo necessário.
Entende que os problemas não estavam apenas no foco que atraia a sua visão. Tem problemas de todo tamanho, de diferente gravidade e urgência. Mas é o comum: ter problema.
A campanha ensina o candidato a enfrentar situações improváveis e que exigem, antes de qualquer coisa, preparo emocional para saber entender o sacrifício que vê naquele momento, mas que é o dia-a-dia da população.
Algumas vezes o candidato sofre com o eleitor, com a população, com o chefe de família. E se for atento haverá de assumir as responsabilidades que, até aquele momento, desconhecia.
Esse lado da campanha é um ensinamento e uma demonstração da importância de conhecer o que acontece na comunidade, no bairro, na cidade.
Mas nada disso pode esmorecer. A população precisa de representantes e governantes ativos, comprometidos e justos.

Quem sabe você não é um desses?!

sábado, 23 de agosto de 2014

Horário reservado

Rodolfo Juarez
Apesar de se tratar de uma oportunidade única para alguns candidatos, principalmente os que concorrem aos cargos definidos em eleição proporcional, algumas coligações e partidos, não aproveitam todo o tempo, tanto do rádio como da televisão, para a propaganda gratuita.
No mínimo, fica estabelecido um paradoxo entre a importância alegada (o que é verdadeiro) e o aproveitamento da oportunidade.
A realidade, entretanto, mostra a cada dia, no rádio e na TV, que durante a apresentação dos programas políticos, em alguns preciosos minutos e segundos, fica a faixa indicando que não foram enviados os programas, com uma música ao fundo.
Então, dá a impressão que o tão importante não é tão importante assim, prevalecendo o dito pelo não dito e as explicações para o eleitor - convocado todos os dias, pelos partidos, coligações, Justiça Eleitoral e os candidatos -, nunca aparecem.
Os programas, alguns até interessantes, outros nem tanto, seguem ocupando um espaço nobre, com justificativas que não estão servindo à sua finalidade e, por outro lado, entretanto, acabam por ser um momento de folga para um descanso da TV, do rádio e dos ouvidos do eleitor e do não eleitor.
Uma pena!
Uma desconsideração que, em alguns momentos serve para decidir o voto dos indecisos, acabar com a quantidade do voto em branco que é apurada e dos votos anulados, às vezes suficientes para eleger um parlamentar.
É por isso que se avalia a importância dessas atitudes tomadas pelo eleitor, que podendo contribuir com o resultado (ele é obrigado a votar no dia da eleição), se irrita e anula ou ignora a importância do pleito, votando em branco, indo o seu voto parar na coluna dos votos inválidos.
O voto nulo e o voto em branco são votos de revolta do eleitor, mas que, seguramente prejudica a boa escolha, pois o eleitor comparece, ficando na fila, apresentando-se perante o mesário e ocupando o mesmo tempo, ou mais, que aqueles que vão e decidem-se por um nome.
O voto banco e o voto nuto podem ser resultado do pouco caso das coligações, dos partidos e candidatos, que com essa omissão, mesmo sem querer, ofendem o eleitor que se irrita com as letrinhas brancas sobre o fundo azul preferido pelos operadores de másters de televisão geradora selecionada pelos representantes da Justiça Eleitoral.
A definição de qual será a emissora geradora do sinal, áudio e imagem da televisão e do sinal e áudio do rádio se transforma em um “presente de grego”, isto porque os operadores não conseguem agradar a todos os encarregados da distribuição dos programas e das inserções. Como há necessidade de um mínimo de tempo para verificação da gravação com relação à qualidade e o tempo, nem sempre a relação entre as secretarias das emissoras geradoras (rádio e televisão) e os entregadores dos programas e inserções permanece boa e o mais comum e se tornar uma zona de atrito que só irrita funcionários das emissoras e os entregadores.
Como geradora é geradora e em Macapá são apenas três emissores de televisão com essa qualificação, ninguém quer ficar com a incumbência, devido a zona de atrito que é criada e, até, as questões que vão parar na Justiça devido aos inevitáveis erros de execução.

domingo, 17 de agosto de 2014

Horário eleitoral gratuito

Rodolfo Juarez
Este é o último domingo, antes da eleição do dia 5 de outubro, que vai passar sem os comentários sobre o desempenho dos candidatos nos programas gratuitos de rádio e televisão. Isso porque, a partir do meio da semana começam as propagandas dos candidatos para convencer o eleitor a votar neles.
Este ano, mais até que os outros, o eleitor está na expectativa dos programas que serão levados ao ouvinte de rádio e ao telespectador de televisão e se justifica essa apreensão pela forma como os partidos políticos e os seus dirigentes utilizaram os espaços que lhes foram concedidos na televisão para apresentação de programas de 10 ou 5 minutos e as inserções.
A comparação será feita inevitavelmente. Afinal de contas há um desalento com relação ao tipo de comunicação que os partidos e os políticos utilizam para pensar a realidade, sempre muito mais favorável do que aquela vivida no dia a dia pela população.
Em alguns momentos, principalmente na propaganda oficial, o exagero chega a ultrapassar os limites da coerência e apresentar a cidade ou o estado com condições que não são experimentadas pela população que vive na cidade ou no campo real.
As equipes de divulgação passaram a utilizar critérios que ultrapassam o bom senso e se não vão além da boa fé, mas fica muito próximo da má fé, em uma atitude que desagrada e descredibilisa as próprias divulgações que, certamente, são tomadas com o objetivo de agradar o contribuinte e valorizar o trabalho daqueles que lidam com os recursos públicos.
Por essas e outras que há uma expectativa fora do normal com relação aos programas gratuitos e de divulgação eleitoral, no rádio e na televisão.
Começa dia 19, terça-feira, e os candidatos que seguirem a mesma linha das divulgações oficiais perderão a credibilidade e terão muito mais dificuldades para firmar as suas propostas, por melhores que possam parecer.
É um momento em que o zelo das coordenações de campanha deve ser redobrado para que os horários sejam ocupados sem promessas ou ataques ou que sejam apenas repetições do que já se tornou conhecido, mesmo que sejam com outras imagens, mas se tiverem o mesmo sentido, o risco de não dar certo é muito grande.
E são muitos os candidatos que estão apostando tudo nos programas gratuitos que farão veicular no rádio e na televisão.
Os que pensam assim têm toda a razão, afinal é a última cartada legal antes da votação. É o momento para mostrar-se, de corpo presente ao eleitor, dando oportunidade para que haja a definição dos indefinidos e, até, mudança para aqueles que repensarem o seu apoio.
Os programas irão até a antevéspera da eleição, tempo suficiente para que todos os candidatos se apresentem.
Para alguns haverá mais dificuldades de que para outros. As coligações ou os partidos (no caso de estarem “solteiros” na disputa) são os responsáveis pela definição de quem e quando cada candidato vai aparecer principalmente nas eleições proporcionais. Nas eleições majoritárias (para governador, para presidente e para senador) cada candidato já tem o seu tempo definido pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral.
Se os candidatos e os partidos souberem tirar proveito dos programas, como mensagens adequadas, poderão ter sucesso. Doutra forma, poderão irritar o eleitor e jogar todo o trabalho no lixo.

Ah! Os domingos serão o único dia da semana sem os programas eleitorais gratuitos no rádio e na TV.

domingo, 2 de setembro de 2012

Horário eleitoral gratuito - segunda semana

Rodolfo Juarez
Passadas as primeiras duas semanas do horário gratuito no rádio e na televisão para os partidos políticos e as coligações fazerem a divulgação dos seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, os eleitores já começaram a analisar cada candidato e alinhavar as suas primeiras decisões.
Agora o eleitor vai juntar o que viu e ouviu com as imagens que estão distribuídas pela cidade sob a forma de cartazes, minidoor e cavalete, com as tiras, faixas e cartazes adesivos nos carros, com os jingles em forma de música que passa pela frente das casas, todos os dias, chamando para aderir à campanha, em uma espécie de “siga-me se gostar”.
Até agora o que está surpreendendo é falta de criatividade e a baixa qualidade das propagandas levadas ao eleitor pelo rádio e pela televisão. Aliás, a propaganda no rádio fica ainda mais sem expressão, prejudicando a motivação, pois, na grande maioria, são os mesmos programas levados pela tv, naturalmente sem a imagem.
As dificuldades que os candidatos e os coordenadores de campanha aparentam estar passando já mostraram algumas correções nos programas de sexta e de ontem, sábado, procurando motivar os eleitores a anotar as propostas que estão sendo apresentadas, principalmente pelos candidatos a prefeito.
A constatação é que não há novidades. Aliás, para alguns a novidade é a falta de qualidade dos programas.
Os candidatos, com raras e notórias exceções, estão tendo dificuldades para encontrar o mote de sua campanha. Estão atirando para todos os lados, em uma espécie de procura incessante por um rumo.
A maioria dos candidatos a vereador, se não aparecesse na televisão ou falasse no rádio, poderiam até acumular alguns votos, mas essa maioria aparece e para cada aparição tem a confirmação do eleitor de que “esse está despachado”.
As enquetes sobre os programas, que é importante fazer, estão deixando os coordenadores completamente tontos. Nenhum deles ainda não descobriu o “caminho das pedras” e segue tateando, pedindo para o tempo acabar, ao contrário do comportamento comum que é sempre reclamar que “o tempo não deu”.
Os candidatos, todos eles, não se constituem em nenhuma novidade. Isso quer dizer que os eleitores já sabem, mais ou menos, em quem não votam de jeito nenhum e naqueles que não deixariam de votar nunca. Ou seja, em um cenário assim, a campanha pelo rádio e pela televisão perde a sua importância e funciona apenas como uma espécie de manutenção das conquistas.
Com os candidatos a prefeito de Macapá são “figurinhas carimbadas” o eleitor já os conhece, como também conhece os pontos fortes e os pontos fracos; o que é e o que não é capaz de fazer; se está ou não em condições de assumir a responsabilidade de ser prefeito de Macapá.
O fato é que tudo permanece nas mãos dos eleitores que, no dia 7 de outubro, ignorando todas as pressões e, lembrando dos pontos fortes e fracos dos candidatos, vai digitar e demorar, em média, 4 segundo para definir os seus preferidos, votando para prefeito e vereador.
Não convém dispor-se a anular o voto ou a votar em branco, essa decisão acaba favorecendo o vencedor que, ou perde o voto do eleitor que anulou ou votou em branco, ou não tem esse voto contado na coluna do outro que poderia ser decisivo para a eleição.
O eleitor no dia 7 de outubro precisa ir às urnas, não pode entrar para a lista dos faltosos ou ficar imaginando que pagar a multa o redime do compromisso que tem com a democracia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Horário Eleitoral Gratuito

Rodolfo Juarez
Depois de uma semana, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão deste ano, tem se revelado um dos mais fracos dos últimos pleitos.
Os marqueteiros não conseguem inovar e muito menos, abandonar os velhos truques e utilizar o que há de mais avançado, mesmo aqui no norte do País, no que se refere à direção e arte, principalmente nos programas para a televisão.
Pesquisas feitas no final de semana revelam que a propaganda eleitoral influencia no resultado da eleição, de acordo com a informação contida nas mensagens que são dirigidas ao eleitor, diretamente pelo candidato ou indiretamente através flashes criativos o oportunos mostrados durante o programa.
Mais de 60% do eleitorado confirma que o horário eleitoral gratuito no rádio e na tv é importante para o eleitor e deve ser mantido.
Ora, se a maioria do eleitorado acha importantes os programas é preciso que eles sejam aproveitados da melhor forma pelos candidatos e não apenas para usar o tempo que é disponibilizado à coligação ou ao partido.
Percebe-se que os coordenadores das campanhas têm considerado as inserções no rádio e na tv mais importantes que os programas do horário eleitoral gratuito. Lá, na inserção, está reservado o espaço para mostrar o que os marqueteiros consideram os pontos mais fortes dos candidatos.
Essa constatação pode ser o resultado de uma das duas avaliações feitas pelas respectivas coordenações de campanha: ou consideram que a inserção alcança maior público votante ou que se valem dela apenas como complemento aos pontos levantados no programa eleitoral gratuito do partido ou da coligação.
Mesmo com a aprovação popular do programa gratuito, algumas questões estão em estudo com relação àqueles programas.
Uma delas é a repartição do tempo.
Já é predominante a tese de que o horário eleitoral gratuito no rádio e na tv deve ter o maior peso conforme o número de candidatos apresentados pela coligação ou pelo partido no caso de concorrer solteiro.
A regra atual está propiciando uma espécie de negócio feito por partidos que têm grande representação no Congresso Nacional, em uma eleição que nada tem a ver com a composição daquele poder – a eleição é municipal.
Alguns dos candidatos a prefeito do município de Macapá, por exemplo, preferiram aliança com alguns partidos muito mais pelo tempo que tem na televisão e no rádio, do que pela proximidade que tem de seu ideário, ou capacidade de atração eleitoral.
Essa situação é uma das contradições do modelo de divisão do horário eleitoral que, em tese, está sustentado pela proposta de isonomia entre os candidatos, mas que na prática, se revela um desconstituinte dessa isonomia, uma vez que, hoje, uma aliança “bem feita” significa uma aliança que dê maior espaço no rádio e na televisão.
A divisão paritária entre os disputantes, através das coligações ou dos partidos, quando concorrerem “solteiros” é uma proposta que está ganhando corpo e que parece muito mais adequada à proposta principal – igualdade de oportunidade.
Mas enquanto alguns candidatos a prefeito têm muito tempo e outros tão pouco tempo para apresentar as suas propostas, os prejuízos à sociedade, ao eleitor e aos próprios candidatos, continuam sendo anotados e o reflexo vem em forma de resultados que não elegem os verdadeiros lideres e deixam para os demagogos aberta as oportunidades que aumentam os níveis de erro do eleitor.
Basta acompanhar os períodos dos conchavos e das eleições para perceber que a negociação tem como uma das prioridades o tempo no rádio e na tv que determinado partido “trás para a coligação”.
Um erro que se transforma, em regra, em péssimas administrações.